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Fanfics

[InuYasha] Quero dizer que nosso amor deu certo.

Cinco


Autor: ~nane-cham

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Romance e Novela.

Personagens: Inuyasha, Kagome

Classificação: Livre

Adicionado em: 03/09/08

Comentários/Favoritos 5/3

Caracteres: 26.614

Exibições: 126

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Capitulo Cinco



O vento frio daquela noite bailava por toda cidade, Inuyasha outra vez, em menos de uma semana, foi visitar os pais. Ao descer do carro arrumou o casaco sentindo o vento rodopiar ao seu redor, olhou para o céu notando que não tinha nenhuma nuvem. Não precisou tocar a campainha, logo sua mãe atendeu a porta surpresa por vê-lo, ali, pela segunda vez. Ela sabia que alguma coisa não estava bem para seu filho caçula, ele só agia assim quando sentia que tinha feito algo errado, mas o que?

- Boa noite mãe! – ele beijou a testa dela, entrando na casa dos pais.

- Boa noite meu filho. – ela lhe sorriu fechando a porta atrás de si. – Algo errado, Inuyasha?

- Não. Aliás, sim. É mais ou menos. – confuso Inuyasha abraçou a mãe caminhando lentamente pelo corredor. – Deixaremos isso para mais tarde. Onde está o pai? Eu vim saber sobre o que os investigadores descobriram a respeito de minha prima.

- Oh! Meu filho. - exclamou Izayoi aparentando está satisfeita – Temos boas novidades, mas por que todo esse interesse? Você nunca se importou com esse assunto.

- Ele só esta tentando esquecer o que lhe aflige, não é? – Inu Tasho se intrometeu na conversa entre mãe e filho encontrando-os próximo a sala. – Não prefere conversar sobre isso, meu filho?

Inuyasha sorriu abaixando a cabeça por saber que seus pais o conhecem muito bem, sem sombra de dúvidas. – Não pai, o meu problema não se compara ao seu que se estende por anos.

- Mas... – Izayoi tentou argumentar, entretanto preferiu se calar.

- Entendo. – respondeu seu pai. – Vamos para o mini escritório e lá conversamos melhor, o que acha? – Inuyasha nada respondeu apenas acenou com a cabeça abraçou a mãe que estava ao seu lado seguindo para o local indicado.

Na noite anterior aquele lugar foi abençoado pela esperança de ter a sobrinha na residência junto ao casal, os melhores anos foram perdidos, não poderia ter aqueles anos de volta, mas a presença dela trazia a imagem de seus pais outra vez sem ser as boas lembranças da juventude.

O casal sorriu para o filho quando ele entrava no lugar, claro que o rapaz percebeu a felicidade assim que entrou na casa, mas ali, no escritório, estava mais evidente a felicidade deles.

- Sempre tive curiosidade de entrar aqui quando era menor. – sorriu para os pais – Mesmo já ter entrado aqui diversas vezes essa sala ainda tem um ar “de lugar perfeito” para se esconder do Sesshoumaru.

- Ah! Sim, quantas vezes eu já peguei você e seu irmão tentando esconder um do outro aqui dentro. – lembrou Inu Tasho.

- É, e você sempre nos colocava para correr até a mãe vim em nosso socorro. – continuou Inuyasha.

- Não via o que vocês achavam interessante. – Izayoi fez Inuyasha e seu marido gargalhar. – Por que estão rindo?

- É exatamente por isso, ninguém podia nos encontrar aqui dentro já que era “proibido” – ele olhou para o pai. – Então, qual a novidade?

- Ah! Sim. – voltaram ao assunto que o jovem ator começou a se interessar – Os investigadores são agora os filhos daqueles que contratamos, lembra? – perguntou Tasho, Inuyasha fez uma expressão de desentendido e mesmo assim ele concluiu – Seus pais passaram para eles, pois, não se achava tão jovens quanto antes.

- Ah! Inuyasha. – exclamou sua mãe maravilhada - Temos fotos dela, o nome que ela usa hoje, só falta a encontrarmos.
- Qual o nome dela?

Enquanto o casal conversava com o filho mais novo, seu primogênito chega à residência deles acompanhado da sua esposa muito ansioso. Ele tinha que visitar os pais naquele dia, querendo ou não, gostaria de saber como anda a investigação de desaparecimento de sua prima. E claro, contar aos pais a respeito da gravidez de sua esposa.

A gravidez de Rin não é planejada, mas não é indesejada. O casal sabia que podia acontecer a qualquer momento, entretanto veio em uma hora inesperada. Seus pais com certeza irá adorar a surpresa, um neto para eles pais mimarem bastante. Apesar da esposa também lhe fazer uma antes de contar, apenas mostrou o teste de gravidez ao marido. Este se mostrou muito surpreso e feliz por se tornar pai.

O mais novo casal adentrou na residência sendo atendido pela senhora que ajuda a mãe nas tarefas domesticas, apesar de serem bem sucedidos, os Tasho são pessoas simples, e, portanto, é Izayoi quem cuida da casa. Saudaram a doce senhora perguntando por seus pais, ela logo indicou o lugar onde estava. Sesshoumaru ia bateu na porta, mas ninguém ouviu então resolveu entrar ouvindo apenas a ultima frase da conversa.

“- Qual o nome dela?”

- Pai, mãe! – Sesshoumaru interrompeu a conversa – Inuyasha? – estranhou a presença do irmão na casa dos pais – O que você está fazendo aqui?

- Isso são modos, seu idiota? – retrucou Inuyasha - Você acha que só você pode visitar seus pais?

- Calma meninos. – pediu Izayoi o que não adiantou muito.

- Eu não quis dizer isso, imbecil. – continuou a discussão – Só acho estranho o fato de você está aqui.

- Eu vim saber sobre a nossa prima.

- Ora, ora... Nunca se interessou por esse assunto. – Sesshoumaru disse irônico – Por que esse interesse repentino?

- Não é da sua conta, idiota. – respondeu raivoso.

- Inuyasha. Sesshoumaru. Acalmem-se. – exigiu seu pai – Nem adultos vocês deixam de brigarem. – ambos se calaram, Inu Tasho notou a presença da adorável nora ao lado do esposo – Rin que bom lhe ver. – saiu de onde estava para cumprimentá-la, Izayoi fez o mesmo.

- Pai, mãe. Sei que lhe devo satisfações de não ter vindo ontem, mas uma força maior me impedia. – tentou se desculpar.

- Tudo bem meu querido – sua mãe disse gentilmente – Sei que não pode se sacrificar sempre que ouvir em falar no caso de sua prima.

- Mas... – interrompeu Inu Tasho.

- Temos ótimas novidades do caso, como dissemos a Inuyasha, também fotos e seu nome. – continuou ela.

Rin olhou para o marido ansioso para contar logo sobre seu bebê, ele a abraçou colocando-a em frente a ele, enquanto ouvia o pai citar aquelas palavras alisava o ventre dela. Tal gesto foi percebido pela mãe que os olhou espantada e certa do que tinha acontecido para que Sesshoumaru não tivesse ido para lá, entretanto não quis se manifestar.

- Antes de tudo, Rin e eu temos uma ótima notícia para vocês. – Sesshoumaru beijou o rosto dela.

- Sesshy, por favor, estou ansiosa. – pediu Rin doce e ao mesmo tempo envergonhada. – Conte, vamos.

- Vocês vão ser avós. – disse sorrindo – Rin está grávida.

Todos na sala se levantaram para felicitar o casal, mas a “novidade” do seu irmão caiu como um balde de água fria nele. Como seu irmão tão frio ficar feliz por se tornar pai, se não fosse por Rin aquele coração seria mais duro do que rocha congelada.

- Eu bem que percebi assim que você passou a mão no ventre dela – disse Izayoi interrompendo a surpresa de Inuyasha que conversava com o casal.
Aos poucos a voz de sua mãe ia desaparecendo mergulhando em seus pensamentos. Ele tentou tanto e até implorou para ter um filho com sua mulher e por ironia do destino Sesshoumaru terá primeiro do que ele. Por que casara com uma mulher que só pensa em si mesma? E agora com uma loucura ter uma barriga de aluguel, ele esperava que tal insanidade tivesse um fim logo, que sua adorada esposa desistisse da idéia.

- Deixaremos para depois, sua prima pode esperar. – orgulhoso Inu Tasho abraçou mais uma vez o filho - Vamos comemorar com um brinde. Inuyasha. – chamou tirando de seu estado de choque – Quer nos acompanhar?

- Claro, claro...

Enquanto comemoravam a inesperada gravidez de Rin, Sesshoumaru revelou aos pais que iria para a casa dos pais da sua esposa contar a novidade e que permaneceria por lá três semanas, mas que só partiria no próximo final de semana e até lá teriam muito tempo para conversar.
Sesshoumaru não podia viajar assim, sem mais nem menos, e deixar o escritório de advocacia e as aulas na faculdade sem uma pessoa que pudesse substituí-lo por esse período. Daria um jeito em tudo.

Quase uma semana tem se passado, Sesshoumaru adiantou alguns casos no escritório levando alguns consigo para ser estudado mais afundo, os advogados e estagiários poderiam resolver os outros assuntos mais urgentes. Quanto às aulas ele pediu um professor substituto indicando os assuntos a serem discutidos e uma lista de exercícios, trabalhos e palestras a serem feitas no período de sua ausência.

Os jovens amigos discutem na cozinha do apartamento de Sango onde devem iniciar a investigação nas faculdades locais, entre tantas, apenas cinco ofertava o curso de direito e uma delas é a mesma que Sango freqüentava. Decidiram iniciar por ela, pois poderia pedir ajuda da irmã e amiga.

- Kohako, entenda, é lógica – disse o amigo com uma xícara de café da mão e algumas torradas numa cesta de pão sobre a mesa. – Se seu pai fosse assassinado, qual o curso você faria?

- Nenhum, seria policial. – respondeu ele – Veja Miroku, a menina não lembra como o pai se suicidou e não assassinado como você diz, por isso a investigação tem que ser mais ampla e não tão centrada como afirma.

- Assim como você, que continua o legado de seu pai. Ela provavelmente, por não lembrar e não achar ter sido suicídio e sim assassinato fará direito. – tomou um gole do café e encostou-se à cadeira.

- É pode até ser. – Kohaku mordeu a torrada dando por vencido – Está bem começamos pelo curso de direito, mas... – encarou-o – É um pressentimento que esse é o curso certo, não é? – Miroku nada responde.

- Não. É pela a sua irmã.

- Sango? O que tem ela? – estranhou.

- Nada, não sei ainda. – respondeu Miroku. Kohaku fez uma careta reprovando as palavras do amigo – Não me olhe assim, Kohaku, sabe muito bem o que... Bom, deixa pra lá.

- Voltando ao que interessa. – pediu ao amigo – Tem certeza que quer iniciar a investigação na faculdade onde Sango estuda?

- Sim, não vejo lugar melhor. – confirmou.

Por mais que tentasse não pensar na proposta era inevitável para Kagome. A tentadora proposta seria a solução para alguns de seus problemas e com certeza a atração de outros mais. Entretanto, não se comparava a alegria de ver seu avô melhor, prolongar um pouco mais a sua inestimável vida. Ela cogitava a aceitar, mas tinha medo da reação do seu namorado e avô.

Kaguya não via melhor oportunidade de ter seu filho, mesmo ela não se deliciando com as fases da gravidez sua carreira estaria em primeiro lugar; Sempre. Durante esses dias ela ocupava algumas horas do seu dia para analisar a rotina da garota e outra vez persuadi-la da melhor maneira.

Apesar das insistências de Inuyasha a esposa a não cometer tamanha crueldade com uma garota, mas algo nele dizia para ter uma maior aproximação dela. E, claro, a obsessão de sua esposa aumentava ainda mais seu desejo de tê-la por perto. O que é isso que estava sentindo? Mal a conhecia, e...

As amigas saiam da faculdade depois de um período inteiro ser aula do professor Sesshoumaru, não agüentavam ouvir qualquer palavra relacionado a área criminalista. Caminhavam lado a lado lentamente conversando algumas bobagens nos corredores da faculdade.

- Sango. – chamou à amiga. – Parece mentira, mas ainda não tive a oportunidade de conhecer seu irmão. – Kagome olhou para ela incrédula por ter se passado uma semana.

- A oportunidade pode ser hoje. – respondeu parando em frente à sala dos professores – Acho que Souta vem me buscar – colocou o dedo indicador próximo a boca lembrando-se das palavras dele mais cedo - ...alguma coisa relacionada a investigação.

Colocou a mão na maçaneta da porta a sua frente rindo da expressão do rosto de Sango – Que memória péssima, heim! – sorriu – Tenho que conversar com o professor Sesshoumaru sobre a bolsa de estudos, vai me esperar?

- Claro, vou ter que esperar o Kohaku mesmo. – dando-lhe as costas, deu dois passos e parou – Sem gracinhas, Kagome.

- Hã! – Kagome ficou sem entender – Não entendi.

- Sei perfeitamente que entendeu espertinha. – ainda com os olhos confusos Kagome tentou pronunciar algumas palavras, Sango se deu por vencida – Miroku. Te lembra alguma coisa?

- Ah! Era isso?! – sorriu malandra – Nem me lembrava. – disse num tom zombeiro, não deixou Sango retrucar e foi entrando na sala dos professores.
Percebeu que seus mestres a olhavam interrogativos, imediatamente seu rosto tomou uma tonalidade rosada envergonhada pela forma como era encarada. O silêncio deles a deixava ainda mais temerosa de pronunciar qualquer palavra, ela tinha a impressão que era julgada por todos eles.

Sem esperar Sesshoumaru entrou na sala compreendendo os olhares dos colegas de trabalho.

- Higurashi. Trouxe a documentação para renovar a bolsa? – perguntou ele desconcentrando aquele silencio.

- Sim. – respondeu um pouco desconcertada.

- Venha, vamos a minha sala. – caminhou a frente dela parando onde a cafeteira estava pegando uma xícara de café – Café? – ofereceu, ela negou ainda envergonhada.

Kagome entregou os documentos a Sesshoumaru que os analisava, entre eles notou que um documento estava certificado pelo juizado de menores, estranhou o fato, mas deu de ombros. Todos os documentos estavam ali entregues só faltava a aprovação dele e da fundação que financiaria seus estudos por mais um ano.

- Está tudo certo, entretanto, esta bolsa não cobre as mensalidades, Kagome, pelo menos a ajudará a manter-se na faculdade por um tempo.

- Com certeza. – ficou em silêncio por alguns instantes – É... Sesshoumaru, eu... – procurava as melhores palavras – eu estou pensando... em desistir... – Sesshoumaru não deixou terminar.

- Nem pense nisso Kagome. – ele disse frio, causando medo na garota que o olhava assustada - Não pode fazer tal idiotice.

- Eu... A doença do meu avô se agravou e usei grande parte da herança do meu pai, que é para pagar a faculdade, em remédios para meu avô – ficou brincando com os dedos nervosa - ...e ainda tem a cirurgia que o Estado não cobre todas as despesas.

- Por que você não me pediu ajuda Kagome? – perguntou ele impressionado como piorara a vida da menina – Sabe que podia contar comigo e com Rin.

- Desculpe Sesshoumaru, mas é minha obrigação como neta e ele é meu único parente, não quero perdê-lo.

- Entendo. – concluiu sentindo por ela. – Rin está grávida.

- Que boa notícia. – sem ele esperar ela o abraça forte – Meus parabéns, papai! – brincou com ele.

Mal terminou de felicitar um dos alunos entrou na sua sala encontrando-os abraçados. Todo desconcertado por ter pegado, aluna e professor, aos abraços concluindo que os dois possivelmente teriam um caso. Fechou a porta sem dizer uma palavra, saiu do lugar às pressas trombando em algumas pessoas, quem o via agindo de tal forma ficava intrigado.

- Eu tenho que ir - disse Kagome envergonhada pelo ocorrido já separada dele – Sango está me esperando e... Desculpe.

- Não tem problema. – ela deu as costas saindo – Kagome! – chamou-a – Prometa-me que não desistirá da faculdade.

- Não posso prometer, mas dou um jeito. – sorriu – Para tudo na vida dá-se um jeito. E mais uma vez parabéns, mande um beijo e parabéns a Rin em meu nome.

- Mandarei. – a viu sair pela porta.

Sesshoumaru sentou em sua mesa avaliando mais uma vez os documentos de Kagome, pegou a certidão de nascimento intrigado por não ter um carimbo de qualquer cartório, mas sim do juizado de menores. Ele pouco conhecia sobre a área da infância e adolescente sua especialidade é criminalista, se questionava diante disto. Perguntaria a outro professor especialista na área depois da viagem, por hora, tinha algumas coisas a tratar.

A imensa estrutura da faculdade demonstrava sua majestade, se tratava que quase dois quarteirões, Souta olhou para o prédio seria difícil encontrar sua irmã ali. Perguntou a alguns alunos onde situava o bloco de direito indicando o lugar exato.

Este seria seu primeiro contato do lugar a ser investigado, ou melhor, a qual faria seu reconhecimento. Constatando que seria complicado. Localizando o bloco de direito seguiu firmemente em direção a ele observando as estudantes que passavam por ali com as características semelhantes a da garota.

As primeiras portas do bloco encontravam-se a secretaria e a sala dos professores, aos poucos foi se aproximando até que um garoto passa por ele as pressas, Souta o olha intrigado com a falta de educação do mesmo.

Ele começou a observar o lugar e as estudantes, tentou encontrar sua irmã entre todos eles e nada. Aproveitou para continuara o seu estudo, quando sentiu uma garota chocar-se nele. Ao virar logo a reconhece, cabelos negros, olhos claros, e a gargantilha – “É ela!” – pensou.

- Desculpe. – pediu a garota. Continuou seu caminho enquanto ele a observava.

Foi um golpe de sorte? Destino? Não importava, não entendia do que se tratava, mas tinha encontrado a menina que seu pai procurara por anos em pouco tempo, menos do que imaginara e na faculdade que sua irmã estuda. Em pouco tempo este caso estaria solucionado e enfim, o casal teria sua preciosa sobrinha em seus braços.

Kagome caminhava entre os estudantes procurando seu celular na bolsa, Houjo a viu de longe e a abraçou, assustando-a. Beijou-lhe os lábios, sentando em um banco qualquer. Discou o numero da amiga.

- Sango?... Estou indo para casa com Houjo... – ela gargalhou com o comentário da amiga - É sim, ele está do meu lado – ela leu os lábios dele enquanto a ouvia – Ele esta te mandando um beijo – riu outra vez. – Nos encontramos mais tarde no estágio então? ... Sim, meu avô está só... Está bem... Manda um abraço para ele... Beijo.

Houjo e Kagome seguiram o caminho para a residência dela, às vezes paravam no caminho para trocar beijos e mimos de namorados. Por ironia do destino Inuyasha passa pelo casal em seu simples automóvel, ao ver a cenário que compunha Kagome beijando Houjo tentou não acreditou no que seus olhos viam. Para certificar de ser ela mesma, deu a volta no quarteirão confirmando sua incredulidade.

Acelerou o carro passando outra vez pelo casal em alta velocidade, apertava cada vez mais sua mão no volante do carro por causa da sua raiva, metros a frente freou bruscamente quando notou sinal vermelho e nesse instante ele se deu conta do que acabara de fazer. Ciúmes – sentiu ciúmes, esse sentimento que nunca teve por sua esposa estava tendo pela... Pela mulher que teria seu filho.

Suspirou algumas vezes inconformado por ter tal reação em seu eu, mal trocaram duas palavras. Conscientizou de que poderia ter ser pelo fato dela a mulher que terá seu filho com sua adorada esposa. Já fazia tempo que ela deixara ser adorada, principalmente, depois ter conhecido tal garota.

O sinal voltou a ficar verde seguindo seu caminho.

Enquanto Sango terminava de conversar com Kagome no telefone seu irmão a encontra no meio de um telefonema que achou engraçado.

- ... mande um beijo para esse bobão também... – ela sorri ao vê o irmão, levantou o dedo indicador pedindo um minuto - ...Meu irmão está aqui... Mando sim... Outro.

Assim que Kohaku viu Sango desligar o celular deu um forte abraço, ambos saíram conversando tranquilamente.

- Miroku está no estacionamento nos esperando. – parou por um singelo momento - Sango. – chamou um tanto cético – Me responde uma coisa. – ela o olhou – Você conhece todos os estudantes de direito?

- Não, não conheço. Por que a pergunta? – indagou sua irmã apreensiva pela resposta

- É... – não podia revelar sobre o que acabara de acontecer – Por nada, pensei que continuava como criança que fazia amizade até com as paredes.
Os irmãos caíram na gargalhada. – Onde está aquele seu amigo? – questionou a garota. – como resposta Kohaku apontou para o carro estacionado um pouco a frente, acelerou o passo entrando rápido no veículo – Oi Miroku. Não entendo a necessidade de vocês terem um carro?

- Simples, é com eles que mostramos a nossa potência. – sorriu malicioso fazendo a garota virar os olhos entediada se acomodando no banco traseiro.

- Não dê muita importância a ele, conhece muito bem a personalidade desse aí. – seguiu os passos da irmã sentando no banco dianteiro – Vamos embora, Miroku. Minha irmã tem estagio ainda hoje.

O céu daquela noite estava estrelado, entretanto o vento frio anunciava a chegada do inverno. Kagome tinha esquecido seu casaco em casa e nem imaginara que seus colegas de estagio fariam uma surpresa para o mais novo papai. Apesar da personalidade, séria, Sesshoumaru não escondeu sua felicidade diante da parabenização dos estudantes e parceiros.

Esfregou os braços na tentativa de espantar o frio, não é a habitual hora de chegar a casa com certeza seu avô está preocupado. Admirando o céu que dificilmente via nas cidades, resolveu ir caminhando para casa. A cada passo de Kagome sentia que algo estava para acontecer, ela não sabia do que se tratava. O que sentia é que estava muito próximo, mas não podia se proferir qual seria o dia.

Nem percebeu quando chegou perto de seu apartamento, abaixou a cabeça levantando em seguida para atravessar a rua ouviu seu nome ser pronunciado. Procurando por ela não encontra ninguém, mas de um veiculo próximo a ela sai Kaguya fechando a porta no mesmo por onde passou. Kagome revira os olhos em sinal claro de tédio, virando para ela.

- O que você quer? – perguntou direta cruzando os braços a frente do corpo com uma clara expressão de indignação.

- Olha, desculpa pela forma como eu te tratei. Sei que fui um tanto... – procurou a melhor palavra. – rude, mas, por favor, Kagome reconsidere. – Kagome a olhou sem entender e não quis se pronunciar. – Não era a minha impressão passar que você e meu filho seria uma simples mercadoria que compramos em qualquer loja...

- Mas tratou. – cortou-a – Entendo seu problema de não poder ter filhos, mas não é assim que as coisas são. – Kagome demonstrou dúvida. – Não entendo. – Kaguya prendeu a respiração ao ouvir as palavras – Por que você escolheu logo a mim? Que não levo a vida que você e seu marido levam? Acha que por tem dinheiro podem comprar as pessoas ou um filho? – ironizou.

- Não é bem assim, Kagome.

- E como é? Explique-me.

- Como eu te falei na primeira vez que te pedi. – Kaguya não quis ressaltar suas palavras, ditas anteriormente, para não a ofender mais do que já tinha ofendido, demonstrando certo arrependimento. – Eu gostei de você e me sensibilizei com a situação do seu avô e conseqüentemente sua também.

- Continue. – pediu a garota quando Kaguya tentou se aproximar dando um passo para trás.

- E não queria que fosse por caridade ou muito menos por pena, pois ninguém é digno de pena. – abaixou a cabeça continuando seu fala – Pensei que dessa maneira não lhe ofenderia tanto como se fosse por caridade – quando levantou seus olhos tinham lágrimas.

- E seu marido o que diz? – Kagome perguntou se sensibilizado por ela.
Imaginou como é horrível a sensação de não poder ter um filho, quer vê-lo crescer, a descoberta da maternidade, amar alguém acima de si mesmo seria maravilhoso. E quanto a ela, Kagome, iria gerar um filho ao qual não poderia ter nenhum vinculo afetivo, iria descobrir o prazer da maternidade sem ser dela.

Entretanto, aquela mulher que chora a sua frente quer ter um filho e não pode, além do mais seria a resolução de alguns de seus problemas.

- É o sonho do Inuyasha ter um filho nosso... Mas eu só posso dessa maneira. – ela percebeu que Kagome estava se envolvendo com a conversa dela. – E então Kagome você aceita?

Silêncio...

- Você e seu avô terão os melhores médicos...

Kagome não ouvia as palavras que Kaguya pronunciava apenas seu pensamento. “Meu avô... Faculdade... Meu avô... Houjo... Meu avô... Sango... Estou sendo egoísta? Meu avô... Egoísta... Meu avô... Meu avô... Vovô...”

Parecia que o mundo havia parado para ouvir a resposta dela a não seu Kaguya.

Kaguya continuava falar.

A garota não sabia que Kaguya estava mentindo, tudo o que ela dizia é puro teatro e encenação, as lágrimas, a suposta confissão, não passavam de uma armação para conseguir o que ela queria.

- Eu... – sussurrou Kagome.

Silêncio...

Kaguya parou de falar ao ouvir o sussurro da garota, a expectativa era gritante.

Silêncio...

- Eu aceito...

Continua...



Nota da Autora:

Oi... Voltei mais rápido que esperava, para a minha surpresa. Não tinha feito quase nada deste capitulo quando postei o anterior.

O que acharam?

Quanta coisa, a gravidez de Rin, o Sesshoumaru demonstrando sentimento. Hum... Algo está errado mesmo. Rsrsrs... Estranho, também, a reação do Inuyasha ao ver Kagome e Houjo juntos. Será que é pelo motivo que ele pensa? Eu acho que não. Só acompanhando para ver o resultado. A reação de Inuyasha quando Kaguya contar que Kagome vai ser a suposta mãe de seu filho? Com certeza Kagome se meteu onde não deveria.


Capítulos de [InuYasha] Quero dizer que nosso amor deu certo.

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