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› Autor: ~Liine
› Gênero:
› Personagens: Kagome, Inuyasha, Sango
› Classificação: 10+
› Adicionado em: 01/05/08
› Comentários/Favoritos 3/5
› Caracteres: 61.187
› Exibições: 317
* CAPÍTULO 1: O COMEÇO DE UMA HISTÓRIA.
Sábado de manhã. Kagome acorda cedo, apesar da festa que foi na noite anterior, não consegue acordar mais tarde do que 11 horas.
So: Kagome! Kagome! – grita Souta, entrando no quarto de Kagome. – Olha o meu brinquedo novo!
Ka: Souta, sai do meu quarto. Agora! – Diz Kagome com a cara amarrada.
So: Mas, Kagome, olha só. Ele gira!!!
Ka: Eu não vou dizer de novo. Sai daqui, agora.
So: Nossa, estressadinha.
Souta sai. Kagome deita na cama novamente. A festa da noite anterior bombou. Kagome levantou-se, escovou os dentes, passou um pouco de água fria no rosto, na esperança de que a ressaca passasse. Desceu até a cozinha, onde sua mãe estava preparando um café.
Mãe: Beba Kagome.
Ka: Ah mãe, mas eu odeio café! E ainda por cima é puro!
Mãe: Vai ajudar a baixar a ressaca. Assim você não fica reclamando que está com dor de cabeça o tempo todo.
Ka: Mãe, pode parar.
Mãe: Claro, você sai nos finais de semana. Chega tarde em casa, e como se não bastasse chegar tarde, ainda chega bêbada.
Ka: Mãe, eu tiro ótimas notas na escola. Sou uma aluna realmente exemplar. Nunca apronto nada com as minhas amigas, nem vou à festas no meio da semana. E você ainda fica reclamando dá única vez em que eu saio?
Mãe: Kagome, eu cansei de discutir. Só porque tem 16 anos, acha que tem toda liberdade do mundo? Eu sou sua mãe e exijo respeito!
Ka: Ah é? Mas você não me respeita! E eu também tenho direito ao seu respeito!
Mãe: Como você se atreve a falar assim comigo menina? Eu sou sua mãe!
Ka: Mãe, quem cansou de discutir fui eu!
Kagome sobe correndo para seu quarto. Se troca, e logo em seguida, sai pela janela.
Ka: Que droga! Fica querendo tomar conta da minha vida! Na única vez que eu me divirto, ela reclama!
Kagome vai caminhando pela cidade, quando seu celular toca.
Ka: Alô?
San: Kagome?
Ka: Ah, oi Sango.
San: Kagome! Você não sabe o que aconteceu! Lembra aquele guitarrista da banda que eu estava paquerando ontem na festa?
Ka: Hã?
San: Então, ele me chamou pra ir ver a banda dele ensaiar! Mas, tipo assim. Eu não quero ir sozinha.
Ka: E deixa eu adivinhar, você quer que eu vá com você?
San: É! Nossa, telepatia!
Ka: Pois é. Quando?
San: Me encontra na sorveteria perto da minha casa daqui à uns 10 minutos.
Ka: Mas Sango, eu to muito longe da sua casa. Não vai dar pra chegar em 10 minutos.
San: Vem de ônibus, ué!
Ka: Ah, ta bom. Mas depois você vai me dar o dinheiro do ônibus hein?
San: Ta, ta. Contanto que você não se atrase.
Ka: Aham, já to até pegando o ônibus.
Kagome desliga o celular e sobe no ônibus. O caminho inteiro, ela percebe que o cobrador não tirou os olhos dela. Até que num certo momento, ela vira pra ele e diz:
Ka: Que foi? Perdeu alguma coisa aqui?
Kou: Kagome?
Ka: Como você sabe meu nome?
Kou: Sou eu. O Kouga.
Ka: Kouga? Que Kouga?
Kou: O Kouga, da festa de ontem.
Ka: Ah, aquele que derrubou bebida em mim.
Kou: Manchou aquela sua blusa?
Ka: Sim. E ficou uma mancha horrível. Não vai sair tão fácil.
Kou: Me desculpa mais uma vez. Eu não tive a intenção.
Ka: É, eu sei.
Kou: Então, pra onde você está indo?
Ka; Por que você quer saber?
Kou: Bom, é que eu...
Ka: Eu estava brincando. Eu to indo me encontrar com a minha prima.
Kou: Ah. Kagome, eu fiquei sabendo que hoje vai ter outra festa.
Ka: É mesmo?
Kou: É, lá na casa da Ayame.
Ka: Ai, eu não vou. Não suporto aquela menina.
Kou: Por que não?
Ka: Ela vive colada na Kikyou. E eu não suporto a Kikyou.
Kou: Mas ia ser tão legal se você fosse.
Ka: Você está me convidando?
Kou: Estou. Você vai? Vai comigo?
Ka: Hum, eu não sei. Acho que sim. Mas, eu vou, se eu puder levar a minha prima.
Kou: Aquela que ficou com o guitarrista da banda ontem?
Ka: É, ela mesma.
Kou: Ah, tudo bem. Acho que não tem problema.
Ka: Bom, então eu vou ver. E depois te ligo.
Kou: Tudo bem então.
Ka: Ah, chegou. Tenho que ir. Até mais.
Kagome dá um beijo na bochecha de Kouga e desce, à procura de Sango. Ela está sentada num banco da sorveteria. Kagome se aproxima.
Ka: Oi.
San: Oi querida.
Ka: Ta afim de ir numa festa hoje?
San: Aonde?
Ka: Na casa da insuportável da Ayame.
San: Ué, mas se ela é insuportável, por que você vai?
Ka: Eu só vou se você for. Além do mais, eu fui convidada.
San: Por quem?
Ka: O Kouga, da festa.
San: Ah, aquele garoto que derrubou bebida em você?
Ka: É. Ele trabalha de cobrador bem no ônibus que eu peguei. E me convidou pra ir na festa.
San: Ta legal. Ai, eu to muito cansada.
Ka: Eu vou beber um milkshake.
San: Nossa, mas é muito doce.
Ka: Você que é muito enjoada.
O moça, por favor, me vê um milkshake?
Mo: Claro senhorita, num instante.
Ka: E aí, o que você fez hoje?
San: Acordei. Tomei uma bronca da minha mãe porque o Korrako e a Kanna estavam brigando. Me troquei, o Miroke me ligou, e eu estou aqui.
Ka: Legal. Eu acordei, tomei uma bronca da minha mãe porque cheguei tarde ontem.
San: Ai, desde quando 3 horas é tarde?
Ka: Bom, na opinião dela, é tarde.
San: Vai Kagome, acaba logo esse milkshake, o Miroke já deve estar esperando.
Ka: Ai, calma.
Kagome e Sango vão andando até que chegam numa enorme casa. Elas tocam a campainha.
Mi: Sango! – diz Miroke, abrindo a porta e dando um beijo em Sango.
San: Essa aqui é a minha prima, Kagome.
Mi: Ah, foi você que ficou com a blusa manchada ontem na festa, né?
Ka: É. “ que droga, todo mundo já ta sabendo disso!”
Mi: Muito prazer – diz, cumprimentando Kagome.- Entrem. Venham conhecer o resto do pessoal.
Eles entram em uma sala cheia de jogos.
Inu: Mas que droga Narake!
Na: Eu disse que você ia perder Inuyasha.
Mi: Ei! O povo, quero que vocês conheçam minhas amigas.
Ka: “Amigas, até parece”.
Inu: Ah, oi.
Ka, San: Oi.
Na: Muito prazer.
Kagome dá um sorriso forçado. Pra falar a verdade, não tinha achado esse pessoal muito simpático.
Mi: Cadê o Houjo?
Inu: Ele deu uma saída. Foi buscar a Kikyou.
Na: Eu detesto aquela garota.
Inu: Fica quieto Narake! Ta com ciúmes porque eu tenho uma namorada e você não.
Na: Preferia ficar solteiro a minha vida inteira do que ter uma namorada como a Kikyou.
Mi: Ah Narake, qual é? Vai dizer que você não acha a Kikyou gostosa?
Inu: Ih Miroke, a sua namoradinha não me parece muito feliz.
Miroke se vira e Sango está furiosa.
Mi: Err... Mas é claro que você é mais Sango.
San: Ai, cala a boca Miroke. Kagome – diz, pegando na mão dela.- Vamos ir embora.
Inu: Já não era sem tempo.
Ka: Como é que é?
Inu: Não gosto que gente estranha venha na minha casa.
Ka: Fique sabendo que nós fomos convidadas!
Inu: Na verdade, quem foi convidada foi sua amiga! Você veio de penetra!
Ka: Ah moleque! Vai se ferrar! Ta pensando que é quem?
Inu: Fica quieta menina! Patricinha idiota!
Ka: Eu não sou patricinha coisa nenhuma! Você que é um playboyzinho de quinta categoria!
Inu: Vixe menina, fica quieta vai! Você nem me conhece, fica falando de mim!
Ka: Eu falo o que eu quiser, você não manda em mim! Além do mais, foi você quem começou.
Inu: Acontece que não sou eu que...
Hou: Gente, cheguei.
Inu: Depois a gente acaba nosso assunto, patricinha.
San: Calma Kagome, vamos, vamos embora.
Mi: Não Sango, fique, por favor. Eu insisto.
Sango olha pra Kagome, que está com uma cara nada feliz.
San: Desculpa, mas eu tenho que ir. – diz apontando para Kagome com os olhos.
Ka: Não Sango. Pode ficar.
San: Não, você não vai sem mim.
Ka: Não tem problema Sango. Eu vou indo, fica aí. Depois você passa lá na minha casa.
San: Okay então.
Mi: Eu te levo até a porta.
Kagome e Miroke estão caminhando até a porta. Eles passam por Inuyasha e Kikyou, que estão no maior amasso.
Mi: O Inuyasha! Leva logo ela pra um motel!
Inuyasha não responde. Kagome sai. Está indo embora, quando de repente.
Hou: GAROTAA! HEII! GAROTAA!
Ka: Meu nome é Kagome.
Hou: Isso, você mesma. Você conhece o Kouga?
Ka: Conheço, por que?
Hou: Me faz um favor? Diz pra ele que a festa foi cancelada.
Ka: Cancelada? Por que?
Hou: Parece que teve um problema lá na casa da Ayame, e não vai rolar.
Ka: Tudo bem então. Até mais.
Kagome vai caminhando em direção ao ponto de ônibus. 20 minutos depois, seu ônibus ainda não tinha chegado, foi quando ela sentiu uma gota de água cair em seu rosto. De repente, várias outras começaram a cair ao seu redor.
Ka: Era só o que me faltava.
Kagome corre para fugir da chuva. Mas não conseguia parar em nenhum, quando ela estava completamente encharcada, um carro para ao seu lado.
Inu: Ora, ora. Quem diria?
Ka: O que você quer?
Inu: Ta toda molhadinha hein?
Ka: Ah, claro. Infantil como sempre. Quer saber? To indo.
Inu: Se quiser, eu te dou uma carona.
Ka: Por que? Eu sou uma “patricinha idiota”.
Inu: Se você não quiser, não venha. Mas, pelo visto, essa chuva vai continuar. Quem sabe, ficar pior.
Ka: Por que você resolveu me ajudar?
Inu: Não é ajuda, eu simplesmente gosto de ver nessa posição humilhante. Tendo que aceitar carona de um “playboyzinho de quinta categoria”.
Ka: Ai garoto, menos ta? Quase nada.
Inu: Você vai vir ou não vai? Olha que eu estou quase mudando de idéia hein?
Ka: Eu prefiro ir andando até a minha casa do que pegar carona com um garoto que me detesta.
Inu: Tem certeza?- diz Inuyasha, ironicamente.
Ouve-se um trovão muito forte, seguido de vários relâmpagos.
Inu: Eu não aconselharia você a andar nessa chuva cheia de relâmpagos. Nunca se sabe quando você pode ser atingida por um raio.
Ka: Ai, ta legal.
A chuva que antes era fina, de repente tornou-se uma grande tempestade. Inuyasha e Kagome dentro do carro sem trocar uma única palavra. Quando de repente, o carro para.
Ka: O que foi?
Inu: Droga, acho que acabou a gasolina.
Ka: Você ta brincando né?
Inu: Não garota! Nunca dirigiu? Ta vendo esse ponteiro aqui, então, quando ele aponta pra esquerda, significa que está sem gasolina.
Ka: Eu não sou uma retardada Inuyasha. Mas e agora, o que a gente faz?
Inu: Vamos ficar parados aqui, até a chuva passar.
Ka: O que? Eu não acredito!
Inu: Se não gostou, pode descer do carro e empurrar. Eu não me importo.
Ka: Garoto, você é muito grosso mesmo!
Inu: Você é muito fresca garota! Qual o problema de ficar algumas horas dentro de um carro? Que foi? Tem claustrofobia?
Ka: Não é nada disso, você deve saber do que eu estou falando. Tente ficar preso por “algumas horas” dentro de um carro com uma pessoa que você não suporta.
Inu: Se você vai ficar reclamando, é melhor descer e ir a pé!
Ka: Eu vou mesmo!
Kagome desce do carro e vai andando no meio da chuva, com os raios e trovões fazendo um espetáculo de luzes no céu. Inuyasha desce, e a agarra pelo braço.
Inu: Você ta louca garota?
Ka: Me solta! Você não disse pra eu descer do carro e ir a pé? Pois bem, estou fazendo isso. Agora me larga!
Inu: Sabia que a qualquer momento, um raio pode atingir nós dois?
Ka: Você ta aqui porque você quer, eu não pedi pra você vir me salvar.
Inu: Você é mesmo uma ingrata menina! Eu te dou carona, e ainda tento te ajudar e olha como você fala!
Ka: Eu falo do jeito que eu quero! E você me deu carona porque quis. Agora, pode voltar pro seu carro, e ficar seguro lá dentro. Eu não me importo em virar carvão.
Inu: A, eu volto. Mas você vem comigo!
Inuyasha pega Kagome e a coloca sobre o seu ombro.
Ka: Que que é isso? ME PÕE NO CHÃO AGORA! SOCORRO! SEQUESTRO!
Inu: Fica quieta garota! TO SALVANDO SUA VIDA!
Ka: Me põe no chão!!!
Inu: Não!
Inuyasha coloca Kagome dentro do carro e trava as portas.
Inu: Agora você vai ficar quietinha aí dentro.
Ka: Me deixa sair Inuyasha!
Inu: Não! Você pode ser eletrocutada!
Ka: Eu não vou ser eletrocutada coisa nenhuma! Me deixa sair Inuyasha!
Inu: Presta atenção garota! Se você não me prometer que quando eu destravar a porta pra eu entrar no carro, você não tentar sair, eu fico nessa chuva até ela acabar!
Ka: Pra que tudo isso? Você nem gosta de mim!
Inu: Promete que não vai tentar sair!
Ka: Eu não prometo nada!
Inu: Então eu vou ficar aqui fora.
Inuyasha encosta no carro, com cara de despreocupado.
Ka: Ta legal, ta legal, eu prometo. Mas entra logo antes que VOCÊ seja eletrocutado.
Inuyasha corre até o outro lado, destrava a porta e entra.
Ka: Por que você ta fazendo isso? Olha só pra você, ta todo encharcado só pra me deixar dentro de um carro!
Inu: Acontece que eu não quero que você seja eletrocutada.
Ka: Pelo jeito que você me tratou hoje, parecia que você queria me matar.
Inu: Isso é passado.
Ka: E o que te leva a crer que eu quero ser sua amiga?
Inu: O que te leva a crer que EU quero ser seu amigo?
Ka: Pelo jeito que você ta me tratando, só pude imaginar isso.
Inu: Eu não quero sua amizade, só não quero que você se machuque.
Ka: Mas, olha só... Agora, por minha causa, você ta todo encharcado! Vai acabar pegando uma gripe.
Inu: Tem um casaco ali atrás. Pega ele.
Kagome pega e estende para Inuyasha.
Inu: Não é pra mim. É pra você.
Ka: O que? Não. Não Inuyasha, coloca esse casaco, você ta todo encharcado!
Inu: Você também está. Vai, coloca.
Ka: Não Inuyasha! Esse casaco é seu, você tem que colocar, senão vai ficar doente.
Inu: Eu? Doente? Melhor ainda, assim não preciso ir pra escola.
Ka: Para de graça, coloca esse casaco Inuyasha.
Inu: Não Kagome. Põe você. Eu não quero que você fique doente.
Ka: Ah, mas se eu ficar doente, isso vai ser problema meu. Não tem nada a ver com você.
Inu: Se você ficar doente, todos vão pensar que a culpa é minha. Que eu não te dei carona, que eu deixei você na chuva.
Ka: Ah, então é só por isso que você não quer me ver doente, ou machucada? Por causa da sua reputação?
Inu: Não é nada disso Kagome, coloca o casaco, por favor. Não quero ver você doente.
Ka: Não quer me ver doente. Posso saber por que?
Inu: Isso não importa agora! Coloca logo esse casaco.
Ka: Inuyasha, eu não posso.
Inu: Você pode, e você vai! Senão eu saio na chuva outra vez!
Ka: Ta legal, eu coloco, mas não sai do carro!
Kagome coloca o casaco, e percebe que Inuyasha está tremendo.
Ka: Não. Não, não e não!
Kagome tira o casaco e coloca em cima de Inuyasha.
Inu: Kagome, coloca o casaco. – tentou balbuciar.
Ka: Inuyasha, olha o seu estado! Coloca o casaco, senão quem vai sair na chuva sou eu!
Inuyasha coloca o casaco. E fica olhando fixamente para Kagome.
Ka: O que foi Inuyasha? – diz calmamente.
Inu: Nada. – diz ele, corado.
Ka: Inuyasha...
Inu: Pode falar Kagome.
Ka: Me desculpa pela maneira que eu agi hoje. Você tem razão, eu nem fui convidada pra ir na sua casa.
Inu: Kagome, quem não devia ter falado daquele jeito fui eu. Eu não tinha o direito de te julgar sem nem te conhecer.
Ka: Tem razão, a culpa é toda sua.
Inu: Nossa, também não precisa pegar pesado.
Ka: Eu to brincando Inuyasha. Claro que você teve culpa, mas eu tive também. Não devia ter iniciado a discussão.
Inu: Kagome, eu não quero mais discutir com você.
Ka: Eu também não quero discutir com você Inuyasha.
Inu: Então podemos ser... Amigos.
Ka: É, podemos ser... Amigos.
Eles desviam o olhar um do outro. Kagome olha pela janela, estava toda embaçada. Aos poucos, o tempo vai passando. 2 horas, 3 horas, 4 horas. Kagome abre os olhos, a tempestade havia passado, só havia sobrado uma fina garoa. Uma neblina densa envolvia o carro, os vidros embaçados, Inuyasha dormindo. Kagome olha para ele, e se aproxima de seu rosto. Não quer acorda-lo. De repente, lentamente, ele abre os olhos. Kagome pode ver de perto aqueles lindos olhos cor de mel, fixados em seus olhos castanhos. Sem dizer uma palavra, os dois se olhavam como se já se conhecessem a anos. Os rostos foram se aproximando ainda mais, dali à pouco, Kagome já podia sentir a respiração de Inuyasha fundindo-se com a sua. Como se fossem uma só. Lentamente foram aproximando seus lábios, quando de repente, Inuyasha vira o rosto. Kagome fica sem jeito, e volta a olhar para a janela.
Inu: Parou de chover.
Ka: É.
Inu: Acho que já podemos ir embora.
Ka: O que foi Inuyasha?
Inuyasha estava tremendo.
Inu: Eu só estou com um pouco de frio, só isso Kagome, nada de mais.
Kagome se aproxima e coloca sua mão na testa de Inuyasha.
Ka: Você está com febre.
Inu: Estou?
Ka: Ta, e parece que está bem alta. Acho que é melhor você ir pra minha casa.
Inu: Fazer o que?
Ka: Vou ver se minha mãe pode te dar um remédio.
Inu: Não Kagome, é melhor eu ir pra minha casa e...
Ka: Que nada! Sua casa fica mais longe que a minha, além do mais, você está doente. Não pode sair sozinho nessa neblina, vai que você passa mal.
Inu: Mas Kagome...
Ka: Nem mais nem menos, vem. Minha casa não fica muito longe.
Eles saem do carro, Inuyasha caminha apoiado no ombro de Kagome, pois estava se sentindo um pouco fraco. Eles caminharam até a casa de Kagome sem trocar uma palavra. A cada vez que Kagome olhava para Inuyasha, ele desviava o olhar para outro lugar. Parecia querer evita-la. Eles chegam à casa de Kagome, e a mãe dela está na cozinha.
Ka: Mãe?
Mãe: Kagome, posso saber onde você estava? Quer me matar de preocupação é menina?
Ka: Mãe, é que eu fiquei dentro de um carro enquanto a chuva não passava, tinha acabado a gasolina.
Mãe: Kagome, conta outra.
Ka: Mãe, eu to falando a verdade! Eu estava vindo com esse meu amigo, Inuyasha.
Mãe: Ta.
Ka: Mãe, você tem um remédio? Eu acho que ele está com febre.
Mãe: Deixa eu ver. – coloca a mão na testa de Inuyasha. – É, você está com febre sim. Espera um pouco, eu vou te fazer um chá, e te trago um remédio.
Inu: Sua mãe é muito simpática.
Ka: Há, é porque você não mora com ela. Vem, vamos lá em cima.
Inu: Fazer o que??? – diz Inuyasha, suspeitando.
Ka: Olha, você hein? Já ta pensando besteira! Não, eu quero perguntar pro meu avô se ele tem uma roupa seca pra te emprestar.
Inu: Ah, ta bom.
Sou: Kagome! Kagome! Olha o meu outro novo brinquedo!
Ka: Agora não Souta.
Sou: Mas olha!!! Ele brilhaaa *-*!
Ka: Eu já disse que agora não!
Sou: Ai, ta com seu namoradinho fica toda estressadinha.
Ka: Ele não é meu namorado. Ele é meu... amigo.
Inu: E aí? Tudo jóinha?
Sou: Tudo sim. Depois você quer vir brincar comigo e com o meu brinquedo?
Ka: Souta, não tem outra pessoa pra você incomodar não?
Inu: Não Kagome, não tem problema. Eu brinco sim Souta.
Sou: EBAAAAAAAA!!!!!!! Perdeu bobona! =P
Ka: O MÃE! OLHA SEU FILHO AQUI ME ENCHENDO A PACIÊNCIA!
Mãe: Souta! Para de encher a paciência da sua irmã!
Sou: Mas eu não fiz nada!
Kagome e Inuyasha vão até o quarto do avô de Kagome.
Ka: Vovô? Posso entrar?
Avô: Pode Kagome, entre.
Ka: Vô, esse é meu amigo Inuyasha.
Avô: Hum, amigo hein?
Ka: Vô quer parar com isso.
Avô: Sabe Kagome, é que eu nunca vejo você com nenhum menino, então eu estranhei.
Ka: Vô, pode parar agora ta?- diz Kagome, envergonhada.
Avô: Como quiser.
Ka: Eu queria saber se você pode emprestar umas roupas secas pro Inuyasha.
Avô: E porque as roupas dele estão molhadas?
Ka: Ah vô, isso não importa.
Avô: Se você não me contar eu não empresto.
Ka: Ai vô, é que a gente pegou chuva. Foi só isso.
Avô: Kagome, você sabe que não pode pegar chuva!
Ka: Ai vô, empresta logo uma roupa seca pra ele!
Avô: Ta legal, ta legal. Você venceu. Venha cá meu jovem.
Kagome sai do quarto e vai para o seu. Ela tira sua blusa para começar a se trocar, de repente, Souta escancara a porta.
Ka: AH, FECHA ESSA PORTA GAROTO!
Souta sai, e deixa a porta aberta, quando Kagome está em frente à porta para fecha-la, Inuyasha aparece na porta.
Ka: AHHHHH! – Bate a porta na cara dele.
Kagome se troca, e desce as escadas, envergonhada.
Mãe: Kagome, porque você deu aquele berro?
Kagome olha para Inuyasha, que fica vermelho na hora.
Ka: Eu tinha visto um rato, na janela.
Mãe: Sei. Muito bem meu jovem, o que você vai querer jantar?
Inu: Na verdade, eu acho melhor eu ir embora.
Mãe: Deixe de ser bobo, está a maior tempestade lá fora.
Inu: Está?
Inuyasha olha pela janela, e vê várias pedras de gelo batendo contra o vidro.
Ka: Nossa, ta até chovendo granizo.
Mãe: E pelo visto não vai parar tão cedo.
Sou: Mãe, deixa o Inuyasha dormir aqui? Deixa? Deixa?
Mãe: Se ele quiser.
Sou: EBAAAAA! Inuyasha, você quer, não quer?
Inu: É melhor eu ficar por aqui mesmo.
Sou: EBAAAAAAAAA *-*
Ka: Aonde ele vai dormir?
Mãe: Pode ser no quarto do Souta.
Inu: Por mim, tudo bem.
No meio da janta.
Mãe: O que foi Inuyasha? Você não come brócolis?
Ka: Ai mãe, deixa ele comer o que ele quiser.
Mãe: Mas sabe Inuyasha, nós temos, principalmente você, a Kagome e o Souta, que ainda são crianças, tem que comer bastante brócolis, para poderem crescer e ficarem fortes.
Ka: Mãe, a gente não é mais criança. E a gente já cresceu o que tinha que crescer.
Inu: É que, eu não gosto muito de verduras. – diz Inuyasha, envergonhado.
Ka: Não tem importância Inuyasha, não precisa comer se não quiser.
Mãe: Mas eu ia ficar tão feliz se você comesse *-*.
Ka: Mãe, deixa ele comer o que ele quer. Não precisa comer Inuyasha, é sério.
Mãe: É Kagome, ele pode escolher o que vai comer, mas você não. Pode comer todas essas cenouras aí.
Ka: Ah, mãe, você sabe que eu odeio cenoura!
Mãe: Isso não importa. Pode comer todas essas cenouras, e as beterrabas também!
Ka: Isso não é justo.
Depois do jantar, Inuyasha vai brincar com Souta, como havia prometido. Kagome está em seu quarto fazendo a lição de casa. Alguém bate na porta.
Inu: Kagome?
Ka: Pode entrar Inuyasha.
Inu: Sua mãe está te chamando, tem alguém no telefone e quer falar com você.
Ka: Ah sim, obrigada.
Kagome pega o telefone, ao lado da televisão.
Ka: Pode entrar Inuyasha, senta na cama, fica à vontade.
Inu: Hã, obrigada.
Ka: Alô? Ah, oi Sango. To, to bem sim. Não, aff eu nem liguei pro que ele disse, a gente até já se acertou. O que? Desaparecido? Ta louca Sango? Eu sei que ele saiu de casa. É, eu também sei que encontraram só o carro dele. Como eu sei? Ah, é porque eu estava com ele. Aff Sango, não vai pensar besteira! Ele estava me dando carona, só isso. Bom, ele não ta no meu bolso. Ele ta aqui na minha casa né songa monga. Pra que? Ah, ta legal.
Inuyasha, o Miroke quer falar com você.
Inu: Alô? Oi Miroke. Como assim? No meio daquela tempestade, você acha que eu ia lembrar de te ligar pra avisar que eu estava no meio do chuva? Aff Miroke, fica quieto, não aconteceu nada. Vixe, a Kikyou dá de 10 à zero nela. Elas? Parecidas? Até parece Miroke, não se parecem nem um pouco. A Kikyou, é mais, encorpada, você sabe como é. Ela faz pilates, e tal. Não, ta chovendo granizo seu anta, não dá pra eu voltar pra aí. É, eu sei que amanhã a gente tem um show Miroke, eu já disse que eu não vou faltar, afinal, vocês são tudo um bando de zé ruela sem eu nessa banda aí. XD. Ta Miroke, olha deixa a Kagome falar com a Sango. Falo, tchau.
Ka: Que bom que você acha que sua namorada dá de 10 à zero em mim.
Inu: É que a minha namorada é muito importante né Kagome? E você é minha amiga, e eu não tenho nenhuma amiga em especial.
Ka: Nenhuma, nem eu?
Inu: As amigas são todas iguais pra mim.
Ka: Ta bom então.
Alô? Oi, é, eu estava escutando. Não, imagina, eu? Nervosa? Só por causa do que ele disse pro Miroke, me poupa né Sango? Ah, você vai passar a noite aí. Quer que eu avise sua mãe? E o que eu vou dizer? Hã, hã, aham. Ta legal, eu falo isso sim. Ta bom então. Tchau, beijos.
Sou: INUYASHAAA! VEM AQUIII!
Inu: JÁ VOOOU!
Inuyasha sai do quarto e fecha a porta.
Ka; “Nenhuma em especial, eu devia imaginar. É como todos os outros, nunca vai me ver com outros olhos.”
Madrugada, duas da manhã, Kagome se levanta para ir ao banheiro. Ela passa pelo quarto de Souta e Inuyasha está acordado.
Ka: Não consegue dormir?
Inu: É, perdi o sono.
Ka: Hum. – diz ela, enquanto fecha a porta.
Inu: Kagome.
Ka: Fala.
Inu: O que você faria se... Se você sentisse que uma pessoa muito importante pra você está se distanciando?
Ka: Acho que eu tentaria ao máximo me aproximar de novo dessa pessoa.
Inu: Hum. É porque, eu, eu acho que a Kikyou, não liga mais pra mim.
Ka: Como assim?
Inu: A gente teve uma discussão, e ela disse que era melhor dar um tempo.
Ka: Mas, isso não significa que...
Inu; Significa sim Kagome. Ela não me ama mais, depois da conversa que eu tive com ela, eu abri meu coração, eu disse à ela todos os meus problemas. Ela parece que quis se afastar de mim.
Ka: Inuyasha, isso... Quer dizer, ela... Ai, eu não sei o que eu posso dizer.
Inu: Não precisa dizer nada Kagome, só peço que você me escute.
Ka: Mas é claro Inuyasha, vamos lá pra sala.
Eles descem as escadas, Kagome faz um pouco de chocolate quente, eles se sentam e começam a conversar.
Inu: Sabe, a minha vida toda, eu esperava que alguma garota, me fizesse sentir, muito especial. E, isso aconteceu quando eu conheci a Kikyou. Parecia que ela era perfeita pra mim. Ela era bonita, simpática, inteligente, tínhamos vários amigos em comum, e, tudo parecia perfeito. Nosso namoro, realmente, foi uma das coisas à qual eu mais me dediquei em toda a minha vida. Na verdade, a minha vida se baseava nisso. Amigos, minha banda e a Kikyou. E parecia funcionar pra mim, querer as coisas sempre desse jeito. Até que um dia, eu recebi uma notícia, que... Me abalou, bastante. Eu, eu não gosto de falar nesse assunto, se você não se importa.
Ka: Não, não tem problema nenhum.
Inu: Eu senti como se meu mundo fosse, fosse desmoronar. E nesse momento, mesmo sem saber o que estava acontecendo, a Kikyou me apoiou. Eu não queria dizer á ela o que era, e a gente brigou muito por conta disso. Mas quando foi ontem, eu resolvi tomar coragem e contar pra ela o que estava acontecendo. Ela ficou, literalmente, em estado de choque. As únicas palavras que ela conseguiu balbuciar foram: “ Como você pode esconder isso de mim todo esse tempo?”. Eu disse que só queria poupar ela do sofrimento, mas ela ficou inconformada. Saiu aos berros, gritando, chorando, dizendo que tínhamos que dar um tempo, ou melhor, acabar tudo de uma vez. Eu não estava conseguindo entender. O Miroke e o Houjo saíram para ver o que estava acontecendo, mas eu já tinha saído. Entrei no meu carro, e fui em direção à lugar nenhum. Foi quando eu encontrei você.
Ka: Quer dizer, que naquela hora que a gente se encontrou, você tinha acabado de discutir com a Kikyou?
Inu: É.
Ka: Inuyasha, me fala a verdade, por que você quis me ajudar, a gente tinha discutido também.
Inu: Pode parecer egoísmo meu dizer isso. Mas, naquela hora, a única coisa que eu não queria era ficar sozinho. Seria capaz de chamar até um mendigo pra entrar no meu carro, dei sorte de te encontrar. Se eu tivesse ficado sozinho naquele momento, sabe-se lá o que eu poderia ter feito comigo mesmo.
Ka: Você quer dizer, que você poderia ter se matado Inuyasha?
Inu: Quem sabe.
Ka: Que horror Inuyasha! Olha, tudo bem, eu sei que ter brigado com sua namorada deve ter sido muito doloroso, mas, isso não é motivo pra você se matar Inuyasha.
Inu: Eu vou morrer de qualquer jeito.
Ka: O que?
Inu: Kagome, eu acho que meu relacionamento com a Kikyou não tem mais volta. O jeito como ela me tratou foi, foi horrível. As coisas que ela me disse... Acho que nunca mais vão sair da minha cabeça.
Ka: Inuyasha, por mais que seja difícil, você tem que tocar a vida à diante. No começo, vai ser doloroso, e ás vezes, vão se formar mágoas que nunca vão desaparecer. Mas, uma hora, você vai poder sorrir quando lembrar que tudo o que aconteceu, ajudou a fortalecer ainda mais o seu caráter entende? Algo que não te destrói te torna mais forte, é assim que tem que ser. E é assim que é. Então, mesmo que seu relacionamento com a Kikyou não tenha dado certo, um dia, quando você estiver com outra pessoa, você vai ver como aquilo que aconteceu, te ajudou a não errar mais uma vez, e a escolher uma pessoa que realmente te ame do jeito que você for, do jeito que você é Inuyasha. Agora, é natural que você fique angustiado, magoado, mas... Depois de um tempo, as coisas vão mudando, você vai voltando ao normal, e vai perceber que tudo isso que aconteceu entre você e a Kikyou foi um paradoxo. Ela foi nada e tudo ao mesmo tempo em sua vida.
Inu: Kagome, obrigada por me ajudar, e me escutar, quando eu mais precisei. Incrível como duas pessoas que quase se mataram numa tarde, podem trocar conselhos para se ajudarem.
Ka: Pra você ver como a vida sempre tem uma surpresa em nossos destinos.
Mãe: As duas crianças vão passar a madrugada em claro? – diz a mãe da Kagome, descendo as escadas.
Ka: A gente já ta subindo mãe.
Inu: Obrigada Kagome.
Ka: Imagina Inuyasha, eu gosto de ajudar meus amigos.
Inu: Muito obrigado mesmo.
Ka: Que isso Inuyasha. Os amigos estão aqui pra isso, pra te ajudarem quando você precisa..
Inu: Kagome, eu te devo minha vida. Afinal, se você não estivesse caminhando na chuva, eu poderia ter me matado.
Ka: Hum, acho que você tem razão.
Eles vão dormir, na manhã seguinte, Kagome acorda, e vai até a cozinha.
Ka: O Inuyasha já acordou?
Mãe: Já, e também já foi embora.
Ka: O que? Mas...
Mãe: A mãe dele ligou, e ele teve que ir.
Ka: Ah, tudo bem.
Mãe: Vem, vem tomar café da manhã.
Ka: Não mãe, obrigada mais eu não estou com fome.
Mãe: Aquele seu “amigo” Inuyasha é um amor de pessoa você não acha?
Ka: Acho sim.
Mãe: Ah, e me desculpe por estragar o clima de vocês dois ontem à noite.
Ka: Que mané clima. Não estava acontecendo nada mãe.
Mãe: Sei.
Ka: Eu vou tomar banho, se alguém me ligar, pede pra ligar daqui à uns 15 minutos.
Mãe: Ta legal.
Kagome foi para o banho, logo depois que saiu, sua mãe já avisou que alguém estava no telefone.
Ka: Quem é?
Mãe: Um tal de Kouga!
Ka: Alô?
Kou: Obrigada por me avisar que a festa foi cancelada.
Ka: Me desculpa Kouga! Eu esqueci completamente! É que eu fiquei na chuva e...
Kou: Conta outra, essa história todo mundo já sabe.
Ka: Como assim?
Kou: É, o Miroke disse pra todo mundo que você e o Inuyasha ficaram ontem.
Ka: Mas a gente não ficou!
Kou: Como não?
Ka: Kouga, eu to dizendo, a gente não ficou!
Kou: Mas eu pensei...
Ka: Pensou errado. E se foi só pra isso que você me ligou...
Kou: Não, eu te liguei pra te convidar pra festa de aniversário do Houjo.
Ka: Hoje é domingo?
Kou: É.
Ka: Então eu acho que eu não vou poder ir.
Kou: Por que não?
Ka: Acho que minha mãe não vai deixar.
Kou: Você vai perder uma festa só por causa da sua mãe? Sai escondida!
Ka: Kouga, isso não vai dar certo!
Kou: Vamos Kagome, eu vou aí te buscar de moto à noite.
Ka: De moto? Você ta achando que minha mãe é surda? Ela vai escutar né, esperteza!
Kou: Então eu vou de bicicleta. Mas por favor Kagome, vamos na festa, não vai ser a mesma coisa sem você.
Ka: Ta legal. Que horas?
Kou: A festa vai começar às 23:00, mas eu posso te buscar 1:00 da manhã, sua mãe já vai estar dormindo né?
Ka: Aham.
Kou: Então, 1:00 esteja pronta.
Ka: Ta legal, eu tenho que desligar. Tchau.
Kou: Kagome, você está ficando com alguém?
Ka: Não, por que?
Kou: Por nada, é que... Ah, esquece, a gente se vê 1:00.
Ka: Ta, tchau.
Kou: Tchau.
Kagome desliga o telefone, e vai para o seu quarto se trocar, quando ela está secando o cabelo, seu celular toca.
Ka: Alô?
San: Kagome?
Ka: Não, papai noel.
San: Papai Noel, você não sabe da última, ta todo mundo comentando que a Kagome ficou com o Inuyasha.
Ka: Eu já disse um milhão de vezes que eu não fiquei com o Inuyasha!
San: Ué, mas eu não falei que foi você, eu falei que foi a Kagome.
Ka: Sango, para de graça. Que droga, eu já disse, eu não fiquei com o Inuyasha!
San: Nossa, calma.
Ka: Calma o caramba! Todo mundo fica me enchendo com essa historinha! Que droga, eu não fiquei com ele!
San: Ta legal Kagome, eu acredito em você. Você vai na festa hoje?
Ka: Vou né.
San: Perfeito, sabe o que eu descobri? Que as nossas mães, vão sair pra uma festinha e que só vão voltar lá pras 3 da manhã.
Ka: Sério??
San: Ahaam!
Ka: Que demais! *-*
San: Vamos no shopping?
Ka: Vamos sim. Quando?
San: Hoje.
Ka: Ta maluca? Só sobrou 50 reais da mesada.
San: Ah vamos, por favor.
Ka: Ta legal, mas da próxima vez, avisa com antecedência né gênio?
San: Okay.
Beijo.
Ka: Beijo.
Kagome vai pegar o ônibus, quando Miroke para o carro ao seu lado.
Mi: Heii! Kagome!
Ka: Miroke?
Mi: Kagome, você tem visto a Sango?
Ka: Ela acabou de... – Kagome imagina o porquê da pergunta dele. – Por que você quer saber?
Mi: É que hoje ela saiu da minha casa muito chateada.
Ka: O que você fez?
Mi: Eu não fiz nada ué.
Ka: Miroke, o que você fez?
Mi: Bom, é que assim...
*FLASH BACK*
Sango, Miroke, Houjo e Narake estão tomando café da manhã.
Mi: Sango, você não vai comer nada?
San: Você tem, err... Granola?
Mi, Hou, Na: Granola?
San: É, são cereais misturados com uva passa.
Na: Ah, to ligado. É aquele negócio que parece alpiste.
Hou: Ah to ligado. Tem sim, a Kikyou que come aquele baguio. Ta lá no armário.
San: Valeu.
Mi: Sango, por que você está comendo isso?
San: Porque é saudável.
Mi: Aff.
San: Aff o que Miroke?
Mi: Pra que essa frescura toda?
San: Frescura o caramba! Isso se chama saúde Miroke. S. A. Ú. D E !!!
Mi: Aff Sango, fica quieta vai.
Hou: Ai, essa doeu.
San: Fica quieta o caramba. Ta pensando que é quem pra falar assim comigo?
Mi: Eu sou eu, Miroke, o cara mais bonito e sexy do mundo.
San: VOCÊ?? HAUHSUAHSUHAUHSUAHUSHUAHSUHAUSHUAHUSHAUHSUAHUSHASA
Mi: Ta rindo da minha cara é?
San: TO! HAUSHUAHSUHAUHSUHASHAUHSUHAUSHUAHSUAHUSHAUHSUAHUSHAUHSA
Mi: Garota, você não é ninguém pra rir de mim.
San: Eu sou eu. E eu penso que posso rir de quem eu quiser, na hora que eu quiser. E isso inclui você Miroke, o “cara mais bonito e sexy do mundo”.
Mi: Escuta aqui menina, você não fala assim comigo não.
San: Menina uma ova, meu nome é Sango.
Mi: Okay Sango, fica quietinha que é melhor pra você.
San: A, pronto, ta querendo se achar na frente dos amiguinhos. Só que comigo não é assim não moleque, eu não vou abaixar a cabeça pra você não, você não queria briga, agora parou? Por que? Ta com medo?
Mi: Menina você dobra a língua pra falar de mim!
San: Eu não dobro porcaria nenhuma! To falando a verdade, você é um galinha, medroso!!
Mi: GAROTA, NÃO ME CHAMA DE GALINHA.
San: NÃO GRITA COMIGO!
Mi: EU NÃO TO GRITANDO!
San: TA SIM!
Mi: CALA ESSA BOCA GAROTA, PENSA QUE PODE CHEGAR CHEGANDO, AQUI COMIGO NÃO É ASSIM NÃO, QUER SER MINHA NAMORADA, VAI TER QUE APRENDER A FICAR NA SUA.
San: QUEM DISSE QUE EU QUERO SER SUA NAMORADA? VOCÊ NÃO PASSA DE UM GAROTINHO MIMADO FILHINHO DE PAPAI! TA PENSANDO QUE PODE COMIGO É GAROTO? SE TOCA, SOU MUITA AREIA PRO TEU CAMINHÃOZINHO!
Hou, Na: ORRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! AI, TOMA, TOMA, TOMA!
Mi: Garota, você se acha né? Pensa que com esse seu jeito de durona, amedronta os outros. Deixa eu te contar uma coisa, você não mete medo em ninguém não viu, não passa de uma garota mimada!
San: Eu não quero amedrontar ninguém, você que tem medinho de ouvir o que merece. Já que quem fala o que quer, ouve o que não quer, certo? Então, se você não quer ouvir, também é melhor ficar quietinho. Quer saber? To indo.
Mi: Onde você pensa que vai?
San: Isso não é da sua conta. Eu não sou mais nada sua.
Hou: Uii doeu até em mim!
Na: Nossa, depois dessa Miroke, eu ficava quietinho.
Sango sai furiosa da casa de Miroke.
*FIM DO FLASH BACK*
Mi: E foi isso.
Ka: Você não deveria ter discutido com ela por causa da granola. Você não devia mesmo.
Mi: Mas é que eu estava nervoso, porque hoje a gente tem um show, e o Inuyasha tinha sumido...
Ka: E você resolveu descontar a raiva nela? Péssima idéia. Se tratando da Sango, péssima idéia mesmo. Sorte sua que ela não te bateu, porque ela estava de bom humor.
Mi: Bom humor? Você chama aquilo de bom humor? Se for isso, não quero nem ver ela brava.
Ka: Se ela estivesse brava, você já estaria na UTI.
Mi: HaHaHa. Ela é só uma garota, não ia me fazer nada.
Ka: O que você quis dizer com ela é só uma garota?
Mi: Garotas são... Como posso dizer... Frágeis.
Ka: Ahhhhhhh! Frágil é o caramba! As garotas são tão fortes quanto os garotos.
Mi: HÁ! Kagome, menos, até parece.
Ka: Até parece nada, somos mais inteligentes, mais criativas, mais fiéis, e obviamente, mais espertas.
Mi: E mais frágeis.
Ka: Meu querido, é porque você não viu o sufoco que a gente passa nessa vida.
Mi: Que sufoco? Ser mulher é muito fácil.
Ka: Como é que é? Ser mulher é muito fácil?
Mi: É, duro mesmo é ser homem.
Ka: Ser homem é muito mais fácil do que ser mulher.
Mi: Há, queria ver você tentando fazer a barba sem se cortar.
Ka: Pelo menos vocês só raspam a cara! A gente tem perna, virilha, axilas, etc...
Mi: Ah, mas é o homem que sustenta a esposa.
Ka: Meu filho, em que século você vive? Você não sabia? As mulheres já estão no exército, na marinha, na aeronáutica, no mercado de trabalho mundial, e 48% dos chefes hoje em dia são mulheres.
Mi: Como se isso importasse, mulher não sabe fazer as coisas. Não sabe dirigir...
Ka: O QUE? Claro que mulher sabe dirigir, e dirigem muito melhor que os homens,
Mi: Há, à 10 km por hora?
Ka: Pelo menos provocamos menos acidentes de carro, do que vocês, que vão voando na estrada, e ainda ficam xingando os motoristas.
Mi: Ah, mas mulheres também xingam no trânsito.
Ka: Ah, mas xingamos de uma forma mais sutil, homens não, se bobear, xinga até o gato da madrinha do cidadão.
Mi: Ah, não exagera, a gente dirige melhor e acabou.
Ka: Ah, mas vocês são uns inúteis em trabalhos domésticos.
Mi: Claro, nós homens fomos criados para trazer dinheiro para dentro de casa, e vocês, pra cuidar da casa, dos filhos, etc...
Ka: Ou, ou, ou, ou, ou, pode ir parando. Que mané pra cuidar da casa o que? A gente também traz dinheiro pra dentro de casa.
Mi: Até parece, a gente se mata de trabalhar, o mínimo que vocês podem fazer é cuidar da casa e dos filhos.
Ka: Como assim o MÍNIMO? Você pensa que é fácil cuidar de criança e limpar a casa?
Mi: Ai é só passar um paninho nos móveis, uma varridinha na casa, ou melhor, dá uísque pras crianças, e quando elas começarem a viciar, você diz que só vai dar se elas limparem a casa pra você. Olha só que idéia genial!
Ka: Você tem problema na cabeça cara? Dar uísque pras crianças? No máximo uma tequila e olhe lá!
Mi: Ah, você não sabe o que é bom pros seus filhos. Desse jeito, a mulher se torna inútil até em trabalho doméstico.
Ka: Mas fique você sabendo que o homem é um perigo na sociedade.
Mi: Os homens? Há! As mulheres estão aderindo cada vez mais à criminalidade!
Ka: Mas os homens continuam nos maiores índices de assaltantes e traficantes e assassinos e psicopatas por aí.
Mi: Kagome, você por acaso não vê reportagens não? Ah, esqueci, anda muito ocupada vendo aqueles programas de mulheres, pois fique sabendo que as mulheres...
Ka: Espera aí, que “programas de mulheres”?
Mi: Aqueles que falam de moda, saúde, beleza, não tem coisa mais chata!
Ka: Ah é? Pensa que eu não ouvi o que os garotos estavam falando de você?
Mi: O que?
Ka: Que você passa a noite inteira assistindo I Love Lucy!
Mi: É mentira! Eu não assisto I Love Lucy!
Ka: Assiste sim. Miroke, você não me engana.
Mi: Mas fique sabendo que I Love Lucy é um programa muito instrutivo!
Ka: Aquilo lá é pior do que Barney! Só perde pros jogos de futebol.
Mi: Pêra aí, futebol é uma coisa natural de homens, por isso mulheres não sabem jogar.
Ka: O que, desde quando mulheres não sabem jogar futebol?
Mi: Elas parecem um bando de retardadas correndo pra lá e pra cá no campo, sem nem conseguir passar a bola.
Ka: Pois saiba que tem umas que jogam muito bem!
Mi: Algumas, 5 em 100.
Ka: Ai Miroke, você devia mesmo...
O celular de Kagome toca...
Ka: Espera aí.
Alô?
San: Cadê você?
Ka: Nossa, Sango! Desculpa, eu esqueci completamente!
Mi: É a Sango? Eu quero falar com ela!
San: Quem quer falar comigo?
Ka: O Miroke. Passo o telefone pra ele?
San: Mas nem que ele te ameace de morte! Eu não quero falar com esse garoto nunca mais.
Ka: Sango, que exagero! Só por causa da granola?
San: Não é só por causa da granola. Ele feriu gravemente meus rígidos valores morais me chamando de mimada.
Mi: Mas Sango, eu estou muito arrependido!
San: Agora é tarde demais pra se desculpar.
Mi: Por favor Sango! Você não sabe o quanto eu te quero!
San: Se quer ficar comigo mesmo? Demonstra então!
Mi: Eu vou demonstrar!
Ka: Como?
San: Nossa Kagome, como você é gansa!
Mi: Eu vou te provar Sango, na festa de hoje à noite.
San: Quero só ver! Kagome me encontra em 15 minutos porque eu já estou ficando cansada de te esperar. Beijos.
Ka: O que você vai fazer Miroke? – desligando o celular.
Mi: Você vai ver ué. Agora, tchau, fui.
Ka: Espera aí! Me dá uma carona!
Mas era tarde demais, Miroke já tinha ido.
Ka: Homens! O que eles têm na cabeça?
Kagome pega o ônibus e se encontra com Sango na entrada do shopping.
Ka: Desculpa a demora.
San: Nem diz nada! Sabe a quanto tempo eu to aqui te esperando?
Ka: Não. Quanto tempo?
San: Muito tempo Kagome, muito tempo!
Ka: Ta legal.
San: Agora você vai me explicar direitinho, que história é essa que você estava com o Miroke?
Ka: Ah, isso? Não é nada de mais! É que eu fui pegar o ônibus e aí ele parou o carro do meu lado pra...
San: Desculpas... Desculpas...
Ka: Isso não é desculpa! Ele parou o carro do meu lado pra perguntar de você.
San: Juraaaaaaaaaaa? *-*
Ka: Aham.
San: O que ele disse? O que você disse? O que vocês ficaram falando?
Ka: Bom, ele perguntou de você, eu perguntei porque ele queria saber, ele me contou a história, começamos um debate sobre o papel da mulher na sociedade, e aí você me ligou.
San: Que demais! *-*
Ka: É, uma beleza.
San: Ele é mesmo uma beleza né?
Ka: Não ele. O carro dele! Gente do céu, que carro maravilhoso! Derreti! *-*
San: Okay Kagome ¬¬
Ka: Vamos logo, eu to morrendo de fome!
San: Comida boa tem nome: Girafas! Vamos logo que eu to com fome! Girafas!
Ka: O.O”
San: Um “gira-lanche” gostoso como esse! Um “gira-prato” divertido como esse, ninguém faz!
Ka: Err... Sango?
San: Eu como esse! Como esse! No girafas! Eu peço girafas! Vem pro girafas, gira, gira, girafas! Vem pro girafas, gira, gira, girafas!
Ka: Acabou?
San: Aham.
Ka: Graças à Deus!
Kagome e Sango estão na praça de alimentação, comendo tranquilamente quando...
Ka: Olha ali! INUYASHA!
Inuyasha está com a mãe dele no shopping. Ele vê Kagome, e vai até ela para cumprimentá-la.
Inu: Oi Kagome! Oi Sango!
San: Oi Inuyasha.
Ka: Tudo bem com você?
Inu: Sim, eu estou ótimo. Ah, deixa eu apresentar pra vocês a minha mãe. Kagome e Sango, essa é minha mãe. Mãe, essas são a Kagome e a Sango. Minhas amigas.
Mãe: Ah, então você é a famosa Kagome? O Inuyasha não para de falar de você.
Inuyasha e Kagome ficam vermelhos na hora.
Inu: Mãe!
Mãe: O que meu filho? Mas é verdade! Ele fala de você pra mim, pros irmãos, pro gato da vizinha, pro nosso cachorro. Fica rindo sozinho lembrando de você, fala seu nome quando ta dormindo, e quando não tem ninguém pra ele falar de você, ele começa a falar sozinho...
Inu: MÃE!
San: HAUHSUAHUSHUAHSUHAUSHUAHSUHAUHSUAHUSHUAHSUHAUSHUAHSUHAUHSUHAUSHU!!
Uau Inuyasha!
Ka: Sango!
Mãe: Muito prazer em conhecê-las! Vamos Inuyasha, você ainda tem que ir ao médico.
San: Hã? Fazer o que no médico?
Ka: Sango! Que pergunta indiscreta!
Inu: Não é nada de mais, é só um exame de rotina.
Mãe: Bom temos que ir, foi um prazer. Tchau.
Inu: Tchau Sango. Tchau Kagome.
San: Tchau garoto que fala sozinho.
Ka: Sango! Tchau Inuyasha.
Inuyasha e sua mãe se vão. Kagome e Sango continuam comendo.
San: Kagome, pegadora!
Ka: Para Sango!
San: Hããã. Inuyasha sonha com você toda noite!
Ka: Para Sango!
San: E fala de você até pro gato da vizinha. HUAHSUHAUHSUAHUSHAUHSUAHSHAUHA!
Ka: Ta, isso é estranho!
San: Inuyasha e Kagome! Inuyasha e Kagome!
Ka: Sango, menos.
San: Ai Kagome, eu sei que você gosta dele.
Ka: Você não sabe de nada u.u
San: Nossa, tipo, AI! Essa doeu!
Ka: Sango, podemos por favor parar de falar no Inuyasha?
San: Ta legal. Mas então, você viu o carro do Miroke?
Ka: Nossa, era um azul tão lindo! *-*
San: Era mesmo, e eu acho que... Hei, Kagome, aquela não é a namorada do Inuyasha?
Ka: É, e está vindo com a Ayame ¬¬
Kikyou e Ayame se aproximavam.
Ay: É ela Kikyou. – disse, apontando pra Kagome.
Ka: É ela o que Ayame?
Ki: Ai Ayame, deixa, eu nem ligo.
Ay: Como você não liga? Ela ficou com o seu namorado!
Ka: Eu não fiquei com o Inuyasha.
Ki: Tanto faz, o Inuyasha não passa de um pedaço de lixo!
Ka: Como é que é?
Ki: Ah, desculpa, falou comigo?
Ka: Claro que foi com você! Quem você pensa que é pra chamar o Inuyasha de “pedaço de lixo”?
Ki: Eu sou a garota que ele ama! E você? Pensa que é quem pra me contrariar?
Ka: Não importa quem eu sou, ou quem eu deixo de ser! Não vou deixar você chamar o Inuyasha de pedaço de lixo garota!
Ki: Eu chamo porque é isso que ele é! Imprestável, inútil, insignificante!
Ka: Insignificante é você garota! E além de insignificante, ainda é ignorante! Ta pensando que é quem hein? Você não é ninguém pra chegar falando mal do Inuyasha!
Ki: E desde quando você está ao meu nível pra me contrariar? Se enxerga garota! Eu falo o que eu quiser! Inuyasha não passa de um idiota! Me magoou, e vai magoar você também, pode apostar!
Ka: Ele não teve intenção de te magoar.
Ki: Não teve a intenção mas magoou! Agora se ele quiser, ele que venha rastejando me pedir perdão, porque eu não volto atrás!
Ka: Rastejando pra te pedir perdão? Você nem vale tudo isso!
Ki: Eu posso não valer pra você, mas pra ele eu valho. Ele me ama. Ele sempre vai me amar. E se quiser tentar ocupar meu lugar, tenta. Mas eu duvido muito que você consiga.
Ka: Escuta aqui menina! – diz, levantando-se. – Se você falar mal do Inuyasha mais uma vez...
Ki: O que foi garota? Ele não te contou? É claro, ele não confia em você! Ele está doente! E vai morrer! MORRER!
Ka: Não fala besteira garota...
Ki: Não to falando! Ele é doente! Vai morrer, e por isso eu terminei com ele. Ele me escondeu isso o tempo todo, agora também, que vá pro inferno!
Kagome dá um tapa na cara de Kikyou.
Ka: Vai pro inferno você, sua vaca!
San: UUUUUUUUUHHHHHHHHH!
Ka: Vem Sango!
Kagome e Sango saem andando. Kagome está em estado de choque.
San: Kagome, você está bem?
Ka: Morrer Sango? Morrer! Não, não acredito que ele escondeu isso de mim.
San: Kagome, não é verdade! Ela estava falando aquilo só pra te irritar!
Ka: Sango, ela poderia dizer qualquer coisa pra me irritar, mas isso? Que vantagem ela teria em me dizer que ele vai morrer? Antes dissesse que ele tem uma nova namorada, mas dizer que ele está doente e que vai morrer? Isso não pode ser brincadeira.
San: Kagome...
Ka: Mas eu vou tirar essa história à limpo agora!
San: Mas ele foi no hospital.
Ka: Ah, é mesmo. Pois bem, então eu vou tirar essa história à limpo depois!
Kagome chega em casa. Já está tarde. 19:00 da noite. Ela se joga na cama com o celular. Liga para Inuyasha, ele não atende. Horas mais tarde, a mãe de Kagome sai. Souta e seu avô estão em casa. Ela já está arrumada. Como o combinado, Kouga chega de bicicleta, e atira pedras na janela de Kagome. Porém, uma vai com muita força, e... Quebra o vidro.
Vô: Kagome, o que foi isso?
Ka: Ficou maluco Kouga?
Mas quando Kagome coloca a cabeça pra fora da janela quebrada, é atingida por mais uma pedra.
Kou: Foi mal, é que tava com muita força!
Vô: Kagome você... – abrindo a porta do quarto-... Vai aonde vestida desse jeito?
Ka: Vô, é que eu...
Kou: Hei, Kagome, anda logo, vamos nos atrasar!
Vô: E quem é esse rapaz lá fora? O que você está fazendo aqui rapaz?
Kou: Jóinha tio?
Vô: Que mané jóinha o que garoto? Kagome, comece a explicar.
Ka: É que eu queria sair, pra uma festa sabe, mas eu sei que a mamãe não ia deixar...
Vô: Não mesmo. Sua mãe não gosta que você saia em véspera de aula.
Ka: Por isso mesmo eu estava saindo escondida!
Kou: Kagome!
Ka: Cala a boca? Dá pra esperar?
Kou: Nossa, desculpa então.
Ka: Vô, deixa vai... Por favor! Só dessa vez!
Vô: Hum, ta legal... Mas chegue antes das quatro ou sua mãe vai descobrir!
Ka: Obrigado vô! Brigado! Brigado! Te amo! – diz beijando seu avô e saindo pela porta do quarto.
Vô: Antes das quatro hein?
Ka: Ta bom!
Kagome desce as escadas e sai no quintal, onde se encontra com Kouga.
Kou: Nossa, aleluia!
Ka: Ai, fica quieto, que quem vai ter comprar um vidro novo pra janela do meu quarto sou eu! E além do mais minha cabeça ainda ta doendo!
Kou: Eu não joguei na sua cabeça de propósito. Ah, e se você quiser eu compro.
Ka: Bom mesmo!
Kou: Vai, sobe aí.
Kagome sobe na traseira da bicicleta. Eles vão indo em meio a escuridão da madrugada. Longe dali, Inuyasha está no carro, à caminho da festa de Houjo. Ele pega o celular. No visor, uma mensagem: “ Chamada não atendida: Kagome.”. Ele desliga o celular. Olha através do vidro da janela, onde pode observar o céu estrelado sob a rua pouco iluminada daquela madrugada de segunda feira. Olhando para as estrelas, ele pensa em Kagome...
Inu: “Sinto muito Kagome, mas não quero te ver sofrendo tanto quanto a Kikyou. Tenho que me afastar de você o mais rápido possível, assim, não será tão difícil te esquecer.”
Kagome também estava à observar as estrelas, e coincidentemente pensava em Inuyasha...
Ka: “O que está acontecendo com você Inuyasha? O que está acontecendo com nós?”
Como se pudesse aliviar toda dor que estava sentindo, Kagome apertou a mão contra o peito, tentando acalmar seu coração que batia desesperadamente. Naquele momento, alguém estava pensando nela... Alguém além de Inuyasha...
• FIM DO CAPÍTULO 1.
[01/05/08] O começo da História
[02/05/08] Respostas
[05/05/08] Que seja eterno enquanto dure
[03/06/08] Verdades à Tona
[03/06/08] [InuYasha] O Tempo Não Para - Verdades à Tona
[05/05/08] [InuYasha] O Tempo Não Para - Que seja eterno enquanto dure
[02/05/08] [InuYasha] O Tempo Não Para - Respostas
[01/05/08] [InuYasha] O Tempo Não Para - O começo da História
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