Notas da Karol: Que catástrofe... ¬¬ ... Nicholas tá querendo encerrar a fic... Aff!! Tanta coisa legal que eu ainda queria colocar!! E vou! Vai pras trevas preguiça do Aoshi- XD
Não interessa! HAuhauaha!
Bom, um pouco de shoujo e revelações bombásticas que arrancarão suspiros até mesmo de um cara feito o Aoshi- que detesta shoujo! XD
Mão à obra!
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A noite era turbulenta. As rajadas de vento fortes sopravam sobre os resquícios de mata que se resumia em esqueléticos troncos e galhos de arbustos e árvores desnudos pelo gelo nas montanhas. Três lamparinas acessas luziam em meio a noite em que a neve caía algoz sobre todos:
_Karol! Karol! – gritava a voz de Aya.
_Ande Senhor alquimista! Faça alguma coisa! Não fique ai parado com esta cara de antílope que viu o lobo! – diz irritadíssima, Naru.
_E você almeja que eu faça o quê? Materialize minha afilhada na frente de nossos olhos? – resmunga Dr. Tatsu.
_Oras! Pois então não é você um alquimista? Faça algo do tipo! – retruca Naru.
O alto e suntuoso Dr. Binário aproxima-se da gueixa e lançando-lhe um olhar penetrante a desconcerta dizendo em sussurro:
_Não é ora para velhos rancores minha cara, temos uma senhorita tão valente quanto você que se embrenhou em meio às montanhas, na nevasca, prestes a dar a luz e disposta a caminhar quantos milhares de quilômetros que sejam para dizer algumas poucas verdades olhando nos olhos de quem ela pretende dizer-lhe tais palavras.
Dizendo isso, o senhor Tatsu coloca sua mão esquerda em torno dos ombros de Naru. Ela fica espantada e mais surpreendida ainda quando este lhe puxa de sopetão a prendendo em um abraço forte e caloroso dizendo:
_Admiro mulheres assim como minha sobrinha e você, que possuem a coragem necessária para realizar a quilo no que acreditam ser o correto.
A noite estava muito escura, mal podia ser visto algum vulto na penumbra, a luz das lamparinas refratava na tempestade de neve. Duas lamparinas caem ao chão, uma delas apaga com o impacto.
Dr. Binário abraçava a gueixa Naru com todas as suas forças, Naru estava estática de surpresa perante tal atitude, ela não conseguia raciocinar frente ao ocorrido. O doutor continua:
_A vida é muito curta, minha cara, para rancores. Sei que minha atitude tomada no passado, mesmo sendo esta para proteger-lhe da morte, a feriu profundamente e não possui justificativa. Não me importo se me odiares até o último dia de sua existência, apenas gostaria que soubesse o quanto sinto por aquelas palavras cruéis e o quanto, todos os dias, desde então mato um demônio dentro de mim, humilho meu orgulho e principalmente silencio o grande amor que senti e ainda sinto por você.
Naru fecha os olhos, e destes caem lágrimas. Devagar, ela levanta suas mãos e abraça o senhor Tatsu que ao perceber a abraça mais forte e calorosamente dizendo:
_Sinto por tudo o que passou, sinto por nossas vidas desperdiçadas e pelo nosso filho.
Embebida em lágrimas, a voz rouca e contida de uma explosão de sentimentos, vinda de Naru diz:
_Sinto... Tanto... Tanto...
Binário, ao ouvir a voz lamentosa da gueixa, toca a face desta e olha-a fixamente nos olhos dizendo:
_Não chore mais. Odeio ver seu rosto tão triste como naquele dia.
Binário fecha os olhos e beija os lábios de Naru que atônita, porém, de coração leve fecha seus olhos também naquele momento ao qual ambos esperaram durante muitos anos.
...
O sangue tingia a neve alva e cálida. Passos de pés desnudos cravavam o gelo arrastados e de trajetória tortuosa. Um corpo cai ao chão. Uma mão agarra num gesto persistente a neve.
_Aoshi...
Karol fala com uma foz muito rouca e exausta. Com imensa dificuldade ela levanta e arrisca mais alguns passos. Ela caminha e cai sentada recostando-se À um velho e centenário cedro. Karol olha para o alto e reconhece a árvore. Ela fecha os olhos e revê ali nitidamente a copa da árvore suntuosa onde os raios do sol cravacam-lhe feixes de luz esparsos, ela escuta as vozes dos homens que a caçavam e depois a voz de Aoshi que dizia: “_Porque não procuram alguém do seu tamanho?” Em seguida ela toca com uma das mãos o seu rosto, relembrando o toque das mãos de Aoshi naquele dia em que a livrara dos que lhe perseguiam.
Ela abre os olhos e vê a copa da árvore reduzida em galhos secos e a neve que caía como um lamento triste dos céus. Karol não consegue mais prosseguir, com um grito amargurado ela brada:
_AOSHI!!
...
Naru e Binário ficam assustados, Aya chega próximo à eles perguntando:
_Ouvira isso?
_Sim, - diz Binário ainda abraçado a Naru. – Foi Karol, conheço essa voz.
...
A guerreia fitava Aoshi com um olhar desafiador e fala:
_O que foi Shinomori? Viu um fantasma?
Aoshi sente um arrepio inexplicável, um calafrio assombroso que o deixa irritado, ele murmura apreensivo e olha para a janela atrás de si:
_Karol...
...
Gritos sôfregos ecoavam pela floresta deixando Aya, Naru e Binário mais preocupado ainda. Estes, por sua vez, clamavam o nome de Karol para que ela responde-se:
_Karol! – grita o senhor Binário. – Onde está você?
_Não adianta! Ela não responde! – fala Naru aflita.
Outro grito corta o silêncio da escuridão:
_Para aquele lado! Fala Aya apreensiva e correndo na direção à qual julgava ter vindo o brado, doutor Binário e Naru seguem às pressas Aya.
O silêncio na madrugada fria fez-se por alguns minutos, este mais uma vez fora quebrado com um choro repentino de uma criança.
Os três amigos se entreolham e Naru diz:
_Oh! Por Buda! A criança nasceu! Onde aquela maluca foi se meter! Precisamos encontrá-las!
Seguindo o choro contínuo por mais alguns minutos, fora possível encontrarem Karol. Ela estava caída, aos pés do velho cedro, inconsciente, a criança estava envolta em uma das peças da túnica de Karol sendo abraçada por ela. Doutor Tatsu corre até a afilhada verificando se esta ainda estava viva. Karol ainda respirava foi um alívio para todos. Naru, com cuidado recolhe a criança nos braços enquanto o senhor Tatsu fazia o mesmo com Karol.
Feliz a gueixa diz:
_É uma linda menina! Brava como o pai e teimosa como a mãe!
Binário diz sorridente e aliviado para Naru e Aya:
_Teimosia é um traço dominante em ambos os pais, diria talvez barulhenta ou pequenina como a mãe!
Os amigos vão caminhando novamente em meio a madrugada escura para a casa nas montanhas. Chegando no casebre de madeira, Doutor Tatsu acomoda Karol sobre o futon, Aya traz cobertores para aquecer a amiga. Naru envolvia e ninava a pequenina menininha nos braços com muita alegria e diz:
_Oh! Estou ficando velha e sentimental! Que criança mais linda!
Doutor Binário aproxima-se e diz com um olhar perdido e vazio:
_Gostaria de tê-la visto há algum tempo com outra criança a ninar em seus braços.
O sorriso de Naru logo se desfez, ela voltasse com um semblante sério e fitando Binário com um olhar fixo ela fala:
_Preciso contar-lhe algo.
Binário a observa. Em silêncio sentado em uma cadeira. Naru entrega a criança para Aya que feliz leva-a próxima a lareira para se aquecerem. A gueixa então retorna próxima ao senhor Tatsu e puxando outra cadeira e sentando-se ao seu lado, coloca as mãos nos joelhos e olhando para o chão continua falando:
_Nosso filho não morreu.
Binário de sobressalto, levanta-se da cadeira e pára diante de Naru a observando atentamente sem palavras. Completamente atônito. A gueixa continua:
_Nosso filho está vivo. Quando este completou alguns meses de vida, sentia que seu lugar não era uma casa de gueixas, então com muito pesar e dor em meu coração o entreguei em um vilarejo, para uma senhora, conhecida minha de longa data. Esta fizera alguns trabalhos mercenários nas redondezas da casa noturna, conversávamos sempre e eu sentia que esta seria uma mãe tão cuidadosa e que ensinaria ao nosso filho valores dos quais eu nunca estivera apta.
_Binario ajoelha-se ao chão surpreso e sem ar, ele então pergunta:
_Nosso filho sabe que você existe? Ainda mantém algum contato com ele?
_Não. Ele não sabe que somos seus pais, apesar de eu sempre manter contato com ele o observando desde pequeno. Como toda mãe faria.
Naru dá um sorriso melancólico. Binário fita-a serenamente e pergunta:
_Em qual vilarejo reside nosso filho, diga-me quem ele é, preciso ao menos observá-lo de longe, assim posso morrer em paz algum dia.
Naru dá um suspiro e fala:
_Nosso filho não mora no vilarejo mais, porém posso dizer-lhe o nome de tal clã, creio que seja o suficiente para que tire suas próprias conclusões.
Binário fica em silêncio, por alguns instantes apenas ouvia-se no canto da cabana a respiração dos dois até que a gueixa fala:
_Eu entreguei nosso filho para a esposa do líder do clã dos Okashira.
Aquilo fora um forte golpe em Binário, ele permaneceu estático e boquiaberto por alguns momentos. Naru então sorrindo completa:
_De onde mais viriam àqueles olhos de cor azul-esverdeado tão expressivo? De japoneses?
Binário suspira e dá uma risada confusa, um misto de surpresa, aflição e calmaria inexplicáveis. O doutor leva uma das mãos à testa e passando-a em seus cabelos prateados ele diz:
_Tenho que voltar à Edo. Não posso deixar nosso filho, maluco, parvo, irresponsável e teimoso morrer tão cedo.
Binário levanta-se e vai à direção à porta, Naru fita-o com olhos recomendadores e diz:
_Binario... Ele não sabe.
O doutor Tatsu a olha, com um sorriso nos lábios ele diz:
_Tudo bem Naru, cada coisa à seu tempo. Está na hora de eu mostrar para algumas pessoas a arte da luta na alquimia.
Continua...
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Notas da Karol: Karol promete... Karol cumpre!! XD
OMG!! A Naru e o Binario vão me matar! HAuhauhauaha!! Seguidamente de uma sessão de espancamento do Aoshi-! HAuahuhaa!
De boa galera... Comecei escrevendo esse capítulo do nada, sem idéia nenhuma! *Como na maioria das vezes que o Nicholas (Aoshi-) me deixa uns ganchos do além que acho que nem ele sabe direito o que viria depois! HAUhuaa! Mas por isso e outras "cositas" amo ele! Meu melhor parceiro de fics que encontrei até hoje, em toda minha existência! Juro!
Aos poucos, parecia até uma sessão espírita de psicograifa! As coisas vindo e os dedos digitando na velocidade da luz!
O cachorro da vizinha latindo, me incomodando, eu digitando e berrando: "Cala a boca bcho retardado! Isso no muro é um pombo seu burro!" E a peste do bicho latindo mais ainda! XD Cachorrinho problemático!
Que capítulo quase-grande!
Se vira nos trinta Aoshi-!! Tua vez!! E quero já! Pra ontem! ¬¬