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[Saint Seiya] Sangue e Vingança

Capítulo II: Tomando o que era meu...


Autor: ~Erinia-Megaira

Categoria: Animes/Saint Seiya

Gênero:

Personagens: Saga, Ares, Kanon, Athena, Giovanna, Dra.Acácia

Classificação: 16+

Adicionado em: 02/03/08

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Caracteres: 8.546

Exibições: 66

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Estava parado no labirinto de Gêmeos. Ares o espiava por entre as colunas, em meio à escuridão, mas seus olhos vermelhos e brilhantes eram muito bem vistos em meio às trevas em que estava. Saga se fazia pensativo. Era estranha a sensação de que já conhecia a jovem de olhos azul-marinho. O olhar parecia algo que já vira há muito tempo... Uma memória adormecida.
Ares: Por que pensa tanto, Saga? – perguntou, saindo das sombras.
Saga: Talvez você possa me responder...
Ares: O que quer dizer?
Saga: Você sabe quem é aquela jovem, não sabe? Foi ela que apareceu no meu sonho e que você matou, não é verdade?
Ares: Você vai saber na hora certa... Estragar surpresas não é de meu feitio... – falou, soltando uma risadinha maléfica, voltando e sumindo nas sombras.
Saga: Não fuja! – mas já era tarde. Ares já estava longe, em algum outro lugar de sua mente.

Abriu os olhos lentamente. Sua vista doeu com a forte luz do quarto. Piscou um pouco pra acostumar a visão, e lentamente se sentou na cama branca. Levava soro na veia e olhou para os lados. Do lado da janela com persianas fechadas, numa poltrona, adormecido profundamente, estava seu irmão. Parecia cansado. O que será que tinha acontecido com ele? Não se lembrava de nada, além de uma vaga lembrança da voz de Ares dizendo que lhe daria poder se o obedecesse.
Kanon começou a acordar e viu o irmão observando-o.
Kanon: Que você tá me olhando tanto? – falou erguendo a sobrancelha.
Saga: Estava me vendo dormindo! – falou com ironia. – O que aconteceu?
Kanon: Segundo a Dra. Acácia, sua pressão subiu muito e você desmaiou. Quase que se encontram e quase que você morre!
Saga olhou assustado para o irmão. O que tinha feito sua pressão subir e quase se encontrarem?! Ele podia ter morrido. Foi muita sorte estarem no hospital no momento. Olhou para a porta, que se abriu e a Dra. Acácia entrou.
Dra. Acácia: Ah! Que bom que acordou, Saga! Kanon saía. Preciso verificar se está tudo bem com o Saga! – falou docemente e o gêmeo de Gêmeos saiu do quarto.
Acácia se aproximou de Saga e começou a revisar algumas coisas em seu registro e a conferir o que os equipamentos diziam.
Saga estava ótimo, apesar de ter tido a pressão lá em cima mais cedo.
Dra. Acácia: É... Não vejo porque segurá-lo mais... Você está ótimo! Pode voltar para o Santuário hoje mesmo! – falou sorridente, saindo do quarto em seguida.
Athena, Dohko, Shaka e Kanon entraram no quarto.
Athena: Você está bem, Saga?! Fiquei muito preocupada quando me disseram que você tinha desmaiado!
Saga: Estou bem sim, Athena... Sinto muito se a deixei tão preocupada... – falou com um tom triste na voz.
Athena: Não fique triste! Isso pode acontecer com qualquer um! Você deve ter ficado muito nervoso com o estado de Mascara ou algo parecido!
Saga sabia que não era aquilo. Ficara daquele jeito ao olhar a moça de olhos azul-marinho, tinha algo haver com ela, tinha certeza disso. Não ficaria tranqüilo enquanto não descobrisse do que se tratava.

Ele lhe sorria docemente, apesar de seus olhos mostrarem uma melancolia profunda. Achava-o muito lindo, e a tratava muito bem, quando viu sangue escorrendo pela blusa do homem, que caiu para o lado com o corpo inerte, deixando à vista um homem de aparência maligna, com olhos vermelhos e brilhantes e cabelos longos e cinzas, com um sorriso maléfico nos lábios.

Sua breve visão que ocorrera ao ver o homem de cabelos longos e azuis se repetiu em sua mente. Não entendia o que queria dizer. Não entendia o que Cassandra queria lhe avisar. Sua outra pessoa, seu outro espírito, sempre a protegera mostrando-lhe as visões de perigo ou não, mas eram mais específicas. Daquela vez, um borrão se fazia na frente da visão, como se fosse num lago.
Acácia entrou pela porta e foi verificar se o enfermeiro fizera um bom trabalho no curativo.
Giovanna: Dra. Acácia! O que estava escrito dessa vez?! Sei que foi algo diferente...
A médica à olhou intrigada. Como ela sabia? Os ferimentos de antes estavam cicatrizados, no lugar estava a frase MARCADA DE MORTE ARES, e estranhava aquilo. A garota não parecia ter conhecimento de qualquer coisa relacionada à Athena ou coisa parecida. Suspirou pesadamente e sentou-se na cama ao lado da jovem Carina.
Dra. Acácia: Marcada de Morte Ares – falou pausadamente -. Presumo que não tenha idéia de quem seja Ares.
Giovanna teve vontade de falar que sabia, de falar sua visão à médica, de falar sobre Cassandra, contar tudo que Cassandra lhe mostrara e que se cumprira, mas achou mais prudente não fazê-lo.
Giovanna: A única vez que vi esse nome, Ares, foi num livro de História, quando estudei Grécia antiga... É um deus da mitologia grega, não é? – perguntou, fazendo-se e inocente.
Dra. Acácia: Sim, é o deus da guerra na mitologia grega... Mas você não precisa se preocupar, são só histórias antigas, deve ser alguém tentando te assustar! – falou tentando parecer normal, mas parecia impossível. Giovanna parecia que saberia caso ela mentisse.
Giovanna: É... É apenas uma velha história! – falou com um doce sorriso, não convencida. Ela sabia que era mentira, e sabia que a médica mentira achando que assim a protegeria. – E aquele homem que passou mal no corredor?! Como ele está e em que quarto está?! Qual o nome dele?! Gostaria de vê-lo! – falou animada.
Acácia hesitou. Seria seguro e prudente ela se encontrar pessoalmente com a encarnação de Ares?! Acabou decidindo que não tinha problemas.
Dra. Acácia: Ele está no quarto 115, no andar de cima. Ele está bem, vai poder ir pra casa ainda hoje e seu nome é Saga! – falou forçando um sorriso.
Giovanna levantou-se da cama e colocou uma blusa que suas irmãs lhe trouxeram, a outra estava manchada de sangue. Despediu-se de Acácia e saiu do quarto. A médica ficou pensativa. Não sabia se tinha feito certo contar à Giovanna, mas sabia, de certa forma, que ela sabia se cuidar. Levantou-se.
Dra. Acácia: Bom... Tenho mais pacientes pra cuidar e ficar aqui, mofando e pensando tanto não vai ajudar em nada! – falou a si mesma, saindo do quarto.

Bateram a porta do quarto de Saga, que conversava com Kanon, enquanto Athena lhe fazia perguntas intermináveis se ele precisava de algo, se tratavam ele bem, e ele respondia que ela não precisava se preocupar tanto com ele, tinha que dar tratamento classe A para Mascara, ele precisava mais que ele. Kanon foi até a porta e a abriu.
Era Giovanna e parecia muito tímida.
Giovanna: Er... – falou, ruborizando um pouco. – Esse é o quarto de Saga? – perguntou timidamente.
Kanon: É sim... O que deseja? – perguntou seco, mas não entendendo o que ela fazia ali.
Giovanna: Ah... Nada! – falou, olhando de relance para Saga por cima do ombro de Kanon e sorriu, saindo dali correndo em seguida.
Kanon: Garota doida... –falou, fechando a porta com uma veia pulsando na testa.
Athena: Quem era? – perguntou ao ex-General Marina.
Kanon: A garota que tava na frente do Saga quando a pressão dele subiu... Acho que o nome é Giovanna... – falou coçando a cabeça como se tentasse lembrar de algo.
Athena se assustou.
Athena: Giovanna Carina? – perguntou à Kanon.
Kanon: Deve ser... – respondeu colocando as mãos nos bolsos.
A deusa conhecia as Carina... Eram três irmãs que tinham fugido dos Estados Unidos, a mais velha trabalhava como voluntária num orfanato da Fundação GRAAD na Grécia (N/A: nem sei se tem orfanato da Fundação GRAAD na Grécia, mas, em todo caso...). Ia chamá-la para o Santuário mais tarde, ia falar com ela.
Athena: Bom... Tenho que ir! Quando puder voltar para o Santuário, quero falar com você, Saga. – disse, levantando-se e sendo acompanhada por Dohko e Shaka.
Saga: Athena tá bem? – perguntou ao irmão.
Kanon: Boa pergunta... – respondeu, erguendo os ombros.

Giovanna e as irmãs entraram em casa. Miuky, a mais velha, foi para a cozinha fazer o jantar.
Miuky: O jantar vai demorar mais hoje, Mari e Gi! – gritou da cozinha às irmãs mais novas.
As duas não responderam e sentaram-se o sofá de tecido azul avermelhado escuro. Esparramaram-se e adormeceram, tendo sonhos malucos com espelhos, espadas, cordas e corpos enforcados.



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