24 de Junho de 2005, Meia noite, Mansão dos Daidouji.
Em um pequeno quarto, digamos o menor quarto da casa, estava uma jovem, que aparentemente estava tendo um terrível pesadelo.
- Não! Okaasan! Não vá embora! Não me deixe, Okaasan! Não!
Uma forte luz a tomou por completo. Dava uma sensação de paz, alegria e aconchego, uma que Mayura há muito tempo não provava.
Após a luz se extinguir, uma bela mulher de longos cabelos negros, olhos verdes e uma aparência cândida, a abraçou dando-lhe um carinhoso beijo na bochecha direita.
Uma delicada mão trouxe-a a realidade, era hora de acordar.
- Mayura-san, Senna-san pediu para te acordar. – Avisou uma das empregadas.
Antes mesmo de Mayura levantar, pode escutar uma explosão vinda do andar de baixo. Sem ao menos recear, desceu as escadas, encontrando Senna e Raito com olhares aterrorizados para o lugar que onde fora a porta de entrada para a mansão.
- Mayura-chan... Um monstro... – Sussurrou Senna tremendo.
Os três se juntaram, fixaram seus olhos uns nos outros e voltando novamente onde supostamente esteve o monstro.
- Vamos! – Reagiu Mayura puxando os amigos. – Precisamos ver o que é. Não podemos ter medo de algo que nem sabemos se existe de verdade!
A brava garota arrastou-os até do outro lado da calçada da rua em que se situava a majestosa mansão dos Daidouji.
- Viu, não tem... – Começou Mayura, sendo interrompida pelo grito histérico de Senna ao ver uma criatura de dois rabos, grande e que lembrava um gato com dentes de sabre.
Raito puxou Senna pro seu lado, fazendo o mesmo com Mayura.
- Vão, fujam. Eu o distraio...
- BAKA! Não vamos te deixar aqui.
- Mayura...? Bom se não tem jeito...
Quando se preparavam para fugir, a criatura os cercou e deixou cair três pequenos colares cujos pingentes eram uma bolinha de raio de mais ou menos cinco centímetros e de um branco rosado muito bonito.
- E essa agora? Deixa esses colares fora de moda e desaparece. – Reclama Senna.
- Bem que você ficou feliz, Senna. Você é a mais medrosa de nos.
Após a discussão dos primos, Mayura ainda estava pensativa. O que tudo aquilo tinha haver? O que tudo aquilo ligava a morte de sua mãe? Antes de analisar mais o caso, os estranhos colares começaram a emitir uma luz tão densa que dava a impressão que ia cegá-la.
Quando a luz cessou, as casas, mansões e carros desapareceram,dando lugar a apenas arvores e mais arvores.
Uma mão segurou o braço esquerdo da jovem de olhos verdes, a assustando.
- Calma, Mayura, sou eu. Onde será que estamos? – Perguntou Raito que abraçava Senna.
Mais uma vez, Mayura não pode refletir sobre a pergunta, sendo interrompida por um alto homem de cabelos prateados que passavam dos quadris, olhos cor de âmbar e um ki mono branco.
- Yo, minna! - Disse o homem com um sorriso. – Sou Inuyasha, muito prazer. – Apresentou-se – Antes de qualquer coisa, quero avisar que estão em outro tempo e vocês foram criados por famílias adotivas.
- Mais que brincadeira é essa? Você nos tira de nossa casa e inventa que não somos filhos das pessoas que nos criaram desde pequenos? Só pode ser um péssimo pesadelo.
- Vejo que você deve ser a Mayura, não é mesmo? – Perguntou Inuyasha em seu tom calma. – Já vi que não acreditara em mim fácil *Por que eu tinha que ter um gênio assim?* - Suspirou. – Creio que você sonhou com uma linda mulher de cabelos negros e olhos incrivelmente verdes iguais aos teus, certo?
Mayura apenas disse que sim com a cabeça, ainda relutante.
- *risos* Então, sonhou com sua mãe todos os dias?
- Minha mãe? – Perguntou Mayura.
- Sim, sua verdadeira mãe se chama Kagome.
A jovem sentia que no fundo ele dizia a verdade. Mas, como ele sabia?
- Como o senhor saber? - Perguntou
- Ora, será porque eu sou seu... Como posso dizer?... Pai? – Respondeu ainda em seu tom calmo que começava a irritar Mayura.
Porem, uma sensação de que seu corpo tornava-se pesado a tomou conta. Mas, antes de desmaiar por completo, sentiu seu corpo se recolhido por Inuyasha.