Uma nova chance na vida
- Fala
"Pensamento"
(Nota da autora)
Capítulo XXII
O Sol de Suna
Encontros
No final da noite, Tsunade enfim fora visitar Sakura no hospital, onde lhe deu alta. Ficou espantada com a recuperação rápida de sua pupila, graças ao ninjutsu médico de Kaori. Ao lado de fora do quarto, Naruto estava ansioso para a saída de Sakura. Era difícil manter-se calmo e quieto, mas permaneceu calado na presença do Sr. Haruno, pai de Sakura.
Assim que saiu do quarto, Tsunade informou aos Harunos que a jovem já poderia ir para casa. Naruto se levantou contente da cadeira, pronto para entrar no quarto junto com os pais de Sakura, mas a pedido de sua obaa-chan, ficou do lado de fora. Apenas alguns minutos permitiram-lhe que se despedisse da jovem, pois já era tarde.
Naruto se despediu feliz por vê-la sair do hospital, mas triste por não poder ficar mais tempo em sua companhia.
- Não seja apressado. Você vai vê-la todos os dias quando for a Suna. – Disse Tsunade, colocando a mão no ombro de Naruto.
- Eu sei. Acho que vou para casa, amanhã vamos viajar... – Naruto parou um minuto, pensando no que ia dizer, coisa que nunca fazia. Tsunade percebeu e já imaginava o que poderia ser.
- Vá para casa mesmo viu? E não se preocupe que Sakura já está bem, seja lá o que Kaori fez com ela, deixou-a sem qualquer seqüela ou ferida.
- Certo. Vou embora então. – Já acenava a uma boa distância para Tsunade, quando se virou. – E vê se vá dormir um pouco, está com olheiras. – Naruto pulou por sobre uma casa, numa velocidade, não dando tempo para a Godaime reclamar.
- Moleque. *humpf*
Assim que sua mãe lhe desejou uma boa noite e também foi dormir, Sakura se levantou da cama. Estava sem sono, e cansada de ficar deitada.
Abriu a janela, deixando a brisa fresca da noite invadir o quarto, sentindo um pouco o gelado vento bagunçar os cabelos. Sentou-se na cadeira de frente para o espelho, pegando uma escova, e passou a pentear as madeixas rosadas, que já começava a passar dos ombros.
- Estava te esperando. – Sakura falou baixinho para seus pais não ouvirem. Virou-se para a janela e sorriu.
Naruto sentado na janela do quarto retribuiu o sorriso, mas logo se explicou o porquê de estar ali tão tarde.
- Não ia conseguir dormir sabendo que amanhã você já vai a uma missão. Não tem nem uma semana completa que você se machucou na última missão.
- Não há porque você se preocupar. Vou a Suna apenas para auxiliar no hospital. Parece até que eu vou lutar no Torneio. Falando nisso... – Sakura se levantou da cadeira, deixando a escova sobre a mesinha. – Esse é mais um exame que você perde. – Continuou falando até se aproximar da janela onde Naruto estava sentado, ficando de frente para ele.
- Não perdi. Apenas decidir não fazer, enquanto Sasuke também não faz. – Respondeu o loiro, ficando um pouco vermelho, ao perceber como Sakura estava vestida. – Sakura-chan, você esta com roupa de dormir. – Disse desviando o olhar para o lado.
- Deve ser por que eu já ia dormir não é? Está com vergonha? – Sakura sorriu, segurando com as mãos o rosto de Naruto.
- Não é vergonha. Melhor eu não me acostumar. Não quero ser precipitado. Ta na hora de ir, você tem que dormir e descansar para amanhã. – Segurando as mãos de Sakura, que ainda estavam sobre as marcas em seu rosto, Naruto foi tirando-a aos poucos.
- Eu vou tentar dormir. E você faça o mesmo. – Sakura falou jogando seu corpo mais para frente, fechando os olhos a espera de um beijo.
Naruto sorriu abraçando-a, tanto que esperou para sentir o carinho dela, agora se sentia completo, não estava mais sozinho. Beijaram-se por alguns minutos, ainda tímidos um com o outro. Aos poucos se afastaram. Sakura ainda de olhos fechados.
Naruto pulou a janela para dentro do quarto, ficando de pé em frente a ela, passando as mãos pelos fios rosados. Deu um ultimo beijo, e se despediu, saindo pela janela rapidamente.
Quando abriu os olhos, sozinha em seu quarto, Sakura ouviu a porta de seu quarto abrir.
- Sakura? Ainda acordada? - Perguntou a mãe. - Ouvi um barulho, está tudo bem?
- Sim. Foi o vento, que abriu a janela. - Respondeu indo fechar a janela.
- Vá dormir agora. - Sakura obedeceu a sua mãe.
A noite passou tranqüila na Vila. Tsunade pediu para que os Jounins enviados para as fronteiras do país retornar-se. Ainda sentia que algo estava errado, mas não poderia fazer um alarde, motivando todos ao medo.
Deixando de lado a nova habitante de Konoha, havia mais coisas que a preocupava. Sem conseguir dormir, foi para o escritório organizar seus pensamentos.
Perdeu um bom tempo, tentando imaginar o motivo de Jiraiya ter saído com tanta pressa no cair da noite, logo que recebeu uma mensagem de um dos seus sapos. Pegou a garrafa de saquê que havia escondido na primeira gaveta da mesa, assim como escondera também dois copos. Como estava sozinha pegou apenas um, que trincou, antes mesmo de encher com o saquê.
- Para onde ele foi? - Se perguntando enquanto limpava a mesa, quando um ANBU apareceu a assustando. - Céu precisa aparecer assim até para a Hokage?
- Gomenasai Godaime-sama. Venho trazer uma informação importante. - Disse o ANBU, fazendo uma reverência a Hokage.
- Não diga que são problemas. - Torceu Tsunade, mas nenhum ANBU se atreveria a perturbá-la antes do sol nascer se não fosse importante.
- Recebemos uma mensagem vinda do País da Água.
Tsunade respirou fundo, lembrando-se de que o Time Kurenai e o Time Gai estavam em missão no país da Água.
- O que houve? - Perguntou esperando pelo pior.
- Há suspeitas de que alguns membros da organização Akatsuki estejam nos redores do País da Água. - Informa o ANBU, fazendo Tsunade se levantar rapidamente.
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Deitada em sua cama, virando para os lados, sem conseguir dormir. Não iria agüentar ficar mais um dia sem um descanso de verdade. Tinha treinamento para manter-se acordada por dias, caso necessitasse em uma missão, mas para Ino, ficar sem dormir significava mais olheiras. Desistiu de dormir, logo o sol iria nascer, e sua missão recomeçar.
Tomou um longo banho, e já saia do banheiro enrolada na toalha, parou na porta, com a sensação de que era observada. Prendeu mais a toalha em seu corpo, pegando um pente de cima da comoda. Passou a pentear os longos fios loiros de frente para o espelho. Ainda sentia-se como se alguém a olhasse, mas as janelas estavam fechadas, inclusive as cortinas.
Tirou a toalha, jogando-a na poltrona, abrindo depois o guarda-roupa, não demorou muito para escolher suas roupas, e em minutos já estava vestida. Prendeu bem alto o cabelo, já puxava para frente sua franja, quando decidiu prendê-la ao lado com uma fivela pequena.
Ansiosa e pensativa, andou pela casa, esperando a hora passar, mas a cada olhada no relógio da parede da sala, parecia que os minutos se transformavam em horas.
Saiu de casa e resolveu ir andando devagar pela Vila até chegar ao seu destino.
Chegou em frente a Vila fechada do Clã Uchiha, como no outro dia, mas dessa vez esperava ser melhor recebida.
Parou um minuto de frente para o portão de madeira, acima o simbolo do Clã em branco e vermelho, o lugar vazio e frio, um dia já foi uma das maiores Vilas dentro de Konoha.
Lembrou-se quando era pequena, e ficava de longe vendo a movimentação do clã, assim também via Sasuke, que sempre estava junto ao irmão mais velho.
Ino começou a andar pela rua vazia do Clã, mais uma vez uma outra lembrança veio a sua mente.
Logo depois que o Clã Uchiha fora exterminado, voltou junto com Sakura para ver como estava o lugar. Apesar da curiosidade, não conseguiram passar nem pela entrada do Clã, que estava sendo protegida por ANBUS.
Andou a passos lentos até chegar em frente a casa principal, a única que parecia um bom lugar para morar. Ino ergueu a mão para ater na porta, mas antes que tocasse, ela foi aberta. Retornou a mão fechada para perto do corpo, dando um passo par atrás.
- O sol nem nasceu! - Foi à única coisa que Sasuke falou, cruzando os braços encostando-se na porta da entrada.
- Se achar melhor.. Posso voltar mais tarde.. - Ino virou-se de costas fechando os olhos, girando o rabo de cavalo, que batia no rosto de Sasuke.
- Seu cabelo é uma arma também? - Perguntou coçando o olho esquerdo que fora atingido pelos fios loiros. - Porque se for eu terei que cortá-lo.
- Não se atreveria a tocar em mim. - Sabia que não deveria falar como se fosse um desafio, mas já havia dito. Ino permaneceu parada com as mãos na cintura.
- Entra! Já tomou café? - Sasuke deu passagem para Ino entrar, a convidado para o café da manhã.
Distraída, já que nunca havia entrado na casa do Uchiha, não percebeu no que já falava.
- Sakura me disse que você não toma café da manhã. - Ino falou olhando a sala, e os poucos móveis.
- O que mais a Sakura contou sobre mim? - A voz de Sasuke sempre parecia ficar mais fria e distante, quase como se quisesse amedrontar as pessoas. E conseguia. Ino sentia-se frágil demais por cair sempre no jogo do Uchiha.
- Nada demais, não pense que nós só conversamos sobre você. - Ino sabia que era mentira, e Sasuke também sabia. Ele sorriu e a acompanhou atá a cozinha. - Onde está, sua cunhada? - Perguntou Ino sentando-se na mesa, sendo servida por Sasuke.
- Levei-a agora pouco para o quarto, está dormindo. O açúcar está aqui. - Sasuke alcançou o pote com as pedras de açúcar, fez que iria adoçar o chá de Ino, mas ela recusou.
- Não. Obrigada, eu não uso açúcar. - Assoprou o chá, segurando a xícara com as duas mãos e bebeu um pouco. - Levou Kaori para o quarto agora? Não dormiram a noite? - Ino novamente falou mais do que queria. Sasuke sentou-se do outro lado da mesa, segurando apenas a xícara de chá, sem beber.
- Não precisa fazer essa cara. Dá pra entender a curiosidade das mulheres. Nós dormimos no sofá. - Não precisava dar qualquer explicação para Ino, mas gostava de ver as reações da loira a cada frase dita. - Como você agüenta beber isso sem açúcar?
- Imagino que já esteja intimo dela. - Sorveu mais um gole do chá, que realmente estava amargo. - Açúcar engorda.
- Intimo? Não o tanto que você gostaria de ser comigo. - Sasuke se levantou, colocando a xícara ainda cheia de chá, dentro da pia. - Você está magra demais. Aliás você e Sakura deveriam fazer como a Tenten.
- Quem disse que quero ser intima sua? - Ino também se levantou, levando sua xícara vazia até a pia. - Fazer como a Tenten? O que ela faz?
Sasuke ficou calado, apenas lavou as xícaras, secou as mãos, enquanto Ino esperava que ele lhe respondesse a sua pergunta. Mas o moreno nada falou, passou por ela, e parou na porta.
- Vou treinar, você vem?
Ino o olhou de canto, a conversa estava indo muito bem até a arrogância de Sasuke falar mais alto. Perguntou, se ele iria deixar Kaori sozinha, e sem nenhuma surpresa não houve resposta.
Sasuke não se preocupou em deixar Kaori só, mesmo porque a quantidade de ANBUS que cercava a Vila de seu Clã era o suficiente para cuidar dela.
Saíram da casa, e o sol já começava a nascer. As ruas ainda estavam vazias, assim como Sasuke gostava. Andar por Konoha no meio do dia, era como uma prova de fogo. Mesmo não se importando com os olhares e certos comentário, não queria que Ino passasse por isso, assim como foi com Sakura, quando voltou a Vila. Ser vista na companha de um Uchiha era como ser aliada a um inimigo.
Percebendo a preocupação que estava tendo com a loira, o jovem tentou puxar conversa. Era simples, apenas dizer algo, ou perguntar, e a conversa fluía naturalmente. Mas apenas o começar já era difícil.
Chegaram ao campo de treinamento, no mesmo silêncio que mantinham.
Ino sentiu ser observada, a mesma sensação que sentira em seu quarto, provavelmente estavam sendo vigiados. Imaginou como deveria ser difícil ser seguido por todos os lados.
- Sasuke? Eles estão sempre por aqui? - Perguntou Ino.
- Sim. Mas você se acostuma. - Respondeu Sasuke, já imaginando a quem Ino se referia.
A parte difícil de seu treinamento era manter-se concentrado, a cada momento em que usava sua Kekkei Genkai, era como se, seus olhos ardessem em chamas. Sasuke fechava os olhos a todo instante, sem reclamar.
Era visível para Ino, que ele passava dificuldades, mas sabia que o orgulho dele a deixaria de fora daquele tormento. Gostaria de ajudar, mas não sabia como, certamente levaria um não, ou simplesmente seria ignorada. Mas para sua surpresa não foi necessário dizer nada.
- Ino? - Sasuke a chamou. - Em vez de ficar sentada aí na grama me olhando, poderia ajudar. - Apesar das palavras saírem com muita frieza e total falta de sentimento, Ino não iria deixar passar a oportunidade. Jamais pensou em um dia treinar com Sasuke, mesmo porque, quado ele se foi de Konoha, por alguns anos achou que não voltaria.
Algumas horas depois, já havia pego o ritmo dele. Mesmo sem poder usar como queria o Sharingan, o Uchiha ainda se mostrava forte e rápido.
Treinaram um pouco de ninjutsu, e depois taijutsu, no qual Ino se saiu um pouco melhor, mas ainda não conseguia acumular força como Sakura, mas o pouco que acumulou acertou Sasuke em cheio. Correu até onde ele havia caído, mas antes que o ajudasse a se levantar o "corpo"de Sasuke se desfez em vários pássaros negros. Ino se afastou, jurando matá-lo por fazê-la cair em um genjutsu. Sasuke apareceu atrás da loira com uma kunai na mão, segurando-a pela cintura, com o rosto próximo ao seu.
- Não pensou que seria fácil me atingir, não é? - Sasuke apontava a kunai próximo aos olhos de Ino, que os mantinha fechado. Subiu a mão com a arma e quebrou a fivela que a loira havia prendido a franja, deixando os fios cair sobre o rosto dela.
- Você gosta de aterrorizar as pessoas que te ajudam sempre? - Soltou-se do braço que a segurava pela cintura, pegando em seguida a fivela do chão.
- Acho que eu retiro o que disse mais cedo. - Enquanto ajeitava seu kimono, abrindo-o mais devido ao calor, Sasuke falou deixando a curiosidade de Ino vencer a luta que travava consigo mesmo por tentar ficar brava com o Uchiha.
- O que você retira? Não que tenha dito muita coisa hoje. - Ino arrumava sua franja bagunçada pela kunai de Sasuke.
- De que você deveria ser como a Tenten. - Sasuke a fitou, levantando as mãos e puxando a fita que prendia todo o cabelo da loira.
- Não sei o que isso quer dizer, você não me disse o que Sakura e eu deveria fazer igual à Tenten. Aliás eu não quero nem saber o que é. Sou uma pessoa totalmente diferente da Tenten. - Ino bateu na mão direita de Sasuke que tocava nas pontas de seu cabelo solto.
- Não quer saber mesmo o que é? - Sasuke parecia se divertir com as provocações.
- Fala logo o que é então. - A curiosidade feminina sempre tomava a frente.
- Você é muito mimada, se preocupa demais com a aparência. Se você e a Sakura se olhassem menos no espelho e treinassem mais, seriam tão boas como a Tenten é.
- E desde quando você sabe alguma coisa sobre a Mitsashi? - Ino o fitou, tentando se mostrar indiferente ao que ouvia. Provavelmente Neji que comentara sobre as habilidades de Tenten, pois nunca o viu próximo a amiga.
- Ciúmes? - Sasuke se aproximou de Ino, que dava passos para trás a cada movimento dele.
- Você é muito arrogante e convencido Uchiha Sasuke. - De fato sentiu um pouco de ciúmes, afinal nunca ouvira Sasuke elogiar alguém.
- E você Yamanaka, apesar de ser mimada, é linda.
Ino foi pega de surpresa, suas ações não acompanharam as de Sasuke que a prendia com os dois braços em volta de sua cintura.
Sem pedir permissão, o Uchiha a puxou mais para perto, sentindo o perfume doce que emanava de Ino. Subiu uma das mãos, segurando o pescoço, e entrelaçando os dedos nos fios loiros puxando-os para o lado.
Os braços de Ino estavam sobre o peito de Sasuke, numa tentativa frustada de mantê-lo longe, mas a força de Sasuke sobressaltava. O beijo, que um dia tanto sonhou em receber, aconteceu. Não era como havia pensado e desejado muitas vezes, mas sabia que não poderia esperar romantismo vindo de Sasuke.
Sasuke cada vez mais puxando Ino para perto de si, aprofundando o beijo. Percebeu a inexperiência da kunoichi, e isso o deixava com mais desejo de continuar.
Percorreu a mão pelas costas ereta de Ino, enquanto a outra ainda emaranhava nos cabelos dela. Quando sentiu, que a loira já seguia seu ritmo, no beijo rápido, parou.
Soltou-a dos braços e dos cabelos perfumados, sem qualquer explicação. Sorriu olhando a kunoichi sem entender por que parou.
- Porque...porque fez isso? - Arrumando os cabelos, bagunçados por Sasuke, perguntou sentindo-se um pouco envergonhada.
- Não era o que você queria? Agora pode contar para Sakura. - Respondeu Sasuke com um sorriso sarcástico.
- Ora seu... Como se atreve. - Ino elevou sua mão pronta para acertá-lo, mas Sasuke a segurou. - Eu te odeio. - Ino puxou a mão que Sasuke segurava com força. - Irei pedir a Hokage para me liberar dessa missão e achar alguém maluco para te aturar.
A loira virou-se, olhava para o chão, segurando seu cabelo solto que caía sobre seus olhos. Tão distraída que, quando um ANBU apareceu a sua frente, assustou-se reclamando como sempre da chegada repentina do ninja.
- A Hokage-sama deseja vê-los. - Disse o ANBU, desaparecendo logo depois, sem se importar com o comentário de Ino.
- Ino...antes de ir. Eu preciso falar. - Sasuke estava atrás da kunoichi. Suas palavras saíram gélidas, mas não conseguia ser diferente disso.
Ino nada comentou, nem ao menos pareceu estar interessada no que ele gostaria de dizer. Apenas o olhou, como todos os outros o olhava. Lançando ódio e desprezo. Pediu para que o Uchiha não falasse mais nada. Saiu as pressas, indo em direção à mansão da Hokage.
No escritório, Tsunade se controlava o que podia ouvindo as reclamações de Naruto.
- O que? Mas porque eu não posso ir? É meu time, então é minha missão também.
- Naruto para de reclamar antes que eu perca a paciência. Já disse que temos um assunto mais importante para resolver. Estou com uma missão Rank-A para resolver, e não quero falhas. - A Godaime falou, deixando transparecer sua preocupação.
Shizune tratou de avisar todos que Tsunade havia convocado para a missão no País da Água. Não poderia tirar todos os Jounins e Genins de suas posições, deixando a Vila desprotegida.
Logo depois de Naruto, chegou a sala Kakashi e Yamato, acompanhados por Sai.
Tsunade esperou mais alguns minutos para começar a passar as suas ordens. Já que ninguém mais aparecia, decidiu colocar logo todos a par dos acontecimentos.
- Duas semanas atrás enviei o Time Kurenai ao País da Água, somente para algumas resoluções políticas, precisava de representantes de Konoha por lá. Logo depois, enviaram uma mensagem pedindo para que um representante direto da Hokage se apresentasse imediatamente junto a eles, eu não podia sair de Konoha ou mandar Shizune, e Sakura já estava em missão a procura de Kaori. Por isso mandei o Time Gai me representar. Estava indo tudo bem, até receber um relatório de um dos ANBUS.
- Relatório? Que relatório Obaa-chan? E porque é tão grave ir ao País da Água? Nós não fizemos acordo de paz? O que está acontecendo? - Como sempre a insistência de Naruto provocava algumas veias na testa da Hokage.
- CALADO... DEIXA EU TERMINAR PRIMEIRO... - Gritou Tsunade, batendo as mãos na mesa.
- SE FALAR LOGO EU ME CALO. - Naruto já não parecia ter tanto medo de encarar a Godaime.
Os dois no mesmo tom de voz, alto e ensurdecedor, gritavam juntos, deixando até mesmo Kakashi, Yamato e Sai com medo.
- Tsunade-sama... Naruto-kun...Por favor, parem de brigar. Por favor, vamos nos concentrar na missão. - Inutilmente Shizune tentava acalmar os dois.
Acostumada com os gritos da dona, a porquinha Tonton, dormia tranqüila embaixo da mesa da Hokage, mesmo quando Tsunade batia com força a mão sobre a mesa, que estremecia.
Alguns minutos de mais discussão, Naruto calou-se, para espanto da Hokage. Assim que se calou, o jovem loiro se virou para os quatro espectadores, dizendo que Sasuke já chegava.
Ino entrou primeiro na sala, recebendo os olhares de todos, logo depois veio Sasuke. Os dois se mantinham calados e sérios.
Sai os cumprimentou, assim como dizia para fazer o último livro que estava a ler.
Um silêncio na sala se formou, todos a espera de ou mais um ataque vindo do Uzumaki, ou enfim a missão revelada por Tsunade.
A espera acabou, Tsunade falou rapidamente a situação, um pouco assustada por Naruto não reagir a nenhuma de suas palavras.
- A missão de vocês é ir para o País da Água, e investigar sobre a Akatsuki. Encontre também com o Time Gai e o Time Kurenai, veja se eles estão em condições de lhes acompanhar nessa missão, caso contrário mande-os de vota a Konoha. - A Hokae via nos rostos de todos a vontade de enfim ficar mais uma vez frente a frente com membros da Akatsuki, principalmente Sasuke. Mesmo não tendo a confirmação de que seja Itachi a andar pelo País da Água, já era um início para ficar perto do irmão.
Tsunade continuou a falar, dando mais detalhes sobre a missão. Naruto estava ainda amis calado no canto da sala, olhando para o nada, como se esperasse a vez dele.
- Alguém tem alguma dúvida? - Perguntou a Godaime, batendo os dedos na mesa.
- Hokage-sama. Eu tenho um pedido. - Ino deu um passo a frente, erguendo sua mão. - Mas gostaria de lhe falar a sós.
- Ino não tempos tempo para conversas entre mulheres. Você acaba de receber uma missão.
- Mas Tsunade-sama é importante. - A loira insistiu, mas não conseguiu vencer a autoridade da Hokage.
- Conversamos quando a missão estiver completa e você retornar a Vila.
- Hai. - Sem dizer mais nada Ino saiu da sala. Não olhou para ninguém, e sumiu por entre os corredores, esperando que ninguém a seguisse.
- Onde ela vai? - Perguntou Sai, um pouco curioso, e sem entender nada que acontecia.
- Provavelmente se preparar para a missão. Ela é uma ninja médica, deve precisar se preparar. - Respondeu Kakashi.
- Sasuke! Por acaso não é responsável pela atitude de Ino. Ou é? - Perguntou Tsunade, fitando o moreno calado a sua frente.
- Não que saiba. - Respondeu, como sempre, em tom de frieza e sarcasmo.
- Creio que já estamos com todas as informações necessárias. Acho que podemos nos encontrar em uma hora na saída da Vila. - Kakashi voltou a falar, recebendo o apoio de Yamato e Sai, que saíram logo após a liberação da Hokage.
Sasuke ainda parado, mantendo sua mente dividida entre a missão e o que fizera de errado para Ino. Concentrou-se somente na missão que teria, em meses não viajava para tão longe, certamente a Hokage estava lhe dando um voto de confiança. Olhou par ao lado onde viu o tão sinistro é o amigo quando está calado. Naruto se mantinha quieto, ainda a espera de uma ordem ou um grande motivo para não ser escalado a uma missão tão importante.
- Hei. Vai ficar aí se lamentando? - O Uchiha se virou cruzando os braços. - Pelo menos você vai para Suna, e lá eu sei que vai ser mais divertido.
- Humm. Não vou me divertir enquanto meu time estiver em missão. - Naruto se desencostou da parede quebrando o silêncio.
Tsunade e Shizune ainda na sala, observavam a conversa dos dois, que praticamente ignoravam a presença delas.
- Até parece. Vai ficar atrás da Sakura e nem vai lembrar de nós. - As provocações de Sasuke, para muitos seriam um inicio de discussão. Mas Naruto sabia que o Uchiha não tinha outro jeito de dizer “Não se preocupe conosco”.
- Eu não vou estar lá para te salvar, caso precise. Teme!
- Não, você vai segurar uma cesta de pique-nique com a Sakura. Dobe!
- Vai sentir falta da Raposa aqui. - Naruto e Sasuke saiam da sala da Hokage.
- Os Falcões são solitários.
- Mas na cadeia alimentar Raposa come Falcão.
- Onde você leu isso?
Os dois saíram da sala como se mais ninguém estivesse ali. Tsunade não se importou com o comportamento, ao contrário. Foi até bom assim, pelo menos Naruto não ficaria reclamando para ir na missão.
- Tsunade-sama. Com a movimentação da Akatsuki, acha que deva mandar Naruto-kun a Suna? - Shizune preocupava-se com as decisões tomadas pela Hokage, principalmente pelo fato de que os Conselheiros da Vila costumava cercá-la para obter informações e quem sabe conseguir manipular algumas decisões.
- Naruto irá a Suna. Creio que ninguém seja tão tolo como foi Orochimaru a tempo atrás, entrando em um Torneio Chuunin. Lá estará ninjas de todos os países aliados e não aliados a nós. A Akatsuki não será tão imprudente em invadir Suna só para capturar Naruto.
Tsunade pediu para que Shizune preparasse o que fosse necessário para a saída dos dois grupos, um que seguiria a Suna e o outro ao País da Água.
Rapidamente a secretária saiu da sala.
A porquinha Tonton, acordou de seu sono, indo até a dona. Tsunade a pegou no colo, acariciando o corpo pequeno e rosa da porquinha de estimação.
- E agora Tonton. O que eu faço com Kaori? - Perguntou a Hokage, recebendo apenas um ruído como resposta.
Num certo ponto do caminho, Naruto e Sasuke se separaram cada um seguindo para sua casa, indo se preparar para a missão. Cada uma diferente, mas com a mesma importância.
Naruto chegou em casa, sentindo-se mais uma vez só. Aqueles cômodos pequenos cada vez mais, o mostrava como precisava de companhia, uma família, para dividir tudo o que conseguira conquistar. Mesmo não tenho uma fortuna guardada, a missão importante o rendera um bom dinheiro, mas sem alguem para compartilhar não era tão bom.
Trocou de roupa, pegou os equipamentos que caso necessitasse usar, e os colocou na mochila. Amarou o hitaiate na testa e saiu, trancando a porta.
Percorreu as ruas de Konoha até chegar a casa de Sakura. Havia prometido que iria buscá-la, assim o fez.
Sakura já estava pronta, com seus itens medicinais em sua bolsa. Apesar de seus pais acharem muito cedo a viajem de missão da filha, a apoiaram, afinal, era um honra ter uma filha que fosse pupila da Hokage.
Na primeira oportunidade que teve longe das vistas de seus pais Sakura se aproximou mais de Naruto. Dando-lhe um beijo no rosto.
- Sakura-chan! Alguém pode ver. - Disse Naruto com o rosto totalmente vermelho.
- Não tem ninguém aqui para ver o que fazemos. - Parando no meio da rua, Sakura puxou Naruto.
- O que você está fazendo? O pessoal já deve estar esperado agente.
- Deixe esperar. Estou achando você mais sério o que aconteceu? - Sakura conhecia as várias faces de Naruto, sabia sempre o que se passava com ele pelo formato que suas sobrancelhas caia ou se erguia conforme o problema surgia.
- Não é nada demais. Vamos. - Puxando-a pela mão, Naruto nada mais disse durante o caminho, talvez por medo de dizer a Sakura sobre a missão em que Sasuke sairia, com a preocupação que ela sempre teve com o Uchiha. Mas de qualquer forma ela iria saber, o quanto mais tarde melhor, pensou Naruto.
Sasuke chegou a vila, alguns homens trabalhavam na reconstrução das casas, passou por todos sem lhes falar nada. Sentindo a presença de pelo menos meia dúzia de ANBUS em volta de toda a vila, entrou na casa principal, sobre os olhares curiosos de todos.
Olhou pelo chão da sala, onde estavam várias sacolas e embrulhos. Possivelmente as lojas haviam entregado as compras feitas no dia anterior. Passou por cima de tudo, tentando não pisar em nada. Até chegar a cozinha, onde sentiu um cheiro familiar, de algo que não se lembrava do nome, mas era muito parecido com o que sua mãe cozinhava.
Kaori estava de frente para o fogão mexendo em alguma panela. Os cabelos, presos no alto da cabeça e chegando até a cintura, usando uma das roupas novas que comprara. Sasuke a olhava, apenas o detalhe do avental que usava, deixava-lhe ainda amis parecida com sua mãe.
- Acordei e você já não estava. Tive que tomar café da manhã sozinha. - Deixando em um prato a colher que usava para mexer na panela, Kaori se virou e fitou Sasuke parado na porta da cozinha, quase que hipnotizado pela cena.
Alguns minutos depois, Kaori ainda falando sobre as compras que havia chegado e também sobre os trabalhadores que estavam responsáveis pela reconstrução do Clãn, Sasuke pareceu despertar.
- Não quis te acordar cedo. Você, esta cozinhando algo? - Perguntou caminhando até o fogão.
- Sim, está com fome? Mais cinco minutos fica pronto. - Com um sorriso no rosto, Kaori tirava o avental que usava, tirando consigo a imagem que fazia Sasuke lembrar-se da mãe.
- Desculpa, mas não poderei ficar. Tenho uma missão para fazer.
A reação de Kaori não foi como imaginou. Certamente acreditava que pelo menos ficaria preocupada, ou diria algo, nem que fosse qualquer frase que lembrasse as que Sakura lhe dizia quando havia alguma missão.
- Uma missão? Estarei a sua espera. - Sentiu-se como se estivesse falando com o irmão mais velho de Sasuke. Não era necessário, choro ou drama. Ele voltaria porque simplesmente era um Uchiha.
Sasuke se preparou, sobre o olhar atento de Kaori. Não falaram muito, apenas uma breve despedida na porta da casa, onde todos que trabalhavam pararam para vê-los.
- Não sei quanto tempo irei demorar. Mas tentarei não demorar. - Sasuke se perguntava, se algo no olhar cheio de brilho de Kaori, mudaria caso dissesse que provavelmente encontraria com seu irmão. Certamente, ficaria mais preocupada.
- Vá com calma. Não precisa se afobar. Quando estiver a frente com algum inimigo, siga apenas seu instinto. Mas duvido muito que encontre com Itachi.
- O que você sabe? - Perguntou Sasuke um pouco espantado com o comentário.
- Não sei de mais nada que você também não saiba.
Olharam-se por alguns segundos, cada qual com o pensamento em algum lugar distânte. A despedida se acabara com um simples “Ja ne”. Sasuke desapareceu das vistas de todos, enquanto Kaori continuava parada na porta da casa.
“- É bom voltar mesmo” - Pensou, enquanto caminhava observando a reconstrução do Clan Uchiha.
Uma hora mais tarde, os dois grupos já estavam na saída da vila.
Sakura chegou junto com Naruto, antes de todos. Em seguida Shikamaru, Chouji e Ino juntaram-se ao grupo. Mais tarde veio Genma, Izumo e Kotetsu.
Quando Yamato e Sai chegaram seguido de Sasuke, os olhos de Sakura automaticamente denunciaram a preocupação. Definitivamente nem todos ali pareciam estar indo para o mesmo lugar.
- Onde está Kakashi? - Perguntou Sasuke sem olhar para ninguém.
- Conhece ele. Está sempre atrasado. - Naruto respondeu, pois sabia que mais ninguém ali iria dizer algo.
- O que é que está acontecendo aqui? - Sakura não esperou muito pela resposta. Tsunade chegou para mais informações e também para dar uma última mudança nos planos.
- Espero que todos estejam prontos. As duas equipes têm missões diferentes, mas desejo que sejam realizadas ambas com sucesso. Genma e Shikamaru estarão responsáveis em ajudar na organização do Torneio Chuunin, na Vila da Areia, assim com eles irão Chouji, Izumo, Kotetsu, Naruto e Sakura. - Tsunade parou um minuto, já vendo que Sakura iria perguntar sobre o outro grupo. - Calma não terminei, o outro grupo Yamato irá liderar com mais um Jounin, além de Sasuke e Sai. Kakashi não poderá ir com vocês, ele tem uma missão de última hora.... - Tsunade foi interrompida, mas não era novidade, o Time sete juntos em um só lugar dava sempre nisso.
- Sasuke-kun? Numa missão? Naruto você sabia e não me contou? - Naruto nada disse, tentou manter os olhos e a atenção no grupo que se dividia, enquanto Sakura tentava entender o que acontecia. - E Ino? Ela irá para Suna?
- Ela virá comigo. - Falou Sasuke se aproximando da amiga. - Sakura, não sei porque tanto drama. É uma missão como outra qualquer. Vá para Suna, e vê se mantém esse Dobe longe de confusão. - Sasuke fechou a mão dando um soco de leve no ombro de Naruto.
- Se precisar de ajuda dá um gritinho Teme. - Naruto se virou, ainda descontente com Tsunade por não ter deixado acompanhar seu time.
Os dois grupos separados, já prontos para partir, mas ainda faltava um Jounin chegar.
A passos largos, mas quase lentos se aproximava alguém, já soltando no ar uma nuvem cinza de tabaco.
- Asuma? - Para surpresa de Shikamaru e dos outros. Ao ver seu Sensei, Ino até se acalmou e sentiu que não seria tão ruim essa missão. Sabia que era um erro pensar dessa forma, afinal, era uma ninja e deveria seguir suas obrigações não importando com quem fosse.
- É eu também vou a missão. Queria ir a Suna ver o Torneio, mas acho que o País da Água me espera.
Antes de seguir viajem, Naruto aproximou-se da Hokage. Sério como nunca havia estado antes, aos olhos de Tsunade.
- Obaa-chan. Espero que esteja certa. Tomara que não precisem de mim. - Com isso, o loiro começou a andar, quando o seu grupo também se movimentava.
Tsunade viu os dois grupos se dissiparem a sua frente, sentiu um aperto estranho no coração, desejava que aquilo não fosse um mau presságio. Com certeza a força de vontade de Naruto o fizera mais forte. Mas de alguma forma, como se fosse uma mãe, queria protegê-lo de qualquer jeito.
A seu lado Shizune falava, mas para a Godaime era como se somente visse sua boca se mexer e nenhum som sair. Pediu licença e saiu andando, querendo ficar sozinha. Algo não esta bem, algo a deixava descontente. Talvez fosse o sumiço repentino de Jiraiya e depois a aparição da Akatsuki, ou a mensagem de um dos sapos de Jiraiya que pedia urgentemente a presença de Kakashi em algum lugar que somente ele conhecia.
E por fim, ainda tinha que deixar Konoha em uma semana para o Torneio Chuunin em Suna.
Entrou em e das máquinas. Tirou uma moeda do bolso e começou a jogar. A primeira perdeu, mas na segunda já começou a ganhar. As moedas saiam da máquina em fúria, espalhando-se pelo chão. Aquele sim era o pior pressagio que poderia ter.
Para chegar a Suna levava-se no máximo 3 dias inteiros, caso houvesse tempestades de areia, o melhor era se abrigar e esperar assim não teria perigo em se perder no País do Vento, as vezes demorava mais que 5 dias.
A equipe indo ao lado oposto do caminho, iria demorar praticamente o mesmo tempo para chegar a seu destino. Para chegar ao País da Água, deveria pegar um barco e se tiver sorte e nenhuma tempestade se formar no caminho chegariam em 3 dias.
No primeiro dia ambas as equipes ainda estavam no solo do País do Fogo, início de viajem todos ainda estavam ávios por seguir sem parar. Mas o descanso era necessário, para manter o corpo leve, mesmo que a mente diga não estar casada.
No segundo dia, o grupo rumo a Suna cortava com rapidez o País do Rio, algumas lembranças nada animadoras passaram pela cabeça de Naruto. A morte de Gaara e o renascimento do amigo. Para Sakura, ali era um lugar quase sagrado, onde aprendeu muita coisa ao lado de Chyio.
Por ser pequeno no mesmo dia que entraram, saíram do País do Rio, chegando logo a fronteira de Suna, onde tiveram que parar algumas horas para deixar uma tempestade fraca passar.
Shikamaru, já acostumado com viagens ao País do Vento, sabia o momento certo em esperar ou seguir em frente quando as areias se movimentam.
“- Problemática..amanhã nos veremos..”
Após sair da terras do País do Fogo, a equipe liderada por Yamato e Asuma, passavam já pelo País da Onda, onde caminhavam pela ponte gigantesca de nome Naruto.
- Naruto tem uma ponte com o nome dele? - Perguntou Sai.
- Ele mereceu a homenagem. Naruto salvou muitas pessoas naquele dia. - Sasuke olhou a ponte, lembrando-se de quando lutaram e quase deram suas vidas para proteger aquela ponte e os moradores daquele pequeno país.
O grupo olhou para Sasuke, dificilmente via-se o Uchiha falar algo que não fosse sarcástico.
Sai conhecia muito pouco de Sasuke, apenas o que ouvia dos amigos, mas cada um dizia uma coisa diferente. Essa era a oportunidade de conhecer melhor o famoso Uchiha.
Aproximou-se dele, já que o respondera a pergunta.
- Naruto é um herói aqui? - Perguntou caminhando junto a Sasuke.
- Não dá para acreditar. Mas é verdade. - Voltando as lembranças do passado, enquanto atravessavam a gigantesca ponte, Sasuke relatou toda a missão que fizeram deles ninjas mais fortes.
Ino já havia ouvido aquela história, mas na versão de Sakura, o herói era Sasuke. Mas ao vê-lo ali dizer o contrário, sentiu que era possível o frio Sasuke poderia ter sentimentos de verdadeiros guardados.
Ao fim da breve tempestade de areia, o grupo voltou a empolgação de inicio.
Já no começou do terceiro dia, estavam próximos a Vila de Suna. Ainda não conseguiam ver os muros altos da Vila, mas para Shikamaru, a sensação de estar próximo era ainda maior do que antes.
Durante o trajeto, nada muito anômalo foi dito. O silêncio prevaleceu, chegado a ser irritante a falta de diálogo, principalmente sobre Naruto, que manteve-se calado a viajem toda. Silêncio, ora salvo pelos barulhos vindo das batatas crocantes que de meia em meia hora Chouji degustava.
Pouco mais de duas horas, já podiam ver a entrada da Vila de Suna. Os guardas na entrada, logo avistaram a chegada de visitantes de Konoha. Avisaram imediatamente ao Capitão Baki, que fez questão de ir pessoalmente recebê-los.
- É uma honra recebe-los a Suna. Espero que a viagem tenha sido boa. - Baki os cumprimentou como de praxe, apesar de não ser sempre tão atencioso assim. Mas ordens dadas diretamente do Kazekage deveriam ser obedecidas.
“- Baki! Os receba com agrado. Não seja tão sério, isso assusta as pessoas.”- Lembrando-se das palavras do jovem Kazekage, Baki fez como fora pedido. Apesar de achar um pedido um tanto diferente vindo de Gaara.
Entraram na Vila, que já estava sendo decorada para o festival antes do Torneio.
Todos pareciam animados com a novidade de ter um evento de importante no País do Vento. Viam-se muitos ninjas de todas as nações. E também, era notável a quantidade enorme de ninjas em guarda.
Gaara também recebeu uma notificação, sobre a aparição da Akatsuki. Aumentou a guarda em volta do País, e também em volta de Suna. Nada poderia dar errado no Torneio, já que seria o primeiro realizado após muitos anos.
Seguiram pelas ruas, até chegar ao prédio principal da Vila de Suna. Entraram, sem se separa do grupo, caminharam seguindo a voz de comando de Baki, onde os levava para uma reunião com o Kazekage.
A sala enorme, era iluminada apelas pelo sol escaldante da manhã. Uma mesa grade redonda tomava conta do local, mas as gigantescas estátuas erguidas dos antigos Kazekages chamavam ainda mais atenção naquela sala, que mais parecia uma sauna de tão quente que estava.
- Gaara.. - Ao entrar na sala Naruto prontamente andou até onde o amigo estava.
- Naruto... - Levantando-se da cadeira onde estava sentado, Gaara cumprimentou Naruto com um aperto de mão.
Os conselheiros de Suna ali presente, poderiam achar uma fronta tal cumprimento, mas vindo de jovens, apenas guardavam para si as lembranças de épocas antigas, já que atualmente tudo estava mudando.
Além dos conselheiros, na sala ainda estava alguns guardas e Kankuro, que cumprimentou os demais visitantes, incluindo o cunhado.
- Shikamaru. Como está?
- Com um pouco de sono. Essa viagem é mesmo cansativa. E você Kankuro?
- Posso dizer que estou bem. Afinal fui o único que não pegou essa virose que se abateu a Suna. - Kankurou fez alguns ali presentes sorrirem, algo quase difícil de ocorrer.
- Ainda bem que vim. Gostaria de ir até o Hospital e começar imediatamente a trabalhar. - Animada em poder sempre ajudar os amigos do País vizinho, Sakura se ofereceu para iniciar o quanto antes sua parte na missão.
- Enquanto Sakura preocupa-se com os mais necessitados. Devemos repassar algumas coisas sobre o Torneio Chuunin. - Genma se prontificou a iniciar o que vieram fazer na Vila.
- Claro. Sentem-se vamos falar sobre o Torneio. - Kankurou indicou os lugares a se sentarem. Enquanto isso pediu a um dos guardas levarem Sakura até o Hospital da Vila.
Antes de sair da sala, Sakura se aproximou de Naruto e o Kazekage que conversavam.
- Gomen. Não quero atrapalhar, mas. Naruto estarei no Hospital. - Disse ao loiro.
- Assim que terminar aqui e se não tiver mais nada para fazer eu vou te ajudar Sakura-chan. - A voz de Naruto, era uma mistura de preocupação com gentileza. Sakura entendia por que ele estava tão sério, mas esperava que aquilo não atrapalhasse em nada.
- Hai. Eu já vou. - Em uma reverência ao Kazekage e depois de um "até mais", Sakura saiu sendo guiada por um guarda.
- Eu perdi alguma coisa nesses últimos meses que não nos vemos? - O Kazekage perguntou diretamente. Era sempre assim, sem rodeios ou enrolações.
- Acho que podemos falar disso depois. - Naruto desconversou um pouco, mas era visível seu rosto tomando uma cor avermelhada, denunciando tudo.
- Está certo. Depois falamos de coisas triviais. Mas achei que estaria em alguma missão destinada a capturar alguns Akatsuki, que andam por aí. Sei que a Godaime enviou um grupo para investigar. - Gaara parecia muito mais informado do que Naruto imaginava.
- Outro assunto que eu prefiro falar depois. - O olhar envergonhado e o rosto orado de antes tornou-se mais sério e frio.
- Vamos trabalhar no Torneio então. - Gaara disse por fim, iniciando a reunião.
Sakura chegou ao Hospital de Suna, sendo bem recebida. Suas habilidades como ninja médica já era muito bem reconhecida e admirada por muitas pessoas.
Iniciou rapidamente seu trabalho, atendendo aos pacientes em estado mais grave. Seus pensamentos se dividiam entre o trabalho bem feito e a preocupação com a missão destinada ao grupo onde Sasuke acompanhava. Gostaria de saber detalhes de tal missão repentina, mas Naruto e nem ninguém a contou. Provavelmente estavam tentando mantê-la calma para fazer seu trabalho com médica sem outros problemas a tentar resolver, assim como sua Shishou já havia lhe dito antes.
Pouco mais de duas horas, estava numa sala onde crianças haviam sido internadas. Elas não pareciam estar em estado grave, mas precisavam ficar em observação. Sentou-se um pouco vendo uma menina brincar com sua boneca na cama, não conseguia tirar da cabeça o que estaria se passando na outra missão, e porque Naruto estava tão distante.
- Sakura? - Uma voz feminina a tirou de seus pensamentos. Sakua se levantou em um pulos ajeitando sua roupa já amassada de tando trabalhar.
- Temari. Não a procurei antes porque o guarda me informou que estava com Matsuri resolvendo alguns problemas.
- Coisas do Festival. Fui pega de surpresa com o Torneio. Mas acho que estou com tudo sobre controle. Somente deixarei para Konoha os detalhes mais chatos. - Temari sorriu, acompanhando Sakura para um café. - Você parece cansada. Soube que teve uma missão difícil. Conta-me.
- É uma história muito longa.
- Uhmm.. Eu tenho muito tempo. Já que os homens estão trancados naquela sala quente, creio que por mais algumas horas. Podemos conversar a vontade.
- Tenho que terminar de atender os pacientes Temari. - Sakura deu um sorriso singelo, mas a animação da loira a contagiou. - Certo, vamos. Mas que milagre você ainda não perguntou sobre o Shikamaru?
- Eu já ia perguntar. Mas sei que ele deve estar quase dormindo na reunião. Os conselheiros falam demais.
As duas caminharam até o pequeno refeitório do Hospital. Conversaram por um longo tempo. Cada uma contando sobre os últimos acontecimentos. Não eram melhores amigas, nem super companheiras. Mas quando se vive em um mundo onde a maioria é shinobis homens, se aliar à laços de amizade femininos, as mantinham mais fortes, como por exemplo conversar sobre qualquer coisa que para alguns homens seria uma perca de tempo.
- Você renasceu então. Como é que ainda teve força de olhar na cara dessa mulher e aceitar as desculpas dela? - Temari muito curiosa na conversa com Sakura.
- O que eu poderia fazer? Mesmo porque ela já não é mais nossa inimiga.
- Como pode ter certeza?
- Não sei, mas quero acreditar nisso.
- Me fala... E a Ino? - Temari mudou de assunto rápido. Era assim, mudava conforme o vento, sempre falante e curiosa com tudo. Sakura divertia-se com a companhia da loira.
- Não me diga que ainda sente ciúmes dela?
- Não sinto. Mas também não sou boba. Eles vivem juntos, tomam café juntos, almoçam juntos, sei lá mais o que podem fazer juntos. - Sarcástica com seus comentários, foi impossível as duas não caírem na risada juntas.
- Mas você esquece que também tem Asuma e Chouji. Os quatro estão sempre junto. - Bebendo um pouco do café forte, Sakura se distraía um pouco com os seus pensamentos perturbadores. Mas eles sempre voltavam.
- Você parece preocupa. - Era inevitável. Os pensamentos de Sakura a prendiam de uma forma que qualque pessoa poderia ver que havia algo. - Está preocupada com a aparição da Akatsuki?
Como se houvesse acabado de dar uma notícia até então sigilosa, Temari viu os olhos esverdeados de Sakura tomarem um aspecto de espanto e tormento.
- A-Akatsuki? - Agora tudo fazia sentindo para Sakura. O motivo de Naruto estar tão distante e porque Sasuke fora enviado a missão. - Eu... eu não sabia.
Após longas três horas de conversas e resoluções, quase sempre questionadas pelos conselheiros mais velhos da Vila de Suna, enfim a reunião acabou.
Todos começaram a se levantar. Genma junto a Izumo e Kotetsu, foram conhecer o local do Torneio, tendo como guia Baki, o Capitão ainda tentando manter-se atencioso como pedira Gaara.
- Cara. Como esses velhos falam e reclama. - Naruto já parecia estar voltando a sua normalidade. Levantou-se da cadeira estralando as costas, e fazendo massagem no pescoço.
- Se quer ser um dia Hokage, deve se acostumar com momentos assim.- Gaara o aconselhava, mas Naruto parecia estar menos preocupado com isso.
- Antes de Naruto ser Hokage, deveria se preocupar em virar um Chuunin, e depois Jounin. - Kankurou intrometeu-se na conversa.
- Será que quando eu for Hokage, poderei trocar os membros do conselho? Hã? Imagina Shikamaru? Você e Chouji meus conselheiros.
- Boa idéia Naruto. Mas, primeiro você tem que se tornar um Hokage. - Chouji abria o último pacote de batatinhas. - Acho que irei dar uma volta, estou com fome.
- Chouji. Você já está comendo. - Mesmo conhecendo amigo, Shikamaru ainda tentava o impossível, fazer com que Chouji parasse um minuto de pensar em comer algo.
- Mas falando nisso eu também estou com fome. - A barriga roncando denunciou a fome de Naruto, que não havia comido nada durante a viajem. - Gaara tem algum lugar que podemos comer, ou você não sai dessa sala quente?
- Eu costumo sair sim. Antes de chegarem mandei preparar um bom almoço para todos. Espero que já esteja tudo pronto. - Gaara tomou a frente e começou a andar até a porta da saída.
- Hei. É impressão minha ou você está mais pálido? - Naruto, indelicado como sempre acompanhou Gaara.
Antes que pudesse responder, alguém mais rápido o fez.
- Ele estaria melhor se tomasse na hora certa os remédios. - Entrando na sala, tirando seu leque de trás das costa e o colocando na mesa, Temari repreendeu o irmão mais novo, na frente de todos.
- Menos, por favor, Temari. Aqueles remédios me fazem mais mal do que bem. - O Kazekage, tentava manter-se no comando, mas com uma irmã como Temari era quase impossível.
Mais uma vez pode ser ouvido o ronco vindo da barriga de Naruto, que clamava urgentemente por comida.
- Já adiantei na cozinha que vocês estariam com fome. Falaram-me que já podem ir. - A notícia animou não somente Naruto, mas Chouji e Kankuro. - Sakura já está lá, e os espera. Gaara eu já pedi a ela para te examinar melhor. Vê se não foge.
Após o alerta de Temari todos saíram da sala rumando em direção ao banquete que os aguardava, e a Gaara a mais um exame médico chato. Ao contrário dos outros, Shikamaru não sentia fome, apenas sono, pediu para que fossem na frente que já ia em seguida. Todos compreenderam muito bem o motivo, então os deixaram para trás.
Esperaram até mesmo os guardas saírem, para enfim poderem conversar a sós.
Temari sorriu imperceptivelmente, fechou a porta da grande sala trancando-a e escondendo a chave na sua bolsa ninja.
- Problemática, nos trancou aqui? - Shikamaru disse para a loira sem olhar para ela.
- Sim. Algum problema? - Respondeu Temari com seu jeito provocativo de ser.
Não precisava ser um gênio para decifrar o que a bela kunoichi queria naquele momento. O Nara agradeceu em pensamentos ao amigo Chouji, que durante a viajem até o havia alertado para não fumar e não causar uma má impressão depois desse tempo longe de Temari.
- Não, nenhum. - Olhando as estátuas de todos os Kazekages de Suna, Shikamaru ainda não tinha visto o rosto dela. Apenas sentiu os passos da garota se aproximando por trás dele e o abraçando na altura da cintura.
Ele sorriu enquanto ela encostava a cabeça nas suas costas. Shikamaru repousou suas mãos sobre as delas. Ficaram em silêncio por um minuto. Até Temari voltar a falar depois de tirar suas mãos das dele.
- Você me parece muito cansado e com sono. Pensei que fizesse um esforço a mais para me ver aqui... sozinha... - Ela saiu para o lado parando em frente a estátua do atual Kazekage, seu irmão Gaara.
- Feh... Meu sono passou. - Dessa vez Shikamaru foi até ela.
O garoto tirou do bolso do seu colete jounnin uma caixinha, Temari fazia se de distraída enquanto falava de Shikamaru. Foi a vez de ele chegar atrás da loira, e já com a correntinha desabotoada colocou no pescoço dela dando um beijo em seguida na nuca, fazendo a Kunoichi de Suna arrepiar com o carinho.
- Um presente para você. - Shikamaru sussurra no ouvido de Temari após abotoar novamente a correntinha já presa no pescoço dela.
- Obrigada. - A loira até pensou em ironizar, mas mudou de idéia quando viu que a correntinha banhada a ouro possuía um camafeu.
Mesmo de costas, ela virou o rosto procurando finalmente pelo beijo do shinobi preguiçoso de Konoha. Ela se sentia muito mais segura nos braços dele. As línguas se tocaram com volúpia aumentando mais o clima já quente dentro daquela sala. Ela parou o beijo e virou-se de frente para ele, passando seus braços pelo pescoço dele e fazendo automaticamente o preguiçoso segurar na silhueta dela. O beijo recomeçou e durou por um bom tempo.
- Acho que você vai gostar do que tem dentro. - Shikamaru voltou a falar após os dois respirarem um pouco.
- Hmmm, vamos ver. - Temari segura o pingente da correntinha, enquanto Shikamaru continua a abraçando pela cintura.
Ela abre, e seus olhos brilham com a simplicidade do que ela via lá dentro. No fundo havia a imagem de uma nuvem, e logo abaixo estava gravado o 'Kanji' vento.
- O vento e a nuvem. - Ela disse olhando nos olhos .
- Você e eu. - Ele completou...
Temari sorriu, e já havia pensado o que seria o presente de Shikamaru. Ela seria o seu presente para ele. Usando de todo seu charme, afastou-se de Shikamaru dando dois passos para trás. Abriu um pouco as duas abas do decote do seu kimono preto e posicionou o pingente bem entre seus seios. Shikamaru corou com a atitude provocativa da loira.
- Então? Ficou bom né? - Temari disse manhosamente quebrando os pensamentos do garoto.
- Fi... Ficou lindo.
Ela notou o rosto ruborizado dele. Mas não tinha mais escapatória. Queria sentir seu corpo junto ao dele naquele calor escaldante de Suna.
Temari aproximou-se, o empurrando contra a grande mesa redonda de reunião do conselho da Vila. Shikamaru deixou-se sentir a ponta dos dedos dela na altura do seu tórax enquanto caminhava para trás, em silêncio... Apenas olhando-a nos olhos.
Chegando a borda da mesa, seria a vez da atitude dele. Shikamaru a abraçou e procurou pela boca de Temari e logo foi correspondido em mais um beijo. Ainda abraçados, virou-se erguendo o corpo dela sob a mesa, que se inclinava para trás enquanto as mãos deles instintivamente já puxavam o laço roxo que a garota usa para prender seu vestido na altura da cintura. As mãos dela já abriam o colete jounin do rapaz enquanto ele descobria todo o colo dela.
Shikamaru parou por uns instantes erguendo seus braços para o alto enquanto Temari tirava o colete e camiseta cinza que ele usava por baixo. Ela ficou olhando o tórax definido dele e não se conteve em passar suas unhas no peito do moreno, descendo até a barriga deixando suas unhas afiadas marcadas nele. Shikamaru estava de olhos fechados e não conteve sua excitação, que logo aumentou denunciando-o para a Temari que sentiu algo pressionando suas pernas.
Temari mordeu o lábio inferior mostrando a ele o quanto ela precisava dele. Foi sucumbindo novamente aos beijos dele que logo se tornaram leves mordidas na orelha, nos ombros. As mãos dele seguravam os seios firmes e belos da moça. Lembrando rapidamente de alguns ensinamentos de Asuma, foi se aproximando dos peitos de Temari e logo ele já começava a sugar os seios dela. Alternava beijos com rápidas passadas de língua sob os mamilos dela. Estavam totalmente entregue aos seus desejos mais secretos. Ela arranhava sem nenhuma piedade as costas deles e Shikamaru aumentava seus carinhos nos seios dela.
Ele voltou a beijar a boca dela enquanto ambos se preparavam para despir-se das roupas que ainda vestiam da cintura para baixo.
Mas um movimento brusco na maçaneta da porta de reuniões fez o casal parar rapidamente o momento...
Shikamaru já se movimentou para se arrumar, mas Temari o segurou pela cintura, dizendo que deveria ser algum guarda.
Voltaram a se beijar num frenesi incansável, voltando as atenções aos corpos quentes, mas dessa vez uma voz autoritária veio do lado de fora da sala de reuniões.
- Temari! Está aí dentro? Abra. - A voz eminente do Kazekage fez os dois na sala rapidamente se soltarem do abraço.
- De todos que poderiam vir aqui, tinha que ser Gaara? – Enquanto reclamava sua falta de sorte, Shikamaru ajudou sua amada erguendo a parte de cima do kimono dela, sem deixar de olhar por mais alguns segundos os seios firmes que a pouco estava em sua boca.
- Rápido melhor nos arrumarmos. - Temari sorria enquanto pegava do chão a camisa e o colete jounnin de Shikamaru.
A porta quase se abrindo e os dois ainda se arrumando de forma desajeitada. Por mais um dia Shikamaru se viu distante de sua prenda. Mas se esperou por algum tempo, não iria perder a cabeça agora.
Vestiram-se e Temari tirou de sua bolsa ninja a chave da sala de reuniões. Abriu a porta como se nada tivesse acontecido, enquanto Shikamaru, com as mãos nos bolsos, lutava contra si mesmo uma forma de manter-se da mesma forma indiferente que a loira. Claro que para homem era muito mais difícil manter as aparências do que para uma mulher.
- Essa porta esta com aquele problema de novo? Na tranca? – Perguntou Gaara, no seu tom habitual de seriedade.
- Pois é Gaara. Estávamos aqui, err.. Conversando e não percebi o vento bater a porta e nos trancar. – Temari soltou a primeira desculpa que veio a sua mente.
Shikamaru abaixou a cabeça, tentando conter o riso. Para uma situação daquela, já havia imaginado milhões de desculpas melhores.
- Esqueci um envelope aqui, e vim buscá-lo. – Gaara entrou na sala, indo até a mesa redonda, onde Shikamaru estava quase que se escondendo atrás de uma das cadeiras. – Acho melhor vocês dois irem almoçar, pelo jeito que Naruto e Chouji estão indo, em alguns minutos toda a comida acaba.
A voz do Kazekage demonstrava que aquela última frase era uma ordem, que Shikamaru prontamente atenderia, já que estava ali como convidado e visitante.
- Não estou com fome. Podem ir vocês. Esse calor me deixou com vontade de imergir em minha banheira e ficar lá por um bom tempo. Te vejo depois preguiçoso. – Como quem queria dizer algo, Temari se despediu alisando seu presente no pescoço. A correntinha de ouro sumia por dentro do kimono preto de Temari, fazendo o moreno de Konoha quase perdem a cabeça com a ousadia em frente a seu irmão e Kazekage.
- Tudo bem Shikamaru? Está pálido. – Como se não soubesse o que estava acontecendo ali, Gaara pareceu estar preocupado apenas para “ajudar” Shikamaru, lembrando-o onde estavam.
- Tudo bem sim. É que essa sala é quente e eu não estou acostumado com altas temperaturas. – O jounnin de Konoha se saiu bem, falando pausadamente e tentando esquecer os minutos que havia passado, praticamente no paraíso.
Gaara o apressou novamente informando sobre o almoço. Então os dois deixaram a sala, indo ao encontro do restante do grupo.
“ – Te vejo depois preguiçoso.” – A voz de Temari não saía de sua cabeça. Deveras, para Shikamaru, aquilo parecia muito bem um sinal. Mas com um cunhado como Gaara, deveria se preocupar mais e planejar com muito cuidado seus próximos passos.
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Durante os três dias que se seguiram sem novidades ou quaisquer notícias dos dois grupos que partiram de Konoha, Tsunade estudou milhões de possibilidades de manter distante qualquer tipo de batalha ou inicio de guerra, nas proximidades das Vilas do País do Fogo.
Assim que recebeu uma notificação de chegada, da equipe enviada a Suna, o alivio foi diminuindo. Mas a falta de comunicação com o País da Água era quase que perturbador.
Tsunade decidiu dividir as equipes de ANBUS, para vigiar toda a Vila, enquanto outros ninjas circulavam pelo País, alguns disfarçados de simples camponeses, outros bem visíveis, assim teria total controle do que se passava no País do Fogo.
Outra preocupação era ter que deixar Konoha para o Torneio Chuunin, que seria realizado no País do Vento. Em uma das conversas com os conselheiros, foi decidido que a Hokage deveria estar presente sim no Torneio, e mostrar a todos que tudo estava bem, para não dar alardes a população. Pela primeira vez, Tsunade concordou com os velhos do conselho, além disso, tinha o apoio de um dos membros. Hyuuga Hiashi estava de total acordo com as decisões da Godaime, mas não escondia sua falta de afinidade com muitos dos novos ninjas, isso incluía sua filha Hinata, e principalmente os jovens do time sete.
Em uma nova reunião, logo após receber a mensagem de chegada ao País do Vento, Hiashi mais uma vez demonstrou interesse em conhecer a jovem do Clan Katsu, trazida para Konoha.
Na primeira vez, Tsunade tentou ignorar tal pedido, mas agora o líder Hyuuga não parecia estar fazendo um pedido, era quase como uma troca de favores.
- Quer conhecê-la? Pois bem! Posso pedir alguém para trazê-la aqui e...
- Não. Aqui não.
Hiashi sutilmente cortou a Hokage enquanto ela falava. Não acha muito prudente manter uma conversa singela em um ambiente como o escritório central de Konoha.
Pediu para levá-la até sua mansão na Vila Hyuuga para um chá. E com uma educação quase que suspeita aos olhos de Tsunade, o Líder de um dos Clan mais antigo de Konoha, a convidou para acompanhar no chá e na conversa, que para ele seria apenas uma forma de boas vindas com a jovem.
Assim que Hyuuga Hiashi deixou seu escritório, Tsunade olhou para Shizune.
- O que ele quer conversar com aquela menina? - Perguntou a Hokage, girando com a cadeia, apreciando a vista pela janela.
- Eu não sei Tsunade-sama. - Respondeu Shizune. - Mas devo ir avisar Kaori sobre o convite de Hiashi-sama?
- Se não tiver nada serio para resolver agora pode ir. - Tsunade parecia estar com os pensamentos distantes.
- Irei fazer uma vistoria no segundo andar e logo depois levarei Tonton para passear, assim acho que terei um tempo para passar no Clan Uchiha. Gostaria de vir também? Tsunade-sama? - Após vê-la trancada durante três dias na sala, Shizune achou que a Godaime precisava de um descanso.
- Uhm? Eu não ouvi. Disse algo?
- Nada muito importante. Logo mais eu retorno e poderemos continuar a rever os papeis para não acumular serviço.
Shizune pegou Tonton do colo de Tsunade, que olhava a Vila pela janela com um ar de preocupação e nostalgia. Gostaria de saber o que se passava na cabeça da Hokage, mas quem a entenderia? Provavelmente esteja assim pelo sumiço repentino de Jiraiya.
Desistiu de tentar se comunicar com Tsunade então saiu da sala com Tonton nos braços.
- Tonton. Vamos passear agora. Já conheceu o Clan Uchiha? Dizem que lá é bonito. Bem pelo menos antigamente era. - A secretaria percorria os corredores conversando com a porquinha, que a respondias com alguns grunhidos.
Passando pelo segundo andar e vistoriando algumas equipes que trabalhavam em organizar vários materiais úteis e recolhidos em missões, Shizune anotou algumas coisas irrelevantes num pergaminho e o guardou entre a fita que amarra seu vestido.
- Agora Tonton, vamos passear por Konoha. - Colocando a porquinha no chão para caminhar e esticar as patinhas, Shizune saiu da sala despedindo-se de alguns ninjas que ali estavam.
Caminharam as duas calmamente, seguindo uma rota diferente do normal, quase na saída da Vila, pararam um pouco, dando um tempo para a porquinha descansar, e depois voltaram a caminhada.
A entrada do Clan Uchiha estava como nos dias anteriores em obra. Soubera por Izumo antes de ele ir para Suna com o grupo em missão, que Sasuke deixou a obra nas mãos de uma família muito conhecida no País do Fogo, especializada em construções civil.
Pelo andar da obra, o Clan estava voltando a aparência anterior, de como se lembrava.
- Tonton! Apesar de nunca ter entrado no Clan Uchiha eu achava tudo muito bonito. - Passaram por um portão de madeira, onde logo se encontrou com alguns trabalhadores.
- Shizune-san. Como vai. - Cumprimentou um senhor já de idade com algumas plantas na mão. Essas plantas, das casas e arredores do Clan Uchiha, possivelmente secretas onde somente pessoas autorizadas poderiam vê-las.
- Senhor Yamada. Estou bem! Vejo que está fazendo um bom trabalho aqui. - Respondeu Shizune, pegando a porquinha Tonton no colo, já muito cansada e parecia estar também com sede.
- Servir para reerguer um Clan como esse é uma honra. Nos tempos antigos, minha família fez muitos trabalhos para os Uchihas. - O velho homem não se alongou muito na conversa, alguns outros já o chamava parecendo ter alguns problemas que Shizune não entenderia, sendo eles da obra.
Shizune deixou-o ir trabalhar, levando Tonton no colo até chegar a casa principal do Clan.
Não parecia ser a maior daquela Vila, mas no momento era a única que mantinha o símbolo Uchiha na porta, ão como os outros que estavam velhos e sujos com o tempo. Esse era novo, como se houvesse colocados a apenas algumas horas.
Não foi necessário a secretária da Hokage bater na porta, antes mesmo de elevar sua mão a madeira, Shizune se assustou com ela se abrir tão rapidamente.
- Shizune-san. - Com um sorriso branco e a expressão animada no rosto, Kaori abriu a porta.
- Kaori-san. Gomenasai, eu vim a pedido da Hokage. - Shizune se sentia um pouco intimidada com tanta hospitalidade vindo da nova habitante de Konoha.
- Mas mesmo sendo uma visita a pedido de sua Hokage, não quer dizer que vá ficar aí na porta não é? Entre. Acabei de fazer chá.
Shizune aceitou convite para entrar. O pedido de Kaori, era quase impossível de se recusar, algo em sua voz ou no seu jeito, deixava as pessoas sem escolhas.
Kaori sempre falante, e sorridente, acompanhou Shizune e Tonton, indicando a cozinha.
Enquanto servia o chá para as duas, e uma pequena tigela de água para Tonton, a nova Uchiha comentava sobre o crescimento da nova Vila.
- Kaori-san. Eu preciso te falar algo. - Disse Shizune bebendo pouco do chá.
- Perdoe-me, eu estou falando tanto. Nesses três dias minha única visita foi a de Senzo. Mas também não posso me queixar, os ANBUS estão nos redores da vila, eu nunca me senti tão segura, ou desprotegida, depende do ponto de vista. Mas o que veio me dizer? - Sentando-se no outro lado da mesa, de frente para Shizune, Kaori ainda aprecia criar um efeito de hipnose conforme falava.
Tonton se divertia com sua tigela de água, bebia animada e descansava depois em cima da mesa, sentindo a pequena mão pálida de Kaori lhe percorrer o corpo num carinho.
- Venho lhe fazer um convite em nome da Hokage e de Hyuuga Hiashi. Um convite para um chá, no Clan Hyuuga. Para amanhã. Bem na verdade não é bem um simples convite, ele faz questão que vá. Se é que me entende. - Shizune esperou a resposta que definitivamente deveria ser apenas um sim.
- Chá no Clan Hyuuga? Parece uma honra não é? - Kaori se referia de uma forma formal, como se o chá fosse em uma praça ou numa casa qualquer.
- Isso será amanhã e não se preocupe que um ANBU irá te acompanhar até o Clan Hyuuga. - Complementou a secretária.
- Pelo que me disse, pareço não ter escolha não é? Mas irei com prazer. Agora, que tal se você almoçar comigo? - Novamente aquela voz que envolvia o sorriso que encantava e mais uma vez foi impossível dizer não.
- Hai.
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O tempo instável no País da Água já era um bom motivo para as reclamações diárias e irritantes de Hidan, assim pensava Kakuzu, que não somente deixava seu protesto em sua mente.
- Cale-se, já está me irritando. Se chove você reclama, se faz sol você reclama. Deixa de viadagem. - Reclamou em voz alta.
- Kakuzu! Só você que não se preocupa com nada. Estamos a quase uma semana nessa merda de País, minha roupa está molhada com essas chuvas que pegamos. - Gritou ainda mais alto tirando o sobretudo molhado do corpo. - Se soubesse que ia ficar uma semana sem porra nenhuma para fazer teria me divertido mais com a Jinchuuriki do Nibi. Como era mesmo o nome dela?
- Yugito. - Kakuzu respondeu, olhando para o horizonte, como se esperasse algo, que logo chegaria.
- Se lembra o nome daquela vadia? É você também preferia ter se divertido mais com ela, antes que Zetsu a levasse. - Hidan falava enquanto fincava sua foice no chão e pendurava seu sobretudo em cima. Passando as duas mãos no cabelo prateado, mantendo-as ali atrás da nuca, o religioso parou para olhar na direção que Kakuzu não tirava a vista.
Estavam em cima de uma rocha, de onde podia-se ver boa parte da entrada do pequeno país rodeado pelo mar.
- Só me lembro do nome dela por ter perdido um bom dinheiro. - Na tabela de preços de Kakuzu, a Jinchuuriki do Nibi, valeria muito, mas Pein não permitiu que vendesse o corpo, deixando para Zetsu o trabalho de sumir com o corpo.
- Dinheiro, só pensa nessa droga de dinheiro. Pein e essa loucura de manter os inimigos vivos. Para mim isso é um pecado. Jashin-sama jamais permitiria isso. E eu estou em divida com meu Deus, ele pode me amaldiçoar por não seguir seus mandamentos.
Mesmo que metade do que Hidan falava não seria de bom proveito para Kakuzu, o zumbi concordava com uma coisa. Pein realmente estava se achando demais.
- Acho que Madara estava certo. Pein é uma criança querendo ganhar o mundo, mas esquece que sem nós ele só tem aqueles corpos. - Por debaixo de sua mascara Kakuzu tocou num assunto a muito esquecido.
- Não me diga que você... - Hidan não pode continuar, a hora que esperara enfim chegou.
- Deixemos isso para depois. Eles chegaram.
- Hahaha. Até que enfim. Sangue novo para Jashin-sama. - Hidan pegou seu sobretudo, tirando sua foice do chão.
Os dois umaram para a descida da rocha onde estavam, chegariam na parte inferior antes mesmo
dos visitantes.
Após pegar um forte tempestade no navio que cruzava o mar, até chegar o País da Água. O grupo de Konoha enfim se aproximava de seu destino.
Yamato e Asuma andavam na frente sendo seguidos por Ino, Sai e Sasuke. Todos aparentavam estar cansados da viagem, que durou mais tempo que o previsto.
No navio, Ino sentiu-se um pouco instável, mas já parecia melhorar. Sai mantivera-se ocupado lendo todo o tempo, enquanto Sasuke cobrava algum plano de Asuma e Yamato.
A entrada do País parecia tranqüila, até demais para eles. No navio souberam de alguns ataques a Vilas ao redor do País. Mas nada que informasse sobre os times de Konoha que haviam sido enviados para aquele lugar.
- Chegamos, e não há ninguém aqui par nos recepcionar? - Tirando seu cigarro do bolso, Asuma o acendeu, dando algumas tragadas.
Andaram mais alguns minutos até poderem avistar algo um pouco ao longe.
- O que é aquilo? - Perguntou Ino para seu Sensei.
- Não sei. Sasuke? Pode ver o que é?
Sasuke já estava com seu sharingan ativado, antes mesmo de Asuma lhe pedir.
- É... uma capa, pendurada em alguma coisa. Espera! - O Uchiha parou seu olhar nas nuvens desenhadas no sobretudo pendurado numa foice fincada ao chão no em meio da estrada.
Com o alerta de Sasuke todos tomaram posições de ataque. Algumas nuvens negras cobriram novamente o céu, denunciando a chegada de outra tempestade.
- É o sobretudo da Akatsuki. - Disse enfim Sasuke, percorrendo todo o local com o sharingan, mas nada via.
- Tem certeza? - Yamato falou fazendo aluns selos de mão, criando um clone seu.
- Tenho. São eles. Mas não os acho.
- Ino! Mantenha-se na defensiva. Fique atrás de nós. - Asuma ordenou, sem dar chance da loira reclamar algo sobre ter os mesmo direitos para lutar.
- Hai. - Obedeceu seu Sensei, sem tirar sua concentração na possível batalha.
- Sai. Fique cuide da parte de trás, e mantenha-se atento. - Fora a vez de Yamato dar uma ordem que rapidamente foi acatada.
A chuva começou fina, mas os trovões e relâmpagos mostrava que logo ficaria tudo escuro e assim a tempestade ganharia mais força.
- Acho que tirei a sorte grande. Quatro corpos para Jashin-sama e um para me distrair.
Aparecendo ao lado de seu sobretudo, já encharcado pela chuva, Hidan revelou-se para o grupo de Konoha. - E o melhor de tudo. Vou poder matar um Uchiha.
- No mínimo deve valer muito a cabeça de um Uchiha. - Kakuzu apareceu, logo depois ao lado de Hidan.
- Jashin-sama vai me abençoar hoje. - A foice já era tirada do chão e o sobretudo fora atirado sore uma pequena rocha. - É agora Kakuzu!
Os dois ninjas avançaram sobre o grupo de Konoha, como sempre faziam quando atacavam, em parceria.
Continua....
Que malvada eu sou né? Paro logo nessa parte.
Primeiro gostaria de agradecer aos comentários e os favoritados [?]
Mil desculpas pela demora. Kori sama tava cheia de coisas a fazer, mas terei um final de semana inteiro para iniciar o próximo capítulo. Vamos ver no que dá.
Devo dar um agradecimento especial a meu Senpai – Mihjlovic, que me ajudou de forma brilhante a cena “romântica” de Shikamaru e Temari.
Arigatou Senpai *-* Te amo!
Arigatou a todos que me acompanham.
Kori.
Naruto é obra pertencente a Kishimoto-sensei.
Propaganda KOC - MInha fic com Senpai *-*
Konoha Olimpic Champions
Leiam e se divirtam