MIT DIR
Chiisana Hana
Beta-reader: Nina Neviani
Co-autoria deste capítulo e consultoria para assuntos asgardianos, dramáticos e geográficos: Fiat Noctum
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PRÓLOGO
– Não vou deixar você partir. – Hilda diz, segurando ternamente a mão de Siegfried. Sua outra mão acaricia os cabelos do guerreiro-deus.
O Guerreiro-deus de Dubhe utilizara um recurso extremo ao subir ao céu com Sorento. Agora retornara à terra, seu corpo despencando com violência nas proximidades do palácio Valhalla. Hilda acabara de encontrá-lo. Siegfried traz no corpo as marcas da batalha, bem como as da queda. Seus cabelos claros, agora emolduram seu rosto de vermelho. O sangue marcara sua pele alva em um caminho rubro das orelhas ao queixo, consequência dos tímpanos destruídos. Tem ferimentos profundos no peito e traz ambas as mãos ensangüentadas, os dedos inchados, rígidos. Os olhos desfocados parecem fitar Hilda.
– Não adianta mais, Hilda. – Freya diz, consternada. –Ele já está morto. Já estão todos mortos.
– Não! Odin não pode ser tão cruel! Nunca vou permitir. Odin, meu senhor, não permita que ele morra por uma fraqueza minha. Não permita que nenhum guerreiro-deus morra. Por favor. Por favor, Odin! Ouve minha súplica!
– É a realidade, irmã. Eu já mandei recolherem os corpos. Precisamos ao menos lhes dar uma sepultura digna.
– Senhora! Senhora! – um dos soldados do palácio se aproxima gritando.
– O que foi dessa vez?
– Eles não estão mortos, senhora!
– O que está dizendo?
– Estou dizendo que não estão mortos. Ainda não. Fomos recolher os corpos e os encontramos ainda vivos. Mas se não receberem os cuidados necessários, morrerão em bem pouco tempo.
– Por Odin! O que eu posso fazer?? Não acredito! Temos que encontrar um jeito de levá-los até o hospital mais próximo
– Hilda, eu sei o que fazer.
– Fale logo, Freya.
– Há um grande helicóptero pousado lá embaixo. Foi esse helicóptero que trouxe a srta. Kido e os cavaleiros do Zodíaco. E há dois outros menores, que trouxeram o Dragão e as duas amazonas. Vamos até lá. Não acho que o os pilotos se recusarão a nos ajudar. E você, soldado, junte os outros e leve os guerreiros-deuses para lá.
– Sim, senhora! – o homem responde, para depois sair em disparada.
– Eu vou conseguir salvá-los. De um jeito ou de outro. – Hilda afima, ainda segurando a mão de Siegfried, que agora está sendo posto numa espécie de maca pelos soldados. Hilda, Freya e os soldados que carregam Siegfried descem em direção ao local onde os helicópteros estavam pousados.
Os demais soldados seguem pelo lado oposto para recolherem os outros guerreiros-deuses.
Perto do palácio, encontram Shido e Bado caídos na neve, o guerreiro de Alcor com a cabeça sobre o abdômen do irmão gêmeo, formando um T na neve. Ambos estavam feridos e da cabeça de Bado descia um grosso fio de sangue, agora já congelado.
Na floresta próxima ao palácio de Valhalla, os soldados encontram Alberich, sem ferimentos aparentes, provavelmente com hemorragia interna. O gelo já começava a cobri-lo. Os soldados hesitaram. Àquela altura todos já sabiam que ele pretendia tomar o lugar de Hilda. Penalizados, resolveram que Megrez merecia ao menos a chance de sobreviver.
Seguem adiante à procura de Mime. Nas ruínas de uma casa abandonada, encontraram-no deitado no chão de pedra, sem armadura, uma neve fininha começando a se acumular sobre ele. Como Alberich, também não possui ferimentos aparentes, apenas um filete de sangue escorre no canto da boca. Cristais de gelo se formaram em seus cílios , a pele está muito pálida e a expressão em sua face é tranqüila como a dos que morrem dormindo.
Haguen , que tinha sido enterrado por Hyoga, é motivo de discórdia entre os soldados que não querem desenterrá-lo. Ao final, decidem levá-lo até Hilda para que ela e Freya vejam que tinham tentado salvar o guerreiro-deus de Merak. Ao abrirem a cova rasa onde ele tinha sido sepultado, surpreendem-se ao encontrá-lo ainda vivo, porém em estado gravíssimo.
– Como pode estar vivo depois de tanto tempo sob a neve?– indaga-se um soldado.
– Só pode ser um daqueles milagres inexplicáveis. – o outro responde.
– Que seja. Levem ele embora, ainda vamos buscar os demais.
Mais abaixo, no fundo da cachoeira congelada, encontram Fenrir. Alioth havia sido retirado de baixo da neve por seus lobos, tinha os lábios roxos, as feições pálidas como as de um cadáver - o que, de certa forma, era - os dedos rijos, as pálpebras congeladas sobre os olhos. A violência da avalanche provocada por Shiryu quebrou-lhe ambas as pernas na altura das coxas, uma delas com exposição do osso. Dois soldados recolheram-no, um pouco enojados com a visão da fratura exposta. Os demais seguiram adiante para buscar Thor.
Já bem próximo de onde os helicópteros estão, os soldados encontram o guerreiro-deus de Fekda também ainda com vida. Está deitado de bruços sobre a neve já tingida de vermelho. Um fina camada de gelo depositou-se sobre seu corpo. Viram-no com cuidado. Seu abdômen tem uma grande lesão aberta, com sangue congelado, e um grosso filete de sangue escorre pela boca. Respira com dificuldade e os soldados acham que morrerá antes de chegar aos helicópteros.
Nos helicópteros, Hilda tenta convencer os pilotos.
– Mas a srta. Kido, onde está? – o piloto do helicóptero maior indaga.
– Ela e os cavaleiros foram lutar num lugar chamado Templo Submarino. – Freya explica.
– Eu não posso sair daqui sem a srta. Kido. Não tenho autorização para isso.
– Por favor! São oito vidas que o senhor pode salvar! Basta levá-los ao hospital mais próximo! Tenho certeza de que a senhorita Kido aprovaria!
Os pilotos concordam em levar os guerreiros-deuses para Narvik, cidade mais próxima, na Noruega. Hilda segue num dos helicópteros menores com Siegfried e Mime. Freya no outro com Haguen e Alberich. No helicóptero maior, Thor, Fenrir, Shido e Bado. A viagem é longa e dura. Aqueles em pior estado chegam agonizando ao hospital, sendo imediatamente encaminhados para a emergência. Para Freya e Hilda resta apenas rezar e esperar que Odin ouça suas preces e salve as vidas dos guerreiros-deuses.
Continua...
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Oi pessoas!
Finalmente eis a side de Asgard! Aqui vamos ver o que acontecia nas terras geladas enquanto os fatos de O Casamento e de Sorrisos, Segredos e Enganos se desenrolavam, até chegarmos à festa de casamento que é onde todas as histórias se tocam.
Tive que rever todos os episódios de Asgard, pois não lembrava dos detalhes! E não foi nenhum sacríficio já que adoro essa Saga! Foi tão bom rever meus dragões lutandooooo! Ai, ai, ai! Eu e minha tara por dragões! Hehehehehe!
Meu muitíssimo obrigada a Fiat Noctum por tudo, tudo, tudo!
E eu a Fiat consideramos que Asgard fica em algum lugar na ilha de Svalbard, pertencente à Noruega. Narvik é a cidade mais próxima.
Até o primeiro capítulo!
Chiisana Hana