Carregando...
› Ferramentas
› Divulgue
![]()
› Autor: ~Tepha-Hyuuga
› Gênero: Drama (Tragédia)
› Tags: álibi, inquérito, Naruto
› Personagens: Naruto, Hinata, Sasuke, Sakura, Shikamaru
› Classificação: 16+
› Adicionado em: 09/05/08
› Comentários/Favoritos 7/14
› Caracteres: 15.726
› Exibições: 281
Nota:
Disclaimer: Os personagens de Naruto não me pertencem.
____________________________________________________________
Capítulo III: O Falso Álibi
Depois que voltaram do estacionamento do cassino, foram direto para a central. Ainda era cedo, pois acabaram de coletar as informações necessárias antes do horário combinado. Portanto, estavam sentados à mesa da sala de reuniões, à espera dos outros companheiros. Hinata balançava-se na cadeira, fazendo lentos e repetidos movimentos de ida e volta, enquanto Naruto apoiava seus cotovelos sobre a mesa e cruzava suas mãos, atrás das quais escondia seu olhar pensativo.
-Diga-me... – quebranta um breve silêncio – O que acha sobre o álibi dele?
-Acho que ele mentiu. – desvia sua atenção a ela – Por que, Hinata? Não entendo.
-Também não. Mas tem uma possibilidade de ele ter usado outro carro.
-Verdade. Mas... pensando bem, Jiraiya-sama só tem um carro. E ele disse que foi dirigindo.
O silêncio voltou. Não conseguiam digerir a possibilidade de uma mentira no álibi de Jiraiya. Ele sempre fora muito honesto e de confiança. Na verdade, não estavam agindo como shinobis-peritos. Suas consciências alertavam-nos disso. A pior coisa era investigar algum caso quando alguém conhecido estava envolvido. As emoções... sempre as emoções. Era demais para eles terem que suportar o fato da suposta morte de Tsunade e, por mais que não admitissem, reconhecer Jiraiya como suspeito.
Instantes depois, Shikamaru e Sasuke chegaram. Trouxeram consigo Kurenai. Esta ficou esperando ser ouvida em uma sala separada, enquanto os outros dois foram à sala de reuniões.
-Conseguiram alguma informação? – disse o Nara, sentando-se logo depois.
-Sim. – responde Hinata – Fizemos algumas perguntas ao gerente do cassino e ele confirmou a presença de Jiraiya lá. Porém, para termos certeza, fomos ver a relação dos carros presentes no cassino naquela noite. Ao que tudo indica, o dele não estava lá.
-Não? – indagou Sasuke
-Não. – respondeu Naruto – A placa do carro dele não estava registrada no computador. E eu sei que Jiraiya-sama só tem um carro.
-Hum... interessante. – comentou Shikamaru – Bem, quanto aos terceiros, Kurenai está na sala negra. Sasuke, eu sei que você é bom nisso. Vá até lá e faça as perguntas necessárias.
-Hai.
Levantou-se, portanto, o Uchiha, mas antes que pudesse abrir a porta, por pouco não se confrontou com Sakura, que voltava com o resultado de alguns testes feitos há alguns minutos, relativos à Kurenai.
-Apressado, como sempre. – implicou
-Desastrada, como de costume. – retrucou
-Algum resultado, Sakura? – disse Shikamaru, ignorando a breve implicância
-Sim. E como já era esperado, o DNA encontrado no pêlo pubiano condiz com o DNA coletado da saliva dela, há poucos minutos. Mais uma hipótese a favor de que Yuuhi Kurenai teve relações sexuais com Jiraiya.
-Ótimo... – comentou Sasuke e saiu logo em seguida
Shikamaru suspirou e logo em seguida pronunciou-se:
-Temos que correr contra o tempo. Acho que devemos focar nossa atenção a Hokage. Teremos que partir imediatamente para as margens do país do fogo, onde se encontra o apartamento. Talvez lá tenha alguma pista.
-Mas e o provável falso álibi? – indagou Hinata
-Ao que tudo indica, não poderemos contar com isso, por ora.
-Hai.– disseram os demais em uníssono
-Vamos assistir ao divertido “interrogatório”¹ de Sasuke, que já deve ter começado. – ironiza – Depois resolveremos sobre a viagem.
-Não perco isso por nada. – comentou Naruto
A “sala negra”- assim a apelidaram - era o local em que se faziam os questionamentos às pessoas suspeitas. O ambiente não era muito grande, tampouco agradável, constituído de uma mesa retangular e duas cadeiras, apenas. As luzes mais fortes eram mantidas apagadas. Apenas uma luminária de teto, focada sobre o centro da mesa, emitia uma fraca luz, que pouco iluminava o local. Uma das paredes tinha uma espécie de janela de vidro, através do qual era possível outras pessoas observarem sem necessitarem de adentrar a sala.
Chegando lá, Sasuke avistou a mulher, que estava sentada numa das cadeiras, e deu um típico sorriso de canto, sem ser notado, obviamente. Além dos dois, apenas um policial, que seriamente estava em pé em frente à porta, marcava presença naquela sala. O Uchiha sentou-se na cadeira, à frente de Kurenai (havia a mesa entre ambos, obviamente) e começou a fazer-lhe o que mais gostava: perguntas comprometedoras.
-Kurenai, Kurenai... Quanto tempo não nos falamos, não acha? – disse ironicamente
-Vamos acabar logo com isso. – disse friamente
-Calma. Temos muito tempo. – sorriso sarcástico
-Tsch... Não tenho paciência pra isso.
-Pois bem. Então vamos direto ao assunto. O que você estava fazendo na casa de Jiraiya-sama, ontem, aproximadamente às nove da noite?
-Bem... Ele me convidou para tomarmos um saquê e eu aceitei. Há algo de mais nisso?
-Não, não há nada de mais mesmo. Até agora não... Porque eu tenho certeza de que não foi só isso. Prossiga.
-Prosseguir? Foi só isso.
-Então quer dizer que você foi convidada, bebeu saquê e foi embora?
-Sim.
-Hum... – pensa um pouco – Como ele te convidou?
-Ligou para o meu celular.
-Eram aproximadamente que horas?
-Eram exatamente sete horas da noite.
-E qual meio você usou para ir a casa dele?
-Fui à pé mesmo.
-Hum... – pensa mais um pouco
À medida que Sasuke fazia-lhe as perguntas, Kurenai sentia-se mais pressionada. A expressão sarcástica que o Uchiha emitia a irritava profundamente. Ele percebia isso em todos os suspeitos aos quais interrogava. Por isso, gostava tanto de fazê-lo.
Enquanto isso, os outros peritos observavam-nos atentamente através vidro, em outra sala. Não podiam ser notados, pois a visão de quem estava do lado de dentro da “sala negra” era quase totalmente bloqueada devido à cor escura do vidro. Mas quem olhava do lado fora para dentro, tinha uma imagem propositalmente perfeita. Shikamaru assistia ao inquérito com aquele seu típico olhar cansado e com as mãos no bolso. Naruto fazia uma expressão séria enquanto cruzava os braços. Hinata estava costumeiramente confrontando os próprios dedos indicadores, e seu semblante era de ansiedade. Já Sakura, não parecia estar tão interessada na situação. Na verdade, estava pensativa. Seu olhar era fixo para um ponto qualquer. Pensava na Godaime. Ainda não acreditava como conseguia encarar friamente aquela situação. Quando caiu em si, duas lágrimas ameaçaram desenrolar-se, mas ela foi mais forte.
-Você consegue fazer leitura labial, Shikamaru? – indaga Naruto
-O pior que não. Mas eles estão falando alguma coisa sobre saquê.
-Eu também notei isso. – concorda Hinata
-Tsch... saquê... Tsunade adorava saquê. – comenta Naruto
-Mas parece que não falaram dela até agora. – disse o Nara
-Estão falando agora. – disse a Hyuuga
Sasuke percebeu que Kurenai estava escondendo alguma coisa. Nunca fora com a cara dela. Porém, estava trabalhando, portanto não podia deixar isso interferir na investigação. Mesmo assim, achou uma maneira de contornar a situação. A conversa aparentava durar muito ainda.
-E... – continuava ele - você não acha um pouco comprometedor ir a casa de Tsunade-sama e beber saquê com o marido dela, na ausência da mesma?
-Comprometedor só se for pra ele. Não devo nada a ninguém.
-Com qual freqüência vocês costumam beber juntos?
-Nenhuma. Aconteceu só uma vez.
-Entendo. E... Isto lhe é familiar? – mostra o bilhete, ainda no plástico
Kurenai olha o tal bilhete e franzi o cenho. Não reconheceu o objeto.
-Não. Não faço a mínima idéia do que se trata.
-Hum...
-Quanto tempo isso vai demorar, hein? – disse impacientemente.
-Eu faço as perguntas aqui. E não se preocupe com as horas. Preocupe-se em livrar sua pele das suspeitas.
-Tsch...
-Voltando ao que interessa, o que você me diz em relação aos boatos de que você tem uma certa queda pelo Jiraiya?
-Isso é irrelevante.
-Apenas responda. Quem julga os fatos relevantes ou irrelevantes sou eu. – disse, fazendo com que ela revirasse os olhos.
-Bem. – suspira- Não são verídicos, de fato. Nunca me interessei em relacionar-me com ele. Afinal, ele era casado.
-E agora que ele é viúvo, tem alguma possibilidade de você e ele terem um relacionamento sério?
-Quem sabe. Nunca se sabe o futuro.
-Entendo. Então naquela noite você foi a pé mesmo?
-Sim... – perdendo as sobras de paciência
-E, depois que vocês subiram ao quarto, você se lembra de ter deixado algum pertence lá? - blefa
-Pertence? Eu não esqueci nada lá.
-E se esse pertence fosse um pêlo pubiano, encontrado no colchão?
Kurenai não diz nada, apenas arregala levemente os olhos. Fazia uma expressão desconfortável.
-Então você confirma que teve algo mais que um inocente saquê? – continuou Sasuke.
-Eu... – finalmente se pronuncia – Não respondo mais nada, senão na presença de meu advogado.
-Tsch... Era de se esperar. Até que estava demorando. Está dispensada, mas em breve mandaremos uma intimação.
Logo depois que Kurenai retirou-se, Sasuke foi para a sala de reuniões, juntamente com os outros. Sentaram-se à mesa, como de costume, exceto Shikamaru que ficou em pé, escorando na parede, com as mãos no bolso.
-Conte-nos sobre o inquérito. – disse o Nara.
-Certo. – responde o Uchiha – Em nenhum momento ela mencionou sequer o nome “cassino”. Ela disse que foi convidada por ele para tomarem saquê. Quando eu mencionei sobre o pêlo, ela não quis mais responder. Teremos que esperar.
-Tsch...
-E quanto ao Jiraiya, Shikamaru-kan? – perguntou Hinata
-Está mais que confirmado que ele mentiu. Mas teremos que resolver isso depois.
-Por quê? – pergunta Sasuke
-Vou falar sobre isso agora. Teremos que ir imediatamente ao apartamento. Deve levar algumas horas de carro. Amanhã, às seis e meia, quero todos vocês aqui, preparados para partirem. Conto com vocês. Estão dispensados.
-A propósito... – pronuncia-se Sakura – Como iremos?
-Eu e Hinata vamos com o nosso carro. Se quiser carona...
-Vamos comigo, Sakura. – sugeriu o Uchiha
-Decidam-se entre vocês. – disse Shikamaru – Eu vou com o meu carro. Quem precisar de carona, avise-me. Tenho que ir agora, resolver uns assuntos pessoais. Até amanhã. – retira-se
-Até. – disseram os demais
-Bem, – disse Naruto – você que sabe, Sakura-chan.
-Pra mim tanto faz.
-Não vai querer ficar de vela no carro do Naruto, vai? – insistiu Sasuke
-Que bobagem, Sasuke... – disse Hinata
-Bobagem nada. Vocês são recém-casados, ainda estão em lua-de-mel. – brinca
-Já que insiste, eu vou com você então. – brinca
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Algumas horas mais tarde, Sakura arrumava as malas em seu quarto. Morava sozinha, num apartamento nem muito grande, nem muito pequeno. Tinha duas suítes, uma sala, cozinha, lavanderia e um banheiro social. Depois de fazer as malas, a menina foi à sala, sentou-se no sofá e ligou a televisão. Estava um pouco entediada, pois não tinha nada pra fazer o resto da noite, e ainda era cedo para ir dormir. Depois de alguns minutos, ouviu o interfone tocar e foi atendê-lo. Era o vigia avisando que Sasuke queria falar com ela. Permitiu a entrada dele e o esperou. Instantes depois, a campainha tocou e ela foi abrir a porta.
-Sasuke...
-Uma flor para uma flor. – entrega uma rosa vermelha
-No-nossa! – recebe – Que linda. Obrigada.
-Que bom que gostou.
-É linda. A que devo a honra?
-Vim lhe fazer companhia, já que se eu te convidasse pra sair você não aceitaria.
-Você me conhece mesmo. Apesar de eu estar me sentindo entediada, prefiro ficar em casa.
-Não vai me convidar para entrar?
-Claro, bobo. Entre, por favor.
O rapaz adentrou a casa e sentou-se no sofá. Ela sentou-se logo ao lado dele. Ficaram sem assunto por alguns instantes, mas Sakura pronunciou-se depois de alguns desconfortáveis minutos silenciosos.
-Ok, Sasuke. Você está querendo alguma coisa.
-Devo dizer-lhe que você também me conhece muito bem, pelo visto.
-Então desembucha.
-Vim lhe pedir um conselho.
-Conselho? Do que se trata? – indaga, surpresa
-Estou afim de uma garota...
-Ah, é? Quem é a infeliz? – brinca
-Não posso dizer. Ainda não.
-Qual é, Sasuke... somos amigos há mais de dez anos! Não confia em mim?
-Claro que sim. Mas é que antes eu preciso de uns conselhos sobre ela.
-Mas como você quer que eu te dê conselhos sem que ao menos eu a conheça?
-Você a conhece muito bem.
-Ai, você me tira do sério... fala logo.
Sasuke não disse nada. Apenas a olhou e deu um lindo e raro sorriso de canto da boca. Sakura não entende, à princípio. Ela apenas fingia estar curiosa, quando na verdade ficou muito atormentada ao saber que o Uchiha tinha alguma mulher em mente e que ainda pedia conselhos sobre tal mulher. A moça sempre fora apaixonada por ele desde criança. Sasuke, por sua vez, não dera muita importância. Com um tempo, esse sentimento foi se desfazendo. Mas bastava apenas uma centelha para reascender esse amor. E foi isso o que aconteceu.
-Depois eu que sou apressado. – brinca
-É diferente. Sou apenas curiosa.
-Vai me dar o conselho ou não?
-Vou, ora. Vá em frente. Pergunte-me.
-Bem... qual a flor que mais simboliza o amor?
Sakura demorou um pouco para responder. Sabia a resposta, mas pensava no por que da pergunta.
-Ora... a rosa, creio eu. Por quê?
-Hum... então quer dizer que quando o homem dá uma rosa a uma mulher, as suas verdadeiras intenções ficam expostas?
-o.O Sasuke... onde você está querendo chegar? – indaga, ingenuamente
-Onde eu quero chegar? – aproxima-se lentamente do rosto da moça – Eu quero chegar... até seus lábios... e quero diminuir ao máximo a distância deles dos meus.
A Haruno surpreende-se com a resposta. Jamais esperava ouvir aquilo. O fato de Sasuke ter dado-lhe uma rosa não a convencera de que ele queria beijá-la, até o momento, já que era freqüente o carinho que ele tinha por ela. Mas enganou-se. Agradeceu por isso. Queria mesmo estar enganada.
Sasuke finalmente roça seus lábios nos dela. Beijam-se como se suas vidas dependessem daquele momento. Suas línguas quentes dançavam dentro da boca um do outro. Ele a beija no pescoço, fazendo com que ela solte leves gemidos. Deu leves mordidas ao descobrir o ponto fraco da garota. Esta, por sua vez, acariciava a nuca dele, sorrindo e mordendo os próprios lábios inferiores ao sentir a boca dele em seu pescoço.
Continua...
_____________________________________________________
1. No decorrer do inquérito policial o indiciado é "ouvido" e não "interrogado", pois este é de uso exclusivo do juiz.
_____________________________________________________
[01/04/08] Um dia agitado e triste
[04/04/08] O Caso Hokage
[09/05/08] O Falso Álibi
[20/09/08] [Naruto] A Flor do Deserto - Capítulo I - A Missão
[23/08/08] [Naruto] Pra Sempre Amigas - Capítulo X - O Festival se aproxima
[12/08/08] [Naruto] Confissões Ocultas - One-shot
[15/07/08] [Naruto] Pra Sempre Amigas - Capítulo IX - Uma Tarde Diferente
[14/07/08] [Naruto] A balada - Se conhecendo!!
[02/07/08] [Naruto] Pra Sempre Amigas - Capítulo VIII - Finalmente a bonanç...
[30/05/08] [Naruto] Pra Sempre Amigas - Capítulo VII - Vida Noturna - Parte...
[17/05/08] [Naruto] Pra Sempre Amigas - Capítulo VI - Vida noturna - parte ...
[16/05/08] [Naruto] Vínculos Malignos - Capítulo I - Pré-destinados
[09/05/08] [Naruto] CSI Konoha - Capítulo III - O Falso Álibi
![]()
