Ousada Conquista
Capítulo 7 – Decisões
Sábado
Acordei lentamente com uma claridade incômoda. Pisquei um pouco antes de abrir os olhos e constatar que não estava no meu quarto. Um leve pavor ameaçou me dominar até que os acontecimentos da noite anterior me vieram à mente. Devagar, eu me virei na cama até encontrar um par de olhos verdes, me fitando perdido em pensamentos.
Ele me encarou por uns instantes, até que abriu um leve sorriso.
- Bom dia.
- Bom dia. – Eu apertava o lençol com força, me sentindo totalmente sem graça. Desviei o olhar dele para a janela, onde pude ver que o sol já estava alto. – Que horas são?
- Dez e quinze.
- O QUÊ?? – Ele riu. – Por que não me acordou?
- Você parecia um anjinho dormindo. Não queria perturbar seu sono.
O tom de voz dele era tão terno que cheguei a achar que nada havia mudado entre a gente, apesar do que havíamos feito. Só não saberia dizer se estava aliviada ou decepcionada.
Me sentei na cama, fazendo com que o lençol deslizasse, dando uma boa visão do meu corpo nu. Corando, rapidamente puxei-o de volta e lancei um olhar por cima do ombro para o Harry. Ele me olhava com luxúria, o que fez com que eu ficasse ainda mais vermelha.
- Temos que nos apressar.
Com um suspiro frustrado, ele se deixou cair de costas na cama. Eu me levantei levando o lençol junto.
- Ei! – protestou ao ficar descoberto e esplendorosamente nu.
Rindo discretamente, fui para o banheiro sem olhá-lo, apesar da vontade louca de observar aquele corpo perfeito à luz do dia. Minhas pernas doíam, tornando cada passo uma doce tortura, ao me fazer lembrar de tudo que havíamos feito. E realmente havíamos feito muito durante quase toda à noite.
Tinha sido tudo tão perfeito, tão certo. Mas agora as dúvidas vinham com força para me assombrar. Não que eu estivesse arrependida. De jeito nenhum. Se tivesse oportunidade de voltar no tempo e mudar aquela noite, mesmo sabendo que eu poderia sofrer no futuro eu faria tudo exatamente do mesmo jeito. Assim, independente do que viesse a acontecer, eu teria aquela doce lembrança comigo.
Os beijos, a ternura misturada com desejo, os toques, a risada, os gemidos, os sussurros... tudo havia contribuído para que aqueles momentos se tornassem inesquecíveis.
Quando acabei de tomar banho, encontrei Harry na cozinha, recostado na pia. Ele indicou a mesa, onde estavam as torradas, o patê e uma jarra de suco. Caminhei até a cadeira, meio insegura, sobre o olhar atento dele.
- Vamos passar na sua casa a caminho da feira.
Automaticamente passei a mão pelo vestido amassado, tentando em vão alisá-lo um pouco.
- Preciso mesmo trocar de roupa.
Ele apenas assentiu com o olhar pensativo. De repente o clima havia ficado tenso e eu finalmente sentia o peso de ir para a cama com um amigo. Ele provavelmente estava pensando no que havia feito e a partir de agora seria complicado continuar a amizade do mesmo jeito que era antes.
Harry terminou de tomar seu suco e depositou o copo na pia.
- Vou tomar banho.
E saiu da cozinha me deixando ali com uma sensação muito incômoda.
x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x
Desde que saímos de casa naquela manhã, o clima entre a gente estava estranho. O desconforto que havia se instalado era quase palpável.
Durante a semana, eu esqueci completamente da Cho, não senti a mínima falta dela. Quanto mais Gina tentava me ajudar a analisar meus sentimentos, mais eu percebia que meu relacionamento com a Cho era como todos os outros que havia tido até então. Algo temporário, momentâneo. A paixão existira sim. Mas nunca passara disso. Seria um erro levar a diante aquele relacionamento sabendo que não teria futuro. Quanto a isso eu estava absolutamente convicto.
Confesso que havia planejado a noite anterior. Desde o momento em que abri os olhos na sexta-feira, sabia como terminaria aquele dia. Ao mesmo tempo que fazer amor com Gina foi magnífico, foi também assustador. Fez brotar algo dentro de mim que eu não saberia descrever. Algo grandioso e completamente novo para mim. E a compreensão de que havia levado para cama a garota que era praticamente minha irmã mais nova, me fez me sentir um cafajeste.
Gina merecia alguém que lhe oferecesse segurança e estabilidade. Não alguém como eu, que sempre acaba arrumando um jeito de fugir de seus relacionamentos. Só que talvez eu pudesse mudar. Por ela eu poderia mudar. Mas e se eu acabasse magoando-a?
Eu não sabia o que fazer em relação a ela, ou o que seria da gente dali em diante, mas me sentia de certa forma culpado e ao mesmo tempo inseguro. Eu não tinha como saber o que ela estava pensando nem como estava se sentindo e nem ao menos sabia o que eu mesmo estava sentindo. Mas eu sabia que precisava falar algo, antes que aquela agonia me sufocasse.
Observei Gina que conversava animadamente com uma mulher. Logo ela se afastou sendo substituída por Dino que se pôs a preencher uma ficha de pedidos. Aproveitei para me aproximar da ruiva. Toquei de leve em seu braço, fazendo-a se virar para mim.
- Gina, o que acha de irmos almoçar agora? – Como havíamos chegado tarde na exposição, não saímos para almoçar no horário normal. Na verdade, eu nem estava com fome, apenas queria ficar um pouco a sós com ela.
- Estou sem fome, Harry.
- Eu também, mas eu acho que nós precisamos conversar sobre ontem à...
- Olá, Harry. – A voz forçadamente doce da Cho invadiu meus ouvidos. Me virei lentamente, desejando de todo coração que estivesse tendo “ilusões auditivas”. – Surpreso em me ver?
Cho estava estonteante como sempre. Foi quase inevitável correr os olhos pelo seu corpo. Apesar do corpo perfeito, seus olhos me pareceram tão desprovidos de emoção se comparados com os olhos cheios de vida da ruiva que havia me proporcionado momentos incríveis.
- Surpreso não é bem a palavra que eu usaria. – disse para mim mesmo, mas num tom suficientemente alto para que ela ouvisse.
- Feliz, então?
Seria melhor não responder o que estava pensando em dizer.
Ela se aproximou, andando de maneira sedutora e passou os braços pelos meus ombros. Com o rosto bem próximo ao meu, passou a mão pelo meu queixo e lábios.
- Sei que tem até amanhã de prazo para me dar a resposta, querido, mas não pude agüentar mais sabendo que estaria aqui sentindo minha falta.
Contive firmemente a vontade de afastá-la de mim.
- Na verdade, com toda correria da feira, não tive tempo de... bem...
- Telefonar? – sugeriu ela, ao me ver hesitar.
Olhei ao redor e vi Gina com expressão impenetrável perdida em seus pensamentos. Era visível que estava incomodada pelo fato de Cho estar ali. Só não sabia se ela estava assim por sentir remorso ou por ciúmes.
- Espere um minuto. – Eu afastei os braços da morena, delicadamente e andei até a Gin com passos meio incertos.
- Gina, eu preciso sair, mas...
- Ok, Harry. – Ela me fitou de maneira inexpressiva. – Podemos nos virar sem você.
É claro que eles podiam, e eu sabia disso. Mas não era com isso que estava preocupado. Me aproximei mais e abaixei o tom de voz.
- Gin, eu sinto...
- Não se preocupe. – ela me interrompeu – O que aconteceu não muda nada entre nós. – ela deu um sorriso sereno. - Nós somos adultos e podemos lidar com isso.
Aquilo me incomodou. Ela falava como se não tivesse acorrido nada demais, como se fosse normal dormir com um amigo e depois agir como se nada tivesse acontecido. E isso me irritou profundamente. A noite anterior não foi algo banal.
Talvez ela pudesse fingir que nada havia acontecido, mas eu não. Nunca.
Notei que Cho nos observava com uma expressão compenetrada. Provavelmente havia percebido algo, e isso não me incomodou.
Coloquei a mão em seu cotovelo e a guiei para fora do Centro, parando só quando chegamos ao estacionamento.
- O que faz aqui, Cho? – tentei ser o mais educado possível, mas no fundo estava aborrecido. Será que ela não poderia ter escolhido uma hora pior para aparecer, não?
- Eu vim aqui porque queria te ver.
- Achei que meu prazo seria até amanhã.
- E é. Não vim te pressionar. Só queria te ver. Senti muito sua falta nessa semana, Harry.
Antes que eu pudesse me dar conta, ela já estava pendurada em meu pescoço com a boca colada a minha e pressionando sensualmente o corpo no meu. Com um pouco de dificuldade, consegui fazê-la me soltar. Segurei suas mãos para que ela não tentasse mais me tocar.
- Isso não está certo.
Ela se desvencilhou das minhas mãos, com certa repulsa, e apertou a alça da bolsa com força.
- Você está dormindo com ela, não é? – rosnou Cho. Ela estava com os olhos frios apertados e os dentes cerrados. – Eu mal viro às costas e você já leva sua amiguinha sonsa para a cama?!
- Ela não é sonsa. – protestei.
- Ah, claro que não! A sonsa sou eu, não é? – ela disse sarcástica.
Eu meneei a cabeça.
- Cho, entenda que...
- Está bem, Harry. – ela me cortou. – Eu esqueço sua traição desde que corte qualquer tipo de contato com a Weasley.
Eu cerrei os punhos, irritado.
- Se não se lembra, nós trabalhamos na mesma empresa, então seria muito difícil.
- Pelo que me consta, vocês são de setores diferentes.
- Mas às vezes precisamos trabalhar em conjunto.
- Você pode colocar alguém para te representar quando tiver que trabalhar com o departamento dela. – Ela deu um suspiro teatral. – É isso, Harry. Eu aceito me casar com você, se não voltar mais a ver a Ginevra.
- Você não deveria receber um pedido antes de dizer se aceita ou não?
- O que quer dizer? – ela fez uma careta engraçada.
- Eu não fiz o pedido.
Ela piscou várias vezes, incrédula.
- Está dizendo que vai jogar fora um relacionamento firme de seis meses por causa de umas noites de sexo selvagem com aquela mosca morta?
- Não fale assim da Gin. – “Ela é muito mais mulher que você.” Tive vontade de dizer. Respirei fundo para me acalmar e me concentrar no que tinha a dizer. – Eu não te amo, Cho.
Ela deu uma risada cínica.
- E ama a Weasley, é isso?
- Deixe Gin fora disso. O assunto aqui é eu e você. Ou melhor, era, porque nosso relacionamento acabou. – dizendo isso, deu um passo atrás, a fim de aumentar a distância entre nós.
- Não pode terminar assim comigo! – ela protestou, emburrada.
- Na realidade, quem acabou com nosso namoro foi você, domingo passado, quando declarou que ou eu aceitava me casar ou então não nos veríamos mais.
Ela deu um sorriso nervoso, enquanto dava passos incertos em minha direção.
- Você não considerou aquilo de forma literal, não é?
- Considerei sim. E afinal de contas eu tenho que te agradecer por ter me feito repensar sobre meus sentimentos. – Ela tentou me tocar novamente, mas eu a repeli. – Eu não te amo e não quero passar o resto da minha vida com você.
Os olhos dela brilharam de fúria e eu achei que ela fosse avançar para cima de mim. Por sorte ela era orgulhosa demais para recorrer à agressão física. Em poucos segundos havia se recomposto e me fitou com o queixo erguido e um olhar cortante.
- Muito bem. Fique com sua amada Weasley, mas quando se cansar de brincar com ela, não venha me procurar, porque vai ser tarde demais.
A tentativa dela de ser superior era tão ridícula, que eu cheguei até a sentir pena dela.
- Eu não vou. – disse apenas.
Eu não ia procurá-la. Não ia brincar com a Gin. E não ia me cansar dela jamais.
Com cara de quem comeu e não gostou, Cho se afastou rebolando exageradamente e batendo os pés, ocasionando uma cena cômica. Isso foi o suficiente para me devolver o bom humor. Voltei para o estande com um sorriso radiante no rosto, que infelizmente não foi bem interpretado pela ruiva.
x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x.X.x
Como de costume, voltei para casa de carona com Harry. Eu preferia não aceitar, mas também não queria deixar transparecer o quanto estava triste.
Quando a Cho apareceu na exposição, eu senti como se tivessem me cortado em pedaços, mas o pior foi quando Harry voltou com um imenso sorriso estampado no rosto. Depois disso foi quase impossível me manter confiante e sorridente pelo resto da tarde. Isso havia esgotado completamente minhas energias.
- De manhã quando viemos ao seu apartamento, acho que esqueci meu celular. – ele disse estacionando o carro próximo ao meu prédio.
- Mas eu vi você com ele na feira. – lembrei.
Ele fez uma careta e pareceu pensar um pouco.
- Ah, não. Aquele era do Dino.
- Hum. Certo. Quer que eu traga aqui para você?
- Não é necessário, eu vou buscar.
- Ok.
Nós descemos do carro e entramos no prédio. Sinceramente, eu gostaria de ficar sozinha para recobrar minhas forças e colocar para fora todas as lágrimas que havia retido durante o dia. Me consolei com o fato de que ele só pegaria o celular e logo iria embora, me deixando sozinha para me afogar em minha própria auto-piedade.
Assim que acendi a luz da sala, passei os olhos pelo ambiente, mas nem sinal do bendito aparelho.
- Onde você o deixou?
Ele fechou a porta atrás de si e retirou o celular do bolso. Eu olhei do aparelho para ele, confusa.
- Eu só queria falar com você. – se justificou.
- É realmente necessário?
- Absolutamente.
- Se for sobre o que eu estou pensando, eu prefiro não conversar.
- Sobre ontem à noite.
- Não precisamos falar disso. Vamos esquecer o que...
- É por causa dele, não é? – ele me interrompeu com a cara fechada.
Eu o fitei de olhos arregalados, sem entender do que ele estava falando.
- Dele quem?
- O imbecil de quem você gosta.
Deixei escapar um gemido.
- Outra vez esse assunto?
Me virei de costas pronta para me afastar, mas ele me puxou de volta pelo braço.
- Você poderia ao menos me ouvir?
Eu suspirei e cruzei os braços, fazendo com que ele me soltasse.
- Não precisa me explicar nada, Harry. Não quero suas desculpas. Culpe a bebida, culpe os hormônios, culpe o quiser, se isso te faz se sentir melhor. Nós fomos inconseqüentes ontem, mas isso não precisa prejudicar nossa amizade. Apenas esqueça o que aconteceu, está bem? Ou então considere como sua despedida de solteiro.
Dessa vez quando eu comecei a me afastar ele não me segurou, apenas deu uma risada um tanto melancólica, antes de falar:
- Eu não posso ter uma despedida de solteiro se não vou me casar.
Eu estaquei e me voltei lentamente, tentando assimilar o que tinha ouvido.
- O que disse?
- Eu não vou me casar. E devo isso a você.
Ele estava me culpando pelo fim do relacionamento dele? Será que a Cho havia descoberto que dormimos juntos? O sentimento de culpa começou a crescer em meu peito. Eu o amava mais que tudo nesse mundo e exatamente por isso o que mais queria era que ele fosse feliz.
- Eu sinto muito se ela descobriu, Harry. Se eu puder fazer algo para ajudar...
- Você não entendeu. – Ele meneou a cabeça parecendo frustrado e em seguida passou a mão pelos cabelos, num gesto típico de nervosismo. – Você me ajudou a entender certas coisas. Eu não amo a Cho e não poderia me casar com ela.
Eu não sabia se deveria rir ou chorar. Estava aliviada por saber que ele não mais se casaria com a Cho. Ao mesmo tempo não sabia o que pensar. Será que agora eu teria uma chance de conquistá-lo? Com certeza depois daquela noite ele não me via mais como irmãzinha.
- Fico feliz... – eu pigarreei tentando imprimir mais firmeza a voz. – por ter te ajudado.
Harry andou até mim, parando cerca de meio metro à minha frente.
- Eu sinto muito por ter me aproveitado de você.
Eu bufei, impacientemente.
- Você não se aproveitou de mim, Harry. Eu sabia muito bem o que estava fazendo.
- Mas você estava bêbada. E era... virgem.
- Eu não estava bêbada, só um pouco tonta! Não fale como se eu fosse uma garotinha ingênua que foi seduzida pelo cara mal.
Ele abriu a boca para contestar, mas eu fui mais rápida.
- Me faça um favor, Harry? Esqueça o que aconteceu, ok? Passe uma borracha e siga sua vida.
Ele apenas me olhou por alguns instantes, intensamente. Ele deu um passo a frente e eu recuei, me chocando com a mesa.
- Talvez você possa esquecer, mas eu não posso.
Antes que eu pudesse responder, ou até mesmo assimilar o que ele tinha acabado de dizer, ele já havia quebrado a pequena distância entre nós.
- Eu não posso e nem quero esquecer. – ele murmurou um segundo antes de capturar meus lábios em um beijo feroz.
Ele pousou as mãos nas minhas costas e me pressionou mais contra seu corpo. Eu deixei escapar um gemido e o abracei pelo pescoço, afundando as mãos em seus cabelos. Tê-lo novamente tão perto de mim era tão reconfortante que eu nem conseguia pensar em mais nada. Suas mãos deslizaram para baixo da minha blusa e pousou-as em minha cintura. Aos poucos o beijo foi perdendo a ferocidade e se tornando mais lento e apaixonado. Sem afastar a boca da minha, ele me ergueu e me colocou sentada na beirada da mesa, ficando no meio das minhas pernas. Começou a acariciar minhas coxas por baixo da saia, provocando uma revolução no meu baixo-ventre. Sem pensar, levei minhas mãos ao primeiro botão da camisa dele, mas ele se afastou ofegante e apoiou a testa na minha. Seus olhos estavam indecifráveis e isso estava me deixando nervosa. Pousei as mãos no meu colo e baixei os olhos, corando sobre a intensidade do seu olhar. Ele afastou o rosto e ergueu meu queixo.
– Eu preciso de você, Gin. – sua voz soou baixa e profunda.
Pude perceber pelo seu tom de voz que não era só necessidade física. Era muito mais que isso.
Com o coração batendo loucamente em meu peito pela excitação e pela alegria, eu desci da mesa e o abracei pela cintura, recostando minha cabeça em seu peito.
- Eu te amo, Harry. – disse com a voz abafada.
Mais uma vez ele me fez erguer o rosto.
- Como amigo?
Eu meneei a cabeça com força.
- Não.
Ele sorriu.
- Quer namorar comigo?
Eu ri bobamente, me sentindo como uma adolescente que recebia o primeiro pedido de namoro, do garoto mais popular da escola.
Me afastei dele, fazendo a cara mais inocente que consegui.
- Você precisa pedir aos meus pais.
Ele soltou um gemido sofrido e me puxou para junto dele.
- Seus pais eu consigo enfrentar, mas seus irmãos...
Eu ri novamente e o beijei. Ele me ergueu do chão e eu o envolvi com minhas pernas. Fomos assim até o quarto, sem que ele parasse de me beijar no rosto, na boca e no pescoço. Com um pouco de dificuldade, finalmente chegamos à minha cama, onde ele me depositou.
- O que acha de se mudar para minha casa? – perguntou com os lábios descendo pelo meu pescoço.
- O quê? – eu não conseguia acreditar no que tinha ouvido.
Ele se afastou apenas o suficiente para me fitar. Em seus olhos brilhava convicção misturada com paixão e ternura.
- Quer morar comigo?
- Não é cedo demais pra isso?
Harry acariciou meu rosto delicadamente.
- Demorei demais para te descobrir. Não quero mais ter que ficar longe de você. Nem por um segundo. – disse a última frase com os lábios colados nos meus.
Eu nunca havia imaginado que tanta felicidade fosse possível. Bem ali junto a mim, estava o homem que havia amado a maior parte da minha vida e agora eu finalmente podia chamá-lo de meu. As lágrimas que eu havia reprimido durante àquela tarde começaram a escorrer pela minha face sem pudor. Ao perceber, Harry se afastou e me lançou um olhar agoniado. A fim de tranqüilizá-lo, eu abri meu melhor sorriso. Os magníficos olhos verdes voltaram a brilhar, acompanhando o doce sorriso em seus lábios.
Ele se inclinou lentamente sobre mim até que nossos lábios voltaram a se encontrar.
- Eu te amo, ruiva.
§§§Fim?§§§
N/A: Mil perdões pela demora! ^^ Estava em período de provas e depois q passou, eu estava com um legítimo bloqueio criativo. Mas finalmente consegui escrever o capítulo, espero que não tenham se decepcionado com o final!
Mto obrigada àqueles que acompanharam e aos que deixaram comentários! ^^
Talvez eu ainda faça um epílogo, mas não prometo nada! XD
Até a próxima, pessoal!!
bjnhux