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› Autor: ~artemys-chan
› Categoria: Concursos/Concurso AnimeSpirit 2008
› Gênero: Ficção e Fantasia
› Tags: inuyasha, kagome, sango, mirok, miroku, narak, naraku, sesshoumaru
› Personagens: InuYasha, Kagome, Mirok, Sango, Sesshoumaru, Narak
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 04/03/08
› Comentários/Favoritos 5/2
› Caracteres: 10.562
› Exibições: 174
Nota:
Projeto Youkai
Lá estava ele, com a cabeça debruçada na janela do ônibus, enquanto cantarolava baixo uma triste canção. Não usava fones de ouvido, porque simplesmente não podia utiliza-los vestido da maneira como estava. Era um tedioso dia de chuva.
- Com licença… - uma garota de longos cabelos pretos, completamente molhados, disse ao sentar-se ao lado do garoto de longos cabelos prateados e armados, que usava uma bandana. O garoto deu de ombros, como se não estivesse se importando, e voltou a apoiar a cabeça no vidro do ônibus, cantarolando a mesma canção. Ainda chovia razoavelmente naquela parte que o ônibus percorria.
- Com licença, mas... Você está cantando Hoobastank? - o garoto limitou-se a assentir com a cabeça, cansado. Não importava o interesse que mostrassem inicialmente, as pessoas sempre se afastavam dele porque era uma aberração. - É que... - a garota corou um pouco - eu adoro essa música.
O garoto se manifestou dizendo um pequeno "hum", e a garota suspirou. Não gostava de ser ignorada.
- Meu nome é Kagome. Kagome Higurashi.
O garoto olhou para ela, desinteressado. Respirou fundo.
- Você é da minha sala. - disse simplesmente. A garota olhou para ele, incrédula, e pôs-se a analisar o garoto. Usava o mesmo uniforme do colégio onde estudava.
- Ah, olá, Inuyasha.
Inuyasha fez uma leve mesura com a cabeça, e então disse:
- A música se chama "Dissapear".
Kagome fitou-o sem expressão alguma no olhar, e olhou para a sua bandana. Arriscou perguntar:
- Por que você sempre está usando bandana, mesmo no colégio?
Inuyasha tremeu. Não queria dizer o real porquê, mas teria de dizer alguma coisa. Respondeu-lhe:
- Porque é necessário.
Kagome olhou para o garoto, não aceitando muito a resposta dele. Voltou a perguntar:
- E por que é necessário?
- Porque tenho um sério problema na minha cabeça. Acho que tem a ver com o meu DNA. - Inuyasha respondeu simplesmente. Talvez ela aceitasse essa resposta melhor do que qualquer outra. E tal resposta não estava muito longe da verdade.
- DNA? - perguntou Kagome, curiosa. - bom, talvez eu possa te ajudar... Eu não, na verdade o meu pai. Ele é geneticista.
Inuyasha olhou esperançoso para Kagome. Nunca havia conhecido o seu pai, por isso tinha raiva de "pais" em geral. Mas... Se o pai daquela garota pudesse ajuda-lo, por que não tentar?
- Ele pode escanear o seu DNA à procura de algo estranho... Quem sabe ele não consegue resolver o seu problema? - Kagome continuou a falar, sorrindo. Não conhecia o garoto muito bem, mas simpatizava com ele, por isso, gostaria de ver se conseguia ajuda-lo.
- Ele... Pode mesmo? - Inuyasha perguntou, incrédulo. Kagome assentiu com a cabeça. - E... quando ele pode fazer isso?
- Amanhã à tarde você pode ir lá em casa para ver o que ele consegue fazer por você... - respondeu Kagome. Inuyasha sorriu pela primeira vez após anos. Não sorria desde a morte de sua mãe.
O dia correu normalmente para ambos. Inuyasha, feliz ao chegar em casa, notificou tal "novidade" ao seu irmão Sesshomaru, que respondeu com um simples "faça o que achar melhor para si". Ele também não era uma pessoa que chamamos de "comum", porém, ele apenas tinha os cabelos prateados, caninos longos e duas manchas vermelhas em cada face do rosto.
Kagome, ao contar para seu pai o que havia proposto minutos mais cedo para Inuyasha, recebeu um "sim" como resposta - até porque o pai dela não poderia negar algo tão simples.
Embora o problema de Inuyasha estivesse longe de ser simples.
Dia do resultado do exame
Inuyasha esperava ansiosamente pelo resultado do seu exame de DNA. "O que será que eu tenho?", pensava aflito desde o dia em que havia feito o exame, há duas semanas.
O pai de Kagome analisava cada pedaço do exame, e simplesmente não acreditava no que haviam feito com o pobre Inuyasha. Olhou para o garoto e resolveu contar:
- O seu "problema" é de simples explicação. Você teve o seu DNA fundido com o DNA de um canídeo semanas após ter sido gerado. Manipularam o seu DNA assim que você virou um feto e... Talvez não tenha mais volta.
Aquilo foi um baque. "Não tenha mais volta?", murmurou Inuyasha, quase aos prantos. Saiu correndo daquela casa, e Kagome o seguiu.
- Mas... Por que esse seu problema é tão grave? - perguntou inocentemente a garota. Inuyasha olhou-a com certo ódio, mas ela não era culpada de nada.
- Apenas não desmaie. - e, ao dizer isso, tirou a bandana que cobria sua cabeça. No meio das madeixas prateadas, estavam duas orelhas prateadas de cachorro. Inuyasha olhou para Kagome, e olhou para o chão. Não queria encara-la ao chamá-lo de aberração.
- Posso... Posso pegar nelas? - Kagome respondeu simplesmente. Inuyasha se supreendeu, e assentiu. Ao sentir a garota pegar nas suas orelhas, um calafrio percorreu-lhe a espinha. Nunca havia sentido aquilo antes.
- Eu... Vou descobrir quem fez isso comigo. - disse.
- E eu... Eu vou te ajudar - respondeu Kagome ao soltar as orelhas do garoto, fitando-o nos olhos.
Alguns dias depois, Kagome explicou como o ajudaria. Disse que ela conhecia pessoas que poderiam ajuda-lo a descobrir quem havia feito aquilo com ele. Chegou ao pátio, e viu todos os amigos de Kagome: Mirok, um dos hackers mais temidos de todo o colégio, e Sango, a atleta que costumava ficar jogando bumerangue nas horas livres.
- Eles podem ajudar você! - Kagome disse sorrindo, e Inuyasha simplesmente perguntou-se "como?". Mirok disse:
- Escanearei todas as informações contidas nos arquivos do seu DNA, para ver se existe algo que diga quem fez isso com você.
Inuyasha olhava para Kagome e para Sango. Como a garota poderia ajuda-lo?
- Se quer saber qual a minha utilidade, posso te ajudar a estourar o cara que te fez isso.
E, depois de tudo combinado, deixaram o primeiro passo do plano sob a responsabilidade de Miroku.
Depois que Mirok havia descoberto o nome da organização que havia transformado Inuyasha naquilo e o responsável por ela, todos os envolvidos na historia foram atrás dele, com as provas de que ele havia cometido um crime grave. Ele faria Inuyasha voltar ao normal. Caso não o fizesse, era certo de que iria para a cadeia.
Inuyasha, mais do que ninguém, gostaria de ver face a face o causador de toda a tragédia de sua vida.
Chegando ao local onde veriam o tal homem, que se chamava Naraku, Inuyasha começou a sentir um ódio e uma felicidade que nunca sentira antes. Ódio de quem havia o tornado "aquilo". Felicidade por ter a esperança de ser normal novamente.
Subiu algumas escadas, e lá estava na porta do causador de tudo. Iria voltar a ser normal. Iria acabar com ele.
- Então você é que foi uma das minhas cobaias? - disse o homem com desprezo, sequer olhando nos olhos de Inuyasha - Saiam daqui. Esse assunto é apenas entre nós dois. - disse para os amigos de Inuyasha, que haviam ido acompanha-lo. - O que quer?
- Quero que você me faça uma pessoa normal novamente. E quero saber por que fez isso comigo. - perguntou, simplesmente, Inuyasha.
- Simples, meu caro! Pesquisas! Se não fosse por você, eu não estaria aqui hoje. Muito obrigado. - respondeu cinicamente. - Mas... Por que tanta repulsa em se aceitar? Você é de uma raça superior! Não entendo como não consegue gostar disso!
- E eu não entendo - interveio Inuyasha - como ser uma aberração pode ser uma coisa boa.
Narak apenas olhou para ele de maneira fria. - Você vai me fazer voltar ao normal - Narak olhou para ele, com uma expressão de "ou o que?" - caso contrario, farei com que apodreça na cadeia.
Narak riu como nunca havia rido em toda a sua vida. Aquela fora a ameaça mais infantil que havia escutado em toda a sua vida.
- Como se você fosse conseguir isso. Se quiser acabar comigo, então tire a minha vida.
Um bumerangue adentrou a sala, sabe-se lá como, e a voz de Sango se fez ouvir:
- Se quiser que acabem com a sua vida, acho que essa é a hora. - então, atacou-o novamente.
Logo muitos seguranças apareceram, e Sango lutou habilmente com todos. Inuyasha viu Narak fugir, e foi atrás dele. Pegou-o pelo colarinho da camisa e olhou-o diretamente nos olhos. Narak pegou uma pistola de dentro do seu paletó, e apontou para Inuyasha.
- Me solta.
Um tiro. Um grito. Sangue. Ele havia caído no chão, e não seria levantado tão cedo.
- Se você quer morrer, que seja feliz. - um homem de cabelos tão prateados quanto aos de Inuyasha e com manchas vermelhas nas faces disse, e completou:
- Faça o que o meu irmão pede ou te matarei aqui mesmo.
Inuyasha estava no chão, com a sua perna esquerda baleada, enquanto Narak tinha um revólver apontado para a sua cabeça. Kagome, apesar do medo, entrou no recinto e, junto de Mirok, levou Inuyasha para o lado de fora da sala.
Narak olhava Sesshomaru, amedrontado. Não queria perder a sua vida, ainda mais agora que era o presidente da Corporação.
- Farei o que manda, mas com uma condição.
- Qual? - perguntou Sesshomaru. Narak disse:
- Tratamos disso depois.
Após alguns meses, Inuyasha começou a ter o efeito de sua alteração genética revertido. Não conseguiu se tornar completamente "humano" mas perdeu as orelhas e a cor de seus cabelos se tornou preta. Sesshomaru não quis ter sua alteração revertida.
Sobre a "condição" proposta por Narak, ninguém nunca a soube, porém, semanas após o "incidente", Sesshomaru começou a trabalhar para Narak, usando todos os conhecimentos que possuía para ajuda-lo no que fosse. Ele nunca falava para ninguém qual era a tal condição. E Narak não parecia querer que os outros soubessem dela.
Quanto aos amigos de Inuyasha aconteceu o seguinte: Mirok, que sempre fora perdidamente apaixonado por Sango, acabou pedindo a mesma em namoro. Lógico que ela não aceitou no primeiro pedido, mas o garoto foi tão insistente, que ela acabou aceitando.
E com Kagome... Tornou-se a garota de Inuyasha. Apesar de não se conhecerem muito bem, acharam que podiam dar certo juntos. E o pensamento de ambos estava correto.
Hoje, caminham para um amanhã diferente do que esperavam no passado. Porque, não importasse o que acontecesse, sempre estariam juntos.
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