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[Saint Seiya] Sorrisos, Segredos e Enganos

Capítulo 16


Autor: ~ChiisanaHana

Categoria: Animes/Saint Seiya

Gênero:

Tags: Mu, Aldebaran, Máscara da Morte, Aiolia, Shaka, Dohko, Milo, Camus, Shura, Afrodite, Shina, Marin, Orfeu, Lithos, Kanon, Saga, Cavaleiros de Ouro

Personagens: Mu, Aldebaran, Máscara da Morte, Aiolia, Shaka, Dohko, Milo, Camus, Shura, Afrodite, Shina, Marin, Orfeu, Lithos, Kanon, Saga, Garan

Classificação: 16+

Adicionado em: 05/04/08

Comentários/Favoritos 2/3

Caracteres: 17.707

Exibições: 146

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Nota: Nota: 5 

 


Os personagens de Saint Seiya pertencem ao tio Kurumada e é ele quem enche os bolsinhos. Todos os outros personagens são criações minhas, eu não ganho nenhum centavo com eles, mas morro de ciúmes. O condomínio Olympus também é criação minha.


SORRISOS, SEGREDOS E ENGANOS

Side story da fanfiction “O Casamento”

Chiisana Hana

Beta-reader: Nina Neviani

Capítulo XVI


Santuário.

Noite.

Dohko vai à casa de Shina no alojamento dos cavaleiros de prata.

(Dohko) Está pronta?

(Shina) É.

(Dohko) Ótimo. Ah, ali vem o Orfeu.

(Shina, surpresa) Ele vai também?

(Dohko) Claro. Se vamos derrubar o alojamento de prata, ele também vai precisar de um lugar para morar.

(Shina) Por que é que não estou gostando dessa história?

(Dohko, rindo enigmático) Porque é ranzinza e desconfiada.

(Orfeu, carregando uma malinha) Boa noite. Estou pronto, Mestre.

(Dohko)Certo. Afrodite está esperando os dois na saída do Santuário. Eu não vou agora. Tenho uma coisinha para resolver.

(Shina) Ainda bem. Será um prazer não ter sua companhia.

(Dohko, rindo e se afastando) Até amanhã, Shina.

(Shina) Se eu pudesse, diria até nunca mais.

(Orfeu)Nossa. Por que tanta implicância com o Mestre?

(Shina, andando) Não é da sua conta, tocador de harpa.

Orfeu e Shina dirigem-se à saída do Santuário, ela na frente, ele atrás. Dohko, por sua vez, vai à enfermaria.

(Dohko) Boa noite, senhorita Fatma.

(Fatma, meio desanimada) Boa noite, mestre...

(Dohko)Vamos começar?

(Fatma) E o que eu faço? Tiro a roupa?

(Dohko, rindo) Não. Sente-se no chão. Vamos começar trabalhando a respiração, o auto-controle. Depois partiremos para algumas posturas de yoga. São muito importantes para melhorar a consciência corporal.

(Fatma, sentando-se no chão) Acha que eu vou conseguir?

(Dohko)Se você realmente quiser, vai.

Dohko e Fatma detém-se aos exercícios respiratórios por cerca de quarenta minutos. Depois...

(Dohko) Muito melhor do que eu esperava. Achei que você fosse se desconcentrar com mais facilidade.

(Fatma) Pensei no Said, meu irmão. Lembrei dele treinando para se tornar um cavaleiro. O senhor precisava ver quanta determinação ele tinha...

(Dohko) Ótimo. Remeta-se à imagem dele sempre que precisar de força de vontade.

(Fatma) Força. Isso mesmo. Não sabe a força que eu fiz para não ficar olhando para o senhor.

(Dohko, corando um pouco) Imagino.

(Fatma)É muito difícil. O senhor é muito sábio, mas é tão novinho, tão cheio de vigor...

(Dohko) Erh... vamos parar por aqui hoje. Tente manter o controle até amanhã, ok?

(Fatma)Aquele italiano disse que vinha hoje.

(Dohko)Hum... Pense no seu irmão e mande-o embora.

(Fatma) Como se fosse fácil... o senhor não sabe como aquele italiano é persistente, nem sabe “os argumentos” que ele usa para me convencer.

(Dohko) Prefiro não saber! Até amanhã, senhorita Fatma.

(Fatma) Até.

--S--A--I--N--T--S--

Na saída do Santuário, Afrodite já esperava Shina e Orfeu.

(Afrodite)Até que enfim, não é?? Pensei que iam me deixar mofando aqui.

(Shina) Estou cinco minutos atrasada, seu retardado. Você não ia mofar em tão pouco tempo.

(Afrodite)Entra logo no carro, por favor. Eu tenho o que fazer em casa. Só fiquei aqui de motorista pra vocês porque o mestre me pediu.

(Shina) Entrou para a turma de puxas-saco dele??

(Afrodite) Olha lá como fala comigo. Não tenho a menor vocação para puxa-saco. Acontece que ele é o chefão. Tenho que obedecer. Além disso, temos que admitir, o sujeito é muito gente boa.

(Orfeu)É. Shion foi um mestre excepcional, mas Dohko é tão próximo de nós. Nos trata com tanta igualdade.

(Shina) É o jeito dele manter todos vocês como cachorrinhos.

(Afrodite) Aff... a pior coisa do mundo é mulher mal amada.

(Shina) O que disse?

(Afrodite) O que você ouviu.

(Shina) Pára o carro que eu vou matar você agora!

(Afrodite) Quando chegarmos ao condomínio, você tenta me matar, sua mal amada. Orfeu, você está bem arranjado tendo que dividir a casa com essa mal amada.

Orfeu fica em silêncio.

(Shina) Pára de me chamar assim, seu infeliz florido.

(Afrodite)Florido, sim. Infeliz, jamais. Sou muito, muito feliz. Por que haveria de ser infeliz? Sou lindo, saudável, dourado, tenho um ótimo salário, duas casas para escolher e, importante, sou muito amado.

(Shina) Ah, é? E quem seria o pobre coitado?

(Afrodite) Eu mesmo.

(Shina, gargalhando) Essa é boa.

(Afrodite) Essa é a verdade. Você é tão mal amada porque nem você mesma se ama. Tem que começar por você, infeliz!

(Shina)Cala a boca. Parece aquele falso jovem daquele Dohko falando.

(Afrodite) Quem diria que a imponente Amazona de Ofiúco tinha problemas de auto-estima?

(Shina) Você não sabe nada sobre mim.

(Afrodite) Sei mais do que imagina. Chegamos.

(Orfeu) Graças a Deus, não agüentava mais ficar no meio desse fogo cruzado.

(Afrodite, parando em frente à casa que seria do cavaleiro de Sagitário)Essa é a nova casa de vocês. Ao que parece, não tem nada dentro. Mas além de lindo, eu sou generoso e vou lhes ceder dois colchões. Patricius trará daqui a pouco. E se quiserem, podem aparecer lá em casa para o jantar. Boa noite!

(Orfeu)Boa noite e obrigado por tudo.

(Afrodite)De nada, Orfeu. Tchau, mal amada.

(Shina) Tomara que você morra intoxicado com seus perfumes de rosa.

(Afrodite) Não morrerei intoxicado pelo perfume das minhas lindas irmãs. Já você, cuidado para não morder a língua.

Orfeu abre a porta da casa para Shina. Ela entra, e vai conferir todos os ambientes. Ele a acompanha em silêncio. Ao fim, ela se volta para o cavaleiro de prata.

(Shina) Vamos definir umas coisinhas, ok?

(Orfeu)Como quiser.

(Shina) Bom, são três quartos lá em cima, um com suíte. Aqui embaixo, temos a cozinha, a sala, um banheiro e as dependências do criado, certo?

(Orfeu)Certo.

(Shina)Eu vou morar lá em cima. Você mora aqui embaixo. Você não entra na minha casa, eu não entro na sua.

(Orfeu) Não sei se você reparou, mas só tem uma cozinha.

(Shina) Eu reparei, seu idiota. Vou dar um jeito nisso depois. E nada de tocar essa droga de harpa o dia todo. Meu ouvido não é de aço.

(Orfeu) Tudo bem.

(Shina, subindo a escada) Ótimo.

(Orfeu, sussurrando, enquanto vai para seu quartinho) Acho que o Afrodite tem razão...

Antes de ir para casa, Afrodite passa na casa de Aiolia e avisa a Marin da chegada dos dois novos moradores.

(Marin, para Aiolia) Vou lá ver como estão, ver se precisam de alguma coisa e convidar os dois para jantar.

(Aiolia) Certo. Mas acha mesmo que foi uma boa idéia o Mestre Dohko trazer os dois para morarem aqui?

(Marin) Claro. Muito egoísmo de nossa parte deixar somente os dois morando naquele alojamento. Se ainda existissem muitos cavaleiros da nossa estirpe, mas não, só restaram os dois e eu.

(Aiolia)Está bem. Já me convenceu. (beijando-a)Não demora.

(Marin) Não vou demorar, ciumento.

Marin atravessa a rua principal e vai até a casa que seria do cavaleiro de sagitário, agora ocupada por Orfeu e Shina. Ela toca a campainha, Orfeu vai atender.

(Orfeu) Boa noite, Marin.

(Marin)Boa noite, Orfeu. Gostou da casa nova?

(Orfeu) Sim, bastante ampla. Espaço é que mais tem aqui, por enquanto.

(Marin)E a Shina?

(Orfeu) Está lá em cima. Eu vou ficar morando embaixo e ela em cima.

(Marin)Como é que é?

(Orfeu) Ela decidiu assim.

(Marin) Preciso conversar com aquela maluca.

(Orfeu)Vai ser bom pra ela conversar com você, pode acreditar.

(Marin) Bom, não querem jantar lá em casa?

(Orfeu)Adoraria. Mas temos um convite do Afrodite e...

(Marin)Não aceito um não. Vocês vão jantar lá em casa.

(Orfeu) Por mim, tudo bem. Agora tente convencer a Shina.

(Marin)É isso que vou fazer. Vou subir, certo?

(Orfeu) À vontade.

Marin sobe a escada. Shina está no primeiro quarto, ainda vazio, sentada no chão. Sua mala jogada em um canto.

(Marin) Olá.

(Shina) O que quer?

(Marin) Quanta hostilidade! Estou até com medo.

(Shina)Também veio tirar onda com a minha cara?

(Marin) Também? Quem mais tirou?

(Shina)Ah... esquece.

(Marin)Vim convidar você e Orfeu para jantarem lá em casa.

(Shina) Não estou a fim de ver ninguém. Me deixa.

(Marin) Até quando vai ficar assim? Não acha que já está na hora de levantar a cabeça?

(Shina)Eu não quero.

(Marin)Eu sei que você ama o Seiya e que não é fácil saber que ele está com outra. Mas acho que já passou o tempo de ficar de mau com o mundo. Você já deu seu show, já descontou em todos ao seu redor. Agora chega de criancice.

(Shina) Quem é você para falar assim comigo?

(Marin) Sou sua amiga. Vamos. Levanta daí. Garan fez jantar para todos nós. E vê se pára de implicar com o pobre do Orfeu. Que história é essa de dividir a casa?

(Shina)Ah, não abro mão disso!

(Marin) Certo, teimosa. Depois falamos sobre isso.

Marin e Shina descem a escada. Orfeu as esperava na sala, também vazia.

(Marin) Precisamos arrumar uns móveis, não é? Vão morar nessa casa vazia?

(Orfeu) Daremos um jeito depois.

(Marin) Onde vão dormir?

(Orfeu)Afrodite ficou de mandar colchões.

(Marin) Menos mau. Vamos?

(Orfeu)Pois não.

Os três seguem juntos para a casa de Aiolia. Marin entra em casa e namorado a recebe com um beijo. Shina e Orfeu entram logo em seguida.

(Aiolia) Boa noite, pessoal.

(Orfeu)Boa noite.

(Shina, emburrada) Boa.

(Marin) Garan, pode servir o jantar. Com licença, pessoal, vou chamar a Lithos.

(Orfeu) Toda.

(Aiolia) Sentem-se.

Lá em cima...

(Marin, batendo à porta do quarto de Lithos) Posso entrar?

(Lithos) Claro, Ma.

(Marin)Tenho uma surpresa para você.

(Lithos) Que tipo de surpresa?

(Marin)Alguém de quem você gosta acaba de se mudar para o condomínio.

(Lithos, dando um salto da cadeira) Jura? Orfeu vai morar aqui?

(Marin)Já está morando. Ele está na casa que seria do cavaleiro de Sagitário.

(Lithos)Ai, meu Deus! Que maravilha! Eu estava com tanta saudade dele. Será que eu posso ir lá dar as boas vindas?

(Marin)Não precisa. Ele está lá embaixo. Convidei-o para jantar.

(Lithos, abraçando Marin) Ahhhhhh! Obrigadaaaaaaaaaa!

(Marin)De nada. Agora controle-se. Não vai dar vexame na frente dele, vai?

(Lithos)Não, não.

(Marin)Ótimo. Respire fundo e vamos descer.

(Lithos, ajeitando o cabelo) Tá.

Quando as duas chegam à sala, Orfeu, Aiolia e Shina já estão sentados à mesa, os dois homens conversando animadamente, a amazona de braços cruzados e cara de poucos amigos.

(Lithos, olhando para Orfeu) Boa noite.

(Orfeu, sorrindo) Boa noite, senhorita Lithos.

(Lithos) Seja bem-vindo.

(Orfeu)Obrigado.

(Marin)Bom, vamos sentar, Lithos. Garan, pode servir o jantar.

(Garan)Sim, senhora.

Garan serve o jantar. Lithos passa todo o tempo olhando para Orfeu que, por sua vez, também a olha ternamente. Por sorte, Aiolia está concentrado em Marin e não percebe. Shina mantém-se emburrada a noite inteira.

Na hora de se despedirem...

(Lithos) Quando vamos jogar gamão de novo?

(Orfeu)Quando quiser.

(Lithos) Pode ser hoje?

(Aiolia) Já está tarde, Lithos. Amanhã, durante o dia, vocês jogam.

(Lithos, entristecida) Está bem.

(Orfeu) Certo. Até amanhã.

(Lithos) Até.

(Orfeu) Obrigado pelo jantar.

(Marin) De nada. Podem vir fazer as três refeições aqui, já que ainda estão sem geladeira, fogão, mesa, cadeira...

(Shina) Se é o jeito, a gente vem. Até amanhã.

(Marin) Até. Vê se toma jeito, dona Shina.

Shina sai sem falar nada. Quando voltam para casa, Shina e Orfeu encontram dois colchões num cantinho da sala. Sobre eles, um bilhete escrito em letra caprichada: “Aí estão os colchões que o senhor Afrodite mandou entregar. Deixei-os na sala por não saber onde queriam que deixasse. O senhor também mandou lençóis e travesseiros. Boa noite. Patricius.”

(Shina)Leva o seu que eu levo o meu.

(Orfeu) Certo. Boa noite.

(Shina) Só se for pra você, que ficou a noite inteira de chamego com a Lithos.

(Orfeu, corando) Eu?

(Shina) Eu não sou cega. (campainha toca) Vai atender. Estou sem paciência.

(Orfeu, indo abrir a porta e pensando) Eu ainda não vi você com paciência... (para a visita) Boa noite, Mestre!

(Shina, para Dohko) Veio encher meu saco?

(Dohko) Olá, Shina! Só vim dizer que amanhã vão trazer os móveis da casa de vocês.

(Shina) Que móveis?

(Dohko)Os que eu mandei trazer, ué! Ia convidá-los para dormirem lá em casa, mas pelo que vejo alguém já emprestou colchões.

(Orfeu) É. O Afrodite mandou.

(Dohko, saindo) Hum... ele é um cavalheiro. Bom, é isso. Os móveis chegam amanhã. Até mais. Boa noite.

(Shina) Boa. (para Orfeu) Ele é maluco, não é?

(Orfeu) Eu não acho.

Da casa de Shina e Orfeu, Dohko segue para a mais excêntrica das casas do condomínio: a casa de Máscara da Morte. Carmelo o atende.

(Carmelo) Pois não, Mestre?

(Dohko) Senhor Emanuele, por favor.

(Carmelo) Um minuto. Entre e fique à vontade.

(Dohko, olhando o esqueleto de plástico pendurado no hall de entrada) Claro. Obrigado.

O criado vai até o quarto de Máscara da Morte, onde ele se trocava para ir ao Santuário “ver” Fatma.

(Carmelo)Senhor, o Mestre Dohko o espera na sala.

(Máscara)Como é que é? Aquele pé no saco está lá na sala? Ninguém merece, viu? Chinês é um bicho muito chato. O mundo devia ser invadido pelos italianos. Ia ser muito mais legal.

(Carmelo) Concordo plenamente, senhor.

(Máscara)É pra concordar mesmo. Fala pro chato que eu estou descendo.

(Carmelo) Sim, senhor.

(Máscara, consigo) Ele deve vir com aquela história de respostas. Afff... esse cara não tem o que fazer, não?

Na sala, Carmelo dá o recado ao Mestre, que se senta no sofá e espera. Minutos depois, MDM desce, muito bem vestido e perfumado..

(Máscara) Aí, fala logo que eu tenho compromisso.

(Dohko) Com a senhorita Fatma?

(Máscara) Não lhe devo satisfações da minha vida particular.

(Dohko) Ela tem sido sua única diversão agora que seus amigos não querem mais sair com você, não é?

(Máscara) Já disse que não interessa.

(Dohko)Interessa, sim. Fatma agora é um dever meu e você não vai encostar mais nenhum dedo nela.

(Máscara) Ah, é? Quem vai me impedir? Você?

(Dohko) Eu não. A própria Fatma.

(Máscara, sorrindo de lado) Ela nunca vai resistir ao meu talento.

(Dohko) Isso é o que nós vamos ver.

(Máscara) É uma disputa?

(Dohko, confiante) Não, porque eu já ganhei.

(Máscara) Ganhou coisa nenhuma.

(Dohko) Veremos. Aliás, senhor Emanuele, o senhor faltou à reunião sobre os cursos que seus colegas pretendem fazer. O que o senhor pretende?

(Máscara) Você sabe que nada.

(Dohko) Tem certeza?

(Máscara) Tenho. Agora cai fora que eu tenho que sair.

(Dohko, sorrindo vitorioso) Muito bem. Até mais tarde.

(Máscara) Que mais tarde o quê? Até nunca!

Continua...

--S--A--I--N--T--S--





Capítulos de [Saint Seiya] Sorrisos, Segredos e Enganos

[01/09/07] Capítulo I

[14/09/07] Capítulo II

[22/09/07] Capítulo 3

[29/09/07] Capítulo IV

[14/10/07] Capítulo V

[26/10/07] Capítulo VI

[10/11/07] Capítulo VII

[25/11/07] Capítulo 8

[07/12/07] Capítulo IX

[22/12/07] Capítulo X

[30/12/07] Capítulo 10

[14/01/08] Capítulo 11

[26/01/08] Capítulo 12

[09/02/08] Capítulo 13

[09/03/08] Capítulo 14

[23/03/08] Capítulo 15

[05/04/08] Capítulo 16

[18/04/08] Capítulo 17

[04/05/08] Capítulo 18

[20/06/08] Capítulo 19


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