Um século depois sem postar... as fics já estavam escondidas no meio das teias de aranha... mas cá estou de volta pra alegria dos leitores...
Leitores babando nas cadeiras... cri, cri, cri
Já estava tarde, mas mesmo assim Ed, Al e Yoko decidiram sair para dar uma volta e refrescar a cabeça.
Yoko: Estou com uma sensação estranha... – comentou após algum tempo.
Ed: Isso é normal, já que estamos sendo seguidos. – vendo a expressão de surpresa nos dois acrescentou – Continuem agindo normalmente.
Arriscaram olhar um pouco para trás. Tinha mesmo alguém ali.
Al: Desde quando estão nos seguindo?
Ed: Mais ou menos meia hora. – abaixando a voz – Parem de olhar pra trás!
Continuaram andando, mas estavam tensos.
Yoko: Você não pode fazer nada, Ed? – sussurrou nervosa.
Ed: Espere mais um pouco. Estamos em campo aberto. Vamos para o parque.
Al: É só um... podemos pega-lo facilmente.
Ed: Ele não está sozinho.
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Roy: Deixei o Maes cuidando disso. – terminou algumas explicações – Agora, falando de nós – começou a cantar sua acompanhante – onde nós iremos jantar hoje?
Riza: O que? – mesmo estando juntos há algum tempo, ele ainda surpreendia a tenente com convites inesperados.
Roy: Aonde quer ir hoje a noite? – colocou a mão na cintura dela, puxando-a para perto – Uma mulher maravilhosa como você merece uma noite especial.
Ele se aproximou mais, chegou seu rosto bem próximo ao dela, seus lábios se roçando...
Riza: Roy, ali na frente – ela se esquivou apontando para algo atrás dele.
Ela não ia cortar o clima sem motivos. Quando ele se virou, uma explosão ocorreu em um ponto à frente.
Roy: Droga... – odiava ser interrompido – No parque, vamos. – e correu para dentro do carro, já calçando suas luvas.
Riza veio logo atrás e sentou no lugar do motorista, guiando o carro até o local.
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Greed e Edward lutavam nas proximidades do parque. Socos e chutes voavam pra todos os lados.
Al: Nii-san cuidado! – advertiu o mais novo.
Ed: Al, tira ela daqui! – gritou em resposta.
Yoko e Al estavam um pouco afastados. Era Greed quem os seguia, e foi uma surpresa muito grande descobrir que ele era um traidor.
Mas desde quando podiam confiar em um homúnculo?
Ed: Vão logo!
Al: Ok! Vamos... – correra no sentido oposto, mas foram interceptados por Wrath.
Wrath: Daqui vocês não passam! – ele golpeou Al, jogando-o longe.
A garota gritou, fazendo Ed se distrair e ser acertado por Greed.
Eram dois contra dois. Atacaram ao mesmo instante. Greed e Wrath mantinham os irmãos Elric cercados. Mas isso não os prejudicava, pois sempre ajudavam um ao outro.
Ed: Yoko! Corre e se esconde, eles estão atrás de você! – alertou a garota.
Yoko: Pra onde? E se eles me perseguirem?
Al: Vai rápido, pra qualquer lugar. Nós os seguramos aqui.
Ela deu alguns passos indecisos pra trás, virou-se e correu o máximo que pôde.
Wrath: Volte aqui! – tentou segui-la, mas al o puxou pelo pé e arremessou para o outro lado.
Al: Vai ter que me vencer primeiro!
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O carro parou derrapando. Coronel e tenente desceram rápidos.
Greed: Chegou a cavalaria... É melhor desistir garoto, antes que seus amigos se machuquem.
Greed não tinha nenhum machucado visível, a cada golpe que recebia ele simplesmente reconstruía seu corpo. Ed por outro lado, tinha cortes e arranhados no braço e no rosto.
Mas Ed era teimoso e não pararia enquanto não vencesse.
Riza e Roy entraram na briga. Ela atirou em Greed, enquanto Roy foi ajudar Al.
Ed: Não se intrometam! – ele não ia aceitar ajuda, ainda mais vinda do Flame Alchemist.
Roy: Isso não é hora de ser orgulhoso – retrucou de volta.
Al: Vão atrás da Yoko. Ela entrou no bosque.
Os dois pararam mediante a situação.
Roy: Tenente, vá buscar o Hughes e o Armstrong – ele logo achou uma solução – eu vou atrás dela – e correu para o bosque.
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Ela correu sem parar, procurando um lugar seguro pra se esconder.
Quanto mais rápido ia, mais ela se sentia perdida. Mas se parasse ou olhasse pra trás, temia ver alguém lhe perseguindo.
Estava difícil correr. Galhos e raízes a atrapalhavam e prendiam sua roupa. Arranhando seu rosto, seus braços e pernas.
A escuridão não ajudava em nada, pois não sabia para onde devia seguir.
Tropeçou em um tronco e caiu no meio dos arbustos. Permaneceu imóvel, tentando escutar passos, mas só ouviu seu coração descontrolado.
“Como será que aqueles dois estão?” – pensou alarmada.
Ajoelhou-se e levantou. Era melhor continuar andando. Mal começou a caminhar e uma voz a chamou pelas costas.
Era Roy Mustang.
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Riza disparou com o carro atrás de Mães e Armstrong, deixando os garotos sozinhos novamente.
Wrath usava todas as suas forças, mas era quase impossível cansar aquele corpo de metal.
Por outro lado, Ed mal se agüentava em pé. Ele continuava desferindo vários golpes, mas o cansaço logo o venceria.
Greed: eu vou matá-lo em breve – desdenhou – só não garanto que será indolor – e riu maleficamente.
Ed: Muito animador – ironizou, tentando ganhar tempo – mas quem vai perder é você.
Partiu novamente para cima de Greed, usando seu braço transmutado em lâmina. Usava seus últimos vestígios de força tentando feri-lo, mas o outro só desviava.
Ed parou por um instante, mas Greed não ia esperar. Correu na sua direção e acertou um soco em seu estômago, deixando-o sem ar.
Preparou para um novo golpe, mas foi lançado para longe, junto com Wrath.
Em sua fúria de ver o irmão caído, Al deixou Wrath inconsciente e depois o arremessou na direção de Greed.
Al: Nii-san, você está bem? – foi logo ajudá-lo.
Ed: Sim, obrigado Al – agradeceu meio sem jeito.
Al: É melhor procurarmos o coronel.
Estava muito escuro, mas deveriam procurá-los. Andaram pouco tempo, até Al ser atingido e lançado contra uma árvore.
Lust: Onde pensam que vão?
Era só o que faltava. Mais um homúnculo.
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Armstrong: O que está havendo tenente? – indagou entrando no carro.
Ela mal parou na porta do quartel e já estava saindo novamente.
Riza: Homúnculos atacando novamente. E a Yoko desapareceu.
Hughes: Desapareceu? Mas como?
Riza: Ela entrou no bosque, estava fugindo.
Armstrong: Quem mais está lá?
Riza: Ed, Al e Roy. E dois homúnculos.
Hughes: Vamos nos apressar.
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Yoko: Roy! – ela gritou em resposta.
Estava feliz pois sabia que agora estava segura.
Roy: Você está bem? – se aproximou cauteloso.
Yoko: Sim. Acho que sim. Onde estão os outros?
Roy: Em combate. É melhor sairmos daqui – e estende a mão pra ela.
Ela estendeu a mão também, mas uma chama se pôs entre eles.
Roy²: Fique longe dela!
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Lust: Uma pena você não nos ajudar garoto. – ela os rodeava, como se fossem sua presa – Agora nós só precisamos da garota e da pedra.
Ed: Mas não vai conseguir nenhum!
Mesmo ferido e cansado ele acata Lust. E Al também ajuda. Porém ela era rápida, e desviava facilmente.
Lust: Não pensem que vão me vencer tão facilmente! – usa suas garras e acerta Ed.
Ele cai de joelhos e põe a mão no ombro, tentando estancar o sangramento.
Ed: Droga... – não seria fácil com ela.
Al não desistiu e continuou golpeando. Ele não cansava, portanto testaria os limites dela. A cada golpe, ela desviava. Ele cada vez ia mais rápido. Uma hora, um deles desistiria.
Ed levantou com muito esforço. Atacaria novamente, mas um vulto apareceu na sua frente.
Sloth: Onde ela está? – havia certa urgência naquela pergunta.
Ed: Você também quer a pedra não é? – começou a ligar os fatos – Pois saiba que não vou lhe contar, mesmo que soubesse!
Ela o pega pelo pescoço e bate contra uma árvore.
Sloth: Não brinque comigo, Ed. Eu preciso da garota agora!
Al e Lust estavam um pouco afastados.
Ed: Você e todos os outros... estão tramando desde o início! Não confiam nem em si próprios – ele já estava ficando sem ar.
Vários pedregulhos atingem Lust.
Armstrong: Tudo bem Alphonse? – fazendo pose de herói.
Lust: Mais um, menos um... tanto faz – e ataca.
Contudo, os dois eram bem mais fortes e logo conseguiram usar alquimia para prendê-la.
Do outro lado, Ed já quase inconsciente foi ajudado por Riza e Mães que chegaram atirando em Sloth, conseguindo afastá-la.
Al e Armstrong voltam para ajudá-los.
Al: Nii-san... seu ombro... – seu tom era gentil e preocupado.
Ed: Tudo bem... – esforçava-se para tranqüilizá-lo – foi só um arranhão – mas nem conseguia levantar direito.
Hughes: Vamos para o carro fazer um curativo.
Armstrong: Eu vou atrás do coronel – e se embrenhou no bosque.
Ed: Eu vou também. O Envy está solto – levanta-se e começa a andar.
Riza: Vamos todos, mas tenham muito cuidado.
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Roy²: Fique longe dela!
A garota olhou para os dois Roys à sua frente. Qual o verdadeiro?
Yoko: Mas... como? – estava surpresa.
Roy¹: Não escute o que ele diz – ficou de alerta. – É aquele homúnculo que se transforma – e lançou uma chama na direção dele.
Roy²: O impostor é você! – estalou os dedos queimando alguns galhos em volta.
Eles andavam em círculos, analisando cada passo, cada gesto.
Roy¹: Fique longe, Yoko. Ele é perigoso!
Roy²: Volte e procure o Fullmetal!
Em qual deles acreditar? Quem era o coronel e quem era o homúnculo?
A garota pensou em fugir. Mas, a um movimento seu, os dois partiram para um corpo a corpo.
Mais socos eram lançados. Um se jogando no outro, tentando derrubar e imobilizar.
Chamas e faíscas voavam em todas as direções, algumas árvores eram agora apenas um pedaço de carvão.
Vários cortes, muito sangue, movimentos cada vez mais lentos, a respiração já estava falha.
Roy¹: Impostor!
Roy²: Seu maldito homúnculo!
A garota olhava para ambos. Era impossível identificá-los. Como iria sair dali? Em qual acreditar?
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Eles estavam andando pelo bosque escuro, a lua tinha seu brilho ofuscado pelas nuvens e pela copa das árvores. Não conseguiam ver aonde iam, mas o som de golpes se fazia ouvir ao longe.
Al: Será que eles estão bem? Nós já andamos muito, mas não os vimos em lugar nenhum.
Hughes: Devemos estar perto, o som vem dali – e apontou pra frente.
Não demorou muito e viram algumas labaredas sendo atiradas em todas as direções. Logo se puseram a correr.
Pararam tropeçando uns nos outros. Dois Roys lutando, idênticos até o último fio de cabelo, muito desgastados, as fardas rasgadas, cortes profundos e algumas queimaduras.
Todos ficaram estáticos, mas a tenente não era de ficar parada olhando. Carregou sua arma e pôs-se a frente dos outros, mirando para os dois.
Riza: Coronel!
Os dois viraram-se, a expressão de surpresa era enorme.
Roy¹: Riza não!
Roy²: Tenente não!
Gritaram ao mesmo tempo. Ela não parou pra pensar. Atirou certeiro no pescoço de um deles.
A vítima começou a se contorcer de dor e inesperadamente a mudar de forma. O outro permanecia estático, com a boca aberta, apenas olhando.
Roy: Como sabia? – juntou-se à sua equipe.
Riza: Você nunca me chama de Riza na frente das pessoas – sussurrou só pra ele, abaixando sua arma.
Envy: Não vai... não vai ficar assim! – ele gritava, rolando no chão com a mão no ferimento – Vocês me pagam!
Mesmo ferido mortalmente, ele conseguiu se por de pé. Transformou seu braço numa espécie de espada de curto alcance e se jogou na direção de Riza.
NÃOOOOOOOOOOOOOOOO
Nem mesmo a floresta foi capaz de abafar aquele grito...
Finalmente consegui postar esse capítulo... estava digitando ele desde o fim do ano passado.
O capítulo ficou grande, e olha que eu tirei uma parte do final pra deixar pro próximo capítulo, que infelizmente será o último (ou felizmente para alguns, não sei ao certo).
Tentei continuar a linha da história e mantê-la com muito suspense.
Espero que tenham gostado.