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[Originais]Alone with the shadows - Capítulo 10




 
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Adicionado por: ~Lubea-hatake
Adicionado em: 12/8/2008
Categoria: Misc/Originais
Classificação: Dezesseis
Generos: Mistério, Romance e Novela., Terror e Horror, Drama (Tragédia)
Personagens: Hanah, Naoko, Ryako
Tags:

Mais uma vez o cap ta grandinho mas fazer o que ^^... espero que gostem


Hanah tirou o vestido preto, ele era simples, mas elegante, o dobrou e pos em uma sacola, o devolveria no dia seguinte. Estava impressionada, ainda não havia visto a sua sorridente empregada particular, sentia-se mal por ter deixado Naoko preocupada, se havia alguém que importava para ela naquela casa, era a menina, que desde o primeiro momento foi gentil e a tratou muito bem. A garota estava pondo uma fita vermelha em volta do pescoço para esconder as marcas arroxeadas e seu sinal de Etsican, mesmo que esse sempre ficasse escondido pelas longas mexas de cabelo dela, quando de repente bateram na porta.

- Pode entrar.

- Olá senhorita Hanah! – Naoko entrava sorridente.

- Olá Naoko-san! – Hanah estava recostada sobre o parapeito da janela.

- A senhorita está bem? O que aconteceu? Por que não voltou ontem? – Naoko perguntava rapidamente, demonstrando sua preocupação.

- Calma, calma, eu estou bem, eu fui pega por um assaltante e desmaiei e por sorte, um rapaz estava por perto e me ajudou, eu passei a noite desacordada na casa desse rapaz.

- O assaltante te machucou senhorita?

- Só um pouco, mas não foi nada grave, não se preocupe. – Hanah lembrava das mãos do mostro apertando seu pescoço.

- Como não irei me preocupar, a considero muito senhorita, apesar das diferenças entre nossas posições eu ouso considerá-la não só uma patroa, uma amiga também, gosto muito da senhorita e é normal nos preocuparmos com quem nos importamos.

- Naoko obrigada, eu... Bom... Não sou boa em demonstrar o que sinto, mas também a considero muito.

- Obrigada senhorita! – Naoko abraçou Hanah, um gesto simples, voluntário, espontâneo.

Hanah não sabia como reagir, aquela baixinha já havia se tornado sua amiga, sua única amiga, mas mesmo assim ela ainda tinha dificuldades em aceitar a aproximação das pessoas. Porém ela conseguiu abraçar Naoko de volta e acabou ouvindo um gemido de dor da pequena garota.

- O que foi Naoko-san?

- Nada. – A menina dizia desviando o olhar.

- Me diga a verdade! – Ela insistia.

- Já lhe disse senhorita, não é nada, vamos descer que a esperam para o almoço. – Naoko tem tentava disfarçar.

- Não irei descer enquanto não me contar o que aconteceu!

- Não foi nada, senhorita... Eu... Bem... Cai da escada e machuquei as costas, foi isso.

Hanah sabia que a menina estava mentindo e tinha um péssimo pressentimento do que havia causado as dores de Naoko.

- Vire-se!

- Senhorita? – A garota arregalava os orbes azuis.

- Já mandei virar-se, me obedeça!

Naoko virou e Hanah desfez o laço que prendia o avental da menina, em seguida desabotoou o vestido da garota nas costas, Naoko tremia de medo, não sabia o que aconteceria quando Hanah visse seus ferimentos. Feridas feitas por chicotadas, Hanah sabia bem como ficavam aquelas marcas, tinha algumas nas costas, aquelas feridas de sua empregada, de sua amiga, eram recentes. Seus olhos se tornaram gélidos e mais distantes do que nunca, abotoou o vestido da menina e fez novamente o laço do avental.

- Vamos descer! – O tom era frio e tão autoritário que Naoko só concordou com a cabeça.



Ryako e Tomoyo olharam para Hanah que chegara na sala de jantar, acompanhada da serviçal. Ryako já ia mandar servir o almoço da enteada, quando a garota de cabelos escuros a interrompeu.

- Nem se dê ao trabalho de mandar me servir, eu não estou com fome, mas estou com uma imensa vontade de falar! – Ela falava em um tom, que chegava a ser, sarcástico.

- Se deseja falar comigo, esperarei você no escritório depois do almoço. – Ryako voltou a comer.

- Não, eu vou falar agora, porque estou com vontade agora.

- Nee-chan, não fale assim com a minha mãe, ela já disse que irão conversar depois.

- Limite-se a ficar quieta Tomoyo! – Hanah olhou para Ryako e continuou de pé. – Naoko, vá chamar seus irmãos agora!

- Agora chega, o que pensa estar fazendo? – Ryako levantou-se da mesa.

- Logo verá!

A mulher ruiva não entendia nada, mas mesmo fingindo, não conseguia disfarçar para si mesma que os olhos de sua enteada estavam deixando-a nervosa e o tom de voz também era ao mesmo tempo irônico e sério, lembrava-se de ouvir alguém com esse mesmo tom de voz uma certa vez e só de lembrar suas mãos ficavam geladas e o medo tomava conta de seu corpo. Logo os dois rapazes e Naoko chegaram à sala de jantar e Hanah olhou para todos e depois fixou seu olhar em sua madrasta.

- Ryako, eu quero que escute bem o que irei dizer, não vou repetir e todos aqui estarão de prova.

Naoko apertava o avental compulsivamente temendo o que sua patroa ia dizer.

- Sei o que fez a Naoko, sei também que fez para puni-la por que eu não voltei para casa ontem, sei também que fez isso porque é uma mulher insignificante e insegura, que para se sentir superior tenta impor sua autoridade usando meios como esse...

- Hanah, eu não admitirei...

- Eu não terminei... Sei também, que você não encostará nem mais um dedo, em um fio sequer, que seja do cabelo dela, se quer punir alguém que seja a mim, porque eu não tenho medo de você e nem preciso me submeter a sua autoridade ridícula...

- Cale a boca! - Ryako gritou ao mesmo tempo em que tentou dar uma tapa no rosto de Hanah, que segurou a mão dela apertando-lhe o pulso com força.

- Além do mais, já que gosta tanto de mostrar sua força, mostre a mim, porque eu sei me defender de cobras como você, não abaixarei minha cabeça, eu não tenho medo de você, já lhe disse isso, essa casa é minha também e se formos pensar bem por direito é mais minha do que sua, eu não vou embora... Eu não tinha nenhum plano para minha vida sabe, mas agora tenho alguns e farei da sua vida um inferno que nem você fez com a minha quando me pos naquele reformatório! – A garota soltou a mão da madrasta que a olhava atônita. – Não duvide do que eu sou capaz, lembre-se que eu, como você mesma disse, matei meu pai, então sou capaz de fazer coisa bem pior com você!

- Mamãe, ela está descontrolada, não leve em consideração o que ela está falando. – Tomoyo se aproximou da mãe que parecia em choque.

- Eu não estou descontrolada, se eu estivesse Tomoyo, pode ter certeza que sua mãe e você sofreriam bastante... Agora podem terminar o almoço de vocês. – Ela olhou para os empregados. – E vocês podem se retirar e desculpem por roubar-lhes esse tempo.

Hanah pegou Naoko pela mão e saiu pela porta da frente. Yatsune e Yuna foram para a cozinha, os gêmeos saíram em seguida atrás das duas. Ryako olhava para tudo aquilo “Farei da sua vida um inferno” ela lembrava das palavras de sua enteada, aquelas mesmas palavras já haviam sido ditas por uma mulher, com o olhar tão assustador e gélido como o de Hanah, há muitos anos atrás. Ela se enfureceu e jogou toda a louça em cima da mesa no chão quebrando e sujando tudo, Tomoyo se assustou com a atitude da mãe que era sempre tão fria.

- Eu vou acabar com essa bastarda, vou acabar com ela! – Ryako gritava enquanto esmurrava a mesa.

Tomoyo ficou apenas olhando, pensando que tinha a mesma vontade da mãe, acabar com Hanah.




- A senhorita, não deveria ter dito aquelas coisas para a senhora Ryako...

- Naoko, aquilo já estava engasgado na minha garganta há muito tempo e você deveria ter me contado a verdade!

- Eu só... Fiquei com medo.

- Medo do quê?

- Da senhora Ryako, ela poderia me castigar ou a senhorita.

- Eu não estou nem ai para aquela mulher e você não precisa ter medo dela, quando eu cheguei aqui, você disse que eu era sua patroa certo?! Então sou a única para quem deve alguma coisa, ela não pode exigir nada de você!

- Está dizendo que não devo seguir as ordens dela, senhorita?

- Não deve seguir nenhuma ordem dela! Continue fazendo o que sempre fez, os afazeres da casa e nunca deixe de fazer o que gosta, não sou uma patroa muito rígida e não sou de dar ordens, eu peço quando quero algo de alguém.

- Obrigada senhorita!

- É Hanah, para você é Hanah, afinal somos amigas não é?

- Sim!

- Seus irmãos estão vindo peça a eles que preparem o carro, pois vamos sair!

- O Katsuyuki também?

- Sim... Naoko, você encontrou um pequeno livrinho preto ontem?

- Sim senhori... Hanah, eu o encontrei e coloquei na escrivaninha do seu quarto.

- Obrigado!

“Preciso ver se há mais alguma coisa importante escrita lá...” Hanah pensou enquanto entrava novamente na mansão e subia as escadas em direção ao quarto, abriu a gaveta da escrivaninha e pegou o diário. Quando chegou, o carro já estava pronto e os gêmeos encostados nele, Naoko veio correndo até ela.

- O carro já está pronto, para onde vamos?

- Para o hospital!

- Por quê?

- Tratar de seus ferimentos!

- Já foram tratados, Yatsune fez um ótimo trabalho.

- Não acho que o trabalho de Yatsune não foi bem feito, só que precisamos saber se não houve alguma lesão interna!

- Mas, senho... Hanah, não precisa...

- Nem mais uma palavra! Vamos para o carro. – Hanah não deixou Naoko protestar e a pegou pelo braço levando-a até o carro.

Quando já havia posto Naoko dentro do automóvel, olhou para os gêmeos.

- Eu irei atrás com ela, vamos ao hospital!

- Precisa mesmo que eu vá? – Katsuyuki perguntava.

- Sim, talvez eu vá fazer algumas compras e precisarei de sua ajuda, algum problema?

- Em absoluto senhorita.

- Então entrem no carro e vamos!


O automóvel já se dirigia para o hospital e da janela os olhos cor de esmeralda olhava aquela cena, cheia de ódio no coração, Ryako lembrou-se do dia que sentiu o mesmo sentimento e nada pode fazer.


Ryako andava pela rua, estava voltando para a mansão Hikari, estava casada com um homem rico e tinha tido a filha que tanto desejava. Em breve faria o que devia ser feito com Akira, ela já havia conseguido o que queria com ele, sua herdeira e o dinheiro, era questão de tempo matar a ele e a bastardinha. Ela já estava próxima da mansão quando uma mulher de cabelos longos e negros parou a sua frente. Era alta, bela, trajava um vestido fino e elegante.

- Me dê licença!

- Você é o ser mais desprezível, a pior escorria que já vi em toda minha vida, insignificante, medrosa, escondendo-se sob essa suposta autoridade, que tenta impor com um tom de voz mais elevado!

- Quem pensa que é para falar comigo assim?

- Alguém superior a você em todos os aspectos possíveis, sou superior não só pelo meu sangue, nem pelo meu poder, mas pelo caráter que possuo, Ryako de Beresteire se ousar encostar, um dedo que for, naquela menina ou no pai dela, eu virei acabar com sua raça e juro que não terei piedade!

- Nunca acabará comigo sua mulher maluca, não tem idéia de quem eu sou, muito menos o que posso fazer com você!

- Sei quem é Ryako sei muito bem e me admira você não lembrar da minha pessoa, não me diga que eu não sei lidar com cobras peçonhentas como você, pois eu já dei cabo de uma família inteira delas!

- Diga quem é você, é uma caçadora ou uma das irmãs?

- Sou aquela que vai acabar com você, farei da sua vida um inferno!

Ryako mal pode reagir, a mulher sumia entre sombras.“Maldita mulher, quem será ela?” Pensou Ryako, que ainda sentia o medo gelando o sangue que corria pelas veias, a mulher tinha um tom de voz que a arrepiava, o jeito que falava e olhava para ela, aquela era uma mulher que realmente a preocupava, principalmente se fosse quem ela pensava.


“Hanah sua maldita me fez lembrar daquela mulher” Pensou Ryako enquanto olhava pela janela.

- Lubea Tellibisat, maldita seja por me atormentar através dessa bastarda, não sei que ligação tem com ela, mas irei descobrir maldita!

Capítulos de [Originais]Alone with the shadows

[12/03] Capítulo 1
[14/03] Capítulo 2
[01/06] Capítulo 8
[12/08] Capítulo 10



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