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› Autor: ~dracena
› Gênero: Comédia / Drama (Tragédia) / Lírica / Mistério / Musical (Songfic) / Romance e Novela.
› Personagens: kagome, Inuyasha, mikok, sango
› Classificação: Livre
› Adicionado em: 14/01/08
› Comentários/Favoritos 2/1
› Caracteres: 11.550
› Exibições: 178
Nota:
XIV Capitulo
- Isso não vale!
- Claro que vale!
- Seu ladrão! Você só está roubando por que não conseguiu ganhar no futebol!
- Aquele jogo idiota! Eu fiz o ponto e foi você que ganhou!
- Por que você fez gol contra idiota!
- Idiota é você que disse para eu jogar a bola naquela rede!
- Isso foi no primeiro tempo, bocó!
Os dois se encontravam na casa de Mirok jogando vídeo game há horas e como o Inu Yasha só fazia gol contra, Mirok trocou o jogo por um de samurais. Neste o haion estava dando literalmente uma surra no rapaz.
- Na cabeça não! Isso não vale ladrão!
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Sango se aproximou da tela onde os manuscritos estavam preservados.
“Essa escrita me é tão familiar... Onde foi que a vi antes? Será que...”.
- Quero cópia das fotos desses manuscritos. Em casa tenho algumas anotações. Irei tentar traduzi-las no meu escritório.
A estagiária saiu e só retornou quanto terminou de providenciar o que a superiora pedira.
- Onde esta a urna?
- Na perícia doutora.
Sango olhou o relógio de pulso.
- Não posso esperar muito tempo, pois tenho um compromisso urgente. Assim que o relatório for concluído me avise, e passe o seu resultado OK?
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“Elas estão demorando demais”.
Mirok já estava arrumado e esperava impaciente que uma das jovens chegasse para poder ir trabalhar. Inu Yasha continuava jogando no vídeo game, dessa vez contra o aparelho.
Ele então ouviu um ruído de um carro se aproximando. Olhou pela janela e saiu em direção de sua amada vizinha.
- Posso segurar isso?
Sango estava tendo dificuldades de abrir a porta de sua casa, pois carregava diversas pastas e papéis.
- Claro! E demorou!
Ela então abriu a porta e adentrou na sala sendo seguida pelo rapaz que colocou a carga sobre a mesa.
- Trazendo trabalho para casa novamente Sango. Você não descansa não?
- Sabe que não considero o que faço um trabalho e sim um prazer – retrucou.
- Esta certa, mas em casa você devia descansar – andou em sua direção parando a apenas um passo de distancia.
- Mirok por que está agindo dessa forma? – tentando controlar a respiração.
- De que forma?
- Assim. Está diferente... Mais carinhoso, gentil, até preocupado comigo...
- Eu sempre estarei preocupado com você – tocando em uma das faces coradas da moça.
Desde o meu sangue até a essência do meu ser
E para o seu amor que é meu tesouro
Tenho uma vida toda inteira aos seus pés
E tenho também um coração que morre por dar amor
E que não conhece o fim
Um coração que bate por você
- Por quê?
- Por que você é a coisa mais importante da minha vida. E eu não sei o que seria de mim se eu não puder te ver todos os dias. Seria um ser sem alma, sem razão para existir.
Para teu amor eu só tenho a eternidade
E para teu amor que me ilumina,
Tenho uma lua, um arco-íris e um cravo
E tenho também
- O que está querendo dizer Mirok? – com uma lágrima escorrendo por sua face.
E que não conhece o fim
Um coração que bate por você, por isso
Eu te quero, tanto que não sei como explicar o que sinto
Eu te quero, porque sua dor é a minha dor
Não há dúvida
Eu te quero com a alma e com o coração
Te venero
Hoje e sempre, obrigado eu te dou meu amor
Por existir
- Que eu te amo, não consigo viver longe de você, que eu quero você ao meu lado e que eu seria o homem mais feliz do mundo se você me amasse um pouco do que te amo.
Ela ficou em silêncio por alguns instantes, vendo a tensão tomar conta do rosto dele.
Eu tenho tudo e o que não tenho também conseguirei
Para tu amor que é meu tesouro
Tenho a minha vida inteira aos teus pés
E tenho também...
- Então se considere um – sorrindo e o beijou hesitante.
O rapaz a envolveu em seus braços e aprofundou o beijo sendo correspondido com igual entusiasmo. Todo o amor há tanto tempo reprimido, explodiu em ondas de calor que os envolveram, aquecendo o sangue...
- Cheguei Sango!
Os dois se separaram e fitaram uma atônita Kagome.
- Desculpe interromper, eu... volto outra hora – embaraçada.
- Não tudo bem. Mirok você não tem que ir trabalhar?
- Tenho – olhou seu relógio de pulso – e já estou atrasado – e saiu noite adentro.
Assim que ele saiu, Sango se sentiu como uma menina pega fazendo travessuras. Então tentou fugir do interrogatório que viria.
- O Inu Yasha deve está na casa do Mirok Kagome – dirigindo-se a mesa e fingindo arrumar alguns papeis.
- Sango?
- Sim? – tentando parecer natural.
- Que foi aquilo que eu vi agora a pouco?
- Está com cataratas é Kagome? É obvio que um beijo – vermelha como um tomate.
- Você sabe que não é isso que eu quis dizer. Mas o que esse beijo representou?
Ela encarou Kagome. Seus olhos brilhavam mais que qualquer estrela e sua expressão era de puro deleite.
- Que eu e o Mirok nos entendemos e que estamos namorando!
- Ai amiga que bom! – abraçou a jovem amiga – Conte-me tudo agora mesmo! Como vocês se entenderam?
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Como as duas estavam cansadas demais para encarar a cozinha, pediram uma pizza. Depois de comer, Inu Yasha rumou para o jardim, deixando as duas conversando. Sentou-se debaixo de uma árvore qualquer e fitou a lua, que a cada dia que passava ficava maior.
Seus pensamentos retornaram para a última vez que vira a Kikyou com vida.
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- Você não tem o direito de me pedir isso Kikyou!
- Eu sei. Mas mesmo assim eu peço. Ao menos pense na possibilidade.
- Por que tenho que me tornar humano? Eu gosto de você, Kikyou, do jeito que é. Mesmo sendo humana.
- E eu também o amo do seu jeito, mas eu penso nos nossos filhos.
- E o que tem eles?
- Inu Yasha a minha aldeia não vai fazer nada para impedir, mas eles não aprovam essa união. Nós dois somos adultos, podemos agüentar a reprovação, mas nossos filhos não. Eles serão desprezados, assim como você foi durante todo esse tempo.
- E eu devo deixar de ser quem sou, só por que aqueles humanos fracotes o querem?
- Inu Yasha...
- Ou será que é você que tem vergonha de mim?
- Inu Yasha não, eu nunca... – mas ele não quis escutar.
- Por que se for isso, não se preocupe. Eu vou embora e você não vai ter mais do que se envergonhar – e partiu como um raio.
-Inu Yasha!
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As nuvens passaram no céu encobrindo, por instantes, o brilho da lua. A suave brisa da noite espalhava as folhas amareladas do outono. O haion permaneceu por tanto tempo quieto que os pássaros já não o temiam, antes voavam ao seu redor sem parecer nota-lo. Seu canto era triste e combinava com o seu estado de espírito. Inconscientemente pensava em sua situação.
“Eu amo a Kikyou e provavelmente sempre irei ama-la, mas aquela garota... de alguma forma... meche comigo. Talvez por ser parecida com ela... mas ao mesmo tempo tão diferente”.
Sentiu então o cheiro doce dela se aproximando. Não demorou muito e Kagome apareceu em sua frente.
- Posso me sentar ao seu lado?
- Faça como quiser mal-humorado.
Ela sentou e ficou a observar as estrelas que apareciam timidamente entre uma e outra estrela. Silêncio. Uma rajada de vento cortou o local. A moça estremeceu e se encolheu.
- Está com frio?
- Um pouco.
Ele não soube como, mas quando percebeu já havia envolvido-a com um de seus braços e ela se aconchegou nele.
Ficaram um longo tempo em silencio assim, olhando o seu perdidos em seus pensamentos. Mentes diferentes, eras diferentes, costumes diferentes, no entanto algo muito igual nascia em seus corações e era nisso que pensavam. Até que a garota buscando esquecer isso por algum tempo comentou:
- Eu sempre venho aqui quando quero pensar sobre algo...
Ele não fez nenhum comentário. Apenas retirou o braço que a envolvia.
- No que você esta pensando?
- No quanto você é uma humana intrometida!
Ela ficou abismada com a brutalidade dele que não conseguia reconhecer nem uma delicadeza e com uma vontade imensa de chorar, levantou-se.
- Se eu sou uma humana intrometida, você é um haion grosso e sem um pingo de educação – virou-se e partiu.
Saiu do lugar com passadas apressadas, mas não foi muito longe, pois as lágrimas embaraçaram sua visão de modo que não viu um buraco na terra e ela acabou tropeçando. O haion que decidira segui-la, tentou ajuda-la foi bruscamente repelido.
- Me deixe em paz!
- E voltou a caminhar em direção a sua casa. Ele a deixou partir. Achou melhor deixar a poeira baixar, depois conversaria com ela.
“Droga! A Kagome me libertou, acolheu-me em sua casa e tenta ser o mais gentil possível. E o que faço? Fico só arrumando trabalho para ela!”.
Ele não queria entrar agora, mas também não queria retornar a árvore que pouco a pouco perdia suas folhas. Adentrou lentamente no bosque que fora preservado durante a construção do conjunto habitacional em que morava.
Enquanto caminhava, lembrou-se da magoa contida nas palavras dela.
“Droga! Por que eu fui dizer isso? Droga você me deixa nervoso. Não devia sentir isso por ela, não novamente, não esses sentimentos!”
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Kagome estava sentada em sua cama limpando os arranhões decorrentes de sua queda.
“Quando eu cheguei no jardim e o encontrei tão triste, desejei com todas as minhas forças tira-lo daquele inferno particular em que ele vive. Desejei poder dá-lhe a paz, faze-lo feliz. Talvez fosse capaz de qualquer coisa para isso...”
Ela se levantou e aproximou-se da janela. O procurou com o olhar, mas ele não se encontrava mais no jardim. Decidiu ir se deitar, quando sentiu uma presença estranha no bosque.
Continua...
Desculpa a demora para repostar a fanfic só que eu tive que reescrever todos os capitulos, pois não tinha salvo no computador. Apartir de agora ficará mais rápido, pois tenho estes capitulos seguintes salvos no meu e-mail. Espero que apreciem as mudanças que fiz e logo verão capitulos inéditos. Beijos.
[28/08/07] Prológo
[09/09/07] Prológo
[10/09/07] Capitulo I
[11/09/07] Capitulo II
[12/09/07] Pequenos conflitos
[17/09/07] Uma noite perfeita - parte 1
[04/10/07] Descobertas - Parte 1
[05/10/07] Uma noite perfeita - parte 2
[08/10/07] Descobertas - Parte 2
[16/10/07] Descobertas - Parte 3
[02/11/07] Conflitos
[05/11/07] Capitulo X
[20/11/07] XI Capitulo
[12/01/08] Um almoço envolvente
[14/01/08] XIV Capitulo
[14/01/08] XIV Capitulo
[16/01/08] XV Capitulo
[16/01/08] XVI Capitulo
[17/01/08] XVII Capitulo
[18/01/08] XVIII Capitulo
[19/01/08] XIX Capitulo
[20/01/08] XX e XXI Capitulo
[22/01/08] XXII Capitulo
[23/01/08] XXIII Capitulo
[28/01/08] XXIV Capitulo
[28/01/08] XXV Capitulo
[12/02/08] XXVI Capítulo
[13/02/08] XXVII Capitulo
[16/02/08] Capitulo XXVIII
[16/02/08] Adeus
[02/03/08] Penúltimo: Percebendo o erro
[02/03/08] Último: Correndo atrás
[04/03/08] O tempo passa...
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