O baile – parte 2
Immortal love
Capítulo 32
-Não sei o que pode está dizendo! – mas a palidez de suas faces já havia lhe delatado.
-Ora Kikyou não adianta se fazer de inocente, pois já a encontrei e não vai mais fugir de mim – ameaçador.
-Eu já disse que não me chamo Kikyou! – ela tentou se soltar, mas ele a reteve segurando-a ainda mais firme em seus braços.
-Está bem. Se assim o prefere, então eu a chamarei de Kagome – perguntou então com um sorriso cínico nos lábios – Como tem passado querida?
-Como tem a ousadia de me dirigir a palavra depois de tudo que fez, depois de tudo que causou a mim e principalmente ao Inu Yasha, Naraku?
-Eu dei àquele haion patético o que merecia por ousar rouba-la de mim.
-Não sou um objeto e muito mesmo seu para que possa e ser roubado! – entre os dentes.
“Pode continuar pensando assim querida, mas veremos depois...”.
-Mas você sabia que eu tenho uma grande curiosidade Kagome. Responda – me: Aquele haion gostou das acomodações? – cinicamente.
-Jamais irei perdoa-lo por tê-lo aprisionado naquela jóia. Por sua culpa o Inu Yasha viveu seiscentos anos cercado por trevas e sem nenhuma forma de escapar.
-Sinto muito pelos transtornos causados – porém era evidente pelo esplendor de seu sorriso que tinha orgulho do seu feito - Mas eu jamais permitiria que vocês permanecessem juntos... Neste ou no outro mundo. Mas como não se pode ter tudo que se deseja... No momento seu perdão não é uma das minhas prioridades.
-Então o que deseja? Por que não me deixa em paz e segue a sua vida?
Neste momento seu sorriso sádico desapareceu por completo e um semblante sombrio tomou-lhe a face.
-Isso eu não posso te responder. Pode dar o nome que preferir: luxúria, obsessão, paixão amor... Não me importa! Só sei que é forte o suficiente para permanecer inalterado não importando quantas vezes eu reencarne.
-Reencarne? Mas... Como consegue se lembrar da Kikyou?
-Um pouco antes de morrer, decidir aprisionar minhas lembranças e conhecimentos em uma antiga pintura que me retratava. Quando libertou o Inu Yasha também libertou minha memória e desde então tenho lhe procurado. Quando encontrei aquele haion patético soube que ele me levaria a ti e como viu deu certo. Mas desta vez não cometerei o mesmo erro. Não irei perde-la.
A essa altura a música já havia findado e outra recomeçara, mas para os dois isso não importava. A muito já haviam parado de dançar, embora a jovem permanecesse nos braços de Narak.
-O que esta planejando Narak? O que pretende fazer? – embora não quisesse demonstrar estava temerosa.
-Não espera realmente que eu te diga não é Kagome? Perderia totalmente a graça – o sorriso tornou aos seus lábios – a única coisa que posso adianta-lhe é que em pouco tempo o seu amado Inu Yasha estará no outro mundo!
-Se você ousar encostar um dedo no Inu vai se arrepender amargamente do dia em que renasceu! Eu estou lhe avisando: Não vou permitir que nos separe novamente. Nunca mais!
-Não sabe como eu sentir saudades de suas vãs ameaças Kikyou – tornando a sorrir – Pena que elas nunca se realizam não é mesmo?
Desta vez ela conseguiu atingi-lo, mas não com palavras. A bofetada foi tão violenta e certeira, que Narak perdeu a frieza e seus olhos brilharam de raiva.
Kagome ainda estava sobre o efeito da emoção quando ele a agarrou beijando-a com fúria. Reagiu, empurrando-o, mas ele era mais forte. Os beijos eram violentos e a jovem sentia-se sufocar, cada vez mais fraca.
Parecia que o pesadelo retornara e ela não pode evitar que lágrimas quentes rolassem de seus olhos semi-abertos. Aos poucos, talvez vencida pela exaustão ou algo que não sabia definir, deixou-se cair num precipício de esquecimento onde sua alma atormentada nada mais fez senão gritar por socorro sem aparentemente ser ouvida.
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Inu empurrou bruscamente Tsuback e caminhou com passos decididos até o casal. Encontrava-se farto daquela mulher querendo retê-lo de todas as formas sem, é claro, descartar seus dotes físicos. Mas por Kami já estava cheio! Narak ultrapassara todos os limites e iriam pagar caro por isso!
À medida que se aproximava daquele vil ser, seus olhos se tornaram rubros como o sangue gotejante. Suas garras cresceram assustadoramente, iguais à de um animal pronto para estraçalhar a sua presa.
Os humanos que dançavam tranqüilamente, ao perceberem a estranha movimentação na pista e a expressão assassina do haion, afastaram-se depressa. Os yokais percebendo o novo cheiro do haion permaneceram ali em busca de alguma diversão.
Inu separou Kagome e desferiu um soco certeiro e violento no rosto de Narak. Ele foi arremessado contra um casal que observava a cena. O haion desejava continuar socando-o até que não tivesse mais face, mas teve que amparar sua namorada, do contrário Kagome cairia no chão. Segurou-a poucos segundos antes de atingir o solo.
Suas faces encontravam-se brancas como a neve e se sua respiração, apesar de fraca, se não continuasse regular podia-se julgar que falecera.
Os dedos do haion tocaram a face fria e pálida. Suas garras voltaram ao normal e seus olhos tornaram ao brilho dourado, apesar de ainda conterem uma enorme fúria.
Olhou na direção no qual arremessara o adversário, mas ele não se encontrava mais ali. Havia fugido. Poderia ir atrás dele e lhe ensinar algumas lições, mas tinha coisas mais importantes a fazer, pensou olhando para a jovem em seus braços.
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-Deveria me deixar interferir! Não agüento mais essa situação Pai! Ver tudo caminhando para a destruição sem poder fazer nada!
-Infelizmente a paciência não é uma das suas virtudes Layla e por isso temo esta esperando muito de ti – com sua habitual calma – Mas não posso permitir que por causa de sua impetuosidade acabe, por mais uma vez, apressando e modificando a vida dos mortais.
-Mas Pai! Eu...
-Porém devo reconhecer que está certa. É necessário que façamos uma última interferência – continuou.
-Última? Mas se por acaso for necessário...
-Mesmo que a vida deles esteja por um fio, nenhum de nós poderá fazer nada – percebendo o jeito desafiador da filha Ele advertiu – E isso também vale para você Layla. Sabe muito bem o que acontece quando um ser celestial desobedece as minhas ordens, aliais esse é o motivo de toda essa odisséia.
-Sim eu sei... Mas o que pretende fazer?
-Você devera lhe contar a verdade – Layla levantou a sobrancelha – toda a verdade.
Continua...