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› Autor: ~Shizuru-san
› Gênero:
› Tags: Escola, briga, ciume, Naruto, Plano
› Personagens: Konan, Hinata, Ino, Sakura, Tenten, Neji, Itachi, Sasori, Pein, Naruto, Sasuke, Kurenai, Sasami
› Classificação: 18+
› Adicionado em: 12/05/08
› Comentários/Favoritos 11/16
› Caracteres: 34.101
› Exibições: 598
Nota:
N/A: Dattebayo!! XD
Bom, meus amados leitores, vocês que continuam a perder tempo com isso, meu muito obrigada! ^^ Estou então agradecendo a todos os comentários e a todos os favoritos. Eu sei que demorei um pouco, mas é que eu raramente entro na internet fim de semana, agora só entro mesmo a noite, e ainda estou escrevendo outras duas fanfics - em breve disponíveis para vocês ^.~
E pra piorar hoje minha net está horrível. - mesmo agora, há chances dela cair e me deixar na mão... De qualquer forma, cá estou eu, com mais um - muito longo - capitulo de Entre Casos e Acasos. [ alguém notou que isso parece nome de novela mexicana? ] Não prometo nada de espetacular nesse capitulo. Mas agora as coisas se iniciam... [ok... enrolei por 11 paginas de word. admito -_-" Gomenne ^^"]
Então, vamos à fic!!
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Narração
-Falas
"pensamentos"
(comentários idiotas da autora)
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Pequeno Glossário pra melhor entendimento da Fic (não que seja preciso masss...
"Banchou" = "íder de gangue"
"Obaa-chan" = "Vovó / velhota / coisas relacionadas"
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-NÃO!! Eu não quero ir! Não podem me obrigar... – Hinata esperneava, segurando com força em uma estante do dormitório das amigas.
-Claro que podemos. – Disse Ino, com um sorriso malvado nos lábios. – Meninas, peguem ela!
E com a ordem da loira, as outras três se atiraram pra cima da jovem Hyuuga, fazendo-lhe cócegas e obrigando-a a soltar. Uma vez que ela já não estava mais agarrada ao móvel, tudo o que tinham que fazer era levá-la até a festa. Já o que fariam depois disso, nenhuma delas sabia dizer. Muito provavelmente, tal pergunta nem sequer havia passado por suas cabeças. Não que de fato importasse. Estavam bêbadas demais para se importar. Todas elas, menos Hinata, que parecia ser a única pessoa em todo o prédio sensata o bastante para não se entregar à bebida.
Sob protestos, a garota de cabelos escuros foi levada até o 3° andar, onde a festa ocorria. Logo que alcançaram o ultimo degrau, já podiam ver as pessoas, no que parecia ser uma rodinha em torno de uma atração qualquer. Elas se aproximaram, completamente alheias ao que realmente acontecia, ignorando o fato de Lee estar inutilmente tentando socar Neji, Naruto ter sangue saído de sua cabeça, Deidara apresentar um olho arroxeado e os irmãos Uchiha em algo que parecia a dança de acasalamento do pavão imperial (bêbados brigando é uma maravilha >_<”). As garotas apenas seguiam os estímulos sonoros, e no caso, uma musica um tanto agitada servia de fundo à pancadaria. Tenten foi a primeira a começar a dançar, logo seguida por Ino. Sakura foi à próxima, enquanto Temari acabou ganhando de presente uma garrafa de cerveja de um desconhecido, pouco antes desse ter seu estomago golpeado com um pé que a loira não pode reconhecer.
Mas os olhos sóbrios e perolados de Hinata estavam atônitos, perante aquela confusão. A garota, que até então se ocupava em impedir suas amigas de serem acertadas pelos golpes pouco certeiros dos brigões, finalmente avistara o causador de todas as confusões, embora ela só o pudesse culpar por ela estar ali. Se não fosse por ele, as meninas jamais teriam cogitado ir praquela festa, menos ainda vestidas daquela forma. Ela não sabia, mas se não fosse por ele, a briga também não teria começado. E ela parou, feito uma estatua abobalhada, ao lado da distraída Tenten, que dançava próxima a um certo Sasori cheio de segundas intenções. Os olhos da Hyuuga vidrados na briga dos loiros, e uma imensa preocupação apertou-lhe o peito, ao ver sangue escorrendo próximo ao olho de seu amado.
Sasori fora um dos poucos a reparar na chegada das garotas, e como garotas são sempre melhores do que brigas, ele tratou de apagar seu rival, e se dirigiu até as cinco. Escolheu de forma aleatória, a que lhe parecia mais ‘suscetível’ a suas investidas e pretensões, e optou pela garota de cabelos castanhos, que lhe pareceu a mais bêbada entre todas. Não que ele precisasse sair com garotas bêbadas, mas ele sempre achou divertido assim. Elas costumavam fazer tudo o que ele ordenava, como se fossem bonecas controladas por ele. Er quase uma tara, essa coisa de poder sobre os outros, principalmente as mulheres. Era como ele dizia, a arte perfeita. Tenten não era dentre elas a mais bêbada, mas estava longe de estar sóbria. Poderia aceitar suas brincadeiras em um agradável grau de consciência, e ele gostava de deixar boas recordações. E no pior dos casos, ainda havia a bela garota que a acompanhava, puxando-a para fora da mira dos duelistas.
Então a atenção de Neji foi desapertada para aquele ponto, onde sua prima e sua namorada estavam. Onde também estava o ruivo intrometido. Lee tentava inutilmente acerta-lhe, enquanto esse apenas se desviava. O garoto estava bêbado, e o jovem Hyuuga não tinha intenções de bater no amigo, embora este se declarasse seu maior rival. Não eram rivais. Lee jamais o alcançaria, nunca seria bom o bastante para lhe vencer. Nem mesmo conseguia acertar um golpe, um único soco. Francamente, Lee era quase patético. Eu disse quase?
Mas então Deidara socava Naruto, que era observado por Hinata, que segurava na alça do pijama de Tenten, que era alvo das investidas de Sasori, que era fuzilado com os olhos por Neji, que se desviava dos golpes de Lee, que em certa hora chutou um abajur, que acertou Naruto, fazendo este cair e impelindo assim o golpe de Deidara para frente, acertando Hinata. Ou quase isso...
-Hinata!! – Neji gritou, ao perceber o punho de Deidara se aproximar perigosamente da prima.
Ela se esquivou, com uma incrível precisão. Mas seu primo acabou abrindo a guarda, recebendo um belo gancho de Lee, que o fez cuspir sangue.
-Chega! – Disse Pein, com voz firme, porem calma. E todos pararam.
-Será que dava pra vocês calarem a boca? – Foi Gaara, chegando.
-Neji!! – A pobre Hinata finalmente notara o primo, embasbacado pelo soco que levara, ainda a fitá-la.
Ela correu até ele. Tenten ainda levou cerca de alguns segundos até entender o que havia se passado, e então correr até eles também. Um fio de sangue corria da boca do garoto, e Lee o olhava com uma expressão assustada.
-N-neji? Tudo bem? – perguntou o garoto de largas sobrancelhas, um pouco receoso.
-Hum... Que pergunta é essa? Acha que esse soco de moça machuca alguém? Cai na real Lee, você tem que melhorar muito pra chegar a ser ruim. – ele disse, em um leve tom de gozação.
-Oun!! Neji-kun... Machucou? – a pergunta vinha de uma Tenten trebada – Quer beijinho pra sarar, quer?
-Não, não quero, Tenten. – disse ele, seco. – O que vocês estão fazendo aqui? Não iam praquela festa do pijama? – ele parecia um tanto irritado agora.
-Yare yare... Eu é que pergunto, o que estão fazendo aqui? – Kakashi havia chegado, e agora fitava os alunos, sem grande empolgação.
Devia estar decepcionado, provavelmente. Ele sempre foi bem liberal em certos aspectos, esperando que seus alunos tivessem mais responsabilidade assim. Pelo visto, não dera muito certo. Pelo menos três ali sangravam, mesmo que pouco. Outros tantos traziam algum tipo de hematoma. Ele não se importava muito, mas havia chegado ali tempo o bastante para acompanhar os últimos acontecimentos. Eles quase acertaram uma garota inocente. Haviam passado dos limites.
Hinata abaixou a cabeça. E foi seguida por muitos outros, embora ela fosse visivelmente a mais abalada. Culpava-se pelo que aconteceu, principalmente com Neji. Sabia que não tinha culpa de tudo, mas era a culpada por ela e suas amigas estarem ali. E alem de tudo, agora ela jamais conseguiria se declarar. Não que ela tivesse real intenção de fazê-lo na festa. Então ela pode ouvir uma voz quebrar aquele silencio constrangedor.
-Kakashi-sensei, Foi mal aê. Esses problemáticos beberam demais, mas não teve nada muito sério. Deixa passar essa, e eu me responsabilizo pelos danos.
-Hmm. Sinto muito Nara, mas se eu não levar um culpado pra Tsunade-sama, ela não vai ficar feliz. Além disso, quase machucaram uma aluna que não tem nada a ver com as diferenças de vocês. – Kakashi ponderou. Não tinha real interesse em punir alguém.
-Então eu vou! – Era a voz inconfundível de Naruto. Hinata suspirou. – Eu assumo a culpa, explico o que aconteceu pra obaa-chan. Dattebayo!
-E chamar ela assim vai resolver muito, cabeça oca! – Foi à vez de Sakura suspirar, quando Sasuke falou.
-Yare. Acalmem-se. Façamos o seguinte, vocês limpam essa bagunça e tratem de dormir. Amanhã veremos o que fazer quanto a isso. Naruto, Neji, Lee, Deidara e Hinata, eu quero vê-los na minha sala amanhã depois das aulas.
-Mas foi o cara-de-pirulito que começou tudo! – apontou Naruto.
-Não foi não! Você que veio me socando. – Tobi defendeu-se.
-E acabou ME acertando, seu baka. – confirmou Deidara.
E a discussão reiniciou-se. Kakashi os olhava incrédulo, com uma grande gota sobre sua cabeça. Os demais acompanharam a reação do professor, boquiabertos com a falta de noção de Naruto e Tobi. E a pobre Hinata, já vendo seu amado novamente envolvido em confusão, não pode se segurar. Os olhos já marejados, tamanho seu nervosismo.
-PAREM! PAREM DE BRIGAR! JÁ CHEGA! – gritou ela, se entregando ao pranto. – Parem de brigar, p-por favor... – terminou seu pedido com um fio de voz quase inaudível, engolido pelo próprio choro.
-Ela está certa. Parem. Vão dormir, a festa acabou. E por Deus, alguém acalme a Hyuuga. – E dizendo isso, Kakashi saiu. Não havia mais nada o que fazer ali. E de qualquer forma, sua cama lhe parecia muito mais atraente do que as brigas de seus alunos adolescentes.
“Problemáticos” – Pensou Shikamaru, enquanto enxotava a multidão de seu dormitório.
Sem perceber o que se passava ali, Tenten e Neji travavam uma verdadeira guerra de olhares tão profundos e hostis que quem não os conhecesse, diria que eram inimigos mortais, ao invés de namorados. E esta batalha era tão intensa que o garoto não notou quando alguém retirou Hinata dali..
Konan guiara Hinata até seu próprio dormitório. Sentou-a em um confortável sofá, e foi até a cozinha, que era separada da saleta apenas por uma bancada, uma espécie de bar. O lugar era bonito, decorado com inúmeros origamis, de variadas formas, cores e tamanhos.
-Quer beber alguma coisa? – perguntou a mulher.
-Água, por favor... –Pediu Hinata, timidamente.
A mulher não tardou a voltar, trazendo dois copos consigo, e entregando um deles a Hinata, que olhava a tudo atentamente, e soltava periódicos suspiros chorosos. A garota bebeu, todo o conteúdo do copo de uma só vez. Porem, ela mal colocou o liquido na boca, e o cuspiu de volta, tossindo, com os olhos arregalados.
-Isso não é água, isso é Vodka! – acusou Hinata, limpando a boca com as costas da mão.
-Oras, não sabia que Água em Russo pode significar vodka? Retrucou Konan, novamente enchendo o copo de Hinata. – Não desperdice assim. É uma bebida preciosa. Se não quer, não beba, mas também não cuspa. Apesar de que, eu acho que lhe fará bem. Alivia a tensão.
E dizendo isso, virou o próprio copo, findando todo o seu conteúdo em um único gole. Um pouco relutante Hinata bebeu. Era engraçado vê-la beber. A garota não sabia como fazer. Provava a vodka aos poucos, como se tentasse se acostumar com o gosto forte. Konan a observava, sorrindo.
-Tem que beber de uma vez, ou não vai conseguir.
Hinata Corou.
-Hum... Ko...Konan-senpai? – Chamou a garota, constrangida.
-Sim? – A veterana continuava a fitá-la e embora sorrisse, não demonstrava qualquer emoção.
-P...por que est...está fazendo isso? – Hinata mantinha seus olhos baixos, fitando o conteúdo do copo.
-Isso o que?
-Me... me ajudando. – Por um breve segundo, os olhos de Hinata se encontraram com os Konan. Esta alargou o sorriso.
-Faço mal? – Mais um copo de vodka se perdeu nos lábios da banchou – Só achei que precisava de ajuda. Estava muito abalada naquela festa.
Ela se levantou, e tomou o copo de Hinata. A menina de olhos perolados, já um tanto alterada pelo álcool recém ingerido, recuou, sem nem saber o porque. O rosto de Konan se aproximou lentamente. Os cabelos azuis caídos tocaram a face da garota. Agora ela tinha um motivo para recuar, mas não conseguiu fazê-lo. Estava paralisada. Konan continuou a aproximação, pouco a pouco, deixando a jovem Hyuuga cada vez mais corada. O nervosismo tomou conta de Hinata, e sem conseguir reagir, sem conseguir fazer absolutamente nada, apenas fechou os olhos, se preparando para o certamente viria. Odiaria-se depois daquilo. Odiaria Konan também. Ela a beijaria ali. Era um fato. Um terrível e irrefutável fato. Seu coração acelerou de forma descomunal. Era quase possível ver os batimentos acelerados sobre a camisola de babadinhos. Os lábios de Konan se moveram, sutilmente. E Hinata caiu no sofá, completamente fora de si, literalmente, desmaiada.
-Huhu... Criança tola. – A voz de Konan sussurrava ao vento. – Bela, mas tola.
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-Se acalma! – a voz de Sakura era imperativa, porem tranqüila. – Vai assustar a menina assim.
-Assustar ela? E o susto que ela nos deu, não conta sua testuda? – Ino gritava de forma ameaçadora, agitando os braços exageradamente.
Hinata olhava assustada para a amiga loira. Não conseguia se lembrar de muito da noite anterior. Na verdade, só não se lembrava de parte da conversa com Konan. Mas ainda não conseguira entender o motivo de todo aquele escândalo. Fosse lá o motivo, não era muito divertido ter que ouvir a bronca de Ino. Sua cabeça doía muito, e seu estomago parecia tão zangado quanto Yamanaka. Ela levou a mão à cabeça. Tudo girava. Por vezes, sentiu o café da manhã alcançar sua garganta, em sentido inverso do que costumava fazer.
-Certo! Você está certa porquinha, mas não adianta gritar com ela. – Sakura tentou novamente acalmar a amiga. – Hina-chan, conte o que aconteceu. Você estava lá e do nada sumiu, O que aconteceu? Ficamos preocupadas.
-Te procuramos por todos os cantos e nada! – Ino exclamou, ainda enfurecida.
-E-eu... eu estava... – ela parecia pensar em cada palavra, procurando algum modo de contar sem chocar demais as amigas. – bem, K-ko... Konan-senpaimelevouaodormitóriodela! – Ela disparou de uma vez.
-O que? Fala direito, oras! –Ino fez uma cara estranha, de quem não havia entendido palavra sequer. E não era pra menos.
-Konan-senpai... – repetiu Hinata, dessa vez, o mais devagar possível. – Ela me tirou de lá, e me levou até o dormitório dela, e daí eu.. não lembro de muita coisa, acho que... que eu dormi e...
-OQUEEE?!?!? – Ino e Sakura gritaram, em uníssono.
-Vocês gostariam de compartilhar o assunto com a turma? – Kurenai-sensei, e todos os outros alunos as olhavam, atônitos. –Deve ser mesmo mais interessante que a minha matéria, não é mesmo?
Hinata fiou mais vermelha que os olhos da professora Sakura e Ino não conseguiram manter uma cor muito mais discreta também. Naruto não segurou um risinho, e logo foi cutucado por Sasuke, quando a mulher à frente os mirou com um olhar severo.
-De-desculpe, Kurenai-sensei! – as três disserem, em coro.
-Você vai me contar isso direito depois, Hyuuga Hinata! – Ino cochichou para a garota, antes de virar-se novamente para frente.
A aula transcorreu de forma normal, até o intervalo. Depois haveria uma prova, e a maioria dos alunos do primeiro ano se ocupavam com revisões e estudos de ultima hora. Mas nossas garotas tinham outros planos.
Encontraram-se com as secundaristas no local de sempre. Uma mesa próxima à quadra. Alguns garotos tentavam se divertir ali, mas foram expulsos por Pein e sua turma. Os olhos de Hinata cruzaram com os da única mulher a acompanhar o grupo, e logo se desviaram. Em segundos, Hinata se viu bombardeada de perguntas enfurecidas. Ino agora tinha Tenten para lhe ajudar em um interminável interrogatório. Mas todas elas se calaram quando duas pessoas se aproximaram, do outro lado da grade da quadra.
-Ora, se não são as garotas do pijama. – Sasori era quem falava – Estavam na festa errada ontem não?
Tenten virou-se bruscamente. Não parecia gostar da presença do garoto ali. Hinata também não parecia confortável. A outra pessoa que acompanhava o ruivo, era ninguém menos que Konan.
-Hinata-chan. Está tudo bem? – sua voz era mais doce do que a menina conseguia se lembrar. – Você saiu tão apressada. Fiquei pensando que poderia ter acontecido alguma coisa.
-E-e-e-e-eu estou bem. Arigatou! – A tímida menina abaixou-se em uma exagerada reverencia.
As outras garotas nada entendiam daquela situação. Do nada, as pessoas mais populares da escola estavam ali, falando com elas? Ou ao menos com uma delas. Era um tanto assustador. Mas imensamente divertido. Logo elas seriam notícia. Ino se apressou em tomar frente do grupo. Todas as outras eram tímidas, recatadas ou serias demais para fazer algo útil para sua popularidade ascender. Mas ela sabia exatamente o que fazer. Era bem simples, bastava fisgar a simpatia de um deles. E pelo visto, seria muito mais fácil do que imaginava, já que Hinata parecia ter caído nas graças da namorada do líder. Era questão de tempo até todas elas fazerem parte do grupo.
-Ahh, nossas roupas, bom, foi uma aposta. Tenten desafiou a gente, e como não somos mulheres de deixar barato, topamos, claro. – Ela falava como se tivesse fosse um grande feito.
-Entendo, entendo. – Os lábios de Sasori de abriram em um sorriso. Parecia em fim ter achado sua presa. – E quais eram os termos da aposta?
A pergunta a deixou em cheque! Não havia termos. Era um desafio idiota de um jogo pré-adolescente. Ela jamais admitira que estavam fazendo aquilo. Pra sua sorte, foi salva pelos outros garotos que se aproximavam.
-O que tem de tão interessante aqui para demorarem tanto tempo? – Pein falava, sem nenhum interesse na voz.
-Um bando de garotinhas? – A voz de Itachi se fez ouvir. – Francamente, achei que fosse algo divertido.
Sakura vidrou seus olhos na versão ampliada e melhorada de seu amado Sasuke. Há muito tempo não via o primogênito Uchiha. Talvez ele nem se lembrasse mais dela. Ino entendia a amiga, e também manteve seus olhos no garoto por um bom tempo. Os outros do grupo ainda se divertiam atormentando os pobres calouros. Konan fitava Hinata, que desviou os olhos para o chão, sem notar que os olhos de Pein também a observavam.
-N-Não somos garotinhas! – Ino disse por fim.
-Pra mim, parecem garotinhas. – O moreno provocou.
-Pois você está enganado, senhor Uchiha! – A loira de longos cabelos desafiou o garoto, encarando seu olhar.
-E como a garotinha sabe quem sou eu?
-Como se fosse possível não saber. – Ela deu de ombros, já esquecida da raiva de pouco antes. – Além do mais, eu sou amiga do seu irmão.
- E o pirralho tem amigas é? – Ele riu, irônico.
-N-Não se lembra mesmo da gente, Itachi-san? – Desta vez foi Sakura a falar.
-E eu deveria? – Ele arqueou uma das sobrancelhas, um tanto curioso.
-Sou Haruno Sakura, e esta é Yamanaka Ino. Morávamos perto da sua casa. Somos amigas do Sasuke e do Naruto.
-Yamanaka, hum? – Ele levou a mão ao queixo, pensativo. Este nome não me é estranho.
-Minha família tem uma floricultura! – Insistiu Ino, na tentativa que ele se lembrasse.
Demorou um tempo até que um lampejo de memória se formasse na mente de Itachi.
-Ah sim, você é garota que corria atrás do meu irmão, né? – ele se lembrou por fim. – E você é a garota que ficava da cor do cabelo quando via ele. Que perdedoras. Eu disse que eram garotinhas. Correr atrás de um moleque como ele.
-Não fale assim do Sasuke-kun! – Sakura nem se dera conta do que havia dito, até ser tarde demais.
-Hahahahahahah! – Itachi ria em alto em bom som. Gargalhava do que acabara de ouvir. – E vai me dizer que ainda está apaixonada pelo perdedor? Que hilário!
-Não sei o que é tão engraçado assim. – A menina de cabelos róseos parecia mesmo enfezada.
-Então fique sem saber. Mas o meu irmãozinho nunca se mostrou muito interessado em garotas, sabe? Acho que é perda de tempo, garota.
-Chega Itachi! – Pein novamente se fez ouvir. Olhava ainda par Hinata, com um estranho interesse. – Escutem, nós vamos fazer uma pequena reuniãozinha, sábado. Só para nós mesmo. Fazemos isso sempre. Podem aparecer se quiserem. Só não chamem ninguém.
Todos ali o olharam, um tanto incrédulos. Pein jamais chamara alguém para ir as tais reuniões, não importava o quanto à pessoa fosse digna de estar presente. E agora havia chamado cinco garotas que ele nem sabia quem eram. Mas ninguém ousou questioná-lo, embora fosse visível a surpresa, e até o desagrado, nos olhos de Itachi e de Sasori. Konan, no entanto, pareceu gostar da idéia.
-Nós... – Ino repensou o que ia dizer. – Talvez a gente apareça, sabe, se não tiver nada melhor pra fazer...
-Claro, a gente entende. Vocês devem ter muitos convites, né? – Sasori falava, de modo um tanto irônico.
-Então, espero te ver lá, Hinata-chan. – Konan disse, sorrindo de forma gentil, antes de sair, acompanhando Pein.
Os outros dois seguiram logo, deixando as cinco meninas embasbacadas pelo convite.
-Você está louca Ino? – Tenten foi quem quebrou o silencio que havia se formado.
-Por que louca? É a nossa grande chance! Sabe quantas garotas gostariam de estar no nosso lugar? – Ino se defendeu.
-Então deixe elas. Eu não pretendo me envolver com um banchou e sua gangue. – Temari pronunciou-se.
-Gente, a Ino não disse que iríamos. Talvez apareça mesmo alguma coisa mais legal. Ou qualquer coisa que seja. – ponderou Sakura - Mas eu até que queria ir, sabem? Queria descobrir o que eles estão planejando.
-Eu quero saber é o que eles tanto querem com a Hinata. – Ino finalmente se lembrou da menina de cabelos azulados.
-Ahn? – Hinata se assustou. Ignorando o que Ino dizia, se levantou, correndo, e virou-se para as amigas. – Temos que correr! Já estamos atrasadas pra prova.!
Foi só então que elas notaram que não havia ninguém mais no pátio da escola.
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-E foi só isso que aconteceu. – Tenten estava suplicante.
A aula já havia acabado, e agora ela se encontrava em um banco afastado, próximo aos vestiários, conversando com o namorado. Este por sua vez mantinha-se impassível. Não parecia estar zangado, mas não parecia também afetuoso. Estava completamente indiferente, como se quem estivesse ali não fosse sua namorada, e sim uma mera conhecida.
-Eu não te pedi explicação alguma Tenten. – Neji falava, sem olhar para a menina. – Se está me falando tudo isso, deve estar com a consciência pesada.
-Não estou não! – ela retrucou. – Mas você está frio comigo desde ontem. Eu não tenho culpa que o idiota gostou de mim.
-Tudo bem. Não importa, importa?
-Claro que importa! Olha, se você vai me tratar assim, então...
-Então o que Tenten? – Ele a olhou finalmente. Estava finalmente demonstrando algo. Mas não parecia ciúme. Era raiva. E um certo desprezo. – O que vai fazer? Vai correndo até ele? Porque ele não te trata assim, não é? Claro que ele vai ser gentil co você, até aparecer à primeira vagabunda dando em cima dele. Ai ele te joga fora.
-Vagabunda? – Ela estava incrédula. Havia tomado a ofensa para si. Talvez estivesse certa. – Então é isso que você acha? Que eu sou uma vagabunda que deu em cima dele?
-Eu não disse isso. Não seja estúpida. –Agora Neji estava mais calmo.
-Não disse? Pois foi o que me pareceu. Olha Neji, eu não dei em cima dele. Eu te amo, seu idiota! Se não amasse, teria aceitado ir na festinha estípida dele e dos amigos, mas eu não... – Ela foi interrompida.
A despeito das lagrimas que brotavam em seus olhos, Neji a olhou fundo. Seus olhos antes indiferentes, agora demonstravam desprezo.
-Então ele te chamou pra uma festinha, é? – Disse ele, co um sarcasmo venenoso. – Que interessante, não sabia que eram tão íntimos assim.
-Neji, não seja cabeça dura, ta? – Ela já estava quase a implorar – Não foi ele. Foi o Pein. E não foi por minha causa. Foi pela Hinata, olha, eu... – Ela realmente não estava escolhendo as palavras certas. Novamente foi interrompida. Os olhos do namorado se estreitaram, e ele agarrou os ombros da menina, esquecendo-se de medir sua força.
-O que disse? O banchou e a Hinata? O que ele quer com ela? – Aparentemente, o jovem Hyuuga havia se esquecido da briga com a namorada.
Tenten o fitou com estranheza. Tratou de se livrar do aperto do garoto, e abraçou os próprios ombros, um pouco doloridos pela força com a qual ele a segurou.
-Não faço idéia. – ela o encarava com o canto dos olhos, visivelmente aborrecida. – Parece que ela dormiu no quarto da Konan, e eles ficaram amiguinhos.
-Se aquele idiota encostar a mão na minha prima eu... – desta vez foi ele a ser interrompido.
-Você o que? Escuta Neji. Eu não vim aqui pra ouvir você ameaçar os pretendentes da sua prima, ta? Se não quer falar da gente, então eu vou embora. – E dizendo isso, ela se virou.
Não dera nem um passo quando foi chamada de volta pelo garoto. Ele olhava para baixo, um tanto constrangido. Havia exagerado, sabia. Mas era orgulhoso demais para admitir. Então usou a saída mais favorável. Afinal ele era o homem ali. Ele tinha que ter o controle da situação.
-Está bem. –Ele disse, com certa dificuldade. Pareceu aos ouvidos da garota que ele pediria desculpas. – Não foi nada afinal, não é? Eu vou esquecer isso. Não é um babaca qualquer que vai te tirar de mim.
E então ele a puxou para um beijo. Ela estava tão pasma com o que ouvira que não pode nem mesmo reagir. Era inacreditável como Neji sempre conseguia um modo de sair por cima, mesmo que fosse preciso rebaixá-la. Mas ela não se importou. Não seriamente. Socou o peito do namorado de leve, apenas para mostrar-lhe que ela não havia deixado barato. Mas entregou-se ao amado. Não importava se ele acreditava mandar. Ela sabia como realmente funcionava. Sabia, ou ao menos acreditava saber, que ele morria de medo de perdê-la. E nem mesmo Neji era tão orgulhoso a ponto de arriscar seu namoro.
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Perto dali, os primaristas saiam da sala, após a prova, conversando sobre como haviam se saído. Um assunto que definitivamente, não agradava o jovem Uzumaki.
-Dattebayo! Sakura-chan! – o garoto parecia mesmo animado, diferente de todo o resto da turma.
-Naruto! – a garota assustou-se com a aparição repentina do amigo. – Por que está tão feliz? Vai dizer que se saiu bem na prova?
O garoto desviou os olhos. Mas logo sorriu novamente e voltou a agir de modo exageradamente feliz. Ignorou porem, por completo a pergunta da garota.
-Hei, Sakura-chan! Nós vamos comer ramen! Quer ir com a gente? – Perguntou animado, abraçando a garota pelos ombros.
Os olhos verdes da menina brilharam com o convite. Não pelo convite em si, mas pelo fato de o loiro ter usado o plural.
-O...o Sasuke vai? – Perguntou ela, um tanto tímida.
Naruto fechou a cara. Não era segredo que os dois tinham uma rivalidade no quesito mor. Não que Sasuke disputasse o coração da garota. E era isso o que enraivecia Naruto de verdade. Ele simplesmente não entendia como o amigo podia não gostar dela. Como podia tratá-la da forma que tratava. Como conseguia desprezar o amor de uma garota que, na opinião de Naruto, era a mais linda de todo o mundo. Sasuke fazia Sakura sofrer, e Naruto não o podia perdoar por isso. Foi com grande desgosto que o loiro respondeu.
-Vai.
-Então nós vamos! – A menina sorria, triunfante.
-“Nós” vamos? – Ino perguntou, parando de andar. – Quem seriam “nós”?
-Como assim porquinha? – Sakura parecia não entender. – Eu e você, quem mais?
-Não mesmo. – Ino se recusava a seguir o caminho. – Eu não vou jogar tudo fora, agora que eu consegui a atenção dos garotos mais populares da escola, por causa da fome eterna do Naruto. Se eles me virem lá, eu estarei arruinada.
Sakura não conseguia acreditar no que ouvia. Era absurda a reação da amiga. Elas que sempre estiveram juntas. Elas que sempre acompanhavam uma à outra. Estavam prestes a se separar por uma ambição infantil. Talvez as duas estivessem erradas ali. Ino sendo egoísta em relação a Sakura, e Sakura sendo egoísta em relação tanto a Ino, quanto a Naruto. No fundo, eram todos um bando de adolescentes egoístas. Nada, além disso.
-Deixe de ser ridícula sua porca! – Sakura agarrou a mão da amiga, e arrastou-a consigo. –Eles nem sabem que você existe. O Itachi nem lembrava de você, agora vamos logo, e deixe de frescura.
-Sakura. – Sasuke, até então calado, finalmente se pronunciou.
O coração da garota parou. Ela olhos para ele, como se fosse o próprio cupido a dizer seu nome. Mas toda a felicidade contida em sua face, escorreu ao ouvir as palavras seguintes do garoto.
-Você disse que falou com o Itachi? – O jovem Uchiha parecia um tanto desconcertado. – O que ele queria com vocês?
-Nada, eu acho. – Disse, em um tom emburrado.
Foi Ino a perceber a grande chance da garota. Deu uma cotovelada despercebida na amiga, que a olhou sem entender. Então a Loira disse, com um ar de quem pode muita coisa, gesticulando exageradamente, na tentativa de fazer Sakura entender seu plano.
-É sabe, nada demais. – Disse ela, em uma voz provocante. – Só queria nos chamar para uma festinha particular, exclusiva para os V.I.P.s. Não sabemos ainda se vamos, mas o Itachi-kun disse que queria muito que a Sakura fosse, né amiga? – concluiu ela, com uma piscadela.
Não foi preciso muito esforço para que Sakura entendesse o plano. Estava acostumada às artimanhas e estratagemas elaborados pela insana cabeça de Ino. Mas este parecia dar certo, desde que Sasuke não tentasse confirmar nada com o irmão. Mas mesmo se este o fizesse, era capaz de Itachi confirmar tudo, só pra ver o irmãozinho irritado. Com certeza, Ino havia acertado, uma vez que fosse.
-É. Nada demais, sabem. Nem sei se vamos ainda. Talvez apareça alguma coisa mais legal, não confirmamos nada.
-E quem é que vai nessa festa? – Naruto perguntou, claramente enciumado.
-Vejamos – Ino contabilizava os convidados. – O pessoal da turma do Itachi, eu, a Testuda, Hinata, Tenten e Temari.
-O Que? E o Neji vai deixar a Tenten e a Hinata irem é? – Naruto parecia incrédulo.
-Ele lá é dono delas por acaso? – Ino irritou-se.
-Não, mas – quem respondeu foi Sasuke – ele é bem ciumento. E já tava bolado com a atitude da Tenten na festa de ontem.
-Ela não fez nada de mais! Só estava dançado. – Ino defendeu a amiga. – Bobo foi ele, que preferiu brigar com o Lee a dançar com ela. Vocês acham o que? Que vamos esperar a boa vontade de vocês a vida toda é?
A indireta não parecia ter surtido efeito. Ao menos nenhum efeito esperado. Naruto fitou a loira sem entender o que ela queria dizer. Mas não importava. Eles haviam chegado. Ino emburrou ao notar onde estava. Mas logo avistou Hinata, que conversava com uma outra garota também da mesma sala que eles.
-Hina-chan! Sasa-chan! – Naruto correu na direção das colegas. – Vamos sentar na mesma mesa? Dattebayo! (Sasa-chan é a Sasami. Assim como muitos outros que iram aparecer na fic, são meros figurantes, ‘preu não ter que inventar nomes que não sejam do mundo de Naruto.)
-N-n-naruto-kun? – Hinata jamais esteve tão vermelha em toda a sua vida. – E... Er.. eu tenho que ir.
E dizendo isso. A garota de cabelos curtos correu mais do que nunca na vida, na direção da escola. Ela havia cogitado ir ao dormitório, mas com o nervosismo, perdeu a direção, e apenas seguiu a um local qualquer. A única coisa que importava era estar longe dali. No caminho, martirizou-se pela atitude patética. Mas ela não tinha culpa. Era tímida demais para encarar o garoto. Ainda na barraquinha de ramen, Sakura levou outro cutucão de Ino, que olhava com muito interesse para Naruto.
-É ele! – disse a loira, com um olhar triunfante.
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N/A: Como eu disse, foram alguns - sei lá quanto tempo - de vida perdidos. Então, vocês não imaginam o quanto eu estou honrada por terem perdido seu tempo lendo essa coisa!! amo vocês, todos vocês *-*
O que Será que Konan e Pein querem com a pobre Hinata? Será que Neji e Tenten se entenderam de vez? E o plano de Ino irá funcionar, no próximo capitulo as coisas começam a acontecer.
Espero que tenham gostado, e até a próxima pessoal ^^/
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