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[Harry Potter] Harry Potter e o Fim de um Começo

Duvidas de casais


Autor: ~Karol-chan-s2

Categoria: Livros/Harry Potter

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela.

Personagens: Harry Potter, Hermione, Rony, Gina, Draco, Pansy

Classificação: Livre

Adicionado em: 04/02/08

Comentários/Favoritos 1/1

Caracteres: 13.761

Exibições: 215

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Oi!
Essa é a minha 1° fic.. Tomara q vcs gostem! E é o 1° cap.!!



Os dias se passavam como flashes. Aquilo era desesperador. Ele queria ter mais tempo pra pensar, mas sempre desperdiçava, deitado dia após dia na cama, levantando apenas pra comer alguma coisa e pra tomar rápidos banhos. Nos lençóis, buscava o cheiro de Gina, mas ela ameaçara para de vê-lo se ele continuasse naquela depressão. Por mais que ele quisesse ficar com ela, era quase inevitável sentir vontade de parar e ficar em silêncio sobre os lençóis.
Mais esta manhã, quando o sol invadia com intensidade o gigantesco quarto, um barulho vago da janela despertou Harry Potter de seus pensamentos distantes. Uma coruja cinzenta bicava a janela insistentemente. Ele levantou e pisou aquele chão frio com os pés descalços e dormentes. Abriu a janela e puxou o envelope do bico afiado da ave, que o bicou de volta, irritada com a rudeza da atitude dele.
Harry reclamou de dor e olhou a coruja voar embora, xingando-a intimamente. Quando baixou o olhar para os jardins da casa, viu Gina o contemplando debaixo da copa de uma árvore bastante colorida. Ela sorriu e ele retribuiu, surpreso com a presença dela ali.
Abriu o envelope e havia apenas:
Desce daí, príncipe da tristeza

-Quando você me disse que ia parar de me ver, eu pensei que fosse sério.
-Você pensa demais, Harry Potter. – Ela respondeu, acariciando os cabelos pretos dele.
-Tem razão.
Gina fez um bico chateado e beijou a cabeça dele recostada em seu peito. Harry suspirou e, como Gina não falou nada, ele começou.
-Ultimamente eu só tenho pensado. E pensado. E pensa...
-Harry. – Ela interrompeu, ajeitando-se ao lado dele e o fazendo se recostar na árvore. – Não tem que se sentir pressionado, bem... Não por enquanto. Você-Sabe-Quem ainda não aprontou nada nos últimos seis dias.
-Que animador! – Ironizou.
-Você não mudou nada, não é? – Gina suspirou vagamente, cruzando os braços. – Eu queria muito poder decidir essas coisas com você se é o que quer saber.
-Ah é? E por que não tenta começar me ajudando? – Ele levantou, limpando as calças.
-E eu vou mesmo te ajudar. Começando agora.
-Quê?
Mas antes que ele pudesse tentar qualquer atitude, Gina o empurrou no lago límpido, antes de pular ao seu lado, espirrando água para todo lado. Harry voltou para a superfície, sem acreditar que Gina fez mesmo aquilo. Quando voltou a respirar, viu Gina passando as mãos no rosto, juntando mais uma vez o ar, rindo para ele.
-Você é muito danada, sua espertinha. – Ele disse, agarrando-a.
Ela soltou alguns gritinhos animados e fingiu querer fugir, mas não era realmente a pretensão dela. Desistindo de se debater em seus braços, Gina o beijou, separando seus lábios antes de cada novo beijo, examinando a expressão dele.


-“O menor sinal da decisão de Harry Potter já é um bom motivo pra dormirmos em paz. Onde estará nosso herói mirim agora? Refugiando-se numa casa de luxo, curtindo sua vida enquanto Você-Sabe-Quem trama novos ataques? Não duvido nada...”
Hermione leu para Rony sobre a mesa d’A Toca. Rony demonstrou total repulsão ao trecho e tomou mais um gole de rum.
-Rony, eu sei o quanto o Profeta Diário está tentando sujar a imagem de Harry, mas você, definitivamente, não deveria descontar sua frustração e raiva numa garrafa de rum logo pela manhã. – Hermione olhou preocupada para o ruivo, baixando o jornal sobre a mesa.
-Eu não me importo. Enquanto eu não puder ir na editora e dar uma lição na maldita Rita, vou me afundar nesse rum. Que por sinal, não é tão ruim assim. – Respondeu, analisando o copo, sugestivamente.
Hermione balançou a cabeça, desaprovando e levantou da mesa, abandonando o jornal. Rony ergueu o pescoço.
-Pra onde você vai?
-Eu só não quero ver você se afundando assim na bebida. Não adianta quando eu sugiro que você pare mesmo. – Respondeu, virando-se e dando as costas pra ele.
Ele deu um muxoxo e tomou um último gole do rum, deixando a garrafa sobre a mesa e correndo atrás dela. Alcançou-a na sala.
-Não vai pra casa. – Ele pediu, segurando seu braço. – Eu não... Não posso ficar aqui sozinho.
-Por quê? Quer platéia pra sua decadência, é isso? – Ela puxou o braço da mão dele.
-Não! Não é isso! – Ele deu uma pausa, impedindo que ela atravessasse a porta de saída.
-O que é isso agora, Rony? Acha mesmo que a porta é a única coisa que me impede de voltar pra casa? Eu posso aparatar, lembra? – Disse, irritada.
-Espera. Por favor. Eu tenho que pedir que fique, afinal... Eu... Eu vou parar de tomar o rum. Se eu começara de novo, você está autorizada a quebrar a garrafa na minha cabeça.
Hermione riu, odiando-se por não ser capaz de se manter séria. Rony sorriu, aliviado.
-Certo. Mas eu vou fazer isso mesmo se você continuar.
-Ótimo. – Rony a puxou de volta pra cozinha, onde a fez sentar à mesa.
Hermione estava tímida e constrangida. Algo a perturbava naquele momento, ele teve certeza. Rony saltou para sentar sobre a mesa, ao lado de Hermione que estava sentada numa das cadeiras.
-Pronto. Estou de costas pra garrafa. – Ele disse, indicando a garrafa com um movimento da cabeça. Hermione sorriu.
-Rony, - Ela levantou da cadeira e veio para frente dele. Ele engoliu em seco, corado. – eu tenho uma coisa de importante pra falar sobre nós dois.
-É? – Indagou, ficando ainda mais envergonhado quando ela ficou entre suas pernas.
-É. – Disse, corando ligeiramente assim como ele. – Rony, o que você sente? Fala a verdade, por favor.
-Eu... Eu sinto? – Ela olhava fixamente em seus olhos. – Eu... Sei lá...
Ela suspirou e se afastou dele, voltando a se sentar na cadeira, olhando para o jornal e o puxando agressivamente para ler. Rony se assustou, e não conhecia aquele lado de Hermione, mas tinha de confessar que era ainda mais assustador.
-Esquece. Eu não sei o que deu em mim. – Ela soltou uma risadinha nervosa, passando a mão nos cabelos.
Rony não disse nada, apenas continuou sentado sobre a mesa, observando a jovem fingir ler o jornal.

Numa sala escura e úmida, um jovem gemia de dor, caído de joelhos ao chão, curvando a cabeça ao chão, apertando o peito com as duas mãos juntas. Aquela dor parecia insuportável e ele parecia prestes a desmaiar, mas ele se sentia incapaz de até mesmo gritar. A dor era cruel porque nem desmaiar ou morrer ele podia, simplesmente não conseguia.
Não sabia desde quando estava ali, mas queria ir embora. Também não sabia mais onde estava. Pensava numa vaga lembrança de Pansy falando com ele e pedindo socorro. Ele não lembrava se conseguira salvá-la ou ao menos ajudá-la com o que precisava, mas, por outro lado, sentia o ódio correr por seu corpo ao ver a cena de Pansy sendo puxada por Voldemort para longe dele e jogando-a numa sala escura, quase tão escura quanto a dele.
Um gemido mais fino soou de um canto ao seu lado. Ele se sobressaltou e avançou contra a direção do som e ouviu ainda uma respiração assustada e acelerada.
-Quem está aí? – Uma voz feminina perguntou. Por mais escuro que estivesse, os olhos cinzentos de Draco Malfoy já estavam tão acostumados com a escuridão que ele pôde ver Pansy se encolher contra a parede de pedra.
-Pansy. Sou eu.
-Draco? Draco! – Ela tremia, e sua voz rouca estava arrastada e hesitante.
Ele engatinhou até ela, ainda segurando o próprio peito, pois a dor não cessara, apenas diminuíra.
-Eu estou aqui. Você está machucada? – Perguntou, mas ela não respondeu, apenas se jogou em seu pescoço, abraçando-o com força. Ele gemeu de dor e ela se afastou.
-Merlim! Desculpa! Eu esqueci que ele te acertou. – Ela levou as mãos à boca. – Oh, Draco. Me perdoe! Eu te trouxe até aqui! Eles me obrigaram e disseram que matariam você se eu não te trouxesse. Além do mais, enquanto eu não aceitasse, eles matariam minha irmã.
-Eu não sabia que você tinha uma irmã. – Ele disse, tentando parecer forte na frente dela. – Mas isso não importa agora. Ele machucou você?
-Não. Draco, deixe eu tentar examinar o seu ferimento.
-Não tem nenhum ferimento visível, Pansy. É por dentro que dói. Eu não sei que tipo de feitiço ele usou em mim. – Draco explicou, já não se agüentando de dor, caiu de costas no concreto frio.
Pansy soltou um gritinho nervoso, precipitando-se ao lado dele.
-Draco! – Ela balançou o rosto dele, dando tapinhas para tentar despertá-lo. Pareceu funcionar, pois o loiro entreabria os olhos a cada tapa.
-Tudo bem... Eu... Eu não vou morrer, certo! Então não me olhe assim! – Ela começou a chorar, tocando o peito dele. – Pára, Pansy!
Ela escondeu o rosto entre as mãos.
-Eu sei que feitiço é esse. – Ela murmurou entre as mãos no rosto. Draco entreabriu a boca pra falar, mas não conseguiu. Ela olhou pra ele, segurando seu rosto entre as mãos. – É Imobillis Natteles.
Houve um tempo de silêncio, em que ela ficou a observar cada ponto no rosto de Draco, como se estivesse absorvendo cada parte dele antes de algo acontecer e ela nunca mais vê-lo.
-Certo. – Disse, indiferente. – E você já pode traduzir?
-Draco... À noite você vai morrer. – Ela disse, engolindo em seco e recomeçando a chorar. – E o pior é que nós não podemos saber se está perto ou não de anoitecer. Aqui é sempre escuro.
-Não se preocupe. Eu não vou morrer sem antes tirar você daqui. – Ele disse, olhando os pulsos.
-O quê? Você é louco!? – Ela se alterou, levantando com esforço. – Você vai morrer e se preocupa comigo!?
-Senta aí, Parkson. Eu já falei que vou tirar você daqui, então fica quieta.
-Não! Eu não vou sair daqui! Eu quero ficar aqui com você.
-Não! – Ele disse, alterando o tom de voz e olhando fixamente para os olhos dela, que eram negros como a escuridão. – Eu vou tirar você daqui sim. Tem alguma pedra por aí?
-Quê?
-Tem ou não tem? – Insistiu, impaciente.
-O que você vai fazer? – Ela perguntou, sem se interessar em saber se havia algum instrumento cortante por perto.
-Eu vou fazer um portal. – Respondeu, pegando um vidro que encontrou próximo a ele, no chão.
-E como é que você vai fazer? – Perguntou, assustada com o vidro que ele parecia mirar no próprio pulso. – Não!
Ela segurou o braço dele, impedindo que ele continuasse. Draco perdeu o vidro de vista. Suspirou, pensando que talvez ela estivesse realmente assustada. Pansy caiu de joelhos à frente dele e chorou mais uma vez, caindo em seus braços.
-Não. Eu vou morrer com você. Eu mereço. – Murmurou no ouvido dele, com o queixo apoiado no ombro dele. – Você não deve se ferir por minha causa. Você já está ferido por minha causa, aliás... – Lembrou, apertando o abraço. – Eu devo morrer antes de você...- Disse, pegando o vidro que caiu ao seu lado, sem que Draco percebesse, a princípio.
-O que está dizendo? – Ele a afastou de si, pegando a mão dela e vendo o vidro. – Você... NÃO PODE MORRER! – Gritou, desesperado com a possibilidade de ter visto Pansy sangrar em seus braços até morrer.
Ela chorava como nunca. Numa atitude nervosa, ele segurou seu rosto e, bruscamente beijou seus lábios. Pansy se espantou, de primeira, mas começou a retribuir com mais delicadeza, o que o fez ser mais carinhoso no beijo. Ela gemeu baixinho, ele sabia que ela sempre desejou tê-lo daquele jeito. Sempre o amou, e não havia momento melhor pra ele satisfazer seus desejos. Bem... Nem tudo. Ali não era lugar. Ele tinha de parar, além do mais, como homem, estava sentindo ainda mais desejo, passeando sugestivamente as mãos pelo corpo quente de Pansy, sentindo-a escorregar pelo seu corpo, o perfume dela... Todos os motivos plausíveis para atacá-la, mas não ali.
Saber que nunca poderia tê-la, o fazia sofrer. Ele ia morrer. Agora, isso parecia mais óbvio pra ele, pois o tempo estava passando. A morte chegaria sorrateiramente, pois realmente impossível distinguir se era dia ou se já estava anoitecendo.
-Pansy. – Ele interrompeu os beijos e, arfando, afastou a jovem. – Precisa ser agora. Eu não sei quanto tempo mais eu tenho. Eu tenho que fazer o portal e tirar você daqui. Precisa ser. Por favor...
Ela olhou um tempo em silêncio para Draco. Nunca imaginou que ficaria tão indecisa e insegura. Ela iria perder Draco!
Draco pegou o vidro e mirou novamente seu pulso, Pansy se ajoelhou à frente dele, mas não queria vê-lo se ferir. Fechou com força os olhos e ouviu o grito de dor e desespero de Draco. As lágrimas encheram seus olhos e, ao abri-los, Pansy viu Draco proferir magias em uma língua que ela não entendia. Ele usava suas últimas forças pra fazer aquilo. Ela começou a ver o portão se abrir à frente dele.
-Draco.
-Vai. – Ele pediu, fechando os olhos tranquilamente, moribundo.
As últimas lágrimas escorreram de seus olhos. Ela guardou consigo a imagem de Draco e atravessou o portão, tentando olhar para trás, mas ele simplesmente havia sumido. Pansy olhou ao redor, com a garganta presa, dormente. Estava no St. Mungus. Draco pensou em tudo mesmo agonizante, ele pensou nela. Como ela estava no centro do saguão, todos a olharam, espantados com todos aqueles ferimentos e a sua aparição repentina.
Ela gritou de dor por ter certeza de que Draco morrera. Alguns enfermeiros se aproximaram e a levaram, aos prantos, para uma sala, onde teria os devidos tratamentos.


Capítulos de [Harry Potter] Harry Potter e o Fim de um Começo

[04/02/08] Duvidas de casais

[08/02/08] A volta de Voldemort


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