A Rosa entre Espinhos
Capitulo XXIV
Por Josiane Veiga
Nota da Autora: Com o sucesso que a REE está fazendo, muitas pessoas solicitaram uma história com Allan Hatton. Estando eu totalmente sem inspiração, tive a grata surpresa ao saber que a autora do fanfic "Guardians", minha amada Lucy resolveu se incumbir de criar o presentinho para as fãs de Allan. Agradeço pelo presente, Lucy. Na comunidade "A rosa entre espinhos" do orkut vocês poderam ler o primeiro fanfic baseado no meu original! Muito obrigada pelo carinho E leiam, vao amar Lucy foi muito fiel ao Allan
Link: orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=50121937&tid=2599225056951092835&start=1
Tambem quero agradecer a Petit Angel pela campanha: Allan Hatton, eu vô! Hehehe.. adorei o fanart obrigada Mel, minha amada Se vocês quiserem conferir, esta a imagem esta no link:
http://img158.imageshack.us/my.php?imageallaneuvocpiamz6.jpg
Aproveitando tambem aviso que a REE nao terá mais dia certo para atualização. Vou postando conforme a inspiração vir vindo, pois estava me estressando muito com a responsabilidade de sempre escrever e postar as segundas
Um agradecimento especial a todas as leitoras Fiquem com Deus e divirtam-se!
Josie-chan!
O prenúncio de que algo ruim acontecia era claramente demonstrado pela natureza. De certa forma, o vento chorava a prisão injusta de Allan e a neve era como um lenço que secava suas lágrimas. E como não sentir pena de alguém como aquele loiro? Mas devia ela ter compaixão?
Não! Perpetua não devia se compadecer de ninguém, sendo que durante toda a vida, poucos foram aqueles que a olharam com piedade. Mesmo nos momentos mais difíceis, ela era apenas a empregada, jogada ao canto.
Bom...devia admitir que nem todos a trataram assim. Dorothea nunca lhe quis mal! Mas agora a amiga estava morta... e tudo por culpa da teimosia da menina que ela gostava como se fosse uma filha.
Pegando o grosso casaco de lã, ela cobriu o vestido do mesmo tecido. O inverno estava mais rigoroso aquele ano. Mal podia esperar para que a primavera despontasse.
-Você demorou – ela disse para a figura que se aproximava rapidamente.
-Deus! O que houve? Allan Hatton foi preso!
O tom da voz da pessoa que se cobria com uma capa negra era claramente nervoso. Perpetua olhou para as mãos da figura. Notou que tremiam. Ela fechou os olhos pesadamente e suspirou.
-Ele é o filho de Ellen Hatton.
Por alguns segundos, a figura nao se moveu. Quando por fim falou, parecia aflito.
-Hatton é um sobrenome muito comum. –se desculpou - Só por isso não percebemos nada antes. Notou que pedimos a ele para fugir com Mairi? Seria trocar o seis, pela meia dúzia – falou irônico.
-Sim... – Perpetua concordou movendo a cabeça.
-Ele é irmão de Ian e... – a voz ficou terna.
-Pare! – ela interrompeu a outra pessoa energicamente. – temos uma missão a cumprir e você esta colocando sentimentos tolos em primeiro lugar. Hatton ter sido preso foi algo positivo. Esperamos que ele não fique lá por muito tempo, mas já que está lá, ficaremos livres para colocar o plano em prática.
-Está esquecendo de Ian.
-Ian é outro tolo! Esta se sentindo traído por Mairi e Allan. Quando ele deixa seus sentimentos o dominarem, fica cego. É igual ao pai...
Então Perpetua respirou pesadamente, como se algo no passado a fizesse voltar a lembrar do antigo duque. Ela virou-se de costas a figura e caminhou até uma árvore. Agradeceu aos céus por já ser noite e ninguém poder ver suas lágrimas. Fora há tanto tempo, mas ainda doía...
-Por favor, não sofra mais – a pessoa aproximou-se e a abraçou por trás. – faço qualquer coisa para que não tenha mais que lidar com o que já passou. – disse misteriosamente – aliais, já fiz... –completou beijando o topo da cabeça da mulher.
Virando-se de frente ao vulto, ela permitiu-se ser abraçada.
-Amo você – murmurou tão baixo que a outra pessoa praticamente não ouviu.
-Também lhe amo. Sabes disso, não?
-Sim, eu sei. Isso tudo um dia irá acabar! –ela profetizou.
Sentiu contra o rosto, o coração da figura batendo mais rápido.
-É uma promessa? – o vulto lhe perguntou, sensibilizado.
-Sei que sofre com essa situação, mas tudo terá um fim.
-Tudo que eu queria, era ir embora... Nós dois... e nunca mais lembrar de nada.
-É impossível. Conhece toda a história. Sabe tão bem quanto eu que tudo que eu desejo era poder viver ao seu lado, mas não podemos. Não ainda!
O vulto pareceu um tanto contrariado. Afastando-se do corpo da governanta, virou-se de costas e se preparou para ir embora. Mas a mão dela, na sua o fez parar um instante.
-Não ame Allan... –ela pediu num murmuro.
Foi uma frase tão estranha, tão difícil de entender. Mas entre eles os pensamentos eram tão claros, tão profundos. O vulto sabia exatamente o que ela queria dizer.
-Ninguém manda no próprio coração.
E saiu. Perpetua ainda ficou alguns minutos parada no meio do bosque, olhando o vazio.
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Mairi estava exausta. Não dormira nem por um minuto durante a noite e agora andava de um lado para o outro, esperando o sol nascer. As mãos nervosas contorciam o vestido e ela segurava um choro que estava a asfixiando.
A única coisa que a aliviava era ouvir o barulho do outro lado da porta de ligação. Da mesma forma que ela, o marido Ian não descansara. Ouvira seus passos, escutara sua respiração e percebera que ele passou a noite em claro, perambulando pelo quarto.
Sentia pena de Ian, mas também raiva! Ela daria a vida para ser irmã de Allan. O amigo era leal, bom, gentil, companheiro e sincero. Qualidades tão indispensáveis em pessoas inesquecíveis. E Ian, ao invés de agradecer aos céus pela honra de ser irmão de alguém assim, ficava irritado. Mairi entendia que ele se sentia traído, mas não podia aceitar o fato de que ele nada fizera para evitar a prisão do loiro.
Pousando a mão no ventre muito avantajado, percebeu que o filho também estava intranqüilo. Assim como a mãe, a criança não parara de se mexer à noite e durante alguns minutos até a chutara, como se implorasse por descanso.
Naqueles momentos, a mulher deitara na cama e tentara repousar, mas era impossível. A friagem era tão intensa e ela não podia deixar de pensar em como Allan estava passando a madrugada. Sentia frio? Resolvendo ser prática, ela foi até o outro quarto.
Pegando uma mala, colocou dentro dela as mais quentes roupas de Allan, e um cobertor felpudo foi parar em cima da bagagem. Já se preparava para ir até a cozinha ver se algum empregado já estava de pé, para a ajudar a levar os pertencer de Allan até a carruagem dos McGreggors, quando Ian entrou no quarto.
Mairi tomou um susto, mas afinal, não estava fazendo nada de errado, então apenas encarou o esposo.
-Aonde você vai? – ele perguntou a ela.
-Vou levar essas coisas ao seu irmão! Irmão este que você virou as costas!
As palavras eram carregadas de rancor, mas ela não se impediu. Precisava descarregar a raiva, ou poderia até desmaiar. Preparou-se para Ian começar a gritar, mas o viu caminhando até a cama e sentando-se sobre ela.
Ele era apenas um homem, ela percebeu. E um homem triste, que perdera a confiança no melhor amigo. Sentia vontade de ir abraçá-lo, pousar seus lábios sobre os dele e amá-lo. Mas isso estava fora de alcance, pois agora existia um murro os dividindo.
-Ele só quis protege-lo da dor, Ian... – se viu balbuciando.
Ele a olhou.
-Quantos anos passei do lado de Allan...-ele parecia recordar - Os natais e outros feriados em que meus pais me deixavam mofando naquele internato – seus olhos se tornaram frios novamente – você não pode entender o que sofri achando que era sozinho no mundo. E Allan viu tudo! Quantas vezes eu disse a ele que queria ter um irmão. E ele sabia quem era! Mairi, entenda que se ele tivesse me dito durante a infância que nos dois tínhamos o mesmo pai, eu teria tido uma vida diferente. Não sentiria este maldito complexo de inferioridade e esta carência inexplicável... porque eu teria alguém...
Sabendo estar diante de uma confissão, Mairi aproximou-se do moreno. Os braços se levantaram e ela o abraçou.
-Não posso justificar o silêncio de Allan. Mas sei que o amor dele sempre foi para você. Allan abdicou de várias coisas por você! Ele daria a própria vida por sua causa.
-Abdicou? –ele repetiu com a boca encostada no cabelo dela – você, por exemplo? Sei que ele a ama.
-Ian, Allan e eu não nos amamos da maneira que o mundo considera o amor. Nosso sentimento é algo mais complexo. Eu não conseguiria explicar. Mas o que sinto por ele não é o mesmo que o que sinto por você.
-Eu sei...
-Steph... –ela começou
-Morris é um imbecil! – Ian a interrompeu – não se preocupe, pois eu jamais acreditaria nas mentiras que ele disse.
-Morris está obcecado em descobrir o assassino e se sente incompetente por não o ter pegado ainda. Acho que prender Allan é uma maneira de aliviar a própria consciência.
Movendo a cabeça demonstrando que concordava com a esposa, Ian ainda completou:
-E enquanto isso o verdadeiro culpado permanece impune.
Encostando a testa no queixo no marido, Mairi agradeceu aos céus por Ian ter se acalmado. Como ela o amava! Morreria por ele e sofria tanto quando ele não compreendia certas circunstâncias.
-Por favor, venha comigo visitar Allan.
-Prometo a você que vou ver Allan, Mairi... Mas ainda não. Ainda não estou pronto.
Apesar da negativa, as palavras dele a animaram. Estava muito orgulhosa de Ian, pois ele claramente estava amadurecendo.
-Amo você – ela disse, beijando-o.
Mais tarde foi o próprio Ian que a ajudou a levar a bagagem até a carruagem. Abraçando a esposa, ele ainda lhe prometeu contratar um advogado para libertar o irmão mais velho.
-Diga a Allan que irei vê-lo assim que conseguir engolir essa historia de irmão mais velho. –ele disse sorrindo.
Foi um alento ao coração dela.
Quando a carruagem sumiu no horizonte, Ian voltou-se para o castelo. Surpreso notou Annie Webster o observando. Com tudo que acontecera, acabou esquecendo dela e de sua mãe.
-Annie! Creio estar sendo um péssimo anfitrião, não? – disse sorrindo.
A boca dele, curvada naquele doce riso fez o coração da loira fraquejar. Ian era tão lindo. Tão doce e enigmático. Um sonho de marido.
-Não se preocupe... – ela foi até ele e pousou as mãos enluvadas em seu braço – eu sei dos problemas enfrentados por você. Reconheço que foi uma péssima hora para visitas, mas minha mãe esta se divertindo tanto visitando algumas pessoas conhecidas em York que não tive coragem de lhe pedir para irmos embora.
Ian começou a caminhar com a bela mulher do seu lado. Foram em direção a sala onde estava sendo servido o café da manhã.
-Por favor, aproveite a estadia aqui. – a ajudou a se sentar – não se sinta mal pelos meus problemas. Nossas famílias são amigas há anos e espero que possa aproveitar seu passeio antes da temporada da primavera em Londres.
Sorrindo, Annie cortou um pedaço de alguma fruta que se encontrava no prato. Estava tão eufórica pela presença de Ian que provavelmente comeria uma cascavel pensando se tratar de algum manjar dos deuses.
-Você sempre levanta cedo? – Ian perguntou, puxando assunto.
Era obvio que Annie nunca levantava naquele horário, mas ouvira os passos de Mairi e Ian no corredor. Correndo se arrumou e viu a mulher dele saindo na carruagem.
-Ocasionalmente – ela respondeu – mas vi a sua senhora indo a cidade cedo. Pena que não acordei antes, pois poderia acompanhá-la. Foi fazer compras?
Atirou a isca. Ian cairia?
-Não. Foi ver Allan.
Caiu!
Fingindo-se de chocada, Annie tocou as mãos dele com a sua.
-Ouvi os empregados comentando sobre o que ocorreu ontem à noite. Como se sente Ian? Imagino que saber que seu melhor amigo tenha assassinado Eleanor deva doer muito.
-Allan não matou ninguém! – disse o duque ríspido. –É meu irmão! – completou.
De repente notou que estava se sentindo orgulhoso por ter Allan de irmão! Observando Annie percebeu que ela ficara abismada, mas não se importava.
-Mesmo assim, sua esposa devia estar aqui e não lá... – sugeriu baixo.
Ian a encarou um tanto aborrecido com a observação. Annie e ele não eram assim tão amigos para trocar este tipo de comentário.
-Mairi gosta muito de Allan.
-Mas onde está a lealdade dela?
A conversa começou a ir para um lado que o incomodava. Annie não percebia isso?
-Onde estaria se não do lado do homem que a salvou, cuidou dela e sempre a protegeu? Sinto-me orgulhoso de ter uma esposa que é grata o suficiente para não abandonar o melhor amigo num momento destes.
Inferno! Por que tinha que amar um homem daqueles? Perguntou a si mesma. Se Ian fosse um pouco menos confiante, poderia jogar alguma palavra venenosa nele e a possibilidade de destruir aquele casamento ridículo era mais forte. Mas não! Ele tinha uma absurda certeza das circunstâncias que envolviam Allan e Mairi. Era impossível lutar contra isso! Mas ela não desistiria assim!
-Você merecia uma mulher que ficasse do seu lado o tempo todo. A lealdade de uma esposa deve ser para com o seu marido.
Havia algo implícito naquelas palavras. Talvez fosse a maneira como a voz de Annie se tornara pastosa, ou como seus cílios bateram apressadamente. Poderia ser também a maneira como ela apertou a mão de Ian. Seja como for, por alguns segundos, o jovem duque de York olhou a loira de olhos sedutores a sua frente. Quando por fim a respondeu, sua voz era firme.
-Lady Webster, tenho muitos defeitos, mas a infidelidade não é um deles. Com licença.
E sem mais nenhuma palavra ou reação, levantou-se e saiu da sala, deixando Annie sozinha.
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Fora uma noite infernal! Allan era o tipo de pessoa que sentia frio em pleno verão. Vivia reclamando do castelo de York, que era bastante aquecido, mas nada se comparava à noite de frio que passou naquela cela úmida, na pequena delegacia de Yorkshire. E a companhia, que, diga-se de passagem, não era das melhores, contribuiu e muito para que sua raiva estivesse sobremodo grande.
-Diga-me Hatton – provocou Morris, que comia um pedaço de bacon, sentado na escrivaninha do delegado – você acreditava mesmo que seu plano perfeito poderia ser desvendado.
De pé, naquele cubículo, Allan tinha as mãos nos bolsos e a postura ereta. Sabia que devia se controlar e não xingar Steph com todos os palavrões que conhecia. Suspirou e tentou pensar em algo bom. Mairi...
Se ficasse preso durante um bom tempo, perderia o nascimento do afilhado. Quem iria segurar a mão dela no parto, ou fazer companhia a ela durante o tempo em que a esposa de Ian se restabeleceria do nascimento do bebê? E quem ensinaria o menino a andar a cavalo, quem leria Scott para ele e o ajudaria a entender que Wilfred era um grande homem em ter duas mulheres?
Ian faria isso...
Encostou as costas na parede e tentou imaginar a vida sem Ian. Nunca mais as palavras carinhosas ou a cumplicidade do irmão... É, seria difícil!
-Allan!
A voz doce e límpida de Mairi o fez abrir os olhos. Era praticamente invadiu a delegacia e correu até a grade. Ele também foi até ela. Deram as mãos.
-Que cena linda... – ironizou Steph – Uma pena que Lord Ian não perceba o tipo de esposa que tem!
-Cale esta boca, Morris – esbravejou Allan – saiba que você não pode tratar Mairi assim. Se continuar com isso, verá que existem leis para pessoas desprovidas de bom senso como você – ameaçou.
-Não se importe com ele – Mairi disse ao amigo, colocando a mão para dentro da cena e encostando-a em seu rosto. – como você esta?
-Muito mal... Nunca pensei que algo assim aconteceria comigo.
-Eu sei, meu amor... – ela murmurou, evitando que Morris ouvisse. – Allan... Ian vai contratar um bom advogado e vamos tirar você daqui.
-Ian?
-Ele pediu para dizer a você que assim que a raiva passar, virá vê-lo. Ele sabe que você é inocente!
Ele olhou-a incrédulo.
-Está dizendo isso para me animar...
-Não. Ian e eu conversamos sobre você hoje de manhã. Fique tranqüilo, meu querido. Não vamos abandonar você.
Allan sorriu e encostou a sua cabeça na grade. Mairi fez o mesmo e ambos ficaram com as testas encostadas.
-Mairi, existe a chance de eu ser enviado para a prisão em Londres. Apesar de Newgate ter sido demolida no século passado, as novas prisões não são tão melhores assim para que eu queira sua visita lá.
-Não vou abandoná-lo! –ela disse enérgica.
-Não quero que coloque seus pés em alguma prisão!
-Se for mandado para o Novo Mundo, irei atrás! – ela praticamente gritou – e não ouse me retrucar! Estou com os nervos a flor da pele e se me retrucar, vou quebrar essas grades e bater em você.
Ele riu com gosto.
-Vai me bater como? Com esta barriga enorme?
-Minha barriga é um charme – ela mostrou-lhe a língua e então mudou de assunto. – trouxe roupas e cobertas para você.
-Aproveite e traga um forno para que eu possa entrar dentro.
-Não seja ranzinza. Esta situação é provisória. – tentou ser otimista.
-Tenho medo Mairi... medo de ficar preso... medo de que algo de ruim aconteça com você.
-Vou me cuidar, não se preocupe. Estou de olhos bem abertos. Você tem que ficar tranqüilo. Um dia eu confiei em você Allan, e não me arrependo. Preciso que confie em mim.
-Eu confio.
Hatton sorriu e uma covinha apareceu em sua bochecha. Adorável! Ela não pode se conter, olhou para ver se Morris os observava, e vendo-o com a cabeça baixa, comendo, aproximou-se da grade e disse num sussuro:
-Eu amo você...
-Também amo você. – Allan respondeu com um olhos úmidos.
-Sua família está com você - ela confirmou emocionada.
Quando Mairi foi embora mais tarde, o deixou pelo menos confortável e aquecido. O coração também estava tranqüilo. Mal podia esperar para ver Ian!
Continua...