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› Gênero: Drama (Tragédia)
› Tags: Aoshi, Karol, Naru, Sousuke, Quest, Binario, Aya, Manini
› Personagens: Aoshi, Karol, Naru, Sousuke, Quest, Binario, Aya, Manini
› Classificação: 18+
› Adicionado em: 30/03/08
› Comentários/Favoritos 3/1
› Caracteres: 11.260
› Exibições: 101
Nota:
Notas do Aoshi: Só espero que gostem... Estou totalmente sem vontade de escrever nada, sem vontade de sair pro trabalho, sem vontade de ir pra facul... Por isso tudo que eu tenho feito não tem saído muito bom, a culpa n é minha... :/
Enfim, vamos lá então...
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A neve que caía sobre o lugar naquela noite era branda. Quest, o estrangeiro polonês, já havia enfrentado nevascas muito piores em sua estadia no Japão. Mas, apesar daquela noite não estar tão fria, o rapaz se viu obrigado a fechar toda a casa e se entocar em seu quarto pequeno com as luzes apagadas. Debaixo do lençol espesso, uma contratada japonesa lhe fazia carinhos e arrancava, de vez em quanto, um gemido baixo de Quest. A garota parecia lhe aquecer mais do que o lençol grosso que o cobria, mas o polonês ainda se sentia com frio. Uma corrente de vento gelado atravessou o quarto e obrigou o homem debaixo das cobertas a colocar uma das mãos sobre o ombro da garota e afastá-la de seu próprio corpo. Contrariada, a meretriz se deitou ao lado do polonês, que percorria o quarto com os olhos, afim de descobrir de onde viera tão congelante corrente de ar. Parou de procurar quando seus olhos atingiram a parede oposta do quarto, onde uma janela entreaberta explicava a situação.
As luzes externas do prédio haviam ficado acesas por motivo de segurança, mesmo motivo pelo qual quatro homens uniformizados permaneciam em estado de alerta no cômodo vizinho ao quarto do dono da casa. Pela pouca luz que entrava no quarto pela fresta na janela, Quest pode perceber uma silhueta humana escondida nas sombras. Meio assustado, inqueriu à sombra do quarto:
_ Quem está aí?
Sem obter resposta do canto escuro do quarto, Quest apertou o olhar procurando descobrir quem lhe fazia companhia, além da bela mulher que estava ao seu lado. A gueixa estava bastante assustada, mais pelas palavras de Quest do que pela janela entreaberta. O rapaz colocou-se sentado, ainda embaixo da coberta e perguntou novamente, olhando fixo na direção das sombras:
_ Quem diabos está aí? Se isso for algum tipo de brincadeira, saiba que não é muito esperto fazê-lo... _ Sua voz parecia mais trêmula àquela altura, mas ele continuou, após uma breve pausa. _ Terei que ordenar à meus homens que entrem por aquela porta para lhe ensinar uma lição.
_ A menos que a tua voz tenha o poder de reerguer os mortos... _ Uma voz um pouco rouca veio do canto escuro. _ Não vais receber ajuda alguma daqueles que se reuniam no quarto ao lado.
Quest tremeu. Certamente, se os homens estivessem vivos, já haveriam de ter entrado no quarto, pois ele fazia questão de falar alto e bem pausadamente. Levantou-se calmamente da cama e vestiu o kimono branco que estava ao lado da cama, cobrindo seu corpo nu. A voz desconhecida continuou:
_ Não pareces mais tão preocupado com a tua irmã, não é mesmo... _ Quest arregalou os olhos quando, com um golpe veloz de cima para baixo, o visitante derrubou a janela entreaberta, revelando sua identidade com a luz exterior que entrava no quarto _ "Quest" Tatsu?
Ao ouvir seu nome da boca do visitante, Quest estremeceu instintivamente. Sabia que Aoshi havia escapado da execução, mas imaginou que ele empreenderia uma fuga do país. Jamais havia imaginado que ele, não só permaneceria no Japão, como viria até sua casa para acertar as contas com o irmão de sua namorada.
A figura parada no canto do quarto era bastante imponente. Alto, moreno e com os olhos bem azuis, Aoshi assustava enormemente a garota que estava deitada sob o lençol escuro. Seu corpo nu tremia de medo, apesar do assassino que lhe fitava ser bastante atraente. Vestia um kimono escuro, e carregava duas espadas japonesas, mais curtas que as convencionais. Apesar do conjunto transformar Aoshi em um dos espadachins mais atraentes que a moça já avistara, uma das kodachis estava banhada de sangue, o que dava a impressão para a jovem garota de que o homem, apesar de belo, iria impiedosamente retalhar cada pessoa naquela casa, e isso incluía ela própria. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas as palavras que saltaram da boca do visitante lhe acalmaram um pouco, e liberam-na do terror que havia se apoderado de sua mente:
_ Você! _ Aoshi desviou o olhar para a garota sobre a cama. _ Pegue suas roupas e desapareça daqui. Não vais receber pelo serviço de hoje, a menos que tenha pedido adiantado, ou que vá ao inferno para cobrar deste homem! _ Ele concluíu atirando na direção da cama um segundo kimono, este todo estampado e cheio de adornos muito bonitos.
A garota agarrou as vestes ainda no ar e correu para fora do quarto, ainda nua. Aoshi sorriu com o canto dos lábios.
_ Enfim... _ Ele golpeou o ar com a kodachi ensanguentada, limpando a lâmina e deixando uma risca rubra no chão do quarto de Quest, depois contiuou. _ Sós!
_ Japonês desgraçado! _ Quest praguejou. _ Vamos acabar com isso de uma vez por todas. Estou farto de suas intromissões. Não fosse por você, eu e minha irmã estaríamos longe daqui. Desde que lhe conheceu, ela parou de pensar racionalmente. Não pertencemos a este lugar... Foram caras como você que nos obrigaram a vir para cá! Jamais perdoarei tudo que você fez, vingarei a morte de minha família matando você!!
Os olhos do polonês faiscavam e continham um ódio realmente verdadeiro. Ele realmente não gostava nem um pouco dos japoneses, muito menos de espadachins como o rapaz pelo qual sua irmã se apaixonara. Aoshi também tinha uma inimizade enorme por Quest, principalmente por ele não pensar em sua irmã, e passar por cima de tudo e todos para impor suas vontades. Não haveria nenhuma gota de piedade em seus golpes, e aquela batalha que estava para começar terminaria rapidamente.
Quest foi o primeiro a se movimentar. Agarrou uma katana que estava pendurada na parede de seu quarto e partiu para cima de Aoshi. Seus movimentos eram bastante rápidos e pareciam habilidosos, mas Aoshi desviava facilmente de cada investida vigorosa. Quest combinava séries de golpes altos e baixos com certa habilidade, deixando Aoshi na defensiva o tempo todo. O japonês se movimentava com destreza e agilidade considerávelmente maiores, mas não encontrava a abertura necessária para liquidar a batalha. Após algum tempo de investidas violentas, Quest parou. Colocou-se ereto novamente, demonstrando cansaço considerável. Respirava com dificuldade e suas pernas e braços doíam.
_ Você é tudo aquilo que ela disse que você era, sabia? _ Aoshi franziu a testa sem entender. Quest continuou. _ É ainda mais forte e habilidoso do que ela me contou. Seus olhos sempre brilhavam quando ela falava de você, como se ela sentisse uma espécie de vontade extrema de se ver frente-a-frente contigo. Eu achava que era tudo besteira, mas você é realmente um demônio...
_ Eu te disse, não disse? _ Uma voz feminina invadiu o quarto espaçoso. Aoshi virou-se na direção da origem do som, arregalando os olhos.
Parada, recostada no batente da porta, uma mulher baixa observava os dois. Os olhos verdes brilhavam à pouca luz que entrava pela janela. O corpo era magro e bastante curvilíneo, esbanjando feminilidade. A boca pequena sustentava um sorriso rasgado, como o de uma criança que acabara de ganhar um presente que desejava muito. A mulher vestia uma espécie de macacão prateado muito justo produzido, na certa, por algum estrangeiro. O tecido colava-se ao corpo dela, parecia bastante confortável e, na certa, deixava-a livre para executar o movimento que quisesse. Os dois homens pararam de se encarar no momento em que ela se pronunciou. Depois alguns poucos segundos, ela continuou.
_ Aoshi Shinomori... O espadachim número um do clã Agura. "Guerreiro de Pedra" de Morioko-sama. Sua fama lhe precede, sabia disso?
Aoshi permaneceu em silêncio.
_ És bastante mau-educado também, não é? _ Ela sorriu ainda mais rasgadamente. _ Pensei que, pelo menos, me agradeceria por ter salvo tua vida alguns dias atrás... Não se lembra?
_ Não me lembro de ter pedido sua ajuda... _ Aoshi crispou o olhar, lembrando-se da voz dela ao seu ouvido, segundos antes de despencar do tablado para a morte inevitável. "Não vou permitir que morras desta maneira tão patética, espero que não faças me arrepender". Sim, ele se lembrava da voz dela, mas não sabia se era aliada ou inimiga.
_ Naquela ocasião, você não podia fazer nada, não é mesmo? _ A mulher desfez o sorriso levando o braço direito às costas. _ Hoje, seremos só você e eu...
Impulsionada pelas pernas fortes, a jovem se lançou na direção de Aoshi, sacando uma espada japonesa com o braço direito. Antes que ele pudesse pensar em qualquer movimento para se defender, ela passou em sua frente indo na direção de Quest. Com um golpe certeiro de seu braço direito, a jovem estocou o alvo com a espada. Quest arregalou os olhos espantado. A mulher, pouco mais baixa que o polonês, apoiou a mão esquerda em sua nuca, abaixando um pouco o rosto dele para aproximá-lo do seu. Um beijo nos lábios, quente e demorado, envolveu os dois por alguns segundos, enquanto Quest sentia a vida lhe escapando às mãos. Ao fim do beijo, a mulher correu a língua pelo lábio superior, encarando Quest com os orbes verdíssimos indiscretamente.
_ Infelizmente, senhor Tatsu, esse encontro é apenas entre eu e ele. _ Ao fim da frase, a misteriosa garota girou a lâmina no sentido horário, ainda enfiada no peito de Quest. O movimento agravou o ferimento, sendo audível o som de uma costela se quebrando, e fez correr um filete de sangue no canto da boca de Quest, que caiu sem vida mas com os olhos bem abertos logo em seguida.
Aoshi estava pasmo. Não pela crueldade com que a mulher havia matado seu adversário, nem pelo estranho fato de ela ter lhe beijado os lábios antes de terminar o serviço. O japonês estava realmente impressionado com a velocidade dela. Se tivesse vindo em sua direção naquela ocasião, ela poderia ter arrancado sua cabeça facilmente. Sua velocidade não se comparava a dela. Estava claro que os dois teriam que se enfrentar. Infelizmente, para ele, estava igualmente claro que ele jamais venceria aquela batalha.
Continua...
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Mas não por muito tempo...
Estamos chegando ao final da trama... Mais alguns pouco capítulos para finalizarmos este trabalho...
Espero que vocês estejam gostando...
Agora é contigo Karol, escreve aí que eu quero continuar a luta do Aoshi com a Manini... Essa maluca...
Escreve logo... pq agora que a luta começou, eu fiquei empolgado...
~~
=o**** a todos.
[04/09/06] Capítulo 1
[07/09/06] Capítulo 2
[07/09/06] Capítulo 3
[12/09/06] Capítulo 4
[17/09/06] Capítulo 5
[20/09/06] Capítulo 6
[21/09/06] Capítulo 7
[26/09/06] Capítulo 8
[26/09/06] Capítulo 9
[03/10/06] Capítulo 10
[05/10/06] Capítulo 11
[08/10/06] Capítulo 12 - O Espadachim Vulnerável
[11/10/06] Capítulo 13 - O baú.
[17/10/06] Capítulo 14 - Sentimentos
[23/10/06] Capítulo 15 - Sendivogius e o pergaminho.
[25/10/06] Capítulo 16 - O Espadachim chamado Sousuke
[01/11/06] Capítulo 17 - A Técnica Kaiten Kenbu
[20/11/06] Capítulo 18 - O Miraculoso Dr. Tatsu
[27/11/06] Capítulo 19 - O doutor Tatsu
[01/01/07] Capítulo 20 - O "Anjo" da Morte
[12/02/07] Capítulo 21 - Os Rumores de Mercenários e a Bela N...
[07/03/07] Capítulo 22 - A Fuga de Karol.
[08/03/07] Capítulo 23 - Surge um novo oponente
[13/03/07] Capítulo 24 - Velocidade e Força Bruta!!
[16/03/07] Capítulo 25 - A gueixa e o alquimista.
[31/03/07] Capítulo 26 - A Decisão de Aoshi
[03/04/07] Capítulo 27 - Candle Lights
[22/04/07] Capítulo 28 - O Discípulo de Aoshi
[25/04/07] Capítulo 29 - Candle Lights: Parte 2
[30/04/07] Capítulo 30 - A Pessoa Misteriosa.
[23/05/07] Capítulo 31 - Nas Mãos Erradas
[31/05/07] Capítulo 32 - Okashira é preso.
[12/06/07] Capítulo 33 - Resgate
[05/07/07] Capítulo 34 - A vida esvaindo-se.
[16/09/07] Capítulo 35 - Viva enquanto puder.
[09/12/07] Capítulo 36 - Em algum lugar no tempo.
[17/03/08] Capítulo 37 - O Contra-Ataque Fulminante
[30/03/08] Capítulo 38 - A Morte de Quest
[05/04/08] Capítulo 39 - A origem de Shinomori
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