Os personagens de Saint Seiya pertencem ao tio Kurumada e é ele quem enche os bolsinhos. Todos os outros personagens são criações minhas, eu não ganho nenhum centavo com eles, mas morro de ciúmes.
SORRISOS, SEGREDOS E ENGANOS
Side story da fanfiction “O Casamento”
Chiisana Hana
Beta-reader: Nina Neviani
Capítulo XIII
Condomínio Olympus.
Kanon vai falar com Dohko.
(Kanon) Mestre, eu preciso de um criado. Como sei que o senhor também está procurando um, gostaria que me ajudasse.
(Dohko) Claro! Bom, então somos três os sem-criados: eu, você e Mu.
(Kanon) Meu irmão também.
(Dohko) Não, ele não.
(Kanon) Como não?
(Dohko) Saga convocou um ex-criado pessoal dos tempos em que ele era o Mestre. O rapaz ia me servir agora que eu ocupo o cargo mais alto da hierarquia dos cavaleiros, mas como ele conhece Saga muito bem, resolvi abrir mão dele.
(Kanon) Eu não sabia.
(Dohko) Pois é. Ele já deve estar chegando de Rodorio com o moço. Estou com os registros de outros criados do décimo terceiro templo, bem como os de rapazes que não conseguiram ser cavaleiros mas sobreviveram às provas finais. Se quiser, pode analisar as fichas comigo.
(Kanon) Quero sim. Preciso arrumar logo alguém que cuide da casa para mim. Não estou com nenhuma vontade de cozinhar, lavar, passar.
Kanon e Dohko sentam-se na grama e analisam as fichas. Muitos minutos depois...
(Dohko) Vou ficar com este: Arvanitakis. Grego, trinta e nove anos... Também era um dos criados pessoais do seu irmão.
(Kanon) Eu ainda não me decidi. Posso ficar com as fichas para analisar melhor?
(Dohko) Claro. Bom, vou indo. Boa sorte com a escolha do seu novo secretário.
(Kanon) Obrigado.
-------------------S-------------------A-------------------I-------------------N-------------------T-------------------S-------------------
Shura e Aldebaran chegam acompanhados de seus respectivos criados.
(Gus) Como? Não vamos mais cuidar do Zodíaco Dourado?
(Aldebaran) Na verdade vocês irão aonde nós estivermos. Quando estivermos em casa, ficarão aqui. Quando formos ao Santuário, irão conosco. E claro, administrarão as duas casas.
(Itimbira) Moleza.
(Gus) Claro. Eu dou conta de cuidar das duas casas.
Shura) Ótimo. Mas por hora, você vai me ajudar a deixar minha casa com meu jeito, começando pela pintura.
Shura e Gus seguem para a nova casa.
(Shura) Primeiro vamos pintar o interior, depois faremos o exterior. Pegue as tintas lá no fundo, Gus.
(Gus) Claro, senhor. Mas...
(Shura) O quê?
(Gus) Não seria mais conveniente contratar um pintor profissional?
(Shura) Não. Gastei meu dinheiro praticamente todo com os móveis e as tintas. Seremos nós mesmos os “pintores profissionais”.
(Gus) Ah, sim... (pensando) Mão-de-vaca...
-------------------S-------------------A-------------------I-------------------N-------------------T-------------------S-------------------
Casa de Aldebaran.
Uma fita de samba alegra a tarefa de pintar as portas e janelas com a tinta verde-bandeira. O dono da casa decide deixar as paredes brancas, para dar destaque à cor das portas.
(Aldebaran) Iti, logo terminaremos o serviço. Quando terminarmos eu vou sair com Aiolia para comprar algo para o rango. Você fica esperando o caminhão dos móveis.
(Itimbira) Sim, senhor.
Pouco depois, Milo e Camus chegam ao condomínio com Horace e Eudoxos.
(Milo) Aí, Eudoxos, vamos deixar a casa assim mesmo, não precisa pintar nada. Para que esse trabalho, né? Você só vai me ajudar a arrumar as coisas.
(Camus) Não acho muito prudente você mesmo fazer a decoração, Milo.
(Milo) Bom, prudente não é, mas o que eu posso fazer? Não vou contratar um decorador!
(Horace) Sugiro convidar o senhor Afrodite para auxiliá-lo.
(Milo) Putz! Boa idéia, cara! (sorrisinho sarcástico) Vamos lá na casa do Frô-Frô. Aí você aproveita para ver o bofe...
(Horace, vermelho) Que é isso, senhor?
(Camus) Horace, você vai até a minha casa. Milo que se vire com Afrodite.
(Milo) Deixa de ser chato. O que é que tem deixar seu criado ver o paquera?
(Camus) Você é muito incoveniente, Milo. Vamos para casa, Horace.
Milo e Eudoxos seguem para a casa de Afrodite. Lá, ele e Patricius já estavam adiantados na pintura interna da casa, toda em tons de azul e rosa-bebê. Patricius, um grego de quase dois metros de altura, cantava uma música alegre enquanto pintava. Vez ou outra, Afrodite o acompanhava no refrão. Milo e Eudoxos entram na casa.
(Milo) E aí, Afrô!? Estou precisando falar com você.
(Afrodite) Pode falar.
(Milo) Desce da escada pelo menos, né?
(Afrodite) Não precisa. Ouço com os ouvidos. Pode falar.
(Milo) Aff. É que eu estou sem paciência para decorar minha casa, sabe? Aí o criado do Camus (Patricius olha para Milo como se indagasse: “Ele está aqui???”) sugeriu que eu chamasse você.
(Afrodite) Por mim, tudo bem, mas vai ter que entrar na fila.
(Milo) Fila????
(Afrodite) Isso. Shaka e Mu falaram comigo antes. E depois que eu terminar as casas deles, vou dar uns retoques finais nas casas de Dohko, Saga e Kanon.
(Milo) Porra! Vou esperar um tempão!
(Afrodite) É. E além disso, vou cobrar caro.
(Milo, fazendo uma careta) Sueco mercenário.
(Afrodite) Estou brincando, imbecil. Não estou cobrando. Ainda.
(Milo) Então está bem, eu quero!
(Afrodite) Ótimo. Agora se não vai ajudar, deixe-nos trabalhar em paz.
(Milo) Beleza.
Já do lado de fora...
(Milo) Eudoxos, você vai lá pra casa esperar que tragam os móveis que comprei ontem. Eu vou lá ver aquela piscina maravilhosa. Estou louco para dar um mergulho.
(Eudoxos) Sim, senhor.
Ao chegar na piscina, Milo avista Máscara da Morte sentado numa das espreguiçadeiras brancas dispostas na beira. Tem um impulso de dar meia-volta e se afastar, mas Máscara da Morte o chama.
(Máscara) Está com medo de mim?
(Milo) Medo de você? Por que eu teria? Você é um idiota.
(Máscara) Não é o que parece. Está fugindo de mim.
(Milo) Eu só não tenho nada para falar com você.
(Máscara) Por causa daquela brincadeira boba?
(Milo, dando de ombros) Pergunte a si mesmo.
Pouco depois, Máscara da Morte aparece na casa de Afrodite.
(Máscara) Aí, tá ocupado?
(Afrodite, pensando) Outro... afff... (para Máscara) Estou. Mas se quiser, vai falando que eu respondo.
(Máscara) Pô, a galera ainda não está falando direito comigo.
(Afrodite) Você aprontou, né? Queria o quê? Que eles sorrissem e agradecessem?
(Máscara) Eu paguei na mesma moeda.
(Afrodite) Não mesmo. Você pegou pesado.
(Máscara) Nada. Nem foi coisa tão pesada assim.
(Afrodite) Pode até não ter sido, mas você era parceiro de farra deles. Alguma coisa se quebrou nessa amizade, entendeu?
(Máscara) Que bobagem! Eu só me vinguei porque gozavam com meu nome.
(Afrodite) Vá dizer isso para o trio que está com raiva de você.
(Máscara) Eles que se explodam. Não vou me importar porque não estão falando comigo.
(Afrodite) Se não se importa, por que veio aqui desabafar?
(Máscara) Ah, vai pro inferno. (pensando) Vou lá no Santuba dar uns pegas na Fatma para ver se eu me acalmo.
-------------------S-------------------A-------------------I-------------------N-------------------T-------------------S-------------------
Saga chega ao Olympus acompanhado de Bigalis, seu criado.
(Kanon) Você, hein? Nem pra me avisar que já tinha criado.
(Saga) Por que avisaria? Não lhe devo satisfação.
(Kanon) Na boa, vamos parar com essa hostilidade? Teremos que ser vizinhos, teremos que dividir a Casa de Gêmeos. Não é melhor começarmos a nos entender?
(Saga) Vou pensar no seu caso.
(Kanon) Eu que devia estar mais hostil, afinal fui eu que você prendeu no cabo Sunion.
(Saga) Não reclama!
-------------------S-------------------A-------------------I-------------------N-------------------T-------------------S-------------------
Casa de Aiolia.
Marin, Lithos e Garan se encarregaram de receber os objetos e pintar as paredes. Aiolia arrumava o ginásio, junto com Mu e Kiki, onde seria servido o almoço coletivo.
(Lithos, ao ver Garan terminando de pintar seu quarto de rosa) Está simplesmente maravilhoso! É o meu paraíso!
(Marin, abraçando-a) Que bom que gostou, mocinha!
(Lithos) Adorei! Só tem uma coisa que não estou gostando nesse condomínio...
(Marin) E o que é?
(Lithos) Vou ficar longe do meu parceiro de gamão.
(Marin) Hum... parceiro de gamão? Sei...
(Lithos) É só isso!!!!
(Marin, puxando-a para o corredor) Eu vi seus olhos brilhando ao olharem pra ele.
(Lithos) Gosto tanto de olhar para ele! Nós jogamos gamão várias vezes. Ele é tão encantador! Mas ele ama a Eurídice.
(Marin) Eurídice está morta.
(Lithos) Não no coração dele.
(Marin) É. Mas quem sabe se logo ele aprenderá a guardar esse amor num cantinho do peito, para deixar um outro cantinho para um novo amor?
(Lithos) Bom, mas assim eu não quero. Desse jeito eu prefiro ficar só olhando pra ele.
(Marin) Ele lembrar de Eurídice, não o impede de ser feliz e amar outra pessoa. E além disso, querida, é muito cedo para esse tipo de conclusão. Dê tempo ao tempo, continue se aproximando dele, jogando gamão. Quem sabe não nasce um amor tão grande quanto o que ele sente por Eurídice?
(Lithos) É... mas como?? Ele agora vai ficar lá no Santuário e eu aqui! E quando eu for à escola vai ser pior ainda!
(Marin) Deixe isso comigo.
(Lithos) O que vai fazer?
(Marin) Em breve você saberá.
-------------------S-------------------A-------------------I-------------------N-------------------T-------------------S-------------------
Meio-dia.
A manhã no Condomínio Olympus tinha sido uma sucessão de caminhões entregando móveis, eletrodomésticos e outros objetos nas casas. Agora tudo que dourados e criados querem é um almoço farto e descanso, antes de recomeçarem os trabalhos.
Aldebaran e Aiolia saem do condomínio para comprar o almoço de todos. No caminho até o restaurante, Aldebaran freia abruptamente.
(Aldebaran, descendo do carro muito nervoso) Atropelei o cachorrinho! Ai, meu Deus!
(Aiolia) Calma, Deba.
(Aldebaran, pegando o animal nos braços) Entra no carro! Vamos para o hospital veterinário. Você dirige!
(Aiolia) Vamos. Mas o cachorro parece bem, Deba. Está até lambendo você.
(Aldebaran) Não discuta! Toca pro hospital.
No hospital, o médico veterinário constata que o cachorro, na verdade uma cadelinha, tinha apenas quebrado a pata dianteira direita.
(Médico) Ela vai ficar bem.
(Aldebaran) Não posso deixá-la na rua desse jeito. Vou levá-la pro condô.
(Aiolia) Um cachorro, Debão?
(Aldebaran) Por que não? Já temos o Máscara da Morte lá, um outro cachorro não vai fazer diferença.
(Aiolia, rindo) Deixa ele saber que você o chamou de cachorro.
(Aldebaran) Ele devia ficar lisonjeado. Cachorro é um bicho muito inteligente.
Aiolia e Aldebaran passam num restaurante, compram a comida e retornam para o Condomínio, onde todos esperavam no ginásio.
(Milo) Foram buscar a comida no Brasil???????
(Aiolia) Não exatamente... mas a comida é brasileira. Debão achou um restaurante de comida típica do país dele.
(Máscara) Espero que preste. Mas cadê o infeliz?
(Aiolia) Foi deixar a cachorrinha em casa.
(Marin) Que cachorrinha?
(Aiolia) A que ele acabou de arranjar. Mas é uma longa história. Me ajudem a tirar a comida do carro e depois eu conto.
Continua...
-------------------S-------------------A-------------------I-------------------N-------------------T-------------------S-------------------
Pessoas!!!!
Capítulo novooooooooooo!
Ainda ia pesquisar as músicas que estava tocando na casa do Debão e do FroFro (o criado dele tava cantando, lembram?). Mas como resolvi publicar logo, deixei quieto.
O criado do Kanon ficou pra depois por pura preguiça de criar um nome pra ele. No próximo capítulo eu coloco.
Fichas dos criados no blog.
Beijos, gente!
Chiisana Hana