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› Autores: ~Sesshou-kun, ~lyachan
› Categoria: Animes/Sakura Card Captor
› Gênero:
› Personagens: Touya, Nakuru, Yukito
› Classificação: 12+
› Adicionado em: 01/05/08
› Comentários/Favoritos 3/1
› Caracteres: 14.520
› Exibições: 154
- Akizuki... O que veio fazer aqui?
- Hm?
- O que faz aqui, Akizuki?
Ela abriu um sorriso amplo.
- Estava procurando a coordenação, estou meio perdida, sabe?
- Você sabe que não foi isso que eu quis dizer. – Ela apenas ergueu uma sobrancelha, com ar de dúvida. – O faz aqui no Japão?
- Hmm, isso. O Eriol quis vir passar uns tempos aqui, então...
- Está acontecendo algo, não é? – ele a interrompeu.
- Do que está falando? – ela perguntou com expressão inocente.
- Bem...
- Touya? – chamou uma voz familiar. – Estava indo te encontrar no refeitório...
Ambos se viraram para olhar e viram a falsa identidade de Yue atrás sem entender o que estava acontecendo. Nakuru o fuzilou com o olhar, mas Yukito foi incapaz de perceber. Não era segredo que não gostava do rapaz, ele havia roubado o que ela mais almejava e não satisfeito, agora estava querendo roubar o seu maior desejo. Mas jamais o afrontaria, seu jeito não é assim, até mesmo se o fizesse sabe que Yukito perderia.
- É, eu estava indo pra lá... – respondeu o moreno.
Um silêncio pairou no ar, do tipo chato, onde as pessoas tinham muito o que dizer, mas preferiam manter-se em silêncio. Nakuru olhou o relógio e fez uma cara surpresa.
- Já estou atrasada, preciso falar com o coordenador! - disse falsamente preocupada, em seguida abriu um largo sorriso. – Até logo...
- Akisuki...
- Até logo! - Piscou para Touya e mais uma vez fuzilou Yukito com o olhar, sem que o moreno perceber-se. – Nos vemos mais tarde... – acrescentou já de costas e saiu andando.
- Aconteceu alguma coisa, Touya? - perguntou o amigo inocentemente.
- Não – Fechou os olhos e levantou a sobrancelha – Ainda não...
Nakuru andava perdida pelos corredores, ainda procurando a bendita coordenação. Já havia perdido um bom tempo do intervalo e ela já havia rodado tanto de um lado para o outro que nem saberia mais dizer onde estava.
De repente a conversa de duas garotas que estavam logo atrás dela lhe chamou a atenção.
- Você tinha que ter visto a cara dele, Karin! Por um segundo cheguei a achar que ele fosse partir para cima do garoto, mas acabou indo embora.
- E depois, não falou mais com você?
A garota deu uma risada.
- Falou sim. Mais tarde ele foi me procurar e nem parecia ele, de tão carinhoso que estava!
- Jura?
- Ele disse que estava arrependido e pediu uma chance. Nós vamos sair hoje à noite!
- Que ótimo, amiga! Eu não disse que colocar ciúmes funcionava?
Nakuru estava tão concentrada na conversa das meninas que já nem prestava atenção no caminho. Só voltou a si ao chocar em algo bastante sólido que estava parado no meio do corredor. Com o impacto, ela acabou indo ao chão.
- Ai!
As garotas que vinham conversando passaram por ela abafando o riso.
- Você está bem?
Ao erguer os olhos, ela se deparou com encantadores olhos azuis que pertenciam a um rapaz loiro.
- Ah, estou sim!
Ele lhe estendeu a mão, ajudando-a a se levantar. Ela aproveitou e deu uma boa olhada nele. Ele era alto, devia ser só um pouco mais baixo que o Touya, no entanto era mais forte. Era muito atraente e tinha um belo sorriso.
- Desculpe por ter esbarrado em você. – pediu em tom descontraído. - Estava meio distraída.
- Eu percebi. – ele franziu a testa, parecendo estar divertido.
- Er... Eu estava procurando a coordenação, sabe me dizer onde fica?
- Hm, sei sim. Se quiser posse te acompanhar até lá.
- Seria ótimo.
- Por aqui.
Ele começou a andar com ela ao seu lado, ambos em um silêncio confortável. Desceram um lance de escadas e ele a guiou até uma porta no final do corredor.
- Chegamos.
- Obrigada.
Ela já ia abrir a porta quando ele a voz dele a interrompeu.
- A propósito, meu nome é Matsuo Takani. E o seu?
Ela se voltou para ele com a mão estendida e um sorriso no rosto.
- Nakuru Akizuki. Muito prazer.
Ele também sorriu e apertou a mão da jovem a sua frente, o rapaz ainda estava com o mesmo belo sorriso. Nakuru admirou o rapaz por alguns instantes, como se estivesse perdida em seus belos olhos azuis. Mas não demorou para ser arrancada deles quando a porta da coordenação se abriu. Um homem calvo de meia idade e uma expressão antipática deixava a sala.
- O que desejam? – disse levantando uma sobrancelha.
- Bem, eu precisava falar com o coordenador sobre a minha matricula...
- Então você deve ser a aluna nova, está um pouco atrasada minha jovem... – disse em tom de reprovação. - Marquei com você às 10h e já passa das 14h...
-Eu...
- A culpa é minha, senhor Takayama, eu insisti em mostrar toda a faculdade para Nakuru e acabei atrasando-a.
Akisuki ficou completamente surpresa com a atitude do rapaz que parecia convicto do que dizia. O homem de meia idade deu um suspiro e novamente abriu a porta.
-Já que foi dessa forma, entre senhorita, vamos resolver isso de uma vez. Peço que isso não se repita, senhor Takani... – Abriu a porta e indicou para que a jovem entrasse.
-Não vai acontecer... - Disse o rapaz sorrindo. – Nós vemos depois, Nakuru.
Em seguida o rapaz deixou o coordenador e Akisuki sozinhos, o homem de meia idade fez menção para que a jovem entrasse primeiro e ela sentou em uma cadeira em frente a mesa do coordenador.
O homem de meia idade iniciou a conversa com Nakuru, perguntando-a sobre seus interesses, seus dados e tudo mais. A jovem limitou-se a responder as perguntas que lhe eram feitas no mínimo 3 vezes. Akisuki só pensava no rapaz de belos olhos azuis, tão bonito quanto gentil.
Não demorou muito para que deixasse a sala do coordenador já que esse também tinha pressa de ir embora para almoçar. Agora estava tudo resolvido, era oficial: aluna da faculdade de Tomoeda. Nakuru descia as escadas em direção ao refeitório, também estava faminta. Só percebeu seu estômago roncar ao deixar a sala daquele homem extremamente antipático. Comprou seu almoço e depois buscou um lugar para comer. As mesas estavam cheias, era horário do almoço de todos.
Ao fundo do refeitório, viu Touya e Yukito sentados sozinhos, conversando animadamente. Ambos olhavam fixamente para o outro, a conversa parecia ser bastante interessante. Akisuki abandonou seus devaneios com o belo rapaz de olhos azuis e voltou para a sua realidade. Ver os dois conversando daquela forma a incomodava e muito. Seu coração ficou preenchido novamente por um sentimento já conhecido: ciúmes.
“Não acredito nesses dois, tem que haver um jeito dele me notar...”
Nakuru começou a refletir e a conversa das duas meninas que ouviu a minutos atrás martelava em sua mente.
“- Ele disse que estava arrependido e pediu uma chance. Nós vamos sair hoje à noite!
- Que ótimo, amiga! Eu não disse que colocar ciúmes funcionava”
Aquelas duas frases martelavam continuamente na cabeça de Akisuki e de repente deu um largo sorriso.
- Ciúmes. Essa é a solução... - disse para si mesma.
Nesse instante a imagem do rapaz de olhos azuis também veio a sua mente, era um homem bastante encantador, com um sorriso muito atraente. Ao mesmo tempo, Yukito fitou a menina que retribuiu o olhar, estando ainda um pouco distraída com seus pensamentos. O rapaz sorriu fazendo gestos para que ela se sentasse na mesa junto com eles. Nakuru acenou e foi na direção dos dois, sua mente estava trabalhando em um plano considerado brilhante. Ignorando o olhar um tanto hostil que Touya lhe lançou, ela se sentou ao seu lado sorrindo.
- Está gostando do seu primeiro dia de aula aqui? – perguntou Yukito educadamente.
- Estou adorando. – ela se inclinou ligeiramente em direção ao outro rapaz. – Não está feliz em saber que vamos estudar juntos novamente?
Ele resmungou algo ininteligível e voltou a se concentrar em sua comida, emburrado.
- O Touya me contou que você veio com o Eriol. Quanto tempo pretendem ficar por aqui?
Ela lançou um olhar ao moreno que estava ao seu lado, antes de responder.
- O tempo que for necessário.
Touya ergueu os olhos e a fitou com os olhos apertados.
- Necessário para quê? – perguntou num tom baixo.
Nakuru apenas sorriu e ignorou a pergunta, fazendo com que o rapaz fechasse ainda mais a cara.
Nesse instante, Nakuru viu Matsuo chegar no refeitório com dois outros rapazes. Reparou no modo como as garotas viravam o pescoço para o observar. Ele sentou-se numa mesa ao canto com seus amigos, aparentemente alheio aos olhares cobiçosos que recebia.
Naquele momento sua mente elaborou o plano ideal. Matsuo Takani era o cara perfeito para que ela conseguisse o que queria. Nakuru estava perdida em seus pensamentos, ignorando até mesmo a expressão mal humorada de Touya,,até que percebeu que estava sendo observada por alguém ao seu redor. Buscava olhares em todo refeitório, até que se deparou novamente com os sedutores olhos azuis já conhecidos pela jovem. Nakuru abriu um belo e largo sorriso e o rapaz fez o mesmo além de um aceno.
Touya olhou na direção que Nakuru observava e viu o rapaz loiro acenando. Levantou a sobrancelha e continuou com a cara amarrada, lançando um olhar de reprovação sobre o loiro que o ignorou completamente.
“O que eles estão tramando?” Pensou o moreno.
Nakuru desviou o olhar e retomou a conversa com Touya e Yukito, enquanto comia seu almoço. Matsuo não dava a menor atenção aos seus amigos, era um assunto tolo que parecia incomodá-lo profundamente. O rapaz deu uma desculpa qualquer, levantou-se da mesa em direção a saída, porém fez um caminho diferente. A medida que passava pelas mesas, as meninas o observavam em uma tentativa inútil de receberem um sorriso ou um olhar especial. O rapaz passou ao lado de Nakuru que continuou a conversar futilidades com Yukito mas trocou olhares com o loiro que se retirou do refeitório.
- Já volto! – disse a menina deixando os dois amigos sem entender.
Nakuru andou em direção a saída, deixando o refeitório. No final do corredor, estava Matsuo andando em direção a saída. Akisuki correu na direção do rapaz que já estava um pouco longe.
- Matsuo! - gritou.
O rapaz parou, virou-se para trás e quando viu a menina abriu novamente um belo sorriso.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não. Eu só queria te agradecer...
- Agradecer?
- Sim, por ter me ajudado com o senhor Takayama...
- Ah, não foi nada. – Ele sorriu, mas logo desviou o olhar para verificar as horas. - Eu tenho que ir. Mas espero que a gente se esbarre por aí mais vezes! – O rapaz piscou um olho.
- Também espero!
- Até mais!
Nakuru ficou ali observando o rapaz se afastar e se congratulando internamente por tudo estar correndo tão perfeitamente bem. Se sua sorte continuasse assim, então provavelmente alcançaria seu objetivo muito antes do que imaginara.
Empolgada com a nova perspectiva, ela rumou para a sala onde seria sua próxima aula. Quando entrou na sala, Touya e Yukito estavam se acomodando em seus lugares. Ela não pensou duas vezes antes de ir para o lugar logo à frente do moreno, só que dessa vez o lugar estava aparentemente ocupado, pois tinha uma mochila e um caderno na carteira. Sem se deixar abalar, ela se esticou, colocando o material na carteira da frente e se sentou onde queria.
Não demorou muito para que uma garota de cabelos e olhos negros entrasse na sala e dirigisse a ela um olhar ameaçador, que ela fingiu não ver.
Enquanto isso, atrás de si, dois rapazes a observavam.
- Queria saber o que ela está aprontando.
Yukito deu um de seus sorrisos gentis.
- Acho que está se preocupando demais, Touya.
Touya achou melhor ficar quieto, mas ninguém tirava de sua cabeça que ela estava ali com algum objetivo escuso. Lembrou-se da pergunta que Yukito fez a ela e do que ela havia respondido. “O tempo que for necessário.” Ficou aborrecido consigo mesmo por não ter insistido no assunto. No entanto, a partir daquele momento, ficaria de olho nela.
Durante a aula, por diversas vezes Nakuru sentiu a intensidade do olhar de Touya sobre si e de vez em quando lhe lançava alguns olhares, o que só fazia aumentar a expressão de desconfiança do rapaz. Mas longe de se incomodar com isso, Nakuru apenas se sentia satisfeita por conseguir algum tipo de atenção da parte do rapaz.
Quando a aula finalmente acabou, Nakuru guardou suas coisas e então se virou para trás.
- Até amanhã, rapazes!
- Até amanhã! – respondeu Yukito com um sorriso.
- Tchau. – disse Touya secamente.
Nakuru ficou observando eles saírem, e então num impulso, correu atrás deles.
- TOUYA! – gritou enquanto pulava nas costas dele.
- Será que dá para me soltar?! – bufou Touya, irritado, mas foi propositalmente ignorado pela garota.
– Senti tanto a sua falta! Não está mesmo feliz por eu estar aqui?
- Está me sufocando, Akizuki!
Ela finalmente o soltou, mas sem deixar de sorrir.
- Tchauzinho!
Acenou e correu em direção à saída da faculdade, caminhando tranquilamente. Aquele dia havia sido bastante enriquecedor e útil aos planos de conquista da guardiã de Eriol. Akisuki estava cheia de idéias e não ia demorar para coloca-las em prática...
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