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[Bleach] O Shinigami Perdido

O Susto - Capitulo IV


Autor: ~Kuchiki-Sama

Categoria: Animes/Bleach

Gênero:

Tags: Bleach, Shinigami

Personagens: Shoushiro, Koia

Classificação: 18+

Adicionado em: 28/02/08

Comentários/Favoritos 0/4

Caracteres: 11.254

Exibições: 171

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Kohaku Shoushiro é um estudante do ensino médio do Japão e atacante titular do time de basquete de sua escola. Desde a morte de seus pais, o garoto vive com sua tia e não costuma se comunicar muito com as pessoas. Kohaku Shoushiro é um adolescente de 15 anos. Medindo quase 1,80m ele é o pivô do time de basquete de sua escola. Shoushiro possui um corpo atlético, bem definido e pesa 60 kg. Seus cabelos negros são um pouco grandes, cortados num estilo repicado que lhe cai até o queixo. Seus olhos são curiosos e incomuns que o destacam entre os demais garotos de sua idade. Os olhos de Shoushiro possuem cada um uma cor. Um raro erro genético diagnosticado por um antigo médico da família. Seu olho esquerdo é verde enquanto o direito azul. Em geral Shoushiro é um menino bonito que disputa bastante a atenção das garotas do colégio. Entretanto, ultimamente ele veio despertando a atenção de um colega, o armador reserva de seu time, Tanaka Ichiguri.

Ichi, como é mais conhecido pelos companheiros de time, vêm sendo ultimamente a causa das noites mal dormidas de Shoushiro. Desde o dia em que o armador reserva se abriu com o pivô do time de basquete, o jovem atacante não consegue tirar o colega da cabeça. Nem mesmo a sua costumeira viagem de fim de ano, acompanhado de seu primo Koia e seus tios, conseguiu fazer com que Shoushiro parasse de pensar no garoto.

Kohaku Shoushiro não sabia o que fazer.
Em seus braços estava agora um jovem garoto aparentemente de sua idade, desmaiado e machucado. O estranho menino que o salvou de um monstro esquisito que surgiu de repente em pleno parque da cidade, onde babás cuidavam de crianças que se divertiam nos brinquedos. Ele que a pouco havia dado uma desculpa ao primo Koia dizendo que ia ao parque para treinar basquete na quadra dali, agora desejava ter realmente parado para refletir enquanto treinava alguns arremessos.
O estranho garoto em seu colo trajava vestimentas como a dos lendários samurais, uma hakama preta composta por um kimono branco com detalhes em verde escuro. Seus cabelos eram de uma coloração azul escura e, amarrados por um rabo de cavalo idêntico aos dos antigos samurais. Possuía quase a mesma altura e peso de Shoushiro, se não fosse por pouco. Shoushiro perscrutou ao redor e encontrou a katana que ele mesmo havia usado para atacar o monstro, jogada um pouco adiante. A espada foi arremessada no momento em que o monstro o atacou com sua trompa semelhante à de um elefante. O que seria aquela criatura? E principalmente, quem seria esse garoto?
Antes que pudesse tentar encontrar mais respostas, Shoushiro ouviu o som de sirenes se aproximando, só então ele lembrou de que também estava machucado. Suas costas e joelho doíam muito. Ele então notou que tinha um corte profundo no joelho, e sangue também escorria de suas costas. Shoushiro se acalmou, pois sabia que logo em seguida uma ambulância logo estaria ali. Provavelmente a emergência foi alertada por alguma babá que conseguiu escapar primeiro. Logo em seguida o jovem pivô já podia ver os para-médicos se aproximando e carregando uma maca. Eles corriam em direção a um corpo um pouco mais a frente de Shoushiro. O jovem gritou para poder ser notado, mas os para-médicos estavam preocupados demais em socorrer a vítima que parecia estar num estado bastante grave. Será que era alguma criança que infelizmente não conseguiu escapar? Shoushiro repousou o menino samurai no chão com cuidado e caminhou com dificuldade em direção aos para-médicos para pedir ajuda tanto para ele quanto para o garoto, mas no instante que bateu os olhos no corpo que estava sendo socorrido pelos para-médicos, o jovem pivô levou talvez o maior susto de sua vida.
A vitima não era nenhuma criança que brincava no momento do ataque, mas sim ele próprio. O seu próprio corpo estava diante de seus olhos. Quase afogado numa grande poça de sangue. Mas afinal, o que estava acontecendo? Shoushiro quis gritar, mas sua voz entalou na garganta, ele então ouviu os para-médicos confirmando o óbito, e que já não podiam fazer nada mais para salvá-lo.
- Não... s-se preocupe – disse uma voz as suas costas
Shoushiro se virou depressa e notou que o garoto samurai estava tentando se levantar com muita dificuldade.
- O que está havendo! – O jovem pivô disse amedrontado.
- Você salvou a minha vida... E-e... Irei retribuir o f-favor...
O garoto caminhou oscilante em direção a sua katana e abaixou lentamente para pegar a espada. Logo em seguida ele se aproximou de Shoushiro, que mantinha seus olhos tão arregalados que pareciam querer sair de suas órbitas.
- Você está morto! – O garoto samurai disse friamente.
- O que?! – Shoushiro se assustou ainda mais. Ele agora olhava do garoto para o seu corpo imóvel na maca, sendo levado pelos para-médicos.
- Foi morto pelo hollow que estava me perseguindo. – O garoto parecia ter recuperado um pouco do trauma agora. Tentava se manter o mais sério possível diante o assustado Shoushiro. – Eu sinto muito que meus problemas pessoais tenham causado a sua morte, mas como certamente essa não era a sua hora de morrer, tenho certeza que eu posso revolver isso. Principalmente depois que você salvou a minha vida.
- Mas... eu...
- Eu sei que você está confuso agora, mas serei breve e ficarei para te explicar melhor.
- Será breve...? – Shoushiro disse sem compreender.
- Não sei o porquê você consegue me ver, mas...
- Mas o que...
- Você quer voltar a viver ou não? – O garoto samurai disse meio irritado.
- Sim. Eu quero, mas...
E então sem que Shoushiro tivesse tempo de se defender, o jovem samurai perfurou o peito do pivô com sua katana. Shoushiro gritou silenciosamente no exato instante em que a lâmina da arma atingiu o seu coração. Um feixe de luz branca se rompeu do ponto atingido pela katana e se espalhou, envolvendo os dois garotos até que desaparecessem por completo. Quando a luz se extinguiu tudo o que Shoushiro podia discernir era o topo das árvores visto de baixo para cima. Ele então ouviu vozes com entonações de surpresa ao seu redor.
- Impossível! – disse uma voz grave
- Ele está vivo! – disse uma segunda voz.
Então foi só nesse instante Shoushiro percebeu que estava cercado pelos para-médicos do resgate que já estavam preparando o seu corpo para ser colocado no saco negro e encaminhado à necropsia.

Shoushiro passou quase três semanas no hospital, onde cuidou do ferimento grave nas costas que lhe rompeu um dos pulmões. Seu joelho sofreu um corte profundo, mas nada que pudesse prejudicar o seu desempenho em quadra. Embora ouvisse do médico que o operou que teria de esperar alguns meses, dois ou três, para voltar as suas atividades esportivas. Seus tios e o primo, Koia, o visitaram sempre que foram permitidos, mas era Koia que sempre estava mais ou seu lado. O garoto pediu licença da escola para ficar sempre dormindo no quarto de hospital e fazendo companhia ao primo durante os dias que permaneceu em observação. Shoushiro ouviu do primo que seu acidente foi causado por canos de gás que explodiram sob o parque, mas o jovem pivô sabia muito bem o que realmente havia acontecido naquele dia. Ele preferiu não comentar nada com os tios e nem muito menos com o primo, com medo de que pudessem pensar que estava tendo algum tipo de alucinação causado pelo acidente. Assim, no dia em que receberia altos, o primo Koia e seus pais foram o visitar de manhã, mas Shoushiro estava dormindo. O médico o liberaria no final da tarde, então seus tios foram para casa, deixando Koia no quarto esperando que o primo acordasse para lhe dar a boa notícia de que logo sairia do hospital.
No intervalo de almoço, Koia deixou o quarto para almoçar na lanchonete do hospital, enquanto isso, enfermeiras trocavam os curativos de Shoushiro e lhe serviam o seu almoço. Depois de comer, Shoushiro recostou na cama e se pôs a pensar no que havia acontecido no dia do acidente. Quem seria aquele garoto samurai? Como ele foi capaz de fazê-lo reviver no instante em que o cortou com sua katana? Será que tudo isso não passou de uma alucinação enquanto estava num estado de coma que os médicos explicaram aos seus tios? Por mais que as dúvidas o torturassem tão quanto as dores pelo seu corpo, Shoushiro não conseguia encontrar respostas lógicas para tudo isso. Ele então respirou fundo e no segundo depois Koia entrou no quarto sorridente.
- Tudo bem, primo? – Ele disse.
- Sim Koia. – Shoushiro sorriu para o garoto.
- Shoushiro, sei que você está ainda meio dolorido, mas poderia te fazer uma pergunta? – Koia disse de repente, depois de se sentar numa poltrona ao lado da cama em que o atacante do time de basquete repousava.
-Claro Koia... vai em frente – Shoushiro disse sorrindo.
- Quem é aquele garoto que estava com você no dia do acidente?
- O que! – Koia disse assustado, mexendo tão bruscamente o busto que se arrependeu no segundo depois do feito. Suas costas explodiram de dor. – Ai!
- Shoushiro!
- Eu estou bem, Koia... Tudo bem – O garoto tranqüilizou o primo depressa.
- Mas então, quem era o garoto? – Koia insistiu.
- Mas de que garoto você está falando, Koia? – Shoushiro disfarçou depressa.
- Quando você estava dando entrada do hospital, havia um garoto que saiu com você da ambulância. Ele usava uma roupa de samurai, uma fantasia eu acho. Papai e mamãe não o notaram, pois estavam preocupados demais com você. Mas eu o percebi. Não que eu não estivesse preocupado com você também, primo...
- Tudo bem, Koia... Eu entendi... Mas para onde o garoto foi afinal? - Shoushiro disse tão interessado agora que mal tirava os olhos do primo.
- Quando me aproximei ele me fitou e por um segundo senti um calafrio percorrer a minha espinha. No instante seguinte os para-médicos passaram na minha frente e num piscar de olhos ele desapareceu. Perguntei aos para-médicos sobre o garoto, mas eles me disseram que não havia ninguém com a descrição que lhes passei junto com você na ambulância.
- Deve ter sido apenas sua imaginação, primo – Shoushiro disse concluindo.
- Não... eu sei o que eu vi e...
- Shoushiro! – disse de repente uma voz feminina vinda da porta.
- Tia Yumi! – O garoto disse sorridente.
- O médico disse que já podemos ir. Ele o liberou mais cedo do que havia dito.
- Que bom! – Koia disse fitando o primo e depois sua mãe.
- Já estava na hora de voltar para casa. – Shoushiro disse contente.
Depois de alguns minutos de preparação para deixar o hospital, Shoushiro, sua tia e Koia pegaram um táxi na porta do prédio. Koia conversava contente com sua mãe e o primo. Então de repente alguma coisa chamou a atenção de Shoushiro. Um calafrio se espalhou por sua coluna dorsal e como se uma força oculta o chamasse, sua cabeça se virou mecanicamente para a rua lá fora. Foi então que Shoushiro o viu pela segunda vez na porta do hospital. O estranho garoto de vestimentas samurais o encarava de longe conforme o táxi ia se distanciando cada vez mais.



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