Disclaimer: Fullmetal Alchemist não me pertence, porque Hiromu Arakawa roubou minha idéia.
Capítulo 4 – Uma noite mais comprida do que o esperado
Fuery: Ele fez cocô.
Ed: Troca a fralda dele.
Fuery: Por que eu?
Havoc: Por que não o Al? Ele não sente cheiro.
Al: Minha mão não é delicada.
Ed: E quem liga?
Al: Ed, ele é só uma bebê. Não pode descontar a sua raiva nele só porquê é o sobrinho do coronel.
Essa briga não vai acabar tão cedo. Se eu não me engano eu tenho... É isso. Relato agora o momento em que militares e alquimistas não servem para coisa alguma.
Eu: Vocês, peguem o alfinete na gaveta... na terceira gaveta da cômoda; Havoc, você pega o pano na segunda gaveta; Fuery... troca a fralda dele.
Fuery: Sobrou para mim. Eu não sou o sub-oficial Falman.
Tudo foi com trabalho, principalmente da parte do Fuery, mas também com receio. Ninguém queria ouvir o menino chorando de novo.
Ed: Calou a boca.
Al: Ed.
O Al falou com um tom de censura que o Edward emburrou.
Havoc: Não sabia que você soubesse cuidar de crianças, Breda.
Eu: Hein? É que tinha alguns bilhetes em cima da mesa da cozinha e eu guardei no bolso, se eu precisasse pra alguma coisa... e precisou, né.
T-todos estão me olhando estranho. Acho que minha reputação de que eu seria um bom pai foi pro espaço.
Eu: Vocês cuidem dele.
Ed: Por que a gente?
Fuery: Nós temos muitas coisas importantes para fazer.
Ed: Como o que?
Havoc: - o segundo-tenente olhou sério para o loiro de tamanho anormal como se eles realmente tivessem alguma coisa importante para faze. – Nós temos que terminar o caça-palavras.
Ed: ORA SEU FUFACADO! FEU FENHO FOIFAS MUIFO IMFOLFANTE FA FAZER.
Sorte que o Al tampou a boca dele antes que ele começasse a fazer escândalos. O coronel de mau-humor é a última coisa que quero agora.
Al: Ele está dormindo e a Elysia e o coronel também.
Eu: Agora cuidem dele.
Ed: Tô com fome, vou comer alguma coisa.
Uns minutos depois...
Ed: Cadê as facas e os garfos?
Havoc: Escondemos.
Ed: Cadê o remédio para dor de cabeça?
Eu: Escondemos.
Ed: Cadê o sabão?
Fuery: Escondemos.
Eu ainda termino esse caça-palavras hoje. Parece que não sou só eu que acha isso.
Ed: Boa noite Al.
Havoc: Vou tomar água. Nossa já vai dar dez e meia. – voltando para sala, o loiro de tamanho normal encontrou os dois estirados no sofá dormindo. Além do coronel.
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No restaurante, as coisas iam bem. Jane estava um pouco preocupada, sabia que eles já eram homens crescidos e seu irmão estava lá, mas não tinham experiência em cuidados de crianças. A tenente Hawkeye respondia friamente às perguntas do tenente-coronel Hughes e também às perguntas que estavam em entrelinhas. O coronel; a tenente e o tenente-coronel falavam uns com os outros por entrelinhas, estas com um fundamento bem diferente que a pergunta dada.
Hughes: Então tenente, a senhorita nunca pensou em se casar?
Riza: Não, senhor.
Hughes: Não há nenhum pretendente?
Riza: Nenhum, senhor.
Hughes: Bem, mudando de assunto. Como está o trabalho burocrático do Mustang?
Riza: O mesmo.
Hughes: Ah! Deve ser difícil o agüentar todo dia.
Riza: O senhor se acostuma.
A conversa, que parecia mais um interrogatório, que já durava um bom tempo foi interronpida por Gracie, por medo que a tenente desse um tiro na testa de Hughes.
Gracie: Que noite bonita, não? Só espero que a Elysia esteja dormindo.
Jane: E eu o Thomas. Será que os dois irmãos sabem lidar com crianças? O mais novo parecia bem nervoso.
Hughes: O loiro baixinho que seria o mais
velho é um pouco nervoso sim, mas é um bom menino. Ai dele se ele ousar gritar com a Elysia. – o tenente-coronel estreitou os olhos e puxou sua pequena faca.
Gracie: Tudo bem, Maes. O Edward não teria coragem de levantar a voz para Elysia. Agora devem estar todos acordados de olho nas crianças.
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Na sala, os três militares de média e baixa patente dormiam e roncavam estirados no sofá; no quarto, o Elric mais velho também dormia, roncava e babava no chão; a armadura de quatro metros e maio – tudo bem, é menos – obseravava o irmão e o bebê que dormia tranquilamente; no quintal dos fundos, estava o segundo-tenente loiro que fumava seu cigarro como se fosse a única coisa mais importante no mundo e no quarto todo rosa, dormia tranquilamente a Elysia.
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Riza: Claro que eles são um poucos exagerados no que fazem.
Hughes: Nada de mais.
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Num armário trancado encontravam-se remédios; produtos de limpeza; bebidas alcoólicas; copos de vidro; talheres; blusas que possuem botões; sacolas plásticas; lápis que possui ponta; fósforo; sabão; cebola e tudo o que possa ser exagerado.
O tenente deu uma tragada e apagou o cigarro. Olhou as duas crianças que dormiam e depois sentou cuidadosamente no sofá para terminar o caça-palavras.
Havoc: Terminei, fácil. Tá tarde e amanhã é sexta, não vai dar tempo de tomar banho. Só se... e eu uso a mesma cueca. O tenente-coronel não vai ligar se eu usar a toalha dele.
O tenente pegou uma toalha, tirou a parte de cima da farda e entrou no banheiro.
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Riza: Já está tarde e amanhã nós trabalhamos. Tenho que ir embora...
Gracie: O Maes te leva para o alojamento. Não se preocupe Riza.
A tenente não tinha outra alternativa senão aceitar. Não era um pedido do coronel nem do tenente-coronel, mas sim da esposa do último.
Jane: Ai, ai. Estou satisfeita.
Hughes: Vamos, né? Tô com saudades da minha filinha linda.
Jane: Isso chega ser uma obsessão. – o tom sarcástico de sua fala fez os presentes confirmarem que ele era sim, a irmã do coronel.
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Havoc: Lá-rá-lá-lá-rá! Terminei o meu banho. – o tenente saiu do banho com só a metade de baixo da farda militar, secando o cabelo e com a camisa pendurada em seu braço. – Al, você tá acordado, né?
Al: Estou sim.
Havoc: Vou estar na cozinha. Se eles chegarem me chame, está bem?
Al: Está bem.
Havoc:
Que monotonia. Joga truco Al?
Al: Não jogo, não. Pode ficar tranqüilo, já me acostumei em ficar sozinho enquanto os outros estão dormindo.
Havoc: Tá, mas se você sentir sozinho vai ver as fotos do tenente-coronel. Eu estou na cozinha. – o tenente revirou o armário de mantimentos, depois de não encontra nada que o agrade foi ao quintal dos fundos olhar as estrelas.
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Hughes: Chegamos! Não era para eles estarem cuidando da minha filinha?
Jane: Cadê os outros? Senhores Elrics?
Al: Senhorita Jane... a Elysia está dormindo, o Thomas e o Ed estão dormindo também e senhor Havoc me disse que está na cozinha.
Gracie: Alphonse me ajude a pegar os cobertores no quarto da Elysia? Você também Maes.
Jane: Vou ver o Thomas, tá? – Jane entrou silenciosamente no quarto indo à direção ao berço que ali havia. – Mais gosta de tirar a coberta, né Thomas? O senhor Elric dormiu no chão...
Havoc: Al, não mexe com o bebê, ele pode acor... S-senhorita Jane desculpe. Eu pensei que o Al estava falando com... Não, brincando... Não...
Jane: T-tudo bem. – a jovem virou o rosto novamente para ver o filho para escolher o rubor em suas bochechas por ver o segundo-tenente de camisa aberta.
Havoc: - ele foi retirar seu maço de cigarros do bolso de sua farda, percebendo assim que estava só de camisa e ainda aberta.
Hein? Não é à-toa que ela virou o rosto. Per-perdão por eu aparecer assim. É que eu tinha tomado banho e fui lá fora...
Jane: Mais assim o senhor vai ficar resfriado. Com o cabelo molhado... Pergunto-me quem é mais irresponsável, você ou o meu irmão. – o tenente corou levemente por ser chamado só de “você” e pela jovem começar a abotoar sua camisa.
Hughes: Senhorita Jane, acorde o Ed para mim e cham... Hein?
Continua no próximo episódio...
Mais um capítulo entregue. O próximo só semana que vem.
Erros: No capítulo 2, na primeira fala da Jane é major não coronel e no capítulo anterior como o narrador era o coronel – antes de ele dormir, claro – em vez do nome dele era para ser EU, pois ele estava falando.
Bem, acho que é só. Errar é humano e perdoar... é para os Deuses.
Ja ne.