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› Autor: ~Sakura-Lee
› Categoria: Animes/Sakura Card Captor
› Gênero:
› Personagens: Sakura, Syaoran, Tomoyo, Eriol
› Classificação: 14+
› Adicionado em: 04/04/08
› Comentários/Favoritos 1/2
› Caracteres: 33.429
› Exibições: 143
Nota:
Uma coisa antes de tudo! PARABÉNS CLAMP!
Sip! O dia 1 de Abril é o dia especial das CLAMP – não tenho a certeza se é o seu aniversário – e com não podia deixar de ser, esta é a semana das CLAMP! Dia 3 de Abril estreia a 2º temporada de xxxHolic e dia 6 de Abril estreia a 2ª temporada de Code Geass!
E só as CLAMP para me darem sorte... esta semana está a ser PERFEITA!!
França aqui vou eu! XD
Notas de Autora: Yo Minna!
Mais um drab que na realidade é uma one-short! XD
Aprendi uma coisa muito gira na semana passada, sabiam – para quem não sabe – que neste preciso momento são 25 horas e 42 minutos no Japão?
Impossível? Pois descobri – graças ao anime Code Geass, que quando estava a procura de informações no wikipédia e por isso descobri um endereço que explicava o porque de o anime dar a horas como ’26:30’ ou ’25:00’ – que os japoneses têm mais nove horas que o tempo universal. Por exemplo, nós estamos no Japão, né? E tínhamos acabado de vir de uma viagem para lá e era exactamente meia noite no nosso relógio e antes de chegar ao Japão tínhamos acertado o nosso relógio de acordo com a diferença horária, só que os relógios marcavam nove horas. Um exemplo mais fácil que eu arranjei. Nós todos pensamos que os estudantes no Japão acordam à seis da manhã, seis e tal, mas na realidade, para eles, é como se acordassem às 15, 15 e tal.
Fiz um exemplo com isso na hora de almoço. Se eu estivesse no Japão estaria a almoçar às 22 horas, uma coisa estranha...! o.O
Como puderam notar eu comecei a ver Code Geass – e já acabei! XD – e acreditem... é óptimo!! O início pode não ser muito ‘perfeito’, mas ao longo do anime ele vai melhorando!
Recomendo Code Geass a todos! =D Só tenho raiva das CLAMP por causa de umas cenas do final que eu ODIEI, mas a culpa não é do Zero, é das CLAMP que criaram a história assim! É por causa de uma morte injusta e tal, no episódio 23...
Colecção de Drabs de SxS
Drab 6 – Amor Impossível – Parte I
By Sakura Lee
Começado às 18:02:58 – ou na hora japonesa, 27:02:58! XD – de 26 de Março de 2008
Era bom ir para discotecas.
Era óptimo conhecer novas raparigas!
Sim. Vida de adolescente. Escola, discoteca. Discoteca, escola. O que mais precisamos para sermos felizes?
Quê? Vida estável? Só depois dos 30 anos! Deixar de trocar de namorada cada semana? Nunca!
Agora aqui estava eu, Syaoran Li, à caça da minha próxima vitima – Ops! – garota.
-. Ohh! – suspirou, irritada – Vocês homens são todos iguais! – uma rapariga com longos cabelos azuis disse.
-. Hey, Eriol? Cala aí a tua namorada. – disse e reparei como a rapariga estava furiosa – Brincadeira, brincadeira! – disse, levantando as minhas mãos – Sabes que é só uma brincadeira Tomo-chan! – disse, sorrindo nervosamente.
-. Quem te teu tanta intimidade para me chamares assim? Só as minhas amigas é que o fazem e nem o Eriol me pode chamar assim. Alcunhas entre raparigas! – disse num tom zangando e eu tentei acalma-la.
-. Desculpa, Tomoyo! Nós conhecemo-nos deste a primária, né? Sou o teu melhor amigo, né? – fui perguntando e reparei como o rapaz que estava ao meu lado lançava-me um olhar nada amistoso – Okay, okay! Só sou um amigo, ou melhor, o melhor amigo do teu namorado. Está melhor? – perguntei enquanto sentia o suor escorrer pelo rosto.
-. Vocês não vão ficar a noite toda a comportar-se como umas criancinhas, né? Temos convidados e acho que ela não se sentirá muito à vontade com vocês os dois sempre a brigar. – disse e eu comecei a prestar atenção à sua conversa.
-. Ela? – perguntei e olhei por todos os lados, à procura de alguém.
-. Sim... uma amiga que vocês não conhecem. – novamente a sua conversa chamou-me a atenção – E não estejas a pensar que ela será a tua próxima namorada, Syaoran Li! – disse o último num tom autoritário.
-. Porquê? – perguntei com uma voz fofa, sim fofa! Que fazia qualquer rapariga cair aos meus pés.
-. Segredo entre raparigas! – piscou-me o olho e eu tive a fraca esperança que ela cai-se na minha armadilha da voz fofa!
-. Arr! Vou dar uma volta! Se não posso ter nada com essa tua amiga vou ver se encontro alguma substituta. – disse e acenei para os dois antes de andar entre os casais que dançavam ao som da música.
-. Este Syaoran! – Tomoyo suspirou – Será que ele não é capaz de perceber que uma mulher nunca se interessa por ele na realidade se ele continuar a agir dessa maneira?
-. Sabes como ele é, né? – Eriol observou a namorada – Ainda não descobriu este sentimento arrebatador, não é coração?
-. Vamos dançar. – foi a sua única resposta.
Decidi sair um pouco da discoteca. Aquele cheiro a álcool e tabaco chegava a enjoar.
Quando ia começar a descer as escadas que davam para a saída alguém segurou-me por um dos ombros. Eu dei meia volta e vi uma rapariga com a mesma idade que a minha, 17 anos, que parecia um pouco assustada. Isso parecia-lhe favorecer na beleza, mas ela já era bem bonita. Os seus olhos verdes foi o primeiro que me captou a atenção. Eu sabia que havia uma pedra preciosa com a mesma cor verde, mas não me recordava o nome. Sabia isso, pois utilizava um colar rodeado dessas pedras deste pequeno. Acho que era uma tradição familiar ou assim. Lembrando-me disso, toquei no colar que tinha no pescoço que nunca – e quando dizia ‘nunca’ era a sério – poderei tirar e revi a sua cor esverdeada. Sim, já me lembrava o nome da pedra. Esmeralda, isso. Ela pareceu surpreendida pelo colar, mas nada falou. Os seus cabelos eram curtos e castanhos claros, um pouco mais escuro que a cor do mel. Era de estrutura média e tinha um rosto prefeito. Linda!
-. Aconteceu alguma coisa? – perguntei, sabendo que era comum haver problemas nas discotecas, ainda mais se fosse com uma rapariga.
-. Sim... – disse num tom baixo e senti algo quente no meu ventre. A sua voz era... magnifica...! Aquele tom agudo dava uma certa ajuda no aumento da sua beleza. Parecia um anjo.
O que é que estás a pensar Syaoran Li? Tu nunca sentiste isto por uma rapariga!
-. O que aconteceu? – perguntei – Ajudarei naquilo que for possível. – disse.
-. Bem... é que... – ela pareceu ficar envergonhada em disser pois notei a cor rosada que começava a aparecer nas suas bochechas.
-. O que é? Eu posso ajudar! – repeti, dando forçar para me disser o que quer que fosse.
-. É que... – pareceu desistir – Antes prometa-me que não irá rir de mim. – disse-me com uma voz doce – acho que já estou apaixonado pelo tom da sua voz – e eu apenas acenei. Mas, para minha surpresa, ela pegou na minha mão direita e vez com que os nossos dedos mindinhos se entrelaçassem. Era assim que os japoneses faziam promessas – É que... é a primeira vez que eu venho a uma discoteca – Primeira vez? , pensei surpreendido – e acho que perdi-me. – terminou com um riso nervoso.
-. Ah..! Claro! – fiquei um pouco surpreendido pela sua resposta. Seguei a pensar em algo pior que isso, se querem saber. Fiquei aliviado em saber que era só isso – E... onde quer ir? Se quiser eu posso ser o seu guia pessoal, que tal? – perguntei-lhe, piscando um olho e a sua resposta foi um riso – Eu conheço esta discoteca como ninguém!
-. Então acho que pedi ajuda à pessoa certa. – disse com um sorriso que eu achei encantador.
-. Então, para onde iremos senhorita? – perguntei com a minha voz de galã. Conseguia conquistar muitas assim.
-. Eu combinei com uma amiga... mas não sei onde ela está. – amiga? Poderia ser?
-. Por acaso, mas só por acaso, o nome da sua amiga não é Tomoyo Daidouji? – perguntei realmente admirado por, talvez, aquela ser a amiga da Tomoyo que eu não conhecia. Se fosse concerteza a Tomoyo escondia muitas belezas ao seu melhor amigo!
-. Tomo-chan? Conhece-a? – perguntou e eu fiquei um pouco surpreendido pelo nome em que lhe tinha chamado. Talvez aquela coisa de ‘alcunhas entre amigas’ fosse verdade.
-. Que coincidência...! – exclamei, fingindo surpresa – Parece que a menina pediu ajuda à pessoa certa.
-. Né? – exclamou com inocência, mostrando o seu sorriso. Via-se tão linda assim...!
Tentei parar de pensar naquelas idiotices e disse – Ela comentou-me algo sobre uma amiga que ia ter com ela aqui na discoteca, mas nunca pensei que fosse tão bonita! – exclamei, admirado, e fiquei satisfeito quando notei a vergonha que era visível nas suas bochechas.
-.Onde ela está? – perguntou, tentando mudar de assunto. Pois... eu tinha percebido isso...
-. Só se me prometer a sua companhia. – sorri com charme e reparei que ela tentava ser gentil comigo, respondendo-me com um sorriso forçado.
-. Na realidade... eu não posso. – disse, continuando com o sorriso na sua face.
-. Porque não? – perguntei – Eu não te como! Está descansada! – brinquei, mas o seu sorriso forçado desapareceu naquele mesmo instante.
-. Eu... não posso ser vista com rapazes... principalmente tu... – agora estava mesmo surpreso! Seria por isso que a Tomoyo não me queria perto dela? A divertida ideia que ela fosse uma virgem santa passou pela minha mente. Mas assim como chegou, desapareceu. Claro que ela não era uma virgem santa ou uma santa virgem. Se fosse, aposto que seria o último sitio que ela frequentaria. Ok, último não, porque há sítios piores que este, mas mesmo assim não seria um dos sítios em que ela estaria.
-. Nunca viste... nenhum homem? – perguntei com alguma vergonha para disser a verdade, mas eu era um homem e tinha que ter coragem para fazer aquela pergunta! Senão não era um Homem com h grande!
Ela pareceu surpresa com a minha pergunta, mas soltei o ar que tinha prendido nos pulmões quando ouvi a sua resposta – Claro que sim! Eu vejo homens todos os dias. É normal, né? Eles estão em todo o lado. – embora tenha sido a resposta mais malcriada e directa que ela dissera até aquele momento eu gostei. Gostei imenso!
-. Vamos. – disse e ela pareceu não perceber do que estava a falar.
-. Hã? – perguntou.
-. Não querias ir ter com a Tomoyo? Eu levo-te. – disse, estendendo a minha mão direita, para que ela pegasse com a sua.
Ela pareceu ter alguma duvida de tocar na minha mão ou não, então eu próprio peguei na sua mão, puxei-a para perto de mim. Ao passarmos pela pista de dança era fácil perdermo-nos – Obrigado. – disse e reparei como as suas bochechas continuavam com aquela adorável cor-de-rosa.
-. De nada. – respondi e comecei a andar pelo caminho que antes passara, até chegar a uma pequena mesa que, para a minha surpresa, estava ocupada por pessoas que não eram nem a Tomoyo, nem o Eriol – Alguns minutos atrás estava com eles e nós estávamos sentados nesta mesa... talvez tenham ido a outro lugar. – justifiquei, para que ela não chegasse a pensar que eu mentira ao disser que conhecia a Tomoyo e que estava a enganá-la.
Acho que andamos uns dez minutos até que eu reparei que ela não se sentia muito bem e levei-a para fora da discoteca.
-. Aqui também não está. – disse, tendo por última esperança que a Tomoyo estivesse na porta da discoteca.
Olhei para a rapariga de olhos verdes que parecia estar prestes a perder o conhecimento e segurei-a pelas ancas, tentando mantê-la em pé.
-. Estás bem? – perguntei realmente preocupado.
-. Sim. Acho que sim. – respondeu-me num tom baixo.
-. Vem... eu levo-te para um sitio mais calmo. – disse, praticamente puxando-a pela anca.
-. Onde... vamos? – perguntou-me lentamente, mas eu não conseguia responder à sua pergunta. Nem eu próprio sabia que rumo escolher.
Acho que nem andamos um minuto quando reparei que estávamos ao pé da porta dos fundos da discoteca. Como sabia? Simples, pela porta negra de ferro que dizia ‘saída das traseiras’ e aquela grande construção só podia ser a discoteca. Ouvi o som da música que também provava isso.
Encostei-me à parede – Ficamos aqui? – perguntei e a amiga da Tomoyo apenas afirmou com a cabeça. Notava-se que tremia por causa do gélido vento que passava por nós naquele momento. Acho que a camisola que ela usava não era quente o suficiente e por isso ela tremia, tremia de frio. Nesse momento reparei que não estava com muito frio e reparei no casaco que utilizava. Não tinha deixado nada com a Tomoyo e o Eriol e agradeci por isso ao reparar na cena que presenciava. Retirei o casaco com alguma rapidez e coloquei-o delicadamente nos ombros daquela rapariga.
-. O que... – ela começou a falar mas eu coloquei um dedo perto dos seus lábios, silenciando-a.
-. Estavas a tremer. – respondi e no inicio ela não pareceu perceber o significado das minhas palavras, mas depois reparei como ela arregalava os seus olhos e acenava com a sua cabeça, percebendo o que eu queria disser.
-. Obrigado. – ela pareceu envergonhada ao me responder e eu apenas sorri em resposta.
De repente começamos a ouvir uma música romântica de fundo. Não sabíamos de onde ela vinha, mas conseguíamos escuda-la. Observei-a durante algum tempo, enquanto ouvia a música. Aquilo era demais para mim. Estava e começar a envolver-me na música e a entrar no mar verde dos seus olhos.
Nunca tinha sentido isto por ninguém...
Era tão fácil me perder no seu olhar esverdeado e aproximar-me cada vez mais do seu rosto, juntado cada vez mais os nossos corpos, um contra o outro.
Era tão fácil beija-la...
Mas não podia! Algo dentro de mim impedia-me de juntar os meus lábios aos dela. Desistindo perguntei-lhe – Queres dançar? – perguntei-lhe e ela pareceu ficar surpreendida pela a minha pergunta. Afastou-se e eu fiquei curioso, era a segunda vez que ela me fazia isso deste que a conheci – Se não quiserem tudo bem, podes disser, eu não ficarei zangado nem nada do tipo... – desta vez foi ela quem me silenciou e agarrou-me pelo pescoço e colocou a sua cabeça em cima do meu ombro esquerdo, começando a movimentar-se de acordo com a melodia que ouvia.
Fiquei um pouco surpreso pela sua acção, mas logo a seguir segui o seu ritmo.
Algo parecia diferente. Nós dançávamos ao som da música, mas já não estávamos num lugar mau iluminado. Estávamos num lugar cheio de cores e, com isso, alegria.
Tudo parecia mágico...
O que raios estás a pensar Syaoran Li? Pareces aqueles gajos que gostam de gajos a falar! Chega de marquises! És um homem ou és um rato?!
-. “Talvez um rato?” – respondi à voz que vinha do meu subconsciente que, na realidade, parecia me odiar!
Não sabia que sentimento era este que estava a nascer lentamente no meu coração, mas eu queria descobrir. E esse sentimento, em conjunto com o meu coração, pediam-me – quer disser, imploravam-me – que tocasse naqueles lábios rosados com os meus. Que provasse o seu sabor até me enjoar dele, mas ambos também diziam que o sabor era tal que nunca poderia enjoar-me deles.
Ela tinha os olhos fechados e foi-me quase irresistível não aproximar o meu rosto ao dela e tocar nos seus lábios com os meus. No momento em que os beijei, senti todo o seu corpo tenso e os seus olhos tinham-se aberto, completamente, por causa da surpresa. Alguns segundos depois, quando finalmente tomei coragem de começar a beija-la, senti como o seu corpo tremia levemente e eu tinha a impressão que não era por causa do frio, e os seus olhos que antes estavam abertos, agora estavam completamente fechados.
Depois de algum tempo com os nossos lábios unidos, eu fui separando-me lentamente da sua boca. Ouvi um leve suspiro seu enquanto me afastava dos seus lábios que agora estavam um pouco inchados pelo beijo.
-. Porquê...? – não deixei-a terminar.
-. A razão pela qual te beijei? – observei com carinho os seus olhos verdes – Não sei o que fizeste comigo, mas eu não consegui resistir, tudo de mim reclamava os teus lábios nos meus...
Ela pareceu surpreendida, o que já não me surpreendeu, e abriu os seus lábios, pronta a disser algo, mas esse ‘algo’ nunca saiu deles. Então, um longo silencio reinou sobre nós.
-. Eu... também... sinto... qualquer coisa... estranha... dentro de mim... deste a primeira vez que te vi. – confessou e algo pareceu brilhar dentro de mim. Parecia impossível, mas naquele momento considerava-me o homem mais feliz do mundo. Vai-se lá saber porquê – Eu... também... senti a necessidade de te beijar. Não consigo compreender o porquê. Talvez... – percebi que ela arregalava os olhos e senti o seu corpo tremer – Isso não pode acontecer... isso não pode acontecer... – repetia uma vez atrás de outra, como se só ela existisse, como se eu não estivesse ali.
-. O que... é que não pode acontecer? – tomei coragem e perguntei.
-. Apaixonarmo-nos... – sussurrou, olhando para um lugar incerto e com os olhos opacos, como se não estivessem naquele mundo.
-. Porquê? Porquê que não nos podemos apaixonar? – perguntei, começando a ter raiva de mim mesmo, de este sentimento que eu não conseguia compreender, de tudo, de tudo menos da dona daqueles olhos verdes.
-. ... – ela ficou em silencio, apenas observava-me intensamente – Acho... – começou a falar – ... que ter... – iria disser outra coisa, mas pareceu desistir - ... foi um erro... o beijo... – disse num tom baixo, mas eu queria-me aproximar, queria voltar a beija-la, mas ela se negava, afastava-se de mim.
Ficamos algum tempo em silencio. A música já tinha parado e podíamos ouvir a música normal em discotecas.
-. Eu... tenho que ir e... – ela começou a caminhar de costas enquanto observava o chão, sem coragem de me observar.
-. Espera! – gritei. Era a primeira vez que sentia isto por uma rapariga e não a deixaria escapar.
Aproximei-me, mas ela continuava a andar para trás, até que escorregou numa lata de uma bebida que não podia ver por causa da escuridão, mas, graças à minha rápida reacção, consegui segura-la a tempo, antes que o seu corpo batesse no chão frio.
Tudo aconteceu tão depressa...
Ouvi um pequeno grito e notei que era a sua voz. Quando observei-a, vi como os seus olhos verdes estavam cheios de surpresa e a sua respiração era lenta... muito lenta... ela chocava com os meus lábios e isso dava-me ainda mais vontade de beijá-la. Queria beija-la novamente, como queria! Mas ela tinha dito que não, que não queria, que não podia. Afinal que tipo de rapariga é ela!? Uma extraterrestre? Eu, Syaoran Li, o rapaz mais desejado por todas as raparigas do mundo – Não exageres! – escutei a voz que vinha da minha mente, mas não liguei – estava apaixonado por uma rapariga que parecia ter medo de... homens? Ou seria de... rapazes?
Sabem? Eu não sou muito paciente, para disser a verdade, e ver aqueles lábios meio abertos à minha frente fazia com que a pouca paciência que existia em mim evaporasse completamente!
Toquei nos seus lábios – O que queriam que eu fizesse? A carne é fraca! – e comecei a beija-la suavemente. Um beijo mais carinhoso que o primeiro. Queria ver se ela iria resistir a este! He! Eu sou um Homem, não sou um Rato! E ainda tinha que honrar o meu apelido, não podia deixá-lo mal agora.
As sua barreiras começaram a desaparecer pouco a pouco e eu aproveitei essa oportunidade, aprofundado o beijo. De certeza que o que eu sentia por ela era amor... só podia ser, né? Só podia...
Afastei-me dela algum tempo depois e vi como respirava rapidamente. Eu sei que os meus beijos são óptimos!
-. Porquê...? – escutei como ela prenunciava aquela frase lentamente.
-. Foi um pedido do meu coração. – apenas respondi e ela mostrou-me um sorriso, um glorioso sorriso.
-. Eu acho... que tu vales tudo isto e muito mais. – ouvi o seu sussurro e não percebi o que ela queria disser com aquilo, mas não tive muito tempo para pensar pois ela tinha-me agarrado fortemente e quase me fizera cair no chão.
Os seus olhos verdes brilhavam e eu estava feliz por isso. De certeza que naquele momento estaria a sorrir para ela, só para ela, uma coisa rara em mim.
Abraçamo-nos durante algum tempo e eu voltei a beija-la, desta vez com mais paixão. Voltamos para a porta de entrada da discoteca e notamos duas pessoas que estavam lá também. Era o Eriol e a Tomoyo.
-. Tomoyo! – ouvi o seu grito e larguei-a – que até àquele momento estava a ser agarrada pelas minha mãos – e observei como ela corria até à rapariga de olhos azuis e abraçavam-se como se já não se vissem à anos.
-. Sakura! Onde é que estavas? Andei à tua procura que nem uma louca por toda a discoteca! – Tomoyo praticamente gritou e eu fui-me aproximando. Foi nesse momento que ela reparou em mim – Tu! – gritou e aproximou-se de mim – O que fizeste com ela? – desta vez gritou.
Eu iria começar a defender-me quando a Sakura – Sakura? Esse era o seu nome? Tudo parecia perfeito nela... – colocou-se no meio de nós os dois e começou a defender-me – Ele não estava a fazer nada de mal! – disse – Ele ajudou-me a procurar-te, mas não te encontramos em parte nenhuma.
-. Então vocês estavam à minha procura nas traseiras da discoteca? – perguntou com uma sobrancelha levantada. Eu conheço bem este homem aqui e tu não me vais enganar Sakura!
-. Hã! – ouvi o seu grito e as suas bochechas ganharam aquele tom rosa que eu tanto adorava e achava graça – Não! Não é nada disso! – gritou, envergonhada.
A Tomoyo iria começar a disser alguma coisa, mas um carro completamente negro parou à nossa frente.
-. É o carro do pai! – Tomoyo exclamou – Sakura! – chamou-a – Temos que ir, o carro já chegou e eu tenho que levar-te de volta a casa e inteira! – A Tomoyo e as suas brincadeiras sem piada nenhuma, pensei.
-. Já vou! – escutei a sua doce voz e os seus brilhantes olhos verdes observavam-me naquele instante. Tomei coragem e aproximei-me dela. Eriol parecia ver toda aquela cena com muita graça, enquanto a Tomoyo simplesmente resmungava pela demora da sua amiga. Beijei-a delicadamente na testa. Pensando bem, nestes últimos momentos tenho vindo a descobrir o romântico que há em mim, engraçado, né?
-. Ei, dás-me o teu número? Nem penses que irás escapar assim de mim tão facilmente...! – ela pareceu ficar surpreendida pelo meu pedido e pareceu ficar em transe alguns segundos, mas logo ela abanou a cabeça e observou-me novamente. Ouvi outra vez a voz da Tomoyo. Será que era pedir muito uns minutinhos com a minha futura namorada?
-. Sim. – respondeu-me e foi dizendo os números enquanto caminhava na direcção do carro. O problema foi que... eu não consegui ouvir os dois últimos números. Vi como ela mexia os seus lábios mas não conseguia escutar a sua voz.
-. Espera! – gritei, mas já era tarde demais, o carro já estava em movimento. Por mais que gritasse elas nunca poderiam me ouvir. Estava tudo perdido... nunca mais a veria... não podia ser! Não podia! – Espera! Não vás! – continuei a gritar, mas como esperado ninguém me ouviu.
-. Hei! – ouvi a voz do Eriol – Não precisas de ficar tão abalado. – bateu no meu ombro direito – Ela não vai fugir.
-. Tu não intentes... eu não ouvi os dois últimos números... eu... eu... eu acho que... a amo... eu amo-a, percebes? E pensando que nunca mais voltarei a vê-la por um estúpido erro meu...! – disse com angustia, mas a resposta de Eriol foi um riso, um riso bastante alto para disser verdade.
-. Que bom é ouvir da boca de Syaoran Li ‘eu amo-a’. Sinceramente, nunca esperei isso. – observei-o pelo canto dos olhos. Não estava a gostar da conversa – Mas lembra, ela é amiga da Tomoyo, por isso ela de certeza que deve ter o número dela, só tens é que lhe pedir com bons modos. – respondeu, divertido.
-. Obrigado Eriol! – eu reparei que ele tinha arregalado os olhos, concerteza o meu tom de voz apanhou-o de surpresa – Obrigado, a sério! Não me preciso de preocupar, né? Amanhã falarei com a Tomoyo e tudo ficará bem, né? E o mais importante... voltarei a vê-la, né? – o Eriol apenas sorriu em resposta.
Outro dia de aulas tinha começado, mas, desta vez, parecia bastante apresado para ir à escola. Tudo por causa de uma certa rapariga de olhos verdes e com nome de uma flor de Cerejeira.
Entrei na sala de aula o mais rápido que pude e, como já estava à espera, vi a Tomoyo a conversar com o Eriol. Este, ao ver-me, apenas sorriu de forma marota.
-. Tomoyo! – praticamente gritei e as poucas pessoas que estavam na sala àquela hora da manhã observaram-me, curiosos. Eu não costumava agir assim – O número dela, Tomoyo. – disse, agora mais calmo, mas ela não pareceu perceber à primeira – O número da Sakura, da tua amiga de ontem. – disse de uma vez só.
-. Ahh...! Isso...! – o seu olhar ficou mais sério – Tu sabes que não podes ter nada com ela, porquê insistir nesse assunto? – perguntou-me, observando-me com carinho. Eu não precisava da solidariedade da Tomoyo, apenas precisava do número dela.
-. Porquê? – perguntei. Já estava farto dessa história de não puder ter nada com ela, queria saber o porquê – Porquê? – perguntei novamente.
-. Não sabes? – ela pareceu surpreendida – Eu pensei que... pelo nome dela tu... – ela pareceu indecisa em falar.
-. Fala de uma vez Tomoyo! – sim, estava a perder o controle e daqui a nada andava à briga com o primeiro que visse à frente, sendo homem ou mulher. A raiva parecia consumir-me naquele momento pela demora da resposta da Tomoyo.
-. Se queres saber, aqui vai! – respirou fundo, antes de voltar a falar e eu apertei uma das minhas mãos contra a outra pela nervosismo – Ela é... uma Kinomoto, Syaoran. - disse-me e a minha mente pareceu paralisar naquele mesmo instante. Kinomoto? O seu nome era Sakura Kinomoto? Não podia ser, simplesmente não podia!
A família Kinomoto sempre foi rival da família Li.
Por mais que quiséssemos ser amigos, os nossos antepassados falavam mais alto, sendo quase impossível alguma vez deixarmos de ser rivais.
Se a Sakura era uma Kinomoto isso significava que... que... eu não podia... tê-la?
Era impossível, completamente impossível!
Eu iria lutar por ela, eu iria ficar com ela! Nem que para isso eu tivesse que sair do meu Clã.
Isso é o que é chamado de ‘amor’, né? Quando nós trocamos tudo pela pessoa amada?
Então... eu realmente amo-a?
CONTINUA... (eu tive que dividir esta one-short em dois, convertendo-se em uma two-shorts – aprendi essa à pouco tempo! XD – porque a escola começou e eu, praticamente, escrevi isto na segunda e terça, hoje, por isso não deu tempo para mais, mas a próxima será o última desta two-shorts! Espero que não fiquem desiludidos. Para mais informações leiam as notas!)
Terminado às 15:04:31 de 1 de Abril de 2008
Notas de Autora: Parece que estavam a tramar para eu não escrever estas notas! XD Houve deste quase-atropelamentos e conversas sem fim. Será que uma pessoa não pode escrever a sua ‘nota de autora’ em paz? u.u
Comentando o fic – para me despachar que ainda falta os comentários! XD – ele é inspirado na música ‘Lottery’ de Chris Brown, mas se forem comparar a letra com a two-shorts vêm que apenas uma parte é inspirada na música, de resto nada!
Esta história apenas está no começo e o próximo capitulo, que será o último – pelo menos isso quero eu –, estará mais romântico e descobriram outras ‘surpresas’ que eu não contei neste! XD E a história do colar terá mais por detrás – acho que não dá para perceber o significado desta frase! XD Passou-me pela cabeça uma coisa assim e acho que não consegui resistir, então já sabem! No próximo capitulo haverá mais duas surpresas!
E vamos aos comments que o tempo está a passar! XD
Comentários:
Vivxchan:
1º Capitulo: Obrigado! o/ Ainda estou a pensar se irá haver uma continuação, mas por agora não estou a pensar nisso...
2º Capitulo: Obigado! Eu faço isso deste pequena, trocar os ‘t’ pelos ‘d’. Não consigo diferenciar entre as suas letras, para mim parece-me igual! XD
3º Capitulo: Obrigado! XD Já reparaste que no inicio digo sempre o mesmo! u_uUU
4º Capitulo: Sim, este fic foi um bocado triste... ainda bem que gostaste do ‘2º capitulo’. Tive essa ideia e não pude resistir em escrever uma continuação! XD
5º Capitulo: Ainda bem que gostaste! \o/ E espero que tenhas gostado deste!
Beijos!
Saki: Olá Saki! o/ Posso chamar-te pelo nick, né?
Obrigado pelo teu comentário... eu estava a estranhar, mas afinal era isso!
Espero que tenha gostado deste também!
Beijos!
Jullytta-Li: Olá! o/
A história ficaria triste se acabasse no primeiro ‘fim’, né? Mas como houve continuação até acabou em bem! n.n
Ohh... Sabes? Diferente de ti, eu nunca amei, mas conheci alguém que gostava de mim, mas eu não gostava dele.
Sim, eu tenho uma amiga que antes, porque agora graças a deus já não é assim, cada semana – e algumas vezes cada dia – gostava de um rapaz diferente! E eu sei o que as amigas sofrem com isso, porque era eu sempre que tinha que ir ter com os desconhecidos e disser ‘olhem a minha amiga quer te conhecer’, é por isso que já não sou tão tímida!
Se quiseres o meu perfil no FF.N eu dou-te: http://www.fanfiction.net/u/1151686/Ying-Fa_Kinomoto_Lee
Parece que alguém leu aquela coisa enormeee...! OoO É que agora o meu blog está de ‘ferias’ e aquilo parecia um post! XD Sobre a minha amiga, acabou por não acontecer nada e agora já estão comprometidos – ela diz que não é o mesmo que ser noivos – e já está tudo feliz! XD
Sobre os animes que eu gosto – também quero escrever! – são – e eu sim vou fazer um lista! XD -:
Prince of Tennis; Code Geass; Black Cat; XTV; xxxHolic; Evangelion; Romeo x Juliet; Fate Stay Night; Tsubasa Chronicle; Tokyo Babylon; Samurai X; Death Note; Air TV; Angel Sanctuary; FullMetal Alchemist; Fruits Basket; Fushigi Yuugi; Card Captor Sakura...
Vê se vês alguns que conheces...
Acho que é tudo!
Beijos e espero que tenhas gostado deste!!
Espero pelos vossos comentários! Irei responder a TODOS no próximo drab!
Cliquem no ‘GO’, porfa! (é a mesma coisa que disser ‘por favor’! XD)
Matta ne!
Chus...
Sakura Lee
[04/03/08] Lua Cheia
[11/03/08] Traições
[18/03/08] Dia dos mil e um acontecimentos
[20/03/08] Dano
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