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› Autor: ~tepha-hyuuga
› Gênero: Romance e Novela.
› Tags: violino, piano, bilhete, Naruto
› Personagens: Naruto, Hinata, Sasuke, Sakura, Shikamaru, Temari, Tenten, Neji, Ino, Gaara
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 05/05/08
› Comentários/Favoritos 18/32
› Caracteres: 44.695
› Exibições: 1.027
Nota:
Olá gente! Aque está mais um capítulo, quentinho xD
Aviso prévio: Eu mudei o estilo de escrita desta fic. Assim ficará bem melhor acompanhá-la até o fim, acredito.
Boa Leitura! Agradeço desde já aos que comentarem, aos que adicionarem em seus favoritos e àqueles que apenas lerem. xD
Também agredeço mais uma vez àqueles que estão acompanhando minha fic xD
Ah, e outra coisa importante: No primeiro capítulo, eu disse no decorrer da história que "Akatsuki" significa "lua vermelha". Peço desculpas a vocês, leitores, por minha falha. Na verdade, como todos devem saber, significa "nuvem vermelha" o que é mais óbvio, afinal não teriam sentido aqueles desenhos de nuvens vermelhas.
PS.: Foi uma leitora que me informou disso. Obrigada RAIKIMI!
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Capítulo V: Destino traiçoeiro
Num quarto do bloco B, três meninos estudavam incansavelmente, cada qual usando sua parte na escrivaninha do quarto. Embora estivessem na noite do primeiro dia de aula, já foram marcadas algumas avaliações e como estavam no terceiro ano, a cobrança dos professores era ainda maior. Afinal, as vagas na universidade dependeriam do desempenho deles no decorrer do ano, não só desse ano em que viviam, mas de todo o ensino médio.
Um deles, de cabelos negros e medianos, presos em um rabo-de-cavalo baixo, pretendia fazer Engenharia Mecânica. Outro deles, donos de longos cabelos dourados, presos em um alto rabo-de-cavalo, tinha a pretensão de fazer Engenharia Química. Já o terceiro, dono de bagunçados cabelos ruivos, entraria numa faculdade de Direito. Ambos eram totalmente diferentes, tanto na aparência física quanto na personalidade.
Já cansado de resolver inúmeras equações, o moreno resolve ir dormir.
-Já são onze e meia... – fecha o livro – Vou dormir.
-Já, Itachi? – disse o loiro – Você terminou todos os exercícios de matemática?
-Sim, e os de física também.
-Nossa, você não muda mesmo – disse o ruivo
-Ah, Sasori... – vai em direção ao banheiro – Tento fazer o máximo em menos tempo possível
-Amanhã você pode me dar uma ajuda em física? Vou fazer Direito, não tenho tanto talento assim para matérias exatas...
-Tudo bem. Amanhã a gente vê isso.
Entrou no banheiro e fechou a porta. Logo depois, abriu a torneira da pia e começou a escovar os dentes. Estava morrendo de dor de cabeça, pois passou o dia inteiro fazendo contas. Não que não fosse de seu agrado, mas desacostumou-se com a rotina que tinha. Férias não lhe faziam bem.
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No quarto dos outros meninos, Neji reclamava sem parar, pois não aceitava o fato de ter sido esquecido por mais de quarenta minutos no banheiro. Aliás, a discussão envolvia a todos, exceto Tenten que estava encostada na parede, com as mãos no bolso do casaco, observando toda a cena. Discutiam alguns planos para “devolver” a menina, xingavam um ao outro devido a algumas idéias absurdas que surgiam, enfim, tudo porque esqueceram de fazer uma simples ação de bater na porta do banheiro e dizer que o jogo tinha acabado. Já sem paciência, Tenten se prontificou.
-Calem a boca! – todos a olham com espanto – Vou ligar para as meninas pra ver se elas têm algum plano, porque pelo jeito aqui está difícil... – pega o celular e disca algum número
-Você deveria ajudar, afinal é por sua causa que estamos discutindo – disse Gaara
-Ora, se vocês tivessem avisado a gente... – alguém atende do outro lado da linha –... Ino?
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Hinata teve uma idéia. Mas logo depois pensaram melhor e decidiram não segui-la, devido à ineficácia do último plano. Se bem que houve uns imprevistos, mas não queriam arriscar novamente outro plano de sua autoria. Qual era a melhor coisa a fazer? Era a resposta dessa pergunta que procuravam. Na verdade, não acreditavam como podiam ter esquecido amiga no banheiro, trancada com Neji. Caminhavam de um lado pro outro, na tentativa de arrumar uma solução para tal problema
-Nossa, ela vai matar a gente! – disse Ino
-É... Fomos muito descuidadas! – disse Temari
-O que vamos fazer, já que não aceitam minha idéia?
Ninguém respondeu. Apenas suspiraram fundo e continuaram a pensar. Se fossem até o quarto dos meninos de novo, provavelmente seriam pegas no flagra pela zeladora. Teriam que arranjar um plano o mais rápido possível, pois não podiam deixar Tenten dormir no quarto de um bando de meninos que mal conheciam, mesmo eles aparentando serem muito legais. Foram despertadas de seus devaneios ao ouvirem o toque do celular de Ino.
-É o meu, gente... – vê o número e atende – É a Tenten!... Alô?
-Ino? Oi, porca! Por que não me avisaram que iam embora? – diz Tenten do outro lado da linha
-Foi mal Tenten, a gente esqueceu... – responde a loira – Você tem algum plano pra sair daí?
-Eu estou pensando em chutar o balde e sair daqui na maior cara de pau... Melhor do que dormir aqui... Se a zeladora me encontrar, paciência...
-Bem... Se for pra se ferrar, vamos fazer isso todas juntas. Já sei... – as outras meninas a olham com mais atenção
Ino teve a idéia de se dividirem em duplas. Uma delas iria por um caminho em direção ao bloco B e a outra iria por um percurso diferente. Assim, mesmo se alguma dupla se deparasse com a zeladora, a outra estaria segura para “resgatar” Tenten e voltar rapidamente. Depois de explicado o plano, finalizaram a ligação, trocaram de roupa novamente e prepararam-se pra prosseguir.
-Vamos fazer assim – disse Ino – Eu e Sakura; Hinata e Temari. Pode ser?
-Pode, mas eu e Hinata iremos pelo caminho mais incomum... Não quero me encontrar com aquela zeladora de novo!
-Tudo bem – responde a loira – eu e Sakura iremos pelas pracinhas.
-Temos que combinar mais uma coisa – pronunciou-se a Hyuuga – nós não podemos esperar umas pela outras... Quem chegar primeiro pega a Tenten e já volta pro quarto
-Certo! – disseram as outras em uníssono
Cada uma pegou sua chave, por garantia, caso alguém ficasse pra trás numa situação improvisada, e seguiram silenciosamente pela escola. Quando chegaram ao fim do bloco A, dividiram-se. Sakura e Ino foram pelo caminho mais comum, ou seja, onde era mais típica a presença de pessoas, mas é claro que àquela hora quase ninguém estava por ali. A zeladora sempre ficava por lá. Já Temari e Hinata seguiram pelo caminho atrás das quadras de esporte.
-Temari... Como vamos saber que não há ninguém por aqui?
-Não sei. Mas é melhor irmos juntas. Não podemos nos dividir.
-Certo... – andam mais um pouco – Acho que não tem ninguém aqui – olha ao redor – já posso ver a entrada do bloco B
-Eu também estou vendo
Prosseguiram habilmente, Temari na frente e Hinata atrás. Foram andando, olhando os lados, e dando cuidadosamente cada passo. Chegaram, por fim, no corredor do quarto dos meninos.
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Ino e Sakura também fizeram suas partes cautelosamente. No meio do caminho, avistaram a zeladora, obviamente. As duas entreolharam-se e depois de um preocupado suspiro, resolveram sentar-se atrás de uma árvore, até a zeladora ir para longe delas.
-Testuda... Até que horas a gente vai ficar aqui, hein? Está muito frio! – cerra as mãos
-Testuda é a sua mãe! ¬¬ ... Mas eu não sei quanto tempo isso vai demorar. A gente merece também, que idéia irmos embora e deixarmos a nossa líder pra trás!
-Grandes amigas nós somos – ironiza e suspira logo em seguida – ela deve estar chateada com a gente
-É mesmo... – olha lentamente para trás – Ino... – vira-se para a amiga
-O quê?
-Acho que a mulher-macho já foi... –dá mais uma olhada - A barra está limpa!
-Então vamos logo!
Levantaram-se lentamente e caminharam em direção ao bloco B. Aceleraram os passos, mas mesmo assim muito cautelosamente. Nesse tempo, Sakura tropeçou e fez um barulho um pouco audível, mas Ino a ajudou a levantar-se e em seguida saíram dali o mais rápido possível, antes que alguém chegasse e tudo fosse por água-abaixo.
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Ainda estava estudando. Seus amigos já tinham ido dormir fazia quase dez minutos. Apenas a luz do abajur que estava sobre a escrivaninha iluminava aquele caderno cheio de anotações. Suspirou e passou as mãos no rosto, apoiando os cotovelos sobre a mesa. Matemática... Odiava matemática, mas tinha que estudar, senão sua vaga na Universidade de Konoha iria pro espaço. Cinco minutos depois, finalmente achou o “x” da questão, literalmente. Geometria Analítica... “que saco!”, pensava ele. Tal matéria causava-lhe náuseas.
-Finalmente! – fecha o livro – Ainda bem que amanhã não tem matemática! Mas tem física T_T
Levantou-se de sua cadeira e espreguiçou-se longamente. Foi ao banheiro e tomou um banho quente. Logo depois, vestiu seu pijama e deitou-se em sua cama, sorrateiramente.
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Estavam sem assunto. Logo depois da breve discussão, já cientes do plano, esperavam as meninas chegarem para buscar Tenten. Shikamaru cochilava deitado na cama, com as mãos atrás da cabeça. Naruto e Sasuke conversavam um pouco, mas nada que envolvesse a todos. Gaara estava seriamente em pé, encostado na parede, com os braços cruzados. Neji estava encostado em outra parede, ao lado de Tenten, que se segurava pra não começar a rir daquela situação um tanto desconfortável.
-É... – quebra o silêncio – Não devíamos fazer alguma coisa pra ajudar as meninas?
-Acho que não, Neji. É melhor esperarmos, senão vai dar rolo – respondeu Gaara - Elas já devem estar chegando, se não foram barradas por ninguém...
O silêncio volta, mas é quebrado instantes depois pelo barulho de alguém batendo na porta. Eram Hinata e Temari. Neji foi atendê-las e Tenten foi atrás.
-E aí, vieram numa boa? – disse ele na porta do quarto
-Sim... Não vimos ninguém no caminho, ainda bem! – disse a Hyuuga
-Suas tolas! – reclama Tenten – Vamos logo, antes que alguém nos pegue aqui!
-Vamos... Tchau, Neji – disse Temari
-Tchau, até amanhã
-Até – responderam em uníssono
Portanto, as três andaram cautelosamente pelos corredores do bloco B. Temari ia à frente, seguida de Hinata, e por último Tenten. Logo que viraram ao corredor da esquerda, depararam-se com Ino e Sakura, que por sua vez teve que tampar a boca da Yamanaka com uma das mãos, pois a loira levara um susto com a presença das outras três.
-Essa foi por pouco, hein porca! – disse Sakura, tirando sua mão da boca de Ino
-Valeu, testuda...
-Meninas, não temos tempo pra “elogios”, vamos logo! – disse Temari
Continuaram o caminho. Decidiram seguiram o mesmo trajeto usado por Temari e Hinata, pois diminuiria a possibilidade de se encontrarem com a zeladora. Minutos depois, chegaram ao quarto. O plano foi um sucesso.
-Nossa, que sorte! – disse Hinata, deitando-se na cama
-Verdade! – boceja – Estou morta de sono...
-Já, Sakura? Você sempre é a que dorme mais tarde e depois fica resmungando de manhã... – retrucou Hinata
-Tenho que mudar meus hábitos – responde
-Conta pra gente, Tenten, como foi ficar trancada com Neji no banheiro? – pergunta Temari, arrancando risada de todas
-Nada de interessante... – responde Tenten – A gente nem se falou direito, e as poucas palavras trocadas foram de implicância
Conversaram mais um pouco sobre aquela noite e logo em seguida foram para a cama. Tenten não conseguiu dormir direito. Pensava muito em Neji. Conhecia-o há quase três dias apenas, mas parecia que fazia anos. No começo, só o achava bonito. Agora, sabia que estava sentindo algo mais por ele.
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Assim, algumas semanas se passaram. Todos os dias levantavam às seis da manhã, assistiam às aulas das oito às quinze horas, incluindo matérias extracurriculares, e depois voltavam aos quartos, ou iam à biblioteca para estudarem. Como já era previsto, muitas avaliações foram marcadas também. A escola na qual estudavam era muito rígida, tinham que conseguir no mínimo 80% dos pontos totais para passarem de ano.
Sexta-feira chegou. Depois de duas semanas corridas, Sakura resolve ir estudar na biblioteca, pois era um lugar silencioso e tinha livros a vontade. Além de que estava com dúvida em matemática. Precisava pegar emprestado o maior número possível de livros para estudar e se preparar para a prova. As outras meninas não estavam com dúvidas em nenhuma das matérias, pelo menos até o momento. Então, Temari resolveu ir ao salão de música, pois aprendera a tocar piano desde os cinco anos e precisava esfriar um pouco a cabeça. Já o hobby preferido de Tenten era a leitura, portanto foi direto para o quarto, a fim de terminar de ler os três livros que acompanhava ao mesmo tempo. Juntamente com ela, Hinata, que queria dar mais uma lida na matéria, foi também para o quarto. Ino foi ao shopping fazer algumas compras. Nenhuma das meninas quisera acompanhá-la, pois estava frio e chovendo, e só uma pessoa muito compulsiva para ter ânimo de fazer compras num tempo daquele.
Nessa mesma sexta, Sakura foi a última a sair da sala, depois que tocou o sinal. Guardava seus livros na bolsa, enquanto um menino que muito lhe atraía se aproximava. Ela foi acompanhando-o, olhando-o de esguelha, até que ele chegou e se agachou em frente à carteira dela. Fitou-a por alguns instantes, acompanhado de um sorriso no canto da boca, e logo depois se pronunciou.
-Sakura...
-Hum... ?
-O que vai fazer hoje à noite?
-Por que, Sasuke?
-Eu perguntei primeiro...
-Aff... – deu uma risadinha – Bom... Acho que... Nada... Mas por quê?
-Aceita sair comigo? – sorrisinho sexy [oh my goodness!]
-Você acha que eu esqueci que você está com a Karin? – o olha profundamente nos olhos – Eu não saio com você enquanto você não terminar com ela!
-Mas está quase terminado! Tipo... Ela viajou, aí não deu. Mas eu falei com ela pelo telefone, ela já está ciente que eu quero terminar... – disse persuasivamente – Quando ela voltar vai ser oficial
-Ah, não sei Sasuke... – olha pro lado e dá um suspiro
-Sem compromissos, vai... A gente se encontra no Caribbean Coffee, às sete...
-Mas... - interrompida
-Por favor! – segura o queixo dela, virando-o para si
Nada responde. Ah, esses olhos... Foram a primeira coisa que lhe chamaram a atenção. Perdia-se naquela imensidão negra que a encarava. Ficou praticamente hipnotizada. Não teve outra escolha, senão aceitar o convite. Logo depois, despediram-se com beijinhos no rosto e cada um seguiu seu caminho.
Já na biblioteca, Sakura gastou trinta minutos pra escolher dez livros de matemática de autores diferentes. Em seguida, andou com aquela pilha nos braços até ao balcão da bibliotecária, para registrar o empréstimo. Chegando lá, com um pouco de dificuldade, pois os livros atrapalhavam-na na visão, pôs a pilha em cima da mesa e suspirou de cansaço.
-Tudo isso? – a bibliotecária pergunta, um pouco surpresa
-Sim... – sorriso amarelo – Tenho que estudar muito
-Que bom – sorriso simpático – os alunos daqui costumam estudar muito mesmo... Carteirinha, por favor
-Aqui – a entrega – É... Qual o limite de livros que podem ser locados por vez?
-Quinze... Prontinho – devolve a carteirinha – Bons estudos
-Obrigada
-É... – olha a pilha de livros – Vai conseguir levar tudo sozinha?
-Vou sim ^^
-Quer ajuda?
-Não, obrigada ^^
Sakura fez uma careta, devido ao peso, ao pegar os livros os quais estavam em cima da mesa. Logo depois se ajeitou e foi em direção à saída da biblioteca. Antes que pudesse chegar lá, parou e olhou no relógio de parede. Lembrou-se que tinha marcado de fazer a unha às quatro horas e faltavam cinco minutos. Resolveu, então, apressar a caminhada, esquecendo-se de que sua visão estava quase totalmente bloqueada devido aos livros. Com isso, mal deu o terceiro passo e confrontou-se com outra pessoa que vinha em sua direção, que também aparentava estar com pressa. Ambos caíram sentados, para lados opostos, fazendo com que os livros se espalhassem pelo chão. Quando a menina abriu os olhos, viu que a pessoa com a qual se deparara não lhe era estranha.
-Ai... – disse Sakura, passando a mão na cabeça
-Desculpe-me! – levanta-se e oferece a mão – Deixe-me ajudá-la a levantar
-Ok... – corresponde e se levanta – Obrigada... – agacha-se e começa a recolher os livros do chão – Eu que peço desculpas... Devia ter pensado antes de sair correndo com aquela pilha...
-Que nada – sorri e a ajuda a pegar os livros
-Não precisa, obrigada...
-Precisa sim – pega um deles e lê a capa – Matemática?
-É...
-Hum... – repara em todos os outros – Todos esses livros são de matemática?
-São... – acaba de recolher; metade dos livros ele segurava e a outra metade ela segurava
-Mas... Se me permite perguntar, pra quê tantos?
-Eu... Estou com dúvida em matemática... Tenho que estudar ao máximo para conseguir notas boas... – olha para o lado e cora levemente
-Hum... Você é do primeiro ano?
-Sou...
-Aprendendo funções?
-Sim... Nossa, pra quê tantas perguntas?!
-Desculpe-me por tantas perguntas... Mas...
-Leu meu pensamento!
-... Eu posso te ajudar, se você quiser...
-A-Ajudar?
-Sim ^^ Adoro matemática e se você quiser, posso te dar umas aulas. É bom que eu reviso o conteúdo do primeiro ano
-Adoraria! – contém-se e olha pro lado – Quer dizer, se você puder...
-Posso sim...
-Que bom... Obrigada mesmo!
-Nada... É... Nós não nos apresentamos ainda... Sou Itachi. Uchiha Itachi, prazer
-Ah, desculpe-me... Sou Haruno Sakura, o prazer é meu... Mas... Uchiha?
-Ah, sim... – entende a dúvida da menina - Você deve ser da sala do meu irmão...
-Sasuke?
-Ele mesmo
-É, sou sim...
...
-Bem... – quebra um breve silêncio – Então... Você pode me ajudar mesmo, Itachi? Eu não quero te atrapalhar...
-Claro que eu posso e não vai atrapalhar... Vamos começar?
-Só se for agora - sorri
Escolheram apenas dois livros entre os quais Sakura havia separado e foram para uma das mesas da biblioteca mesmo. Ambos esqueceram-se completamente de seus compromissos anteriores. Itachi explicava calmamente cada exercício que faziam. Sakura pôde compreender cada detalhe daquilo que lhe perturbava a cabeça. Também comparava inevitavelmente os irmãos Uchiha. Um, grosso e sem educação. Outro, simpático e gentil. Parou de tirar conclusões precipitadas e voltou novamente a sua atenção às explicações de Itachi. Sem que percebessem, uma pessoa chegava perto da mesa a qual estavam e disse:
-É, Itachi...
-Han?- vira-se - Sasori? – disse o Uchiha, ainda sentado
-Você disse que voltaria rápido para podermos estudar... – senta-se em uma das cadeiras que sobrava
-Foi mal... É que aconteceram uns imprevistos – olha pra menina – Sakura, esse é Akasuna no Sasori – olha pra Sasori – e essa é Haruno Sakura
-Prazer – disseram Sakura e Sasori em uníssono
-Bem... – levanta-se da mesa – Sakura, desculpe-me... Mas tenho que ir, se você me der licença...
-Toda... Eu que peço desculpas por te atrapalhar!
-Se você quiser, a gente pode marcar outros dias para estudarmos... O que você acha?
-Por mim tudo bem
-Então beleza... Outra hora marcaremos os dias
-Ok... E obrigada
-De nada. Tchau, até mais - beijinhos no rosto
-Tchau – retribui
-Tchau, Sakura – disse Sasori
-Tchau - sorri
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-O quê?! – pergunta, incrédula
-Pois é... Eu a ouvi gritar isso na sala há alguns dias atrás...
-Kuso...
-O quê você vai fazer, Tayuya?
-Chame-me Tayuya-SAMA! Nós já conversamos sobre isso...
-Aff... – revira os olhos
-Não adianta revirar os olhos... Sei muita coisa sobre você, então é melhor me obedecer...
-Hai, Tayuya-sama. Mas... O que você pretende fazer?
-Não sei...
-Hum...- pensa um pouco - Eu tenho uma idéia...
-Ih... Suas idéias não são lá das melhores...
-Quer ao menos escutar?
-Aff, fala né...
Explica, e logo depois...
-Até que não é uma má idéia, tenho que admitir. Tirando aquela sua parte...
-Viu? – sorri triunfantemente – Mas, quanto àquela parte, não se preocupe... Se você a fizer, vai dar muito na cara
-É, percebi. Espero que dê certo
-Claro que vai dar!
-Hunf... Se eu não fiquei com ele... Ninguém ficará!
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Logo quando acabou a aula, foram para o quarto. Chegando lá, as duas amigas colocaram as bolsas em cima da cama e em seguida começaram seus afazeres. Tenten deitou-se na cama, de barriga pra baixo, mas apoiando-se em seus cotovelos, para poder ler o livro que também estava em cima da cama. Hinata estava sentada na cadeira da escrivaninha. Mal começa seus exercícios e percebe um bilhete que fora deixado em baixo da porta. Caminha até ele e lê o destinatário.
-Tenten...
-Hum... ? – responde sem encará-la
-Um bilhete pra você...
-Han? – desvia sua atenção à Hinata – Bilhete?
-É, olhe – vai até a amiga e entrega
-Nossa... – o pega e se senta na cama – De quem será?
-Abre logo! Estou curiosa...
-Ok... – abre e lê
“Oi...
Encontre-se comigo na pracinha perto do auditório, hoje, às sete horas e quarenta e cinco minutos.
Beijos, Neji. “
-E então? – disse Hinata
-É do Neji...
-Do Neji?
-Aham...
-Humm... - maliciosamente
-Ah, nem vem Hinata – vira o rosto e cora levemente
-Priminha... – brinca
-Hina... – faz uma cara manhosa- Se eu for você vai comigo? =D
-Ficar de vela?!
-Não... Tipo... Ah, sei lá! Fica escondida, meio longe, sei lá... Mas não me deixe ir sozinha!
-Tudo bem, tudo bem...
- Eba!
Ficaram conversando mais um pouco sobre o bilhete. O que será que Neji queria? Era perceptível no rosto da Mitsashi a expressão de felicidade. Tinha uma grande possibilidade de acontecer o segundo beijo. Minutos depois, voltaram aos seus afazeres.
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Compras... Não existia remédio melhor quando a cabeça estava quente, cheia de dúvidas e de pensamentos inacabáveis. Mesmo assim, não precisaria comprar o shopping inteiro para fazê-la esquecer dos problemas. Não que tivesse muitos, mas aqueles poucos já a incomodava. Andava com uma sacola em cada mão. Cada vitrine que passava diante dos seus olhos fazia seus orbes azuis brilharem como águas de rios cristalinos. Parou numa banca a qual tinha avistado uns folhetos de pacotes de viagens. Pegou alguns. Já comprara dois vestidos e dois calçados. Achou que era o suficiente. Logo depois, decidiu ir embora, portanto foi até a saída do shopping e viu que um táxi vinha em sua direção. Fez sinal para o taxista parar e assim ele fez. O homem saiu do carro, abriu educadamente a porta para ela entrar e logo depois a fechou. Já dentro do carro, Ino disse o percurso.
-Sandaime Street, por favor
-Ok
Essa era a famosa rua onde ficava a Blue Water High. Seu nome foi dado em homenagem a um prefeito da cidade que muito agradou a população, mas que morreu num trágico acidente de avião. Assim seguiram em direção à rua. Antes de chegarem, o celular de Ino tocou e ela o atendeu ainda dentro do carro.
-Alô?
-Oi filha... É a mamãe...
-Oi mãe! Eu não reconheci o número...
-É por que eu não estou em casa...
-Ah tá...
-Como vão as coisas?
-Bem, mamãe. E por aí?
-Você está aonde?- ignora a pergunta da filha
-Voltando pra casa... Dentro do táxi...
-Então é melhor conversarmos quando você chegar em casa, ou melhor, na escola.
-Ok... Mas mãe, eu estava olhando uns folhetos de viagens para Disney! E é baratinho, nas férias de... - interrompida
-Depois a gente conversa, filha. Beijos, Ja ne.
-Ok... – desapontada - Ja ne
Desliga o celular e fica pensando por alguns minutos. O que será que tinha acontecido? Percebera que o tom de voz de sua mãe não estava um dos melhores... Preocupou-se com a ligação, pois sua mãe queria conversar quando já estivesse em casa, ou seja, a notícia podia trazer-lhe algum sentimento ruim, e em casa é o melhor lugar para chorar, principalmente quando se têm amigas.
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-Vou dar uma saída...
-Você? Dando uma saída depois da aula? Quem é você e o que fez com o nosso Nara preguiçoso? – disse Sasuke, em tom de deboche
Shikamaru deu de ombros ao comentário de Sasuke, logo depois saiu e fechou a porta do quarto. No cômodo, Neji estava sentado na cama tocando violão; Naruto estava tentando estudar História, mas não com muito sucesso devido ao barulho do instrumento do Hyuuga; Gaara estava pensativo, sentado em sua cama e ao mesmo tempo encostado na parede (sua cama ficava encostada na parede esquerda; a de Sasuke na parede direita), com as pernas dobradas e as mãos cruzadas em frente ao seu rosto; seus joelhos serviam de apoio aos cotovelos. Sasuke foi tomar um banho.
-Neji... Por favor! Pare de tocar por pelo menos dez minutos! – disse Naruto impacientemente
-Aff... – põe o violão sobre a cama
-Obrigado ¬¬
-Hunf... Gaara... – chamou Neji
-Hum...? – responde sem encará-lo
-Está pensando em fazer alguma coisa hoje? Sexta não pode ser desperdiçada...
-Não sei
-Vamos dar uma saída
-Acho melhor não... –vira-se pra ele - Não hoje.
-Por quê?
-Porque eu não estou afim... Mas estou pensando em fazer um churrasco, no domingo, lá em casa
-Hm... Vai chamar as meninas?
-Pode até ser... Mas a Ino ainda está com raiva de mim – suspira e deita na cama, com as mãos na nuca
-Hanf... – risada abafada – Você está moh na dela, né?
-Kuso... Odeio admitir, mas...
-Sabia...
-Ela está sendo muito... Difícil... E isso me irrita
-Irrita... – pega o violão e começa a dedilhar – Você gosta de sofrer
-Mulheres fáceis não têm graça...
-Hunf...
...
-Poutz, Neji, começou de novo?
-Ah, Naruto, que merda, vai pra biblioteca então! – irrita-se
-É isso mesmo que eu vou fazer! – fecha o livro e levanta-se
-Eu vou com você – disse Gaara
-Vai estudar também?
-Não... Vou atrás da Ino
Os dois prepararam-se, portanto, para saírem do quarto. Naruto pegou um caderno e um estojo. Gaara apenas pegou seu casaco. Quando Naruto abriu a porta, deparou-se com um bilhete jogado no chão. Pegou-o e viu que na parte da frente estava escrito “Para Neji”.
-Neji... – vira-se, ainda na porta
-O quê é?
-Tem um bilhete aqui pra você... – vai até ele e o entrega
-Han? – pega e lê em voz audível
“Oi...
Encontre-se comigo na pracinha perto do auditório, hoje, às sete horas e trinta e cinco minutos.
PS.: Leve uma venda e a ponha nos olhos... Quero fazer uma surpresa.
Beijos, Tenten”
-É da Tenten? – disse Naruto
-Sim... Mas... Nossa, que estranho
-Você vai?
-Ah... Vou né... Vai comigo...
-E ficar de velão? É ruim hein...
-Não poh... Sei lá, fica escondido por lá, se vira...
-Mas por que você quer que eu vá?
-Ela pediu pra eu levar uma venda... Você vai ter que ficar vigiando.
-Aff... Ok, eu vou então... Não tenho nada melhor pra fazer. O que será que ela quer?
-Sei lá...
Pensaram mais um pouco, mas não chegaram a nenhuma conclusão. Alguns minutos depois, Sasuke acabou o banho. Também resolveu dar uma saída. Portanto, Naruto foi à biblioteca, Gaara foi procurar por Ino, e Sasuke... Bem, não sei onde ele foi. A única coisa que eu sei é que ele saiu dos arredores da escola por alguns instantes.
Neji, obviamente, ficou sozinho no quarto. Deitou-se em sua cama e leu o bilhete novamente. “O que será que ela quer?”, pensava ele. Resolveu ir ao local indicado no bilhete, afinal não tinha nada pra fazer àquela hora mesmo e também estava curioso. Portanto, colocou o celular pra despertar às sete horas, e dormiu logo em seguida.
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Chopin. Adorava Chopin. Era seu músico predileto. O mais famoso e dono dos melhores arranjos musicais que conhecia. Olhou em volta do salão para verificar se realmente estava vazio e logo em seguida ajeitou a partitura à sua frente e começou tocar. Tocou Chopin - Nocturne, Op. 9, nº2. Seus delicados dedos deslizavam sobre as teclas numa perfeita combinação de sons. A música soava em incomparável harmonia. As notas combinavam-se tão belamente quanto à moça que as extraia do piano. Fechou os olhos e sorriu. Perdia-se naquela maravilhosa composição. Não percebeu que, depois de alguns minutos, um par de orbes castanhos a olhava com tamanha admiração. Ele, o dono de tais orbes, também era fanático por música clássica. Nunca imaginara que aquela menina com a qual conversara até o dia anterior tocava tão suave e perfeitamente. A música acabou. A moça pegou a pasta de partituras e começou a folheá-las, procurando outra música que lhe agradasse.
-Bela música... – sorriso no canto da boca
-Han? – olha rapidamente para trás
Levou um susto, acompanhado de um “pulinho” no banquinho mesmo onde estava, ao ouvir a voz de Shikamaru, que estava escorado na parede.
- Ah... Obrigada... - cora
-Não sabia que você tocava piano...
-Pois é... – escolhe a partitura e começa a tocar outra música
-Chopin de novo? – aproxima-se dela
-Sim... – disse sem encará-lo – Só que desta vez estou tocando Waltz nº1, Op.18
-Percebi...
Depois uns instantes em silêncio, que apenas era quebrado pelo som da música...
-Posso?
-Claro... – arrasta-se um pouco à direita e Shikamaru senta-se ao seu lado
-Vou tocar a mesma música...
-Ok...
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Andou pela escola inteira e nada. Depois de ter ido ao bloco A, mais especificamente ao quarto 214, perguntar sobre a menina e ter recebido um “não sei onde ela foi” como resposta, passou por todas as quadras, pelo auditório, pelas pracinhas, pelas salas de aula, mas não a encontrava de jeito nenhum. Cansou-se e se sentou num banquinho próximo ao portão de entrada da escola. Por sorte, minutos depois ela chegou carregando duas sacolas. A expressão dela era de preocupação, mas mesmo assim a abordou, pois tinha um assunto importante a tratar com ela. A chuva havia se cessado.
-Oi... – levanta-se e vai até ela
-Oi, Gaara – indiferentemente
-Preciso falar com você...
-Olha, eu estou com pressa, depois a gente se fala... – sai apressadamente
-Por favor! – a segura pelo braço
-... – suspira - Está bem... – vira-se
-Eu quero acabar com esse climinha ruim entre a gente... Eu quero saber o que te atormenta... – disse, mesmo sabendo a resposta
-Nada... Não sei do que você está falando... – desvia seu olhar para o chão
-Abre o jogo, Ino, por favor...
-... – suspira e o encara logo em seguida – Já que é assim... Por que você falou para os meninos que a gente dormiu junto?
-Eles me perguntaram... Mas eu disse que a gente só dormiu e que não aconteceu nada de mais, ou seja, eu disse a verdade...
-Mas eles devem estar pensando mal de mim, Gaara!
-Não seja boba! Claro que não!
-Homens são todos iguais... Eu tenho certeza de que eles devem estar me achando uma oferecida
-Não estão não... Mas, que seja... Eu quero te pedir... – suspira – Desculpas... Em nenhuma hora eu quis te magoar
-O.O – suspira – Bem... Desculpas aceitas... – sorri, como da primeira vez que conversaram
-Que bom – retribui o sorriso, só que bem levemente
Ficaram encarando-se em silêncio por alguns instantes. Ele olhava aquela serena e delicada face, viajando naqueles profundos orbes de cor celestial. Afogava-se naquele mar azul. Não sabia o porquê, mas também não queria saber. Fez exatamente o que tinha vontade: acariciou com uma das mãos aquele rosto macio. Ela, por sua vez, fechou os olhos, sorriu levemente ao sentir aquela aconchegante mão em seu semblante e levou sua mão junto à dele. Gaara aproximou-se lentamente dela. Ino colocou as sacolas no chão, sem quebrar seu olhar voltado a ele. O coração da moça acelerava cada vez mais. Os lábios dele finalmente roçaram nos dela. Ficaram assim por uns instantes, mas antes que o momento fosse completado, o celular de Ino toca. Era sua mãe, novamente. Afastaram-se um pouco um do outro, ambos corando levemente. Esquecera-se completamente que esperava uma ligação e de que talvez não viesse uma notícia boa. Na verdade, esquecera-se de tudo a sua volta. Não tendo outra maneira, atendeu o celular.
-Oi, mãe...
-Oi filha... Já chegou?
-Já... Mas ainda não estou no quarto.
-Então vá para lá e depois me ligue.
-Ok
-Tchau, beijo
-Outro
...
-Er... Bem... – disse depois de um breve silêncio
-Eu sei... Depois a gente se fala. Aceita uma ajuda com as sacolas?
-Não, obrigada... Eu agüento sozinha – sorri
-Então tá...
-...
-...
-Até... Mais...
-Até...
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Estava satisfeita. Finalmente tinha entendido aquela matéria que tanto lhe atormentara nas últimas semanas. Ficou tão empolgada que resolveu pegar outro livro de matemática e fazer outros exercícios do mesmo conteúdo. Depois de uns minutos, deparou-se com um problema difícil, daqueles do tipo “desafio”. Passou a mão no queixo, numa expressão pensativa. Não estava conseguindo resolvê-lo. Suspirou e olhou pra frente. Viu que Naruto vinha em sua direção. Acenou para ele e fez um sinal para que sentasse perto dela. Chegando lá, Naruto deixa seus pertences em cima da mesa e senta-se em uma das cadeiras que estava sobrando.
-Estudando o quê? – sorri
-Matemática... Vai ter prova semana que vem e quase que eu me ferro!
-Hum... Eu também preciso estudar. Mas... Por que “quase”?
-Porque eu estava com dúvidas... Mas aí eu conheci acidentalmente o irmão do Sasuke, e ele me ajudou ^^
-Itachi?
-Aham
-Hum... Ele e o Sasuke não se dão muito bem...
-Ah não? Por quê?
-Sei lá. Coisa de irmão. Não sei explicar, sou filho único – dá um simpático sorriso
-Eu também sou filha única... Bem, mudando de assunto, você veio estudar também?
-Sim... Só que História.
-Nossa! Esqueci que a prova de História vai ser na semana que vem também!
-Pois é... Podemos estudar juntos, se você quiser
-Claro – fecha o livro de matemática – Seria bom se a Hinata estivesse por aqui...
-Por quê?
-Ela é uma CDF em História! Ela explicaria tudo pra gente, sem ao menos precisar de um livro pra acompanhar
-Hum... Então por que não a chama?
-E a preguiça de ir até meu quarto pra chamá-la? – brinca
-Ah, que isso, liga pra ela então...
-Meu celular está sem créditos – faz uma careta
-Usa o meu – mexe no bolso
-Não, não precisa se incomodar!
-Que isso! – entrega o aparelho – Afinal eu também quero explicações...
-Então tá... – pega e disca o número
Não muito longe dali, um garoto os observava atentamente. Não gostou muito da proximidade dos dois, mas logo depois deu de ombros. Mas mesmo assim os observava. Na verdade, nem sabia por que estava lá. Não tinha nada melhor pra fazer e resolvera dar uma volta, até entrar na biblioteca e encontrar os dois conversado alegremente naquela mesa. Estava escondido atrás de uma prateleira. Deu um suspiro e quando se virou para sair dali, confrontou-se com uma menina, que estava de braços cruzados e um sorriso cínico.
-Você não tem jeito mesmo, Sasuke-kun...
-O quê você quer, Tayuya? – impacientemente
-Já está atrás de outra...
-Cuida da sua vida, mulher!
-Vim lhe fazer uma alerta...
-alerta? – num tom de deboche
-Hanf... – chega perto do ouvido dele – Não estou brincando
-Yare, yare... Eu não tempo pra ficar discutindo aqui com você...
-Você não presta mesmo... Isso é uma coisa que temos em comum – sorriso sarcástico
-Aff... – revira os olhos
-Eu estou de olho em você enquanto a Karin está viajando... Não vai traí-la hein... – ironicamente
-Eu não sou desse tipo. E meu relacionamento com a Karin não é da sua conta
-Ah, não é da minha conta? – ironiza – Vou fazer ser da minha conta rapidinho...
-Você é irritante
-Bem... – anda e fica de costas pra ele – Espero que não se arrependa depois
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
A música finalmente acabou. Ficaram um tempo em silêncio. Realmente aqueles pequenos instantes fizeram-nos acreditar que tinham muitas coisas em comum. Temari resolveu falar para quebrar aquela ausência de ruído desconfortável.
-Você toca muito bem... Bem melhor do que eu
-Que isso... Não é pra tanto
-É sim... – olha pro lado - Você... Toca algum outro instrumento?
-Sim... Toco violino
-Sério?
-Sim
-Aqui tem um em algum lugar... – olha em volta
-Eu sei onde
Shikamaru levanta-se e vai até um grande armário que estava naquela sala. Abriu a porta e pegou um estojo de violino. Logo depois de abri-lo, pegou o instrumento e percebe que estava desafinado devido ao tempo que devia estar guardado naquele armário. Depois de afinar, deixou-o em cima de uma mesa e pegou arco que estava guardado juntamente com o violino. Ajustou a crina, deixando-a esticada o suficiente para uma perfeita dicção, e em seguida passando o breu sobre ela [ps.: para quem não sabe, breu é uma resina que se passa na crina do arco para produzir o atrito entre os fios da crina e as cordas, gerando o som]. Temari o observava com tamanha admiração. Depois de descobrir que ele também se interessava por música clássica e tocava piano e violino, o menino tornou-se mais atraente ainda. De vez em quando soltava uns disfarçados suspiros de apreciação. Finalmente, Shikamaru estava pronto para tocar.
-Tenho uma idéia... – disse ele
-Diga...
-Que tal tocarmos juntos?
-Legal... Tem alguma música de preferência?
-Conhece aquela trilha do filme Legends of the Fall, “The Ludlows”, de James Horner?
-Hum... – pensa um pouco – Ah, sei sim...
-Em ré maior
-Ok
Posicionam-se e finalmente tocam uma harmoniosa composição. Ela começa e ele entra depois de alguns compassos. É claro que a música original era composta por vários instrumentos, afinal era uma orquestra, mas Temari tocou a parte do piano e Shikamaru o primeiro violino.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Chegou ao quarto e deixou as sacolas na cama. Não havia ninguém no ambiente. Viu um bilhete deixado por Tenten e Hinata, avisando-a de que tinham saído e que voltariam logo. Sentou-se na cama e encostou as costas na parede. Pegou celular de dentro da bolsa e ligou para sua mãe. Depois de algumas chamadas, a Sr.ª Yamanaka atendeu à ligação.
-Oi, Ino. Finalmente podemos conversar
-Verdade, mamãe! Tem um tempo que não falamos
-Sim...
-Mãe, eu estava vendo aqui uns pacotes de viagens para a Disney. É bem baratinho, nós podíamos ir nas férias de verão, eu você e o papai
-Não vai dar minha filha. Seu pai foi despedido.
Foi um choque. Teve um calafrio. Como assim, despedido? Inúmeras imagens passaram-se pela sua cabeça. O que seria da vida dela agora? Tentou acreditar que não ouvira aquilo.
-Como, mamãe? Não ouvi direito.
-Seu pai foi despedido, filhinha...
-Mas... Por quê? - aflita
-O banco passou por problemas sérios. Foi comprado por outro banco, estrangeiro. Muita gente foi despedida.
-E agora, mãe?
-Bem... Seu pai está mandando currículos para muitas outras empresas. Mas por enquanto, teremos que viver apenas com o dinheiro da floricultura. E você sabe que não é muito.
-Nossa, mamãe...
Por quê? Por que isso estava acontecendo com ela, justo com ela? Tantas pessoas no mundo para serem despedidas, por que o pai dela tinha que ser o escolhido? Tinha alguma coisa errada. Não era possível.
-Mãe... Eu tenho contas em algumas lojas pra pagar... Vão vencer no final deste mês!
-Ino... Acho que eu nunca imaginei que te pediria isso. Mas não tem outra maneira. Você vai ter que arranjar algum emprego de meio período. Pelo menos até as coisas se acertarem.
-Emprego?! Mas mãe! Eu, eu nunca trabalhei!
-Eu sei, minha filha... Mas você vai ter que pagar esses seus gastos.
-E a escola?
-A sorte é que sempre pagamos sua escola anualmente e este ano já foram pagos todos os meses, ou seja, ainda você poderá estudar aí. Mas se as coisas continuarem do jeito que estão, ano que vem você vai ter que morar com a gente.
-Mas minhas amigas estão aqui!
-Ino, não pense como criança! Estamos falando de sobrevivência!
Não. Isso não estava acontecendo. Era um pesadelo. E dos piores. Porém, sentia suas próprias lágrimas rolarem sobre a maçã de seu rosto. Ouvia perfeitamente cada palavra de sua mãe. As palavras tinham coerência. Infelizmente, não era um sonho.
Ino nasceu em Konoha e cresceu nela também. Entretanto, há alguns anos, seu pai recebera uma proposta de emprego em outra cidade. Konoha era famosa devido às conceituadas escolas que possuía. Portanto, depois de muita insistência, Ino ficou morando com seus avós e seus pais foram para tal cidade.
Finalizou a ligação. Chorou intensamente. E agora? Como conseguir dinheiro rápido? Não tinha nenhuma experiência com trabalho. O pior nem era isso. No ano seguinte, provavelmente teria que se separar das amigas, ir para uma cidade que pouco conhecia e estudar numa escola particular qualquer. Queria acordar desse pesadelo, mas era impossível. Tudo era muito real. Depois de pensar muito, deitou-se na cama e dormiu.
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Ih... Coitada da Ino!
> Qual será a solução de Ino para tal problema?
> Que história esquisita é essa desses bilhetes?
> Será que está rolando um clima entre Shikamaru e Temari?
> Como será o encontro de Sasuke e Sakura?
> Será que Hinata poderá ajudar Naruto e Sakura em História?
Respostas para essas perguntas surgirão no próximo capítulo! Não percam ^^
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