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[Originais] Rune Battle

3 - Emboscada


Autor: ~Julia-Sansue

Categoria: Misc/Originais

Gênero: Ação, Aventura e Luta / Ficção e Fantasia / Misticismo / Romance e Novela.

Tags: vampiro, ação

Personagens: Kedar, Rina, Sora, Onami

Classificação: 12+

Adicionado em: 30/03/08

Comentários/Favoritos 1/1

Caracteres: 9.882

Exibições: 44

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Nota: Nota: 5 

 


3 – Emboscada

Rina acordou tarde naquela manhã. Levantou-se um tempinho( para ser exata, duas horas) depois, se arrumou e foi caminhando para a vila. Ao chegar lá adentrou numa loja, estava um pouco escuro lá dentro, havia duas estantes de livros em cada lado do cômodo, um balcão no final e logo atraz uma escada.
-Demorou. Dormiu tarde ontem?- Perguntou uma garota que aparecera atraz do balcão. Ela aparentava ter a mesma idade de Rina, tinha olhos e cabelos castanhos, usava uma saia longa vermelha sangue e uma blusinha branca. O nome dela era Onami.
-Sim, e acordei com uma preguiça daquelas. – Disse enquanto ia para traz do balcão, ficando ao lado de Onami.
-Por quê?
-Bem...
Rina contou tudo o que aconteceu na noite passada. Quando terminou a boca de Onami formou um perfeito “o”.
-Você venceu né?- Desse Onami aos saltinhos.
-Não, terminei quase com a garganta cortada.
-Oh, Deus! Ainda bem que ele não te matou, mas por quê?
-Ele disse que não gostava de matar mulheres...
Um garotinho que descia as escadas veio na direção das duas, acompanhado de um cachorrinho marrom, os traço faciais eram semelhantes ao de Onami.
-... nem crianças.
-Estamos com sorte então.
-Mana, posso ficar com você?- Perguntou o garoto.
-Mas você tem escola hoje.
-A professora adoeceu.
-Não é mais uma desculpa para não ir à escola, é?
-Não. Ela até me deu isso. – E mostrou um cartão.
-Humm... – Onami leu o cartão e em seguida o fitou o irmão-Tudo bem, mas vai ter que ajudar a gente, ok?
-Ta certo!- Onami explicou o que o irmão deveria fazer. Rina observava os dois com um leve sorriso, eles pareciam mais mãe e filho do que irmãos.

Rina, Onami e Sora(o irmão de Onami)venderam pouco naquele dia nublado, não havia quase ninguém nas ruas. As árvores já não possuíam nenhuma folha e a cada dia parecia estar mais frio.
-O inverno está chegando. –Disse Onami fitando a rua atravez da vitrine.
-Pois é. - Concordou Rina acompanhando o olhar da amiga.
-Oba! Guerra de neve e chocolate quente!- Exclamou Sora com seu cachorrinho latindo feliz atraz de si.
As duas moças o fitaram com enormes gotas atraz da cabeça.


* * *


Kedar estava em uma taverna mal iluminada, vestia um capuz que o deixava quase irreconhecível e estava escorado num canto observando o movimento, todos ali eram suspeitos. Três vampiros se aproximaram dele. Dois deles eram altos e parrudos pareciam ser bem burros, o outro era magro e baixo. Os três possuíam estranhos olhos vermelhos.
-Gostei do seu trabalho com a cidadela, ficou totalmente destruído como mandei. Tenho outro, quero que você mate uma moça. - Disse o do meio.
-Uma moça? Vocês não conseguem dar conta de uma moça?- Disse Kedar meio zombeteiro.
-Ela não é totalmente humana. Odeio dizer isso, mas ela me deu uma tremenda surra. O nome dela Rina.
Rina era o nome que o caçador dissera quando aquela meio-elfa apareceu na noite passada. Kedar se lembrava muito bem.
-Já conhece ela, não?- O vampiro continuou, deu um aceno com a cabeça e os dois grandalhões se afastaram.
-Não te interessa.
-Acho que isso foi um sim. Você mata a garota e eu te pago depois. –Falou indo na direção dos outros dois.
-Não vou fazer isso. –Disse Kedar.
-O que disse? – O vampiro se virou – Oh, então você e aquela garota são... -Quando ia terminar a fala, Kedar o ergueu pela gola da veste.
-Se disser mais uma palavrinha eu te coloco para fritar no sol. Entendeu!?- Disse Kedar num tom baixo mais ameaçador. O vampiro acenou positivamente com a cabeça. -E eu não a conheço. - O soltou e se dirigiu à saída. Mas um bêbado se pôs na frente dele o impedindo.
-Saia da minha frente.
-Passa tudo o que... *hic*... você tem.
-Saia-da-minha-frente. – Disse o kerrael entre os dentes.
O bêbado sacou uma faca e se aproximou de Kedar meio tonto. A essa altura todos que estavam ali observavam os dois. Kedar segurou o antebraço do homem, que o esticara na intenção de acertá-lo, e o apertou com força. Houve dois estalos de fratura e o bêbado caiu de joelhos no chão.
-Ah! Ele quebrou meu braço!- berrava.
Kedar saiu da taverna ignorando completamente as brigas sem sentido que começaram a seguir.

* * *

Rina por enquanto estava sozinha, a sua amiga e Sora haviam subido as escadas. Ela olhava o movimento na rua distraída. Por um instante pensou ter visto a porta se abrir.
-Rina, não é?- Disse uma voz grave atraz de si. Ao virar se deparou com Kedar a encarando com o olhar profundo.
-Sim. Mas, como entrou aqui?
-Acho que tem alguns vampiros querendo se vingar. – Disse o kerrael ignorando a pergunta.
-Você não me respondeu.
-Sei passar despercebido. Agora vou sair, tem alguém vindo. – E se dirigiu para a porta.
-Vampiros? Eles querem me atacar, é isso. – Rina perguntou.
-Sim. – Respondeu Kedar saindo da loja. No mesmo instante Onami aparece na escada.
-Estava conversando com alguém?
-Não. – Disse Rina.

Ao chegar em casa, Rina jantou e foi para seu quarto. Era espaçoso, tinha um guarda-roupa encostado à parede, uma janela e uma cama de lençóis brancos próximos a ela. Rina deu uma olhada na janela. Tudo parecia normal, não havia nenhum sinal dos vampiros que a atacaram há vila alguns meses atraz, ela os expulsara usando os feitiços que sua mãe a ensinou.
Algo se mexeu perto dali. Rina apertou os olhos para ver melhor, era um leopardo, mas em vez de ser amarelo-queimado ele era cinza-azulado. Os olhos laranja a fitaram atraz de uma moita amarelada e em seguida desapareceu. Aquilo era realmente estranho. Achando que o sono deveria estar lhe pregando peças, Rina se ajeitou para dormir.
No outro dia tudo ocorreu normalmente. Ela foi para a vila, trabalhou com Onami na loja até o entardecer e voltou pela estada de terra que cortava a floresta. Mas uma sensação de estar sendo observada tomou conta e Rina olhava para todos os lados, qualquer barulho ou movimento a assustavam então vultos negros apareceram entre as árvores e, logo estava cercada por figuras encapuzadas. Rina contou todos, eram 15.
Eles se aproximaram, o que estava a sua frente ficava com o rosto visível a cada passo que dava. Os olhos vermelhos e a boca aberta com caninos afiadíssimos mostravam que ele era um vampiro. Os outros faziam a mesma coisa. Ela não tinha muita chance, os vampiros que a atacaram eram apenas 3, agora são 15 contra 1.
Rina estava estática. Não sabia o que fazer, o vampiro estava prestes e morder seu pescoço, mas o mesmo leopardo azulado que ela vira mordeu o ombro do vampiro. Ele gritava de dor, os outros vampiros pararam. Era a chance de Rina sair dali o mais rápido possível, ela enfiou dois dedos nos olhos de um, este também ficou berrando, e saiu correndo. Alguns vieram atraz dela, mas o leopardo soltou o ombro dilacerado do vampiro e se transformou num “humano”. Rina parou de correr ,assim como os vampiros, e olhou para traz. O leopardo era Kedar, este estava posicionado como uma fera, as unhas que mais pareciam garras dobraram de tamanho. Ele avançou em cima dos vampiros e, em oito golpes certeiros, fatiou dois de uma vez fazendo com que eles virassem um misterioso pó preto. Em seguida estendeu os braços e rodopiou numa velocidade incrível, formando um tornado pequeno que se tornou preto à medida que os vampiros morriam. Quando não sobrou mais nenhum em sua volta ele parou. Agora só havia 3 que estavam na frente de Rina. As garras voltaram ao normal e atirou três adagas, dois deles foram atingidos no coração e um desviou para o lado, a adaga misteriosamente girou 90° para a esquerda atingindo fatalmente o vampiro que, como os outros, se desfez em pó. Rina percebeu que havia um tipo de cordão, fino mas aparentemente resistente, que prendiam as adagas aos dedos de Kedar. Ele puxou os cordões e as adagas voltaram para a mão dele e guardou-as no colete. Se transformando em leopardo novamente, se aproximou de Rina:
-Se machucou?- Perguntou o leopardo.
Rina o fitou incrédula. Que ela saiba animais não falam, mas ele não é bem um animal, certo?
-N-não, obrigada.
Os orbes felinos a fitavam diretamente nos olhos, deixando ela um pouco sem graça. Então uma pergunta que ela queria fazer a algum tempo voltou na sua cabeça.
-Você me responde uma coisa?
-Se eu puder... Manda.
-Você mora aonde?
Kedar fitou as folhas secas debaixo de suas patas por algum tempo, depois disse:
-Não sei. Deixei minha casa faz tempo.
-Você... Vive sozinho?
Essa veio rápida.
-Sim.
-Há quanto tempo?
-Acho que há uns 13 anos.
Rina sentiu um pouco de compaixão. Devia ser chato viver sozinho por tanto tempo.
-Se você quizer pode dormir hoje na minha casa, como gratidão.
O leopardo a olhou com os olhos levemente arregalados. Ninguém nunca fora gentil com ele, nem os de sua raça. Na infância era apedrajado por causas injustas.
-Pode ser.
Rina o levou até a casa dela. A sala era um pouco pequena mas confortável, havia uma lareira, duas poltronas e um sofá, uma estante de livros e do lado da porta havia um porta guarda-chuva.
Kedar se acomodou perto de uma das poltronas e se deitou como uma esfinge. Rina subiu para o seu quarto e se aprontou para dormir, e seguida se atirou na cama - ela adorava fazer aquilo, por causa das molas que o colchão tinha - e adormeçeu num sono tranqülo.


Capítulos de [Originais] Rune Battle

[21/03/08] 2 - Demônio azul

[30/03/08] 3 - Emboscada


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