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[Bleach] O Shinigami Perdido

O Primeiro Encontro - Capitulo III


Autor: ~Kuchiki-Sama

Categoria: Animes/Bleach

Gênero: Hentai/Ecchi/Seijin - Yaoi/Lemon/Dark Lemon - Yuri

Tags: Bleach, Shinigami

Personagens: Shoushiro, Koia

Classificação: 18+

Adicionado em: 16/01/08

Comentários/Favoritos 2/4

Caracteres: 10.471

Exibições: 284

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Nota: Nota: 5 

 


Kohaku Shoushiro é um estudante do ensino médio e atacante titular do time de basquete de sua escola. Desde a morte de seus pais, o garoto vive com sua tia e não costuma se comunicar muito com as pessoas. Kohaku Shoushiro é um adolescente de 15 anos. Medindo quase 1,80m ele é o pivô do time de basquete de sua escola. Shoushiro possui um corpo atlético, bem definido e pesa 60 kg. Seus cabelos negros são um pouco grandes, cortados num estilo repicado que lhe cai até o queixo. Seus olhos são curiosos e incomuns que o destacam entre os demais garotos de sua idade. Os olhos de Shoushiro possuem cada um uma cor. Um raro erro genético diagnosticado por um antigo médico da família. Seu olho esquerdo é verde enquanto o direito azul. Em geral Shoushiro é um menino bonito que disputa bastante a atenção das garotas do colégio. Entretanto, ultimamente ele veio despertando a atenção de um colega, o armador reserva de seu time, Tanaka Ichiguri.
Shoushiro não tem conseguido dormir direito desde o dia em que seu colega de time, Ichi, como é mais conhecido por todos, se abriu com ele dizendo que tinha certos desejos proibidos pelo jovem pivô. Shoushiro não é um jovem muito comunicativo, e desde criança nunca ligou para relacionamentos com meninas e muito menos com meninos. Ele jamais pensou em sua vida que um dia teria algum tipo de relacionamento tanto físico quando emocional com uma pessoa do mesmo sexo, mas o destino o pegou de surpresa colocando Ichiguri em seu caminho. Desde o dia em que tudo aconteceu no fim do ano passado, Shoushiro não conseguiu tirar Ichiguri de sua cabeça, nem mesmo enquanto estava viajando com os tios e o primo Koia.

Kohaku Shoushiro abriu a porta do quarto que dividia com Koia e logo em seguida a trancou, se jogando na cama noutro movimento rápido. Milhares de pensamentos confusos passavam por sua cabeça. O que seus tios pensariam se descobrisse que ele gostava de um garoto? E o seu primo Koia, o que ele diria? Ele não podia continuar com isso. Por mais que gostasse de verdade de Ichiguri isso teria que acabar. Mas por mais que Shoushiro quisesse esquecer o que houve entre ele e o armador reserva, ele não conseguia. Ao mesmo tempo ele se sentia culpado por ser tão rude com o colega há alguns minutos atrás nos chuveiros. Lágrimas rolavam em seu rosto caucasiano enquanto seus pensamentos lutavam em sua cabeça até que alguém bateu na porta do quarto.
– Shoushiro você está bem? – A voz de Koia soou através da porta.
– S-sim, Koia! – Shoushiro gritou disfarçando soluços.
– Vai me deixar entrar? – O primo insistiu.
– Só um minuto...
Shoushiro então levantou de sua cama rapidamente e enxugou seus olhos com as costas de suas mãos. Em seguida com um único movimento ele destrancou a porta do quarto e encarou Koia com um sorriso forçado.
– Tá bem mesmo? – Koia disse meio desconfiado ao fitar os olhos inchados do primo.
– Sim, por quê? – Shoushiro disse ainda sustentando o sorriso falso.
– Seus olhos... É com se você estivesse...
– Koia, diga a sua mãe que estou indo ao parque – Shoushiro disse antes mesmo que o primo completasse a sua frase. – Vou passar à tarde lá com o pessoal do time. Vamos treinar umas jogadas novas.
– Legal! – Koia disse animado. – Posso ir com você?
– Não! – Shoushiro disse rápido.
– Shoushiro? – Koia disse sem compreender a estranha reação do primo.
– Me desculpa Koia, mas acho melhor não, o time não está querendo ninguém de fora espiando as novas jogadas, sabe como o Sr. Matsumoto é rigoroso. Eu te conto tudo quando voltar. – O jovem mentiu e então deixou o primo boquiaberto no quarto, pois nunca havia deixado Koia de fora de seus treinos.
Na verdade não haveria treino nenhum.
Shoushiro não conseguiria ficar em casa com Koia ao seu lado nesse momento. Ele precisava de um tempo sozinho para pensar em tudo o que estava havendo com ele desde o fim do ano passado. Por que estava então alimentando esse sentimento por um garoto. O que estava havendo afinal?
Assim não demorou muito para que o jovem pivô chegasse ao parque próximo a sua residência. Ali havia uma quadra de basquete um pouco mais escondida próximo a um riacho que cortava a cidade, mas Shoushiro não foi à direção da quadra, ele queria se distanciar de tudo que o fazia lembrar de Ichiguri, e o basquete era a principal de todas. Ele prosseguiu e adentrou em meio às arvores do parque até chegar numa pequena clareira onde havia alguns brinquedos. Crianças e suas babás se divertiam ali escorregando num escorrega, fantasiando em cavalinhos de pau e brincando em vários outros brinquedos do parque. Shoushiro então sentou em uma gangorra mais afastada dos outros brinquedos e se pos a pensar no seu problema enquanto observava as crianças brincando.
No fundo ele gostava realmente de Ichiguri, mesmo não sabendo o que fez esse sentimento se aflorar. Seria normal se ele gostasse de garotas e não de meninos. Por que aquilo estava acontecendo com ele? Por que passou a se sentir mais atraído por Ichiguri do que pelas belas garotas de sua classe desde aquele dia no vestiário onde se tocaram pela primeira vez? Então imagens dos dois se beijando veio em sua mente em breves devaneios. Shoushiro os via no corredor da casa de Ichiguri, onde se amaram pela primeira vez, onde Ichiguri tirou sua virgindade, deitados nos tatames do corredor. Ele então desejou que aquele momento durasse para sempre. Via o rosto de Ichiguri sorrindo para ele e então sorriu. Até que seus pensamentos foram quebrados por uma explosão.
Então Shoushiro voltou à realidade quando se viu jogando no chão sob o balanço. Sem compreender o que estava havendo ela via as crianças chorando enquanto suas babás fugiam as carregando, desesperadas. De repente uma nova explosão fez doer seus ouvidos e uma cortina de poeira cegar sua visão. Quando conseguiu enxergar novamente Shoushiro viu alguém deitado no chão um pouco à frente. O silêncio agora dominava o parque. Todos desapareceram, exceto a pessoa aparentemente desmaiada. O jovem pivô se aproximou e percebeu que se tratava de um menino aproximadamente de sua mesma idade. Ele trajava vestimentas antigas como a dos lendários samurais, uma hakama preta composta por um kimono branco com detalhes em verde escuro. Seus cabelos eram de uma coloração azul escura e, amarrados por um rabo de cavalo idêntico aos dos antigos samurais. Possuía quase a mesma altura e peso de Shoushiro, se não fosse por pouco. Shoushiro também notou uma katana repousando ao seu lado e logo deduziu que pertencesse ao garoto, pois em sua cintura havia uma bainha vazia presa através de uma faixa azul.
– Mas o que... – Shoushiro resmungou baixinho a media que se aproximava, até que de repente ficou paralisado ao notar uma enorme sombra surgir atrás do garoto. A sombra então foi se transformando e se tornou um enorme monstro estranho, semelhante a um elefante usando uma máscara de chifres e possuindo um buraco na sua barriga. – Mas o que é isso! – Shoushiro disse com medo, enquanto se afastava cada fez mais, até que então percebeu que o monstro iria pisotear o menino desmaiado.
Por simples extinto, Shoushiro pegou a katana no chão e avançou contra o monstro. A criatura hesitou em atacar o garoto no chão e passou a encarar Shoushiro com um olhar de extrema fúria. Antes mesmo que pudesse pensar em qualquer coisa, Shoushiro foi arremessado longe pela trompa da fera mascarada e se chocou com o escorregador, deixando a katana escapar de sua mão. Shoushiro então percebeu que o monstro já estava bem diante seus olhos como se houvesse se teleportado para defronte de si num piscar de olhos. Então a criatura ergueu sua pata dianteira e berrou antes de proferir um golpe que esmagaria Shoushiro por inteiro. Nesse momento o jovem pivô ouviu alguém gritar:
– Bakudou nº 4: Hainawa!
Um raio amarelo atingiu o mostro em cheio e o fez urrar de dor, paralisando-o.
– Shinigami maldito! – A criatura gritou aflita. – O que está tentando fazer? Ganhar tempo com movimentos fracos como esse não te levará a lugar nenhum.
Shoushiro não conseguia se mexer. Ele apenas observava atento a tudo. Ele então notou o garoto com veste de samurai de pé, diante o monstro de máscara. Seus olhos abertos estavam fixos na criatura e uma expressão furiosa passava pelo rosto do jovem samurai nesse momento, até que os lábios macios do menino se movimentaram e ele disse:
– Você que é coroado com o nome dos homens, com uma máscara de sangue e carne, voando com dez mil asas, com a carruagem do relâmpago e uma roda viva rodopiante, quebre a luz em seis pedaços... – o garoto prosseguia enquanto parecia se concentrar em sua palavras estranhas.
– O que! – Disse o monstro. – Uma conjuração dupla!?
– Mas o que... – shoushiro disse a meia-voz sem compreender nada.
– Crave a lótus gêmea numa parede de pálidas chamas azuis... – O garoto continuava tão concentrado quando começou. Para Shoushiro, ele parecia um dos magos de um jogo que seu primo Koia tanto gostava, conjurando alguma magia poderosa. –... E espera as labaredas alcançarem os paraísos distantes. Bakudou nº61...
– O que! – O monstro mascarado disse com a voz tremula agora.
– Rikujou Kourou! – O garoto gritou e seis lâminas de luz amarela prenderam o monstro cravando no exato meio de seu dorso. Então com um movimento tão veloz que Shoushiro mal pôde acompanhar, o jovem samurai recuperou sua espada e desferiu um golpe certeiro na criatura, dividindo-a em dois. Um sangue negro jorrou, mas logo se transformou em uma luz azulada que se dispersou até desaparecer por completo. No exato segundo depois o garoto ajoelhou sem forças no chão no parque.
– Hei... você! – Shoushiro disse enquanto caminhava meio sem jeito em direção ao jovem que havia salvado a sua vida. Suas costas doía e parecia ter machucado além das costas, seus joelhos também. – O que foi tudo isso? – Shoushiro perguntou ao menino assim que o alcançou e o ergueu em seus braços com um pouco de dificuldade.
– V-você... – O menino com roupas de samurai disse quase desmaiando outra vez. – V-você pode... m-me ver?
– Mais é claro que sim... Mas o que é você? O que significa... Hei! – Shoushiro disse, mas já era tarde demais, o garoto havia perdido os sentidos mais uma vez.



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