ANIME SPIRIT FANFICS

 

1.639 Visitantes Online

› Comunidade

Tenha um login para poder acessar todas as opções do site:


 Lembrar Login?


Cadastrar

Nova Senha

› Favoritos (7)

› Ferramentas

 Imprimir esta página

› avisos




› Divulgue

Fanfics

[Original] A Rosa entre Espinhos

Capítulo XXVII


Autor: ~JosianeVeiga

Categoria: Misc/Originais

Gênero: Ação, Aventura e Luta / Drama (Tragédia) / Hentai/Ecchi/Seijin - Yaoi/Lemon/Dark Lemon - Yuri / Mistério / Romance e Novela.

Tags: amor, paixão, assassinato, terror, fantasmas, sexo, policia, castelo, monarquia

Personagens: Mairi, Ian, Allan

Classificação: 18+

Adicionado em: 10/06/08

Comentários/Favoritos 8/7

Caracteres: 19.939

Exibições: 208

Url:

Embed:

AnimeSpirit:

Nota: Nota: 5 

 


A Rosa entre Espinhos

Capitulo XXVII

Por Josiane Veiga


Ao longe podia se ouvir o som dos trovões. O dia foi anormalmente abafado, mas agora um vento frio soprava do norte trazendo o prenúncio de uma grande tempestade. Allan tapou o rosto com a coberta e tentou dormir.

Que se danasse o tempo!

Antes de ir parar naquela maldita cela, ele amava adormecer com chuva. O sono parecia velado por anjos, ao ouvir o som divinal de pequenas gotas caindo contra o telhado, mas naquele momento, nada mais importava! Estava cansado de ter sua liberdade privada por uma injustiça! Já fazia um mês que era obrigado a acordar e viver dentro daquela cela, e pior, agüentar Steph Morris o dia todo.

Neste exato momento o investigador comia amendoim sentado numa cadeira de frente as grades de Allan. Suspirando, o loiro pensou em quando ficaria livre deste martirio.

-Se fosse para ser preso, porque não me mandaram para uma cadeia grande, onde eu não precisasse olhar o rosto deste cara? – resmungou.

-O que disse? – indagou Morris, observando o loiro.

Respirando alto, a resposta de Allan foi interrompida pelo barulho da porta se abrindo. Para ver quem chegou, o preso precisaria levantar e se aproximar das grades, mas Allan sabia que ninguém iria vê-lo naquela hora, então não via necessidade de sair do calor das cobertas. Provavelmente era algum policial que veio trocar de turno com Morris.

Aliais, o investigador parecia ter medo do loiro fugir. Passava os dias dentro da cadeia o vigiando. Ele mal conseguia conversar com Mairi ou Jane sem que o outro o interrompesse. E mesmo as frutas que Benjamin lhe trouxe, eram revistadas.

Lembrando-se do rapaz que lhe fizera uma visita, Allan franziu a testa. Seria mesmo o que estava pensando? A possibilidade era grande, mas ainda faltava algo a se encaixar. Sem ter esta certeza, não poderia falar nada!

Allan percebeu que Morris se levantou da cadeira e foi recepcionar a pessoa que chegava. Durante alguns segundos houve silêncio. Quando por fim, a curiosidade venceu o cansaço e ele abriu os olhos, encarou Ian de pé, em frente a suas grades.

-Lord McGreggor, aconteceu algum problema para o senhor vir aqui há esta hora? – indagou Morris, encarando Ian.

Mas os olhos de Ian não se desviaram em nenhum momento do rosto de Allan. O loiro então se levantou, jogou as cobertas longe e aproximou-se das grades.

-Ian, estou surpreso... – ele falou, tentando quebrar o gelo.

-Como você está?

Os dois pareciam constrangidos de estarem se vendo, após um mês inteiro de separação e nessas circunstâncias.

-Estou bem. E você? Por que veio há esta hora? - repetiu a pergunta de Morris.

Ian deu um passo em direção as grades que o separavam do irmão mais velho e postou a mão no ombro de Allan.

-Me desculpe não ter vindo antes.

O loiro sorriu.

-Não se preocupe. Entendo que deve ter sido difícil para você saber a verdade.

-Devia ter me contato antes, Allan. Eu teria entendido! Sempre quis que fosse meu irmão e teria aceitado tudo mais facilmente se ouvisse de seus próprios lábios.

-Eu sei, mas tive medo - justificou-se.

Os dois apenas tocaram-se as mãos como se um tentasse passar força ao outro. Não podiam se abraçar, pelas grades de ferro que os separavam, mas estavam muito próximos em alma. Um perdão mútuo foi concedido naquele momento.

-Mairi e eu descobrimos algo – Ian disse de repente.

O coração de Allan saltou no peito.

-O quê?

Virando-se em direção a Morris, Ian lhe mostrou uma sacola. O investigador a pegou e abriu.

-O que é isso?

-O vestido de noiva de Eleanor, uma peruca loira e um diário. Você pode me ouvir agora?

Morris estava cansado por ter passado o dia em vigília na delegacia, mas estava ardendo de curiosidade. Nem pensou em deixar a conversa para o dia seguinte.

-Claro, Milord. Venha comigo.

Encaminhando Ian até uma mesa, lhe ofereceu uma cadeira. O moreno sentou-se sobre os olhos curiosos dos dois homens.

De onde estava, Allan podia ver e ouvir tudo que diziam, mas o olhar estava fixo sobre o irmão mais novo e não sobre os objetos que o moreno trouxera. Ian estava vestido de negro, e os cabelos bem arrumados, para trás. Era um verdadeiro duque e agia como tal, tanto na graciosidade dos movimentos das mãos, quanto nos passos firmes e no rosto autoritário. Sorrindo Hatton percebeu que apesar de ser o mais velho, o título de ducado pertencia a Ian e ele nunca iria se opor a isso. Ao contrario, sentia-se orgulhoso por vê-lo daquela forma, tão firme, à presença de Morris.

-Assim que o senhor prendeu Allan, minha esposa e eu começamos a investigar por conta própria o assassinato de minha ex-noiva – começou Ian – E durante este tempo, não tivemos muito sucesso. Mas hoje à tarde, surgiu um fato novo que clareou as idéias de minha mulher.

-Que fato? – perguntou o investigador, muito curioso.

-Um comentário. Um simples comentário, mas uma frase que fez Mairi pensar sobre algo que ainda não havia sido meditado. – prossegue - Minha falecida mãe via o fantasma de Eleanor no castelo. Como fantasmas não existem, e o suposto espírito podia entrar até em quartos trancados a chave sem deixar vestígios...

-Passagens secretas! – Steph confirmou com os olhos arregalados – achava que isso era apenas uma lenda!

-Eu também pensava. Mas Mairi, minha empregada Jane e eu perambulamos pelas passagens esta tarde. Incrivelmente ela tem pontos de observação em todos os quartos do castelo, mas não são visíveis fora do túnel.

-E o que achou lá?

-O vestido de noiva de Eleanor e uma peruca loira. Alguém deixou minha mãe louca tentando se passar por minha ex-mulher. O motivo, ainda é oculto, mas quem poderia querer enlouquecer minha mãe se não o próprio assassino ou alguém ligado ao crime?

-Entendo...

-Minha mãe começou a ter as visões mais ou menos há um ano. Na verdade não tenho bem certeza da data... – admitiu Ian – Mas lembro bem que foi um pouco antes de eu ir a Londres, ver Allan.

Steph ficou vermelho. O que Ian dizia era algo que ele não podia ignorar.

-Ele podia ter um cúmplice... – tentou se justificar.

-Engraçado que eu já esperava que você usasse este argumento. Mas na época os únicos empregados fixos que trabalhavam comigo eram James e Perpetua, o mordomo e a governanta. Os dois são pessoas de idade avançada e de total confiança da família. Ninguém mais tinha autorização para passar a noite no castelo.

Steph acomodou-se na cadeira e tentou raciocinar. Durante todo aquele mês que manteve Hatton preso, pegou-se pensando varias vezes se não prendera um inocente. Não era um principiante e já vivenciara muitos assassinatos, conhecendo inúmeros matadores profissionais que se passariam por padres, mas Allan tinha uma simplicidade e bondade que contagiava a todos. O advogado tinha uma pureza no olhar, algo que nem mesmo um excelente ator consegueria criar!

-Precisarei olhar os túneis... – balbuciou nervoso.

-Está a disposição. – confirmou Ian rapidamente.

Steph começou a tamborilar os dedos na mesa de madeira escura.

-Mas isso não explica o estado nervoso de Allan Hatton durante seu casamento com Eleanor.

-Allan havia acabado de me avisar que Eleanor tinha um amante.

Morris enrubesceu.

-Mas...

-Por favor, ouça-me. Tenho provas! O diário que lhe trouxe foi encontrado por minha esposa dentro do roupeiro de Eleanor. Existe o registro de casamento e demais documentos que a família de Eleanor pode providenciar que comprovará que a letra pertence à finada. Este diário é realmente o de minha falecida noiva, tenho certeza! E nele, você constatará que Eleanor não só tinha um amante, como estava grávida dele.

-Grávida?

A pergunta veio das grades. Ian virou-se de costas a Steph e foi até Allan.

-Lamento muito, Allan. Mairi e eu já sabíamos há muito tempo, mas tantas coisas aconteceram, entre elas sua doença e a morte de minha mãe e acabamos por não lhe contar isso.

Ian encarou o irmão e percebeu que Hatton estava lívido e chocado. Uma brancura anormal fez-se em seu rosto.

-O que houve Allan? O que aconteceu?

-Meu Deus! – exclamou Allan nervoso.

Ian assustou-se com a frase. Allan parecia muito nervoso e não conseguia transferir os sentimentos as palavras.

-Ian... O assassino não quis matar Eleanor!

-Do que esta falando?

-Era o bebê! O tempo inteiro era o bebê! A vítima tinha sido a criança!

Ian arqueou as sobrancelhas.

-O que uma criança que nem havia nascido tem a ver com esse assassinato, Allan?

Mas o loiro parecia não ouvi-lo. Começou a balbuciar seus pensamentos sob o olhar espantado do duque e de Morris.

-Quando sua mãe foi envenenada, eu fiquei pensando que o assassino devia ser muito tolo para colocar tão pouco veneno no chá. Mas agora tudo é tão claro. Ele não queria matar a ninguém naquela sala, somente fazer Mairi abortar...

Ian assustou-se imediatamente. O filho podia ter morrido...

-Allan... – tentou interromper, mas o irmão continuou.

-Eu vigiei durante meses o que Mairi comia e bebia. Não falei nada a ela, porque não queria preocupá-la. Mas estava errado! Sempre pensei que quem assassinou Eleanor podia querer matar sua nova esposa por sua causa, em um ato de vingança, raiva, ou sei lá porque motivo! Mas Mairi não era o alvo. Era seu filho! – os dois herdeiros do antigo duque se encararam. O tempo parecia parar, mas foi Allan que reagiu – Vá embora agora Ian! Mairi está prestes a dar a luz e este psicopata pode estar a espreitando neste momento para matar a criança antes de nascer!

-Mas por que alguem mataria meu filho e o filho de Eleanor?

-Deixe as explicações para depois, Ian! -Allan gritou - Mairi corre perigo!

Nada mais precisou ser dito. Ian McGreggor correu em direção a saída sem dar uma única chance a Morris dizer algo. Quando a porta fechou-se, o investigador olhou Hatton. Surpreendeu-se em vê-lo chorando. Então tomou uma decisão que nunca sonhou em fazer:

-Hatton, saia dessas grades que vou abrir a cela.

-O quê?

-Se tudo que quis é verdade, você vai me acompanhar até o castelo!

-Mas você acha que eu sou o assassino! – Allan parecia não acreditar.

Morris abriu a cela e deu passagem para Allan sair.

-Não sei mais de nada. Mas vou querer ver esses túneis com meus próprios olhos. – Morris pegou o braço de Allan - Só me responda uma coisa antes de irmos: por que você hospedou lady Mairi durante meses em Londres.

A pergunta o surpreendeu. Sempre considerou que Morris o achasse assassino por causa do parentesco com Ian e não por causa de uma mulher.

-Você quer a resposta plausível ou a verdadeira?

-Qual é a plausível?

-Mairi era empregada no castelo de Ian, mas foi enganada pela falecida Lady Dorothea que a fez acreditar que Ian fosse se casar com outra mulher. Desta forma, ela foi parar em Londres e numa dessas loucuras do destino nós nos conhecemos. Eu sou um bastardo e ela uma empregada que não tinha o que comer. Por que acha que iríamos nos preocupar com algum escândalo? Pouco tempo depois Ian a encontrou e ela permaneceu em Londres porque ele cometeu um erro - interrompeu-se nervoso - um erro que não ouso pronunciar.

-Entendo... – murmurou Morris – mas e qual é a resposta verdadeira?

-Eu a amo.

Fazendo um gesto afirmativo com a cabeça, Morris compreendeu ali muitas coisas.

-Por que não se casou com ela então?

-Mairi ama Ian. E Ian a ama também.

-A vi seguidas vezes nesta prisão, Sr. Hatton, e não creio que ela nada sinta por você.

-Oh, ela me ama também – Allan se corrigiu – mas seu amor é fraternal e não o amor de uma mulher. Neste ponto, ele é único a Ian.

Surpreendido pela confissão, Steph largou o braço de Allan e foi até a mesa do delegado. Pegou um chapéu e uma capa negra.

-Vamos embora Hatton! Vamos descobrir enfim a verdade.

E os dois saíram porta afora, atrás de Ian que já devia estar a caminho do castelo de York.

ººººººººº


A hora do jantar já havia passado e até agora nenhum dos empregados a havia chamado para comer.

Era estranho!

Apesar de ela saber de alguma forma que não conseguiria engolir nada enquanto não visse o rosto de Hatton entrando pela porta, não havia comunicado a nenhum dos servos. Como eles podiam saber que ela não iria jantar? Na época em que era empregada, jamais deixaria algo assim acontecer. Nem Perpetua! Onde estava a governanta que não tomara providências?

-Deixe de bobagens, Mairi – recriminou a si mesma pelos pensamentos tolos.

Na verdade estava tão preocupada com a demora de Ian que tentava pensar em outras coisas e até em pequenos problemas domésticos como um jantar atrasado.

Por fim, resolveu se levantar e ver o que acontecia. A barriga atrapalhava até mesmo deixar a cadeira, e as dores que havia sentido antes apenas a deixaram receosa.

-Foi apenas uma contração... – murmurou baixo.

Mas também havia tido uma contração durante a tarde e outra conversando com Jane. Será que o bebe iria nascer? Mas pelos seus cálculos, ainda tinha pelo menos duas semanas antes de parir. Não podia ter tanto azar de entrar em trabalho de parto logo quando Ian e Allan não estavam presentes.

-James! – gritou assustada quando outra contração começou.

Não queria assustar o velho senhor e nem Perpetua apenas por uma ou outra dor que vinha, mas agora já estava assustada.

-James! – repetiu chegando à porta da biblioteca.

Silêncio.

Onde podia estar o mordomo?

-Perpetua!

Tentou mudar de estratégia, mas mesmo assim não ouve resposta. Lágrimas formaram-se nos seus olhos. Nunca, em toda a sua vida, sentiu-se tão fragilizada.

Um barulho na janela quase a fez saltar, mas era apenas o vento batendo. Então sobre sua cabeça um estrondo ocorreu. Uma tempestade! Agora além do medo de ganhar o filho completamente sozinha, também começou a se preocupar com Ian. O marido estaria sobre a forte chuva?

Tentou caminhar até as escadas com o intuito de chegar ao quarto e deitar na cama, mas no momento em que colocou a mão no corrimão, a luz apagou. Parada na penumbra, o suor frio escorreu por sua pele.

-Mairi...

O gemido que chamou seu nome foi dito tão baixo que ela sentiu-se limitada por não reconhecer a voz.

-Quem esta aí? – gritou em pânico.

Mais silêncio.

Virando-se para a direita, viu um pequeno feixe de luz. Uma vela não havia se apagado. Caminhou lentamente até ela, e a pegou. Uma mão segurava a luz com tanta força quanto à outra, pousada sobre a barriga.

Mais uma contração e a mulher arqueou. O que Allan havia dito mesmo para ela fazer quando começassem as contrações? Não conseguia lembrar-se do assunto discutido ainda no segundo mês de gestação, em Londres.

-Respirar pausadamente... – lembrou subitamente.

Então começou a respirar fundo, mas o tremor de todo o corpo a sacudia tão forte que a simples tarefa parecia impossível.

Um pequeno tilintar de um vidro se quebrando ecoou em seus ouvidos. Rapidamente focou a vela em direção a escada. Nada! Mais um som e ela notou que o barulho vinha de cima.

-James! É você?

Nenhuma resposta.

Mordendo o lábio inferior ela tentou ganhar coragem. Era uma noite chuvosa, estava numa mansão de séculos, ganhando um bebê! Tudo podia ser desculpa para ela sair correndo dali e se refugiar em algum lugar. Mas então a lembrança de Allan sendo preso, de Ian sendo durante quase dois anos difamado de assassino, de Dorothea morrendo envenenada, chegou a sua mente. Não! Aquela era sua casa! Seria o lugar que veria seus filhos crescerem... foi ali que fez amor de verdade com Ian pela primeira vez!

Segurando a barriga, ela começou a colocar um pé na frente do outro.

-Coragem! – murmurou para si mesma.

Quando, a muito custo, conseguiu terminar de subir as escadas, estava exausta. Tirou a mão do ventre e limpou o suor da testa. Mas mais uma vez o sangue congelou. Um passo abafado se aproximou dela. Levantou a vela à esquerda, de onde o sinistro som vinha. Gritou afobada.

-Calma, Milady...

-James!

Foi até o mordomo e o abraçou. Foi quando notou que ele sangrava.

-O que aconteceu?

-Precisa fugir desta casa, minha senhora. Vá agora! Eu vou tentar impedir...

-Impedir o que James?

As lágrimas que a tanto custo tentava segurar, começaram a descer por sua face.

-Seu filho corre perigo...

Nada mais precisava ser dito. Ao soltar o braço do velho, ele caiu ao chão. Segurando um gemido apavorado, Mairi virou-se em direção a escada. Mas havia alguém lá, e nem a luz da vela permitiu enxergar o rosto.

Sem saída, pediu perdão a Deus por abandonar o velho mordomo e começou a correr para o outro lado. Entrou no primeiro quarto que encontrou a porta aberta. Era o quarto de Eleanor...

A janela estava aberta, e o vento juntamente com a água da chuva, adentrava. Paralisou totalmente. Nem o medo, nem a dor que intensifica no ventre, a fez reagir. Iria morrer da mesma forma que a falecida Milady que sempre lhe sorria.

Um líquido quente começou a escorrer por suas pernas. Assustada ela levantou um pouco a saia e viu o sangue. A bolsa estourara. Que destino infeliz!

Um chute violento na porta que ligava o quarto aos túneis, escancarou a passagem. Mairi ficou de costas a janela e de frente para a porta da passagem secreta.

-Quem é você? O que quer? - gritou

O vulto alto apenas se aproximou. Então seu rosto ficou visível à luz da vela.

-Você? – ela se surpreendeu.

Mairi percebeu que lágrimas corriam dos olhos da pessoa a sua frente.

-Por quê? Responda-me! Por que você fez tudo isso?

Um estrondo ensurdecedor ecoou. Um relâmpago iluminou o quarto e os soluços de Mairi completaram a cena. O corpo sacudiu-se em um espasmo e a dor da contração se tornou mais forte.

-Você matou Eleanor?

-Matei – a resposta era como uma garra estraçalhando o coração.

-Por quê?

-Pelo mesmo motivo que você deve morrer...

Continua...


Capítulos de [Original] A Rosa entre Espinhos

[03/12/07] Introdução

[12/12/07] Capitulo I

[17/12/07] Capitulo II

[24/12/07] Capitulo III

[30/12/07] Capitulo IV

[07/01/08] Capitulo V

[14/01/08] Capitulo VI

[21/01/08] Capitulo VII

[28/01/08] Capitulo VIII

[06/02/08] Capitulo IX

[11/02/08] Capitulo X

[18/02/08] Capitulo XI

[25/02/08] Capitulo XII

[03/03/08] Capitulo XIII

[10/03/08] Capitulo XIV

[17/03/08] Capitulo XV

[25/03/08] Capitulo XVI

[31/03/08] Capitulo XVII

[07/04/08] Capitulo XVIII

[14/04/08] Capitulo XIX

[22/04/08] Capitulo XX

[28/04/08] Capitulo XXI

[05/05/08] Capítulo XXII

[10/05/08] Capítulo XXIII

[16/05/08] Capítulo XXIV

[26/05/08] Capítulo XXV

[03/06/08] Capítulo XXVI

[10/06/08] Capítulo XXVII

[18/06/08] Capítulo XXVIII - Final


Faça seu Comentário

Login

Para ter acesso a todas as funções disponíveis na AnimeSpirit, é necessário que você esteja cadastrado na nossa Comunidade e esteja logado no sistema. Utilize o formulário abaixo para efetuar seu login:




Lembrar Login?


Parceiro: Hyrule Legends - FanFic Parceiro: Nyah&--33; Fanfiction

Melhor visualizado em: 1024 x 768 pixels
Navegador: I.E. 7.x, Firefox 2.x ou Opera 9.x

XHTML 1.0 CSS 2.0 Firefox Brasil PHP Postgre SQL
AnimeSpirit - Fanfics
http://fanfics.animespirits.net
Parte integrante do Portal AnimeSpirit © - Copyright 2001-2008
O AnimeSpirit, em seus termos e regras de cadastro, salienta que somente aceita trabalhos de fans, originais e autorizados. Por isto não responsabiliza-se por quaisquer conteúdos irregulares dos usuários, devendo tais conteúdos serem reportados!