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[Sakura Card Captor] Sakura e a melodia de um piano - capitulo 16

O bastão da morte parte II


Autor: ~Alazif

Categoria: Animes/Sakura Card Captor

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela.

Tags: sakura, card, captor

Personagens: sakura, syaoran, tomoyo

Classificação: Livre

Adicionado em: 11/07/08

Comentários/Favoritos 4/2

Caracteres: 11.388

Exibições: 125

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Nota: Nota: 5 

 


O rapaz abriu os olhos ainda ofuscados pela luz que tinha acabado de inundar o pequeno espaço fechado. Ao desviar o olhar fraco, reparou em Sakura que se mantinha ainda deitada no chão com o bastão ao seu lado. Ao sentir um grande aperto no coração correu para junto dela verificando o pulso. O coração não batia e com a outra mão verificou que também não respirava. Sentiu a mão dela começar a ficar gelada. Depressa uma onda de medo e angústia passou pela sua alma acompanhado pelo grande aperto de coração agora cada vez mais forte. Observou-a durante um bocado. O seu rosto pálido, os seus olhos fechados, a sua roupa toda suja devido ao chão mas ainda assim parecia que estava a dormir tranquilamente com os seus sonhos. Ele começou a sentir culpa pelo o que tinha feito. Os seus pensamentos encheram de frases de culpa sem parar. “Não devia de a ter trazido para ali.” “Não queria que nada de mal lhe tivesse acontecido.” “Não ia de certeza lhe fazer mal.” “E agora tinha provocado talvez a sua morte.” Sem querer uma lágrima escorregou do seu rosto, limpando logo de seguida com as costas da mão. Pegou-a ao colo levando para outro lugar.

Ainda no mato Syaoran corria o mais que podia para alcançar a gruta. Tinha se lembrando que aquele lugar era o esconderijo secreto dos três quando ainda eram muitos pequenos. Cada vez que tentavam fugir dos lugares rotineiros, escapavam para a gruta esperando que o tempo voasse mais depressa, fazendo jogos e outro tipo de actividades. É verdade os três! Lembrou Syaoran. Já há muito tempo que não se recordava daqueles tempos. Na verdade já se tinha passado muito tempo desde aquele dia. Cada vez que olhava para trás via um passado perdido mal aproveitado. Depois do que aconteceu a ela naquela noite, nunca mais teve esperança para fazer sequer alguma coisa, por isso vagueou pelo mundo sem sorrir ou se divertir. Encheu os pulmões de ar fresco continuando a correr.


-Sakura… - chamou uma voz bem lá no fundo de um sonho. – Sakura…
Sakura abriu os olhos levemente observando o local onde se encontrava. Sentiu algo frio nos pés. Era de água salgada de um lindo oceano azul que mergulhava o horizonte sem parar. A areia era fresca que se tinha colado as suas mãos. Sakura respirou fundo sentindo o cheiro a mar. Uma gaivota passou mesmo por cima da sua cabeça, dançando levemente sobre o ar. As palmeiras abanavam ao sabor do vento fazendo um ruído agradável aos ouvidos.
-Sakura...-chamou novamente a voz.
Sakura olhou para o céu sem nenhuma nuvem – Quem me chama?
-Vem comigo.
-Ir contigo?! Mas para onde?
O vento acalmou a gaivota deixou de voar por cima da cabeça de Sakura desaparecendo no horizonte. Nesse momento, o céu encheu de nuvens cinzentas carregadas de chuva, descarregando relâmpagos logo de seguida veio o barulho dos trovões. A chuva começou a cair o mais depressa que podia molhando a Sakura. Ela procurou um esconderijo entre as palmeiras encontrando uma casa escondida entre o mato. Antes de dar um passo para entrar, observou a casa. A chuva estalava nas suas paredes de madeira que Sakura pensou que estivesse sido queimada de tão escura. Uma tableta ao lado indicava “ vende-se”. As nuvens que se erguiam mesmo por cima do seu telhado de zinco pareciam que aterravam ali como se fosse um obstáculo. Notava-se que já estava fechada à muito tempo. Encontrou também um baloiço que abanava levemente sem ninguém, pendurado numa árvore A porta da frente abriu a convidando para entrar. Sakura seguiu devagarinho passando os primeiros degraus da casa antes de entrar. Olhou para o interior poeirento sempre ouvindo a chuva que caía sobre o telhado. Mesas e cadeiras jaziam todas perdidas no chão, toalhas brancas já manchadas pelo tempo ainda permaneciam em alguns objectos. Sakura voltou a olhar para as paredes vendo um grande buraco chamuscado. Era óbvio que aquela casa tinha ardido por alguma razão. A porta atrás de si se fechou a tomando um susto. Logo luzes de velas se acenderam em direcção a um corredor e uma porta escura ao fundo. Voltou a andar sempre atenta onde ponha os pés para o caso de não pisar em alguma tábua já apodrecida. Aquele corredor estava repleto de quadrados que mal se viam as figuras. Era mais uma porta que se abria a convida-la para entrar.

Syaoran já sem folgo, conseguiu chegar à montanha e à gruta que procurava. Subiu um muro que dava acesso ao interior da gruta. A primeira coisa que chamou a atenção logo na entrada da mesma, foi as cores verdes nas paredes rochosas. Uma leve memória passou pela sua mente. Aquele lugar era-lhe muito especial. Naquele tempo pensavam que eram esmeraldas que estavam prestes a sair das paredes. A luz verde brilhou nos seus olhos como um reflexo de saudade. Um rio caminhava mesmo ali ao lado. Era o chamado “rio dos espelhos” devido à sua água límpida. Colocou a mão direita na parede sentindo o frio da pedra. Fechou os olhos durante um tempo dando alguns passos em frente. A rocha continuava a mesma de sempre, desde a última vez que tinha estado ali.
“-Syaoran tens um presente para mim?”
“-Tenho. Acho que vais adorar.”
“-Como não poderia gostar.”

Sorriu a menina da sua memória satisfeita pelo que Syaoran havia dito. Ele abriu os olhos sentindo o espírito daquele lugar. Foi ali que ele lhe tinha dito isso, foi ali que tudo começou. Se ao menos pudesse voltar o tempo atrás.
Syaoran deu um pulo quando ouviu um estranho bater que vinha do fundo da gruta. Depressa se lembrou de Sakura, voltou a correr o mais que podia.

O rapaz com Sakura as cavalitas e de bastão na mão, corria o mais que podia para sair da gruta. Olhou mais uma vez por cima do ombro o seu rosto pálido ainda adormecido. Respirou fundo apresando ainda mais o passo.

Sakura não se apercebia de nada ainda nos seus sonhos. A misteriosa porta abria-se e de lá uma linda música se conseguia ouvir. Sakura reconheceu logo, era um piano. A música também conhecia muito bem. “Moonlight Sonata” aquele que tinha ouvido no comboio quando procurava pela sua tia. O som não era diferente e da mesma maneira descreveu aquela música igualmente como algum tempo atrás: “…tocava as notas de uma música fria de um longo Inverno silenciada nas palavras da neve branca. Não era triste, nem feita de dor mas de um silêncio quebrado no tempo, de um chamamento de almas vindas de um céu negro e obscuro…”
Era sem dúvida a mesma que ouvira no comboio e sem dúvida que era a mesma pessoa a tocar. Deu mais alguns passos em frente e de repente o corredor se transformou, voltando a ter uma cor linda nas paredes, os quadros voltaram a estar limpos. Tudo lhe pareceu voltar ao que era. Sakura espreitou para dentro da sala. Uma menina tocava ao canto um belo piano. Tinha uns caracóis perfeitos que brilhavam com a luz que vinha da vela ao seu lado, estava de noite. Havia uma mesa rectangular de jantar ao meio e ela ficava mesmo ao canto da janela que ficava de frente para a mesa. Um relógio em cima da mesa fazia tic tac sem parar. Mais uma vez reconheceu aquele relógio. Era igual ao que a Tomoyo tinha em casa. Voltou a olhar para a menina que continuava a tocar. Tinha um lindo vestido cor-de-rosa de alcinhas e com laços vermelhos nas pontas. Era a mesma menina da fotografia que tinha visto no álbum mas agora um pouco mais velha. Será que sabia que ela estava ali? Uma outra porta dentro da sala abriu-se, surgindo outra pessoa que para surpresa de Sakura reconhecia muito bem. Era o próprio Syaoran tal e qual como o conhecia com um grande embrulho dourado na mão.
-Boa noite querida Marianne! falou Syaoran quando parou ao lado da menina.
“Ahhh se chama Marianne” pensou Sakura.
Marianne parou de tocar observando Syaoran e disse: -Estava à tua espera Syaoran.
-Tenho aqui o que te prometi. disse entregando-lhe o embrulho.
Ela aceitou. – É o meu presente não é?
-Syaoran abanou a cabeça afirmando.
Ela desembrulhou o papel dourado com muito cuidado, tirou a tampa da caixa e viu um lindo bastão cor-de-rosa com uma estrela na ponta e duas asas.
Mais uma vez a memória da Sakura brilhou ao ver o bastão que reconheceu logo mas também reparou em outra coisa que não tinha visto. Ela tinha as mãos cheias de ligaduras.
A porta voltou a abrir entrando o rapaz com o seu cabelo quase branco e um sorriso largo nos lábios.
-O que estão aqui a fazer os dois? perguntou carinhosamente.
-O Syaoran veio me entregar um presente irmão!
“O quê?! Ela é irmã do rapaz!” pensou Sakura novamente.
-Um presente?! Deixas-me ver?
Marianne estendeu a caixa e ele ficou mais branco do que já era. As mãos começaram a tremer e uma expressão aterrorizada assustou Syaoran e Marianne.
-Que foi? perguntou Marianne.
-Tu…tu…gaguejou o rapaz. – Deves de estar louco Syaoran! Como te atreves a entregar isto à minha irmã!
-Do que estás a falar? perguntou Syaoran sem perceber.
Ele lhe lançou um olhar de raiva ao se aproximar de Syaoran.
-Queres matar a minha irmã é isso?
-Como?!
-Bem me pareceu que eu devia de ter cuidado contigo. Bem me avisaram de que não eras boa pessoa. Tu e o teu passado arrepelante e mal contado.
Marianne levantou-se da cadeira do piano colocando-se à frente dos dois.
-Do que estás a falar irmão? O Syaoran nunca me quis fazer mal.
O rapaz afastou a irmão do caminho empurrando o Syaoran logo de seguida. A caixa com o bastão caiu e Marianne agachou-se para apanhar. Syaoran endireitou-se tentando parar mais um ataque do rapaz. Isto fez com que o rapaz de desequilibra-se e fosse embater numa estante. A vela que estava lá com impacto caiu mesmo a trás começando logo a queimar a estante. Sakura deu um leve “ai” assustado. O rapaz não se importou com isso com o rosto cheio de raiva ficava atento ao Syaoran. Marianne olhou para o fogo que já estava a se formar, olhou para os dois e gritou:
-PAREM!!!!
Nesse momento o rapaz ficou atento à irmã dirigindo o olhar para ela. O seu coração pulou quando viu Marianne levantar o braço para pegar o bastão caído.
-NÃO TOQUES NISSO!!! Gritou o mais que pode.
Era tarde de mais, Marianne agarrou no bastão, um flash de luz inundou o quarto logo de seguida. Sakura tapou os olhos protegendo-os da luz. Quando a luz se dissipou, o quarto já estava ainda mais mergulhado nas chamas e não só no quarto como também na casa toda. Sakura sentiu medo ao ver tanto fogo em todo o lado mas depressa percebeu que aquilo não a afectava porque o que ela estava a ver era apenas uma recordação. Ouviu a voz do Syaoran por entre as chamas e também outras vozes que vinham das várias divisões da casa. Concentrou-se apenas na voz dele.
-Marianne!!! Onde estás?

Continua…

Nota:
A todos os que estão a acompanhar esta fanfic peço muitas desculpas por estar a demorar. E claro que vocês merecem uma explicação. Foi porque tive algum trabalho e também falta de imaginação :( mas agora vou fazer de tudo para não demorar mais. E espero que este novo capitulo seja emocionante para vocês^^
Obrigado!!! Qualquer coisa só dizer




Capítulos de [Sakura Card Captor] Sakura e a melodia de um piano - capitulo 16

[23/09/06] A boneca de barro

[07/10/06] O piano fantasma

[23/10/06] Um novo amigo

[29/10/06] A grande mansão

[23/11/06] O menino-prodígio parte 1

[08/12/06] O menino-prodígio parte 2

[28/12/06] A descoberta

[11/01/07] Será uma nova amizade?

[11/09/07] Um passado misterioso

[17/09/07] Um novo sentimento

[28/09/07] Uma nova descoberta

[07/10/07] Um passado distante

[24/11/07] Tudo começou

[22/12/07] A vigança

[05/02/08] O bastão da morte parte I

[11/07/08] O bastão da morte parte II


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