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Fanfics

[Naruto]Konoha Olimpic Champions

Akatsuki's Party - Parte I


Autores: ~Kori, ~Mihajlovic

Categoria: Animes/Naruto

Gênero: Comédia / Drama (Tragédia) / Romance e Novela.

Personagens: Hidan, Kisame, Itachi, Hiashi, Hanabi, Gaara, Sasuke, Zetsu

Classificação: 16+

Adicionado em: 13/08/08

Comentários/Favoritos 9/8

Caracteres: 43.557

Exibições: 258

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AnimeSpirit:

 


Konoha Olimpic Champions


- Fala
"Pensamento"
(Nota dos autores)

Rádio Trans Konoha
♪♫♪♫ Música da rádio ou CD-player dos carros
'Ação explicativa ou fala enfatizando algo'
*Ação do personagem*
%$#@#& - palavrão ou insulto de baixo calão

Akatsuki Party

O fim do dia, mais longo e problemático, do ano



“- Droga, o que esse Orochimaru quer comigo?”

Foi tendo esse pensamento que Sasuke guiou sua Lambreta pelas ruas de Konoha, e estacionando-a na sua vaga, próximo ao prédio estudantil onde
mora. Massageou do lado esquerdo do seu pescoço onde Orochimaru lhe colocou o Selo amaldiçoado. O local ardia e muito, fazendo Sasuke tatear o pescoço e
sentiu que eram 3 pequenas queimaduras, ele olhava desanimadamente sua ‘Falcão’ que estava com sua vida útil comprometida já há alguns anos.
Adentrou ao prédio pegando o elevador que levaria até o andar do seu apartamento. Ainda cheirando mal por ter trombado contra as sacolas de lixo,
antes de ir tomar um bom banho, colocou o DVD que Orochimaru lhe presenteou. Erguem o volume no máximo e foi ao banheiro. Ligou o chuveiro, e seus
pensamentos vinham à tona com as palavras do Sennin...

“- Posso te dar muito poder...”

Aquilo soava na mente do pobre garoto. Ele queria por que queria ser melhor que Itachi e vingar sua família que foi massacrada por seu irmão bêbado , na
sua cabeça, a proposta de Orochimaru já começava a ser bem vista por ele...
Terminou o banho e com os cabelos ainda molhados parou em frente ao espelho, pegou seu spray de laquê e começou a passar no seu cabelo, moldando assim
alguns fios grudados na testa.

Após esse ‘ritual’, ele voltou ao seu quarto, viu mais um pouco do DVD exclusivo. Estava nervoso. Tropeçou na bola de basquete de Naruto que estava no chão.

- Dobe... Já falei inúmeras vezes pra ele guardar isso... - Disse voltando a sua irritação habitual.

Pegou a bola e apertou entre as mãos. Teve a brilhante idéia de ir praticar alguns arremessos na quadra de basquete toda detonada. Colocou a bola
embaixo do braço direito e deixou seu apartamento. Saindo novamente do prédio, segurando a bola, notou que sua ‘Falcão’ estava com um vazamento de
óleo no motor. Suspirou e invejou a moto de seu irmão Itachi. Ficou por alguns minutos olhando abobalhado para sua moto. Precisava de uma nova...
potente... Uma moto que pudesse desafiar e derrotar Itachi. Resolveu atravessar todo o conjunto habitacional estudantil batendo a bola de
basquete no chão até que chegou no parquinho central, onde há a quadra esportiva, completamente detonada... As grades também quase já não existiam
no local. O Sol brilhava no céu de Konoha naquele começo de tarde. Sasuke bateu algumas vezes a bola no chão, ‘fintou’ adversários imaginários e parou
um pouco antes da linha de 3 pontos, mirou a cesta e arremessou... A bola bateu no aro e correu para o canto da quadra...

- Que droga! - Esbravejou depois de assoprar sua franja. E foi buscar a bola.


Não muito longe dali, Hidan dirigia sua ‘Jashin Power’ acompanhado por Zetsu que conseguiu ir pela primeira vez passear dentro da cabine e por Itachi.
Pra manter a escrita, esse último já estava sob o efeito do álcool.

- Itachi, você tinha que pedir pro Kisame ir buscar sua moto no cassino? Agora não o achamos de jeito nenhum... - Comentou a parte branca de Zetsu.
- Hic... Eu pedi... Hic... Mas porquê vocês não me deixaram... Hic... ir buscar lá... Hic... Daí ele foi... - Respondeu o Uchiha sentado entre os outros dois ocupantes.
- Tá bom, mas eu acho que ele não foi longe. - Hidan disse enquanto dirigia com a mão esquerda, e com a mão direita colocava um CD do Metallica no seu
ultramoderno aparelho de CD.

Adentraram em mais algumas ruas procurando por Kisame. Quando uma das partes de Zetsu pediu para Hidan parar, pois estavam próximos a quadra de basquete.
- O que foi? - Perguntou o seguidor de Jashin-sama puxando o freio de mão.
- Olha lá o seu irmão, Itachi.
Quando ouviu a palavra ‘irmão’ proferida pelo lado negro de Zetsu, Itachi parou imediatamente de beber sua Smirnoff Ice., inclinando-se um pouco tentou olhar pela janela e disse...
- Meu irmão aonde? Hic... Aquele perdedor... Hic...
- Não ta vendo ele lá? - Intrometeu-se Hidan pegando a garrafa e tomando um pouco de Vodka.
- Hic... Não... Hic...
- Ative seu Mangekyou Sharingan, Itachi... - A parte branca de Zetsu resolveu o problema.

Logo o Uchiha maior procurou no bolso do seu sobretudo suas lentes de contato, e logo colocava nos olhos. Piscou duas vezes para se acostumar com
o Sharingan ativado e voltou a olhar pela janela. Dessa vez viu que era seu irmãozinho mesmo, tentando jogar basquete.
- Zetsu, abra a porta. - Pediu Itachi voltando um pouco a sobriedade.
- Hai. - Respondeu as duas partes e logo já descia, abrindo espaço para que Itachi também fizesse o mesmo...
- Putz, o que esses dois vão aprontar? - Lamentava-se Hidan tomando mais um gole de água mineral enquanto falava com o seu santinho de Jashin-sama no
painel da sua caminhonete.

Sasuke estava de costas de onde vinha seu irmão mais velho, acompanhado por Zetsu.
Continuou arremessando de longe, já estava conseguindo acertar o aro e a bola voltava as suas mãos. Itachi caminhava sem fazer barulho algum e já
estava as costas de Sasuke que batia bola. Itachi chegou e deu um tapa tirando a ‘redonda’ de seu irmãozinho menor.

- Itachi... - Disse Sasuke com os dentes cerrados.
- Vejo que você continua sendo fraco, irmãozinho tolo. - Itachi zombou dele enquanto batia a bola no chão, olhou para a cesta e arremessou precisamente,
fazendo ‘chuá’ na cesta.

Sasuke correu para pegar sua bola, mas Itachi foi mais rápido...
“- Que velocidade ele tem” - Pensou o Uchiha caçula vendo novamente seu irmão batendo a bola no chão.
- Devolva minha bola. - Sasuke falava com um tom alto.
- Venha pegar. - Provocou Itachi.

Sasuke assoprou mais uma vez sua franja com toda aquela situação. Era a hora de vingar sua família... Deu um passo a frente mas logo foi acertado na
altura do estômago pela bola arremessada por Itachi, que havia blefado. Sasuke caiu no chão quase sem ar, mas segurando a bola. Ficou se contorcendo
enquanto sua respiração voltava. Levantou-se com certa dificuldade, mas continuava com seu ar superior.

- Itachi, vou te derrotar aqui e agora. - Disse Sasuke muito seguro de si.

Zetsu via os dois irmãos se estranharem por um bom tempo no centro da quadra, e pra variar as duas partes dele não chegavam a um acordo.

- Vamos lá, eu quero jogar também. - Falava animadamente o lado escuro.
- Não, eu não quero... - Respondia o lado branco.
- Ah cara, vamos... É uma boa oportunidade pra zoarmos o Sasuke.
- Isso é errado. Será dois contra um. E Itachi já é praticamente invencível.
- Que se dane. - O lado escuro ergue a mão direita acenando para Itachi, o qual faz um movimento afirmativo com a cabeça.

- Vamos jogar. Faça uma cesta, somente uma cesta e você me vencerá. - Itachi impôs suas regras ao jogo posicionando-se no garrafão, na altura da marca de
lances-livres.

Sasuke começou a bater a bola no chão, pensou em arremessar de 3 pontos, mas seus arremessos estavam horrorosos naquele dia... Pensou mais um pouco e
resolveu tentar uma infiltração...

- Você vai pagar por tudo, Itachi.

Lembrando-se de um princípio que certa vez Kakashi o ensinou, Sasuke começou a bater a bola no chão com a mão esquerda. Viu que Zetsu não discutia mais e
que se aproximava de onde ele se encontrava.

“- Vou usar o Chidori!” - (N/A: Chidori é uma jogada que Kakashi ensinou somente a Sasuke, que consiste em bater a bola com a mão esquerda, fintar o
oponente e fazer a bandeja na cesta).

FLASH BACK ON DE 3 ANOS ATRÁS

- Porque me trouxe até aqui, Kakashi?
- Jovens, vocês são muito impacientes. - Respondeu lendo seu livrinho.
- Humpf...

Kakashi sorriu discretamente por baixo da sua máscara, mesmo sendo um professor jounnin, eram ordens do 3º Grande Hokage que cada um dos tutores
da universidade, ‘adotassem’ alguns jovens do ensino médio para ir treinando eles até tornarem-se gennins capazes de fazer o exame chunnin, o vestibular
da universidade. Fora imcubido de ser o Sensei do ‘Time 7’ assim denominado.
Tal time era formado por ele e pelos jovens Uchiha Sasuke, Haruno Sakura e Uzumaki Naruto.
Sem dúvidas para ele, Sasuke era o mais talentoso dessa equipe. Vendo que seu pupilo não conseguiria desenvolver mais seu jogo, Kakashi resolveu lhe
ensinar uma jogada que somente ele, sabia executar.

- Vou te ensinar o Chidori. - Kakashi finalmente respondeu depois de ler duas folhas do Icha Icha Paradise.
- O Chidori? A sua técnica de jogo favorita... Sugoi! *-*

Empolgado com a oferta, Sasuke não se fez de rogado. Concordou na hora após Kakashi explicar brevemente tudo sobre tal técnica. E após a explicação,
seguida da demonstração foi a vez de Sasuke executar o Chidori, que o deixou muito cansado e curioso.

- Kakashi-sensei, quantas vezes posso o Chidori?
- Usar o Chidori, tem apenas um porém...
- Qual é? - Indagou Sasuke.
- Você só poderá usar duas vezes o Chidori num jogo, senão você vai pagar um preço muito alto se extrapolar o seu uso.
- O que pode acontecer?
- O adversário vai acabar manjando essa técnica...
- Entendi...

Estavam os dois conversando no centro da quadra, quando Kakashi havia percebido que alguém estava escondido atrás da coluna de concreto que
sustenta o tablado de basquete.

- Saia daí, seja quem for. - Kakashi disse calmamente descobrindo seu tapa-olho do lado esquerdo revelando uma lente de contato Sharingan.

Imediatamente, um garoto ruivo portando um baldinho cheio de areia preso as suas costas revelou-se. Caminhou alguns passos até a dupla e parou fitando
Sasuke nos olhos.

- Uchiha Sasuke.
- Sabaku No Gaara... O que quer aqui?
- Vim provar minha existência. Vou matá-lo.

E Gaara falava sério, estava ali para estudar seu adversário no grande torneio de Mortal Kombat. (N/A: Esse Flash Back é um pouco antes do torneio
que Temari venceu Shikamaru)

FLASH BACK OFF DE 3 ANOS ATRÁS

Sasuke lembrou-se rapidamente do seu aprendizado quando decidiu usar o Chidori em Itachi, só que acabou vindo mais algumas lembranças dele se
encarando com Gaara.

“- Não é hora de pensar no meu amigo” - Pensou se preparando para executar sua jogada.

Uma leve brisa do vento passava pelo local, Sasuke estava decidido mais do que nunca no que ia fazer. Começou a bater a bola com mais velocidade contra
o chão, e logo já estava correndo. Itachi continuava estático, apenas usando seu Sharingan. Sasuke se aproximava, fez que ia pra direita, mas foi para a
esquerda de seu irmão maior. “- Beleza, vou acabar com ele!” - Sasuke já começava a sorrir de canto de boca quando começava a saltar indo para a
bandeja.

- TOCO!!!!!!!!!!!!!!!!! - Gritou Itachi dando um tapa na bola somente se virando um pouco e usando só a mão direita.
- Não pode ser... Mas como? - Perguntava um assustado olhando para Itachi que já pegava a bola de basquete nas mãos.
- Venha pegar de novo. - Voltou a provocar Itachi.

Sasuke caminhava ao seu encontro, quando Itachi pegou e jogou a bola por cima dele até a mão direita de Zetsu.

- Não tá comigo - Itachi falou sorrindo dando de ombros.
- Droga - Sasuke disse se virando para ir buscar a bola que estava com Zetsu.
- Vem pegar aqui Sasuke - Provocou o lado negro ignorando as reclamações do seu lado branco que era paz e amor.

Sasuke assoprou com raiva sua franja e correu até onde estava Zetsu. Quando chegou perto dele, a bola já havia sido arremessada para Itachi. Voltou
acorrer de encontro ao seu irmão mais velho, que apenas sorriu e devolveu a bola para o lado ‘fanfarrão do bipolar Zetsu.

- Tá aqui de novo. - Zombou a parte escura.
- Devolvam essa bola! - As palavras do Uchiha menor saíram um pouco engasgadas, devido às lágrimas que já começavam a brotar nos seus olhos.
- Ainda não, estamos brincando de ‘bobinho’. - Itachi mais uma vez procurou desestabilizar emocionalmente seu ‘maninho’.
- Opa! Pega aí Itachi - Zetsu novamente arremessava por cima de Sasuke até seu colega de Akatsuki.

Itachi dessa vez não pegou a bola que foi parar no canto da quadra, na tela de proteção. Sasuke viu e achou mais prudente pegar sua bola e dar no pé.
Limpou os olhos choramingados e correu buscar a bola. Itachi também fez o mesmo, e quando Sasuke iria pegar bola, Itachi deu um chute nela, fazendo
Sasuke se esborrachar no espaço vazio já que havia pulado para pegar a ‘redonda’.

- Ai... - Sasuke viu seus cotovelos esfolados, levantou um pouco a cabeça e viu os tênis da Nike de Itachi bem próximo a ele.
- Irmãozinho tolo e fraco... - Itachi começou a falar se agachando, pegando Sasuke pelo colarinho da sua camiseta do Simple Plan, erguendo-o e forçando
suas costas contra o arame da tela de proteção. - ...Você acha que pode me vencer? Mas falta muita coisa... muito ainda pra você me superar... Tanto no
basquete, como nas pistas, ou na bebida você terá que levar uma vida diferente... Me odeie... tente ser melhor... Depois você me procura para me desafiar...

As palavras de Itachi intimidavam Sasuke, mas ele parou quando ouviu Hidan entrando na quadra e gritando que Jashin-sama não gosta que irmãos , sangue
do mesmo sangue, briguem.

A mão direita de Itachi abriu, deixando seu ‘irmãozinho’ escorregar pela tela até o chão... Itachi virou-se e foi saindo de perto, isso sem antes
levar consigo a bola de basquete de Naruto. O lado branco de Zetsu argumentava que aquilo era errado e tinham que devolver para o pobre garoto,
mas o lado negro já rebatia dizendo que ele queria estourar aquela bola com uma kunai.

- Nem uma coisa nem outra... - Respondeu Itachi chegando próximo a Zetsu e Hidan no centro da quadra - ... Ele terá que vir atrás de mim pra recuperar
isso. *Mostra a bola*

Para os outros dois, essa palavras de Itachi soaram enigmáticas. Olharam Sasuke ainda caído no canto da quadra e foram seguindo Itachi que já tirava
do bolso interno de seu sobretudo uma garrafinha de Tequila até entrarem na ‘Jashin Power’.

- Você me paga Itachi... Você me paga... - Sasuke balbuciou essas palavras enquanto se recuperava de tudo aquilo, chorando...

^^O^^ ^^O^^

Assim que chegou no hospital, Ino desceu de seu carro, e correu para a ambulância. Passou por Karin e Kisame, que ainda estavam em cima das motos,
discutindo de quem era a culpa do acidente.

- O que aconteceu? - Ino perguntou para o para-médico do resgate, que abria a porta de trás da ambulância, tirando a maca com Suigetsu nela.
- Um atropelamento de moto. Acho que foi sério, até o braço dele está deslocado. - Respondeu o para-médico, que continuou a falar, dando ordens. - Faça um favor Ino, veja qual médico está
de plantão e prepare um quarto. Leve também com você esses dois que são conhecidos da vítima.
- Hai. - Sem reclamar, Ino obedeceu rapidamente as ordens. Voltou para trás onde Karin ainda discutia alto com Kisame.

- Você é cego por acaso? Seu tubarão $%^&#$#!!!
- Não fala da minha mãe. - Kisame desceu da moto, encarando de cima Karin.
- Que é? Eu não tenho medo dessa sua cara AZUL!! - Retrucou a morena.
- Já falei que Azul não é palavrão, garota quatro olhos. *humpf*
- Do que me chamou???? ùú...

- Err..com licença? Vocês dois? Por favor venham comigo? Olá? Estão me ouvindo? - Ino, ao lado dos dois, tentava em vão chamar a atenção. Mas as ofensas ali não acabavam.

- Quer saber? Vai falar da minha mãe? Então eu falo da sua. Tua mãe é tão feia, mas tão feia, que quando nasceu o médico bateu nela com um pedaço de
pau, achando que era um alien. - Kisame bateu as mãos no peito, pedindo pra Karin fazer melhor.
- É assim? - Karin aceitou o desafio - A sua mãe é tão gorda que ela tem o seu próprio código de área! - Karin colocou as mãos na cintura, esperando a
vez de Kisame. Os para-médicos se aproximaram de Ino, e passaram a acompanhar a rixa, esquecendo-se de Suigetsu, que acordava na maca.
- A minha mãe é gorda? Olha essa. A sua mãe é tão gorda, que as únicas fotos que você tem dela foram tiradas por um satélite! Ráááááá!

- Boa!!!Uhuuuu... - Os para-médicos, bateram palmas, deixando Karin com raiva. Ino cruzou os braços, esperando que a morena quebrasse o tubarão na próxima.

- Quer mais?? Toma essa. A sua mãe é tão gorda que quando ela vestiu uma camiseta com um grande X, um helicóptero veio e pousou nela! Qual é mané,
tenta fazer melhor. - Karin deu um empurrão em Kisame.

Atrás deles, Suigetsu chamava por alguém. Sentindo muita dor no braço, barriga, pernas, cabeça, pescoço e quadril.
- Hei! Cof...cof...cof... - Tentou se apoiar no braço que ainda estava 'bom', mas se desequilibrou da maca, caindo no chão - Itaiiii... cof...cof...cof...

Kisame não deixou barato nas provocações.
- Minha mãe pode ser gorda, mas a sua é burra. Quer saber o quanto ela é burra? - Falou apontando o dedo "azul" para Karin, que quase deu uma
mordida, mas ele tirou antes. - A Sua mãe é tão burra, que ela pensa que Fleetwood Mac é um hambúrguer do Mcdonalds!

Caído no chão, tentando se levantar somente com um braço "mais ou menos", Suigetsu achou que nunca havia sofrido tanto. Ele achou na hora errada.
Um carro estacionou ao lado da ambulância e de dentro, um homem apressado ajudou sua esposa grávida a descer com cuidado do veículo. Gritou pedindo
por uma cadeira de rodas, que rapidamente uma enfermeira do hospital levou, passando as rodas da cadeira por sobre as pernas de Suigetsu.
A mulher grávida sentou na cadeira de rodas e gritou de dor, avisando a todos que a bolsa havia estourado. Suigetsu mais uma vez foi atropelado pela
cadeira de rodas, enquanto Karin e Kisame ainda disputavam.

- A sua mãe é tão gorda que quando ela deitou na praia, as pessoas correram pra volta dela gritando: "FREEEE WILLYYYYYYYY"!!! - Karin provocou mais
Kisame, que não deixou por menos.
- A sua mãe é tão gorda que quando ela caiu fez o Grand Canyon! - O público se formava em volta dos dois.

Após muitos insultos, que passaram da mãe para o pai, depois para os parentes, amigos etc... Uma viatura da ANBU que passava pela área parou,
colheram alguns depoimentos rápidos e já queriam prender Kisame e Karin por distúrbio. Eles conseguiram contornar a situação, e após um tempo, enfim se
lembraram de que Suigetsu existia. Karin correu para junto do 'amigo', reclamando do péssimo tratamento que o hospital oferecia. Kisame apensa riu enquanto subia na moto de Itachi, mas
foi impedido de ir embora por Karin, que o alertou, dizendo que a conta do hospital, ele iria pagar.

Ino acomodou Suigetsu num quarto particular a pedido de Karin, logo depois foi a procura de um médico, mas não encontrou nenhum, todos estavam ocupados
ou em horário de almoço. Achou melhor então fazer uns curativos no paciente, e quem sabe, conhecer ele melhor, já que o conhecia apenas de vista.
A loira enfaixava o braço, a cabeça e quase todo o corpo de Suigetsu... Na sala de espera o clima estava pesado.

- Eu não posso ficar muito tempo aqui. Tenho um compromisso. - Kisame quebrou o silêncio que durava horas, na verdade estavam em silêncio por
apenas cinco minutos, mas pareciam horas.
- O que é, vai se apresentar no Sea World? - Karin não resistiu a última provocação.
- Não, na verdade é quase isso. Tenho que trabalhar, por isso não posso ficar aqui a tarde toda.
- Mas é estranho, estão demorando muito. Será que aquela loira oxigenada fez com o Suigetsu? - Karin se levantou do sofá, andando de um lado para o outro
ignorando a presença de Kisame.

Os curativos já haviam acabado, Ino passou a mão na testa de Suigetsu que parecia estar febril.
- Tadinho! Parece que sofreu né? Mas espera um minuto que vou buscar algo para abaixar essa febre. - Disse a loira, para um Suigetsu desacordado na
cama do hospital.

Quando Ino saiu, alguns residentes do hospital entraram na sala.

- Bem esse deve ser o quarto do paciente que irá entrar em cirurgia daqui a alguns minutos. Veja o número do quarto é 99, como diz no formulário. - O
residente chefe falou para seus companheiros, que começaram a preparar Suigetsu para a cirurgia.
- Não é a toa que esse cara quer fazer uma cirurgia, olha a cara dele. Que feio, e todo ferrado. - Brincou um dos residentes fazendo os outros rirem.

As risadas fizeram Suigetsu acordar um pouco sonolento, sem saber onde estava. Não conseguia lembrar de muita coisa, a não ser uma mulher gritando
‘-Vai nascer!!!’
- Onde...onde eu estou? - Passando a mão na cabeça, Suigetsu sentiu as faixas envolta de sua testa.
- Calma, logo você estará bem, a cirurgia de troca de sexo começa em dez minutos. - Um dos residentes que preparava uma injeção falou.

A princípio Suigetsu não entendeu o que ele disse, mas quando o outro comentou se ele estava certo do que queria, começou a se apavorar. Foram
necessárias cinco pessoas para segurá-lo, enquanto um aplicava uma injeção, deixando Suigetsu mais calmo até ficar desacordado.

Quando Ino voltou ao quarto, a cama estava vazia. Ela procurou no banheiro e no corredor, mas não encontrou o paciente. Correu então para a sala de
espera, desconfiada de que Karin ou o estranho cara que a acompanhava houvessem visto Suigetsu.

- COMO ASSIM ELE NÃO ESTÁ NO QUARTO #@#$%^9??? - Gritou histérica Karin.
- Xiii, aqui é um hospital, fale baixo. - Pediu Ino com calma.
- Olha aqui sua loira oxigenada, pode trazer o Suigetsu agora pra mim, que eu mesma cuido dele. - Karin esbravejava, enquanto Kisame ria sentado numa poltrona.
- Eu só saí por um minuto e ele sumiu. - Ino tentou se explicar, mas conhecia o temperamento de Karin, sabia que com ela não teria uma conversa normal.
- Mas que &%$#@9 de hospital é esse que perde os pacientes...

Ino deixou Karin falando sozinha e foi à procura de Suigetsu.

Faltava cinco minutos para a cirurgia começar, quando Suigetsu acordou da anestesia. Olhou para o alto vendo uma luz forte, por um minuto achou que
havia sido abduzido, mas ao ouvir as palavras "- A cirurgia vai começar, alcancem o bisturi pra cortar isso aqui fora", Suigetsu despertou de vez,
saindo da maca em um pulo, esqueceu que estava com a perna fraturada e caiu no chão com o impacto. Gritou de dor, mas gritou ainda mais alto mandando
não encostarem nele.

Ino ouviu um barulho estranho vindo do corredor direito, correu para ver se alguém precisava de ajuda. Chegou até a porta da sala de cirurgia, onde o
luminoso estava aceso, impedindo a entrada dela. Olhou pelo vidro ao lado da porta, e viu Suigetsu no chão, gritando. Abriu a porta da sala, e mesmo
sobre os protestos do médico, Ino retirou Suigetsu. Pelo menos tentou, mas conseguiu arrastá-lo de volta para o quarto dele, enquanto dizia que ele era
apenas um paciente que foi atropelado.

- Mas na ficha dele dizia troca de sexo. - O residente que ajudava na cirurgia, pegou a prancheta e mostrou para o cirurgião.
- Baka, a folha está ao contrário, você pegou o paciente do quarto 99, mas na verdade é o do quarto 66. - O médico cirurgião desvirou a folha da prancheta

No quarto Ino tentava acalmar Suigetsu.
- Eles quase...quase...quase... - Mal conseguia completar a frase, mas Ino o ajudou.
- Quase, mas nada aconteceu. Fique calmo agora, prometo que vou cuidar de você. - Ela passava a mão pela cabeça enfaixada do jovem assustado.
- Obrigado Ino.
- Você me conhece? - Perguntou assustada por ele se lembrar ainda do nome dela.
- Eu conheço, nó estudamos juntos não foi? - Suigetsu, tentou se lembrar de mais algumas coisas, mas a única coisa que vinha em sua cabeça era a forma
que Karin xingava Ino e a amiga dela no colegial.
- Bem faz tanto tempo. Achei que não fosse lembrar. Ino ajudou-o a se sentar, e colocou mais uma almofada, para o deixar mais confortável. - Terá que passar o dia aqui.
- Você, vai ficar aqui também?
- Não! Na verdade hoje era meu dia de folga mas me chamaram. E a noite tenho um compromisso com os amigos. - Ino olhou o rapaz todo enfaixado, por um
momento sentiu vontade de passar sua folga naquele quarto.

Antes que pudesse tentar falar algo a porta do quarto foi aberta. Karin entrou fazendo uma cara feia.
Ino se afastou deixando os dois sozinhos no cômodo. Fechou a porta e foi para o vestiário. Abriu seu armário rapidamente, pegando o celular de dentro
da bolsa que já tinha marcando umas dez chamadas não atendidas. Percorreu os nomes das pessoas que havia ligado, e retornou a ligação apenas para Sakura.

- Sakura?

- Ino!! Te liguei pra saber qual foi o problema no hospital.

- Foi um acidente de moto e uma cirurgia. Nada muito sério. Mas liguei para
falar outra coisa.

- O que? Conta logo.

- Sabe quem foi atropelado?

- Ai Ino! Não enrola diz logo.

- Aquele carinha da Vila do Som, que estudou com a gente no colegial,
parente do amigo estranho do Itachi.

- Parente daquele cara azul?

- É.

- Não lembro o nome dele.

- Suigetsu.

Ino ficou mais cinco minutos no telefone com Sakura, contando também que Karin, a garota que implicava com elas no colegial, estava acompanhando ele.
Antes que pudesse falar mais alguma coisa, Ino ouvir ser chamada pelo comunicador central do hospital, despediu-se de Sakura, que a recordou da
festa logo mais à noite.

- Ino não esquece e da festa de hoje a noite, já separou sua roupa?

- Minha roupa está na lavanderia, você poderia pegar para mim? Tenho que ir estão me chamando. Beijos.

A loira desligou o telefone, guardando-o depois dentro da bolsa. Voltou para o quarto onde estava Suigetsu ainda acompanhado de Karin.
Chegando lá encontrou ele dormindo, e a morena em pé ao lado da janela, olhando a vista.

- Com licença. Meu plantão logo vai acabar, e o paciente terá que permanecer essa noite aqui no hospital e.. - Ino foi interrompida por Karin, antes
mesmo que terminasse de falar.
- Eu quero ficar aqui com ele, pode ir. - Karin se sentou na poltrona de frente para a cama, sem olhar para Ino que estava parada no meio do quarto.

Ela tentou dizer mais algumas palavras, mas Karin a interrompeu novamente, deixando Ino com raiva, mas nada fez apenas saiu do quarto resmungando baixo.

- Que garota chata. Mas o Suigetsu é tão kawai. - Ino foi para a recepção ver se ainda iriam precisar dela para mais alguma coisa. Uma hora depois já
deixava o hospital, indo direto para casa se preparar para a festa.

^^O^^ ^^O^^

No cafofo, os restantes dos integrantes da Akatsuki estavam na oficina, literalmente com a mão na graxa. Tinham que trabalhar e ganhar dinheiro,
palavras essas de Kakuzu que Pein concordou plenamente, já que administrar o prédio onde toda essa cambada mora, não era uma tarefa nada fácil, já que
sempre tinha uma conta vencendo, como água, luz, internet, telefone, compras do supermercado...
Na oficina já havia alguns carros que os fregueses haviam deixado. Pein estava deitado num carrinho de rolimã e regulava os freios da sua Kombi. Num
outro canto, Deidara e Sasori discutiam sobre arte, enquanto o loiro mexia nos cabos da parte elétrica do motor de um carro importado...
- Sasori-danna, a arte só é arte quando um lindo carro como esse, é destruído numa batida ou quando explode... E não pode sobrar nada, uhn!
- Está errado, Deidara. A arte é aquela que dura para sempre... Ou seja, esse veículo será belo por muito tempo, desde que o dono dele cuide muito
bem, sempre lavando, encerando e lustrando toda a lataria dele. - O meu conceito de arte é melhor, uhn! - Retruca Deidara arrumando a franja
com as costas da mão direita.
- Não é! O meu é melhor... Agora cale a boca, e ande logo com isso... Eu odeio esperar...

Alheio a mesma discussão de sempre, Kakuzu já calculava quanto ia cobrar pelo conserto do carro em que estava trabalhando, com a ajuda voluntariosa de Tobi.

- Tobi, me alcança a chave de boca de meia polegada - Pediu Kakuzu.
- Aqui está. - Imediatamente Tobi achou a chave solicitada e alcançou.
- Bom garoto.
- Tobi is a good boy! *-*
- É sim. - Kakuzu preferiu agradar Tobi com palavras, já que este com certeza iria pedir dinheiro para comprar doces.

Após a afirmação, Kakuzu terminava de tirar os parafusos da parte de baixo do motor do carro que estava suspenso.

- Tobi! Traz aquele galão para colocarmos esse óleo sujo.
- Hai! - Respondeu Tobi todo feliz por baixo da máscara indo buscar nas prateleiras - Errr... Não estou achando aqui Kakuzu-san!
- Bem, pega qualquer balde então. - Kakuzu respondia afrouxando o último parafuso - Olha aqui Tobi... - Kakuzu pedia a atenção do seu ajudante.
- Pode falar!
- Esse parafuso aqui... - *apontando o parafuso para que Tobi visse de longe* - ... já está frouxo. Vou lá na cozinha tomar um copo de água
enquanto você esgota o óleo, é só tirar o parafuso.
- Pode deixar!!! - Tobi bateu continência enquanto via Kakuzu sair.


Kakuzu entrou pela porta da frente, notou a Tv ligada enquanto Konan estava na cozinha amassando alguns docinhos e salgadinhos com uma toca de papel em
forma de rosa sobre o seu cabelo azul. Mesmo pegando o controle remoto da Tv na mão, Kakuzu optou por desligar a mesma diretamente no painel, já que
desligando diretamente pelo controle, acabaria gastando as pilhas que ele havia comprado a um bom tempo atrás. Foi até onde estava a namorada de
Pein, pegou um copo no armário e encheu de água na torneira da pia, encostando-se bem próximo aonde a garota estava.

- Só você mesmo pra não deixar água gelada na geladeira - Reclamou Konan fazendo brigadeiros, tentando disfarçar que estava ‘naqueles dias’.
- A Água da torneira ta boa, podemos tomar assim mesmo, já que matamos a sede e economizamos energia elétrica...
- ...
- Não concorda?
- ...

Konan respirou fundo, aturar seu colega Kakuzu e sua mania de economizar era uma tarefa árdua... Ainda mais pra ela... Tomada pela TPM...

- Konan.
- Que foi. - Respondeu sem olhar pra ele enquanto mexia na massa.
- Não é por nada não, mas você poderia fazer menor esses pastéizinhos, tem que fazer a massa render e economizar...

Estava feito. Kakuzu conseguia despertar a fúria naquela garota. Konan pegou o rolo de massas e começou a correr atrás de Kakuzu que disparou subindo as escadas.

- Eu te mato Kakuzu!!!
- Ei cuidado! Você vai acabar acertando a parede e teremos gastar um dinheiro no conserto!
- Não me importo desde que eu te faça em pedacinhos!

Na oficina, Tobi remexeu as gavetas, armários antigos, procurou perto de Deidara e Sasori que discutiam ainda sobre a verdadeira arte e nada de achar o tal galão.

Foi para o fundo da oficina onde estava tranqüilamente o líder da Akatsuki arrumando ainda os freios do seu carro. Tobi passou cuidadosamente pelo
local, desviou de algumas peças ou pelo menos tentou... Acabou sem querer batendo com a cara no pequeno guincho que segurava um pára-choque de um
carro que Zetsu estava consertando, mas deixou o serviço pela metade. O guincho acabou soltando a grande peça que acabou atingindo Pein que ainda
estava deitado embaixo do seu carro. Por azar dele, o pára-choque acertou em um local que o fez gritar de dor. Ao sentir a dor, Pein acabou dando uma
cabeçada no assoalho do carro, ficando assim inconsciente. Tobi agachou-se para conferir e achou que não aconteceu nada demais com o pobre rapaz, e que
ele apenas estava cochilando.

Levantou-se, tropeçou nas pernas de Pein e caiu de cara no chão. Mas, essa queda acabou-o ajudando já que viu no canto da oficina uma garrafa vazia de
Coca-Cola 2 litros.

“- Eba, eu acho que isso serve!” - Comemorou nos seus pensamentos avoados.

Pegou a garrafa e retornou ao seu posto de trabalho. Lembrou-se de ter visto várias vezes Hidan ter feito aquele mesmo serviço e julgou que seria fácil,
logo poderia acabar seu serviço ir jogar videogame tranqüilamente.

Entrou embaixo do carro suspenso, destampou a garrafa elevando-a próximo ao local que o óleo sairia. Com um pouco de receio, foi tirando o parafuso.
Logo já começava a sair o óleo, e ele rapidamente colocou a garrafa.

- Ainda bem que não derrubei uma gota no chão, Kakuzu me mataria já que ele quer vender esse óleo usado. - Tobi suspirou aliviado enquanto o óleo
começava a encher o fundo da garrafa...
Tobi estufava o peito de tanta empolgação, estava se achando um mecânico experiente.
- Enche... Enche... Enche... Enche... - Comemorava a cada filete de óleo que
descia e enchia a garrafa...

Com tudo isso, Tobi não havia percebido que o óleo já beirava o gargalo da garrafa e que iria derramar. Como não queria ver o chão sujo, já que Hidan
havia encerado uma semana antes, ele ficou sem o que fazer... E o óleo enchendo...

- Pensa Tobi... Pensa Tobi... - Tentava arranjar uma maneira de evitar uma confusão ali.
- Já sei!!! - Olhou para os lados e avistou Pein imóvel debaixo da Kombi, e seus colegas Deidara e Sasori ainda discutindo.

Com a mão que estava livre, puxou um pouco de lado sua máscara. Tirou a garrafa e colocou a boca de onde estava saindo óleo do motor!!!

*Glup, Glup, Glup*

No começo achou amargo, mas sentiu que não demoraria muito para acabar. Com o passar de uns dois minutos, já estava acostumando com aquele líquido viscoso.

“- Hmmmmmmmmmmmmmmmm... Isso aqui ta uma delícia!!! Tobi amou!!!”
Perdia-se nos seus pensamentos já perdidos, deliciando se com sua ‘Coca-Cola de carro’, nome batizado por ele mesmo.
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!!! Isso é melhor que Pepsi! - Tobi estava satisfeito.
Com a manga do seu sobretudo da Akatsuki limpou a boca e encaixou novamente a sua máscara. Procurou a tampinha e fechou a garrafa.
“- Tobi tem que ajudar mais vezes a tirar óleo de motor!”

Nesse momento, Kakuzu retornava a oficina. Com um olho roxo, tratou de perguntar a Tobi se este havia acabado o serviço. Ele disse que sim.
- Só tinha 2 litros de óleo no motor do carro? - Perguntou pegando a garrafa de Coca.
- Só. - Respondeu Tobi entre um soluço e outro.

Kakuzu iria querer saber a fundo o que Tobi havia feito, já que no motor do carro era pra ter 3 litros de óleo. Quando foi questionar Tobi, foi
interrompido por uma voz forte de alguém parado na porta da oficina.

- Onde está o Pein?
- Hyuuga Hiashi-sama. - Tobi pulou a frente de Kakuzu cumprimentando o cliente Vip. - Está arrumando o carro dele ali.
- Veio buscar seu carro? - Indagou Kakuzu para Hiashi.
- Também, mas quero confirmar se está tudo certo pra vocês animarem a festinha da Hanabi.
- Sim... Está tudo certo! - Kakuzu respondeu animadamente, já que Hiashi iria pagar uma boa grana para a Akatsuki organizar o aniversário de sua filha mais nova.

- Olha o Pein ta aqui! - Tobi havia deixado os outros dois conversando e foi buscar o líder da Akatsuki.

- O que deu nele? - Perguntou Hiashi vendo Tobi puxar Pein pelas pernas sob o carrinho de rolimã.
- O chefe deve estar cochilando. - Ponderou Kakuzu.
- Chefe acorda! Acorda Chefe!!! - Tobi chacoalhava Pein pelos ombros até que esse despertou, revelando suas lentes de contato Rin’negan que só ele possuía.
- Ahn? O que foi? Hiashi? - Levantou confuso, com dores num local que todos homens sabem que dói muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito e passando a mão na testa
procurando por algum ‘galo’ devido à cabeçada que dera no assoalho do seu estúdio móvel.
- Vim buscar meu carro e confirmar se está tudo certo para vocês animarem a festinha da minha filha.
- Ah! Está tudo certo!
- Mesmo?
- Mesmo...
- Ok, estejam no Condomínio Hyuuga a partir das 17 horas. Já que a Hanabi vai chegar de viagem e o Neji vai entreter ela até vocês arrumarem tudo lá.
- Pode deixar. Estaremos lá e levaremos os engradados de cerveja que o senhor havia solicitado.
- Muito bem.

Kakuzu alcançou a chave do Volvo de Hiashi. O pai de Hinata entrou no carro, e saiu da oficina em direção a sua casa.

- Que doooooooooooooooooooooooor!!! - Exclamou Pein.
- Acalme-se chefe!
- Estou tentando Tobi.
- Bem, o que importa é que temos que apurar o serviço. - Falou Kakuzu notando que Hidan e os outros haviam chegado.
- Façam isso. - Ordenou Pein saindo meio arcado...
- O que você vai fazer? - Perguntou Tobi curiosamente vendo o chefinho sair da oficina.
- Vou pedir ajuda... KONAN!!!!!!!!!!

^^O^^ ^^O^^

Com o fim das férias Hanabi estava voltando para Konoha, após passar quinze dias em Suna Beach, junto com seus amigos. Deveria ter chegado no dia
anterior, mas por algum motivo, seu pai Hyuuga Hiashi a deixou ficar mais um dia.
Sabia que aquilo deveria estar ligado á comemoração de seu aniversário, que como todo ano, sempre estava ligado a festas cheias de balões e palhaços.
Coisa que Hanabi não gostava.

- Chegamos! - Disse o motorista do micro ônibus abrindo a porta, deixando os jovens descerem.
Konohamaru e Hanabi desceram primeiro, indo pegar suas malas, enquanto Moegi tentava acordar Udon.

- Vamos Udon, nós já chegamos. Veja, logo já vai ser noite e você vai poder dormir em casa. - Disse a menina balançando o corpo de Udon jogado no banco
do ônibus.
- Não mãe! Escola não, mais cinco minutos!!! - Udon custou para acordar, mas a voz de Moegi falou mais alto. Acordou enfim, saindo do microônibus.

Em pé na calçada, com suas malas no chão, de frente para a rodoviária de Konoha, Hanabi esperava alguém de sua família ir buscá-la, provavelmente
seria seu primo Neji. Enquanto ele não chegava, pensava em qual seria a surpresa que seu pai iria fazer. Pois todo ano havia uma.

- Hanabi? O que foi, tá com uma cara. - Perguntou Konohamaru puxando sua mala.
- Não sei, acho que meu pai está aprontando alguma coisa. Ele até deixou eu ir pra Suna Beach com você, e agora permitiu que eu perdesse o primeiro dia
de aula. - Respondeu a Hyuuga, sem ver que Konohamaru travava uma batalha com sua mala.
- Deve ser porque seu aniversário é no mesmo dia de volta as aulas. - Tentando soltar a mala, Konohamaru acabou prendendo o pé na alça da mesma,
desequilibrando-se e caindo - Ahhh...droga de mala. Mas porque tá preocupada com isso Hanabi? - Perguntou o garoto, tirando do rosto o cachecol que usava.
- Desde que minha mãe morreu, meu pai me trata como uma criança. Eu espero que ele não esteja planejando uma festa, porque senão...

Moegi e Udon chegaram puxando suas malas e ficaram conversando mais um tempo sobre as aventuras em Suna Beach.

Após dar uma buzinada, Neji saiu do carro chamando pela prima.

- Hanabi, como foi as férias? - Perguntou Neji sem demonstrar muito interesse em saber.
- Foi divertida, sem o papai pra me perturbar, a Hinata pra dizer o que é certo e errado e sem você pra ficar me chamando de baixinha.
- Certo. Que tal tomar um sorvete? Pode levar seus amigos também. - Neji tentou ensaiar um sorriso, fazendo Hanabi ter certeza de que ali tinha
alguma coisa errada.
- Aconteceu alguma coisa? Você está gentil. - Perguntou a menina o olhando de lado, mas recebeu um outro sorriso ensaiado.

Neji pediu para todos entrarem no ‘Jiyuu’, mas sem sujar o estofamento e de preferência sem areia nos pés. No porta malas quase que não coube os
pertences dos adolescentes, pelo fato de ali ter muitos 'acessórios' que o ‘Jiyuu’ necessitava para ser o melhor.
Foram em seguida para a sorveteria, e Neji continuava solicito com todos eles e com as pessoas ao redor. Não gostava de fazer essas caras de bom
moço, mas o Tio praticamente lhe obrigou a fazer hora com Hanabi para que dê tempo de preparar a festa surpresa de treze anos da menina.


To be continued...

Direção e Produção: Kori-sama e Mihajlovic-senpai
Escrito por: Kori-sama e Mihajlovic-senpai


Essa foi a primeira parte, logo postarei a segunda.
Obrigada pelos comentários e os favoritos.



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