AS MEDIDAS
Quando chegou em casa era quase hora do almoço. Estacionou a nave e foi para seu quarto tomar uma ducha e se refrescar antes de comer. Após a ducha desceu para almoçar. Na mesa estavam seus pais e ela logo se dirigiu ao Prf. Briefs perguntando:
- Algum progresso sobre aquele projeto novo? Perguntou.
Não mencionara os uniformes para que nem sua mãe nem Vegeta que acabava de entrar soubessem do que falavam exatamente.
- Fiz alguns avanços esta manhã. Respondeu sorridente. – Acredito que tenha conseguido um material mais forte. Disse empolgado.
- Ótimo! Respondeu ela contente.
- Um projeto novo! Disse a Sra. Briefs – E misterioso! Exclamou maravilhada.
– Que ótima notícia! – Posso saber o que é? Perguntou sorridente como sempre.
- Infelizmente não mamãe, mais quando chegar à hora a senhora saberá. Respondeu levantando-se e colocando o prato na pia. – Estarei no laboratório o resto do dia. Falou saindo.
Vegeta que ainda comia nada dizia apenas observava “Projeto novo heim? O que será? Bah, deve ser mais uma maluquice inútil que esses vermes adoram fazer” pensava enquanto devorava o almoço rapidamente.
Bulma se trancou no laboratório com o material achado. Era ora de colocar seus dotes de estilista em prática. Riu dela mesma, quando criança sonhava em ser uma grande estilista, mais é claro, apenas ela mesma seria sua modelo e poderia usar os clássicos que faria, afinal não existiria modelo mais bonita que ela. Assim usando as medidas de Goku e Gohan fez os primeiros coletes. Pegou uma malha azul que era super resistente para fazer a calça e a camisa que fariam parte do conjunto com luvas e botas do mesmo material que os coletes. Para isso não trabalhava apenas com seu pai, para a confecção dos uniformes escolheu alguns funcionários competentes. Passados dois dias ela já tinha alguns uniformes prontos, lembrou-se então que faltavam as medidas de Vegeta. “Vegeta como faço para pegar suas medidas” pensava desanimada já sabendo que o sayajin provavelmente não colaboraria com ela e se aceitasse resmungaria todo o tipo de grosseria.
Terminando mais alguns uniformes Bulma decidiu por encerrar, afinal, já passava das dez e como levantara cedo aquela manhã estava exausta. Quando se lembrou mais uma vez que faltavam as últimas medidas.
“Bom, faltam às medidas do último guerreiro” pensava enquanto pegava a fita métrica e se dirigia até a nave onde ele provavelmente treinava.
Chegando a porta da nave notou que ele ainda estava lá dentro. As luzes estavam acessas mas não havia movimentação nem indicação da máquina de gravidade estar ligada. “Será que aconteceu alguma coisa” pensou preocupada “E se ele se feriu e esta inconsciente de novo? Meu Deus!” Não perdeu tempo e abriu a porta da nave, assim que adentrou nela chamou em voz alta:
- Vegeta você esta aí? Chamava enquanto procurava ele ferido dentro da nave. – Vegeta onde está você? Tinha o coração aos pulos de preocupação. “O que acontecera? Onde estaria ele?” Sua mente fervia em perguntas quando de repente ouviu uma resposta.
- Estou aqui! Respondeu ele com voz grave.
Ela levou um susto, pois já não esperava resposta da parte dele.
- Você me assustou! Disse se recuperando.
- Eu te assustei? Perguntou carrancudo. – Você invade meu treinamento falando alto como uma doida, e eu te assusto? Disse mal humorado.
“Ele tinha razão” pensou até que finalmente pareceu enxergá-lo. Ele estava usando apenas uma toalha em volta da cintura o corpo ainda molhado, provavelmente estava tomando uma ducha quando ela entrou. Não pode deixar de notá-lo, “Como era bonito; seus músculos bem torneados; sua pele queimada do sol provavelmente pelas continuas batalhas, suas cicatrizes algumas leves outras tão profundas, háaa como gostaria de tocá-las, seu cheiro, sua masculinidade e virilidade tão presentes no ar” Estava assim paralisada na frente dele com o rosto ruborizado á medida que percorria o corpo dele com os olhos e todos aqueles pensamentos que borbulhavam na sua mente, quando...
- Hei mulher? Chamou ele trazendo-a de volta – Vai dizer o que veio fazer aqui ou não? Perguntou vermelho pela maneira indiscreta de como ela o fitava.
- Claro! Havia me esquecido. Disse voltando à realidade – Vim tirar suas medidas. Respondeu.
- Minhas medidas? Perguntou sério. – Como assim? Franziu as sobrancelhas.
- Estou trabalhando em uniformes para vocês usarem contra os andróides. Disse ela tentando explicar – Usei como base aquele que você vestia quando chegou aqui.
- HAHAHAHAHH. Riu ele – Então este era o famoso projeto secreto. Desdenhou. – Até parece que uma inútil como você e aquele verme que chama de pai conseguirão produzir um uniforme tão bom quanto os nossos. Disse com desprezo. – Nossa tecnologia era bem mais avançada que a de vocês. Grunhiu.
- Pois saiba que já conseguimos! Disse com extrema raiva.
Sabia que não ia ser fácil pegar as medidas, mais aqueles insultos já eram demais. – E como ousa me chamar de inútil seu grosso e meu pai não é um verme... disse furiosa – Não esqueça que somos nós que reparamos sua amada máquina, criamos robôs pra você e lhe damos comida e moradia. Continuou ela extremamente brava.
Ele nada disse só fechou a cara mais ainda e continuou ali em pé sem dizer mais nada.
- Então vai colaborar ou não? Ela perguntou já sem paciência.
- E se eu não quiser colaborar? Falou desafiante, chegando bem perto da face dela. Quase tocando nariz com nariz.
- Aí você fica sem uniforme. Balbuciou devido à proximidade deles. – Se você não quiser, farei uniformes apenas para os outros. Disse ainda perturbada.
- Outros? Que outros? Perguntou com raiva se afastando um pouco.
- Goku e os outros! Respondeu ela ainda atordoada.
- Humpf.. Uniformes para aqueles inúteis só para ter trabalho, todo mundo sabe que eu derrotarei os andróides e...
- Sei, sei e depois derrotará Goku, já sei de tudo isto. Disse interrompendo ele – Só que para isso você precisará de uniforme. Disse ela – Ou então só Goku e os outros terão vantagens na luta, afinal, os uniformes agüentaram golpes fortíssimos nos testes. Concluiu.
Era verdade tinham ficado muito resistentes, para isso claro precisou testá-los e usou a ajuda de Goku e Gohan. Goku como super sayajin deferia golpes contra Gohan de uniforme.
- Muito bom Bulma. Disseram eles - Ficou ótimo!
Assim permaneceu parada esperando uma reação ou uma resposta dele.
- Está bem tire as medidas de que precisa. Disse de maneira áspera.
Ela então pegou a fita e começou a tirar as medidas com cautela.
- O braço por favor. Pedia ela enquanto media. Ele acatava tudo sem dizer uma palavra sempre de cara fechada, Bulma pareceu tê-lo visto um pouco nervoso com a proximidade deles, mais depois pensou “Ele deve estar odiando isso já que não passo de uma chata” Ela porém não podia negar que gostava dessa proximidade. Cada medida que tirava era um passeio a cada membro do corpo dele, a cada músculo, não conseguia parar de sentir a presença dele, tão forte, tão marcante, tão lindo e muito misterioso. Estava perdida em tantos pensamentos que não conseguia perceber o quanto ele estava incomodado.
Ainda com a toalha na cintura, ele não podia ficar indiferente a aquela proximidade toda. Claro que eram sentimentos novos, não gostava daquilo mais não podia negar que existiam e que eram interessantes. Não ficava bem para um príncipe como ele de uma raça feita para batalhas perder tempo com bobagens assim. “Estou ficando aqui tempo demais” pensou em relação ao que sentia. Mais uma coisa era certa, não podia negar que até mesmo os sayajins relacionavam-se. Família, ou mulheres não eram suas prioridades mais precisavam de guerreiros novos e para isso acontecer namoravam as mulheres de sua raça. Ele não pensava nisto todo o tempo, principalmente como soldado de Freeza, mais tinha que aceitar era um homem, e como tal tinha desejos, instinto e com certeza, ela despertava nele muitos desses instintos. Sempre que podia a chamava de inútil, feia e chata, talvez ela fosse um pouco vulgar mais de feia não tinha nada ao contrário era linda. Tinha um cheiro suave e mesmo que ele negasse adorava sentir seu perfume. Toda aquela proximidade o deixava nervoso tinha medo de perder o controle. Gotas de suor já se projetavam em sua testa cada vez mais, principalmente a cada novo toque dela. “Maldição, sou um estúpido, não é nada demais, apenas uma mulher chata e feia que fala alto e é vulgar” repetia para si várias e várias vezes.
Quando chegou no quadril Bulma se deteve. Precisava medir sem a toalha. Entregou para ele a fita e virando-se de costas pediu que ele mesmo tirasse.
- Acontece que eu não sei fazer isso. Falou secamente.
Ela voltou-se e pediu então que ele ao menos colocasse uma cueca. Ambos ficaram desconcertados mais era preciso. Assim, com ele já de cueca ela se abaixou e colocou a fita em volta do quadril dele o que causou um arrepio em ambos. Pediu então que ele abrisse as pernas, pois precisava medir as coxas. Não pode deixar de notar o quanto eram musculosas.
- Puxa que perna musculosa. Disse, só então percebeu que pensara em voz alta. – Quero dizer trabalhada. Tentou concertar mais acabou se entregando.
Ele, porém não perdoou:
- Você está tirando medidas mesmo ou é mais um truque pra chegar perto de mim? Disse com meio sorriso.
Ela ficou roxa com a pergunta e tratou de responder:
- São medidas mesmo e fique sabendo que não preciso chegar perto de você, quanto mais longe ficarmos melhor. Respondeu sem qualquer firmeza. Terminando assim de tirar as medidas.
- Imagino que seja emocionante pra você ficar tão próxima de um homem de verdade, ainda mais de um príncipe e não daquele verme idiota que você chama de namorado. Estava novamente perto dela quase se tocavam pelo nariz. Suas respirações eram ofegantes. E ela, por mais que quisesse não conseguia responder estava presa no olhar dele. Ficaram assim fitando-se por um momento que pareceu uma eternidade. Ninguém se movia apesar da vontade que tinham de se tocarem nenhum deles tomou a iniciativa. Até que ele, como que saindo do transe em que estavam quebrou o clima dizendo:
- Se já terminou me deixe sozinho. Falou com voz áspera que mais parecia rouca. – Preciso treinar e como sempre você está me importunando.
- Era só isso mesmo seu mal educado! Respondeu deixando a nave e ele para trás.
Assim ela se dirigiu para casa e enquanto subia as escadas não conseguia parar de pensar em todo aquele clima, todas aquelas sensações, sua cabeça fervia em meio aos milhares de pensamentos, perguntas e dúvidas. Já sabia que não dormiria assim tão fácil quanto tinha imaginado tempos a trás.
Assim que ela deixou a nave ele recomeçou a treinar. Desferia chutes e socos no ar, mais sua cabeça estava longe de tudo aquilo. “Maldição, não consigo me concentrar, droga de mulher!” pensava ele “Tinha que me importunar, todos os dias é isso, grita comigo me chama de grosso me atrapalha e agora invade meus treinos”.
- Aaaaaaaaaaahhhhhhhhhh, maldição! Gritou. – Nem mesmo meus pensamentos estão livres dela. – Não pode ser! Não pode ser...!Esbravejava ele enquanto tentava se concentrar nos seus exercícios.