CAPÍTULO 6: O PASSADO É A CHAVE PARA O FUTURO
As escolas estavam novamente dando as boas vindas a todos os alunos no novo ano letivo. O reencontro com velhos amigos e conhecer novos, assim como novos professores também é sempre uma experiência prazerosa. Não há como reclamar.
“Não! NÃO!! Não acredito que as aulas começaram, só pode ser um pesadelo! Nada de bom pode surgir disso!!” Gabriel dizia desesperado enquanto ele e seus irmãos entravam na escola.
Ou há?
“Pesadelo é o que temos tido durante as férias,” Felipe disse, achando a atitude de seu irmão um pouco exagerada. “E falando nisso, aquele novo sonho, tivemos ele de novo essa noite, não?”
“E que importância tem isso? Não significa nada mesmo! A escola é o problema agora!! Odeio a escola, odeio a escola!” Gabriel ficou dizendo, ignorando o que Felipe falou.
“Sério? E aqueles ali não são o Adriano e a Maria?” Felipe perguntou, apontando para frente.
“Maria?” Gabriel perguntou animado. Quando viu os dois ele abriu um grande sorriso. “Eu amo a escola!” ele disse.
“O que a gente faz com ele?” Felipe perguntou para Jaime.
“Podíamos tentar vender, mas ninguém iria querer comprar… nem se fosse de graça,” Jaime respondeu, brincando, e os dois suspiraram.
“Ei, como vocês estão?” o garoto chamado Adriano perguntou.
“Tudo bem,” Felipe respondeu, encolhendo os ombros.
“E aí, Maria?” Gabriel perguntou, sorrindo.
“Tudo tranqüilo, que pena que as férias acabaram,” Ela disse, e então olhou para Jaime. “Oi Jaime, tudo bem?” ela perguntou, com um sorriso gentil no rosto.
“Ahã, tudo,” ele respondeu.
“É mesmo, que pena, mas pra falar a verdade, pode ser um ano bem emocionante,” Felipe disse.
“Sério? Por que acha isso?” Adriano perguntou.
“É difícil de explicar…” Felipe respondeu.
“Eu preciso ir pessoal, eu quero encontrar o Sydney logo caso ele precise de ajuda na nova escola,” Jaime disse, se afastando um pouco.
“Tá,” Gabriel disse.
“Ele é um garoto bem esperto não?” Adriano falou.
“Nem me fale…” Gabriel e Felipe disseram ao mesmo tempo.
“Quem é Sydney?” Maria perguntou.
“Sabe quando o Felipe disse que iria ser um ano emocionante?” Gabriel perguntou e os dois aguardaram ansiosos para que ele terminasse de falar. “Quando conhecerem o Sydney e os irmãos dele, vão descobrir por quê.”
“Está falando do meu irmão quando eu não estou presente, eu não gosto muito disso,” Gabriel ouviu uma voz familiar e ficou tenso. Quando se virou, viu Rikku sorrindo maliciosamente. Com ela estavam Rumiku, Patrick, Noah e Crystal.
“R-Rikku!” Gabriel balbuciou, sorrindo nervosamente.
“Oi gente,” Felipe disse, acenando.
“Oi,” Patrick e Noah responderam.
“Sabe Gabriel, podemos não estar no Japão nem nada, mas não nos apresentar é muito rude,” Rikku disse.
“Ah, claro,” Gabriel concordou. “Maria, Adriano, essa é a Rikku, a irmã dela Rumiku, também irmãos delas Patrick e Noah, e a prima deles, Crystal.”
“Posso ser bem sincera? Nenhum desses nomes é muito comum por aqui…” Maria disse.
“Eles são japoneses,” Felipe informou.
“Ah, tá. Mas mesmo assim, Patrick, Noah e Crystal não soam muito japoneses…” Adriano comentou.
“É que nossos verdadeiros nomes são outros,” Patrick disse.
“Que legal… se mudar meu nome fosse tão simples e as pessoas aceitassem tão bem, eu escolheria algo bem exótico!” Maria disse, rindo um pouco.
“Gabriel, Felipe!” todos escutaram alguém dizer. Quando olharam para o lado, viram um garoto vindo na direção deles.
“Thiago!” os dois disseram.
“Como vocês estão?” o garoto chamado Thiago perguntou. Ele era mais novo que eles, parecia ter a idade de Patrick, Noah e Eric.
“Tudo bem,” Gabriel respondeu.
“Ah, oi gente!” Thiago disse para Maria e Adriano.
“Fala,” Maria disse enquanto Adriano balançou a mão.
“É impressão minha ou esse grupo tá aumentando?” Rumiku perguntou para qualquer um que pudesse responder.
“Acho que vai ficar ainda melhor,” Noah disse.
“Melhor não necessariamente significa maior, mas…” Crystal disse.
“Mas se eu estiver nele, então com certeza significa melhor!” alguém falou. Todos rolaram os olhos.
“Léo…” todos disseram ao mesmo tempo. Léo, Sérgio e Eric estavam se aproximando deles.
“Que presumido…” Crystal comentou.
“Desculpa então, eu só achei que iriam ficar felizes em me ver!” Léo disse.
“Eles estão te vendo, mas não precisam te ouvir,” Sérgio disse, sorrindo com malícia.
“Sérgio, Eric! Que bom ver vocês de novo!” Maria disse.
“É, vocês também!” Eric disse, e se virou para Thiago. “Thiago, e aí?”
“Fala cara!” Thiago disse e o cumprimentou.
“Já falou com o Patrick e o Noah?” Eric perguntou, indicando os dois com a cabeça.
“Não, mas se estamos na mesma série, eu iria falar de qualquer jeito,” Thiago respondeu.
“Eles são maneiros, já nos conhecíamos há algum tempo,” Eric disse.
“Por causa dos nossos irmãos,” Noah disse.
“É estranho. O Léo e o Sérgio conheciam a Rikku, Rumiku e os irmãos delas, e também nos conheciam, mas nós não conhecíamos os Hiroshima muito bem até pouco tempo atrás,” Felipe explicou.
“Hiroshima?” Adriano perguntou.
“É o sobrenome deles,” Gabriel disse.
“Isso não é o nome de uma cidade?” Maria perguntou.
“É, mas esse sobrenome também existe,” Rumiku respondeu.
“E vocês são de lá?” Thiago perguntou.
“Não, de Kyoto,” Patrick disse.
“Bem, talvez seja porque a gente nunca mencionou todos os amigos que tínhamos, e já que os Hiroshima não estudavam aqui antes, vocês não conheciam eles,” Sérgio disse.
“Simples, mas boa teoria,” Felipe disse.
“Por acaso meus olhos estão me enganando?” todos eles ouviram alguém dizer.
“Ah, não…” Maria murmurou.
“Ah, sim minha dama!”
Quando olharam, um jovem um pouco mais velho que eles vinha andando em direção ao grupo. Daniela, Michele, uma garota e outros três garotos o seguiam.
“Miguel, e aí?” Felipe disse.
“Não, meus olhos me mostram a verdade, assim como meus fiéis amigos disseram!” Miguel disse, referindo-se aos que estavam seguindo ele.
“Dani, pra onde você foi? Estávamos juntos quando entramos, mas aí você foi fazer alguma coisa,” Gabriel perguntou.
“E você Michele?” Léo também perguntou.
“É claro que eu não podia deixar de contar pro Miguel que vocês estavam aqui!” Daniela disse, piscando o olho.
“E eu fui com ela,” Michele respondeu.
“Por que fez isso?” Gabriel e Felipe perguntaram, suspirando. Miguel foi até eles e colocou uma mão sobre seus ombros.
“Caros irmãos do glorioso Marcos… sabem que eu sempre estarei por perto quando precisarem de mim e irei apoiá-los em todas as suas decisões!” Miguel disse de um jeito dramático.
“Quem é esse cara?” Rikku perguntou.
“Já deu pra perceber que ele é meio excêntrico?” Thiago perguntou para Patrick e Noah, que assentiram vigorosamente com a cabeça.
“Ficarei feliz em responder à sua pergunta,” um dos garotos que acompanhavam Miguel disse para Rikku.
“E você é…?” ela perguntou.
“Marcelo. E você deve ser Rikku Hiroshima,” ele disse.
“Como sabe?”
“Algumas informações chegam até mim graças a um veículo de comunicação muito rápido e eficaz, porém ultra-secreto…” Marcelo disse.
“Nós!” Daniela e Michele disseram alegremente. Marcelo limpou a garganta.
“Se quiserem uma explicação bem simples, o Marcelo é o braço direito do Miguel,” a outra garota disse.
“Que tosco…” Rumiku disse.
“É mesmo, não? Mas fazer o quê? Eles são divertidos…” a garota disse. “A propósito, meu nome é Priscila.”
“E vocês?” Crystal perguntou para os outros dois garotos.
“Eles?” Miguel perguntou.
“Eles são…” Marcelo disse.
“Eles são…” Priscila disse.
“Eles são…!” Miguel disse. Os três fazendo o maior mistério.
“São só o Bruno e o Henrique…” Gabriel e Felipe completaram em um tom de tédio.
“Só nós?” Bruno perguntou.
“Como assim ‘só’?” Henrique reclamou.
“EXATAMENTE!” Miguel exclamou. “Um rei não pode reinar sem seus fiéis escudeiros.”
“Fiéis escudeiros?” os Hiroshima e Crystal perguntaram.
“Funciona de uma forma bem simples: Miguel é o mais conhecido e popular da escola. Se você o conhece bem, poderá conhecer qualquer um. Logo, ficará mais famoso entre os alunos e eventualmente convidado para mais reuniões particulares, almoços em restaurantes, churrascos, festas de quinze anos, entre outros,” Marcelo explicou, mostrando dados dentro de um fichário. Crystal e os Hiroshima piscaram, olhando de forma estranha para ele. “E por ser o mais popular, ele precisa de seguidores e amigos fiéis.”
“Por isso sou eternamente grato por todos os meus amigos, somos como uma grande família, não?” Miguel disse, colocando seus braços ao redor do pescoço de Henrique e Bruno.
“Claro que não há pagamento…” Marcelo adicionou.
“Isso explica porque eu tô dura mesmo depois de anos de serviço…” Daniela disse.
“Nesse caso serviço é sinônimo de amizade,” Michele disse.
“Foi o que eu quis dizer, amizade!” Daniela se corrigiu.
“Eu me pergunto como é que estamos contribuindo…” Léo perguntou.
“Talvez seja melhor não saber…” Sérgio disse.
“Eu direi!” Miguel disse e todos gemeram. “Gabriel, Felipe, e Jaime, serão sempre tratados como realeza por tudo que seu honroso irmão Marcos fez por essa escola, serão meus sucessores!” Miguel disse, apontando para Gabriel e Felipe. “Leonardo e Sérgio, serão um dia os escudeiros do novo rei por serem de extrema confiança!” ele disse, apontando para Léo e Sérgio.
“Quando foi que…” Léo começou.
“… nós aceitamos esse cargo?” Sérgio finalizou.
“Thiago e Eric! Os mais jovens são o nosso futuro! O futuro da escola e o futuro do país!” Miguel disse, apontando para os dois. “Vocês, o Tomás e todo o resto do 7º ano têm minha bênção!”
“Nossa, eu sou tão confiável assim?” Thiago perguntou, lisonjeado.
“Vou ver o que posso fazer,” Eric disse, sorrindo.
“Marcelo, meu grande amigo, e meus companheiros Bruno e Henrique! Sem vocês, eu não estaria nessa posição hoje!” Miguel continuava, apontando para eles. “Maria e Adriano! Vocês mantêm o equilíbrio dessa escola, como se fossem meus agentes secretos!”
“Agente secreto? Isso soa bem…” Adriano comentou.
“Tá me zoando?” Maria perguntou para Adriano.
“Daniela, Michele e Priscila, são minhas primeiras-damas é claro!” Miguel disse, pegando a mão das três e se ajoelhando.
“Se ele não fosse tão bonito e cordial, eu socaria ele…” Daniela disse.
“E agora, Rikku e Rumiku Hiroshima, e Crystal Miroshi…” Miguel disse, se curvando diante delas. “Sinto algo muito especial em vocês, senhoritas.”
“Especial?” Patrick e Noah se perguntaram, encolhendo os ombros e levantando as mãos com as palmas para cima.
“Se ele encostar em mim, eu tenho o direito de bater nele?” Rikku perguntou para as meninas enquanto levantava uma sobrancelha.
“Vá em frente…” Daniela, Michele, Priscila e Maria disseram, balançando a mão.
“Isso não será necessário!” Miguel disse. “Eu respeito a todos, e sei que preciso de tempo para ganhar a sua confiança,” Ele se virou para Patrick e Noah. “Patrick e Noah Hiroshima, estou certo? Sejam bem-vindos à nossa escola, e se precisarem de qualquer coisa, podem vir falar diretamente comigo!”
“Nossa…” Noah murmurou.
“Aí, valeu!” Patrick disse, sorrindo.
“Agora pessoal, vamos indo! A primeira aula está prestes a começar! E como eu sempre digo, educação é a coisa mais importante para a formação de um cidadão decente!” Miguel disse, em seu tom dramático e poético usual.
“Pelo menos ele se preocupa com o nosso futuro… eu acho,” Adriano murmurou. Maria suspirou.
“É vamos lá gente,” Gabriel disse e eles andaram um pouco mais em direção às salas.
“Se estão pensando que é só isso, ainda temos mais amigos pra apresentar pra vocês,” Maria disse para os Hiroshima e Crystal. O sinal então, tocou, e eles se dirigiram para suas salas.
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“Oh, por favor, entrem,” o Prof. Imamura disse para Miaki, Ikawa, Shiun e seus irmãos ao entrarem em sua casa.
“Como está, professor?” Miaki perguntou.
“Estou bem, graças aos seus amigos,” o Professor disse, olhando para a entrada da sala. Três jovens entraram.
“Oi gente!” um deles, que era uma garota, falou alegremente.
“Ah, Akiko!” Miaki disse, sorrindo.
“Quando Ikawa nos falou que precisava que fizéssemos um favor para ele, não hesitamos,” um outro, que parecia ser o mais velho, falou.
“Akirō, obrigado de novo,” Ikawa disse, balançando a cabeça positivamente.
“Ei, Yukiko!” Daisuke disse para a outra garota, sorrindo.
“Oi, pessoal,” Yukiko disse.
“Akirō, Yukiko e Akiko Ishikira…” o Professor disse, olhando para eles com um sorriso. “Estão aqui só há um dia, e já vi coisas fascinantes nesses garotos.”
“Acho que está se acostumando a ver Elementais, hein?” Shiun perguntou.
“É claro que fiquei surpreso na primeira vez que vi partículas de Anima se manifestando nesses poderes impressionantes, mas como já havia dito antes, o termo ‘Elemental’ não é novidade para mim,” o Professor explicou.
“Então resolveu adotar o nome Anima para essa energia?” Ikawa perguntou.
“Sim. Pouco depois que saí do hospital, eu fui entrevistado pelo jornal Yomiuri e além de dizer que eu me recuperei, disse também que o nome dessas partículas será A.E.N.P: Anima Energy Nano Particles,” o Professor respondeu.
“Muitos Elementais conhecem o termo Anima por estar presente na história de suas famílias, mas isso nunca teve um nome científico oficial,” Miaki disse.
“Quem sabe, alguns estudiosos que ainda estudam essas partículas podem já saber do termo Anima…” o Professor falou, se virando.
“Como?” Akirō perguntou.
“Os estudo dessas partículas já tem mais de dez anos, e havia outras pessoas envolvidas, é claro. Até mesmo pessoas de idades bem variadas, cientistas jovens e seus professores.”
“Está dizendo que algum deles já sabia da existência de Elementais?” Kenshin perguntou.
“Se pararmos pra pensar, o que levaria um cientista a achar partículas que ninguém nem pensaria que existissem?” Yukiko perguntou.
“Professor, o senhor lembra de alguma pessoa envolvida na pesquisa?” Miaki perguntou.
“É claro, algumas dessas pessoas ainda estudam as partículas, tentando descobrir como os humanos podem usá-las para seu benefício,” o Professor respondeu.
“Quem, por exemplo?” Shiun perguntou. O professor fechou os olhos.
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Reihu dormia tranquilamente em seu quarto quando alguém acendeu a luz.
“Ah… o que foi?” ele reclamou, abrindo os olhos devagar. Ele os esfregou e viu Ruliyan, o líder dos Leões das Sombras, parado perto da porta.
“Estamos perdendo muito tempo, sabia?” Ruliyan disse, caminhando até a cama de Reihu. “Uma vez, você e Koto estragaram tudo porque não queriam machucar aquelas garotas… isso é uma estupidez.”
“Só queríamos evitar um derramamento de sangue desnecessário,” Reihu respondeu, olhando para baixo.
“Ora, caso você não saiba, Koto quase quebrou todos os ossos delas da última vez que Mestre Core enviou os Lobos Negros,” Ruliyan disse, sorrindo com malícia.
“O-O quê?” Reihu perguntou, surpreso. “Koto nunca…!”
“Se atreveria sim, se é isso que tá pensando. Ele sabe muito bem que se quiser trazê-las até nós, vai precisar deixar sentimentos de lado,” Reihu olhou para ele de jeito triste, e ficou quieto. “Aqueles dois gêmeos… podem ser um problema e Mestre Core sabe disso.”
“E o que sugere que façamos?” Reihu perguntou.
“Estamos planejando um ataque total…” Ruliyan disse.
“Quer dizer, todas as divisões?”
“Isso, e com a ajuda dos selos que estão enfraquecendo, teremos ainda mais aliados, se entende o que eu quero dizer…” Ruliyan disse, sorrindo de forma maligna novamente. “E vê se levanta sua bunda daí, enquanto vários estudantes estão indo pra escola por causa do início das aulas, você fica aí, dormindo.”
Reihu esfregou seu pescoço e sorriu, nervoso.
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Gabriel, Felipe e seus amigos da mesma série estavam sentados na sala, esperando algum professor chegar.
“Nossa, o professor nem chegou e já ficou um tédio…” Gabriel disse.
“E o que você gostaria de estar fazendo agora?” Rikku perguntou.
“Surfando!” Gabriel respondeu. Todos rolaram os olhos.
“Que novidade…” disseram ao mesmo tempo.
“Eu não discordo dele, sabe…” alguém falou. Quando olharam para trás, viram um menino que alguns deles conheciam bem.
“Fábio!” Maria falou, sorrindo.
“E aí, novo ano, novas pessoas?” Fábio disse, olhando para Rikku, Rumiku e Crystal. Seu olhar parou em Crystal, ela olhou para ele e sorriu, ele retribuiu o sorriso.
“Rikku, Rumiku e Crystal, japonesas, não pergunte…” Maria disse.
“Tá bem,” Fábio disse, encolhendo os ombros.
Um pequeno detalhe sobre Fábio era que ele usava a mesma pulseira que Gabriel, Felipe, Sérgio e Leonardo usavam.
“Você teve sorte de não estar com a gente quando o Miguel apareceu…” Adriano comentou com ele.
“Nossa, que sorte mesmo…”
“Onde tu tava no fim das férias?” Gabriel perguntou.
“Viajando,” Fábio respondeu.
“Pelo menos não tava envolvido nas loucuras desses últimos dias,” Felipe falou.
“Loucuras?” Fábio, Maria e Adriano perguntaram.
“Nada, nada, só umas coisas que aconteceram…” Felipe logo se arrependeu de ter dito aquilo.
Eles viram um garoto sentar perto deles, mas ele parecia querer ficar isolado.
“Quem é?” Rumiku sussurrou para Felipe.
“O nome dele é Ian, ele é um pouco…”
“Emo!” Gabriel disse, sorrindo com malícia.
“Eu ia dizer distante…” Felipe disse, olhando ferozmente para seu irmão.
“Ah, não…” Fábio gemeu, mas parecia estar de brincadeira. Duas garotas se aproximaram dele e sorriram de orelha a orelha.
“Fabinho!!” elas disseram, animadas. Abraçaram ele e então se sentaram uma em cada lado dele. Ele riu um pouco.
“E aí?” ele perguntou.
“A Camila e eu é que perguntamos, que saudade!” uma delas disse.
“E elas?” Crystal perguntou para Maria.
“Luciana e Camila, passatempo favorito: ficar com o Fábio,” Maria respondeu.
“Gente, más notícias, o Miguel tá vindo aqui,” um garoto disse, seguido de outros dois, e se sentaram perto deles.
“Cara, ele não cansa?” Léo perguntou, deslizando na sua carteira.
“Esse é o Caio, ele é maneiro,” Maria respondeu antecipadamente para Crystal, Rikku e Rumiku.
“Que cara egocêntrico,” outro garoto falou.
“Esse é o Rodrigo,” Maria disse para as garotas.
“Não, egocêntrico sou eu, ele é uma coisa inexplicável…” o terceiro garoto disse.
“E finalmente, esse é o Diego,” Maria disse.
A porta da sala se abriu, e Miguel entrou triunfalmente.
“Meus amigos!” ele disse para todos, abrindo os braços. “Que felicidade que eu sinto em ver nossa família reunida aqui, novamente, para mais um ano juntos!” ele deu alguns passos e se ajoelhou de forma a recitar um poema. “Com amor, amizade, e confiança, iremos fazer deste um mundo melhor! Transformando todo o sofrimento e violência em paz!”
Ele se levantou e andou mais um pouco. Todos olhavam para ele de forma estranha ou simplesmente o ignoravam. Nesse momento, uma professora entrou em sala e rolou os olhos ao vê-lo. “E para isso, precisamos apoiar esses jovens em seu caminho! Esses futuros trabalhadores, que irão trabalhar por um futuro melhor para as novas gerações… são esses estudantes dedicados!”
Ele então, apontou para onde estavam sentados Gabriel, Felipe, e os outros. Eles estavam ou dormindo ou fazendo coisas idiotas para passar o tempo, como Léo, que estava tentando equilibrar um lápis no nariz.
“Ah? Tá falando da gente?” Léo perguntou, depois de pegar o lápis que havia caído. Miguel piscou algumas vezes, percebendo que ninguém realmente escutou.
“Miguel, isso foi mesmo um discurso maravilhoso… agora, por que não volta para sua sala, hein?” a professora perguntou. Miguel se virou rapidamente para ela, novamente com um sorriso no rosto e pegou suas mãos gentilmente.
“Professora… deixo o futuro desses garotos com a senhora. Sabe que sua missão é levá-los para o caminho certo, não sabe?” Miguel perguntou.
“Claro, claro…” a professora respondeu, levando ele até a porta.
“Não se esqueça, é muito importante! Mais importante do que qualquer coisa nesse momento! É sua missão!” Miguel disse enquanto a professora o empurrou para fora e fechou a porta. Três segundos depois ele entrou de novo. “É sua missão!!” ele gritou. Ela fechou a porta de novo e encostou-se a ela, suspirando.
“Bem, acho que podemos começar agora, né?” a professora falou.
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“Isso é… uma grande coincidência,” Miaki murmurou.
“Professor Hiroshima e Professor Schroeder? Ambos estavam envolvidos na pesquisa?” Ikawa perguntou.
“Apesar de serem muito jovens na época, eles eram brilhantes e ajudaram muito na pesquisa,” O professor respondeu.
“Mas todos os que estudavam as partículas se separaram e passaram a estudá-las individualmente?” Akirō perguntou.
“Eu gostaria de mostrar algo para vocês,” Ele disse e começou a andar para outro quarto. Todos o seguiram. Eles chegaram a um tipo de escritório. O professor abriu uma gaveta na sua escrivaninha e tirou uma pequena caixa, colocando-a em cima da escrivaninha em seguida.
“O que é isso?” Daisuke perguntou. O professor abriu a caixa e mostrou o que havia dentro. Eram duas pedras brilhantes.
“São…!” Kenshin disse, arregalando os olhos.
“Pedras Elementais,” Shiun disse.
“Isso explica algumas coisas,” Ikawa falou.
“Como assim?” Yūki perguntou.
“O professor foi atacado por raposas negras naquele dia provavelmente porque ele possuía as Pedras,” Ikawa explicou.
“Mas, por que iriam querer matar ele?” Akiko perguntou.
“Talvez… soubessem que se matassem ele, essas Pedras não chegariam em nossas mãos,” Miaki respondeu.
“Bem, então se deram mal, porque conhecemos melhor o professor Imamura justamente porque ele foi atacado,” Daisuke disse.
“Mas, de quem são essas Pedras?” Yuri perguntou.
Shiun de repente arregalou os olhos. “CUIDADO!” ele gritou, empurrando Yuri para o lado na mesma hora em que uma esfera negra entrou na casa pela janela do escritório, e então se chocou contra a parede, explodindo-a.
“O que foi isso?” Miaki perguntou.
“Lá fora,” Akirō disse, Ikawa e Shiun assentiram com a cabeça e os três pularam pela janela.
Lá estavam dois jovens com sorrisos malignos no rosto. Um deles estava com o braço esticado, provavelmente era quem havia atirado o projétil.
“Na próxima, eu acerto,” ele disse, confiante.
“Quem são eles?” Akiko perguntou.
‘
Pensei que eles tivessem desaparecido…’ Miaki pensou. “Fiquem aqui!” ela disse para os mais novos e para o professor, pulando pela janela.
“Princesa, o que está fazendo aqui?” Ikawa perguntou.
“Vim ajudar, é claro. E pare de me chamar de princesa!” Miaki disse, enquanto suas mãos brilhavam e atirou então, duas esferas brancas de energia contra os garotos misteriosos. Eles facilmente desviaram, pulando para trás.
“Princesa, princesa…” o garoto que havia atacado eles antes disse, em tom provocador. “Alguém tão delicada quanto você não deveria ficar brincando com seus poderes, eles podiam te machucar você, sabia?”
“Hisara, fecha essa boca!” Miaki disse irritada e atirou mais duas esferas. Os dois fizeram-nas desaparecer apenas deixando-as se chocarem contra a palma de suas mãos.
“Miaki, deixa com a gente,” Shiun disse.
“Mas…”
“Você não deve se arriscar,” Ikawa disse.
“Vamos!” Akirō exclamou e se transformou em uma raposa. Ele pulou em cima de Hisara, tentando mordê-lo, mas este o jogou para trás. Akirō caiu em pé, deslizando no chão.
Logo em seguida, Ikawa tentou acertar alguns socos em Hisara, mas ele se desviou de todos e deu um gancho em Ikawa, lançando-o para trás em seguida com uma rajada de energia negra.
Shiun atirou vários cristais negros em direção ao outro garoto, mas os cristais simplesmente evaporaram quando chegaram perto dele.
“Junsuke, por onde vocês andaram?” Shiun perguntou. O garoto chamado Junsuke não respondeu e só ficou olhando para Shiun. “É, você nunca gostou muito de falar, né? Diferente do Hisara,” Shiun atirou mais cristais ainda, e mesmo assim, Junsuke não sentiu nada.
“As Pedras…” Junsuke murmurou.
“É, pois é, as Pedras estão aqui sim. Mas a gente não pode deixar vocês levarem elas,” Shiun disse.
Akirō e Ikawa continuavam lutando com Hisara, mas não conseguiam causar nenhum dano a ele.
“Eu vou ajudar eles!” Akiko disse, mas Yukiko a segurou.
“Tenho certeza de que agora só vamos atrapalhar,” Yukiko falou. Akiko ficou olhando para ela, mas acabou concordando em ficar.
“Quando eu soube que Setsuo havia machucado e matado pessoas, eu fiquei surpreso porque não sentia nada maligno nele,” Shiun disse para Junsuke que só escutava. “Mas eu já sabia que o enfraquecimento do selo tava tendo algum efeito sobre vocês, isso já faz um bom tempo…”
“Selo?” Hisara perguntou, enquanto se defendia de mais um ataque de Akirō e Ikawa. Ele então começou a rir. “Acha mesmo que só há um selo?”
“O quê?” Miaki murmurou.
“Claro que não, todos sabem que são dois selos no total, um no Japão e outro no Brasil, certo?” Ikawa perguntou.
“Vocês estão muito desinformados…” Hisara disse, balançando a cabeça. “Nos dois países há vários selos.”
“Ah?” Miaki sussurrou.
“Estivemos observando vocês todos ultimamente… Miaki enviou aqueles dois pra ajudar os Hiroshima a encontrar o selo, mas será que eles conseguirão antes que Core os capture?” Hisara perguntou, sorrindo com malícia.
‘
Core?!’ todos eles pensaram.
“Bem, vamos acabar com a brincadeira…” Hisara disse, sua mão rodeada de uma aura negra e, de repente, uma raposa negra surgiu dentro da casa do professor e tomou a caixa com as Pedras Elementais da mão dele, levando-a para Hisara. “Acho que já acabamos aqui,” Hisara disse.
“Hisara, espera!” Miaki gritou.
“Cuide-se, princesa. Nunca se sabe quando poderemos voltar, né?” Hisara disse, enquanto ele e Junsuke desapareciam dentro de uma nuvem escura de energia.
“Não posso acreditar…” Ikawa murmurou, ofegante.
“Professor, o senhor está bem?” Kenshin perguntou.
“Estou, não se preocupe,” o Professor respondeu. Todos permaneceram em suas posições por um tempo, refletindo sobre tudo o que aconteceu e foi dito.
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A pequena Rikku olhava para suas mãos, assustada. Ela tremia de medo, vendo sua casa em chamas. Para onde quer que ela olhasse, só via o fogo. As lágrimas caiam no chão ardente, e ela se sentia cada vez mais solitária.
“Onde estão todos? Eu tô com medo…” ela murmurou, assustada.
“Rikku?” alguém chamou. “Rikku, você está bem?” ela olhou para cima e viu a silhueta de uma pessoa. “Rikku?”
“Rikku!” ela piscou algumas vezes e olhou para o lado. Gabriel estava olhando para ela, preocupado. “O que houve? Tá sonhando acordada?”
“Ah, desculpa…” Rikku disse, se levantando de onde estavam sentados. Era hora do intervalo, todos estavam conversando.
“Se estiver mesmo tudo bem, eu vou jogar alguma coisa com o pessoal, tá?” Gabriel perguntou.
“Tá, pode ir…” ela disse. Ele então foi até onde um jogo de futebol estava prestes a acontecer.
“Você tá legal?” Adriano perguntou, se aproximando.
“Tô,” Rikku respondeu, sorrindo. Logo, Miguel se aproximou de Rikku, seguido de Marcelo.
“Minha dama, sinto que você está ficando sem energia,” Miguel, disse, preocupado.
“Eu já disse que eu tô bem,” Rikku falou, afastando-se deles. Ali perto, estava acontecendo o pequeno jogo de futebol. Felipe e Rumiku estavam conversando ao lado de onde os outros estavam jogando.
“Ru, eu queria perguntar uma coisa…” Felipe disse.
“O quê?” ela perguntou, olhando para o jogo.
“Vocês tão escondendo alguma coisa da gente?” ele perguntou, hesitante.
“Não acha que todos têm segredos que às vezes não devem ser revelados?” Rumiku disse.
“Mas é que…”
“Bola vindo,” foi tudo o que Rumiku falou.
“Hã?” Felipe olhou para frente e gritou, se desviando de uma bola que vinha em alta velocidade. Diego então foi até eles.
“Aí, foi mal,” ele disse, pegando a bola. “Lipe, tem certeza de que não quer jogar?”
“Não, tudo bem…” Felipe respondeu. Diego encolheu os ombros e voltou para o jogo. “Sabe… é nessas horas que um Guardião deveria dizer alguma coisa,” ele disse, cruzando os braços, enquanto uma águia surgia em seu ombro.
“Desculpe… essa conversa me interessava,” a águia falou.
“Tudo bem, Phantom…” Felipe disse, sorrindo.
“Será que eu podia perguntar uma coisa agora?” Rumiku perguntou.
“O quê?”
“Quem é Marcos?” ela perguntou. Felipe arregalou os olhos e olhou para o chão.
“Era… meu irmão,” Felipe respondeu. Rumiku levantou as sobrancelhas.
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“Paulo, está pronto para a sua palestra?” Joseph perguntou, entrando em seu quarto.
“Ah, sim, só estou organizando alguns papéis…” Paulo respondeu.
“Bem, eu lhe desejo boa sorte,” Joseph falou e se virou. “A propósito, eu pretendo falar com o professor Imamura logo, gostaria de falar com ele também?”
“Claro, por favor,” Paulo disse e Joseph saiu. Antes de sair também, ele deu uma última olhada na foto dele com seus filhos.
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“Ótimo jogo, pessoal,” um garoto falou quando Gabriel e seus amigos se dirigiam para as salas depois de o sinal tocar.
“Ah, Guilherme! A gente ainda não tinha te visto hoje!” Léo disse.
“Mano!” eles ouviram alguém dizer. Quando olharam, viram Eric junto com Patrick, Noah, Thiago, três garotos e duas garotas.
“E aí, primeiro dia difícil?” Guilherme perguntou para os mais novos.
“Não, na verdade nunca houve um primeiro dia tão legal,” Eric respondeu.
“Sérgio?” Guilherme perguntou para seu outro irmão. Sérgio simplesmente encolheu os ombros. Guilherme sorriu. “E vocês, pessoal?” ele perguntou para os Hiroshima.
“Tá tudo bem,” Rumiku respondeu.
“Bem, eu queria dizer que tem um professor bem ‘interessante’ esse ano. Vocês vão ter aula com ele agora,” ele disse para Gabriel, Léo e os outros da sala deles.
“Quem?” Léo perguntou.
“Vocês vão ver…”
“E quanto a nós?” Thiago perguntou.
“Não sei se ele dará aulas pra vocês esse ano,” Guilherme respondeu.
“É que eu fiquei curioso agora,” Thiago disse, rindo.
“A gente fala pra você quem é depois,” Gabriel disse, colocando uma mão sobre o ombro dele.
“Valeu, Gabriel,” Thiago agradeceu.
“Eu só queria que agora não fosse Matemática…” Patrick disse, suspirando.
“Patrick tem mesmo um problema com contas, hein?” o outro garoto disse.
“Tomás, você não viu nada ainda…” Noah disse.
“Mas ninguém bate meu recorde,” o outro garoto que estava com eles falou.
“Já tirou zero em matemática, Fernando?”
“O Fernando não, mas eu cheguei perto disso,” o outro garoto disse, rindo.
“Mesmo assim, o Patrick é horrível em matemática, mais do que qualquer um que eu já tenha conhecido, e você não pode ser tão ruim quanto ele, Vinícius,” Noah disse. O garoto chamado Vinícius encolheu os ombros e riu, junto com Tomás e Fernando.
“E você Noah, é bom em matemática?” uma das garotas perguntou.
“Chega até a dar medo, Thaís! Na verdade, ele também é ótimo em física, podia até dar aula no lugar do professor…” Patrick respondeu, fingindo estar mesmo com medo.
“Física…?” todos gemeram.
“Meu irmão não é o melhor?” Rumiku disse, sorrindo.
“E quanto a mim?” Patrick perguntou, cruzando os braços.
“Você… é um cara legal. E é tudo o que eu posso dizer por te conhecer só por um dia,” a outra garota disse.
“Ah, Amanda… valeu pela confiança,” Patrick disse, rolando os olhos, e todos riram um pouco.
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Gabriel, Felipe e os outros esperavam na sala pelo tal professor.
“Pô, bem que esse professor podia ser daqueles maneiros e que dão vários pontos extras e ainda corrigem a prova errada aumentando a nota sem querer, né?” Fábio disse.
“Bom karma com professores que fazem a correção errada? Não conte com isso pra passar de ano, Fabinho,” Caio disse e todos riram. Ian era o único que continuava quieto no canto. Todos ouviram a porta da sala se abrindo.
Enquanto a verdadeira forma do professor não era revelada, todos pensavam nas coisas mais absurdas. Afinal, o que ‘interessante’ significava quando Guilherme falou? Em um segundo, eles descobriram. Longos cabelos prateados, olhos profundos, e atitude calma, eles o conheciam…
“Kazuki!” Gabriel, Felipe, Léo, Sérgio, Rikku e Rumiku instantaneamente disseram ao mesmo tempo, e ficaram boquiabertos.
“Olá a todos. Meu nome é Kazuki Imamura. Serei seu novo professor de biologia e química esse ano,” Kazuki disse.
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“Julius?” Marcos chamou. Ele e Julius estavam em uma varanda de uma casa.
“O quê?” Julius perguntou.
“Você viu o Sydney, não viu?”
“Foi o que eu disse.”
“E o que sentiu?” Marcos perguntou.
“Foi… muito… muito bom mesmo…” Julius respondeu, uma lágrima deslizando pelo seu rosto. Marcos sorriu.
“O que eu vou fazer quando estiver cara a cara com meus irmãos? Ou… o que eu vou sentir?” Marcos se perguntou.
“Você vai saber quando chegar a hora… e está muito próxima.”
Os dois continuaram lá, pensando nisso.
Sydney e Jaime conversavam com dois garotos e duas meninas.
Core olhava a cidade pela janela de sua sala. Todos os outros garotos que o serviam estavam pensativos em seus cantos.
Miaki e seus amigos descansavam da luta.
Setsuo, Hayato e Atsushi estavam em um quarto, pensando ou esperando algo, foi quando Hisara e Junsuke apareceram. Hayato sorriu.
Paulo e Joseph estavam em um carro. Paulo olhava lá para fora com tristeza em seus olhos.
Na sala de Rikku e Rumiku, todos continuavam olhando para Kazuki.