Capítulo 7
Jéssica deitou-se em sua cama como se há muito tempo não o fizesse, enfim seus músculos relaxaram desde a chegada dos pais, mais especificamente, desde a chegada do pai que a enfernizava botando defeito em tudo que batia os olhos.
“Não sinto meus membros.” Murmurou a si mesma abrindo os braços sobre a cama e tirando os óculos do rosto. Não percebeu as horas passarem, desfrutando o momento sozinha longe dos gritos e reclamações do novo pai. Fechou os olhos e acabou adormecendo sobre o lençol rosa.
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Batidas leves mas apressadas na porta a despertaram. Olhou para o lado preocupada e depois se dirigiu à porta. Quem seria? Já era madrugada e pelo que Gisele contara sobre o marido rabugento, ele não acordaria para simplesmente atormentá-la. Ou acordaria? Talvez gostasse de ver a desgraça dos outros, ou talvez fosse um sádico que fazia os outros sofrerem.
Tentando não pensar nisso, seguiu até a porta e destrancou-a com um movimento rápido. Custou a acreditar na imagem que via a sua frente, porém nunca confundiria os olhos azulados e o cabelo preto. Seu irmão estava mais sério do que o normal e fechava a porta pondo as costas sobre a mesma, mal contendo a ansiedade.
“Maninho?” Piscou fortemente enquanto o chamava, para que pelo menos, a voz dele a acordasse do sonho.
“Boa noite, Jessie.” Porém a voz apenas piorou a confusão em sua cabeça, era ele, nunca confundiria a voz do irmão.
“Alguma coisa te incomoda lá em baixo?”
O rapaz não respondeu. Com uma expressão mais séria e observadora, a moça ficou paralisada ao perceber um par de olhos a seguir seu corpo, atento à cada curva sua.
Quando o silêncio se tornava insuportável, Jéssica deu as costas para ele, não conseguindo esperar uma reação por parte de Henrique, foi então que teve a surpresa.
Um braço segurava sua cintura, empurrando-a para trás e fazendo com que suas costas encontrassem o peito do irmão. Conseguia sentir a respiração de Henrique bater em seu pescoço fazendo a pele toda arrepiar, o coração batia descontroladamente tentando aliviar a tensão. Os pulmões trabalhavam arduamente e todo o corpo tremendo, os joelhos iam perdendo a força e logo ela sabia que iria se encontrar no chão.
“Maninho...?” A voz trêmula e excitada fez com que Henrique a empurrasse para mais perto de seu corpo.
A moça suspirou ao sentir uma mão a passear por seu corpo. Então era por isso que ele escolhera ficar mais uma noite em sua casa?
Enquanto Jéssica ainda estava consciente tentava ligar as idéias e percebeu que tudo fazia um sentido claro. As drogas que Henrique achara no armário da ex-namorada poderiam ser muito bem posta por ele na comida ou na bebida da pobre e futura mãe, depois se fez de coitado para que ninguém percebesse suas intenções.
Quanto a oferta de ficar no lugar dela, a vida do rapaz era perfeita demais para ser trocada por uma tão ruim e aprisionada. Servia apenas para que ela se apaixonasse. Os abraços tanto no hall da casa como na sala de estar, só para ficar um pouco mais perto.
Quando Jéssica terminava o raciocínio um beijo em seus lábios tomara-lhe os sentidos. Uma língua dançava sedutoramente na boca da jovem que colocava as mãos na porta que agora se encontrava encostada. Estava tão distraída que não percebera o movimento para trocarem os lugares, precisava prestar mais atenção, mesmo que fosse seu irmão quem estava a tomar seus lábios.
“O que...?” A tentativa de pergunta fez com que a língua úmida de Henrique a penetrasse mais profundamente fazendo os corpos estremecessem.
Resolveu não fazer mais perguntas e apenas aproveitar o momento que tanto esperava. Colocou uma perna entre as do jovem unindo melhor os corpos. Empurrando-o, chegou até a cama onde os lençóis não muito bagunçados os esperavam.
Deitou de costas na cama ainda aquecida antes pelo calor de apenas uma pessoa, e sorriu quando ele deitou por cima de si passando as mãos em suas curvas. Eram lisas, macias, simplesmente perfeitas.
Um arrepio percorreu-lhe a espinha quando uma leve e gelada brisa veio lhe acariciar os seios agora descobertos.
“Eu te amo.” Murmurou apaixonadamente no ouvido da irmã enquanto tentava se livrar das roupas.
Ela sorriu beijando-o nos lábios e invadindo-lhe a boca ao ouvir a confissão. Abriu a boca para dizer algo igualmente carinhoso porém não conseguiu.
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Jéssica abriu os olhos, assustada, sentindo o corpo suar frio olhou para os dois lados tentando compreender o que se passara e cerrou os punhos em volta do travesseiro quando conseguiu perceber o que acontecera. Rapidamente tirou as mãos do travesseiro sentindo o pulso sangrar levemente, manchado com pequenos pingos vermelhos o lençol.
“Merda.” Tentou não gritar mas era impossível ao saber que o melhor sonho da sua vida fora interrompido.
Foi então que Jéssica parou, interrompido? Pelo quê?
As batidas na porta persistiram levemente com a mesma calma que ouvira antes. O homem que esperava atrás da porta fixava os olhos atentamente no batente para perceber qualquer tipo de movimento sobre o objeto que o separava do quarto.
Jéssica pegou os óculos pois temia ser algum de seus novos irmãos ou seu pai que resolveu além de tirar-lhe a paciência de dia torrá-la à noite também. Levantou-se arrumando a roupa amassada porém ao colocar a mão na chave, que jazia na fechadura, pensou em seu irmão e o sonho estranhamente bom.
Levou a mão ao colo e sentiu nas pontas dos dedos o material frio de que era construído o presente que ganhara no dia anterior, um pingente. Podia ser sua mãe ou sua irmã já que as duas dormiam em baixo do mesmo teto que ela. Balançou a cabeça fortemente, seja lá quem fosse teria que abrir a porta.
Girando a chave com certa impaciência abriu a porta com um movimento rápido e logo quis fechá-la com o mesmo movimento ao ver o homem que esperava do outro lado com um sorriso até que sedutor para algumas mulheres, contudo, não para Jéssica.
A moça fechava a porta pensando que um pouco de rapidez a ajudaria, entretanto, um pé impedia o encontro da porta com o batente deixando a mostra uma fresta em que se via o rapaz loiro que sorria satisfeito.
“Me deixa em paz!” Sussurrou raivosamente enquanto punha o peito contra a madeira inflexível.
“Mais uma chance.” Com essas palavras Jéssica foi empurrada para trás, escancarando a porta. Então, num movimento brusco, foi jogada ao chão, e antes que a porta fosse fechada ferozmente, ela jurou ter visto os três irmãos espiando do quarto de hóspedes, Francisco piscava um olho em sua direção, Edward sorria maliciosamente e Marcos apenas observava com olhos sem sentimentos, que Jéssica encarou por um tempo até que a porta se fechou entre eles.
Edward, Francisco e Marcos. Ela arregalou os olhos e se ergueu rapidamente quando descobriu de onde reconhecera os rostos e os nomes...
CONTINUA...
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Nota da Autora: Gente! Desculpaaaaaa! Pela falta de atenção e pela demora!! Mas não achem que não dei atenção a vocês! Amei os comentários, gente, obrigada pela força ^^ de coração, obrigada mesmo. Porque nem tinha esperanças que essa fic ia ser lida por alguém. Desculpa, mais uma vez, por ter errado no capítulo 4, sinceramente não sei o que aconteceu...
Respondendo a Cat-chan, o “Vários caminhos” foi escrito um mês antes do “Chega de viver assim” (presente de aniversário da Josiane), que quando resolvi escrever, precisei pesquisar sobre o anime Shurato porque não o conhecia. Então se vocês que estão lendo o “Vários caminhos” quiserem dar uma passadinha no presente da Josiane fiquem à vontade ^^ porque também nunca vi o anime.
Misakiti me desculpa mesmooo pela demora! Estou estudando em uma escola muito mais puxada agora e, acreditem se quiser, lá tem prova de religião e educação física... tirando que lá á média é 7 T.T sei que tem colégios piores que o meu, mas nessas semanas ou até meses que não postei é porque estava sem tempo, fiquei estudando...
Bom, vou ficando por aqui porque se não a nota da autora vai ficar muito comprida e ninguém vai ler x.x Obrigada por continuarem a ler minha fic!
Hinalle