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› Autor: @naru-chan
› Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela.
› Personagens: Sakura, Sasuke, Tsunade, Iruka, Temari, Kakashi
› Classificação: 14+
› Adicionado em: 21/09/08
› Comentários/Favoritos 9/6
› Caracteres: 8.882
› Exibições: 199
Baseado na obra original “O pacto” de Jodi Picoult. Está fanfic não possui fins lucrativos, seus personagens pertencem a Masashi Kishimoto. Seja criativo não copie, crie!
***
AGORA
Novembro 2001
Iruka colocou Temari na cama devagar, graças ao Valium que a esposa havia tomado – cortesia do simpático médico que estava cuidando do caso de Sakura – ela agora dormia profundamente, e ele não queria despertá-la. Ele deixou a esposa só quando tinha certeza de que ela estava segura e profundamente adormecida, e então entrou no corredor e foi até o quarto da filha. A porta estava fechada, e quando ele a abriu sentiu como se um garfo estivesse penetrando em suas entranhas. Todas as memórias de uma Sakura saudável e feliz, encontravam-se ali. As memórias e sensações eram tantas que Iruka precisou se recostar no batente da porta para não desabar. Quando ainda estavam no hospital, Iruka havia conversado com a detetive que estava cuidando do caso. Iruka havia imaginado um agressor bêbado, alguém pervertido e quem sabe até mesmo alguém com problemas mentais, que tivesse atacado a filha e o namorado tão selvagemente, ele teria imaginado qualquer coisa, mas jamais o que a detetive o havia lhe contado. Sakura e Sasuke haviam feito um pacto de suicido. Eles queriam morrer. Iruka tentou lembrar das conversas recentes que teve com a filha, dos fatos. A última vez que havia conversado com ela tinha sido no café da manhã antes dela ir para escola. Ela parecia normal, de forma alguma estava deprimida ou estranha, ele tinha certeza disso, pois lembrava-se perfeitamente de Sakura conversando e rindo alegremente junto com a mãe. Iruka começou a explorar nas coisas da filha, procurando por qualquer sinal de que estivesse errado, mas as memórias eram muito grandes, sua garotinha encontrava-se deitada numa cama de hospital, com grandes bandanas ensangüentadas, que precisavam ser trocadas de hora em hora, inchada e machucada, e o pior, possivelmente jamais voltaria a recobrar a consciência. Iruka saiu do quarto apressado, colocou uma camiseta limpa, escreveu um bilhete para mulher, avisando que estava retornando ao hospital, e que voltaria de manhã cedo para buscar Temari, para que ela fosse ficar ao lado da filha, e saiu de casa, e voltou para o hospital.
***
Quando Sasuke recobrou a consciência tudo o que pode pensar era em Sakura. Onde ela estaria agora? Ainda estaria viva? Será que ela havia morrido enquanto ele dormia, e agora se encontrava em um necrotério? Estaria o corpo dela sendo velado pelos pais? A cabeça do garoto doía, e ele sentia-se horrível, tinha um gosto amargo na boca e suas pálpebras estavam pesadas, era difícil manter os olhos abertos.
A mãe dele encontrava-se adormecida aos pés da cama, e o pai na única cadeira disponível no quarto. Não havia mais ninguém ali, e a garganta de Sasuke queimou. Ele balançou furiosamente a cabeça, tentando abandonar aqueles pensamentos, e a mãe acabou acordando.
- Sasuke? Você está bem querido?
O pai acordou logo em seguida. Os dois ladearam a cama, com um sentimento de dor, medo e pena impressos no rosto. – Em breve você poderá ir pra casa querido, e aí você vai melhorar – disse a mãe.
- Onde está a Sakura? O que está acontecendo com ela? Ela ainda está...viva? – perguntou o garoto.
Tsubame fez uma leve careta, as noticias não eram boas e ela não queria perturbar ainda mais o filho – Ela ainda está viva – respondeu.
- Mas...? – insistiu Sasuke.
Tsunade hesitou. De qualquer forma ela sabia que o filho não iria desistir de noticias tão facilmente, e ainda por cima o fato dele e Sakura estarem no mesmo hospital não facilitava as coisas - Ela está em coma. Ao que parece, as chances dela acordar não são muito boas... mas podemos ter esperança, Sakura é uma menina muito forte, tenho certeza que ela vai recobrar a consciência – acrescentou rapidamente.
Sasuke permanceu imóvel. Ele não sabia o que fazer, sentia-se profundamente incapaz...
- Querido, não tem problema se você chorar, é bom, coloque o que está sentindo pra fora.
- Saia daqui – ele respondeu cuidadosamente.
E só quando ouviu a campainha do elevador no final do corredor, ele cobriu o rosto com suas mãos tremulas e se perguntou que pessoa era esse, que ele havia se tornado.
***
Temari estava sentada na sala de espera do hospital. Ela raramente se mexia, se quer piscava. Iruka estava cuidando da papelada de internação, coisas que tinham a ver com o plano de saúde, enquanto ela ficava sentada ali, fazendo nada, sentindo o tempo se arrastar...
Quando o médico que estava tratando Sakura finalmente foi falar com Temari, pareciam que anos haviam se passado, e não apenas algumas horas.
- Como ela está doutor? – A voz de Temari tremia.
O médico soltou um suspiro contido – ainda inconsciente. Fisicamente seu corpo parece estar respondendo bem aos medicamentos, a cabeça não está mais sangrando e eu não duvido que dentro de algumas semanas ela já esteja muito melhor, foi sorte a bala ter pegado onde pegou. – ele hesitou por instante, mas continuou – no entanto, ela continua em profundo estado de coma. Já se passaram 2 dias, senhora Temari. Talvez esteja na hora de começar a pensar sobre o que a senhora gostaria de fazer.
Temari gelou, não conseguia entender plenamente onde o médico queria chegar com aquela insinuação. – O que o senhor quer dizer?
- Bom, no ponto em que estamos a probabilidade de Sakura recobrar a consciência são muito pequenas. Mesmo que o faça, as chances dela adquirir diversos problemas, como deficiências cognitivas, dificuldade de fala, de movimento, de coerência, entre tantas outras são extremamente altas. Talvez seja mais humano, nesse ponto, se a senhora simplesmente desse a ordem para que pudéssemos desligar as maquinas que estão mantendo ela viva, e deixá-la partir.
Temari sentiu seu coração parar de bater por um instante. Desligar os aparelhos? Deixar sua filha morrer? Morrer, por uma decisão sua?
- Não iremos fazer tal coisa – interrompeu Iruka – o senhor mesmo acabou de dizer que Sakura está melhorando!
O médico pirateou – de fato, mas apenas fisicamente. As chances dela...
- As chances dela se recuperar e acordar, não são zero, nossa filha é forte e eu tenho certeza que ela pode se recuperar. E nós vamos dar essa chance a ela – o tom de voz de Iruka era decisiva e dava por encerrada a conversa.
Quando Iruka e Temari entraram no quarto onde a filha estava, nenhum dos dois parecia ser capaz de proferir uma única palavra. Apesar do médico ter dito que os ferimentos dela estavam se curando, ainda era possível ver uma enorme mancha vermelha nas ataduras em sua testa, e seu rosto estava inchado e disforme. Era uma visão dantesca que cortava o coração dos dois. Como a filha podia ter sequer considerado fazer aquilo consigo mesma? Qual motivo ela teria pra fazer tal coisa? E eles só podiam pensar em um único motivo, uma única pessoa que poderia ser capaz de machucar Sakura o bastante, ao ponto dela considerar fazer algo do tipo.
Temari estava sentada na cama, velando pela filha, e derramando lágrimas silenciosas, quando ouviu uma batida na porta, e entrando no aposento, Tsunade. Ela vinha com um fraco sorriso, era um meio pedido de desculpas e ao mesmo tempo, um sorriso solidário.
- Como ela está? – Perguntou Tsubame
- Na mesma. Os médicos não parecem estar muito otimistas. – respondeu Iruka.
Tsunade apertou seus lábios até que formassem uma fina linha. – Eu tenho certeza que ela vai se recuperar, Sakura é forte.
- O que você quer aqui? – interrompeu Temari.
Tsunade olhou pra amiga, e achava difícil reconhecê-la. Temari tinha olheiras roxas ao redor dos olhos, seus cabelos estavam emaranhados e sem brilho, ela estava pálida e seu rosto estava sem vida – vim aqui pra saber como está Sakura, ela é como uma filha pra mim também sabe – respondeu.
- Tudo o que eu sei, é que seu filho está vivo e consciente. E a minha está aqui, a beira de virar um vegetal pra sempre...
***
Continua...
Nota da Autora: Desculpa gente não deu pra postar ontem, tava em casa não...
Mas ta ae, espero que tenham gostado e até semana que vem \o
P.S: Aqui gente, quanto a organização dos casais e nomes dos personagens, bem só posso pedir que mantenham a mente aberta, porque eu sei que eles não são mesmo os casais convencionais, e não é nem esse o objetivo.
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