Após o confortante almoço dos dois, eles saem do salão juntos. Andam muito devagar para o quarto, observando a sua volta.
De repente, Kouta aparece em frente à Kiyo, seguido de Yumi.
- O que está fazendo aqui, Kouta? – Pergunta Kiyo sério.
- Qual o problema, amigo? Vim me desculpar por hoje... Fui meio rude julgando sua nova amiga. – Neste momento ele fita Torie com um olhar malicioso, e... Maldoso.
- Keh... Que bom, já está desculpado, já pode sair... – Ele fala emburrado.
- O que foi? Eu não entendo sua braveza! – Ele diz, fazendo discretamente um sinal para Yumi, que o recebe, entendendo a ordem.
- Kiyo, vem cá um pouco, quero falar com você a sós... – Ela pega em seu braço, o puxando para um lugar fora da vista dos outros dois, Kouta e Torie.
- E-Eu já volto Torie! – Ele grita para a amiga.
- Hmm... “Não tão cedo...” – Pensa Kouta, fitando Torie com um semblante maldoso.
- Então... Quanto a você... – Kouta anda em direção a Torie, com um semblante muito desconfortante, fazendo a garota recuar à medida que ele se aproximava. – Não tenha medo... Eu não mordo! – Ele sorri.
...
- Então, Yumi, o que quer comigo? – Pergunta ele inquieto, queria voltar de uma vez.
Yumi o prensa contra uma árvore, passando a mão em seu definido peito.
- O que está fazendo?! – Ele se assusta.
- Kiyo... Tenho que lhe dizer, eu ainda te amo, muito! – Ela pronuncia-se.
- Keh! Achei que já tivéssemos resolvido isso! Você agora namora o Kouta!
- Isso não importa, eu ainda te amo! Não agüento te ver andando com ela – Diz a menina aproximando seu rosto do rosto do rapaz.
- Yumi...! – Ele dá um passo, fugindo dos braços da menina que o prendiam na árvore, ele se afasta dela. – O que tem de errado nela? O que ela te fez?!
- Kiyo... Não importa o que ela me fez, o importante é o que ela vai fazer com você! – Ela diz, pegando novamente no braço do garoto impedindo que ele fugisse.
- Do que você está falando?
- Hmm... – Ela ri com o canto da boca. – Você não a conhece direito...
- O que?
- Tudo o que ela te diz, de não ter amigos, ser uma infeliz, que é maltratada pelo padrasto é tudo mentira!
- O-O que?! –Ele se assusta.
- Essa garota não é de confiança... Ele se meteu em uma briga no seu colégio, foi expulsa! Agora ela só quer presas! Como você!
- Mentira! I-Isso é mentira!
- Mesmo? – Ela o prensa novamente. – Torie, é uma enganadora sem coração, ela ilude os garotos com a suas fraquezas, e depois o atrai pra sua isca... Ela não quer nada de compromisso com você.
- ... – Kiyo começava a acreditar nos concretos fatos que a amiga o expunha.
- Ela e o seu padrasto agem juntos... Eles planejam roubar as famílias, iguais as suas. Ricas, porém sem conhecimento empresário... Eles as fisgam e roubam tudo que podem...
- Verdade?
- Sim! A briga dessa garota no seu outro colégio, foi com um garoto que quis contar a verdade para todos, depois que ela e o pai dela roubaram toda a família dele. Ninguém nunca conseguiu provar que os roubos de Kenshin eram realmente dele.
- Ela... Como ela pode fazer isso?
- Hmm... Ela os encanta com o jeito frio, ou até mesmo inseguro dela, os atrai, consegue com que eles forneçam a ela toda a informação necessária para o roubo. Entra no sistema de toda a família e os rouba!
- Isso não pode ser verdade! E-Ela parece ter um bom coração, não faria isso!
- Tsc... Kiyo, ela já não lhe perguntou algo dobre sua família? Digo, no que trabalham, ou onde moram?
- C-Claro que não! – Diz assutado.
- Ainda bem! Tome cuidado! Ela pode usar isso para acabar com sua família!
- Não... Não pode ser verdade... Está mentindo!
- Se não fosse verdade, por que você acha que todos do colégio odiariam tanto ela?
- ...
- Isso é porque a notícia se espalhou... Foi você o único que não sabia, e foi fisgado, mas, por sorte, eu te avisei antes...
- Droga... Yumi, obrigada pelo aviso... – Diz ele espantado. Uma tímida lagrima rola sobre sua face. – Aquela... Aquela idiota fez isso comigo! Está me enganando para roubar minha família! Que droga! Como fui gostar dela, ela... É o mesmo lixo que o pai dela!
- Hmm... – Yumi riu novamente. Ela sabia como fazer os outros acreditarem nela. Sabia como usar fatos para incriminar outras pessoas.
- Vou dar um jeito nisso agora!! – Ele brada.
- Não! Er... Espere...
...
Kouta andava em direção a Torie que recuava. Ele pega no rosto da menina.
- Linda menina má! – Diz ele em um tom irônico.
Ela vira o rosto escapando das mãos dele.
- Não quer brincar? – Ele pergunta pegando, agora, na cintura de Torie.
- Me solte... – Diz ela no mesmo tom de sempre.
- Me obrigue! – Ele avança, jogando Torie contra uma parede. Ele a compressa com o corpo, com suas mãos, ainda, na cintura da garota.
Ele conseguiu tirar uns gemidos de dor da garota que estava entre a parede e ele. Com a cabeça sobre o ombro de Kouta ela diz:
- Pare... Por favor... – Sua voz sai fraca.
- Quer parar agora? Nem começamos! – Ele aperta Torie mais ainda. Avançava com o corpo, pressionava violentamente a garota contra a parede.
Ela solta mais gemidos, quase sem ar.
- Keh...! – Ele recua da garota, o que a faz avançar, com a respiração cansada. – Vamos ver até onde agüenta! – Ele pega no pescoço da menina, a apertando cada vez mais.
A garota, tentando se livrar, põe suas mãos nas dele.
- Não vai pedir socorro? – Ele a eleva, a sufocando cada fez mais.
- Me... Solte... – Ela tentava falar, mas ele não permitia, cada vez apertava mais.
- Keh... – Ele ri um pouco. Avança com a cabeça e fica de lado com a de Torie, e com a boca bem perto do ouvido da garota, fala:
- Fique longe do Kiyo, ouviu? Senão... O que eu poderia ter feito com você agora, eu faço na próxima! – Ele a larga, fazendo a garota cair sentada no chão com as mãos na garganta.
- Não esqueça disso! – Ele aponta para ela e sai.
Ela, meio ferida, volta para o quarto, mesmo sem esperar Kiyo, estava cansada. Massageava o pescoço, lembrando do acontecido. Queria esquecer daquilo.
...
Yumi e Kouta se encontram depois de terem posto tudo em ação.
- Como foi? – Pergunta Yumi.
- Keh... Eu não consegui sentir o medo dela em mim, mas acho que ela vai me ouvir, foi estranho, parecia que ela já sabia como lidar com situação como aquelas. Mas, e como você foi?
- Muito bem! Ele acreditou em tudo, a briga dela em outra escola serviu muito bem como desculpa!
- Hmm... Você sabe mesmo fazer uma pessoa acreditar em você, hein?
- É mesmo! – Eles riem juntos.
- Onde ele foi?
- Eu disse para ele ir falar com ela, pôr tudo a limpo... Vai ser divertido.
- Muito!
“A inveja é uma doença só prejudica quem a possui.”