Notas da autora: Nunca vi ninguém cometer suicídio, não quero ver e muito menos quero tentar isso, foi apenas uma idéia pra história. A fic foi classificada +16 por eu considerar o tema “morte” como algo complexo para algumas pessoas. Então se não gosta do assunto sugiro que não leia.
“As marcas vistas em meus pulsos são apenas retratos sombrios do desespero da minha alma.”
Em meio ao desespero ela volta correndo pra casa, grossas lágrimas cobriam seu rosto, sentia um aperto no coração, foi humilhada por todos, sentia-se desnorteada e desamparada.
Chega e encontra tudo trancado com deixou, seus pais não voltariam tão cedo. Procura a chave na mochila, com raiva de si e do mundo, os olhos já vermelhos, entra correndo, bate a porta, joga a mochila no sofá e se tranca no quarto. Para frente ao espelho e começa a se olhar. Não sabia o que havia de errado consigo
Vira-se e pega um quadro na parede atrás de si e lança-o contra o espelho. Os cacos voam em todas as direções, caindo no chão, na cômoda, em sua roupa.
Caída de joelhos ela tampa o rosto, fecha os olhos tentando se acalmar. Mas as imagens voltavam à sua mente, junto com outras idéias estranhas, perturbando-a.
Lá fora o tempo fechou, grossas e pesadas nuvens encobriam o céu, um vento frio percorreu o local e começou a chuviscar. À medida que as horas passavam a chuva aumentava, batendo no telhado, relâmpagos e trovões cortavam o céu, os únicos sons que predominava ali, o balançar das cortinas tornava o quarto fantasmagórico.
O telefone toca em algum lugar na sala...
Ninguém atende...
Ele insiste...
O temporal derrubou um poste em algum ponto da cidade. A energia acaba, inundando o quarto na completa escuridão. As únicas luzes vinham dos relâmpagos e eram projetados nos estilhaços de vidro no chão.
Os cacos...
Brilhavam confirme o tempo mudava...
Ganhando tons claros e escuros...
Figuras eram formadas nas paredes...
Amy pega um dos cacos. O choro havia cessado. Só restava o vazio.
Um último relâmpago corta os céus, tingindo os lençóis e as paredes de vermelho, respingando gotículas de sangue na face alva. Olhos arregalados, grito preso na garganta, corpo tenso.
Uma última lágrima rola em seu rosto. Por um instante o som cessa, tudo escurece, não sente mais nada, a dor passou...
Imagens surgiam e desapareciam a sua frente. Uma porta é arrombada... algo frio a envolveu... foi erguida e levada pra outro local... luzes entravam e saiam de foco... pessoas gritando e se movendo... e novamente o silêncio e a escuridão.
Amy: O que houve? – sentia-se letárgica, as figuras demoraram a tomar forma. O quarto estava escuro, mas, apenas uma forma se fez notar...
_ Você quase morreu – respondeu uma voz fria, que dava arrepios na espinha. – Se não fosse o seu amigo aí – ela aponta para alguém sentado ao lado da cama com a cabeça apoiada no colchão – você não teria chance nenhuma – disse sarcástica.
Amy: Quem é você? – perguntou receosa da resposta.
_ Eu? – fingiu não ser consigo enquanto se aproximava da cama. – Eu... sou...
Yo! Capítulo pequeno, mas espero que gostem. Críticas e sugestões são bem vindas.