Notas da autora: Nunca vi ninguém cometer suicídio, não quero ver e muito menos quero tentar isso, foi apenas uma idéia pra história. A fic foi classificada +16 por eu considerar o tema “morte” como algo complexo para algumas pessoas. Então se não gosta do assunto sugiro que não leia.
“Mortos são invisíveis, mas não ausentes.”
Cansada e inconformada com o que o destino lhe reservara, decidiu por um fim a todos os seus problemas. Uma decisão que mudaria toda sua vida, ou pior, que acabaria definitivamente com ela.
Era uma bela garota, com seus 15 anos, estudante do 1º ano colegial, dona de um belo corpo, cabelos negros como a noite e olhos acinzentados que brilhavam tanto quanto a lua, a pele alva devido ao pouco contato com o sol. Além disso, era muito inteligente, falava pouco, mas tinha uma voz muito marcante e profunda e era extremamente tímida. Seu nome era Amy.
Tinha quase tudo para ser uma garota popular ou talvez um pouco conhecida, mas não era. O destino a agraciara com o dom da solidão... Ou seria uma praga? Não que ela o quisesse, mas não se pode escolher um dom. Você já nasce com ele.
E quando você pensa que algo não pode piorar... tenha certeza que pode.
Aquela seria a noite ideal. Pois o dia tinha sido arrasador. Não havia nada que a prendesse ali, nem uma única chama de esperança pra reanimá-la. Ninguém que a fizesse mudar de idéia.
Mais um dia estava começando. O tempo fechado indicava que logo choveria. O relógio a despertou, pôs-se de pé, banhou e vestiu-se como fazia todos os dias. E como todos os dias eram iguais, seus pais não estavam ali para fazer-lhe companhia, eles nunca estavam, mas ela já estava acostumada. Eles levantavam bem cedo para trabalhar e só retornavam quando era muito tarde.
Serviu-se de suco e torradas, porém não demorou muito, pois já estava atrasada. Pegou o material e saiu de casa. Fazer aquele caminho ultimamente a deixava angustiada.
Sabe quando você acorda para o mundo e algumas coisas não fazem mais sentido? E há outras coisas que você se toca que fazem uma falta tão grande que não acredita que viveu sem até aquele dia?
Naquele instante Amy se sentiu assim. Queria alguém consigo, para conversar, rir, ocupar o tempo. Aquele caminho se tornava cada dia mais longo, mais silencioso, mais... vazio. E sua cabeça mais cheia de pensamentos obscuros...
Balançou a cabeça afastando pensamentos inúteis e logo avistou o colégio. Um prédio alto, branco, com janelas de vidro espelhado, um pátio à frente com árvores e bancos que mais parecia uma praça, e aos fundos ficavam as quadras destinadas a pratica de esportes.
Caminhou rumo aos portões principais, onde vários grupo e alunos já se agrupavam para entrar, cumprimentando uns aos outros. Viu algumas conhecidas por perto e se encaminhou até elas.
O que alguns segundos podem mudar em sua vida?
Amy: Bom dia – cumprimentou alguns garotos que passaram a sua frente. Eram da mesma turma, alguns responderam, outros nem olharam. Prosseguiu seu caminho, mas mal deu um passo e tropeçou, caindo no chão.
O colégio inteiro parou pra ver. Risos surgiram de todos os lados até se transformarem em gargalhadas. Seus olhos encheram de lágrimas. Ela levantou sozinha e saiu correndo.
Não viu uma mão lhe ser estendida...
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