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[Naruto] Pra Sempre Amigas - Capítulo VIII

Finalmente a bonança.


Autor: ~Tepha-Hyuuga

Categoria: Animes/Naruto

Gênero: Comédia / Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Tags: Naruto, Hinata, Shikamaru, Temari, Sasuke, Sakura, Neji, tenten. Gaara, Ino, Sasame, Karin, Tayuya, Kurenai, Cafetão

Personagens: Naruto, Hinata, Shikamaru, Temari, Sasuke, Sakura, Neji, tenten. Gaara, Ino, Sasame, Karin, Tayuya, Kurenai, Cafetão

Classificação: Livre

Adicionado em: 02/07/08

Comentários/Favoritos 20/27

Caracteres: 46.546

Exibições: 580

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Nota: Nota: 5 

 


Yo Minna-san!

Eu já estava com saudade de vocês...
Por favor, não me atirem pedras!! Eu sei que eu demorei demais para postar, mas é porque eu estava em uma crise de "travamento" ¬¬
Sim, eu travei, não conseguia escrever. Eu tinha idéias, claro, como eu já disse a uma amiga minha, o destino de todos os personagens já está traçado, mas é que faltam os detalhes.
xD
Ah, antes de mais nada, eu quero lhes pedir desculpas mais uma vez!
Toda vez que eu vou criar um novo capítulo, eu releio toda a minha fic... sempre que eu faço isso, eu encontro algum erro de digitação ou gramatical ¬¬
Tipo, eu sou uma verdadeira fã da nossa gramática brasileira e portanto eu sei quase todas as regras, isso eu posso afirmar sem hesitar. Porém, quando eu escrevo, às vezes deixo passar algumas coisinhas, sem querer querendo... ^^"
Por mais que eu leia mais de mil vezes antes de postar, sempre tem alguma coisinha que eu deixo pra tras... --'
Aff, já falei demais... Vamos à história!

E é claro que eu fico mais que agradecida e lisongeada pelos comentários e favoritos! Sem eles, esta fic ñ significaria nada! ( ñ que signfique alguma coisa, mas relevem... ¬¬)

Desejo-lhes uma Boa Leitura!
____________________________________________________________

Pra Sempre Amigas




Capítulo VIII: Finalmente a bonança.




Tudo estava ocorrendo perfeitamente como planejara, embora nunca tivesse passado pela sua cabeça ter uma companhia tão bela quanto a sua. O lugar estava cheio de pessoas bem arrumadas, a maioria aparentava ter meia idade. Isso já era de se esperar, afinal não são todos os jovens que se interessam por música clássica.
O lugar que escolhera dava pra ter uma ótima visão da orquestra. Podia-se ver a platéia logo em baixo, ocupando todas as poltronas, tanto dos lados direito e esquerdo, quanto do meio.
Alguns minutos depois de se acomodarem, o maestro fez sinal e a música começou. Os primeiros violinos em pianíssimo iniciaram. Logo em seguida, entraram os violoncelos, as flautas e os oboés. Enfim, o piano apareceu.
A música invadia o ambiente, suavizando-o por completo. Temari estava encantada. Perdia-se naquela harmoniosa dança de bemóis e sustenidos. Lembrou-se do dia anterior, quando estava no salão de música com Shikamaru. Fora tão bom... Queria fazê-lo mais vezes. Sentia-se bem na companhia dele. Sorriu e olhou-o de esguelha. Percebeu que ele desviou o olhar quando ela direcionou o seu para ele. Corou.
- Shikamaru...
- Sim?
- Obrigada. – sorriu.
- Obrigada? O que eu fiz?
- Por me trazer aqui. Fazia muito tempo que eu não assistia a um concerto. Só isso me livra do stress do dia-a-dia.
- Eu que agradeço a sua companhia. É uma honra pra mim!
A moça sorriu e olhou pro lado.
- Nossa... mereço tanto crédito assim?
- Sabe, eu achei que você não iria aceitar.
- Por quê?
- Ah, sei lá... Você parece ser tão durona!
- Durona? – fingiu estar brava.
- É. Lembro-me direitinho do dia em que você e a menina do cabelo rosa quase deram uma surra nas pobres Tayuya e Karin. – brinca.
A loira cruzou os braços.
- Elas que começaram. Sou super protetora quando mexem com minhas amigas. u.u
- Mas eu fiquei com medo. – brinca.
- Bobo...
- Mas descobri seu lado sensível...
Temari apenas riu e logo depois voltou sua atenção à música.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Gaara estava atordoado. Suas lembranças passeavam por sua mente como um filme. Os olhos dela não saíam de seu pensamento.
Um silêncio amedrontador tomou conta do carro. Tenten não se atrevia a pronunciar uma palavra sequer. Nem conseguia também. Olhou o ruivo com o canto do olho e pode ver todo ódio dominando seu semblante.
Já chegando em casa, Gaara saiu às pressas do carro e fechou a porta com toda força possível. Passou pelos amigos à passos firmes e dando de ombros à presença deles.
- Ei, Gaara! – disse Neji – Cadê a cerveja?
O ruivo nada disse, apenas entrou em casa, subiu as escadas daquela ampla sala e se trancou em seu quarto. Todos ficaram sem entender bulhufas.
A poucos metros dali, havia uma moça pálida, tão confusa quanto o ruivo. Foi caminhando lentamente até o grupo de amigos. Tentava entender a razão pela qual a amiga escolheu um caminho tão tortuoso e vulnerável a maldosos comentários, sujeito às piores experiências de vida.
Por que ela escondeu isso de suas amigas? Ora, sempre compartilhavam seus mais profundos segredos, confessavam seus problemas e tentavam resolvê-los todas juntas, enfim, nenhuma barreira era párea para elas, quando unidas. Procurava um motivo convincente, mas não encontrava. Eram muitas perguntas para pouquíssimas respostas. Nunca, nunca imaginara que a amiga pudesse estragar a própria moral desse jeito. Sabia que Ino sempre foi uma menina descontraída, animada, às vezes aprontava algumas doideiras, mas aquilo não era brincadeira... Ela tinha ido longe demais.
Os restantes, ainda com uma expressão interrogativa no rosto, ficaram ainda mais curiosos ao perceberem o clima de tensão que pairava entre Tenten e Gaara.
Sakura levantou-se da cadeira em que estava sentada e foi até a amiga.
-Tenten... – pôs a mão sobre o ombro da menina, tentando lhe passar segurança – O que está acontecendo?
A Mitsashi fez apenas menção de responder, mas nada saía. Duas lágrimas rolaram pelo seu delicado rosto. Sakura ficou espantada. O que será que acontecera de tão grave?
Os demais entreolharam-se e juntaram-se às duas. Neji percebeu seu coração pesar ao ver aquelas lágrimas deslizarem sobre aquela serena face, mas fingiu que nada sentira.
- Pelo amor de Deus, o que aconteceu, Tenten? – disse Hinata, com uma das mãos no peito, mostrando preocupação na voz.
Os orbes castanhos encheram-se de lágrimas. Num impulso, abraçou Sakura fortemente. Caiu em si, como se estivesse saído de um estado de choque, e conseguiu falar, deixando transparecer seu desespero na fala.
- A Ino! A Ino, Sakura!
- Hã? O que tem a Ino? – disse se afastando e encarando-a.
- Nós a encontramos na rua... – chorava muito.
- Na rua? Onde? – perguntou Naruto.
- Ela estava distribuindo uns folhetos. Ela... ela estava fazendo ponto com outras garotas!
O churrasco acabou. Todos ficaram perplexos. Ninguém queria acreditar no que haviam acabado de ouvir. Alguns instantes depois, Tenten quebrou o breve silêncio que se formara ao lembrar-se do amigo.
- Gaara! – fez menção de ir até ele, mas foi abordada por Sasuke, que pôs uma das mãos sobre seus ombros.
- É melhor eu ir lá. Ele deve estar uma fera. – a garota apenas assentiu com a cabeça.
Sasuke hesitou por uns instantes, sabia que poderia receber respostas amargas do amigo, mas mesmo assim seguiu para o quarto de Gaara.
- Gente... – pronunciou-se Naruto – Isso é meio perigoso...
- Ela não parecia estar em perigo. – disse Tenten, já mais calma – Ela até sorria entregando aqueles folhetos... – falou, cabisbaixa.
- Mesmo assim Naruto, o que poderíamos fazer? – indagou Sakura.
- Ir lá, ora. Onde você a viu exatamente, Tenten?
- Não lembro direito. Gaara pegou um caminho doido... Só sei que estávamos até um pouco perdidos. Quando cruzamos a esquina e paramos no sinal vermelho, ela bateu no vidro do carro para entregar o folheto.
- Nossa... não acredito que a Ino teve coragem! – disse Hinata, já com os olhos lacrimejados.
- Eu ainda não estou entendendo nada. Ela não estava na casa da amiga dela?- indagou a Haruno.
- Tem certeza de que era a Ino? – perguntou Hinata.
- Tenho, caramba! – disse Tenten, já sem paciência – Acho que o Naruto tem razão. Temos que ir lá.
- Mas como? – disse Sakura, cruzando os braços.
- Tem um jeito... – todos olharam para o Hyuuga, que até então estava calado.
Neji teve a idéia de usarem o carro de Gaara. Os outros discordaram no mesmo instante, mas logo depois viram que não tinham outra maneira e nem tempo para pensarem em algo melhor, visto que era uma corrida contra o tempo, se realmente a loira estivesse em perigo.
Minutos depois, decidiram que Hinata ficaria pra dar satisfação a Gaara, já que usariam o carro dele sem antes pedir autorização. Portanto, Neji pegou a chave do carro que fora jogada furiosamente em cima da mesa da cozinha e apressou-se.
Antes de entrarem no veículo, Sakura disse:
- Tenten, sente-se na frente pra você ir explicando o caminho pro Neji.
A Haruno recebeu dois olhares desaprovadores.
- Sakura, isso não é problema. – disse Tenten, esquivando-se daquela situação um pouco embaraçosa.
- Vai logo, Tenten, não temos tempo. – disse Naruto. A Mitsashi fez uma expressão nada convidativa e sentou-se no banco da frente ao lado de Neji, que já estava dando partida.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Num certo quarto do bloco B, um ruivo conhecido por Sasori não conseguiu continuar a estudar depois daquela breve discussão com Itachi. Aproveitou o tempo para bolar planos mirabolantes, já que não se concentrava mais na matéria. Teve uma idéia.
- Itachi...
- O que é agora? – disse o moreno impacientemente, virando a cabeça em direção ao amigo.
- Quando você vai estudar com a Sakura de novo?
- Rapaz... – respondeu, perdendo as sobras de paciência - Você não está acreditando, né? Quando eu sair com ela e deixar você aqui chupando dedo eu quero ver! Deixe-me estudar em paz, caramba!
- Só me responda quando!
- Não sei, não sei! A única coisa que eu sei é que eu quero entrar na Universidade de Konoha, e se eu não passar por causa de você e suas insistências inúteis, eu juro que quebro a sua cara junto com meu caderninho de telefone de garotas, e assim, nunca mais você me enche o saco!
Sasori e Deidara entreolharam-se espantados.
- Ih, que bicho te mordeu? – pergunta Deidara, irritando-o mais ainda. Itachi revirou os olhos e bufou.
- Perdi toda a concentração. – fecha o livro com força – Vou tomar um banho bem quente pra ver se eu esqueço que vocês existem por alguns minutos. – Itachi levantou-se de sua cadeira olhando mortalmente para os dois sujeitos que ele mesmo avaliava serem seus amigos, apesar de tudo. No meio do caminho, tropeçou em um dos livros de química de Deidara. Este, por sua vez, fez uma cara de “ai, vai sobrar pra mim”.
- Vocês me irritam. – disse, logo depois chutou o livro.
- Ei, meu filhinho não tem nada a ver com seu stress! – disse Deidara. O Uchiha entrou no banheiro e fechou a porta.
- Cara, o que deu nele?
- Sei lá! – disse Deidara pegando seu livro jogado no chão. – Esse cara é estranho.
- Eu só queria saber quando ele vai estudar com a Sakura de novo. Assim, eu iria estudar com ele e jogar meu charme pra Sakura... – sorriu sugestivamente.
- ¬¬”
- Será que ele está realmente gostando dela?
- Não faço a mínima. Nunca se sabe o que passa pela cabeça de um Uchiha. Mas... você está afim dela mesmo? Ou só está competindo com Itachi?
- É claro que eu estou afim dela. Bom... afimmm, afimmm não. Mas afim, eu estou.
- o.O” – expressão de Deidara.
- O quê?
- Você é estranho.
- Pra você, todo mundo é estranho. Você mesmo nem é, né... – ironiza.
- Mais estranho que vocês? Nunca.
- Que seja... E você? Não está interessado em nenhuma garota? – disse com um meio sorriso.
- Não. Na verdade, não conheci nenhuma novata. Já enjoei das veteranas...
- Ah, conta outra! Enjoou o escambau! Elas que não estão aí pra você... – riu debochadamente.
- Olha quem está falando, “O pegador”. – ironiza.
- Pelo menos eu gosto de mulher.
- O que você quer dizer com isso? - estreitou os olhos.
- Entenda como quiser. u.u

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Olhou para o céu. As estrelas tinham se escondido atrás de algumas nuvens negras que apareceram, sinalizando uma posterior chuva. “O que eu fiz pra merecer isso?”, pensou depois de enxugar algumas lágrimas. Olhou para si mesma e percebeu suas roupas um tanto surradas. Olhou também para o seu interior. Por que começara com tudo isso? Arrependeu-se amargamente.
Depois de alguns minutos, o cafetão a viu naquele estado. Imediata e furiosamente foi até ela.
- O que você está fazendo aí? Levante-se, agora! – Ino apenas direcionou seus olhos a ele.
- Eu não quero mais. Pra mim já chega. – mal conseguiu pronunciar aquelas palavras. O homem irritou-se ainda mais.
- Ah, não? Então venha aqui. – segurou-a pelo braço de modo grosseiro, levantando-a de onde estava sentada.
- Me solta! Covarde! – puxava inutilmente o braço para si.
- Você vai fazer um serviço mais interessante... – levava-a para aquele mesmo quarto no qual passou algumas horas antes de entregar os folhetos. O cômodo era frio e úmido. A tinta daquelas paredes de cor creme já estava saindo. A cama e o lençol tinham cheiro de mofo.
Já no quarto, o homem jogara a moça na cama.
- Por favor, pare com isso! – disse encolhendo-se na cama – Socorro! – gritava em vão.
- Eu quero fazer um teste antes de te mandar para alguns clientes. – tratava-a como um objeto. Aproximou-se. Antes que ela pudesse se esquivar, o sujeito deitou-se por cima do escultural corpo da loira e beijou-a à força.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


Com os cotovelos apoiados no parapeito da janela de seu quarto, refletia. Estava a ponto de explodir internamente. Nunca se apaixonara por nenhuma garota. Mas o belo par de orbes cor celestial o envolviam... Aquela cena nunca mais sairia de sua cabeça.
Lembrou-se dos momentos em que passaram juntos. Desde que a conheceu, achou-a a mais bonita das amigas da irmã. Quando soube que estudariam na mesma escola, um pequeno bem-estar brotou em seu coração. Recordou-se do dia em que passaram a noite juntos. Riu inconformadamente. Como ela pôde entrar em tamanha contradição? Primeiro, ficaram semanas sem se falarem direito porque ele tinha contado aos demais garotos sobre aquela noite; agora, ela estava ali, distribuindo folhetos que comprometiam a sua dignidade.
Uma lágrima o venceu e deslizou. Nem ele mesmo acreditava que estava chorando por causa daquela ingrata. Ora, depois de tudo o que passaram juntos, foi muita ingratidão pela parte dela. Sentiu a presença de alguém. Olhou para trás, mas nada disse. Disfarçou as lágrimas.
- E aí, cara... Eu sei que deve estar sendo a maior barra tudo isso, mas estou aqui, irmão. – disse Sasuke, tentando consolá-lo.
- Valeu, cara.. – sentou-se na poltrona ao lado da janela e começou a massagear as próprias têmporas. Sasuke estranhou a calma de Gaara.
- O que você está pensando em fazer agora? – disse o Uchiha, acomodando-se na cama do amigo.
- Sei lá. – seu olhar era distante. Para ele, nada mais importava.
Depois de alguns minutos em silêncio, ouviram um barulho de carro. Os garotos se entreolharam franzindo o cenho. Gaara levantou-se e foi até a sacada, que dava uma visão para a garagem.
- Ei, onde vocês vão com o meu carro?! – disse, inclinado-se na sacada. Ninguém respondera, apenas que Hinata que aparecera na porta do quarto do ruivo.
- Eles foram atrás da Ino. – os meninos levaram um susto ao ouvirem a menina responder.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

A apresentação finalizou-se e todos aplaudiam em pé. Temari olhou para Shikamaru e esboçou um lindo sorriso. Ele devolveu, um pouco tímido. Já na saída, esperavam a limusine.
- Foi lindo, Shikamaru-kun! Amei mesmo! – disse, abraçando os próprios braços e sorrindo.
- Também gostei. – não conseguia desviar seu olhar da face levemente corada da Sabaku.
Ficaram um tempo conversando sobre o concerto. Aos poucos, o lugar ia ficando vazio. A limusine não chegava.
- Caramba, viu... – olhou o relógio de punho – Desculpa, Tema-chan. Eu tinha combinando com o sujeito para ele vir nos buscar, mas está demorando demais. Já está tarde e ficando cada vez mais frio.
- Não se preocupe, eu estou bem. Tente ligar pra ele novamente.
- É, eu vou fazer isso.
Depois de inúmeras tentativas vãs, Shikamaru convenceu-se de que fora trapaceado e desistiu.
- É, não tem outro jeito. – disse, guardando o celular – Vamos ter que chamar um táxi. O cara da limusine me passou a perna mesmo.
- Tudo bem. Não quero que se preocupe. Se quiser, vamos até de ônibus!
- Não exagera, né... – riu do bom-humor da acompanhante – A propósito... Você já andou de ônibus?
- Bem... É... Uma vez em uma excursão da minha antiga escola. – disse, um pouco incomodada.
- E ônibus circular? – sorriu provocativamente.
- É... Nunca... ^^”
- Patricinha é fogo, viu... – finge estar desapontado.
- Nem vem... Aposto que você nunca andou!
- De ônibus? Claro que já. Antes de entrar na BWH, a escola em que eu estudava ficava longe da minha casa. Aí eu ia de busão.
- Tcsh... Sei...
- Sério! A escola ficava a três quadras da minha casa. Eu tinha preguiça de ir à pé.
- Espere aí... Você ia de ônibus por causa de três quadras?? Não me chame de patricinha, ok? – fingia estar irritada.
- É longe, tá?
- Então você deve estar achando o máximo toda essa história de escola interna...
- Nem tanto. Eles deviam ter feito as salas mais próximas dos quartos. Ainda tenho que andar muito.
Temari apenas riu balançando a cabeça.
A pequena discussão “colorida” foi interrompida quando ambos sentiram algumas gotas de chuva caírem sobre seus rostos.
- Ih... – olha para o céu – É melhor eu ligar logo pro táxi, antes que comece a chover mesmo.
- É mesmo. Qualquer coisa, eu peço pro meu irmão vir nos buscar.
- Não será preciso. – quando Shikamaru pegou seu celular do bolso, sua carteira caiu no chão. Em questão de segundos, um moleque de rua passou habilidosamente a uma velocidade incrível e roubou-lhe o objeto.
- Ei, moleque, volte aqui!! – gritava o Nara, em vão. – Droga!
- Nossa, mas que coisa! – disse Temari com um das mãos no peito – Ele foi muito rápido, não tivemos tempo nem de reagirmos!
- O que poderia ser pior. Você está bem?
- Estou sim, obrigada.
Shikamaru sentou-se na beirada da calçada e suspirou. Temari sentou-se ao seu lado logo em seguida.
- E eu achando que hoje era meu dia de sorte – comentou ele - vou ter que aceitar a carona do seu irmão, já que agora estou sem nenhum tostão.
- Vou ligar pra ele. – A Sabaku divertiu-se com aquela situação. Achava cômico vê-lo tão preocupado com o bem-estar dela.
Pegou o celular e ligou pra casa. A Hyuuga atendeu.

- Alô?
- Oi... Hinata? o.O
- É, sou eu mesma, Tema-chan.
- Deixe-me falar com o Gaara. Ele está aí por perto?
- Ele não está muito bem...
- Hã? É que aconteceram uns imprevistos aqui, vou precisar que ele venha nos buscar.
- Não será possível, por ora.
- Por quê?
- Os meninos foram buscar a Ino... – Temari percebeu tristeza na voz de Hinata – Aconteceu uma coisa horrível... a Ino... estava... se prostituindo...
- A Ino o quÊ??

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Chorava e relutava. Porém, ele era mais forte, obviamente. Com esforço, tateou os lados e pegou um pequeno vaso de cerâmica que estava em cima de um criado mudo velho e tentou quebrá-lo na cabeça do homem. Não conseguiu, pois este segurava seu braço. Tentou mais uma vez e finalmente confrontou o objeto com o ombro do rapaz, partindo a cerâmica em pedaços. Os cacos voaram e cortaram a testa e a face direita do rosto da Yamanaka.
O cafetão gritava de dor, seus ombros ficaram ensangüentados. Ino aproveitou e tentou fugir, ainda perplexa com o que acabara de fazer.
- Volta aqui, sua infeliz! – gritou o homem, que tentava levantar-se. A loira nada disse e correu para a saída daquela casa abandonada. Já ao lado de fora, encontrou um carro conhecido estacionado naquela rua e seus amigos em pé perto do automóvel. Pareciam que procuravam algo. Ou melhor, alguém.
- Tem certeza que foi nessa rua, Tenten? – perguntou Sakura, sem paciência.
- Tenho! Olha, foi bem nesse farol que a gen... - interrompida pela Haruno.
- Ino! – gritou Sakura indo em direção a amiga. Nenhuma palavra foi trocada. Apenas permaneceram abraçadas e deixaram suas lágrimas passearem em suas faces. Tenten uniu-se a elas.


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~


Ficaram sem assunto por alguns instantes. Temari ainda digeria as palavras de Hinata. Como a Ino pôde ser tão estúpida? Balançou a cabeça negativamente como se quisesse espantar tais pensamentos.
- Você está bem? – perguntou Shikamaru, quebrando o breve silêncio.
- Estou. Obrigada. – sorriu ternamente – O Gaara que não deve estar nada bem.
- Sem comentários...
A chuva intensificou-se.
- Ih, é melhor irmos para debaixo do toldo daquela loja. – disse o Nara.
- Vamos, senão ficaremos ensopados até eles virem nos buscar.
As gotas engrossaram-se mais ainda. Trovejava. Temari encolhia-se contra a parede.
- Temari... Desculpe-me, mais uma vez por estar fazendo você passar por tudo isso...
- Ai, Shikamaru! – irritou-se – Se você me pedir desculpas de novo, eu... Arght! Eu já disse que eu estou bem! – seu bom-humor esvaia-se aos poucos.
- Você deve estar com frio. – despiu seu terno – Coloque isso. – colocou-o cobre os ombros dela.
- Não precisava.
- Precisava sim. – abraçou-a – Pronto, agora não vai ficar com frio e nem precisa ter medo dos trovões. Estou bem pertinho. – sorriu sugestivamente. A Sabaku estreitou os olhos.
- E eu lá tenho medo de trovões? Ora...

##CABRUMMM!## [N/A: ignorem as onomatopéias a la Turma da Mônica]

O Nara sentiu a loira tremer de susto.
- Viu, ainda bem que estou aqui. – zombou-a.
- Hunfp, foi só um susto. u.u – Shikamaru apenas riu e sentiu o doce aroma que exalava a moça.
- Que perfume você usa? – perguntou ele.
- Dolce and Gabbana... [N/A: ignorem... --‘]
- Hum, muito bom. – aproximou suas narinas da nuca levemente inclinada de Temari, que arrepiou-se por sua vez.
- Você... – fechava os olhos instintivamente – Também... – falava coisas sem sentido.
- Eu... também? – disse ele, com a face avermelhada. Temari recompôs-se.
- Oh, desculpe-me. Eu quis dizer que seu perfume também não é nada mal.- virou-se de frente pra ele – Deixe- me ver se reconheço... – aproxima-se, na ponta dos pés, do pescoço de Shikamaru e quase desmaia ao sentir seu perfume – Já sei. Armani Eau de Toilette. Acertei?
- Caramba você é boa nisso, hein. Acertou em cheio. – Temari sorriu, triunfante.
Um incômodo silêncio dominou. Encontravam-se em situações embaraçosas; ela, não sabia se virava-se de volta pra frente ou se permanecia do jeito que estava. Ele, não sabia se era melhor ir direto ao assunto ou se jogava indiretas. Ambos escolheram suas segundas opções.
- Seu brilho labial tem algum sabor?
- Menta... [N/A: não sei se existe... odeio brilho labial ¬¬]
- Deixe-me sentir. – olhares fixos. Ele fitou-a nos olhos por uns instantes. Aproximavam-se vagarosamente, sem perderem o contato visual. Sentiram os batimentos um do outro. Ouviram suas respirações ofegantes. Ele levou sua mão direita ao rosto dela, massageando a maçã com o polegar e escondendo os outros dedos em sua nuca, tais que se entrelaçavam com os fios dourados que caíam propositalmente. Finalmente, seus lábios roçaram-se. Trocaram alguns selinhos e logo depois, Shikamaru envolveu-a pela cintura e aprofundou o beijo que crescia de desejo e vontade.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

No lado leste do bloco A, duas amigas comemoravam a volta da terceira companheira. Estavam de camisola e brincavam de lutinha de travesseiro. Cansaram após alguns minutos e começaram uma conversa.
- Conte-nos sobre a sua... “viagem”, Karin. – disse Tayuya, fazendo sinal de aspas com os dedos.
- Você não sabe quem eu encontrei por lá...
- Quem?! – perguntou Sasame, curiosa.
- A oxigenada.
- Qual delas? – indagou a ruiva de bagunçados cabelos.
- A Yamanaka.
- Não me diga que ela trabalha com isso também? – comentou a Akasuna, surpresa. [Nota: na minha fic, Sasame é irmã do Sasori, portanto ambos têm o mesmo sobrenome x) ]
- Eu acho que não. Ela não parecia ser, digamos, experiente. Ah, mas deixem isso pra lá. Contem-me o que aconteceu na minha ausência.
- Muitas coisas interessantes... – disse Tayuya, sorrindo sugestivamente.
- Que coisas?! – pergunta a morena, curiosa.
- Tramamos pra Mitsashi... foi hilário!
- Ahhh, falem logo!! Estou curiosa!!
- Foi assim... – começou Sasame.
Depois de contar toda a história dos bilhetes, com alguns complementos de Tayuya...
- Nossa, vocês são verdadeiros gênios do mal!
- Sabemos! – disseram em coro, unindo suas mãos logo em seguida.
- E o meu Sasuke-kun?
Tayuya e Sasame entreolharam-se.
- Olha, acho que ele está ficando com a Sakura. – disse Sasame, um pouco hesitante. Karin suspirou desapontada.
- Sabia que era ela. – cruzou os braços – Na verdade, ele terminou comigo por telefone.
- Sério? O.o – espantou-se Tayuya.
- Aham. – suspirou – Eu gosto muito dele ainda. Nem acredito que não estaremos mais juntos...
A ruiva de bagunçados cabelos gargalhou sarcasticamente.
- Karin, querida... Você acabou de chamar a mim e a Sasame de gênios. A gente limpa o seu caminho rapidinho, se você quiser. Faremos com o maior prazer, não é? – olhou para a Akasuna.
- Contanto que você não precise beijar o Naruto, Tayuya... – disse Sasame.
- Beijar o Naruto? – indagou Karin – O que ele tem a ver?
- Ela está brava ainda porque eu beijei o loirinho enquanto tirávamos a Tenten do meu caminho.
- Mas... pra falar a verdade, por que você o beijou?
- Não agüentei ver a Sasame aos beijos com Neji – torceu o nariz – quis apenas... não deixar barato.
- Você não presta, Tayuya. – confessou Sasame.
- Voltando assunto do Sasuke, como vocês pensam em tirá-la do meu caminho?
- Já sei... – pronunciou-se Tayuya – Férias de verão chegando, logo Festival de Verão à frente!
- Hã? – disse Sasame, confusa.
- Ela não conhece a nossa fama, Tayuya.
- Sempre ganhamos o concurso, todos os anos.
- Aham. – concordou Karin – E este ano não será diferente.
- Estão pensando o mesmo que eu? – disse Tayuya. As demais assentiram com a cabeça.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Chegaram à casa de Gaara, por fim. Naruto emprestou seu casaco a Ino, pois as poucas roupas da loira deixaram-na com o corpo frio. Sentaram-se no sofá da sala e Sakura foi ao banheiro para pegar alguns utensílios para fazer um curativo no rosto de Ino. Enquanto isso, os demais conversavam. Gaara desceu as escadas depois de um tempo, seguido de Sasuke. O Hyuuga sentiu-se desconfortável e resolveu se desculpar.
- Foi mal a gente ter pegado seu carro Gaara, mas é que... – Neji foi interrompido.
- Eu sei. – disse Gaara displicentemente, descendo as escadas com as mãos no bolso.
Um silêncio muito incômodo reinou naquele lugar. A presença de Ino no mesmo ambiente que Gaara tornou-se uma situação embaraçosa para os demais. Enfim, Tenten quebrou o gelo.
- Er... acho que... vocês precisam conversar. – referia-se ao casal supracitado.
- Eu não tenho nada pra falar com ela. – disse o ruivo, gélido como de costume. Entretanto, ele queria muito conversar. É claro que não admitiria isso na frente de todos. Os outros sentiram o clima pesar.
- Tem sim. – disse Sakura convictamente – Vamos, pessoal. Temos que deixá-los à sós.
O olhar de Ino continuava distante. Sentada educadamente no sofá, refletia sobre tudo o acontecera. Parecia que não estava ali.
Enquanto a sala se esvaziava, Gaara ainda continuava em pé, com as mãos escondidas no bolso da calça. Seus pensamentos ainda estavam longe. A Yamanaka resolveu pronunciar-se.
- Desculpe-me... – sua voz saía com dificuldade. Soou em um tom quase inaudível. Gaara nada responde – Acabou, né? Mal começou, eu sei... mas acabou. – lágrimas já caíam. O ruivo assentiu com a cabeça.
Na varanda, todos esperavam o término da conversa e torciam para que tudo acabasse bem.
- Gente, estou com um mau pressentimento. – confessou Hinata.
- Não se preocupe, Hina. Tudo vai se ajeitar. – disse Sakura, abraçando-a.
- Nossa! – espantou-se a Hyuuga, de repente, fazendo com que todos ali presentes a olhassem – Eu me esqueci de avisar o Gaara que a Temari ligou...
- E o que ela queria? – perguntou a Haruno.
- Vocês acreditam que o cara da limusine passou a perna no Shikamaru? – riu – Deixou-o na mão...
- Poutz... – disse Sasuke.
- Que eles voltem de táxi, ora. – disse Naruto.
- Pois é, mas roubaram a carteira dele também.
- Nossa, que sorte a do Shika... – ironizou Tenten.
- Meninas, está ficando tarde. – Sakura olha no relógio – Teremos que voltar daqui a pouco.
- É mesmo. Mas como buscaremos a Temari? – Hinata olhou para o seu primo, com esperança de que ele tivesse alguma solução.
- Temos que falar com Gaara. Não posso pegar o carro dele de novo.
Nesse mesmo instante, Ino aparece na varanda com um olhar triste e sem brilho, porém, acompanhada de um terno e gratificante sorriso triste.
- Obrigada, gente. Por tudo. Vocês são meus verdadeiros amigos.
- Esse é o nosso papel. – disse Naruto – Sempre quando tiver problemas, conte conosco. – o loiro abraçou-a.
- Obrigada. E pessoal, desculpem-me pelo transtorno que eu lhes causei. Agora, só quero deixar claro pra todo mundo que eu reconheço que foi uma atitude precipitada e sem pensar... E que, podem acreditar, teve as piores conseqüências. – referia-se a Gaara.
- Bem... que bom que tudo se resolveu, ou pelo menos aparenta ter se resolvido. Mas temos que ir, agora. Ou vocês querem dormir aqui com um bando de meninos que não têm o quê fazer? – disse Sakura às demais meninas, tentando distanciar o clima de velório.
- Hunpf... você está muito engraçadinha, Sa-chan. – disse Naruto, fingindo estar bravo.
- Ah, Neji, não se esqueça de avisar o Gaara. Não podemos esquecer-nos da Temari também...
- É, né! – ironizou Tenten, lembrando do ocorrido de alguns dias atrás, fazendo todos rirem.
- Eu vou lá falar com ele. – disse Neji, que foi à sala de estar logo em seguida.
- Vamos, então? – apressou Sakura.
- Vamos. – disse Hinata e Ino assentiu com a cabeça.
Despediram-se, portanto, e foram para a escola. Os meninos dormiram na casa de Gaara. Neji tentou conversar com Tenten antes de as meninas irem embora, mas a Mitsashi não fez questão de atendê-lo. O Hyuuga convenceu-se de que teria que provar para a dona dos cabelos cor chocolate o quanto a admirava e gostava dela. E já que era pra provar, faria isso na frente de todos. “Tenten não perde por esperar”, pensou ele.
Já no quarto, as meninas conversaram um pouco antes de Temari chegar.
- Tenten... tenho que te falar uma coisa. Você sempre foge quando tocamos nesse assunto, mas uma hora vai ter que me ouvir. – disse Hinata.
- Se for sobre o Neji, eu...
- É sobre ele. – disse a Hyuuga, interrompendo-a. Tenten irritou-se.
- Hinata, eu não quero falar sobre isso, por favor, me entenda! Isso dói muito! Eu gostei pra caramba do seu primo... Ele me decepcionou à beça.
- Ok, Tenten. Você venceu. Depois não diga que eu não avisei. Eu lavo minhas mãos.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Deidara conseguiu, finalmente, estudar com calma sua matéria preferida: Química. Com um amigo ruivo dormindo e babando em cima dos livros de História e um moreno tomando um banho aparentemente demorado, ficou fácil se concentrar. Entretanto, dera-se conta das ditas palavras de Itachi que vieram de repente à sua mente.
- Sasori!!! – gritou o loiro, fazendo o amigo assustada e rapidamente sentar-se na cadeira.
- O que foi?? Quer me matar de susto??
- Agora que eu me toquei no que o Uchiha disse... – estalou os dedos.
- Aff, você me acordou pra falar do Itachi? ¬¬
- Ele disse que tem um caderninho com telefone de garotas... – sorriu maliciosamente.
- E desde quando você se interessa? – provocou-o.
- Deixa de ser idiota, Sasori! – olhou para os lados – Vigie a porta. Eu vou procurar nas coisas dele.
- Você o quê? Está louco? O Itachi te mata! – sussurrou irritadamente.
- Isso é por ele ter chutado meu livro. E... vai que lá tem o telefone da Sakura... – esboçou um sorriso malicioso.
- Ok, eu vigio a porta e você procura.
- Impressionante como você muda de opinião rapidamente...
- Cala a boca e vai logo! Ele já deve estar terminando o banho.
- Ok, ok, estou indo.
Sasori escorou as costas na porta do banheiro, com a intenção de perceber qualquer som indicando que Itachi havia acabado o banho. Enquanto isso, Deidara abriu a mochila do Uchiha, virando-a de cabeça para baixo e chacoalhando-a, fazendo com caísse todos os pertences do amigo em cima da cama. O Akasuna se segurava para não cair na gargalhada.
- Vejamos... – excetuando-se o óbvio que são livros e cadernos, Deidara achou uma calculadora, alguns CD’s, papéis com escritas indecifráveis, um pacote semi-aberto de Hall’s, preservativos, uma revista da “Super Interessante”, dinheiro... Enfim, uma infinidade de coisas fúteis que surpreenderam seus colegas de quarto. Mas... espere aí...
- Preservativos? – disse Deidara, incrédulo – Pra quê ele carrega isso? – Sasori revirou os olhos.
- Recuso-me a responder-lhe essa pergunta.
- ¬¬” Por quê na mochila, eu quis dizer...
- Tsch... vai saber. As meninas pagam um pau desgraçado pro Itachi. Ele tem que andar prevenido. Não sei o que essas meninas vêem nele... [N/A: eu sei 8) ]Sou mais eu.
- Cala a boca, convencido.
- A qualquer momento ele pode ser atacado pelas garotas.
- Hunfp... – lê a embalagem – “tamanho extragrande”... O Itachi é avantajado. [N/A: ...]
- Cala a boca, Deidara. – ouve o chuveiro ser desligado – E procura logo o tal do caderninho, ele já desligou o chuveiro.
- Já?! – revira as coisas mais rapidamente – Não está por aqui. – coça a nuca – não faço a mínima idéia de onde esteja.
- Ah, se vira, vai procurando e... – ouve a porta se destrancar – Ele está vindo! – disse num tom de voz baixo e desesperado.
Rapidamente Deidara foi enfiando tudo de qualquer jeito dentro da bolsa, com a ajuda de Sasori, que imediatamente foi pegando os objetos que caíram no chão e colocou-os dentro da bolsa. Quando Itachi abriu a porta, os outros dois pularam ao mesmo tempo em cima da mochila que estava sobre a cama do Akasuna. Ficaram debruçados um ao lado do outro.
- Que raios vocês estão fazendo? – perguntou o Uchiha, sem entender bulhufas.
O ruivo e o loiro entreolharam-se, sem serem percebidos por Itachi.
- Er... – começou Sasori – Minha borracha que caiu aqui atrás da cama e Deidara veio me ajudar a pegar... – Deidara olhou-o com uma cara de “que desculpa idiota!” e Sasori respondeu com uma cara de “Não pude fazer nada!”
- E o quê a minha mochila está fazendo em baixo de vocês?
- Nós não estávamos mexendo nela... – disse o loiro.
- Deidara, seu idiota! – reclamou o Akasuna.
- Eu não acredito que vocês estavam mexendo nas minhas coisas... – disse entre os dentes e andando à passos firmes em direção aos amigos.
- Pe-peraê Itachi, a gente só estava... – tentou explicar-se o Akasuna.
- Ok, ok! – disse o loiro, levantando-se – Nós estávamos procurando seu caderninho com o telefone das garotas, pronto! Satisfeito?
O Uchiha riu. Não se sabe se foi uma risada sarcástica ou se ele realmente achou engraçada a atitude dos amigos.
- Vocês estavam falando deste caderninho? – tirou do bolso uma pequena agenda preta de telefones – Acreditam mesmo que eu riria deixá-lo assim na minha mochila, sabendo do risco que eu correria por dividir o mesmo quarto que vocês? Não. Não mesmo. Bakas...
- Foi mal. A gente não agüentou de curiosidade.
- Na verdade, você que não agüentou, né Deidara ¬¬
- Quando eu disse que teria a possibilidade de o telefone da Sakura estar por lá, quem foi o primeiro a concordar com a idéia??
Itachi estreitou os olhos para Sasori.
- Nada a ver! É que... você...
- Calem a boca. – disse o Uchiha displicentemente e voltou-se para o Akasuna – Eu não volto com a minha palavra.
- Isso é uma guerra? – indagou o Akasuna, desafiador.
- Chame como quiser.
- Eu mereço ¬¬º - disse Deidara.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

A semana se passou calma e sem transtornos. O calor chegou gradativamente, pois já estavam no mês de Junho. As férias de verão estavam próximas e junto com elas, o Festival Anual de Verão também. Portanto, os professores foram encarregados de avisarem os alunos e de lhe explicarem sobre tal evento. Kurenai incumbiu-se de organizar a sala do primeiro ano.
- Gente, atenção. – dizia a Yuuhi aos alunos, que se inquietaram logo em seguida – Antes de eu entregar as provas de matemática, tenho que falar sobre o Festival Anual de Verão. – começou a andar entre as filas de carteiras – Todo ano, como vocês já ouviram a diretora Tsunade dizer, a escola realiza dois eventos: O Festival de Verão e o de Inverno. Vamos focar nossa atenção ao primeiro. Daqui a um mês, serão realizadas algumas apresentações das quais vocês irão participar.
Tenten levantou o braço.
- Sim, senhorita Mitsashi.
- Vai valer nota?
- Com certeza. – Tenten torceu o nariz – Tudo o que vocês fazem vale nota. Bom, continuando, vocês têm três opções de participação: teatro, música ou ajudantes. O teatro será uma peça de minha escolha. A música vai envolver bandas compostas por alunos, ou quem quiser fazer um solo. Já os ajudantes, serão os que se dispuserem a ajudar o pessoal do teatro ou da banda. Mas vai ter que ajudar mesmo, nada de querer trapacear e fingir que está fazendo alguma coisa. – foi até sua mesa sobre a qual uns papéis estavam empilhados – Agora, as avaliações. – leu a primeira prova – Akasuna no Sasame. – entregou-a – Parabéns. – leu a próxima – Uchiha Sasuke... Parabéns, querido. A maior nota da sala.
- Obrigada, senhorita Yuuhi.
- Mitsashi Tenten... – olhou-a preocupadamente – O que aconteceu com você? – disse sem que chamasse a atenção dos outros alunos.
- Cinco e meio? – disse Tenten, olhando a prova em suas mãos– Não acredito, que saco!
- Suas notas não eram as mais altas, mas você nunca tirou uma nota vermelha! Estude mais. Haruno Sakura... – foi até ela – Parabéns! Suas notas melhoraram muito, continue assim.
- Obrigada, professora.
- Quanto, Sakura? – perguntou Tenten, que estava ao seu lado.
- 8,5. – sorriu.
- Aff, parabéns. – sorriu, cansada – Fiquei dois pontos e meio abaixo da média. Droga...
- Eu aprendi Matemática com Itachi. Ainda tenho aulas com ele... se quiser, estude conosco. O que acha?
- Por mim, pode ser. Mas e se ele não gostar?
- Que isso, Tenten... Ele é muito legal, não vai se importar. Tenho certeza.
- Se for assim, sim. xD
Na hora do intervalo, as meninas sentaram-se nos banquinhos de uma das pequenas pracinhas da escola. Conversavam sobre assunto de garotas, já que os meninos não estavam presentes.
- Meninas, amei o uniforme de verão! – disse Ino, olhando para sua saia de prega azul-marinho.
- Eu também. – disse Hinata – Só não gosto muito dessa gravatinha... – afrouxava a peça.
- Ela que é o charme! – disse Temari – Combina perfeitamente com nossas blusinhas brancas e sapatos pretos.
- Hunpf... Pra falar a verdade, eu sinto falta dos nossos sobretudos. – disse Sakura.
- É mesmo. – concordou Tenten – amava usar aquilo...
- Agora só no inverno. – disse Temari, abraçando a amiga.
- Tema-chan... – chamou Sakura – E você e o Shika, hein? Vai dar namoro?
As meninas riram quanto Temari ficou com as maçãs do rosto violentamente avermelhadas.
- Bem... Não sei. Ele disse que queria conversar comigo.
- Isso só pode ser duas coisas – pronunciou-se Ino – ou ele vai terminar, ou ele te pede em namoro, o que é mais provável! – abraçou a amiga.
- Não sei... espero que sim, né. – sorriu – Mas eu que deveria te perguntar isso, Sa-chan. E você e o Sasuke?
- Tsch... aquele é mais enrolado do que aparenta. Eu já até perdi minhas esperanças.
- Pelo menos você está perto de quem você gosta. – disse Ino, abraçando Sakura e deitando cabeça no ombro da amiga – Meu ruivinho nem olha mais pra minha cara...
- É só uma fase, Ino-chan. Daqui a pouco vocês voltam. – consolou Hinata.
- Também não tenho esperanças.
- Ih, gente, não vamos entrar em clima de velório de novo, né? – disse Temari.
- Você fala assim porque está quase casando com o Nara. – disse Tenten.
- E você hein, Hina-chan? – falou Temari.
- E-Eu o quê?
- Ora... Ainda pensa no Naruto?
- N-Não! Quero dizer... nunca pensei.
- Aff, conta outra, Hinata. – disse Tenten – Sabemos que você é apaixonada por ele. Por que não confessa logo?
- P-Porque eu não tenho motivos!
- Toda vez que você fala nele, você gagueja...
As meninas riram, mas suas expressões de felicidade se desfizeram de suas faces ao verem três garotas se aproximarem.
- Ai, só me faltava essa... – disse Tenten, revirando os olhos.
- Olá, perdedoras. – disse Tayuya, acompanhada de Sasame e Karin – Sentiram a nossa falta durante a semana?
- Cala a boca, Tayuya. – disse Sakura, já se levantando de onde estava sentada. Ino e Karin trocaram cúmplices olhares.
- Viemos lhes fazer uma proposta.
- Proposta? – disse Tenten, cruzando os braços e sorrindo sarcasticamente.
- Sim.
- Não temos tempo pra você, Tayuya querida. – disse Ino debochadamente.
- É sério, oxigenada. – disse Karin.
- Oxigenada é a sua mãe. Meu loiro é natural, quatro-olhos. – Tayuya olhou para Karin, com a intenção de mandar-lhe calar a boca. Assim ela o fez.
- Bem, a proposta é a seguinte – disse a ruiva, sem se importar se queriam ou não aderi-la – Na verdade, é uma aposta. Se vocês vencerem o concurso do festival, nunca mais apareceremos na sua frente nem cruzaremos o vosso caminho.
- Caso contrário - continuou Sasame – ou seja, se nós vencermos, vocês terão que deixar os meninos em paz.
- O que quer dizer com deixar os meninos em paz? – disse Sakura.
- Vocês terão que parar de andar com eles.
Tenten riu irônica.
- Vocês acham mesmo que aceitaremos essa proposta ridícula?
- Se vocês não aceitarem, será pior. Nunca sairemos de perto de vocês. Pelo menos se apostarem com a gente, têm alguma chance de ganharem. E aí? O que me dizem?
As cinco amigas entreolharam-se.
_____________________________________________________________

Espero que estejam gostando...
x)
Como viram, não foi song fic como eu tinha dito.. ^^"
Mas no próximo vai ser, com certeza... Eu preparei as músicas há muito tempo, mas ainda não foi o tempo de encaixá-las.
xD

Até o capítulo IX, gente! Prometo que não vou demorar tanto assim pra postá-lo!

Ahh, um aviso! Não se desesperem! esta fic não é GaaxTen... são so casais tradicionais mesmo... E para os fãs de NaruxHina, aguardem... tenho um destinho pra eles tb :twisted: hahahahhahahaha
Vou ser boazinha... prometo
x)
E quem quiser acompanhar a minha outra fic, "Vínculos Malignos" (NaruxHina)............... :roll:

s2Kissus* no kokoro
Ja ne


Capítulos de [Naruto] Pra Sempre Amigas - Capítulo VIII

[19/04/08] Pequenos desentendimentos

[22/04/08] A bebida entra e a verdade sai...

[25/04/08] Blue Water High

[29/04/08] Fim de noite no bloco B

[05/05/08] Destino traiçoeiro

[17/05/08] Vida noturna - parte I

[30/05/08] Vida Noturna - Parte II

[02/07/08] Finalmente a bonança.

[15/07/08] Uma Tarde Diferente

[23/08/08] O Festival se aproxima


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