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› Autor: ~liligi
› Categoria: Animes/Yu Yu Hakusho
› Gênero: Comédia / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)
› Tags: kurama
› Personagens: Natsumi, Kurama
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 07/07/08
› Comentários/Favoritos 1/0
› Caracteres: 11.693
› Exibições: 71
Nota:
Capítulo 2 –Aulas de espanhol
- É ele? – ela indagou com a boca ligeiramente aberta.
- Sim. É o Kurama a quem você vai ajudar.
- Mas logo ele?
- Algum problema comigo? – Kurama indagou
“Sim, todos.” – ela pensou, mas resolveu ficar calada.
- Creio que Kurama aprenderá bem mais rápido se você ensinar. – o professor disse – Trate de prestar bastante atenção, sim Kurama?
- Sim, senhor.
- Agora podem ir.
Os dois deixaram a sala, andaram lado a lado pelo o pátio da escola, Natsumi ainda com a cara amarrada, não acreditava que teria que encontrar aquele cara todos os dias! Fazer o quê, já havia prometido...
- Onde seus pais moram? – ela perguntou irritada.
- Pra que você quer saber? Por acaso vai lá pedir a minha mão em casamento? – ele brincou ignorando a expressão dela.
- Claro que não, gênio. Quero saber para amanhã ir lá te dar aulas.
- Eu não moro com meus pais. Tenho meu próprio apartamento, sabia?
- Por que eu deveria saber? Me passa logo a droga do endereço.
- Não! É melhor que seja na sua casa! – ele disse alarmado.
- E por que não pode ser na sua? – ela ergueu uma sobrancelha.
- Ah, é que meu apê tá uma zona... – ele disse meio sem graça ainda um pouco nervoso.
- Tinha que ser... – ela resmungou, depois abriu a bolsa e escreveu algo numa folha de papel – Tá aí meu endereço, amanhã às oito horas, não se atrase.
- Tudo bem. – estavam parados no meio da praça que ficava na frente da escola, Kurama pegou o endereço, guardou na sua mochila, depois se inclinou e depositou um beijo na bochecha da garota – Até amanhã, Natsumi. – ele disse e se foi.
- Ele...Lembrou do meu nome... – ela murmurou sentindo o coração bater descompassado.
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Kurama chegou ao prédio onde morava, tinha doze andares, um prédio novo, mas não era dos mais caro, e com certeza não era dos mais apertados. Pegou o elevador e subiu até o quarto andar, seu apartamento era o 404, parou diante da porta e ficou imóvel por algum tempo.
“Ela não poderá vir aqui. Nunca. Ela não pode descobrir...” – ele pensou antes de abrir a porta e entrar.
- Cheguei... – anunciou com um sorriso no rosto.
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Natsumi chegou em casa e logo foi para seu quarto. Largou a mochila no chão e se jogou na cama, sua mão estava no local onde Kurama havia depositado o beijo.
“Droga! O que aquele idiota pensa que está fazendo? Acha que eu parar de odiá-lo só porque ele me deu um beijo no rosto? Está muitíssimo enganado! Agora eu o odeio mais ainda”
- Natsumi. – A mãe de Natsumi adentrou o quarto da filha – A Keiko está no telefone é quer falar com você.
- Tá, eu vou atender. – ela saiu do quarto e atendeu ao telefone que ficava no corredor de seu quarto. – Alô?
- E aí? Como foi lá com o senhor Tankado? – Keiko perguntou animada.
- Não muito bem, na verdade.
- O que houve?
- O aluno...
- Ele é feio?
- Bom... – ela ficou sem saber o que dizer, mas para não entrar em detalhes (e reveladores) ela resolveu contar logo. – Era o Kurama.
- Não brinca!
- É sério. E o pior é que eu prometi que iria ajudá-lo não dá nem para arranjar uma desculpa.
- Nossa, mas isso é ótimo!
- O quê você disse?
- Err... Que vai ser um desastre.
- Huh... Se ele tentar algo vai sair daqui com as marcas dos meus dedos no rosto dele.
- Ele vai até a sua casa?
- Aham. Ele disse que era melhor já que o apartamento dele tá uma zona.
- Pelo menos sua mãe vai estar aí. – ela deu os ombros
- Não vão não. Mas já disse que se ele tentar algo eu dou um tapa nele... Se bem que isso seria uma boa desculpa para não ensiná-lo.
- Qualquer coisa pode me ligar.
- Okay.
- Até amanhã.
- Tchau.
Natsumi desligou o telefone e foi direto para seu quarto, abraçou uma almofada enquanto pensava no longo dia que teria adiante. E não seria nada fácil ficar tanto tempo com o Kurama.
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O despertador tocou ao lado da cama de Natsumi, ela confusa, não se lembrando do porquê de ter colocado o despertador, apenas apertou o botão e voltou a dormir.
No andar de baixo, a campainha tocou, mas não havia ninguém na casa para abrir a porta. Natsumi ouviu o som e apenas cobriu a cabeça com o travesseiro ignorando aquilo. Mas a pessoa que tocava a campainha era insistente, e Natsumi não teve outra escolha senão atender a porta.
Colocou os pés no chão procura de suas pantufas, mas não achando nada foi descalça. E nem sequer se ligou para o fato de estar apenas com um pijama, devia ser sua mãe que devia ter esquecido algo.
- Esqueceu o que, mãe? – ela perguntou enquanto bocejava, estava com os olhos fechados e não viu que a pessoa diante de si não era sua mãe.
- Bom dia, professora. – Kurama disse com um quê de divertimento na voz, vendo-a tão sonolenta e vestindo aquele pijama cor-de-rosa. Porém, ao ouvir a voz do rapaz ela imediatamente corou.
- K-Kurama??! – ela gaguejou agora desperta.
- Vai me deixar o dia todo do lado de fora? – ele retrucou ainda divertido com tudo aquilo. E antes que ela pudesse responder ele passou por ela e a ficou encarando e ela novamente lembrou de estar somente de pijama, e por impulso ela correu para cima e se trancou no quarto.
- Ai, não! Que papelão! – ela falou encostada na porta – Ele deve estar pensando que eu sou uma idiota.
“E desde quando eu ligo para o que aquele idiota pensa de mim?” – ela pensou e logo pegou uma roupa e foi tomar um banho.
Em pouco tempo já estava de volta na sala, e Kurama havia tomado a liberdade de se sentar no sofá e ficar olhando os porta-retratos que estavam próximos dele.
- O que está fazendo? – ela perguntou hostilmente
- Olhando as fotos enquanto te espero. Mas já que está aqui... – ele ficou de pé diante dela. – Por onde vamos começar, Natsumi.
- Não me chame assim, não somos amigos.
- Ué, ontem você não estava reclamando que eu não sabia seu nome.
- É, mas não te dá o direito de usá-lo quando quer.
- Tá bem, tá bem.
Ela foi até a mesa de jantar e sentou-se, Kurama sentou ao lado dela e empurrou seu livro de espanhol para ela.
- Pra quê isso? – ela perguntou
- Para que você me ensine.
- Como pretende aprender sem o livro?
- Como pretende ensinar sem um?
- Eu já sei espanhol. Diferente de você. Vai precisar do livro. Só preciso que me diga o que estão estudando.
- Bem... – ele abriu o livro numa página e mostrou para ela.
- Pronomes. É basicamente igual aos nossos. Repete comigo os da primeira pessoa do singular: Yo, tú, él, ou ella.
- Preciso mesmo?
- Se não quiser aprender espanhol pode ir. – ela apontou para a porta. Ele suspirou e repetiu.
- Yo, tú, él, ella.
- Tá, vamos para as regras...
Natsumi começou a explicar as regras sobre pronomes em espanhol e fez alguns exemplos para o rapaz responder, e ele conseguiu fazer tudo direitinho depois de tanto quebrar a cabeça.
Estavam tão ocupados com o espanhol que nem viram as horas passarem e logo os dois foram surpreendidos pela a mãe de Natsumi que entrou sem qualquer aviso na casa.
- Ora, não sabia que tinha visitas. – a mulher disse simpática, Kurama sorriu educadamente para ela.
- Não tenho. Estou dando aulas de espanhol para ele. – Natsumi resmungou
- Mas eu já estava de saída. – ele disse no tom mais educado que encontrou e só o que Natsumi conseguiu pensar foi o quanto ele fingia bem.
- Tem certeza de que não quer ficar mais um pouco?
- Não, não. Não quero incomodar. Além do mais a Natsumi deve ter mais o que fazer. – ele respondeu, se dirigindo a senhora que tinha um sorriso maternal nos lábios – Até amanhã, Natsumi.
A mãe de Natsumi subiu para o quarto e deixou Kurama e Natsumi sozinhos na sala.
- O mesmo horário amanhã?
- Sim. – ela respondeu sem olhá-lo.
- A sua mãe é muito gentil.
- É sim.
- Amanhã a gente se vê.
- É, porque agora eu tenho muito que fazer e tenho certeza que você também, né? – ela respondeu secamente
- Na verdade, eu tenho. Mas vê se não dorme demais amanhã, tá? – Natsumi novamente corou com o comentário.
- Argh! Não fica zombando da minha cara!
- Eu não estou zombando... – ele disse já não conseguindo conter o riso.
- Não é?!
- Desculpa, mas foi realmente engraçado.
- Você vai ver o que é engraçado. – ela se aproximou dele e estava pronta para estapeá-lo, mas antes que fizesse qualquer movimento ele segurou seu braço e a puxou para junto de si, prendendo-a em um abraço apertado.
- Relaxa, Natsumi. – ele sussurrou próximo ao ouvido dela, e ela não soube o porquê, mas sentiu uma onda percorrer seu corpo. – A gente se vê amanhã.
Ele a soltou, acenou para ela, que estava completamente sem reação, e depois saiu fechando a porta ao passar.
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Keiko estava sentada no sofá, ao lado do telefone, àquela hora o reforço de espanhol já teria terminado e estava ansiosa para saber como tudo ficou. Sabia que deixar Kurama a menos de três metros de Natsumi era um perigo mortal, e passar o dia todo a menos de cinqüenta centímetros de distancia dele era algo que sabia que ela não iria agüentar por muito tempo.
Ela parou de roer as unhas e agarrou o telefone e discou o número da amiga. Ouviu o telefone chamar algumas vezes antes de ouvir a voz de Natsumi.
- Alô?
- Oi, Natsumi. Como foram as aulas de espanhol com o Kurama?
- Foi... Produtivo... –ela respondeu ainda sentindo um certo torpor em seu corpo.
- Mesmo?
- Aham...
-Você vai ter que me contar tudo no colégio!
- Tá bem...
- Você está se sentindo bem?
- Aham...
- Então tá... Até mais tarde.
- Até...
Ela desligou o telefone e sentou-se numa cadeira próxima, ainda estava sem reação com tudo o que havia acontecido. Corou ao lembrar de que os braços dele estiveram ao redor de seu corpo alguns minutos antes.
“Mas que raios é isso que eu estou pensando? Ele ainda é o cretino do Kurama! Nunca mudará... Ainda é aquele mesmo garoto que eu conheci quando mudei de escola...”
Vlw pelo review, se tiver mais reviews eu lembro de continuar XD
Bju
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