Disclaimer: Fullmetal Alchemist não me pertence e mais aqueles blá-blá-blá.
Por que são assim? – Extra
Todo dia chego e… que preguiça. Acabo cochilando, mas a primeira-tenente Hawkeye me acorda. Como desculpa lhe dou um sorriso cínico, depois olho para minha mesa. Quanta papelada, até me desanimo. A tenente vai dar uma volta; já era hora.
Meu telefone toca; ligação do Hughes. Ele não trabalha, não? Pediu para eu sair pra beber e depois começa com assuntos corriqueiros. O ameaço, mas de nada adianta, continua a falar da filinha; do café da manhã; do meu casamento... Peraí! Do meu casamento? Quando diabos eu disse que ia me casar? Ele insiste pra eu sair, não é uma má idéia. Na hora que vou lhe dar a resposta a tenente chega. Marco o dia e a hora e desligo. Olho novamente a minha papelada, parece que aumentou. Preciso de uma desculpa. Por um mero acaso o tenente Havoc está bem na minha frente, o mando contatar o “do aço”.
As horas passam rápido quando se tem trabalho excessivo para fazer. O horário trabalhista terminou e fui obrigado a dispensar meus subordinados que olhavam desesperadamente para o relógio, este que só interessava na suspeita de almoço; jantar e de cair-fora-do-trabalho. Bando de irresponsáveis.
Ficamos a tenente e eu. Sorte… ou azar. Se fosse o tenente Havoc, poderia deixar os trabalhos burocráticos para amanhã sem que ninguém descobrisse; sendo ele o único a varar a noite só por um número da minha extensa agenda telefônica. A situação muda tendo a tenente Hawkeye como companhia, e que companhia.
Sorte que ainda faltam quarenta e três minutos para eu entregar os relatórios. QUARENTA E TRÊS??! Assinar! Assinar! Assinar! Assinar! Assinar! Assinar! Assinar! Faltam cinco minutos, minha mão nem dói mais. Por quê? Devo ter me acostumado com isso, deve ter virado costume assinar relatórios em tempo mínimo de entrega. Terminei!!! Pedi para tenente Hawkeye entregar. Entregou. Dei-lhe um rápido “boa noite”. Agora é só sair pra beber...
Será que a tenente quer carona? Faço uma simples pergunta, ela me vem com outra que me pegou de surpresa e não sei o que responder. Depois me responde um “não”. Digo que assim iria a pé. Responde simplesmente com “rotina”. Me deseja um boa noite e vai embora… a pé. Maldito Black Hayate. Se ele não viesse quase todo dia – ainda bem que não veio hoje – para o quartel, a primeira-tenente não se acostumaria a andar a pé e aceitaria minha carona. Maldito Black Hayate… melhor, maldito Kain Fuery.
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Um dia cansativo que virou rotina, tenho até saudades da casa da vovó Pinako. Falando nela… minha prótese está um bagaço. O Al tem razão, precisamos voltar! Puts, precisamos voltar. Vou ter que agüentar a Winry gritando no meu ouvido: “Ed, olha o que você fez na minha prótese!”, “Não vou fazer outra prótese se ela voltar nesse estado de novo!” e mais aqueles blá-blá-blá; pior que preguiçoso do coronel. Droga, tenho que admitir que as melhores próteses são da Winry, mas... ela poderia agir como uma menina e ser gentil e educada.
Andar de trem é um tédio, principalmente quando se tem o Al para me dar um monte de sermões. E eu sou o mais velho... Se não fosse por
ele, não teríamos passado por tudo aquilo e agora poderíamos estar na nossa casa como a mamãe, a Winry, a vovó Pinako, o Den e... o Al teria seu corpo normal. O erro foi meu por ter feito a transmutação humana e eu vou corrigir. O meu irmão vai ter seu corpo de volta, mesmo que isso custe a minha vida.
O trem parou. O Al respirou fundo – eu acho – falou todo animado que a Winry vai perceber que eu cresci. É, eu cresci. Só que isso não vai ser desculpa suficiente quando ela ver a prótese arruinada.
Nós avistamos de longe o Den dormindo; cachorro preguiçoso. Eu cheguei em cas... a minha terra natal. Avisto a velha com a cara carrancuda de sempre, não parece nem um pouco feliz com a nossa “volta”. Eu e o Al falamos um “oi” e “há quanto tempo!”. Ela diz oi e fala “Continua do mesmo tamanho Ed. Pensei que cresceu pelo menos um pouco.” BRUXA VELHA! VELHA CARRANCUDA! Ela já teria voado pra longe se o Al não estivesse me segurando. Velha feia! Baixinha é ela; ficou velha e encolheu. É igual à neta: mal-educada. Ela está me desafiando, nem sai da minha frente, só me encara. Quando o Al me soltar a senhora vai ver.
Feh! Não adianta nada eu ficar nervoso, ela é mais baixinha; minúscula. Quand... AAAAAAIIIIIIII!!! AI! AI! AI! QUEM FOI QUE FEZ ISSO? WIIINNRRYYY!!! Ela acaba de descer as escadas. Vai me pagar. Me olha nervosa, então pergunto o porquê dela jogar uma chave de fenda na minha cabeça. Estranho; ela só aponta pra minha prótese. Depois fala que eu destruí a prótese
dela. Pergunto se dá pra consertar. Três semanas?! É muito, respondo que preciso em duas. Tá. Vai ser uma e vou ter que pagar a mais. Vou à falência. Pergunta-me se depois nós vamos embora. Sim, eu e o Al não podemos perder tempo. Ela me diz que a prótese já está pronta, a velha fez antes. Velha maldita. Se não fosse por ela, eu e o Al poderíamos passar mais tempo aqui, mesmo que fosse uma semana. É pouco tempo, mas está bom. Só que... três dias já é muito pouco tempo. Sete para três faz diferença. Velha maldita… melhor, Hohenheim maldito.
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Bom, disse que não iria fazer uma continuação e aqui está ela. Tenho duas fics para terminar no caderno e eu aqui...
Ela ficou pequetitinha como a outra, mas é só um extra. É só para mostrar o ponto de vista dos "rapazes".
Comentários faz bem à saúde.
Ja ne.