"Baseado em fatos reais. Com algumas passagens e fatos inventados, caberão à vocês discernir o real do fantástico aqui."
Nota: Apesar de ser 18+ não é Hentai!
_______________________
_Daniel!? Mas... Que diabos você está fazendo aqui? – perguntou a professora muito surpresa com a visita inesperada.
_Vim pedir desculpas, mas achei que aquele momento era o único em que eu teria a coragem suficiente de dizer à senhora tudo o que sinto. – disse o garoto tristonho e com voz de lamento.
Kirby dá um passo para trás e diz dando passagem ao rapaz:
_Entre, vamos conversar.
Daniel caminha para dentro da casa de Kirby sem olhá-la diretamente nos olhos. Ele vai até o sofá em silêncio e senta-se. A professora suspira e caminha até a janela, ela observa a rua atentamente sem olhar para Daniel. Então ela diz:
_Compreendo você, de certa forma, um dia já tive sua idade e pensava que todo o momento era único e o último da minha vida, assim já fiz muitas coisas das quais me orgulho e outras das quais me envergonho durante a minha vida. Mas sabe o que acontece quando nós crescemos e envelhecemos um pouco?
O garoto ficou em silêncio apenas olhando a professora:
_Nós aprendemos que nem tudo o que achamos correto é na verdade a maneira certa de se fazer as coisas ou de encará-las.
Kirby olha o aluno e dá um sorriso aproximando-se dele e falando:
_Eu não estou brava com você e minha saída do colégio é algo que culminou referente à um apanhado de outros acontecimentos. Não fique se culpando por isso.
Daniel suspira sentindo um certo alívio e diz:
_Mas a professora não voltará mais dar aulas para todos nós.
Kirby então diz, dando outro sorriso, um pouco forçado na tentativa de esconder sua decepção:
_Não. Não voltarei mais.
_Me perdoe professora, por favor, eu... – fala o garoto.
_Sem problemas, mas quero apenas que saiba de uma coisa, eu apenas o vejo como um aluno, alguém a quem tenho estima, respeito e carinho, como educando e não como outra coisa, além disso. Espero que estejamos entendidos agora.
Daniel levantou-se, triste, e caminhou até a porta despedindo-se da ex-professora e partindo.
Kirby fechou a porta e suspirou de certa forma estava aliviada, mas agora já pensava no que fazer da sua vida, afinal, as contas viriam para serem pagas no final de todos os meses, mas, naquele momento, ela não conseguia raciocinar. Caminhou até o quarto, fechou a porta, deitou em sua cama olhando para o teto fixamente, tentando não pensa em nada. Sua cabeça estava rodando, a cara vermelha de tanto chorar naquele dia e o corpo fatigado de tanta tensão.
Ela fechou os olhos por alguns segundos. O telefone tocou. Kirby abre os olhos novamente e olha para o aparelho ao lado da cama sobre a mesa de cabeceira. Ela suspira, pensa em não atender, mas leva até ele e atende:
_Alô? – diz Kirby.
_UHAAAAAAAAAAAAAAA!!!! E AÍ GATINHA!!!?? TUDO EM CIMA COISA LINDA!? TAMO ARREGASSANDO UM SOM AQUI! QUER VIR? – berra em tom animadíssimo e brincalhão o baixista Slap.
Kirby sorri e responde:
_Não, valeu o convite por hoje, meu dia foi maior barra e ainda não me recuperei dele.
_Que ta acontecendo? – disse uma voz ao fundo do telefone no outro lado da linha.
_PERAI QUE O RAIN QUER BATER UM LÉRO CONTIGO GURIA! – fala Slap.
_Alô? Kirby? – pergunta Rain.
_Fala cara! - respondeu ela.
_Que tá rolando? Que voz triste é essa? – pergunta Rain novamente.
_Nada não, to de boa. – disse Kirby.
_Você ta rouca! Que voz estranha? Vem cá... Tu andou fumando pedra foi? – pergunta Rain.
_Não, para de falar besteira!
_Não to conhecendo você! Tá parecendo que voltou de um velório! Se não é enterro, droga... o que foi então? Pode falar! – disse Rain.
_Ja falei! Tô sossegada! Agora vou dormir cara. Valeu o convite, mas deixo pra próxima. – disse Kirby.
_Falou gata. Me liga, qualquer coisa eu te busco! Tchau! – disse Rain desligando.
Kirby desliga e fecha os olhos novamente tentando descansar.
....
Rain desliga o telefone, mas fica preocupado e em silêncio. Todos ficam olhando a cara esquisita de Rain até que Key pergunta:
_O que aconteceu? Ela vem?
_Não... Cara... Meu sétimo sentido me diz que algo de errado está acontecendo com a Kirby.
Todos se entreolham em silêncio até que Slide pergunta:
_Sétimo sentido? Só ouvi falar de seis até hoje!
_Nunca assistiu Cavaleiros do Zodíaco, sua anta! – diz Slap dando um “pedala” na nuca de Slide.
_Você tem razão, aquele lance lá, das paradas dos cavaleiros de ouro... Os mano tinha sete... – diz Key levando a mão pensativo ao queixo.
_Parem de putaria galera! To preocupadaço com a Kirby e vocês falando de anime! – esbraveja Rain. – Tive uma idéia! Chega mais!
Todos se aproximaram de Rain que cochichou o seu maravilhoso plano.
...
Kirby rolava de um lado para o outro na cama, ela não conseguia dormir. Estava frio, era inverno e geava lá fora. A campainha toca, ela abre os olhos assustada e enrroladinha nas cobertas vai lá e abre-a.
-Oi Kirby! PEGA ELA GALERA! – diz Rain agarrando-a para que não fugisse com a ajuda de Slap e Key. Slide pega a chave da casa, apaga a luz e tranca a porta. Os quatro amigos carregam Kirby até o carro que gritava muito brava:
_Hei! Parem com essa palhaçada! Me coloquem no chão galera!
_Nada disso! – fala Key. – Joguem-na dentro da pick-up agora!
Rain liga a caminhonete e carregam ela até a república onde Slap, Slide e Key moravam.
_Chegamos gatinha! Agora você vai passar a noite no meio da macharada! Todo mundo! Abraço coletivo na Kirby que ta frio e ela veio de camisola! – diz Slap.
_OOOO!!! Sai pra lá gente! Que é isso? – diz ela irritada.
Todos abraçam Kirby aos risos. A noite segue fria do lado de fora, mas aquecida com muita amizade dentro da “República do Torto”. Assistiram filme, contaram piadas, cantarolaram muitas canções na sala. Até que Rain pegou sua câmera de vídeo e entregou-a para Kirby dizendo: