Carregando...
› Ferramentas
› Divulgue
![]()
› Autor: ~Sakura-Lee
› Categoria: Animes/Sakura Card Captor
› Gênero: Drama (Tragédia)
› Personagens: Sakura, Syaoran, Kamui, Kotori
› Classificação: 14+
› Adicionado em: 26/03/08
› Comentários/Favoritos 5/3
› Caracteres: 57.043
› Exibições: 172
Nota:
Notas de Autora: Yo Minna-san! Mais uma semana passou e aqui estou eu outra vez! o/
Desta vez é uma one-short – que era para ser, e ainda é, uma prenda de aniversário para alguém! u.u Esta também prece ter um pouco de 'amor entre amigos', mas ficou um pouco diferente da minha ideia original.
Nesta 'nova versão' existe um crossover entre Card Captor Sakura e X1999, porque eu tive a ideia de utilizar três personagens – e talvez quatro – de outro trabalho das CLAMP.
Acho que acabei por me envolver demais no casal que utilizei de X1999 e esqueci-me um pouco de SxS! XD Não se preocupem que a história em si é a mesma! Só não sei é qual será a vossa reacção depois de lerem esta one-short...!
Agora sobre os outros drabs/one-shorts é que eu tenho uma one-short para acabar – em que é narrada pela Sakura, pelo menos até onde eu escrevi, e fala dela ser a 'ovelha negra' da escola, se me estão a perceber, e com a chegada do Syaoran ela pensa que ele quer gozar com ela por causa de umas coisas que acontecem, mas a realidade está muito longe disso... – e uma drab – que pelas minhas ideias vai se converter numa one-short – que ainda tenho que escrever – em que é narrada pelo Syaoran e tem a ver com a música 'Lottery' de Chris Brown, mas eu tive unas ideias e aquilo vai ficar 'totalmente diferente da letra da música'! Eu lembrei-me agora – XD – que queria escrever um fic em que o Syaoran era drogado e a Sakura era uma doce estudante! Sem ser isso não há mais ideias... mas como elas costumam aparecer de repente de certeza que arranjarei mais até lá! XD
E já agora, eu estava a pensar isso na semana passada quando uma amiga minha contou-me uma coisa que talvez iria fazer com o namorado. Então era: ele diz que a ama e eles já namoraram e terminaram e agora começaram a namorar de novo. Ela disse-me que, mesmo não dando chances, ele nunca tinha desistido dela e que uma pessoa, que ela conhecia e que podia ver 'as coisas' pelos olhos das pessoas, tinha dito que 'havia um rapaz de boas famílias que amava-a e que ela era a mulher da vida dele' por isso só podia ser esse rapaz. Na semana passada ela disse que iria a casa dele, e os dois estariam sozinhos para namorar – eu ia com ela só para ninguém desconfiar, eu disse que iria entreter-me com o pastor alemão dele! u.u Eu queria ficar pelo menos um ou dois quilómetros longe deles! ò.ó – e que talvez acontecesse mais qualquer coisa entre eles, até porque ela dizia-me que ele gostava mesmo dela e que fora ela que tivera a ideia de fazer aquilo. Ela disse que ele tinha dito aquelas típicas palavras de 'eu espero por ti' ou 'eu não quero forçar-te a nada', etc... Ela até estava a pedir conselhos e perguntar a como era a outra amiga que já o tinha feito...! OoO Claro que ela não os ia pedir a mim, né? Eu sou mais nova que ela! E nunca o fiz. Com tanta fala, com tanta fala eu comecei a ficar 'emocionada' pelo facto de a minha melhor amiga – não é a Lily Ash, essa ainda é mais nova que eu XD, é outra – ter 'aquele grande dia' no dia seguinte...! À tarde ela começou a estar insegura – até porque tinha passado a manhã com ela e ela estava a organizar tudo! Parecia que ia de férias para o lugar dos seus sonhos – e falou com uma pessoa mais adulta e aí ela começou a pensar bem – porque se ele realmente a amasse iria esperar, né? – decidiu que já não o iria fazer. Ela contou isso a ele e estava a disser-me como ele tinha ficado chateado e pensou que ele já não a amava tanto assim, mas eu fiz a pensar de outra maneira. Se tu fosses o rapaz e que amavas mesmo, mesmo a tua namorada mas que irias esperar e ela tinha tocado nesse assunto, dando-te esperanças, e no dia seguinte ela dizia-te que já não queria. Irias ficar decepcionada, né? Tinham te dado aquela esperança e depois tinham te retirado de repente, acho que isso é mau, né? Nessa mesma tarde ela ia ao cinema com mais duas raparigas e uma delas – que descobri que temos várias coisas em comum, vampiros, etc – disse que ia connosco – quando lhe disse onde era ela quase desmaiou! XD Mas pelo menos eu não ia ficar para vela! u.u E podia dar um passeio com ela e conhecer um pouco mais a cidade. Eu até disse à minha amiga para ela ficar lá com o namorado, certo, não o iriam fazer mas pelo menos uns beijos, né? A nossa desculpa era ir ver um filme à casa dele e ela tinha mesmo dito que íamos ver o filme os quatro juntos. Ora esta! Mas que raio de namoro era esse – foi o que eu lhe disse! XD Eles quase nunca se viam e agora que podiam estar uma tarde inteira a namorar iam ficar a ver um filme – e ela não estava a falar de beijarem-se durante o filme. Acabamos por não ir e aquilo acabou por dar uma grande confusão que não me apetece falar porque daqui a nada isto parece um blog! Queria escrever um drab ou one-short em que falasse da inseguridade das raparigas nesses assuntos.
E agora vamos ao fic senão ainda desmaiam pelo tamanho das notas de autora! XD
Disclaimer » Os personagens de Card Captor Sakura; Sakura Card Captor e X1999; XCLAMP não pertencem a mim, mas sim ao grupo das CLAMP.
Colecção de Drabs de SxS
Drab 5 – Amor Invisível
By Sakura Lee
Dedico este Drab à Sakura Li » Olá! Estou com um pouco de medo do que vais pensar depois de eles esta one-short... é que está COMPLETAMENTE diferente da ideia original e o fim foi feito à presa para puder, pelo menos, publicar ontem no FF.N! Y_Y Esta é a tua prenda de anos atrasada... espero que gostes!
Começado às 08:43:57 de 30 de Novembro de 2007
Olhava para o relógio de pulso. Catorze horas e dezanove minutos. Por que motivo é que ela se atrasara desta vez?
Suspirou enquanto mudava de posição. Meia hora em pé e encostado a uma parede não devia ser muito bom para um sedentário como ele.
Apoiou uma das suas pernas na parede que se encontrava atrás de si, pensando que seria uma boa posição, mas parecia estar enganado. Ou era as jovens adolescentes, que ao passarem por ele não paravam de olha-lo, ou da incomoda posição.
Mais dois minutos passaram e nem um sinal dela. Quando estava prestes a desencostar-se daquela parede, alguém apareceu e acenou alegremente.
Uma mulher – que mais parecia uma rapariga – de cabelos curtos e castanhos claros aproximou-se do homem que antes reclamava pela incomoda posição.
-. Syaoran! – a mulher de olhos verdes chamou.
-. Sakura... – ele mostrou-lhe o seu relógio de pulso – Vinte e um minutos atrasada! – reclamou com uma cara de zangado – Não foi a senhorita que, à uma semana atrás, disse que iria mudar e nunca mais iria chegar atrasada a um compromisso? – perguntou como um pai a uma filha.
-. Desculpa, Syaoran, mas tu sabes como é difícil para mim. – respondeu enquanto se aproximava cada vez mais dele.
-. Sakura... – sussurrou quando a viu à sua frente.
-. O quê? – perguntou inocentemente.
-. Vamos embora. – disse, desviando-se dela e indo em direcção ao centro comercial.
-. Há!! Syaoran! E o meu beijo? – perguntou irritada.
-. Que beijo? – perguntou o homem sem parar de andar.
-. Huff! – Sakura estava visivelmente irritada com aquele jogo. Aproximou-se dele, parando à sua frente, impedindo-o de continuar o seu caminho. Ficou em bicos dos pés e ia aproximando o seu rosto ao dele. Mas quando estavam a poucos centímetros, Syaoran desviou o seu rosto, deixando Sakura sozinha e tentando beijar o ar.
-. Syaoran! – ouviu um grito atrás de si.
Virou-se e viu aquela mulher de olhos verdes a encara-lo de forma furiosa. Aproximou-se dela e beijou-lhe a bochecha esquerda – Devias de parar de agir como uma criança Sakura, já és bem crescidinha, não? Deste quando é que se viu uma mulher ficar irritada só porque o seu amigo de infância não lhe cumprimentou com um beijo? – perguntou enquanto a encarava de uma forma curiosa.
-. E melhor amigo! – adicionou Sakura.
-. Sim, Sakura! Tens toda a razão. – disse, por fim, Syaoran, querendo terminar aquela conversa – Vamos? – perguntou enquanto esperava uma reacção por parte de Sakura.
-. Sim! – sorriu.
Os dois entraram no centro comercial que existia na enorme e evoluída cidade de Tokyo. Como era um domingo o centro estava mais cheio que o habitual e era difícil de respirar com tanta gente acumulada no mesmo espaço.
-. Olha só o que eu sofro por ti Sakura! – Syaoran dizia num tom dramático enquanto tentava desviar de todas as pessoas que caminhavam no sentido contrário – Parece aquelas manifestações juvenis em que estão uns em cima dos outros e quase nem dá para respirar. – comentou.
-. Vá lá Syao! – utilizou a alcunha que apenas utilizava em momentos em que queria pedir algo a ele – Sabes que eu não consigo viver sem ti! É por isso que eu preciso que tu estejas comigo. – disse. Era tão bom se aquela confissão fosse verdadeira e não apenas uma forma de fazer com que ele a acompanha-se ao centro comercial de Tokyo. Como adoraria ouvir da boca da sua querida Sakura as palavras “preciso de ti”, não apenas como um amigo, mas sim como algo mais. Seria tão bom saber que ela sentia o mesmo por ele que ele por ela. Sentir aquela necessidade de mais. De querer proteger e querer ser protegido. De querer dar e receber. De... Apenas havia uma coisa que ele não queria que ela sentisse – se alguma vez o amasse –, a mágoa que se sente sempre que pensamos que estamos longe da nossa pessoa amada ou aquela enorme dor no coração sempre de descobrimos que não estamos ao lado dessa pessoa especial, mas em compensação podemos alegrar-nos aos sabermos o feliz que essa pessoa está, mesmo que esteja com outra pessoa. Ele próprio já passou por essa fase. No fim da universidade, quando descobriu o que sentia por ela. Sempre que a via uma tristeza enorme o inundava. Ele sempre soube que ela nunca tinha sentindo nada por ele, mas o seu estúpido coração sempre lhe dizia que um dia ela lhe diria aquela palavra, ‘amo-te’. Com o tempo ele tinha aprendido como esconder esses sentimentos e ser como antes – ou tentava ser como antes –. Actualmente a única coisa que fazia sentido na sua vida era a Sakura. Adorava irrita-la! Era o melhor passatempo que alguma vez descobrira! Era feliz com ela até a chegada surpresa do seu querido primo. Os dois começaram a sair e acabou em namoro, foi nesse momento que Syaoran descobriu o verdadeiro significado da palavra ciúme...
-. Syaoran. – Sakura chamou-o, tirando-o dos seus pensamentos.
Syaoran acordou e reparou que ambos estavam à frente de uma loja de roupa.
Os dois entraram e caminharam até à secção masculina.
Ao chegarem, Sakura começou a vasculhar tudo enquanto Syaoran a encarava, esperando a sua escolha.
-. Ainda não percebi porque é que eu tive que ir contigo para escolher a prenda de Natal do meu priminho. – comentou num tom irritado.
-. Eu não tenho culpa de vocês se darem tão mal assim – numa coisa ela estava errada, ela tinha toda a culpa deles não se darem bem – e tu prometeste-me Syaoran! – disse enquanto o encarava com uma cara de pedinte.
-. Ahh! – suspirou – Tu sabes que é impossível disser-te um ‘não’. – disse.
-. He, he, he! Eu sei! – disse enquanto ria alegremente.
-. Aproveitadora! – gritou, num tom dramático, Syaoran.
-. He, he, he! ... Bem, podes experimentar este? – pediu enquanto lhe dava uma camisola.
-. Claro! Ao seu dispor, madame. – respondeu e entrou num dos provadores que existia na loja.
Alguns minutos depois Sakura negava com a cabeça, enquanto que Syaoran se encontrava à sua frente com a camisola que antes ela tinha na mão.
-. Toma mais estas duas. – deu-lhe outras duas camisolas – E leva também este casaco. – entregou o casaco pelo ar, acertando mesmo na cara do Syaoran.
-. Hey! – reclamou – Que tipo de canhão é este?
-. É o canhão “anti-syaoran”. Agora vai lá vestir isso. – disse quase o empurrando para dentro do pequeno espaço onde ele iria trocar de roupa.
Sakura POV
Algum tempo depois ele saiu. Acho que aquele casado castanho, com algumas texturas e letras de uma cor castanha clara, ficava-lhe lindamente! Mas talvez não combinasse muito com o Weng. Apenas neguei com a cabeça em resposta. Ele suspirou e começou a tirar o casaco. Não pude deixar de reparar nalguns olhares femininos que estavam a um raio de 100 metros. Aquilo não era um show grátis!
Eu sabia que o Syaoran conseguia causar esse tipo de impacto, mas eu pensei que numa loja masculina não haveria um problema tão grande assim. Só as empregadas o observariam, isso tinha pensado eu. Apetecia-me colocar um cartaz bem grande nas suas costas em que escreveria ‘já tem dona’, embora isso fosse mentira, até porque o meu amigo era mais solteiro que um miúdo de cinco anos. Não me perguntem a mim a razão, pois eu sou uma das primeiras pessoas que ainda não conseguiu responder a essa pergunta. Porque é que ele ainda não tinha uma namorada? Até eu já tinha um e durante toda a minha juventude pensava que ia ficar para tia... vejam só!
O pulóver que ele agora vestia era bem mais cómodo e parecia ser mais a cara do Weng. Eu afirmei com a cabeça e Syaoran suspirou. De certeza que ele tinha ficado aliviado por esta ida ás compras finalmente terminar.
Eu ria enquanto lhe dizia – Sabes que pareciam um menino a fazer birra quando te pedi para vires comigo, não? – perguntei.
Ele apenas soltou um ruído irritado e continuou a olhar para a frente, enquanto caminhávamos até ao balcão. Eu ainda tinha o pulóver e o casaco bem seguros na minha mão.
-. Syao. – chamei-lhe. Ele virou-se na minha direcção – Será que podias ver se vias a Tomoyo lá fora? É que eu combinei com ela, mas não tenho a certeza se ela vem – ‘Que desculpa mais esfarrapada!’, esse pensamento passou pela minha mente.
Ouviu um ‘óh não! Mais outra para estragar o meu dia’ antes de este sair pela porta de entrada. Eu sorri com o seu comentário. A Tomoyo era mil vezes – se não mais – pior que eu para fazer as pessoas de manequim. Mas a verdade para lhe disser aquela pequena mentira – Kant não maximizaria a minha pequena mentira como uma lei universal, né? – era para esconder o seu próprio presente de Natal. Sim! Iria oferecer-lhe aquele casaco, lindo não?
Depois de pagar com o cartão de crédito fui ter com o Syaoran à porta da loja.
-. Sinal da Tomoyo? – perguntei, tentando ser convincente na minha mentira.
-. Se tivesse sinal dela ela não estaria aqui? – perguntou-me ironicamente. Que mal é que eu lhe tinha feito para estar de tão mau humor.
-. Bem... então, vamos embora? – perguntei.
-. Aleluia, uma pergunta de jeito. – disse – Queres ir já? – perguntou-me.
-. Se tu queres... – respondi.
-. Então vamos. – quase me empurrou para fora do centro comercial. Ao chegarmos ao estacionamento este abriu o carro e abriu a porta do meu lado, fechando-a logo a seguir de eu ter entrado e entrado no lado do condutor.
-. Para onde vamos? – perguntou-me.
Okay, isso era a mesma coisa que perguntar-me ‘onde é que eu levo a menina?’, mas num tom irónico e ele parecia dar-se conta que eu não gostava lá muito disso. Tive até medo de disser que iria para a casa do seu primo, pois com o humor que ele estava – e eu ainda não tinha percebido o porquê – se dissesse a palavra ‘primo’ de certeza que eu iria percorrer o caminho a pé.
-. Para casa. – ele olhou-me pelo canto dos olhos – Para a minha casa. – corrigi.
-. Eu pensei que irias ver uma certa pessoa... – comentou, ligando o motor.
Estive prestes a render-me e perguntar-lhe ‘Quem?’ e ele certamente me responderia com um cínico ‘Ora quem mais? O meu querido primo!’. E aquele querido significava o contrário da palavra em si. Seria melhor estar calada o resto do caminho para não o enfurecer mais. Mas, de repente – como se uma lâmpada se tivesse iluminado na minha mente –, pensei que o Syaoran tivesse visto algo que não lhe tivesse agradado muito enquanto comprava as duas prendas de natal. Talvez seja essa a razão para o seu mau humor. Talvez tivesse visto alguém com outro alguém. Não tem lógica, né? Mas eu explico! Eu tenho vindo a desconfiar... acho que o Syaoran está apaixonado! Patético? Eu acho maravilhoso! Talvez fosse uma daquelas histórias ‘amor impossível’ em que ela tinha sido obrigada a casar-se com um homem que não amava, mas depois de casada descobriu a sua alma gémea, e não, não era o seu marido! Talvez era por isso que ele tinha ficado furioso de um momento para o outro! Tinha visto os dois juntos! Até porque, um centro comercial é um lugar de convívio, né? Onde toda a gente anda e onde toda a gente conhece toda a gente...!
-. Oh Sakura! Pára de criar histórias infantis! – Mas isto não é uma história infantil! – respondi mentalmente à voz que vinha do meu subconsciente – Foi um best seller que eu li à pouco tempo! Pelo menos a história veio à mente e eu pensei que pudesse haver alguma ligação. – né? Eu tinha razão!
-. Chegamos. – ouvi o Syaoran disser.
-. Obrigado pela boleia. – agradeci antes de abrir a porta, mas antes de colocar uma perna fora do carro, virei-me novamente para ele e perguntei: – Queres entrar?
-. Fica para a próxima. Tenho algo para fazer agora. – esclareceu.
-. Óh! Entendo... Bem... fica para a próxima, então! – tentei exclamar num tom alegre. Era verdade que o Syaoran era como um irmão para mim, não conseguia ficar um minuto sequer sem ele.
-. Adeus. – disse.
-. Adeus. – copiei ao ver o carro acelerar, já estava fora dele.
Fiquei mais algum tempo a observar a rua vazia, mas entrei em casa ao sentir o peso dos sacos.
De certeza que ele amanhã estaria melhor, né?
Syaoran POV
Ele não a merece, ele não a merece, ele não a merece!!
Arr! Já não era a primeira que lhe apanhava numa cena daquelas e por mais inimigo que ele fosse eu não conseguia comportar-me como um, pois sabia que isso iria fazer sofrer o ser mais importante que apareceu na minha existência. E eu era incapaz de fazer-lhe algo que a machucasse, que a magoasse.
Mas este seria o meu último aviso! O meu último aviso!
A razão do meu repentino humor? Simples! Tinha visto o Weng com outra! Sim, acho que alguém deve conhecer uma música com esse mesmo titulo, né? Pois bem, só faltava disser que o tinha visto na cama com outra, como o próprio refrão da música diz. Talvez até tivesse acontecido isso, mas eu não podia descobrir, não tinha tanta intimidade com o meu primo para entrar na sua casa a que horas me apetecesse. Só uma pessoa tinha essa intimidade, e não parecia ser muito sensato pedir isso a essa pessoa.
Continuei a conduzir, tentando acalmar-me no caminho, mas parecia-me impossível! De certeza que o meu priminho andaria no centro comercial ainda, por isso decidi dar uma volta pela cidade primeiro. Precisava mesmo de me acalmar!
Algum tempo depois segui em direcção à sua casa, a qual apenas visitava quando era para trazer a Sakura de carro. Saí do carro, depois de o estacionar, e subi umas escadas que davam a uma casa de cor branca.
Toquei à campainha, esperando impacientemente que alguém abri-se a porta.
-. Quem é? – ouvi uma voz.
-. Abre a porta Weng! – gritei. Queria lá saber se os vizinhos estivessem a ouvir, se ouvissem seria melhor para eles porque descobririam a verdadeira face de Weng.
-. O que se passa? Xiao Lang? O que fazes aqui? – eu praticamente empurrei-o para puder entrar na sua casa.
-. Tu sabes muito bem o que aconteceu. – comecei por disser – Aconteceu outra vez! – agarrei-lhe pelo pescoço, empurrando-o contra a parede mais próxima – Como é que ainda tens coragem de olhar para a Sakura?! Como é que ainda tens coragem de ser o seu namorado?!
-. Ahh... – o seu tom de voz ficou calmo – Então é por isso...
-. Como 'então é por isso'? – quase gritei, empurrando-o com mais força contra a parede – Tu traís a Sakura vez atrás de vez e ainda falas de maneira calma? Ela que sempre te foi fiel, ela que sempre esteve ao teu lado... – era difícil disser aquelas palavras, mas tinha que as disser, tinha que fazê-lo pela Sakura, pela sua felicidade.
-. Pelo contrário. – comecei a perceber um tom de rancor na sua voz – Ela é que me traí, dia após dia...!
-. Mentira! – disse, e apertei ainda mais o seu pescoço e notei como ele tinha cada vez mais dificuldade em respirar.
-. É... a mais... pura... verdade... – disse com dificuldade e eu apertei ainda mais o seu pescoço – Até estando... a... dormir... ela... trai... me... – o seu rosto estava completamente vermelho e eu larguei-o, deixando-o cair no chão como se fosse algo pesado que levava aos meus ombros.
Ouvi um grito histérico, como se eu fosse alguém que estivesse matando família a família e as mulheres gritavam de puro horror. Virei-me em direcção ao grito e vi uma mulher de cabelos loiros compridos e ondulados e de olhos ambares, assim como os meus, e com um longo vestido branco. Por mais incrível que parecesse, ela parecia um anjo. Ela correu em direcção ao meu primo, que ainda estava no chão, inconsciente, e virou os olhos na minha direcção, podendo ver as lágrimas que caiam pelo seu belo rosto.
-. Porquê? – ouvi a sua voz pela primeira vez, não sei porquê mas fez-me lembrar a voz da Sakura. Sakura... Nesse momento relembrei a razão pela qual estava aqui – Será que não lhe fez mal o suficiente? – o seu choro não parava e eu começava a entristecer-me, esquecendo que fora com ela que o seu priminho traíra a Sakura.
-. Eu não sei do que está a falar, mas eu estava a tratar de assuntos familiares com o meu primo. – respondi da maneira mais calma possível.
-. Sei... assuntos familiares. – disse enquanto marcava um numero no telemóvel (celular). Será que iria telefonar à policia? Reparei como ela colocava o telemóvel que devia ser dela perto do seu ouvido e esperava impacientemente – porque batia as pontas dos dedos numa das suas pernas – que alguém atendesse – Ah! Kamui! – gritou pelo telefone. Pelo menos não tinha ligado à policia, ou podia ter um conhecido na policia – Kamui, chama a ambulância, o 112, a policia, os bombeiros, chama o que tu quiseres, mas rápido! ... Inspira, expira... Estou mais calma agora... Sim, aquele entrou aqui e acho que matou o Weng... Ele está no meu colo com a cara toda vermelha... – a mulher que antes falava pelo telemóvel virou-se para mim – O que lhe fez? – perguntou-me.
-. Hã? – de repente comecei a suar.
-. Depressa! O que lhe fez para ele ficar assim? – perguntou de maneira apresada. Dava para perceber o quão nervosa estava.
-. A, apertei, o, o seu pes, pescoço...? – disse num tom baixo.
-. Ele apertou-lhe o pescoço! – a mulher praticamente gritou para o telemóvel – Inspira, expira, inspira, expira...! Não é altura de brincadeiras, Kamui! Vais ver quem é que vai ter um filho quando te vir à minha frente! ... Ok, inspira, expira, inspira, expira... Mas chega depressa! Inspira, expira... Beijos, vejo-te daqui a cinco minutos, né? ... Txau. – desligou o telemóvel depois de um longo suspiro. Virou-se para mim novamente – O meu noivo é médico e pedi-lhe uns conselhos enquanto ele não chegava com a ambulância. O principal que devemos fazer é coloca-lo direito no chão e deixá-lo. No momento em que ele respira, mesmo fracamente, significa que ele ainda está vivo, mas não podemos fazer qualquer pressão nessa zona, no pescoço.
-. Desculpe... eu... eu não queria mesmo... – ela interrompeu-me.
-. Matá-lo? – perguntou-me.
-. Sim. – disse com alguma dificuldade.
-. Ama-la, não é? – perguntou-me directamente e pela primeira vez com um doce sorriso, com um sorriso verdadeiro, parecido com um sorriso maternal.
-. Sim. – respondi quase sem pensar. Nós não podíamos estar a falar da mesma pessoa. Ela não podia saber.
-. Ela também o ama... – observou, disfarçadamente, o meu primo e a sua expressão ficou entristecida – É triste quando alguém não tem o seu amor correspondido. – disse, e eu arregalei os meus olhos, lembrando-me do que sentia pela Sakura – Ainda bem que já não estou tão nervosa. – tentou mudar de assunto assim como o seu tom de voz, que estava mais alegre – O meu noivo dizia sempre para inspirar e expirar, mas acabou por me comparar com uma futura mãe que estava prestes a dar à luz. Ora esta. – sussurrou o último num tom baixo e furioso e isso fez-me recordar alguns episódios com a Sakura, em que ela reagia da mesma maneira. Talvez sabia a razão de a ter comparado tanto com a Sakura a primeira vez que a vi. As duas pareciam idênticas, não de corpo, mas de alma.
Eu ri com o seu comentário, tentando mostrar-me agradável.
-. Você até parece um bom homem, retirando os seus problemas com o Weng, mas acredite, ele não tem culpa. – como eu gostaria de acreditar naquele anjo.
-. Eu sei o que vejo, e é no que eu vejo que acredito. – disse num tom frio.
-. É algo comum no ser humano. Acreditar naquilo que vê. Mas também existe a fé, acreditar sem ver. Também não pode acreditar na verdade acerca de uma pessoa se não a ver, se não a conhecer. Esse sim, é o problema do ser humano. Talvez a palavra 'guerra' não existisse no nosso vocabulário se as pessoas não fossem desconfiadas. – disse de uma maneira demasiado calma.
-. As pessoas têm que ser desconfiadas. É uma das básicas personalidades do ser humano. A desconfiança. Se não existisse, pessoas sem escrúpulos andariam a fazer o que quisessem pelo mundo e ninguém desconfiaria de nada. – disse.
-. Tem razão. – respondeu com o mesmo tom calmo – Mas eu acho que em guerras toda a gente desconfia de toda a gente, por isso há milhares de mortes inocentes em cada uma delas. E não podem fazer um juízo moral acerca disso, porque utilizaram uma personalidade básica do ser humano para a fazer. Assim como as leis universais humanas...
-. Mas essa é uma maneira diferente de ver isso... – iria começar uma nova discussão – deste quando é que estava a discutir com aquela mulher o sim ou não das pessoas serem desconfiadas? – quando ambos ouvimos a campainha.
-. Kamui! – ela gritou e pela primeira vez pude notar uma verdadeira alegria na sua voz. Acompanhei-a com o olhar até à porta, que ela abriu rapidamente, deixando passar dois enfermeiros e logo a seguir o que devia de ser o seu noivo, o médio. Sentindo-me um inútil – porque os enfermeiros não precisavam de ajuda para levar Weng até à ambulância – observei o homem que estava à frente daquela mulher com quem antes falara – tinha que perguntar o seu nome – com cabelos castanhos escuros num tom gasto, parecendo uma mistura de castanho e cinzento, e olhos azuis. Sim, apesar da distância dava para perceber a cor dos olhos. Reparei como davam um beijo e olhei para outra parte, querendo dar-lhes 'privacidade' – embora não tivessem muita naquele momento.
-. Então e o meu bebé? – ouvi a sua voz pela primeira vez.
-. Que bebé, qual quê! – ouvi a voz irritada da mulher pela segunda vez – sim, a primeira fora quando ele fizera aquela piada a ela sobre ter um bebé, e ainda falava em bebés. Será que eles seriam pais?
-. Bebézito! – chamou-o, observado a barriga da mulher. Talvez ela estivesse mesmo grávida.
-. Não! – disse – É impossível estar grávida e tu sabes muito bem.
-. Mas... podia acontecer um milagre... – continuava a observar a sua barriga e o seu tom de voz mudou para um carinhoso.
-. Só na noite de núpcias, só na noite de núpcias. – disse severamente, mas com um doce sorriso no seu rosto.
-. Sim... na noite... – mas foi interrompido – ainda bem que não fui eu que o interrompi, acho eu.
-. Kamui! Os enfermeiros já estão à tua espera! O Weng está muito delicado, tem que ir já para o hospital. – disse enquanto o empurrava para fora da casa – Não quer vir? – disse ao virar-se para mim.
-. Eu? – perguntei incrédulo. Fora eu que fizera aquilo. Como é que eu podia...
-. Claro, ou não... quer...? – eu corrigi-a rapidamente.
-. Claro, claro que quero. Até porque... fui eu que lhe deixei assim... – sussurrei a última parte, mas acho que ela ouviu.
-. Kotori! Andas... andas a... trair-me...? – ela observou-o de maneira seca. Como é que um anjo como aquele podia ter uma feição assim.
-. Sabes que é nestas altura que eu gosto de ti mais severo. – apenas respondeu-lhe. Ao ouvir a sua frase apercebi-me que o tal Kamui não parecia tão tonto, desculpem a expressão, engraçado como aparentava ser.
-. Eu sei. – a sua voz ficou mais grave – És o primo do Weng, Syaoran Li.
Eu apenas afirmei com a cabeça.
-. Vamos ver se é hoje que acabamos com esta história da carochinha... – disse num tom baixo antes de se virar e caminhar até a ambulância.
-. Não ligue! Eu conheço-o melhor do que ninguém e sei que ele não é alguém perigoso, se me estou a fazer entender.
-. Não se preocupe. – caminhei ao seu lado até à ambulância.
Agora estávamos os dois sentados numa sala de espera, à espera de novidades, como é lógico.
-. Esqueci-me de me apresentar. – ela começou – Chamo-me Kotori Monou e o meu noivo Kamui Shirou.
-. Acho que já sabem o meu nome, não é? – perguntei – De certeza que o meu primo falou muito de mim. – comentei entre dentes.
-. Não fale das coisas que não sabe. – Monou-san disse um tom severo, pouco habitual nela.
-. Eu pensei... – queria esclarecer aquela história de uma vez por todas.
-. Que eu era a amante do seu primo porque me vira com ele no centro comercial? Era isso que iria disser? – leu a minha mente.
-. Sim... eu já... não era a primeira vez que o via com... mulheres. – disse, tentando esconder o desejo de disser outra palavra.
-. A outra que talvez tenha visto seja a Karen-chan. – comentou num tom triste e virou um pouco a cara, evitando o meu olhar – Outra que não tem o seu amor correspondido... – sussurrou tristemente. Virou-se novamente e observou-me – Sabia que dois corações partidos podem ser curados ao estarem juntos?
-. Não. – disse, com medo de interromper o seu discurso.
-. Muitas vezes o final é assim quando o amor não é correspondido... – disse num tom baixo. Parecia transmitir tantos sentimentos só com aquelas palavras que uma ideia passou-me pela mente.
-. Por acaso você e o Shirou-san não... – mas ela interrompeu-me rapidamente ao perceber a minha pergunta.
-. Claro que sim! – respondeu, como se sentisse ofendida – Nós amamo-nos muito. Mas é que ao conhecer novas pessoas, e com elas novas faces da vida, acabamos por sair da nossa vida de sonho e termina-nos por viver com eles os seus dia-a-dia, por isso é que eu sei explicar estes tipos de sentimentos tão bem. O Weng-kun... a Karen-chan...
-. O Weng? – perguntei incrédulo. Ele tinha a Sakura, que mais podia desejar?
-. Sim... Mas acho que acabei por falar de mais, né? Ele ainda não disse nada. – comentou para si, mas eu podia ouvir muito bem – Apenas uma pessoa poderá disser-lhe a verdade...
Eu queria disser mais alguma coisa, mas ouvi passos, como se alguém corresse, e reparei que a Sakura acabara de entrar na sala de espera. Olhando para os lados, a primeira pessoa que ela viu fui eu.
-. Sakura. – disse, reparando como a Monou-san olhava na mesma direcção que eu.
-. Então... é ela? – consegui ouvir o seu sussurro.
Sakura POV
Tinha acabado de saber que o Weng estava no hospital, mas porque seria? Acho que levei o maior susto da minha vida – até porque ele era a última pessoa que esperava ver naquele hospital – quando vi o Syaoran (pausa) sentado (pausa) ao lado de uma (pausa) mulher?
-. Sakura. – ouvi a sua voz. Parecia que ele tinha sido apanhado de surpresa. Talvez a minha história da tarde não era apenas uma história de ficção. Talvez... fosse real?
Caminhei na direcção em que eles estavam sentados, mas antes de me aproximar, eles próprios se levantaram e aproximaram-se.
-. Kamui... – ouvi o sussurro daquela mulher e reparei no homem vestido de branco que acabara de entrar naquela sala. Reparei como o seu rosto estava triste. Talvez o médico fosse o marido e ela a esposa infeliz e o Syaoran a sua alma gémea. Agora a minha história fazia sentido!
-. Como está? – desta vez ouvi a voz do Syaoran. Talvez ele era amigo do marido e apenas estava a cumprimentá-lo.
-. Bem... - disse friamente e eu realmente pensei que o marido já desconfiava da traição da esposa. Pela primeira vez vi os seu olhos azuis – Senhorita... Kinomoto? – perguntou. Como é que ele sabia o meu apelido?! Será que o Syaoran tinha falado de mim? A minha intuição previa sarilhos e dos grandes!
-. Sim? – disse e corei ao ver que era o centro das atenções.
-. O Senhor Li pediu que a acompanhasse até ao seu quarto assim que chegasse. Precisa de conversar consigo. – ele observava a sua esposa enquanto dizia aquelas palavras – Acho que a história da carochinha terminará hoje...! Siga-me.
Eu não percebi essa coisa da 'história da carochinha', mas algo dizia-me que iria descobrir já.
Segui-o, sem antes dirigir um último olhar ao Syaoran. Percurri os enormes corredores de paredes brancas, sempre observado as costas do médico que estava à minha frente. Andamos durante mais algum tempo até que ele parou de repente e eu quase batia com o nariz nas suas costas, pelo menos consegui parar a tempo!
-. Ele está aqui. Pode entrar que eu irei tratar de outros assuntos. – disse com a mesmo voz grave e continuou o seu caminho sem olhar para trás.
Toquei à porta e esperei ouvir a voz de Weng no outro lado dela. Ouvi um fraco “entre” e abri a porta, vendo Weng deitado na cama de hospital. O seu rosto não parecia muito feliz e pensei que estivesse em sofrimento.
-. Sakura... – ouvi a sua voz – Já... não consigo aguentar mais... simplesmente não consigo.
Fiquei um pouco à 'nora' por não perceber o que ele queria disser com aquela frase e perguntei-lhe – O que... queres disser com isso? – consegui articular.
-. Não aguento mais... viver em mentiras. – disse-me e eu continuei sem perceber o significado das suas palavras – É melhor... terminar-mos. – disse lentamente, mas nem sequer tive tempo de racionar pois a palavra 'terminar' era demasiado exagerada para mim.
-. Terminar?! Porquê? – disse, quase histérica.
-. Sakura... eu não aguento... – foi a sua única resposta.
-. Não aguentas? – perguntei, quer disser, gritei – Porquê? Eu não sou bonita? Não gostas mais de mim? Apaixonaste-te por outra mulher? Eu sou uma chata? – não conseguia parar de fazer perguntas desnecessárias e ele parecia negar em resposta a cada uma delas.
-. Simplesmente, não aguento. – disse.
-. Mas porque razão não aguentas? – quase gritei. Só faltava puxar os meus próprios cabelos.
-. Tu não me amas... – acabou por disser.
Hã? Onde é que ele tinha tirado essa? Quem é que lhe tinha dito que eu não o amava? Eu amava-o, amo-o e amarei! Sempre!
-. Eu amo-te! – disse, aproximando-me à sua cama com algum nervosismo.
-. Então, se me amas, olha nos meus olhos e diz 'Eu amo-te, Weng Li'. – disse-me com um olhar carinhoso.
Eu observei os seus olhos âmbares e comecei a disser – Eu amo-te, W, W, We, We... – por mais que eu queria disser o resto, parecia que o seu nome estava entalado na minha garganta e acabei por não conseguir dize-lo.
-. Vês. – sorriu-me docemente – Tu não me amas. Agora experimenta 'Eu amo-te, Syaoran Li'. – disse-me com o mesmo sorriso. Eu surpreendi-me com as suas palavras. O que ele queria disser com isso? Claro que eu não amava o Syaoran, eu amava a ele, o seu primo!
-. Eu amo-te, Syaoran Li. – o seu nome saiu tão abertamente dos meus lábios que até dei um pequeno grito. Continuava a encarar o Weng, e este ainda mantinha o seu sorriso.
-. Vês? – disse-me – Tu olhas para mim e vês o Xiao Lang. O teu coração já sabe, apenas a tua mente não quer encarar essa realidade.
-. Não pode ser...! – sussurrei. Olhei para o Weng em pânico e o seu sorriso continuava na sua cara – Não pode ser...! – continuei a repetir.
-. Eu tentei aguentar, pensando que algum dia me amasses por mim mesmo, mas cada vez era pior. Não consigo aguentar mais mentiras, se o teu destino é estares eu seu lado eu... eu... terminarei... tudo... entre nós. – disse fracamente. Eu podia notar a tristeza nos seus olhos e isso entristecia-me.
-. Não... pode... ser...! – tinha os olhos arregalados e ambas mãos na cara, estava a entrar em pânico, era verdade – Ele é meu amigo... e eu sempre gostei de ti... quando te vi pensei que fosse amor à primeira vista... não, não... isso não pode ser verdade...!
-. Sakura... – sussurrou, continuando com o seu sorriso.
Eu estava em pânico total. Saí do quarto e caminhei sem rumo. Não podia ser, era impossível! Eu não amava Syaoran Li, tinha sido apenas uma coincidência! Sim! Aquele amor não era mesmo de amor, mas sim de amizade! Era isso, essa era a razão para o ter dito tão abertamente! A parecença entre Weng e Syaoran não tinha nada a ver com isso. Nada!
Acabei por chegar à sala de espera e tentei acalmar-me antes que estivesse no campo de visão do Syaoran. Se ele me visse agora talvez teria uma má reacção e isso era o último que eu queria agora.
Sorri e aproximei-me às únicas pessoas que estavam naquela sala.
-. O que ele queria disser-te? – era impressão minha ou o Syaoran estava nervoso?
-. Nada de mais. – disse indiferente. Senti que alguém me observava e reparei na mulher que antes tinha visto, mas só agora é que eu estava a prestar mais atenção nela. Era incrivelmente bonita!
-. Ah...! – o Syaoran pareceu perceber que nos encarávamos – Esta é a Kotori Monou. Monou-san esta é a Sakura Kinomoto. Acho que também não foi preciso apresentá-la, né? – percebi que a última parte era direccionado à Monou-san.
-. Prazer. – sorriu-me abertamente – Fazem um bonito casal, sabiam? – perguntou como se fosse a coisa mais natural do mundo, mas naquele momento o silêncio reinava aquela sala – Oh! Desculpem! Eu não queria que levassem a mal.
Syaoran continuava com a vista desviada da minha e eu apenas queria sair dalí – Desculpem, mas eu volto já.
-. Vai ao W.C.? – perguntou-me Monou-san e eu apenas pude afirmar com a cabeça. Eu não a queria levar atrás, tinha mais que pensar. Sim, iria para o W.C. pensar! A minha cabeça estava uma confusão e Monou-san só iria atrapalhar. Mas apenas para ser simpática acompanhei-a, ela, não iria ficar lá para sempre, né?
Entramos na W.C. feminina e eu parei à frente do espelho. Abri a torneira e água escorria-me pelas mãos. Apanhei um bom bocado e coloquei-o na minha cara. Fiquei algum tempo com as mãos na cara, ainda molhadas pela água. Nesse momento pelo menos podia pensar um bocado e não me importar com a minha expressão ou até se eu chegasse a chorar. O único som audível era o da água a correr pela torneira. Iria ficar com as mãos mais algum tempo na minha cara, mas ouvi a sua voz.
-. O Weng contou-lhe? Falou-lhe sobre os seus verdadeiros sentimentos? – perguntou com uma voz suave.
-. O quê...? – perguntei surpreendida. Como ela sabia?
-. Eu sou amiga do Weng. – disse tristemente – Já conhecia esta situação à algum tempo. Hoje o Weng teve alguns problemas e tive a oportunidade de conhecer o Li-san. Eu não mentia quando disse que vocês faziam um belo casal.
-. O quê...? – repeti.
-. Eu percebo o quão confusa deve estar neste momento, mas... – ela aproximou-se e tirou as minhas mãos da minha cara, segurando com as suas logo a seguir – ... há algo dentro de você que lhe diz que o Weng tem razão. Estou certa? – disse com um doce sorriso, e continuando a segurar-me com ambas mãos.
-. Sim... – eu confessei – Eu sinto-me confusa... enquanto a minha mente diz que o Weng não tem razão, o meu coração diz para lhe dar ouvidos.
-. E qual dos dois mais confia? – perguntou-me.
-. O quê? Está a querer disser que agora é uma boa altura da disser a frase 'ouve o teu coração'? – perguntei.
-. Chegas-te mais rápido do que eu pensei. Sim, também dás razão a essa frase. – perguntou-me.
-. Sim. – respondi, era verdade que sempre tinha ouvido o meu coração primeiro que mente. Era por isso que estava a namorar o Weng, porque senão ainda estava solteira.
-. Então, neste caso também vai ouvir o seu coração primeiro que a mente? – perguntou-me.
-. É isso que me faz confusão! – confessei – Por um lado podia ouvir o meu coração: eles são tão parecidos, e todos os humanos erram. Por outro lado podia ouvir a minha mente: o Syaoran é apenas meu amigo, eu não poso estar apaixonada por ele! E estou mais virada para a razão da minha mente...
-. E se ele te amasse? – perguntou-me e eu arregalei os olhos no momento a seguir.
-. Não... isso não é possível... – tentei confesse-la – Ele é o meu melhor amigo, e se ele sentisse algo de certeza que eu saberia!
-. E se ele está apenas ao seu lado como amigo porque pensa que você se afastaria dele ao saber os seus verdadeiros sentimentos? – perguntou-me e a minha resposta foram repetitivas negações com a cabeça.
-. Impossível, impossível! Eu nunca me afastaria dele... por isso... – exclamei.
-. Será? – ela perguntou-me – Será que é por isso que ele nunca te disse o que realmente sentia por ti?
-. Não... – sussurrei – Isso não pode ser verdade...
-. O que irás fazer, Sakura Kinomoto. – eu observei-a e a única que eu queria era ser abraçada.
Abraçada enquanto chorava nos braços de Monou-san. Sim, ela parecia bastante maternal...
Sabia que, seja qual fosse o que eu escolhesse, apenas queria ser feliz...
Feliz para Sempre...
Alguns messes depois...
-. Declaro-vos marido e mulher. Pode beijar a noiva.
Acreditem! O dia mais feliz – ou um dos mais felizes – da minha vida é hoje! Agora sou oficialmente 'Sakura Li', já estava a acostumar-me com esse apelido no meu nome, só não sabia que iria casar com o outro primo.
Fora da igreja vejo várias caras conhecidas, apenas uma não está presente...
Conheci a Karen-chan! Ela é tão querida! Mesmo não sabendo muito da sua vida – pelo pouco tempo que estivemos juntas – sei que ela teve uma triste vida. Só espero que ela seja feliz ao lado do Weng. Sim! Eles tiveram que fazer uma viagem de última hora, para preparar algumas coisas do casamento que seria em Hong Kong, onde os dois nasceram. Era bom saber que o Weng iria viver feliz, mesmo que não fosse com a mulher que ele realmente amava.
-. Sakura-chan! – senti alguém abraçar-me carinhosamente e pude notar quem era.
-. Kotori-chan! – disse com uma 'gota' na testa.
-. Parabéns! Como é sentir-se casada com o homem que amas? – perguntou-me carinhosamente, como sempre fazia.
-. Acho que estou casada há um minuto. Ainda não sinto a diferença. – disse.
-. Vais ver! É maravilhoso! – disse, ou melhor, exclamou – É tão maravilhoso que me dá vontade de chorar...! – e começou a chorar no meu ombro. Acho que já estava habituada com as suas mudanças. Num segundo podia estar a chorar, no outro a seguir podia estar a rir. Coisas de grávidas!
-. Kotori! – ouvi o suspiro de Shirou-san, de certeza que ele está mais habituado que eu – Lá estás tu a chorar novamente, sabes que eu não gosto disso.
-. E tu sabes que eu não posso controlar. – começou a dar socos no ombro do marido.
-. Au... – exclamou baixinho, enquanto a mantinha abraçada – Agora estás zangada!
-. É melhor começar a ter cuidado quando a Sakura estiver grávida. – comentou o meu marido.
-. Eu ainda estou aqui. – disse secamente.
-. Claro, claro! – riu com algum nervosismo – Sim Sakura, tens toda a razão!
-. Quando é que a cegonha irá vos visitar? – agora, Kotori-chan, estava mais calma.
-. Talvez daqui a nove messes... Quando mais depressa melhor, né? – perguntou para o Shirou-san.
-. Claro! Passei tantos anos em sofrimento só para chegar aquele dia em que a minha Kotori me dizia 'estou grávida'! Ahh! O melhor dia da minha vida, quer disser... – virou-se para a Kotori-chan. Oh, não! Lá vinha uma declaração – ... deste que te conheci todos os dias foram os meus melhores dias da minha vida! – e como esperado, em resposta, ela começou a chorar. De certeza que quando engravidasse não ficaria tão sensível assim, né? A falar em gravidez...!
-. A cegonha só aparecerá daqui a nove messes se eu quiser! – lindo! A nossa primeira briga de casal, por causa de quando é que ia nascer o bebé? Ridículo!
-. Vamos ver se a cegonha não vai aparecer daqui a nove messes. – Syaoran olhou-me com um ar desafiador.
-. Vamos ver. – observei-o com o mesmo ar desafiador. Era nesta alturas que me lembrava da altura em que éramos apenas melhores amigos, também agíamos assim, e ainda continuamos a agir assim.
Nove messes depois...
-. Parabéns! É um rapaz! – ouvi a voz de Shirou e sorri. Tinha sido um menino...!
-. Pelo menos eu venci quando disse que o bebé iria nascer em nove messes. – o meu marido respondeu enquanto acariciava p bebé que lhe tinham dado.
-. Esqueceste-te que eu ganhei quando disse que iria nascer um rapaz e tu uma rapariga, por isso estamos empatados! – disse com voz fraca.
-. Acho que tens razão. – disse e senti algo húmido tocar a minha bochecha.
-. Obrigado por este lindo presente! – disse, beijando a minha testa suada.
Sorri alegremente e ouvi alguém bater à porta.
-. Será que eu poso entrar? – ouvi a voz da Kotori-chan. Ela aproximou-se da cama de hospital – Ohh! Tão fofo! Olha o teu novo amiguinho! – dizia, segurando um bebé vestido de cor-de-rosa.
-. Sim. – sorri – De certeza que eles se tornaram melhores amigos. – sussurrei.
-. Hey, hey! Não aproximes esse garanhão à minha inocente filha! – escudei a voz zangada do Shirou.
-. Lá vamos nós com a paternidade... – Kotori-chan suspirou e eu ri.
-. Ele só tem uns minutos de vida. Está descansado que ele não irá roubar a tua querida filha. – Syaoran disse – Só se ele herdou aqui do pai. Então ai... au! Sakura isso doeu! – belisquei-o no braço.
-. Pode estar descansado Shirou, porque eles serão apenas bons amigos, nada mais! – disse, observando o meu filho nos braços do pai.
-. Assim como nós? – ouvi o sussurro do Syaoran.
-. Quem sabe...! – comentei com um sorriso.
FIM
Terminado às 09:31:04 de 25 de Março de 2008
Notas de Autora: Desculpem pelo final apresado! Já repararam a que horas é que eu acabei-o, né? E como já não tinha mais nenhum pronto tive que acabar este hoje de amanhã para publicar a tempo!
Ah! Durante este tempo eu tive mais duas ideias para drabs – por isso não há problemas! u.u E espero que tenha gostado deste, com uma história levemente diferente!
Comentários:
Saki: Eu sou a Ying-Fa Kinomoto Lee! XD
Mas publico nos dois lugares, tanto no FF.N como no AS!
XD Até porque me fez confusão quando eu vi em que endereço dava o teu perfil e vi que eras a ‘sakura linda’, por isso perguntei!
Espero que tenhas gostado deste!
Beijos!
Nara-chan: Oi! o/
Obrigado!! n.n
Espero que tenhas gostado deste!
Beijos!
Jullytta Li: Desculpa mesmo pela confusão! /o\
Obrigado! n.n
Eu também não tenho um namorado! XD Já somos duas!
Como tu dizes-te que não te importas que a minha resposta seja pequena – era porque eu ia publicar, já tudo pronto, e reparei que me tinhas comentado, por isso tive que responder à presa – e eu não me importo que o teu comentário seja pequeno.
Sim, os rapazes nessa ‘altura’ são uma bocado ‘assanhados’. Por acaso, uma amiga minha – que é a história enorme que conto na primeira nota de autora – está a começar a desconfiar do namorado. Porque como ele é mais velho, e como ela própria disse – ‘deixa a namorada à sua espera em casa – porque ela tinha combinado com ele esse dia – porque ela não quer ir p-a-r-a-a-c-a-m-a – para não disser a palavra – com ele e vai ter com as suas amigas – agora este nome não posso disser porque é muito feio! u.u Estás a ver! E depois eu é que tenho que aturar o humor dela! u_uUU
Já agora, qual são os outros animes que gostas?
Beijos!!
Sakura Li: Não me estrangules! Eu prometo portar-me bem! (ò.ó)7
Desculpa pela história, é que ela não ia ficar assim! Y_Y Desculpa, desculpa! A primeira versão da história era que, depois de irem ao centro comercial, a Sakura ia para a casa do Weng e descobria que ele estava na cama com outra – como a música! XD E nesse momento o Weng contaria isso de ela, na realidade, gostar do Syaoran, só que com raiva! XD
Por acaso a continuação do drab passado passou-me de repente pela cabeça, porque senão nem o tinha escrito! XD
Né? Homens são homens, ou melhor, adolescentes são adolescentes! XD Muitas vezes isso acontece, né? Aqueles amores em que quando um desaparece é que o outro dá-se conta do tamanho do seu sentimento...
Sim, né? É aquela face em que eles começam a ficar tarados! XD Pelo menos era isso que dizia no fic da Mikki-chan. o.o
Eu tinha a impressão que ainda não sabias! u_u Eu sei que disse aí um monte de vezes, mas algo dizia que ainda não sabias! Pelo menos agora já sabes, né? Só espero que tenhas gostado dele mesmo com tantas alterações e até com o crossover de X1999! TTT_TTT
Yaaaa!! Tokyo TR – para ser mais curto! XD – 3! A primeira vez que vi foi um raw, sem legendas, mas quando vi que havia um em inglês estive a ler essa parte para perceber o que a Sakura dizia, mas não era nada de mais! u.u Uma pessoa fica triste! u.u Pelo menos podemos imaginar que esse será o futuro da Tokyo do nosso mundo! XD Mas é sempre fixe rever ‘aquela pessoas’ com a Sakura! As duas mesmo à frente uma da outra! Nada de imagens em manga, mas sim em ANIME, em MOVIMENTO!*_* Se for assim ‘obrigado CLAMP’, até porque agora tenho vindo a agradecer muito a elas por causa de outros trabalhos delas que eu descobri por artbooks! XD Estou na mania dos ‘artbooks’ agora! XD
Sim! XD Parece nas novelas em que eles estão a tentar prolongar o mais que podem, mas também na TP disseram que a Nanase Ookawa, que é quem cria as histórias, esteve doente e que agora tinha voltado para o trabalho e ia recuperar-se pouco a pouco. Talvez esta lenga lenga seja só para lhes dar algum tempo às CLAMP.
Bem... o meu deviantart? É que eu nunca utilizo ele... ou melhor ainda não utilizei... XD Tenho vindo a adiar a adiar... acho que tenho que começar a pegar nele, né? Mas enquanto isso não acontece – eu dou-te assim que estiver alguma coisa lá, ou podes ir procurar pelo meu nome ‘Ying-Fa-Lee’ – eu dou-te este deviantart que deve ser mais fixe. Ainda não o vi, quer disser, só vi uma imagem! XD – mas o nome da autora ‘prendeu-me’ e eu já conhecia outros trabalhos seus – sem ser fanfics. Um aviso antes de o dar... eu não sei que tipo de imagens tem lá mas talvez encontres umas ‘não desejadas’, só talvez, ou então pode ter o endereço do seu blog e aí acho melhor não veres. Quando eu fui lá ver, porque numa das suas notas de autora falava sobre ele, quase apanhei um susto com a primeira imagem que apareceu! E nem tive coragem de observa-la! TT_TT Eu posso escrever, mas não quer disser que esteja a imaginar aquilo que ela escreve. Eu avisei! Mas há outras imagens bem fofas de SxS e eles parecem bem parecidos aos da CLAMP. Pensas o quê? Ela sabe escrever bem e sabe desenhar bem! XD Chega de blá, blá, blá e aqui está ele
http://chocolate-con-menta.deviantart.com/
e cuidado com o que está lá dentro – vou ver a ver se é perigoso! XD
Txau e beijos!!!
PS. Já agora dou-te o perfil dela no FF.N
http://www.fanfiction.net/u/969113/ChoCoLaTe-CoN-MeNTa
Espero pelos vossos comentários! Irei responder a TODOS no próximo drab!
Cliquem no ‘GO’, porfa! (é a mesma coisa que disser ‘por favor’! XD)
Matta ne!
Chus...
Sakura Lee
PS. Ainda tenho que escrever os seguintes drabs... ahh! Trabalho! E a escola já começa para a semana...! OoO
[04/03/08] Lua Cheia
[11/03/08] Traições
[18/03/08] Dia dos mil e um acontecimentos
[20/03/08] Dano
[26/03/08] Amor Invisivel
[04/04/08] Amor Impossivel - Parte I
[04/04/08] [Sakura Card Captor] Colecção de Drabs de SxS - Amor Impossivel ...
[26/03/08] [Sakura Card Captor] Colecção de Drabs de SxS - Amor Invisivel
[20/03/08] [Sakura Card Captor] Colecção de Drabs de SxS - Dano
[18/03/08] [Sakura Card Captor] Colecção de Drabs de SxS - Dia dos mil e um...
[11/03/08] [Sakura Card Captor] Colecção de Drabs de SxS - Traições
[04/03/08] [Sakura Card Captor] Colecção de Drabs de SxS - Lua Cheia
[07/11/07] [Sakura Card Captor] Almas Gémeas - A decisão
[07/11/07] [Sakura Card Captor] Almas Gémeas - Sonhos e Verdades
![]()
