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[InuYasha] Para sempre sua, InuYasha!

Único


Autor: ~Cahnove

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero:

Tags: Ciúmes, amor, decepções

Personagens: InuYasha, Kagome, Kouga

Classificação: 12+

Adicionado em: 12/04/08

Comentários/Favoritos 1/2

Caracteres: 14.352

Exibições: 110

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Sozinhos, dois jovens, em meio à grama verde que suspirava pelo orvalho que sempre a encontrava de noite. Um garoto vestido de vermelho com cabelos prateados sequer olhava para a garota ao seu lado, que tinha cabelos compridos e negros, com uma expressão um pouco brava...
-Você não podia, InuYasha... – ela disse, mas, logo foi interrompida por ele...
-Cale a boca e escuta, Kagome! Pare de me repreender sempre que eu faço alguma coisa que você não gosta...
-A questão não é esta – ela abaixou o rosto, o envolvendo em seus braços quentes e necessitados daquele choro desesperado que a envolvia, agora.
O garoto, ouvindo os soluços desesperados que saiam da garganta da garota, se levantou e a olhou, ela ainda estava no chão, sem mostrar o rosto para ele, o castigando por ter ido tão longe naquela briga inútil...


“Estou parada na ponte
Estou esperando no escuro
Pensei que você estivesse aqui, agora”


Ele chegou mais perto dela e sentou-se ali, colocando as mãos em suas costas, como se aquilo fosse consolá-la de algum jeito, ele não sabia como ajudá-la, apenas disse:
-Não chore...
Ah, como se aquilo fosse ajudar, a briga fora inútil, a briga com o Kouga, que fazia Kagome triste, aquele momento.
InuYasha se lembrou daquelas palavras que sempre falavam para ele: “Está com medo?”, ele pensou numa resposta óbvia que nunca havia dado a ninguém: “Medo é uma palavra que não existe em mim”, talvez, mas o que era aquilo que estava sentindo? Sim, era medo de que Kagome nunca mais quisesse falar com ele, ou outras coisas, que só ele pensava naquele momento...
Estava tudo muito quieto, enquanto só se deduzia na escuridão da madrugada os soluços desesperados de Kagome, lembrando mais uma vez daquela cena, a cena em que chegou e viu InuYasha lutando com o Kouga, InuYasha não se controlou e perdeu o controle, vida real é bem diferente da encenação...
InuYasha ficou bem em frente dela e, disse, em uma tentativa frustrante de tentar acabar com aquele choro:
-Ele não morreu...
O choro dela se agravou ainda mais com aquelas palavras, levantou a cabeça depois daquele tempo e olhou para o InuYasha que estava à sua frente, tentando consolá-la, e, então, disse:
-Você fugiu do controle, InuYasha... Se fez aquilo com ele, o que pode fazer com outras pessoas?
Ele apenas olhava para ela, com as sobrancelhas franzidas, com raiva, e respondeu a ela:
-Eu não farei nada com os outros...
-Como pode me garantir isso? – ela disse, olhando para o chão.

“Mas não há nada além da chuva
Sem pegadas no chão
Tento ouvir algo, mas não há som”


-Olhe para mim, Kagome – ele disse, colocando a mão dele, nada delicada, no queixo dela, levantando a cabeça dela, para que ela o encarasse.
Ela fechava os olhos e deixava escorrer uma lágrima, dizendo:
-Mas...
Ele a interrompeu, aproximou o rosto dele do dela e a beijou, suavemente, ela se entregou com aquele beijo suave que ele dava nela, mas logo se afastou.
-InuYasha...
-Eu fiz uma coisa errada, Kagome...
“Eu te fiz chorar?” ele pensava, escondendo aquilo na sua cabeça, numa tentativa de fazer pose de herói, ele nem imaginava que não era hora para aquilo...
Kagome estava com o rosto levantado, olhando abertamente para o InuYasha, os olhos dele passavam segurança, mas ele não podia tê-la beijado, não ali, não naquele momento...
Ela se levantou e correu, não era dele, corria dos pensamentos que estava tendo, corria daquele seu choro desesperado, corria, apenas isso, como se a correria fosse ajudá-la... InuYasha viu que não podia fazer nada, deitou no chão e pensava, ele a teria feito chorar ou não?

“Não há ninguém tentando me achar?
Ninguém virá me pegar e levar pra casa?”


“Como pude ser tão estúpido? Ela precisa de mim” InuYasha pensou, se levantou do chão, quase se batendo, correu atrás dela, e, a encontrou no lugar onde tudo começara, tudo aquilo, aquele choro e tudo o mais. Ela estava ajoelhada perto do Kouga, tentando o ajudar, colocando a cabeça perto do peito forte dele, vendo se ainda ouvia uma batida daquele sofrido coração. Dessa vez, era a vez do InuYasha se revoltar, ele saiu dali, bravo, deu um soco fortemente na árvore mais perto, como se aquilo pudesse abafar aquele ciúmes idiota que ele estava sentindo...

“É uma noite maldita e fria
Estou tentando decifrar esta vida
Você não vai tentar me pegar pela mão
E me levar a algum lugar novo?”


Kagome ficou um pouco mais feliz assim que ouviu o coração do Kouga, que repousava no chão, desmaiado, ele não estava mal, a única coisa que Kagome sentia ali, era medo de que o InuYasha pudesse ter matado alguém, era a única coisa de que ela tinha medo, enquanto se sentava ali, fazendo companhia para o Kouga, enquanto ela o esperava acordar, ela nem imaginava que tudo aquilo estava errado, ela não imaginava que o InuYasha tinha vindo atrás dela e a visto cuidando de um dos maiores rivais dele, ela não imaginava o tanto que o InuYasha a amava para sentir um ciúmes tão forte como aquele, ela não sabia de quase nada, ela só esperava que ele sentisse o mesmo por ela...

“Nem sei quem você é, mas eu estou com você
Estou com você!”


Kagome olhava para o Kouga e, ansiosamente, o esperava acordar, para provar para o seu próprio coração que não tinha acontecido nada com ele, para provar para ela mesma que o InuYasha não tinha feito uma coisa daquelas, ele não podia. O choro dela já tinha acalmado, fazia meia hora desde que InuYasha tinha a visto ali, com o Kouga...
Kouga finalmente estava abrindo os olhos, Kagome pode vê-los com clareza eepois de alguns segundos, ele abriu um largo sorriso quando viu quem o esperava acordar, disse:
-Kagome...
Ela sorriu para ele, também, que já tinha se recuperado, sentado, apoiado nos dois braços, enquanto olhava para a Kagome com toda aquela paixão que se acumulara no seu coração por anos, todo o passado que voltava a se refletir nele de uma vez só...
Pois, ela se virou de costas e, sem perceber, Kouga se aproximava dela, lentamente, como se fosse fazer uma coisa que o InuYasha não gostaria... Como, por exemplo, fosse dar um beijo nela...

“Estou procurando um lugar
Tentando encontrar um rosto
Há alguém aqui, eu sei
Porque nada esta dando certo
Está tudo uma bagunça”


Nada estava dando certo naquele dia, InuYasha estava longe do seu verdadeiro amor, revoltado, sentindo um ciúmes que o corroia por dentro, ele não conseguia ficar longe dela, pensava nela a cada instante, suspirava o nome dela abertamente, não tinha ninguém por perto, ninguém ia ouvi-lo, não tinha o porquê de falar baixo...
Cada segundo, cada passo estava vazio naquele escuro, sem ela, enquanto a única frase que passava pela cabaça dele era: “Eu preciso voltar para ela! Eu preciso do calor dos braços dela! Eu preciso do sorriso dela para sobreviver! Eu preciso da boca dela me dizendo aquele ‘senta’! Eu preciso!”.
Sem nenhum cuidado, saiu correndo para voltar para a Kagome, que se dane o ciúme, ela que importava...

“E ninguém gosta de ficar só”


InuYasha chegava mais perto de onde Kagome estava, ele chegava cada vez mais perto daquela cena que ele teria desejado nunca ver...
Kouga se aproximou da Kagome, que tinha virado de costas, cada vez mais perto, cada vez se aproximando da coisa que mais desejava no mundo, cada vez mais...
InuYasha corria, nem aí para nada, ele tinha que fazer alguma coisa para salvar o amor que tinha em seu coração, sim, ele tinha o dever de fazer aquilo...
Kouga olhou para os cabelos de Kagome, repentinamente, virando-a delicadamente e dando um beijo na doce boca dela, que não conseguia se afastar dele, por mais que tentasse...
InuYasha chegou no momento em que Kouga estava beijando a Kagome, ele fez o favor de afastar o Kouga da Kagome, segurando-o com a raiva que estava sentindo, dentro dele, parecia que cada célula do corpo dele implorava por vingança, cada pedaço dele estava sentindo uma ira incontrolável, que se libertaram quando ele disse para o Kouga:
-É aqui que você morre!

“Não há ninguém tentando me achar?
Ninguém virá me pegar e levar pra casa?”


Kagome, nervosa e preocupada com tudo aquilo, olhou para o InuYasha, que apontava suas garras para o rosto do Kouga, e se lembrou da promessa que ele havia feito: “Eu não farei nada com os outros...”, aquelas palavras ficaram soando na sua cabeça, uma coisa que não dava para esquecer, a palavra dele, que fora selada com um beijo puro do meio youkai, encontrado, agora, ali, na sua frente, apontando as garras para o Kouga.
Kagome, numa tentativa de acabar com tudo aquilo, gritou para o InuYasha:
-Pare, InuYasha! Solte-o! – em meio aos soluços que a envolviam, continuou – Por favor...
Aquelas palavras foram o suficiente para ele parar, o “Por favor” causara um choque em suas orelhas, ele jogou o Kouga no chão, que caiu com um baque surdo, para olhar para ela com calma e poder explicar, talvez, o porquê de tudo aquilo...

“Está uma noite maldita e fria
Estou tentando decifrar esta vida
Você não vai tentar me pegar pela mão
E me levar a algum lugar novo?”


A noite estava fria, Kagome estremeceu por duas coisas: Medo e frio, ela estava pálida, ainda não tinha se recuperado das coisas que tinha presenciado naquele dia, ela estava satisfeita que InuYasha não tinha feito aquilo, embora não olhasse na cara dele, nem na cara do Kouga, nenhum dos dois merecia uma palavra dela, eles mereciam uma bronca, das bem dadas, mas ela não estava com paciência para bancar a mandona, ela tossia, tinha esfriado tão de repente, ela apenas queria que não esfriasse mais...
InuYasha podia até ser meio tapado, mas percebeu que ela estava com frio, tremendo, enquanto tossia, já tinha se recuperado dos soluços. Ele tirou a parte de cima da sua roupa vermelha e jogou no chão, perto dela, onde ela pudesse ver, mas, mesmo com todo aquele frio, ela se recusou a pegar a roupa que InuYasha tinha jogado no chão.
Kagome ainda chorava, pasma com tudo aquilo, Kouga estava encostado em uma árvore, sem coragem de ir embora, e, também, sem coragem de consolá-la, um dos culpados poderia consolá-la?

“Nem sei quem você é, mas eu estou com você
Estou com você”


InuYasha se aproximou lentamente da Kagome, colocando uma das suas mãos em seu ombro, aquela mão, que estava no ombro dela, era boa, de vez em quando, aquela aproximação a fazia estremecer, menos naquele momento, no momento em que aquilo causou um ódio insuportável nela, o único momento, em que, ela, teve a coragem de dizer para ele se afastar.
-Você quer que eu me afaste, Kagome? – ele disse, com uma voz, que parecia que ele implorava para ficar perto dela.
Ela não teve coragem de responder que não, ela apenas não respondeu, esperava que ele soubesse a resposta...

“Por que está tudo tão confuso?
Talvez lá dentro de minha cabeça?”


Kouga se afastou aos poucos, como se estivesse com medo de ir embora, mas, também, com medo de ficar... Kagome virou-se, pela primeira vez, depois de alguns minutos, e disse para o Kouga:
-Vai mesmo embora? – ela tossiu – Não prefere me explicar o que aconteceu hoje?
-Explicar, Kagome?
-Sim...
A roupa do InuYasha ainda jogada no chão, mesmo que a Kagoem estivesse passando frio, parecia que aquela era a maneira de mostrar ao InuYasha que ela estava revoltada e brava com ele. Enquanto o Kouga tentava começar a explicar aquilo, InuYasha pegou a roupa dele jogada no chão e colocou-a, com a maior delicadeza do mundo, sobre os ombros da Kagome, depois, se afastando...

“Está uma noite maldita e fria
Estou tentando decifrar esta vida
Você não vai tentar me pegar pela mão
E me levar a algum lugar novo?”


Kagome aceitou o gesto que InuYasha havia feito por ela, enquanto esperava que o Kouga respondesse a pergunta...
-Eu sinto a necessidade de te ver, todos os dias, Kagome... – Kouga disse – Eu sinto que preciso te beijar...
-Por isso a beijou? – disse InuYasha, se intrometendo.
-Vocês têm um ao outro... Um conforta o outro, faz o possível para que o outro se sinta bem, eu não tenho ninguém – Kouga disse, sempre tinha sido duro, agora, estava fazendo a melhor declaração de amor que tinha na cabeça...
Kagome se aproximou do Kouga e o abraçou, dizendo:
-Você sempre será um bom amigo. Mas tem que ir embora agora...
InuYasha quase estourou de ciúmes, era melhor o Kouga ir embora logo, ou...
Kagome virou-se para o InuYasha, olhando-o, com amor, como fazia sempre. Kouga foi embora. Kagome foi até o InuYasha, pulou no seu pescoço e chorou, implorando perdão...

“Nem sei quem você é, mas eu estou com você.
E estou com você...”


-Me desculpe, InuYasha!
Ele a colocou no chão, beijou seu rosto e depois sua boca, calmamente, depois disse:
-Eu não tenho que te desculpar, Kagome, você que tem que me desculpar. Meu ciúmes passou dos limites, eu sei que você nunca me trairia, mas...
Ela colocou um dos dedos na boca dele, impedindo ele de falar, e disse:
-Serei para sempre sua, não precisa sentir ciúmes... – o beijou novamente e fez a questão de abraçá-lo com força...


Capítulos de [InuYasha] Para sempre sua, InuYasha!

[12/04/08] Único


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