Disclaimer: Death Note não me pertence. Este está protegido por direitos autorais (Tsugumi Ooba e Takeshi Obata). Se fosse meu, o Raito não faria tantas burradas.
Um dia sem você
Há! Pensei que ganhar do Near seria uma coisa legal, mas já ganhei. A polícia japonesa é inútil, o 2° L burro e o Near ingênuo demais. Tenho o caderno da morte, um olho e um Shinigami. A vida aqui é entediante, Kira não aparece e só deixa mais rastros.
Hoje todos saíram. Informações não voam por aí, principalmente depois da morte do Comissário Adjunto.
Em um novo esconderijo e a morte do presidente dos E.U.A., estamos na frente. Não tenho televisão e nem computador, só você.
- Você... Você? Droga! Nem abri já acabou. Assim não dura nada. Shidoh! Aparece! Desgraçado, agora eu vou ter que procurar. Meu armário... nada? Sala. Cozinha... Nem na cozinha. Nã-não. Ac-acabou. Banheiro... Lavanderia... Sofá... A priva- Não seja idiota, privada NUNCA! Foi ele. SHIDOH SEU DESGRAÇADO!!! DROGA! – nessa hora Mello já estava descontrolado, tudo jogado pelo chão. Era de um gênio insistente e de curtíssima paciência, quando estourada ficava mais nervoso do que já era e fazia tudo que achava certo, TUDO. – Eu te acho Shinigami. Ele... Dono, olho, caderno da morte; ele foi com o Jack. He, He! Shinigami esperto. – pegando o celular, ele o joga no sofá no mesmo instante. – Pedi para o Rodd que não deixasse ninguém carregar um celular, nem mesmo ele. Aquele Shinigami sabia que só ficaria eu aqui. Como desculpa deve ter usado esta: você possui o olho de Shinigami, então irei te seguindo para ter certeza que você não irá fazer alguma burrada. Tendo assim, para nós dois, a confiança do Mello. Pelo menos fica longe de mim. Kira tem um shinigami mais útil e que saiba lidar com as perguntas dos humanos e, claro, que saiba todas as regras do caderno.
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Alguns dias atrás, em um lugar que Mello não tem a menor idéia...
- Ryuuku, quem é o atual proprietário do caderno que meu pai escondeu?
- Hein?! Ahn... Pela lógica, acho que é Soichiro... Não espere... Você não abriu mão do direito de propriedade daquele caderno, abriu? Mas, mesmo não tendo feito isso, como já faz muito tempo que o caderno está com ele. Será que, neste caso, o direito muda...?
- Talvez tivesse sido melhor que Remu estivesse viva...
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Mello ficou a olhar o chão sentado de seu jeito no sofá com a cabeça torta e o dedão encostado de leve em seus lábios. Seus orbes estavam perturbados e nostálgicos; não gostava de ficar sozinho por muito tempo. Não podia mandar, humilhar nem descontar sua raiva. Começou a se lembrar do seu passado
FLASHBACK ON –
Lembrou-se do dia que Near o chamou de sentimental, depois que Mello confirmou que seria o sucessor de L. Após o xingamento só se lembra de ter pulado no pescoço do menino de cabelos brancos que se manteve calmo. Poucos minutos depois, começou a ficar mais branco que seus cabelos; a voz de uma menininha escoou pelo orfanato à procura de Roger. Um senhor entrou na sala e se pôs a tirar Mello do pescoço de Near. O loiro encarou os olhos de Near e viu que este estava zonzo, percebera em seguida o que fizera. Correu deixando todos atônitos para trás, entrou na primeira porta que viu. Era a cozinha; abriu o armário á procura de algo para comer, achou uma pequena caixa. Quando abriu visualizou sete barras de chocolate. Pegou uma e experimentou.
Mello escondeu a caixa em um esconderijo que criou em seu quarto. Ele começou a observar os caminhões que chegavam carregados de mantimentos. Três caixas grandes e cinco pequenas saíram dos caminhões. Com o tempo foi se viciando, não vivia mais sem o chocolate.
Roger, um dia, o flagrou tirando uma caixa de seu esconderijo. Comentou com Watari sobre os chocolates, achando que já era um vício de Mello. O braço direito de L permitiu ao menino comer chocolates mais delongas; na idade de Mello, sete anos, comer doces também já havia virado vício para o seu protegido.
- Parece que o senhor Mello também tem algumas manias.
- E quais seriam estas? – perguntou friamente um menino de cabelos pretos rebeldes, sentado de um jeito peculiar.
- Uma delas é não parar de comer chocolates.
- E o Near? – perguntou interessado.
- Gosta muito de brinquedos. Na maior parte do dia está brincando sozinho.
- Idade.
- Seis para sete anos de diferença.
- Estão com sete anos de idade. Ainda novos para escolher.
FLASHBACK OFF –
Uma lágrima riscou o rosto do loiro que foi logo limpada. Fácil saber o que o rapaz sentia, principalmente a raiva, mas difícil saber o que ele pensava sobre os sentimentos. O sentimento mais íntimo de Mello era a solidão, a tristeza de ter sido abandonado pelos pais e, por seu pensar, por L. O tal sonho de ser o primeiro era, também, para ser notado e ficar rodeado de pessoas o admirando e perguntando como conseguiu, tudo que Near tinha. Estudava dia e noite sem parar, varava as noites; mas sempre era o segundo. O sonho se tornou em ambição que se tornou em obsessão. O sonho de suceder L se tornou mais intenso por o mesmo ser conhecido mundialmente e ser o primeiro.
Saiu do transe e então percebeu que não só uma, mas várias lágrimas riscaram seu rosto o deixando com um tom de pele rosado. Seus olhos se estreitaram, tirou e jogou suas luvas no sofá. Entrou em seu quarto e pegou sua toalha de banho e uma roupa íntima. Na hora em que estava pronto para colocar o primeiro passo para fora do quarto, olhou para trás e fitou um quadro do lado de seu armário. Tirou o quadro do lugar e abriu um cofre que estava atrás do primeiro, uma caixa foi tirada e aberta, revelando sete barras de chocolate. O rapaz pegou uma e deu uma mordida.
FLASHBACK ON –
Roger: MELLO!
Mello: De qualquer forma, Roger, eu estou perto de completar quinze anos. Vou viver do meu jeito.
Mello entrou no seu quarto que dividia com Near e outro garoto, este que estava deitado em sua cama.
??: Arrumando a mochila por que?
Mello: Tô indo embora.
??: Ah. Pula, pula caramba. – o barulho de um vídeo-game era o único som que se fazia ouvir. – Peraí, o que? Não me diga que te adotou, né.
Mello: Não seja idiota. To indo porque vou capturar o Kira sozinho.
??: Ué, mas e o L?
Mello: Ele morreu.
??: Mor-morreu, mas como? Quem é o sucessor?
Mello: deixei que o Near fosse.
??: Mas... Ops, perdi uma vida. Não era você que queria ser o número um? Desistiu?
Mello: Quantas perguntas. Eu vou capturar o Kira do meu jeito e provar que eu tenho o direito de ser o número um. E quando isso acontecer... vou ficar esperando lá, a chegada de Near.
??: Bem convincente. Pena que eu não posso ir... com você. Não era pra você colocar a roupa na mochila em vez de tirá-la, um... fundo falso na sua cama? O que tem nessa caixa? Você tirou tudo da mochila pra colocar uma caixa?
Mello: Notícias você vai ter de mim só quando eu conseguir capturar Kira. Até lá, adeus.
??: Droga, game over. Ajuda, estarei á disposição. Se encontrar alguma loja de games em qualquer lugar, entre. Talvez eu esteja lá com uma caixa de cigarros. Quando eu for maior, quero fumar uns cigarrinhos.
Mello pega sua mochila e atravessa o quarto até ficar de frente para a porta aberta. Parou quando a voz o perturbou novamente.
??: A blusa. Antes morrer de parada cardíaca do que de gripe. Fase quatro, todas as vidas intactas. – o garoto apontou para a cabeceira da cama do loiro onde havia uma jaqueta branca. – Boa sorte. Fase cinco.
Mello: Eu não vou morrer nas mãos de Kira. – a chuva caía e por ela, Mello andava sem olhar para trás. –
Do meu jeito...
Near: Onde está o Mello? – perguntou só para confirmar se o que último falou era verdade, também tinha certeza de que era.
??: Oras, foi embora capturar Kira.
Não se ouviu nada de Near. O garoto andou em direção a uma caixa que continha um quebra-cabeça. Já na sala começou a montá-lo com um olhar triste. Tinha perdido um amigo que admirava.
FLASHBACK OFF –
Dormira ali, com a barra de chocolate na mão. Nem se lembrava mais de qual foi a última vez que dormiu.
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Jack: Chefe, dormiu.
Rodd: Hein? Cadê ele? O cara dormiu mesmo.
Jack: Acorda? Afinal, é melhor não acordar; ele está à uma semana e meia sem dormir.
Rodd: é. Deixa ele dormindo, assim acalma um pouco os nervos dele. Jack, o Greg não foi comprar mantimentos? Você avisou o Mello, né?
Jack: Avisei sim. Deve ter esquecido ou nem deve ter ouvido. Pela caixa aí na cama...
Rodd: Avisou o dia?
Jack: Avisei. Sete de novembro é hoje. Eu avisei, não é Shidoh? – o último já estava pegando a barra de chocolate nas mãos do desacordado. – Credo, to até conversando com o Shinigami. Nem sei quem dá mais medo, o Mello ou ele.
Rodd: Tem medo de um adolescente, Jack?
Jack: Ele não é um adolescente comum, chefe.
Rodd: Ta, tem razão. Agora vamos antes que ele acorde e de mau-humor.
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Mello acordou no mesmo dia, de noite, assustado, não por ter tido um pesadelo, mas por ter dormido. Saiu em disparada para cozinha. Abri o armário e viu muitas caixas de chocolate. Olhou por uma câmera ali presente e viu que Shidoh estava de guarda.
Mello: Era tudo um sonho? Pensei que era tudo verdade. – Mello voltou ao quarto e viu sua caixa reserva aberta. – Urrghh... SHIDOH!
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Pareceu um pouco forçado, né?
Espero que tenham entendido a fic.
Ja ne.
Kodoku mo shiranu trickster