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Fanfics

[Saint Seiya] Amanhã

Uma outra tarde em família


Autor: ~NinaNeviani

Categoria: Animes/Saint Seiya

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela.

Tags: Aiolia, Marin

Personagens: Aiolia, Marin

Classificação: Livre

Adicionado em: 06/02/08

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Caracteres: 10.594

Exibições: 120

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AMANHã

por Nina Neviani

Beta-reader: Chiisana Hana


Capítulo VIII - Uma outra tarde em família

Aiolia acordou com a sua filha jogando-se em cima dele.

- Papai, acorde! Já são nove horas! A gente prometeu que iria levar um pedaço de bolo para a Marin hoje.

Despertando completamente ao ouvir o nome "Marin", Aiolia respondeu:

- Tem razão, querida. Vá para o banho, eu também vou me arrumar. Depois tomaremos café e iremos para a casa dela.

- Por que a gente não toma café na casa da Marin?

Aiolia pensou em uma razão para não aceitar a proposta da filha. Na verdade, existiam várias. Porém nenhum era mais forte do que a vontade que ele tinha de rever a ex-namorada. E quem sabe assim ele poderia esclarecer o que realmente tinha acontecido no passado de ambos.

Com a demora do pai em responder, Athina reforçou:

- Ela não vai achar ruim. Eu e ela somos amigas, e amigas tomam café juntas.

- Pode ser uma boa idéia, amiga da Marin.

- Eba! Eu vou tomar um banho. Vá também, daí quem terminar primeiro começa a arrumar a cesta que a gente vai levar. Tá bom?

- Acho que eu perdi alguma coisa, pequena. De que cesta você está falando?

- Ora, a cesta de café da manhã! A gente não pode chegar de mãos vazias.

Aiolia riu, e disse:

- Como eu poderia discordar? Athina Priamos já planejou tudo.

Mal ele tinha acabado de falar, a garota já tinha saído pela porta. No entanto, instantes depois ela voltou e, parada na porta do quarto do pai, disse:

- Seria legal ter uma mãe como a Marin.

E sem esperar pela resposta do pai, foi para o banho.

- Pode ser uma boa idéia. - Aiolia respondeu para si mesmo. - Pode ser.

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Menos de meia hora depois, eles já tinham começado a preparar a cesta de café da manhã - com direito a bolo de aniversário e docinhos - da Marin. Só quando já estavam no carro que Aiolia percebeu o quanto fora impulsivo. Ele deveria ter pelo menos telefonado avisando que iriam. Ainda mais depois da maneira como a Marin tinha deixado a festa no dia anterior. Mas naquele momento era tarde para se arrepender, afinal já estavam na frente do prédio no qual a Marin morava.

Quando Aiolia conseguiu alcançar a sua filha, que tinha disparado na frente, ela já tinha tocado a campainha. Instantes depois, Marin abriu a porta.

- Bom dia, Marin! - Athina saudou-a e abraçou-a fortemente.

- Bom dia, Athina! - Marin já tinha se refeito da surpresa de ter a garotinha e o pai na sua porta tão cedo.

- Olá, Marin! - Aiolia a cumprimentou - Trouxemos o seu café da manhã. - Disse mostrando a cesta de café da manhã.

- Oi, Aiolia. Obrigada. - E abriu mais a porta para que eles pudessem entrar.

- A idéia foi minha. - Athina explicou, orgulhosa.

- Eu adorei, querida! Vamos comer?

Enquanto a filha estava entretida na arrumação dos pratos, Aiolia falou para Marin, de forma que somente ela escutasse.

- Espero que você não tenha se ofendido.

- Pelo quê?

Ele fez um gesto indicando a mesa do café da manhã, mas se referia também a visita dele e da filha.

- é claro que não. Eu realmente gostei. - Marin respondeu e sorriu.

Aiolia percebeu que Marin já não usava o tom agressivo quando falava com ele, e achou que talvez tivesse chegado o momento de esclarecer o passado deles.

- Marin, - continuou no mesmo tom baixo - eu acho que nós temos que conversar. Sobre o nosso passado.

Ela concordou silenciosamente e disse:

- Mas não podemos conversar sobre isso na frente da Athina.

- Eu sei.

E foi ajudar a filha, não sem antes deixar claro que iriam voltar a conversar sobre aquele assunto muito em breve.

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Depois do café, os três saíram para passear. Almoçaram fora, e novamente foram confundidos como uma família. Dessa vez, nem Marin e nem Aiolia se incomodaram. Passaram a tarde em um parque e apenas no final da tarde voltaram para o apartamento da Marin.

Athina, pouco depois que chegou, cochilou no sofá.

- Ontem e hoje foram dias mais agitados do que o normal pra ela.

- Entendo. Se você quiser colocá-la na cama, fique à vontade. A primeira porta do corredor é do quarto de hóspedes, ele está arrumado.

Quando Aiolia foi deixar a filha no quarto indicado, Marin se deu conta que em breve conversariam sobre tudo o que tinha acontecido há vários anos na vida deles. E provavelmente teria que contar para Aiolia que era estéril, a única coisa que ela esperava era que ele não sentisse pena dela. Marin se assustou quando ouviu Aiolia dizer.

- Ela está muito cansada, e não acho que vai acordar tão cedo. O que é bom, já que temos muito o que falar.

- Sim. - Foi a única coisa que Marin conseguiu dizer.

Aiolia se sentou ao lado dela no sofá. Nenhum dos dois falou por algum tempo.

- Marin, o nosso namoro era somente uma diversão pra você? Era só a aventura de namorar um professor?

- Não! Como você pode pensar isso, Aiolia? é claro que não.

- Então por que você sumiu sem dizer nada?

Marin respondeu com outra pergunta:

- Você já estava com a Thalassa naquela época?

- Eu estava com você, Marin. Eu nunca traí você.

- é que pela data de nascimento da Athina... Eu pensei que você... Bem, eu pensei que eu fosse a aventura.

Aiolia não se conteve e acariciou o rosto dela.

- Marin... Só quando você soube que a Athina nasceu prematura que você percebeu que eu não traí você, não é?

- Por isso, eu fui um pouco grossa com você.

- Eu acho que posso entender... Marin, se você soubesse que se você não tivesse me deixado eu jamais teria tido algum relacionamento com a Thalassa.

- Mas... eu não lamento isso totalmente. Se não fosse o seu relacionamento com Thalassa, a Athina não existiria.

- Sim, é verdade. E foi só por ela que eu me casei com a Thalassa. - Aiolia respirou fundo. - No dia da formatura, quando eu soube que você tinha ido embora pro Japão... Eu bebi demais e... aconteceu.

- Eu não sabia...

- Marin, eu estou contando o que realmente aconteceu. Estou admitindo o quanto eu sofri por ter perdido você.

Dessa vez, foi ela quem tocou-o.

- Se eu soubesse.

- Eu não pretendia ter nenhum relacionamento com a Thalassa. Mas dois meses depois, ela apareceu dizendo que estava grávida. E bem, eu tive que me casar com ela. O nosso casamento foi um verdadeiro inferno. Nós definitivamente não tínhamos sido feitos um para o outro. Talvez, se eu tivesse me empenhado mais... se eu tivesse tentado amá-la... No dia em que aconteceu o acidente, a Thalassa estava deixando a casa. E levava a Athina também, ela tinha bebido e percebido que o nosso casamento era uma farsa. Daí, aconteceu o que você já sabe.

- Sim.

Depois de um outro tempo em silêncio, Aiolia voltou a perguntar:

- Por que você me deixou, Marin?

- Mais ou menos uma semana antes da formatura, eu descobri que sou estéril.

- Por que você não me disse nada?

- Eu não queria que você sentisse pena de mim. Eu sempre soube que você sempre sonhou em ser pai, e não queria que você continuasse comigo só por compaixão.

- Compaixão? Marin, eu amava você. Eu era apaixonado por você! Eu ficaria com você, porque era o que eu queria fazer. Você fugiu pro Japão só porque você descobriu que era estéril?

- Só? - Marin tinha lágrimas nos olhos - Você entendeu o que eu disse? Eu nunca, nunca, vou poder ter filhos. Nunca vou poder colocar no mundo uma criança como a Athina.

Aiolia a abraçou e disse.

- Eu sei. Marin, eu te amava. Nós poderíamos ter adotado uma criança! Eu seria pai do mesmo jeito.

- Você diz isso agora...

- Não. Porém, eu estou disposto a provar pra você que eu amo você pela pessoa que você é, e não pelos filhos que você pode me dar.

- Você... - ela não terminou o que ia dizer porque o telefone começou a tocar.

Aiolia deixou de abraçá-la para que ela pudesse atender a ligação.

- Alô?

- Alô, Marin? Sou eu, Shina.

- Oi, Shina! Tudo bom?

- Tudo ótimo, Marin! Eu aproveitei a minha folga e contatei algumas pessoas essa semana. Hoje eu recebi a resposta.

- Resposta? Do que você está falando.

- Marin, eu acho que encontrei o Touma. O seu irmão!

- Oh, jura?

- Juro. Na verdade, eu marquei de me encontrar com ele mais tarde. Mas quem vai é você. Se você quiser, eu posso ir também.

- Sim, eu estou indo já pra sua casa.

- O que aconteceu, Marin?

- Aiolia, a Shina encontrou o meu irmão!

- Irmão? Você tem um irmão?

- Sim, meio irmão. Filho do meu pai. Minha mãe nunca deixou meu pai assumi-lo, e eu também não sabia da existência dele até pouco tempo. Foi por isso que eu voltei pra Grécia. Nem eu nem minha mãe tínhamos conseguido encontrá-lo até agora. Mas a Shina o achou.

Aiolia secou uma lágrima do rosto dela.

- Vá lá. Vá encontrá-lo. Se você quiser, eu e a Athina ainda estaremos aqui quando você voltar.

- Eu quero.

- Então, nós estaremos aqui.

Aiolia beijou-a levemente e disse:

- Vá.

Continua...


Capítulos de [Saint Seiya] Amanhã

[12/11/07] Uma semana

[19/11/07] Ontem

[29/11/07] Hoje

[04/12/07] Athina

[13/12/07] Descobertas

[24/12/07] Uma tarde em família

[14/01/08] Nascimento

[06/02/08] Uma outra tarde em família

[05/03/08] Esclarecendo o passado

[07/04/08] Epílogo


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