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[Fullmetal Alchemist] Uma Nova Busca

Analogia de um Sol - Minha vida será melhor


Autor: ~Jullytta-Li

Categoria: Animes/Fullmetal Alchemist

Gênero:

Tags: busca, nova, fullmetal alchemist

Personagens: Edward, Alphonse, Winry, Jullytta, Tati, Annie

Classificação: 12+

Adicionado em: 02/05/08

Comentários/Favoritos 3/3

Caracteres: 15.200

Exibições: 125

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AnimeSpirit:

Nota: Nota: 5 

 


Como eu mesma tinha dito, este é o segundo capítulo que posto hoje. Eu o dedico à Juh-Amano, a segunda leitora nova que apareceu por aqui.

Será que o meu plano está correndo bem? Acho que não...


Edward acordou com uma dor de cabeça terrível. Ainda estava na casa de Winry. (ele percebeu que aquela era a cama dela) Mas a única pessoa que estava naquele quarto com ele era a própria Winry, deixada sobre a cama de Lynhah. Se aquela dor de cabeça não fosse tão forte, talvez se levantasse para ver o que tinha acontecido.

Ver, porque não lembrava de nada desde a noite passada. Lembrava apenas da aposta idiota de Winry; mas depois do oitavo copo não lembrava de mais nada. Nem de como havia parado naquele quarto.

Lynhah entrou no quarto e, ao perceber que Ed estava acordado, apenas aproximou-se.

-Acho que deve estar doendo.

-O que aconteceu?

-Aqui. -estende um pano úmido quente- Trouxe um para a Win-chan também.

-Quando você e o Al chegaram?

-Hoje às doze. -ela disse simplesmente e sentou na beira da cama onde ele estava- Encontramos vocês em um estado deprimente.

-C-como assim? O///O

-Digamos... Estavam mal vestidos, meio bêbados e tontos. -ela quis omitir a parte do beijo- Falavam umas coisas estranhas também.

-D-desculpe... foi uma... aposta da Winry... Minha cabeça está doendo muito.

-Deita. -ela disse ao perceber que ele havia se sentado quando ela havia chegado- Mas não deve doer só a cabeça, né?

-As costas um pouquinho e meu estômago... Está doendo e roncando.

-Isso é porque passam das cinco. -ela afirmou- E pelo que vi, vocês não tomaram café da manhã. Se eu soubesse que estava acordado traria alguma coisa para comer.

-Ah...Cadê o Al?

-Ele está com a Tati. Estávamos consertando os estragos na casa e no meu jardim.

-Tati? Quem é essa?

-Minha irmãzinha. Ela tem 13 anos e vai morar aqui; eu já tinha pedido à Win.

-Entendi.

-Mas preferi que não viesse até aqui. -ela disse levantando e sentando na própria cama, onde Winry dormia profundamente- Eu não queria que ela os visse neste estado.

-...

A garota não puxou mais conversa; apenas colocou outro paninho na cabeça de Winry e saiu, recomendando à Ed que ficasse deitado, e logo alguém viria lhe oferecer comida.
Edward ficou ali, sem alternativas. Quando tentava levantar, a dor o consumia; quando tentava dormir, a fome não deixava.

__________________________

-E então? Estão melhores?

-Edward acordou. -ela respondeu sem jeito.

-É? E o que você contou à ele? -Al se aproximou dela.

-Bom... quase tudo.

-Como assim "quase" tudo? -Tati estava sentada no sofá ouvindo a conversa.

-Omiti uma parte...

-...com certeza a que eu tirei fotos.

-Eu não podia falar para ele! Vocês sabem que eu gosto dele! *////*

-Ah, fala sério. Uma hora ele vai descobrir.

-Assim como ele descobriu meus sentimentos, é?

Ninguém responde.

-Tá, talvez o onii-san seja meio... distraído.

-Distraído? Faz dois anos que toda vez que eu o vejo fico vermelha que nem morango...!

-Não seria vermelha que nem pimenta?

-Camarão podre, tomate, tanto faz.

-Ah, mas isso é porque... tá, não tem jeito. Ele é super-distraído mesmo.

-E o pior -Tati se entrometeu- ainda assim é lindo.

-Meu deus Tati! -Lynhah exclamou desesperada- Você não tem vergonha de dizer isso não?

-Claro que não oras! Lá vou ter vergonha de dizer a verdade?

-Ah, eu tenho... -meio corada- Mas eu sou normal, né?

-Claro, aquele jardim diz exatamente isso.

-Eu gosto do jardim! -mais corada.

-Claro que sim. Um dia desses eu achei uma minuatura do Ed.

-Lynhah, como você consegue falar tão abertamente sobre o que você sente?

-Vocês são meus amigos, Al. -ela afirmou, sorrindo- Não vão aparecer do nada naquele quarto e contar para ele.

-Mas e você? Quando vai contar para ele?

-Acho que... Nunca, talvez...

-Ah, Lynhah, não seja idiota! -Al balançou a cabeça- Não pode ficar o resto da vida calada.

-Eu vou cuidar do meu jardim alquímico. Alguém, por favor, sirva alguma coisa para o Edward comer. Ele está com fome. -dito isto ela se retirou, deixando Al e Tati sozinhos.

-Eu não queria pedir... -começou Al- Mas será que podia se trocar?

-Me trocar?

-É... sua camiseta...

-Eu tenho orgulho dela! *-*

-É... mas é que ela é que arranjou a confusão.

-O.k., o.k.... -ela se dirigiu ao banheiro- Mas o Ed é mesmo sexy. -acrescentou antes de fechar a porta.

__________________________
Toc...Toc...

-Pode entrar.

-Onii-san? -Al abriu a porta devagar- Eu trouxe algo para comer.

-Obrigado. -sentando-se e comendo rápido Estava morrendo de fome.

-Uaaaaaaaaahhh... -Winry boceja- Eu dormi muito... -roooonkk- Ai, que fome!

-Winry! Você acordou!

-Al? Quando você voltou de Spirit? E porque eu tô aqui, eu dormi na sala ontem! Cadê o Ed?

-Eu tô aqui. -ele levanta a mão.

-Que que houve?

-O Al e a Jully chegaram e nos encontraram no sofá. Depois nos passaram para cá.

-Eu não lembro...

-Claro que não, foi você que apagou primeiro! Aliàs, por causa da SUA idéia de girico...

-Ah, claro...o saquê...

-Aqui, Winry. -Al estande uma bandeja à ela- Aproveite.

-Obrigada Al. Desculpe Ed.

-De nada, só estou todo dolorido, tonto e morrendo de fome.

-Não precisa jogar na minha cara, ora!

__________________________

Havia tido um dia cheio. Acabara de voltar para casa e sentia até um pouquinho de falta das loucuras de Winry. Mas também, ele tinha passado 2 semanas com a garota...! Quando percebeu estava sentado na beira do riacho, pensativo.

Quanto tempo não havia passado na beira daquele riacho? Quando era pequeno, adorava aquele lugar... Quando era pequeno, tinha uma motivação. Passar aqueles dias com Winry tinha sido divertido, mas... A verdade era que sua vida andava muito chata, isso sim.

-O senhor, realmente, acha isso?

Edward se sobressaiu com aquela voz. O que ela estava fazendo ali?

-Que faz aqui, Jully?

-Você me chamou aqui.

-Eu? Eu não chamei ninguém não!

-Errr... Eu tenho tido muitos sonhos ultimamente. Sonhos com o senhor e Alphonse.

-Por que? Por que você me chama de "senhor"?

-Me sinto mais à vontade assim... Chamando-o de senhor...

-Mas eu não. No início, achava até que interessante ser respeitado, mas... Achava que você era minha amiga! Por que não chama o Al de "senhor"?

-Porque ele pediu. Mas... não é esse o fato. São... Meus sonhos com o senhor.

-Sobre o que falam? Senta aqui. -indica um lugar na beira do rio.

-Obrigada. -senta ao lado dele- Meus sonhos... falam que você acha sua vida chata.

Ele lembrou-se que tinha pensado extamente isso antes dela aparecer, e ela perguntou "-O senhor, realmente, acha isso?". Ou havia pensado alto ou ela além de ter sonhos também podia ler mentes.

-Sobre o que mais falava?

-O senhor não percebeu, -ela continuou- mas eu posso explicar. -e quando ele pôde observar ela tinha feito um círculo de transmutação e fez nascer um girassol, contra o Sol- Vê?

Ele não via nada, só um girassol sem graça.

-Ele não tem graça nenhuma.

-Não tem mesmo. Olha o Sol... está para lá! <- E o girassol está para cá! ->

-Eu não estou entendendo aonde quer chegar...

-Mas... -ela apontou para a flor, que girou levemente em direção ao Sol, e quando encontrou a luz abriu um pouco e radiou- ...o girassol tem a grande capacidade de acompanhar o Sol. Quando tem luz, ele é uma flor maravilhosa. Quando não, passa a ser algo muito chato.

-Outra analogia? Você gosta delas, não é?

-Vamos supor que uma vida seja um girassol. Suponhamos também que suas motivações sejam o Sol, está entendendo?

-...

-Algumas pessoas tiram a motivação de um certo trabalho. Se focalizam nele e estão sempre tentando melhorar. É o caso da Winry.

-Ela está sempre trabalhando nas próteses. Diz que é para ser cada vez melhor e orgulhar Pinako.

-Sim. Outras pessoas se baseam no dinheiro. Lucrar para elas é o importante. É o caso de Jake Quiozque, jogadorzinho de futebol do colégio do Al. Ele só joga para ficar enrinheirado. Nem estuda.

-Já ouvi falar nele.

-Ainda há outras, como Kaize, a "senhorita popular" de minha sala, que se focam nas relações de sociedade. Querem ser populares e bem vistas por todos.

-Como Layra, da minha classe.

-Exato. Há ainda as que se focaizam em uma pessoa. Destas, temos dois tipos. Aquelas que se focalizam por apego, como no meu caso, e aquelas que se focalizam por ódio, como Annie.

-Annie? A namorada do Al?

-Não quero falar nisso agora. Deixa eu acabar meu raciocínio maravilhoso. Bom, existem inúmeros tipos de motivações no mundo. Cada um tem a sua, mas sem ela a vida passa a ser um girassol sem luz. Sem graça.

-Está tentando dizer que eu sou um girassol sem luz?

-É... mais ou menos. Você sempre se iluminou na sua mãe. Gostava tanto, mas tanto dela que estava sempre tentando fazê-la feliz. Mas, depois que ela morreu... você passou a se focalizar em recuperá-la. Ao falhar, sua nova busca era pelo corpo de Al, lembra?

-É. Me lembro.

-E você tinha em foco apenas recuperar o que lhe foi tirado. Quando consiguiu realizar sua ambição, o que sobrou?

-Não sei...

-É que você não tinha mais um sonho em vista. Veio até Rimzeboll para ver Pinako. Descobriu que a Win-chan estava mal. Seu novo objetivo: cuidar dela enquanto ela estivesse triste.

-...

-Mas isso se foi, assim como os outros. Ela já está bem. Então...? No que acreditar?

-Eu já disse que não sei. -parecendo irritado.

-Em um novo sonho. Você sempre precisa de um sonho. Ele é como seu Sol. Precisa deles para continuar radiante.

-E o que espera de mim?

-O que você espera de você?

-Primeiro me responda você. O que espera de si mesma?

Edward a tinha pego. Aquela pergunta era difícil. Pensou bem até responder.

-Espero estudar. Estudar bastante e me tornar uma jornalista. Me esforçar ao máximo para me tornar visível àquele que mais admiro. E você, que espera da sua vida?

-Não espero nada. Estou estudando. Quando terminar, provavelmente procurarei um emprego melhor, e vou viver disso. Vou viver para cuidar do Al.

-Mas aí é que está. Você só pensa no Al.

-Mas você também falou em outra pessoa quando me disse que...

-Eu não vivo para este. Não, eu vivo para mim. Tenho meus sonhos e minhas metas. Muito apesar suas metas sejam as minhas, eu não vivo só para as dele. Eu tenho vida, eu tenho luz. Quero só que a minha luz chegue à ele.

-Eu... devia pensar mais em mim?

-Sim. Você nunca pensou em ter família não?

-Claro. Quando eu era criancinha, eu tinha este tipinho de sonho: Ter um emprego legal para orgulhar os filhinhos, uma esposa bonitinha para fazer sopa à noite e um cachorro para mascote. Toda criança já sonhou isso.

-Não é só uma criança que sonhou isso, não. Isso é uma meta linda. As crianças merecem um milhão de abraços para estes sonhos. Elas criam os sonhos mais belos.

-Ah, mas eu não sou mais criança. Sei que isso é impossível!

-Será mesmo? Eu não acho que seja! Será que se você abrisse a criança em você talvez não ache seu Sol?

-Você, realmente, ama analogias. Poético.

-Vou tomar isso como um elogio.

-Foi um. Posso fazer uma pergunta?

-Você já fez.

-Posso fazer duas, então?

-Acabou de fazer a segunda.

-Aff, desisto.

-Anda logo, pergunta.

-Você fala como se tivesse algo à recorrer... quer dizer, parece que tem um motivo.

-Eu tenho e já o disse. Estou nessa terra para me esforçar, me formar e ser visível àquele que admiro. E ajudar, é claro. Sempre que puder ajudá-lo-ei.

-É? Queria saber quem. Devia ter sorte. Você sabe ajudar alguém.

-Eu ajudei você? -ele balançou a cabeça afirmativamente- Então já está cumprida minha missão aqui...

-Você nem vai me responder?

-Você faz mesmo questão? Eu não quero que você me trate esquesito depois de saber.

-O Al já sabe?

-Já...

-Então não tem problema nenhum, tem? Se o Al sabe... Eu não vou mudar minhas atitudes com você pelo que você falar!

-Tudo bem. Eu nem sei dizer isso, droga. Err... Logo quando eu cheguei em Rimzeboll... Eu tenho gostado de você. Me entenda, por favor. Minha vida não teria mais graça sem meu Sol. Por favor, não se afaste de mim por causa disso. Seria doloroso para mim.

-O/////O Errr... Eu vou tentar. Tentar. Mas você sabe, não é?

-Sei. Serei sempre a pequena Jully. Não importa o que eu diga ou faça. Sempre me verá da mesma forma. E eu não quero que mude, não. Eu gosto. Muito.

-Então... Eu quero ir para casa. Vamos?

-Eu já sabia. Você me disse.

-?

-Por favor, diga à Alphonse: "E eis que chegará um dia que precisará de ajuda. Uma casinha amarela é seu refúgio".

-Que tipo de mensagem é essa?

-É só uma mensagem. Por favor, passe à ele.

CONTINUA...

Triste... Levei um fora. Mas... pensem bem, não vale me zuar! Afinal, foi um fora de Edward Elric! Milhões de garotas PAGARIAM para levar um fora dele...xD

Hehe... I hope that you like it!
(cansei de escrever aquela frase no fim)



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