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› Autor: @naru-chan
› Categoria: Misc/Cross-Overs
› Gênero:
› Tags: guerra, morte, amor, casais, inuyasha, yu yu hakusho, bleach, luta
› Personagens: Ichigo, Rukia, Kurama, Inuyasha
› Classificação: 14+
› Adicionado em: 04/05/08
› Comentários/Favoritos 2/3
› Caracteres: 7.678
› Exibições: 92
Nota:
História criada inteiramente por mim, com exceção dos personagens aos quais são pertencentes aos autores de suas respectivas obras originárias. Seja criativo, não copie, crie!

Kurama sempre foi, desde tenra idade, um homem mui guapo. Seus olhos verdes como duas esmeraldas, seu cabelo cor de fogo e seu rosto pareciam encantar as mulheres de maneira nunca vista. Ele estava acostumado a chegar em um ambiente onde houvesse moças, e elas simplesmente pararem tudo o que fazia, para admira-lo, para suspirar por ele. E quem sabe conseguir um sentimento de recíproco.
O rapaz nunca havia dito a ninguém, mas odiava aquela atenção. Era sempre mui educado com todas as moças que se aproximavam apaixonadas por sua beleza, sempre as rejeitava polidamente. Mas interiormente tinha vontade de gritar. Era uma fúria contida que constantemente ardia em seu peito. Odiava aquilo mais que tudo.
Certo dia, enquanto caminhava pelas ruas da pequena cidade onde nascera, resolveu adentrar uma loja. Havia se interessado por um colar mui lindo, que gostaria dar de presente para sua mãe, que em breve estaria fazendo aniversário.
Acostumado com os olhares constantes, não se admirou quando percebeu que três gurias o encaravam de forma desejosa, simplesmente enfeitiçadas por sua beleza.
Pegou o tal colar na mão. Tinha muitos brilhos e no meio uma pedra preciosa de cor azul marinho. Achou que a mãe haveria de gostar daquele presente. Enquanto admirava a beleza daquela jóia, uma moça mui jovem aproximou-se dele. Aparentemente ela era a atendente:
- O senhor realmente gostou do colar – falou a guria gentilmente –
- Sim é mui lindo, dona. Quanto custa?
- 1500 Dinamis, senhor – respondeu com doçura.
Kurama se assustou. Era comum para ele ganhar todos os tipos de lembranças e presentes. Normalmente não paga o almoço quando saia para comer, as moças se encarregavam de suas contas e mesmo quando ele insistia em pagar, não conseguia, eram muitas mulheres e ele apenas um. Quando finalmente ouviu o preço de algum artefato sair da boca de uma mulher e se dirigir a ele, espantou-se, mas logo se recompôs e respondeu:
- Muito bem, por favor faça um embrulho mui bonito, é presente para minha mãe.
- Por supuesto – respondeu a moça, que foi até o caixa pegar o material para a embalagem.
Enquanto ela trabalhava Kurama notou que a guria também era mui bonita. Tinha olhos azuis da cor do mais puro oceano, seus cabelos eram de um ouro reluzente e sua aparência frágil despertou nele algo que ele jamais havia sentido.
Quando ele estava indo embora, viu a guria já atendendo outro cliente. O mesmo tom de voz, o mesmo sorriso...
Com o passar dos dias, Kurama arranjava sempre uma desculpa para visitar a vendedora.
Toda vez conversavam um pouquinho, ele procurava formas de conhecê-la melhor. Ela, é claro, percebia as tentativas de aproximação, mas não se incomodava. Pelo contrário, achava até divertidas as desculpas que o rapaz encontrava para descobrir certas coisas sobre sua pessoa.
Um dia com a desculpa de querer comprar uma caixa de músicas para a mãe, ele perguntou a vendedora de nome Keiko, se aquilo seria um bom presente. A menina respondeu:
- Me gustaria mucho ganhar um presente assim de algum moço –
Três dias mais tarde a tal caixinha havia misteriosamente aparecido na porta da casa da garota.
E assim os dias foram passando. Kurama finalmente havia aprendido apreciar uma mulher. Era inegável que ele havia se apaixonado. Quando ia pra casa, à noite antes de dormir, pensava nos planos de desposá-la. Pretendia falar com o pai da moça ainda por aqueles dias, pedir permissão para o casamento...
Mas não foi esse o destino de Keiko e Kurama.
O novo dia amanheceu e o sol brilhava mais do que nunca no céu. Era o dia perfeito para falar com Keiko. Kurama arrumou-se, colocou o melhor traje. Abriu a gaveta de seu armário e de lá retirou uma caixinha preta. Dentro havia um anel mui lindo de um enorme brilhante.
E foi....
Caminhava pensando na careta de surpresa que a Keiko haveria de fazer quando ele a pedisse em casamento. Pensando em como ficaria feliz quando os filhos viessem. E como seria bom viver junto daquela mulher tão especial, que ele tanto amava.
Chegou na loja, e a menina já não via mais surpresa em vê-lo ali. Já conhecia a rotina. Apenas sorriu. E quando ele pediu para falar a sós com ela, Keiko nada pensou ou previu. Apenas foi, curiosa como sempre fora.
- Keiko...a muito vosmicê e eu temos conversado. Nunca conheci moça igual. Seus olhos de oceano tão profundo me afogam. Teu jeito doce me derrete. E estou completamente enamorado por vosmicê. Le amo, e gostaria muito que seja minha esposa.
E abriu a caixinha preta, deixando a vista o lindo anel de diamantes.
Esperou ansioso a resposta dela. Esperava o ‘sim’ para enfim poder beijar aqueles lábios de mel. Mas ele não veio.
A menina sorriu triste. Suspirou e olhou fundo nos olhos tão verdes de Kurama
- Vosmicê, pode me perdoar? Sinto que enganei usted mesmo sem quer... Simpre me gusto muito as tuas conversar, as tuas perguntas, simpre considerei vosmicê como um grande amigo. Pero nunca como um hombre com quem eu haveria de casar. Já sou enamorada de outro moço Kurama, o amo muito...
A voz dela foi morrendo...
Mas aquela rejeição fora um choque pra Kurama. Nenhuma vez se quer tinha ficado nervoso imaginando se o sim viria, todo ser nervosismo era voltado sobre o que faria quando finalmente ouvisse o ‘sim’. E agora...
Ambos ficaram ali mui quietos. Nenhum dos dois disse nada, até que um rapaz adentrou na loja. Ele era alto, seus cabelos mui negros. Tinha traços robustos, era um homem bonito. Ele parecia procurar algo, e quando viu a Keiko e Kurama tão próximos mudou um pouco de postura. Se aproximou dos dois:
- Está tudo bien Keiko? – perguntou o rapaz –
- Mui bien, Yusuki, mui bien – pirateou a moça
Kurama nada disse. Despediu-se e saiu da loja. Não voltaria nunca mais.
Desde então, passaram-se 12 anos. Ele não mais almeja casar, ter filhos ou o que seja. Se acosta com as xinas para satisfazer suas necessidades masculinas e nada más. Amou uma única mulher, e fora duramente rejeitado. Não queria mais saber de passar por outra situação daquelas.
E agora estava indo a guerra. De encontro com seu destino... se diria para o leste junto com sua tropa. E quando chegasse lá, faria aquilo que mais gostava... pelear.
Continua...
Notas da autora:
Hahahaha não sabia que ‘por aquelas bandas’ era uma expressão desconhecida xD
Poxa fala sério, achei que era uma coisa normal xD
Mas enfim, se o “gauches“ impedir alguém de entender qualquer coisa só perguntar... não vou ficar botando tradução pra tudo no final, por que sinceramente não sei bem o que vocês não entendem...Mas o que eu tiver certeza, pode deixar que eu coloco sim.
No mais, espero que estejam gostando. Tem MUITA coisa ainda pra acontecer, estamos recém no início do início.
Próximo capítulo será postado dia 05/05. Abraços.
[01/05/08] Capítulo I – Honra da Guerra
[02/05/08] Capítulo II – Banho de Sangue
[03/05/08] Capítulo III – Rukia a Jóia de Gelo
[04/05/08] Capítulo IV – Kurama dos olhos verdes
[05/05/08] Capítulo V – Frente de Batalha
[06/05/08] Capítulo VI – O homem dos cabelos prateados
[22/05/08] Capítulo VII – Shinigami X Raposa das nove caudas
[22/05/08] [Cross-Overs] Honra de Sangue - Capítulo VII – Shinigami X Rapos...
[10/05/08] [Harry Potter] Os marotos - Capítulo VI – O pedido
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[29/04/08] [Harry Potter] Os marotos - Capítulo V - O ínicio do começo de t...
[16/01/08] [Harry Potter] Os marotos - Capítulo IV - O Lobo e o metido
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