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Fanfics

[InuYasha] Quero dizer que nosso amor deu certo.

Três


Autor: ~nane-cham

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela.

Personagens: Inuyasha, Kagome

Classificação: Livre

Adicionado em: 16/08/08

Comentários/Favoritos 2/2

Caracteres: 27.125

Exibições: 128

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Capitulo Três


Aquele dia tinha sido muito exaustivo para todos, principalmente, para os estagiários que ficaram até altas horas no fórum por conta daquela audiência. Kagome acorda em um lugar estranho, não é o seu quarto muito menos o hospital aonde vem dormindo nos últimos dias. Aos poucos foi reconhecendo o lugar, já estivera ali algumas vezes sendo este o quarto da sua amiga Sango.

Levantou do colchão onde dormia procurando pela amiga no quarto encontrando-a em sua cama de costas para ela, num impulso procurou pelo celular ao seu lado na intenção de olhar a hora, mas não o encontrou. Logo imaginou que tinha perdido em algum lugar daquela casa, mas não podia ficar sem ele, balbuciou um palavrão, mais uma vez olhou a amiga, arrumou o lugar onde havia dormido saindo do quarto.

Sango não mora com os pais desde que entrou na faculdade, mas eles mantêm este pequeno apartamento próximo ao local onde ela estuda. A garota não gosta ser mantida por seus pais, entretanto, a chantagem emocional feita pela mãe, por ela não está mais em casa, é maior e ela acabou aceitando um pouco do conforto dada por eles.

Por mais difícil que fosse sua rotina nos últimos dias Kagome estava feliz por ter tudo que sempre quis, só faltava seus pais junto dela. Passou pela sala caminhando em direção a varanda sentando no parapeito com as pernas para dentro do apartamento, ficou a observar as pessoas, os carros, ao longe a faculdade onde estuda, suspirou. A realidade é muito dura para ela, as preocupações com seu avô vieram de repente em sua mente, como pudera esquecer-se de tudo por alguns minutos e está sem o seu celular aumentava sua ansiedade.

Inebriada em seus pensamentos não pode ouvir sua amiga aparecer e fitá-la por alguns minutos.

- Como passou a noite? – perguntou Sango. Notando o susto que a amiga tomou, sorrindo do ato. – Não pretendia ter dar um susto ou muito menos fazer você cometer suicídio.

- Ora, Sango, não me venha com essa. – saiu do parapeito passando pela amiga que a seguia para a sala. – Bem... Eu acho. – parou de súbito. – Sango. – falou o nome da amiga virando para ela – Será que você não viu o meu celular... É que... Eu acho que o perdi.

- Oh! Sim, algumas horas antes de terminar a audiência um homem ligou. – Kagome fez uma careta sem saber de quem se tratava. – Ligava do seu celular dizendo que você deixou cair quando se esbarrou nele no hospital. - Kagome sentiu-se aliviada lembrando da patética cena. – E disse que o hospital tinha ligado a pedido do médico. – ela parou por alguns segundos – Ele precisa falar com você.

A notícia que o médico gostaria de falar com Kagome não soou muito boa, ela já imaginava que podia ser alguns exames e medicamentos. As duas sentaram no sofá continuando a conversa. – E o homem que ligou pediu para encontrá-lo no jardim do hospital, para entregar o aparelho.

Kagome suspirou desanimada deitando no colo de sua amiga – Eu vou chamar o Houjo para ir comigo. – disse por fim. Olhou para amiga lembrando-se do “Don Juan” que ela tanto lhe dizia nos últimos dias. – Então Sango quando vou ter o prazer de conhecer seu “Don Juan” e o seu irmão?
Sango olha para sua amiga deitada em sua perna espantada – Ora! Kagome, nada de meu. Ele é de todas. Aquele... Aquele...

- Sei... – Kagome sorriu para sua amiga que a muito não a tinha visto sorrir assim desde que a doença de seu avô se agravara. – Seu irmão e o “Don Juan”, quando é que chega? – refez a pergunta.

- Eles chegam hoje ou amanhã, não sei ao certo. – encostou mais no sofá – Têm notícias daquele caso da menina que desapareceu no dia da morte dos seus pais, lembra? Eu te contei.

- Sim, sim... – afirmou balançando a cabeça. – Coitados! – exclamou – Depois de todos esses anos ainda a procuram. Isso é que é amor.

- É... – depois dessas ultimas frases o silêncio permaneceu por alguns minutos entre elas.

- Então, seu “Don Juan” vai ficar hospedado aqui? –Kagome disse com um leve tom de brincadeira – E o seu irmãozinho também? – completou após ver o olhar duro da amiga.

Kagome jogou uma almofada nela sorrindo quebrando aquele clima de hostilidade levantou, correndo para que sua amiga não a pegasse, pois ela sabia qual seria a punição para tal feito. A brincadeira cessou quando o som da campainha acabou com a brincadeira fazendo Sango balbuciar: - Depois continuamos...

É hoje. O dia previsto para a chegada dos novos detetives, a ansiedade do casal, e principalmente de Izayoi, estavam deixando-os impacientes. Queriam as novidades, se já sabiam quem eram os pais adotivos e o lugar onde moram por que ainda não fizeram as apresentações, ou não revelou logo a verdade. Tinham que ir com calma para não assustar a menina e afugentar seus pais adotivos, como ela reagiria? Por que nunca foi dada como encontrada? Eram tantas perguntas, talvez os detetives tivessem essas respostas.

Ainda é cedo para a chegada deles, provavelmente chegariam ao final do dia.

O casal avisou aos dois filhos da presença dos detetives com notícias de sua sobrinha querida, certamente Sesshoumaru viria, mas não tinha certeza quanto a Inuyasha. A esposa insuportável dele não aceitaria que aquele fantasma assombrasse ainda mais a sua vida como tem feito, para aquela família a única mulher que faltava é a sobrinha desaparecida.

Apesar de ser cedo, Inuyasha foi fazer uma visita, nada de costume, aos pais. Depois do casamento quase não encontrava com eles, ao contrario de seu irmão mais velho que toda semana fazia questão de revê-los.

O casal estava no jardim de inverno saboreando o maravilhoso café da manhã, em uma mesa simples, mas com todos os alimentos nutritivos para começar o dia. Inu Tasho sentado com o jornal ao seu lado esperando terminar a refeição para lê-lo e sua esposa mal tocava na comida por conta da ansiedade, ao longe puderam ouvir o som de um carro estacionando e dele saia seu filho mais novo.

Inuyasha foi recebido alegremente pelos pais ao encontrá-los tomando o café da manhã como fazia anos atrás, Izayoi assim que o viu sorridente abraçou, beijando seu rosto imediatamente lembrou que era desta mesma forma que o tratava quando era menor e as lembranças da infância dele e do irmão vieram a sua mente. Ele cumprimentou o pai da mesma forma que fez a mãe.

- O que o trás logo cedo à casa dos seus pais Inuyasha? – Izayoi perguntou esquecendo um pouco da ansiedade. - Sente-se para tomar café conosco. – Ele puxou uma cadeira, agradecendo, se servindo um pouco de café, mordendo uma torrada.

- Hum... – engoliu o alimento – Eu não posso mais visitar meus pais é? – disse com ironia – Ou apenas o chato do Sesshoumaru pode fazer Isso?

- Não, claro que pode. – respondeu Inu Tasho, tomando um gole do suco. – É que... É estranho você vim assim, sem avisar e não trazer Kaguya junto.

- Algo está o incomodando meu filho? – Sua mãe de intrometeu perguntando meigamente.

Inuyasha suspirou derrotado – “Eles me conhece muito bem, mais do que imaginava” – pensou – Oh! Não, não... sei.

Seus pais ficam o observando a ingerir a comida, disperso, por alguns minutos.

- E então? – voltou a perguntar sua mãe.

- Oh! Eu... eu... – sem saber como perguntar gaguejou alguma coisa, inútil. Fechou os olhos com força criando coragem para perguntar, mas resolveu não tocar nesse assunto por enquanto – Esqueça, sim.

- E Kaguya, por que não veio? – indagou seu pai. – Tem algo acontecendo que você, quer nos pedir algum conselho?

- Pai! Eu quero ter um filho, mas a minha esposa não acha que é o momento certo. – revelou Inuyasha. – Eu acho que uma família para ser completa precisa de uma criança.

- Entendo.

- Qual foi a sua reação ao saber que a minha mãe estava grávida do Sesshoumaru? – Inuyasha não pensou que aquelas palavras trariam naquele instante.

Sua mãe logo sentiu as lágrimas manchar seu rosto, em todos os momentos da vida dela sua irmã estava presente. Neste momento ela não estava mais ali. Entretanto ela tinha que ser forte, limpou as lágrimas discretamente ao ouvir o marido lembrar-se daquela semana.

O senhor Tasho sorriu – A maior felicidade do mundo, apesar da sua mãe contar primeiro para a irmã dela e a mim depois de três dias. – falou num tom meio irritado. – E claro que sua tia não escondia nada do Bankotsu, resumindo eu fui o último em saber. – ele olhou para a esposa que estava de cabeça baixa.

- Mãe! – chamou Inuyasha tirando-a de seu passado.

- Desculpe querido. É que... – parou de falar por um instante para se recompor das lembranças – Falar de sua sobre Kikyou e Bankotsu me deixa triste por...

- A senhora não tem nada com que se desculpar. Sei o quanto eram amigas. – levantou da cadeira puxou-a em direção ao seu corpo para um abraço beijando-lhe a testa, voltando em seguida para onde estava sentado – Então como está o caso da minha prima?

- Saberemos hoje à noite, querido, espero com boas notícias.

- Depois de quase vinte anos, finalmente novidades concretas. – comentou Inu Tasho.

A conversa entre os três permaneceram por quase toda a manhã, os assuntos eram diversos, mas o principal deles é o instinto paterno de Inuyasha ter brotado mais cedo do que esperado, apesar da sua esposa não querer essa benção. Entretanto Inuyasha estava determinado a ter um filho e Kaguya tinha que aceitar tal fato, mas isso o fez refletir por ter casado tão apressadamente com ela.

Toda mulher sonha em ter um filho certo? Errado. A não ser quando a carreira vem em primeiro lugar, e essa, é Kaguya. De certo que, tudo na sua vida tem a sua hora, não quando se é muito jovem ou muito velho, mas eles estavam maduros o suficiente para ter um bebê. Apesar de que um filho é responsabilidade, tempo, transformações e ela não estava disponível para tanto, porém, faria o impossível para não perder Inuyasha.

Após a saída de Inuyasha, Kaguya levantou da cama, enrolada em seu cobertor, dirigiu a varanda, sentou em uma cadeira, pensativa. De toda forma, ela não tira da cabeça a possibilidade de ter uma mãe de aluguel, mas quem seria inocente a ponto de passar por todas as transformações para ser mãe e não se torna uma? Talvez uma pessoa que...

Ficou a pensar por horas sabia que seu marido iria encontrar-se com a menina que perdera o celular no dia anterior, por ele ser famoso, logo a garota iria reconhecê-lo e por isso não ira deixá-lo ir sozinho a esse encontro. Se algum paparazzi o encontrasse ali? Não seria bom para sua imagem, poderia ser especulado o fim do casamento de ambos. Já imaginava as capas das melhores revistas: “Chega ao fim o casamento do casal perfeito: Inuyasha e Kaguya. Quem será o pivô dessa separação?” Tão rápido quanto seu pensamento ligou para seu marido.

- Oi amor... Ah! Sim... Eu posso ir com você?... Estarei em alguns minutos... Não. Vou ao shopping antes... Vá me buscar lá... Um beijo te amo. – saltou de onde estava em alguns minutos estava pronta para sair e se encontrar com o marido mais ao longo.

As amigas não imaginavam que o Houjo iria está ali uma hora daquelas, estava mais do que na cara que ele não tinha dormido direito. Houjo é o primeiro namorado de Kagome, estão juntos há dois anos, por ser o primeiro namorado de cada um, Houjo, é muito ciumento por isso não a deixava só por alguns segundos. Tinha ciúmes de tudo, dos amigos que não tinha, até do avô, é de tal forma que a mimava. Entretanto, tal feição causava repudio em Sango. Ela achava o casal meloso de mais, não entendia como a amiga agüentava-o.

Elas pensaram que iriam tirar aquela manhã para colocar o papo de amigas em dias, e estudar um pouco coisa que Kagome mal tem tempo de fazer. Mas não. Houjo tinha que estragar com seu ciúme bobo e infantil. Para Houjo, a manhã num instante passou, mas para as amigas que tinham planejado outras coisas ao qual ele não está incluído passou devagar.

- Como você consegue heim? – Sussurrou baixo antes de saírem do apartamento, trancando se referindo ao namorado da amiga que ia mais a frente chamar o elevador.

- Nem eu sei... Eu só aceito o jeito que ele gosta de mim, acho uma gracinha. – Sango parou no corredor próximo ao elevador. – Que foi? – perguntou Kagome parando também.

- Qual é Kagome? – falou um pouco alto, fazendo Houjo que segurava o elevador olhá-la. Puxou o braço da amiga a deixando um pouco próxima a ela, falando baixo. – Não está falando serio? Está?

Kagome não disse nada, apenas o olhava. Não sabia o que responder para ela, estava com Houjo há tanto tempo que não sabia ao certo o que sentia por ele. Enquanto a voz de sua amiga a fez olhar para ela e depois seu namorado.

- Ele é tão... – olhou para Houjo mais a frente que sorria para elas - ...tão bobão. – fez uma careta enquanto dizia tais palavras. Kagome gargalhou com a descrição que a amiga tinha do seu namorado. – Não é para rir, é serio. Você precisa de um cara mais másculo, entende?

Sango ficou olhando para amiga enquanto ela por alguns instantes analisava Houjo – Ora Sango! Deixe de besteira. Ele é o meu namorado e...

- Você gosta dele? – perguntou. Kagome abriu e fechou a boca algumas vezes ante de responder.

- E...

- Kagome! – Chamou Houjo – Não vou ficar aqui o dia todo segurando o elevador. Vamos, se quiser ver seu avô antes de pegar o celular. – ela nada disse continuou o caminho em silêncio sem ter coragem de olhar para Sango. Sabia o os olhos dela diriam.

Mais uma vez naquele lugar, o forte cheiro de iodo incomodava Kagome. É muito frustrante para ela ter que entrar ali todos os dias, sem contar que fora ali, naquele mesmo hospital, que recebera a notícia sobre o suicídio de seus pais. Depois de tantas notícias ruins esperava que o médico lhe desse alguma esperança.

Houjo e Sango entraram no leito antes de Kagome, pois ela gostaria de encontrar primeiro o médico de seu avô. Ao entrarem, o velho senhor Higurashi estava acordado esperando pela sua neta, mas recebeu os amigos dela muito bem. Naquela manhã ele se sentia melhor do que nos últimos dias.

Entre alguns corredores e salas Kagome encontra a sala onde o médico de seu avô se localizava, bateu três vezes naquela porta fria, esperou ate ouvir “Entre” e com medo entrou tentando esboçar um sorriso.

- Senhorita Higurashi! – exclamou o médico quando a viu. – Vamos entre, queira se sentar, por favor. – assim ela fez.

- O senhor queria falar comigo então... – Kagome tentou não parecer nervosa diante do que ele tinha para dizê-la.

- Ah! Sim, sim... Bem tenho que lhe informar de duas notícias.

- Boas ou más? – remexeu as mãos.

- Acho que as duas são boas. – ela suspirou um pouco mais aliviada – Seu avô pode ir para casa, ele teve uma melhora significativa e você sabe que ele necessita de maior atenção, pois o estado dele é delicado.

- Sim, eu sei. – ela estava muito contente por voltar para casa com seu avô e não sentir mais aquele cheiro horrível – E a outra?

- Bem... – ele entendia que a menina só tinha o avô como ente e sabia o quanto estava sendo duro para eles. – Os remédios, a maioria é importada e por tanto são mais caros.

Kagome se sentiu impotente, de onde ela tiraria dinheiro para comprar os remédios? Iria contrariar seu avô, mesmo que isso arriscasse sua faculdade. Ela levantou sem cerimônias para se retirar dali, o médico a chamou.

- Isso não é tudo. – ela parou virando onde ele estava sentado, esperando ele continuar – Seu avô necessita de uma cirurgia para retirar um dos pulmões que já está comprometido com a doença. – viu quando ela levou à mão a boca segurando algumas lágrimas – É para isso os remédios e a cirurgia viria depois de...

- Tudo bem, então. – não esperou o médico terminar já sabia o que ele ia dizer e continuou. – Quando meu avô receberá alta?

- Hoje, no final do meu turno. – o médico entregou a receita a ela ao qual saiu em seguida.

Kagome saiu da sala abalada com a notícia, em passou rápido entrou no primeiro banheiro que viu notando que estava vazio, fechou a porta e escorregou por ela chorando indo de encontro ao chão. Chorou por seu avô com aquela doença, por seus pais não estarem presente naquele momento tão delicado, por ela mesma que se sentia só e talvez...

Não querendo mais pensar nessas bobagens levantou indo em direção a pia. Percebeu que seu rosto estava vermelho por conta das lágrimas, lavou-o, para sair como se nada tivesse ocorrido. Chegou ao leito expressou um rosto feliz encontrando seu avô acordado dando a novidade dele ir para casa.

Assim que Sango a viu percebeu que Kagome esteve chorando e o senhor Higurashi também, apenas o bocó do Houjo não percebeu os olhos vermelhos de Kagome que tentava não olhá-los para não se entregar e preocupar seu amado avô. Alguns minutos mais tarde os três se locomoveram para ir embora, mas antes tinha que pegar o celular.

Inuyasha se despediu dos pais prometendo voltar mais tarde para conversar com os detetives a respeito de sua prima desaparecida, sua insuportável esposa, pedira para ele ir buscá-la no shopping para irem juntos entregar o maldito aparelho. No lugar combinado, esperou pela chegada daquela garota dos tristes olhos azuis, ansioso. Kaguya percebeu a angústia do marido ao notar que ele não deixa de olhar para qualquer pessoa ao entrar no lugar.

No entanto, três pessoas entraram no jardim e se dirigiram para um banco próximo. Inuyasha olhou para os três, sem dá muita importância, uma das garotas estava de mãos dadas com rapaz e a outra reclamava de algo. Só que os dois começaram a brigar por alguma idiotice fazendo Kagome soltar a mão dele e virar para onde Inuyasha e sua esposa se encontraram.

Logo Inuyasha a reconheceu por aquele cabelo escuro, a cor da pele e óbvio o namorado, ele não ia deixar que ela fosse buscar seu celular com um homem e sozinha. Esqueceu completamente da sua esposa ao seu lado caminhando em direção aos três amigos, falando algo que ele não ouvia, Kagome percebeu a proximidade dele e olhou-o. Lembrando-se imediatamente daquele rosto, da forma como ele a olhava agora ninguém nem mesmo Houjo fizera isso.

O bate boca entre Sango e Houjo parou quando Inuyasha parou enfrente a Kagome, ela, no entanto, percebeu a presença da sua esposa ao seu lado com uma das mãos apoiada no braço dele. Kagome piscou varias vezes tentando entender o motivo do recado corporal daquela mulher, Houjo notou a forma que aquele homem olhava para sua namorada, mas o reconheceu imediatamente, puxando Kagome para um abraço. Sango sorriu internamente vendo a linda cena de ciúmes de Houjo com aquele magnífico homem a observar - “Magnífico e Famoso” reconhecendo-o.

- Oi. – disse Inuyasha ignorando todos ao redor – Acho que isso é seu, não é? – retirou do bolso da calça o aparelho celular.

Houjo não a deixou responder ou pegar o celular das mãos do Inuyasha, fez isso para ela. – Ah! Muito obrigado pela gentileza.

- Houjo, deixe de ciúmes. – reclamou Sango. – Não vê que isso irrita. – ele nada disse apenas deixou que Kagome respondesse por si.

- O... Obrigada, por passar o recado a minha amiga e por me devolver o celular – ela respondeu um pouco insegura e tímida.

- Não foi nada... - respondeu o rapaz sorrindo. Sentiu uma puxada no braço esquerdo e lembrou que sua esposa estava ali ao seu lado – Ah! Sim. Está é minha esposa Kaguya Hitomi. E eu sou Inuyasha Hashi.

- Muito prazer. Eu lembro dela nos outdoors espalhados pela cidade usando... Hum... Quase nada. – Houjo disse um pouco indiscreto deixando suas duas acompanhantes envergonhadas.

- Bom, é minha profissão. – ela respondeu com um belo sorrido.

- Seu avô como está... Desculpe, mas qual é o seu nome? – perguntou Inuyasha a ela.

- Eu me chamo Kagome Higurashi, está é minha amiga Sango Hiraikotsu e meu namorado Houjo Okada. – eles se cumprimentaram, sentando nos bancos próximos a eles.

A conversa entre eles permaneceu um pouco empolga devido à curiosidade de encontrarem pessoas famosas, entretanto Kagome não participava muito conversa apenas quando faziam alguma pergunta direcionada a ela, ela não se sentia muito bem perto deles e seus pensamentos vagavam pela conversa que teve com o médico e a possibilidade de desistir da faculdade. Querendo saber mais sobre a situação de Kagome, Kaguya re faz a pergunta feita por seu marido e a garota não respondeu.

- Soube que seu avô está internado, como ele está? – Kaguya perguntou surgindo um sorrido discreto.

- Ele... – olhou para Sango e sorriu timidamente recebendo outro sorriso – Ele vai receber alta hoje. – ao mesmo tempo de dizia tais palavras a tristeza invadia novamente seus olhos, o que não passou despercebido por Inuyasha e sua esposa.

- E qual o problema dele? – tentou saber mais – Nós podemos ajudar em alguma coisa?

- Ele tem câncer nos pulmões. – respondeu seu namorado – E sabe como é ela sozinha para cuidar dele e...

Kagome estava sendo incapaz de segurar as lágrimas ao ouvir Houjo contar sobre a doença de seu avô e com certeza ia chegar a sua vida. – Desculpe, mas... Tenho que passar mais tempo com meu avô. – tentou passar entre ele e a esposa, entretanto Inuyasha a segurou pelo pulso.

Kagome puxou o braço se livrando dele. – Quer dizer alguma coisa?

- Não, não. – ajeitou-se – Desculpe. – “Não gosto desse seu olhar triste” – completou em pensamento.

Kagome saiu do lugar sendo seguida por sua amiga não podia contar ali sobre a conversa que teve com o médico minutos atrás, na presença de dois estranhos, o que não contou na presença de seu avô. Houjo ficou um pouco mais se desculpando com os famosos devido ao comportamento de sua namorada.

- Viu? – disse Sango, já ao lado dela, Kagome a olhou sem entender nada – Era disso que eu estava falando.

- Falando o que? Sango. Não estou te entendendo.

- De um homem mais másculo para você e não o boboca do Houjo – tais palavras fizeram Kagome sorrir abrando a amiga deixando um pouco de lado seus problemas – O que foi que eu disse tão engraçado?

- Nada não.

- E então? – perguntou mais uma vez.

- Por Deus, Sango, ele é casado. – disse percebendo que o ‘amigo’ se aproximava – E aquela esposa dele tem uma cara... – ambas riram entrando em outro assunto menos interessante.

Inuyasha e Kaguya ficaram a observar as garotas desaparecer ao passar pela porta de vidro, mas os pensamentos diferentes um do outro. Enquanto ele não entendia e não gostava do sentimento que estava tendo em relação aquela garota de olhos tristes, está podia ser sua sobrinha, pois aparentava ter a mesma idade. Ela, certamente, encontrou aquela que iria ter seu filho e do seu marido em seu lugar. Convencer Inuyasha é fácil difícil será a garota, a não ser se ela tenha alguns problemas. Sorriu despedindo-se do garoto.

Na tarde daquele dia Houjo e Sango auxiliaram Kagome a levar seu avô de volta para casa. É um pequeno apartamento nas proximidades da faculdade, eles mudaram quando Kagome passou no vestibular na intenção de facilitar a vida deles. Embora a doença estivesse debilitado o idoso, ele caminhava tranqüilo fazendo o que mais gosta: mimar a sua neta. No fim do dia já estava em seu quarto dormindo. Contou aos amigos sobre a conversa que teve com o médico e a esperança da cirurgia, eles a apoiaram na decisão, logo se despediram depois de mais um dia.

No inicio da noite Kaguya, ansiosa, ia ceder ao desejo dele de ter um filho, mas, primeiro ia propor sua condição.

- Meu anjo? – Kaguya chamou-o entrou no quarto onde Inuyasha estava usando seu laptop – precisamos conversar. – sentou na cama enfrente a ele. – Sobre nosso filho.

Inuyasha parou de digitar, fechando o aparelho. – Resolveu enfim ter nosso bebê? - olhou para esposa.

- Eu estive pensando... – ajeitou os lençóis em sua perna. – Não posso ter esse filho agora por conta da minha carreira – viu quando ele revirou os olhos.

- Sim, e...

- Não me interrompa, por favor. – pediu ela mexendo na ponta do lençol. – Fiz algumas pesquisas e vi que há forma mais rápida é... – ele ergueu uma sobrancelha, curioso – Têm alguns riscos, claro, mas é o que eu mais quero fazer para você é dar-lhe um filho.

- Calma, amor, já conversamos sobre isso e... – ela o interrompeu abraçando-o.

- Essa é a melhor hora, então – suspirou forte – Podemos tê-lo através de uma mãe de aluguel.

Inuyasha não soube responder abriu a boca em espanto diante da convicção dela, sem saber o que pensar ou o que dizer, soltou dela.

Continua...



Nota da autora...

Oi... Eu sei prometi não demorar, mas não tinha como o capitulo não saia por conta de tanta idéia que tive para ele e outras coisas, como meu pc quebrou. rsrs... E prometo não demorar da próxima vez. Apesar de tudo algo bom tinha que ter não é verdade? O próximo capitulo está quase pronto.

O que acharam do capitulo? O que será que os jovens investigadores descobriram a respeito da sobrinha do casal Tasho? E Inuyasha o que chamou a atenção dele em Kagome? Então, ele irá aceitar o pedido da esposa?

Agradeço a todos que leram, tendo ou não deixado comentário.

Beijos e até o próximo capitulo.


Próximo capitulo



- Sango! Que saudades minha irmã.

– Como você cresceu. Não é Miroku?

- Descobrimos que sua sobrinha foi adotada ilegalmente por um casal.

– Não estou te pedindo para fazer um filho com ela, apenas dela ser... ser o meu útero.

...se sentia atraído por aqueles olhos e mesmo sendo contra vontade aceitou que ela fosse à mulher que gerasse seu filho...


Capítulos de [InuYasha] Quero dizer que nosso amor deu certo.

[07/06/08] Um

[08/07/08] Dois

[16/08/08] Três

[22/08/08] Quatro

[03/09/08] Cinco

[23/09/08] Seis

[20/10/08] Sete

[06/11/08] Oito


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