Primeira fic. Só espero que compreendam e gostem.
Disclaimer: Fullmetal Alchemist não me pertence. Ele está protegido por direitos autorais (Hiromu Arakawa).
Por que são assim?
Por que são teimosos?
Por que são mulherengos?
Por que são irritantes?
Por que são inúteis?
Por que são convencidos?
Por que são inconvenientes?
Por que são insensíveis?
Por que são ambiciosos?
Por que só pensam em lutas?
Por que são caras-de pau?
Por que são idiotas?
Por que se rebaixam por causa de suas ambições?
Por que são imaturos?
Por que são tão preguiçosos?
Por que são egoístas?
Por que não pensam nas mulheres com respeito?
Por que são preconceituosos?
Por que só sabem mandar?
Por que são egocêntricos?
Por que são dorminhocos?
Por que são tão mau-educados?
Por que são desonestos?
Por que são irresponsáveis?
Por que não sabem amar?
Por que não sabem chorar?
Todo dia chega e o vejo dormindo em sua cadeira, virou costume. O acordo. Ele me dá um sorriso cínico e olha a papelada que o segundo-tenente Havoc deixou em sua se desanima. Enquanto vou resolver alguns assuntos pendentes, sei que ele não está fazendo seu dever.
Quando entro, ele está pendurado ao telefone olhando a paisagem pela janela; ele sente minha presença, me olha, marca dia, hora e desliga o telefone. Marcou um encontro. Tenho vontade de dar um tapa na cara, mas não vou me desgastar. Olha a papelada em cima de sua mesa, encara o segundo-tenente Havoc e o manda procurar pelo paradeiro do Edward Elric.
As horas passam e o coronel não tinha nem encostado em suas papeladas. Todos foram embora. Sobraram o coronel e eu, para as suspeitas do sargento-major Fuery, segundo-tenente Breda, sub-oficial Vato Falman e, principalmente, do segundo-tenente Havoc.
As papeladas haviam aumentado. Faltando mais ou menos uma hora para o prazo de entrega dos relatórios, o coronel começou, desesperadamente, a assinar. Cinco minutos faltando, sua mão estava vermelha enquanto transpirava. Terminara. Pediu para eu entregar. Estava entregue. Arrumou-se e me dispensou desejando um "boa noite". Iria ao encontro. Um sorriso charmoso se estampou em seu rosto.
- Quer carona?
- Se eu aceitasse quem iria dirigir?
- Er...
- Não.
- Mas assim vai a pé.
- Rotina.
- Rotina?
- Sim. Boa noite coronel Mustang.
- "Maldito Black Hayate".
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Tempos esperando ver surgindo no horizonte aquele baixinho loiro e arrogante. Ah! E o Al também. Por que gostam de ficar longe? Por que não mandam notícias?
Passaram-se três meses desde a última visita dele. Deles. Pedi a vovó Pinako construir uma nova prótese com dois centímetros a mais. Sei que daqui quatro meses vai voltar... Vão voltar. Ele vai ter crescido apenas dois centímetros, algo que vai lhe causar orgulho. Mas vou poder o humilhar, pois sei que daqui mais sete meses ele não irá crescer nada.
Virou rotina vir nos visitar só quando quebra a prótese ou quando o Al precisa de um lustre. Eles não sentem saudades? Pensam que não, mas eles têm uma casa para qual podem voltar para descansar. A presença del-delES faz falta.
Um dia, estava com meu macacão no meu quarto encaixando umas peças jogadas para ver se formava algo interessante quando ouço uma voz gritando xingamentos. Conhecia aquela voz. Ela xingava minha avó que deve ter o insultado de baixinho ou coisa assim. Observo a cena lá de cima no canto da janela do meu quarto: Ed se esperneava enquanto era segurado pelo A e minha avó parada em sua frente. Pego uma chave de fenda e miro bem na cabeça do Ed que tinha acabado de se acalmar. Acertei em cheio. O ouço gemer de dor. Desço a escada rapidamente e dou de cara com um Edward nervoso. Nessa hora fico nervosa, como pode demorar tanto? E quando volta está naquele estado lastimável: prótese esmigalhada, cortes pelo corpo e ainda reclama por ter levado uma chavada na cabeça.
Ele me encara e rosna meu nome, depois pergunta porque eu joguei aquela chave de fenda nele. Será que ele não entende? Como desculpa aponto para sua prótese em pedaços.
- Olha o que você fez na minha prótese. Isso já responde a sua pergunta.
- Será que dá para consertar?
- Três semanas.
- Tudo isso! Preciso disso em duas.
Uma, me pague adiantado e a mais por me desgastar. Mas... Depois dela pronta vocês vão embora?
- Sim, quanto mais rápido melhor. Tenho assuntos pendentes com o coronel.
- Tá. Ela já está pronta. A vovó Pinako a fez antes no caso de terem pressa. Vai demorar uns quatro ou três dias.
- "Velha maldita".
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Será que deu para entender o sentido do "Velha maldita"?
Por favor, comentem, reclamem e falem se tenho vocação para isso.
Ja ne.
Infernus Scholasticus