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[InuYasha] Nunca Feche os Olhos

Shikon no Tama


Autor: ~sakurita

Categoria: Animes/InuYasha

Gênero: Drama (Tragédia) / Romance e Novela. / Shoujo (Romântico)

Personagens: Kagome, Inuyasha

Classificação: 14+

Adicionado em: 25/12/07

Comentários/Favoritos 4/2

Caracteres: 9.169

Exibições: 1

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-Eles se resolveram.
Kagome e InuYasha observavam os amigos, pela janela que dava para o lado de fora, onde esperavam.
-Que bom –disse ele. Olhou para o lado. Souta estava correndo a poucos metros dali.
-É. –ela sorriu pelos dois. Quem dera sua vida fosse tão simples.
-Ka-chan... –a voz dele era quase um sussurro. –Vamos... é melhor irmos treinar, antes que eles percebam que estamos imitando um voyeur...
-Isso não é voyeurismo, InuYasha. –repreendeu ela. –É apenas observação.
Ele sorriu, puxando-a pela mão.
-Vamos, mesmo assim. Deixe-os conversarem.
Os dois começaram a brincar com Souta. esperariam os amigos para voltar a treinar. Quando Sango e Miroku se aproximaram, todos ouviram barulho de derrapagem.
Em poucos segundos, a moto de Koji parava ali.
-Preciso da sua ajuda, Ka-chan. –a voz dele era urgente, os olhos pareciam conter algo muito parecido com desespero.
-O que foi? –a pergunta veio do hanyou. Percebia que os olhos cinzentos do ex-adversário exibiam uma preocupação muito grande.
-Kikyou... sumiu. –a voz dele, agora, estava carregada de desespero. –O apartamento está revirado.
-Você conhece Kikyou? –a informação deixou Kagome um tanto surpresa.
-Conheço, e amo. Preciso encontrá-la, e preciso da sua ajuda. –ele estendeu um celular para a garota. Kagome viu, horrorizada, a foto de uma parede manchada de sangue. O líquido pegajoso formava uma imagem que gelou todos ali.
Uma aranha.
-Naraku. –a voz de Kagome estava cheia de rancor e medo. Não sabia o que ele faria com Kikyou.

-Havia um bilhete lá. Era a letra dela. Dizia que ele quer a jóia. Em troca da vida de Kikyou. –Koji tentava manter a razão, mas simplesmente não conseguia. Chegar ao apartamento dela no dia posterior à noite na qual descobrira amá-la e encontrá-lo destruído o chocara demais.
-O que Kikyou tem a ver com Naraku? –Sango continuava sendo prática, mesmo em situações como aquela.
-Eu não sei bem. –ele passou a mão pelos vastos cabelos negros. –Ela tem a marca, Kagome.
-Provavelmente outra vítima dele... como eu. –Kagome mordeu o lábio, pensando. –Ou não teria poderes tão grandes. Se ela fosse maldosa, não conseguiria purificar o miasma como fez.
Ninguém contestou.
Rapidamente, ela deu ordens firmes a todos.
Sango e Miroku foram pegar o carro do rapaz, levando as armas do treinamento. Diversas katanas e sais foram colocadas no porta-malas.
Eles já estavam vestidos para combate, então não se deram ao trabalho de se trocar.
-Não se preocupe, Koji. Vamos encontrar Kikyou. E salvá-la.
-Como? –perguntou ele.
-Eu sei onde ele está. –a voz dela era firme.
Todos observaram, abismados, enquanto Kagome comandava Miroku, ao volante. Koji os seguia com a moto, os dois veículos em velocidade altíssima.
Os olhos de Kagome eram os únicos que viam, mas isso não mudava o fato de que uma enorme aranha negra se erguia nos céus, pairando acima de uma grande casa.
A casa dela.

***

-Não vou traí-los. –a vos dela era firme.
Naraku sorriu por baixo da capa. Realmente era uma pena ter que se livrar de uma mulher que poderia ter sido uma serva tão boa.
-Então você morrerá. –sua voz era fria.
-Talvez. –ela tomou posição de luta, segurando o arco nas mãos com firmeza. –Mas pode apostar que vou te levar junto.
Ele continuou sorrindo.
-Ah, pequena Kikyou... eu não posso morrer.
Ela gelou.
-Sim, eu sou imortal. –as palavras dele pareciam conter um prazer discreto, ao serem proferidas. –Ao contrário de você, Kikyou, eu não tenho um coração. Portanto, não posso morrer.

-Desgraçado. Então porque vir até aqui me confrontar? Para quê destruir meu apartamento e me esperar? Isso tudo é apenas uma brincadeira para você?
-Não... –ele ficou repentinamente sério. –Eu destruí seu apartamento como um aviso, e você logo saberá porque. Até lá...
Ele ergueu uma das mãos na direção dela. Kikyou sentiu o corpo ser impelido em direção à uma caneta caída no chão. Começou a escrever num pedaço de folha qualquer que estava ali.
Ela viu as palavras que se formavam no papel, e gelou. Seus dedos não obedeciam seus comandos, e aquilo a desesperava. Ele queria a jóia. Trocaria Shikon no Tama pela vida dela, Kikyou.
-Não vai dar certo. –disse ela, esperando que as palavras estivessem corretas. –Não vai dar certo!
-Ah, com o aviso certo vai, sim. –a mão dele se moveu um pouco, e ela viu a mão que segurava a caneta se virar para a outra.
Sob o comando de Naraku, a caneta rasgou a carne de sua mão, deixando o sangue escorrer livremente. Sufocando um grito de dor, Kikyou foi forçada a caminhar até a parede de seu apartamento. A mão começou a escorregar pela superfície fria e branca, o sangue formando um desenho disforme. Mas, mesmo sendo disforme, as formas eram claras o suficiente para que se visse a imagem formada pelo líquido pegajoso e avermelhado.
Kikyou viu, horrorizada, seu sangue desenhar uma aranha.

***

Kagome sentia a energia maligna aumentar constantemente, tentando manter a calma. Souta, encolhido no banco de trás, tremia.
Ela não queria envolver a criança naquilo, naquela batalha onde tanta coisa estava em jogo. Mas havia coisas que não podiam ser concedidas, e aquele desejo era uma delas. A garota rezou silenciosamente para que o irmão saísse ileso daquela batalha. Mesmo no meio da guerra que se travaria naquele lugar, Souta ainda estaria mais seguro ao lado dela e de seus amigos do que sozinho.

Eles pararam diante do portão de ferro, e nenhum deles se deu ao trabalho de esperar Kagome. Foram até o porta malas e se armaram.
Sango pegou o Hiraikotsu, logo após colocar uma luva de couro preto, para proteger as mãos. Pendurou uma katana na cintura, por segurança.
Miroku fez o mesmo que ela, pondo uma arma na cintura por precaução. Levou o cedro budista e alguns selos. Sua expressão parecia preocupada, mas mesmo assim ele se mantinha calmo e aparentemente seguro.
InuYasha pegou a Tessaiga. Não sabia o que o levava a empunhar aquela espada enferrujada, enquanto havia tantas katanas em bom estado ali. Simplesmente sentiu o pulsar da arma, chamando-o ao combate.
Todos olharam, abismados, enquanto Koji habilmente pegava dois pares de sais, passando um para Kagome e pendurando o outro em sua própria cintura. Quando ela passou para ele uma katana e pegou para si mesma um arco e várias flechas, eles compreenderam o que ocorria. Aqueles dois tinham passado por treinamento intenso juntos. Não era de se espantar que entendessem tão bem os talentos um do outro, e soubessem que arma passar para as mãos do companheiro.
Souta viu a irmã olhar com insegurança e medo para ele. Sabia que ela se preocupava. Kagome entregou a ele uma faca de punho prateado, muito usada em rituais de purificação. Ela falou, então:
-Use isso para se proteger, se precisar. –se virou para o hanyou. –InuYasha... Prometa-me que vai proteger Souta, não importa o que aconteça. Você é o único a quem eu confiaria meu irmão.
Ele assentiu.
Ao mesmo tempo, todos se viraram para a entrada da casa. Kagome fez sinal com a mão, enquanto deixava a mão deslizar para a cintura, pronta para agarrar a katana ali colocada assim que necessário.
Era hora da guerra.

***

Kikyou acordou amarrada.
Virou o rosto, procurando pistas de Naraku no recinto ao redor. Não demorou a encontrá-lo com a capa habitual, olhando por uma janela. Ela percebeu, então, que estavam num lugar elevado. Segundo andar de algum prédio, provavelmente.
Ela estava presa a uma cama enorme, de madeira pesada. Ajoelhada no chão, com as mãos presas pelos pulsos com grossas cordas de miasma. As cordas a prendiam aos pés do móvel.
Ela começou a concentrar-se, tentando purificar o miasma que a prendia.
-Vejo que já acordou.
A voz de Naraku fez com que ela parasse a tentativa de fuga. Olhando-o com ódio, ela disse:
-Você não vai conseguir. Ela não irá entregar a jóia.
-Não preciso que ela entregue a jóia. –disse ele, sorrindo maldosamente. –preciso apenas que ela venha até aqui. Quando eu puser as mãos na guardiã do Shikon no Tama, nada mais importará, porque poderei extrair a informação que preciso.
-Ela não virá. –a voz de Kikyou era firme, apesar das desconfianças. Provavelmente ela iria, pensou a garota.
E, provando que seus receios estavam certos, ouviu-se uma explosão no andar abaixo.
-Eles chegaram. –a voz de Naraku denunciava uma grande alegria. Uma alegria doentia.
O miasma em torno dela ficou mais denso, começando a feri-la nos pulsos. Kikyou gemeu de dor. Koji. Estaria ele ali, junto de seus possíveis salvadores? Não queria morrer sem vê-lo uma última vez.
-Logo saberei onde está Shikon no Tama. –a voz dele estava dura e fria. –E tudo acabará.

Continua...


Capítulos de [InuYasha] Nunca Feche os Olhos

[09/12/07] O Fim do Começo

[09/12/07] As Marcas do Passado

[10/12/07] A Garota no Espelho

[11/12/07] Mais Lembranças, Menos Dor...

[12/12/07] Koji

[14/12/07] Reencontros

[15/12/07] Segredos

[15/12/07] Outras Vidas (Parte I)

[17/12/07] Outras Vidas (Parte II)

[19/12/07] A Névoa de Miasma

[20/12/07] Um Coração Yokai

[21/12/07] Pedaços de Vidas

[21/12/07] Apenas Amigos...

[22/12/07] A Aranha Negra

[25/12/07] Shikon no Tama

[27/12/07] A Guerra

[28/12/07] Sangue e Miasma


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